A Vigilância Sanitária de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, apreendeu, na manhã desta sexta-feira (31), quase três toneladas de carne estragada. Os produtos estavam em um container em um terreno próximo ao açougue, que foi lacrado.
A ação foi realizada a partir de uma denúncia anônima e constatou que o produto não tinha condições para consumo, mas, mesmo assim, era utilizada para fazer charque, item comercializado no estabelecimento.
“As três toneladas de carne serão descartadas no aterro sanitário e, como penalidade, o açougue responsável pela comercialização da carne imprópria para o consumo foi fechado”, afirmou o diretor da Vigilância Sanitária de Itajaí, Silvio Schaadt.
Ele ressalta a importância desse tipo de denúncia ao órgão, viabilizadas pelo número (47) 3908-5046, pelo e-mail [email protected] ou pela Ouvidoria do Município pelo telefone 0800 646-4040.
Um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) estará ativo sobre o Brasil até o próximo domingo (2). Com isso, chuvas fortes e volumosas devem atingir áreas das regiões Sudeste, Norte e Centro-Oeste.
De acordo com a previsão da Climatempo, mais uma vez os maiores volumes de chuva serão registrados no Sudestes. A maior preocupação com a chuva muito volumosa refere-se à faixa da divisa de São Paulo com Minas Gerais e com o Rio de Janeiro.
Volumes de chuva estimados
A maior parte das áreas de São Paulo e de Minas Gerais deve acumular de 100 a 200 mm de chuva até domingo.
Segundo a Climatempo, no entanto, na divisa entre esses estados e o Rio de Janeiro, o acumulado estimado aumenta para o intervalo entre 200 a 300 mm de chuva. É o que ocorre em áreas do Triângulo Mineiro e nas regiões de Ribeirão Preto (SP) e de São Carlos (SP).
Grande parte do Sul de Minas, a região da Zona da Mata Mineira, o Vale do Paraíba (SP) e o sul do Rio de Janeiro também poderão acumular de 200 a 300 mm de chuva.
Umapequena área na serra da Mantiqueira, no sul de Minas, na divisa com São Paulo, abrangendo, por exemplo, a região de Campos do Jordão, é a área onde o perigo é mais extremo: acumulado esperado pode chegar a 400 mm.
Perigo para deslizamentos e enchentes aumenta
De acordo com a Climatempo, os volumes de chuva estimados são muito elevados e em alguns casos correspondem a quase toda a chuva estimada para o mês de fevereiro em três ou quatro dias. Essa situação extrema, alertam os metorologistas da Climatempo, representa grande perigo, pois já choveu muito nessas áreas e, em vários locais, os solos estão encharcados e o nível dos rios e córregos está alto.
A chuva deste novo episódio de ZCAS vai cair sobre áreas que já estão tendo chuva regular, com vários temporais, desde novembro de 2024. Agora, a condição dos solos está mais propícia a ter deslizamentos de terra.Há um grande potencial para deslizamentos na Serra da Mantiqueira, na Serra do Mar, no litoral norte de São Paulo, em Angra dos Reis (RJ) e emde Paraty (RJ).
Grande São Paulo e Grande Rio
Na região da Grande São Paulo, muita chuva está sendo esperada neste fim de semana. São Paulo já recebeu muita chuva e está mais fácil ter o transbordamento de rios agora.
Para o Grande Rio, a expectativa é de que a chuva mais volumosa aconteça na parte oeste da região. Também há uma preocupação na região serrana fluminense.
A situação dos produtores gaúchos está complicada! A safra na Fronteira, Sul, Missões e região Central são as mais afetadas pela seca. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ( Emater), 75% da soja está com perdas ou em alerta. Entidades questionam as projeções de safra recorde no estado e há grande preocupação com o endividamento dos produtores. Cerca de 30% estão com dívidas consideradas impagáveis.
A chuva que veio em excesso no estado, ao longo de 2024, agora está escassa na maioria das regiões. Essa é a quarta safra seguida com problemas de estiagem. As lavouras estão debilitadas e não conseguem se desenvolver mais, mesmo que chova.
A repórter Eliza Maliszewski conversou com Luciane Agazzi, produtora no município de Tapes, mostrou para a equipe do Canal Rural a lavoura de sua propriedade que está há 28 dias sem chuva.
“Ela não fechou carreiro, não cresceu, não engalhou. Devia estar com 60 centímetros e está com um palmo”, disse.
O Rio Grande do Sul vem de safras seguidas de seca. Em 2021/22 uma das piores colheitas com perdas acima de 50%. Em 2022/23 quebra de 40% na soja e na safra passada 23/24 estiagem no começo do ciclo e enchente no final com grandes impactos nas lavouras da metade sul.
Discordância
Diferente do que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), previu, a Associação Brasileira de Produtores de Soja (APROSOJA) divulgou uma nota onde destaca que não haverá supersafra. “Vivemos novamente uma situação difícil no Rio Grande do Sul. Nós temos regiões onde não chove há tempos e as plantas secaram, não temos água, chuvas escassas em todo estado. Percentual de quebra só saberemos mesmo quando começar a colheita. Até lá tudo é chute”, desabafa o presidente da Aprosoja/RS, Ireneu Orth.
Medidas
O governo do Rio Grande do Sul informou que está empenhado em ações para mitigar os efeitos das secas e estiagens. Segundo o governo, uma série de medidas foram e estão sendo executadas dentro do programa Supera Estiagem.
Além disso, o governo criou uma estrutura dedicada à segurança de barragens e emergências climáticas, dentro do Plano Rio Grande, de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Rio Grande do Sul.
A primeira edição do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) de 2025 destaca chuvas intensas no Centro-Norte e Matopiba, favorecendo a semeadura e o desenvolvimento das lavouras. No entanto, o excesso de precipitação atrasou a colheita em algumas áreas. Já na região Sul e no Mato Grosso do Sul, volumes abaixo da média trouxeram restrições hídricas.
Os dados indicam boas condições para a soja, com índices de vegetação próximos ou superiores aos da safra anterior. O arroz irrigado também apresenta bom desempenho, mas o nível dos reservatórios preocupa no Rio Grande do Sul.
O BMA é uma publicação mensal, resultado da colaboração entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam). O trabalho tema a colaboração de agentes que contribuem com dados pesquisados em campo.
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Foto: Divulgação
Segundo o informado pela engenheira agrônoma Bruna Rohrig em artigo publicado no Blog da Aegro, o ácaro-branco tem sido uma grande preocupação para os agricultores, devido ao seu potencial de dano em diversas culturas. Com ciclo de vida rápido e capacidade de adaptação, a praga tem sido registrada com maior frequência e abrangência nos últimos anos, sobretudo em regiões com alta umidade e temperaturas elevadas.
Segundo o Centro Internacional de Biociência Agrícola (CABI), o ácaro-branco afeta importantes culturas como soja, café e algodão, podendo reduzir drasticamente a produtividade. Em outros países, há registros de perdas de até 50% na produção de feijão devido ao ataque da praga.
A infestação compromete o crescimento das plantas, reduzindo seu porte e dificultando o desenvolvimento. Em casos mais graves, há queda de folíolos, bronzeamento de hastes e folhas e redução do número de frutos.
Na soja, o ácaro-branco diminui a distância entre os entrenós, fazendo com que plantas afetadas fiquem menores e recebam menos luz, impactando sua produtividade. No algodão, a praga se torna mais agressiva em anos chuvosos, afetando a qualidade das fibras e o número de maçãs.
O ácaro-branco pode ser confundido com outras pragas, doenças ou viroses. Para diferenciá-lo, é necessário observar sintomas como rugosidade e deformação das folhas, além de verificar se a coloração interna da haste se mantém normal.
Ao contrário da maioria dos ácaros, o ácaro-branco se prolifera em condições de alta umidade e calor, sendo mais comum durante o crescimento vegetativo das plantas. Seu controle exige monitoramento constante e adoção de boas práticas agrícolas, evitando surtos e garantindo a sanidade da lavoura.
O episódio 29 do programa Soja Brasil traz um panorama detalhado sobre os desafios enfrentados pelos produtores de soja no Rio Grande do Sul e Paraná. A expedição da equipe do programa revelou que, após duas safras impactadas por estiagem e uma última marcada pelas cheias, a expectativa para a safra 2024/2025 ainda é de incertezas, com o clima desfavorável e a falta de recursos impactando a produtividade da região.
A safra está desigual, com algumas áreas que enfrentam déficit hídrico severo e outras que sofrem com excessos de chuva. A Emater estima que cerca de 6,8 milhões de hectares serão semeados, mas o excesso de umidade e a falta de tecnologia em muitas propriedades podem resultar em uma produção menor do que a esperada. A situação é crítica, com diversas propriedades deixando de ser plantadas ou plantadas sem insumos e tecnologias adequadas, o que reflete diretamente na redução da produtividade.
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Porém, o clima não é o único desafio enfrentado. O produtor de soja do Rio Grande do Sul também está se adaptando a práticas mais sustentáveis, com destaque para o programa Soja Baixo Carbono, que promove a certificação de soja produzida com baixa emissão de gases de efeito estufa. Este programa, desenvolvido pela Embrapa, busca atender aos critérios ambientais e melhorar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
Em Bela Vista do Paraíso, no Paraná, o programa Soja Baixo Carbono já está em andamento, com produtores que adotam práticas que reduzem em até 50% o uso de produtos químicos e os custos com a produção. A equipe do Soja Brasil constatou que, isso, além de beneficiar o meio ambiente, também melhora a competitividade do produto nos mercados que valorizam a sustentabilidade.
Em um ano desafiador, os produtores de soja seguem apostando na recuperação do ciclo 2024/2025, com a esperança de que a safra, apesar das adversidades, seja capaz de contribuir para a sustentabilidade do setor e manter o Brasil como um líder no mercado internacional de soja.
O programa Soja Brasil também destaca o papel das iniciativas de sustentabilidade, como a certificação Soja Baixo Carbono, que se apresenta como uma grande oportunidade para o Brasil consolidar-se como um fornecedor responsável e de alta qualidade no cenário global. Confira o episódio completo:
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Foto: Pixabay
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, o estado se mantém como referência nacional em sanidade animal, com ações que garantem a segurança alimentar, a competitividade do agronegócio e a qualidade dos produtos. Em 2024, o estado atingiu a marca de 3,5 mil propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose, resultado de um trabalho conjunto entre o Serviço Veterinário Oficial, a Secretaria de Agricultura e Pecuária e a Cidasc.
O estado detém a menor incidência de brucelose no país, sendo o único classificado como “grau A” pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Santa Catarina também compartilha a classificação A para tuberculose bovina com outros quatro estados.
O controle sanitário do rebanho leiteiro avançou com a Portaria 44/2020, que determina o monitoramento contínuo da produção e a coleta obrigatória de amostras de leite de tanques de refrigeração para exames anuais de brucelose, a partir de 2025.
Em 2024, foram coletadas amostras de 13.970 propriedades, com 402 positivas para brucelose (2,88%), uma redução expressiva em comparação a 2021, quando a taxa era de 5,89%. Os exames individuais também indicaram uma queda significativa nos casos, de 1,36% em 2021 para 0,60% em 2024.
O estado conta com cerca de 540 médicos veterinários habilitados pelo Mapa, que atuam no diagnóstico e controle das doenças, garantindo a baixa prevalência da brucelose e tuberculose no rebanho catarinense.
Com um planejamento sólido para 2025, Santa Catarina reafirma seu compromisso com a sanidade animal e o fortalecimento do agronegócio, consolidando-se como exemplo de controle sanitário no Brasil.
A BR-163/MS, rota estratégica para o escoamento da safra no Centro-Oeste, terá um novo leilão em 22 de maio, na B3, em São Paulo. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou a reestruturação do contrato de concessão, garantindo R$ 17 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos.
A medida soluciona desafios financeiros da MSVia, atual concessionária, e antecipa melhorias essenciais, evitando a relicitação, que dividiria a rodovia em dois trechos. O novo modelo prevê:
203 km de duplicação
147 km de faixas adicionais
99 viadutos e 144 pontos de ônibus
56 passagens de fauna e 22 passarelas
3 pontos de parada para caminhoneiros
Benefícios para o agro
O edital prioriza menores tarifas e mais obras, garantindo segurança e eficiência para o transporte de grãos, insumos e maquinário. O leilão permitirá a participação de outras empresas, além da MSVia. Caso não haja novos concorrentes, a atual controladora seguirá na concessão.
A ANTT também acompanha a reestruturação de outros contratos, como a BR-101/ES/BA e a BR-101/RJ, reforçando a infraestrutura rodoviária essencial para o agronegócio.
É a primeira vez que a agência autorizou a publicação do edital de reestruturação de um contrato de concessão rodoviária, um marco na regulação do setor.
O lançamento do edital, previsto para publicação no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (31), é resultado de um trabalho conjunto entre ANTT, Ministério dos Transportes e Tribunal de Contas da União (TCU), para solucionar contratos considerados defasados, como o da MSVia.
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Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro – Foto: Pixabay
A sanção da Lei 15.046, assinada pelo Governo Federal em 18 de dezembro de 2024, gerou preocupações no setor pet. A lei autoriza a criação do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, mas tanto a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) quanto o Instituto Pet Brasil (IPB) apontam a falta de clareza sobre seus objetivos. O texto não esclarece como o cadastro será usado, se servirá para melhorar a saúde pública ou para a criação de novas políticas públicas, deixando muitas questões sem resposta.
Outro ponto de atenção é a possível sobrecarga do sistema que administrará o cadastro. O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), responsável pela gestão, já enfrenta dificuldades operacionais e pode não ser capaz de lidar com a complexidade da tarefa. A exigência de registrar individualmente todos os animais domésticos, incluindo peixes ornamentais e pequenos mamíferos, também levanta preocupações quanto à viabilidade logística, especialmente em casos de tutores com vários animais.
A divergência sobre o escopo do cadastro também preocupa, já que ainda está sendo discutido se ele incluirá apenas cães e gatos. As entidades do setor acreditam que políticas públicas devem focar no bem-estar dos animais, com base em discussões técnicas e transparência. Elas alertam para o risco de a medida ser ineficaz, sem gerar um impacto positivo real na vida dos animais e seus tutores.
Exemplos internacionais, como os de Alemanha, Holanda e Inglaterra, alertam para as consequências de tais medidas. Inicialmente voltadas para o controle do número de animais, essas iniciativas evoluíram para a imposição de taxas anuais elevadas, chegando a mil euros, o que tem gerado impactos negativos, como o aumento do abandono de animais. O Brasil precisa avaliar esses exemplos antes de adotar medidas que possam prejudicar o mercado pet e os tutores de animais.
O Governo de São Paulo se reuniu ontem (30) com 300 representantes de cidades paulistas para alinhar o plano de ação para a prevenção e resposta a possíveis desastres causados pela chuva. A Defesa Civil de São Paulo prorrogou o alerta preventivo de chuvas até o próximo domingo (2).
A previsão para os próximos dias é de grandes volumes pluviométricos por causa da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Por causa disso, o governo vai manter um gabinete de crise até o domingo, com monitoramento também dos serviços de energia elétrica e abastecimento de água.
Novo sistema de alerta
Na reunião, a Defesa Civil estadual reforçou o funcionamento do novo sistema de alerta, chamado Cell Broadcast. Por meio dele, é possível mandar dois alertas à população utilizando a tecnologia 4G ou 5G. Os avisos variam de acordo com a gravidade, entre o severo e o extremo. Nesse último, o usuário não consegue desabilitar o recebimento do alerta.
“Com os novos sistemas de alerta e a sociedade atuando, estamos fortalecendo a cultura da prevenção. Esse encontro busca se antecipar a qualquer desastre. Agradeço a participação dos municípios e reforço que estaremos 24 horas disponíveis para ajudá-los”, afirmou o governador em exercício Felicio Ramuth (PSD).
O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Pereira, destacou que todo o órgão está mobilizado e monitorando as regiões do estado. “Estamos trabalhando de forma integrada com os municípios e acompanhando com as ferramentas e sistemas que temos disponíveis para fazer frente a esse período de chuvas visando a proteção das pessoas”, afirma.
Previsão do tempo
Institutos de meteorologia apontam para chuvas intensas na faixa leste de São Paulo, que engloba a capital paulista, Baixada Santista, Litoral Norte, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e Franca. Como o solo já se encontra encharcado devido aos acumulados dos últimos dias, recomenda-se atenção em áreas mais vulneráveis, já que aumentam os riscos de deslizamentos e enchentes.
Além do governador em exercício, Felicio Ramuth e do coordenador da Defesa Civil, coronel Henguel Pereira, participaram do encontro o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, e integrantes das 177 prefeituras que integram o Plano de Contingência da Operação Chuvas.