quinta-feira, julho 9, 2026

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Canadá, China, México e UE respondem às tarifas de Trump



Ontem, 2 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas de 25% sobre produtos do México e Canadá e 10% sobre importações da China, alegando preocupações com imigração e tráfico de drogas. Essas medidas geraram respostas imediatas dos países afetados. O Canadá, por exemplo, anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre US$ 155 bilhões em produtos americanos, incluindo itens como bebidas alcoólicas, alimentos e eletrônicos.

O primeiro-ministro Justin Trudeau destacou que as tarifas prejudicam tanto canadenses quanto americanos, mas enfatizou que uma parceria seria mais benéfica do que medidas punitivas.

EUA x China

A China levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) e condenou a imposição da tarifa, mas sinalizou que ainda está aberto a negociações para evitar uma escalada no conflito comercial. Pequim afirmou que contestará a medida na OMC e tomará “contramedidas” não especificadas. No entanto, a resposta chinesa foi mais moderada do que as reações anteriores, sugerindo uma tentativa de manter espaço para o diálogo.

Os americanos justificam as sanções à China como uma forma de pressionar Pequim a combater o tráfico de fentanil para os Estados Unidos. Os chineses optaram por um tom mais diplomático, enfatizando que a ação dos EUA “viola seriamente” as regras internacionais de comércio e pedindo cooperação entre os países.

A China ressaltou que a crise do fentanil é “um problema dos Estados Unidos” e não uma
questão comercial. O governo chinês afirmou que já colaborou com os EUA no combate ao
narcotráfico e obteve “resultados notáveis”, rebatendo a justificativa de Trump para as novas tarifas. A declaração reforça a intenção de Pequim de separar disputas comerciais de questões de segurança e saúde pública.

OMC

Embora o gigante asiático tenha recorrido à OMC, o impacto dessa ação será limitado, já que o sistema de solução de disputas do órgão está paralisado desde 2019 devido ao bloqueio dos EUA à nomeação de juízes.

Assim, a contestação na OMC serve mais como um posicionamento simbólico para reforçar a defesa de um comércio baseado em regras, um princípio historicamente defendido pelos EUA antes da era Trump.

Acordo de Paz

Apesar das tensões, analistas acreditam que a China tentará chegar a um acordo com Trump para mitigar o impacto das tarifas, especialmente devido à fragilidade de sua economia. O superávit comercial chinês de quase US$ 1 trilhão no ano passado representa uma vulnerabilidade para Pequim, que já enfrenta dificuldades em manter a demanda interna aquecida. Por isso, o governo vem se preparando há meses para essa situação, buscando maior autossuficiência em setores estratégicos e fortalecendo laços com aliados

Vizinhos

O México também prometeu retaliar, embora não tenha detalhado as ações específicas. A
presidente Claudia Sheinbaum criticou as acusações de Trump sobre alianças com organizações criminosas e reafirmou o compromisso do México em combater o tráfico de drogas, incluindo o fentanil. Ela ressaltou a importância da colaboração entre os países, mas rejeitou qualquer forma de subordinação.

EUA x UE

A União Europeia (UE) expressou preocupação com as tarifas e afirmou que responderia
firmemente se fosse alvo de medidas semelhantes. A UE destacou que as tarifas prejudicam todos os lados, aumentando custos e inflação. Trump já havia criticado a relação comercial entre os EUA e a UE, chamando-a de injusta, e ameaçou impor tarifas adicionais. Analistas alertam que essas medidas podem desencadear uma guerra comercial global, com impactos econômicos significativos, incluindo recessão no Canadá e no México e aumento da inflação nos EUA.



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ata do Copom e Payroll nos EUA são destaques; ouça a análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o Ibovespa teve o primeiro mês positivo desde agosto, subindo 4,86%, enquanto o dólar recuou para R$ 5,86.

A IA chinesa DeepSeek pressionou as bolsas de NY, e o Fed manteve política contracionista.

No Brasil, Hugo Motta e Davi Alcolumbre assumiram o comando do Congresso, com promessas de mais transparência fiscal.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Como se adequar fora do Simples Nacional



A exclusão do Simples Nacional pode ocorrer por vários motivos



Para uma transição eficiente, é fundamental fazer uma análise tributária para escolher o novo regime
Para uma transição eficiente, é fundamental fazer uma análise tributária para escolher o novo regime – Foto: Pixabay

A partir de fevereiro de 2025, muitas empresas brasileiras precisarão se adaptar à nova realidade tributária ao saírem do Simples Nacional. Isso pode ocorrer por não cumprimento das exigências fiscais ou pelo crescimento da empresa, que ultrapassa o limite de faturamento anual permitido, de até R$ 4,8 milhões. A transição para um novo regime, como o Lucro Presumido ou o Lucro Real, exige ajustes significativos na gestão financeira e fiscal. Richard Domingos, diretor da Confirp Contabilidade, alerta sobre a importância de planejar a mudança de regime tributário, considerando o perfil da empresa.

Para uma transição eficiente, é fundamental fazer uma análise tributária para escolher o novo regime, levando em consideração o faturamento e os custos operacionais. Além disso, é necessário revisar os preços de produtos e serviços para garantir que a competitividade seja mantida, mesmo com as mudanças fiscais. A adaptação ao novo sistema fiscal inclui a atualização dos sistemas de emissão de notas e a entrega das declarações fiscais exigidas, como a DCTF e a EFD-Contribuições. Outro ponto importante é ajustar a folha de pagamento, considerando os novos encargos previdenciários e FGTS, além de revisar os impactos do ICMS e ISS, que podem variar conforme o estado e o município. Por fim, a empresa deve repensar suas políticas comerciais, priorizando produtos com menor impacto tributário ou maior rentabilidade.

A exclusão do Simples Nacional pode ocorrer por vários motivos, como ultrapassar o limite de faturamento, não regularizar débitos tributários, realizar atividades não permitidas, ou ter sócios com restrições específicas. Empresas que enfrentam essa mudança devem estar preparadas para os desafios fiscais e buscar otimizar sua gestão financeira, repensando sua estrutura de custos e estratégias de crescimento. As informações são de Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade.

 





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Pequenos produtores se destacam no cenário global de carnes


A RAMAX-Group, multinacional com sede no Brasil, está transformando pequenos e médios pecuaristas brasileiros em grandes players globais, conectando-os aos mercados mais exigentes do mundo. A empresa atua com transparência e compromisso com a qualidade da produção de proteína animal, gerando oportunidades para os produtores locais e agroindústrias. No setor de carne bovina, o Brasil se destaca como o maior exportador global, com 11,9 milhões de toneladas de produção, representando 19,5% da oferta mundial, e a RAMAX-Group tem sido essencial para expandir esse protagonismo.

A companhia divide suas operações entre duas frentes principais: Global, que engloba exportação para mercados internacionais, e Ramax, com atividades de confinamento, abate e produção voltadas para o mercado interno e externo. Além disso, oferece suporte completo a seus parceiros, fornecendo consultoria para adequação às normas internacionais, gerenciamento de logística, soluções financeiras e apoio na gestão do confinamento. 

“Com a nossa expertise geramos oportunidades a todos os elos da cadeia produtiva. Por meio de parcerias, auxiliamos os pequenos produtores ou frigoríficos a se tornarem fornecedores internacionais”, destacou, Magno Alexandre Gaia, CEO da Ramax Group.

Em termos de desempenho, a RAMAX projetou um crescimento significativo, com a previsão de engordar 45 mil bois em 2024 e um faturamento projetado de R$ 1,4 bilhão, com expectativa de ultrapassar R$ 2 bilhões em 2025. O grupo também está expandindo suas operações no Brasil, com planos de abrir novas unidades em Mato Grosso e Pará nos próximos anos.

“Cuidados de toda a parte burocrática para tornar o parceiro apto, além, disso, orientamos quanto a importação e compra de insumos, atenção com a logística e documentação aduaneira, estocagem, soluções financeiras, marketing e ainda gestão do confinamento, garantindo segurança no pagamento e na entrega do produto ao destino final”, detalhou o executivo.

 





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Desaceleração econômica afeta produção agroindustrial



A análise final sugere um fechamento de ano com desafios para o setor



Apesar das dificuldades enfrentadas, a perspectiva para o próximo ano não é totalmente negativa
Apesar das dificuldades enfrentadas, a perspectiva para o próximo ano não é totalmente negativa – Foto: Pixabay

De acordo com pesquisa do FGVAgro, a produção agroindustrial em novembro de 2024 sofreu uma retração de 3,1% em comparação com o mesmo mês de 2023. Esse desempenho negativo foi observado de forma generalizada entre os principais segmentos analisados, com destaque para o setor de Produtos Alimentícios e Bebidas, que registrou a maior queda: –5%. Vale destacar que esse segmento apresenta uma trajetória de contração em três dos últimos quatro meses, o que levanta questionamentos sobre seu desempenho ao longo de 2025.

Apesar das dificuldades enfrentadas, a perspectiva para o próximo ano não é totalmente negativa. A expectativa de uma safra maior para várias matérias-primas, como soja, milho e cana-de-açúcar, pode impulsionar a produção agroindustrial. Porém, fatores como o dólar mais elevado e a desaceleração da economia brasileira, que impacta diretamente o mercado interno, geram incertezas sobre o futuro do setor em 2025.

Embora o mês de novembro tenha registrado resultados negativos, a agroindústria ainda acumula um crescimento de 2,2% no ano de 2024, o melhor resultado acumulado nos primeiros onze meses desde 2010. No entanto, com o desempenho abaixo das expectativas para novembro, o FGVAgro revisou suas projeções, e agora espera que o crescimento anual da agroindústria fique abaixo do cenário base de 2,7%, aproximando-se mais do cenário pessimista de 2%.

A análise final sugere um fechamento de ano com desafios para o setor, que dependerá de fatores internos e externos, como a recuperação econômica e a evolução do câmbio, para determinar seu ritmo de crescimento no próximo ano.

 





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Estratégia crucial na safra de grãos 2024/25



No milho, a demanda interna segue aquecida



No milho, a demanda interna segue aquecida
No milho, a demanda interna segue aquecida – Foto: Bing

A safra de grãos 2024/25 no Brasil se destaca pela produção robusta de soja e preços favoráveis para o milho, mas também traz desafios, como a oferta superior à demanda no caso da soja e gargalos logísticos. O Barter surge como uma alternativa estratégica para garantir insumos e reduzir riscos financeiros.

Apesar de boas condições climáticas, algumas regiões enfrentam seca, o que afeta a qualidade dos grãos, como no Rio Grande do Sul e no Paraná.“O produtor está diante de uma safra cheia, mas precisa lidar com preços menores devido à alta oferta e ao recuo do dólar, que já está na casa dos R$5,90. Além disso, os gargalos logísticos no auge da colheita encarecem o transporte e reduzem a margem de lucro no campo”, explica Christian Queiroz, analista de Operação Estruturadas da ADAMA. 

“O Barter é essencial nesse momento porque permite travar os custos com insumos antes que os preços caiam ainda mais. Assim, o agricultor reduz sua exposição às volatilidades do mercado e garante maior segurança financeira”, acrescenta.

No milho, a demanda interna segue aquecida, com preços elevados, especialmente pela indústria de ração animal e etanol. Queiroz destaca que, neste caso, o Barter pode ajudar a reduzir os riscos e garantir maior previsibilidade, mesmo com o crédito restrito e juros elevados.

A competitividade da Argentina, com a redução das taxas de exportação, pode pressionar os preços das commodities brasileiras. Além disso, as intenções de plantio nos EUA, divulgadas pelo USDA em março, também podem impactar o mercado. O Barter se consolida como uma ferramenta estratégica para o produtor navegar as incertezas e garantir segurança financeira.

 





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Selic atinge 13,25% e expectativa de inflação cresce



O Copom ajustou sua projeção de inflação no horizonte relevante da política monetária



O Copom ajustou sua projeção de inflação no horizonte relevante da política monetária
O Copom ajustou sua projeção de inflação no horizonte relevante da política monetária – Foto: Pixabay

Na primeira reunião com Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 100 pontos base, fixando-a em 13,25%. A decisão seguiu as expectativas do mercado, que observa uma deterioração nas projeções de inflação. Para 2025, a expectativa passou de 4,6% para 5,5%, e para o terceiro trimestre de 2026, a projeção foi ajustada de 4,0% para 4,4%. Além disso, as previsões para 2026 e 2027 também subiram, passando para 4,2% e 3,9%, respectivamente.

O Copom ajustou sua projeção de inflação no horizonte relevante da política monetária (3T26) para 4,0%, 20 pontos base acima da reunião de dezembro de 2024 e 100 pontos base acima da meta. Esse ajuste reflete as expectativas do mercado de que a Selic atingirá 15,00% até junho de 2025, com estabilidade nas taxas no segundo semestre de 2025. O Comitê continua a ver uma assimetria altista no balanço de riscos à inflação, destacando a depreciação do câmbio como risco inflacionário maior, mas também mencionando a possível desaceleração da atividade econômica doméstica como fator baixista.

O Copom manteve o guidance de alta de 100 pontos base para a próxima reunião, em março de 2025, mas não se comprometeu com ajustes nas reuniões subsequentes. O Rabobank acredita que a Selic atingirá 15,00% em 2025, com uma alta adicional de 50 pontos base em maio e 25 pontos base em junho. Cortes de juros são esperados a partir de 2026, caso as expectativas de inflação se alinhem com a meta de 3,0%. A ata da reunião, a ser divulgada na próxima terça-feira, trará mais detalhes sobre as análises do Banco Central. As informações são do Rabobank.

 





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Bebidas dos Estados Unidos serão removidas de prateleiras de atacadista canadense



O primeiro-ministro de Ontario, Doug Ford, afirmou que removerá produtos dos Estados Unidos das prateleiras do Conselho de Controle de Bebidas Alcoólicas de Ontário (LCBO, na sigla em inglês), a agência governamental responsável por vender e distribuir bebidas na maior província do Canadá.

“Como o único atacadista de álcool na província, a LCBO também removerá produtos dos Estados Unidos americanos de seu catálogo para que outros restaurantes e varejistas de Ontário não possam pedir ou repor produtos dos EUA”, disse Ford, em publicação no X (antigo Twitter).

A medida entra em vigor a partir desta terça-feira (4), mesma data em que vigorará o decreto assinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de taxar importações do Canadá de produtos em 25% e da energia em 10%.

“Todo ano, a LCBO vende quase US$ 1 bilhão em vinho, cerveja, destilados e seltzers americanos. Não mais”, disse Ford.

“Nunca houve um momento melhor para escolher um produto incrível feito em Ontário ou no Canadá. Como sempre, beba com moderação.”



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Produção de soja e milho cai na Argentina



No milho, a semeadura avançou para 98,3% da área



A falta de umidade e as altas temperaturas impactaram a soja
A falta de umidade e as altas temperaturas impactaram a soja – Foto: Expodireto Cotrijal

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que a semeadura da soja na Argentina está 99,2% concluída, restando apenas áreas no norte agrícola. Apesar das chuvas recentes em Córdoba, sul de Santa Fé e Entre Ríos, as precipitações no norte de Buenos Aires foram irregulares. A condição de cultivo Normal/Boa caiu 5,6 pontos percentuais, enquanto a condição hídrica Adequada/Ótima recuou 5 pontos. 

A falta de umidade e as altas temperaturas impactaram a soja de primeira no Núcleo Sul e Centro-Leste de Entre Ríos, além da soja de segunda no Núcleo Sul e no Norte de La Pampa-Oeste de Buenos Aires. Com isso, a projeção de produção foi reduzida em 1 milhão de toneladas, para 49,6 milhões de toneladas.  

No milho, a semeadura avançou para 98,3% da área, com um progresso semanal de 3,2 pontos percentuais. A escassez de chuvas desde dezembro prejudicou a umidade do solo e limitou o potencial produtivo. As áreas mais afetadas estão no centro-leste agrícola, especialmente no Núcleo Sul e no oeste de Buenos Aires. 

Enquanto os milhos precoces semeados em setembro escaparam da estiagem, aqueles plantados entre outubro e novembro enfrentaram seu período crítico sob seca severa. Já os cultivos implantados em dezembro e janeiro mostram sinais de estresse hídrico, mas podem se recuperar caso as chuvas retornem. A estimativa de produção caiu para 49 milhões de toneladas, uma redução de 1 milhão de toneladas.  

A colheita do girassol atingiu 4,7% da área, com rendimento médio de 19,7 qq/ha. A falta de chuvas reduziu a condição hídrica Adequada/Ótima para 45%, queda de 10 pontos percentuais na semana. A condição Normal/Excelente caiu 8 pontos, com piora no Sudoeste de Buenos Aires-Sul de La Pampa e no Sudeste de Buenos Aires.

 





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China firma acordo para comprar 1,5 milhão de toneladas de soja brasileira certificada



Um acordo de cooperação estratégica para o fornecimento de 1,5 milhão de toneladas de soja certificada como sustentável do Brasil para a China foi assinado pela Cofco International, a China Mengniu Dairy e a Sheng Mu Organic Dairy neste domingo (2).

O contrato foi firmado durante evento no novo terminal de exportação da Cofco, no Porto de Santos, em São Paulo.

A soja será verificada por terceiros como livres de desmatamento e conversão (DCF) desde 31 de dezembro de 2020, com auditorias nas fazendas garantindo gestão sustentável da água, conservação da biodiversidade e padrões éticos de trabalho.

A Mengniu, uma das maiores produtoras de leite do mundo, juntamente com a Sheng Mu, pretendem receber esses volumes sob um sistema de cadeia de custódia de balanço de massa entre 2025 e 2030, intermediado pela Cofco.

“Este acordo reflete a crescente demanda da China por commodities sustentáveis – beneficiando o setor agrícola brasileiro e seus produtores”, afirmou Luiz Noto, CEO da Cofco International Brasil.

“O Brasil tem avançado significativamente em sustentabilidade, e acordos como este reforçam essas iniciativas ao mesmo tempo em que criam novas oportunidades para os produtores.”

A cooperação assinada neste domingo dá continuidade a embarques anteriores para a China, desenvolvidos no âmbito da Green Value Chain Taskforce (Grupo de Trabalho de Cadeia de Valor Verde, em tradução livre) – uma iniciativa do Fórum Econômico Mundial.

De acordo com Noto, a Cofco International está comprometida em eliminar o desmatamento de suas cadeias globais de suprimento de soja e milho até este ano de 2025.



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