Um sagui foi flagrado por passageiros em um trem da Linha 9-Esmeralda, em São Paulo, na manhã do último domingo (2).
No vídeo, é possível ver o animal se pendurando nas barras do trem. Em determinado momento, um homem tenta se aproximar do sagui para retirá-lo do vagão. Logo depois, uma mulher oferece uma banana ao animal, que foge.
À reportagem do G1, a concessionária que administra a linha, ViaMobilidade, informou que um agente de atendimento e segurança resgatou o sagui. Segundo a empresa, o animal foi solto em uma área de mata próxima à Estação Socorro, na Zona Sul da capital.
Em nota, a ViaMobilidade orientou os passageiros sobre como agir nessa situação: “A concessionária orienta que ao avistar um animal silvestre os clientes não o alimentem e chamem um agente de atendimento e segurança”
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou o dia em baixa, mas o saldo semanal e mensal foi positivo, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Semana fechou com alta de 0,47% e o acumulado de janeiro com ganhos de 3,10%. O milho da B3 sentiu a pressão da queda de Chicago no dia e na semana e a forte queda do dólar em janeiro”, comenta.
“A possível guerra tarifária dos EUA, contra, até agora, Canadá, México e China pressionaram as cotações nos EUA e tiraram a atenção dos atrasos da colheita do milho primeira safra e soja, assim como a lentidão para o plantio do milho safrinha. O milho brasileiro pode ser um grande beneficiado nesta disputa, visto que é um dos poucos países com capacidade de suprir a demanda de diversos destinos. No entanto ainda é cedo para dizer se acordos efetivos ou as tarifas sairão dessas negociações forçadas do novo governo americano. Caso a Casa Branca consiga bons acordos, as exportações brasileiras podem ser afetadas. Com isso o investidor está buscando segurança, principalmente agora que a primeira safra já está sendo colhida e retira da indústria a pressão para repor os estoques”, completa.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 75,56 apresentando baixa de R$ -0,52 no dia, alta de R$ 0,35 na semana; maio/25 fechou a R$ 75,40, baixa de R$ -0,62 no dia, alta e R$ 0,57 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 71,12, baixa de R$ -0,65 no dia e baixa de R$ -0,02 na semana”, indica.
Na Bolsa de Chicago, o milho fechou dia e semana em baixa, mas o saldo de janeiro ainda foi positivo. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,68 % ou $ -8,25 cents/bushel a $ 482,00. A cotação para maio, fechou embaixa de -1,69 % ou $ – 8,50 cents/bushel a $ 493,00”, conclui.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta, nesta segunda-feira (3), de chuva forte, com acumulados entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, e ventos intensos que podem alcançar os 100 km/h.
Com isso, segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
As áreas mais afetadas serão os estados de Goiás, Minas Gerais, Sul do Pará, Paraná e o Tocantins. Outros regiões que também podem sofrer com as consequências são o Alto Paranaíba, Oeste Maranhense, Noroeste, Norte, capital e outras partes do interior de São Paulo, Grande Curitiba, Norte Catarinense, Vale do Itajaí, Oeste Baiano e o Distrito Federal, Grande Florianópolis, Sul do Amapá, Central Mineira e o Norte Mato-grossense.
Cuidados
Em caso de rajadas de vento, o Inmet informa para que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
“Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia”, informa o instituto. Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Já está em andamento a maior obra pública portuária do Brasil! Começaram as escavações e a concretagem das vigas de coroamento da moega, que promete revolucionar o recebimento de cargas no Porto de Paranaguá. O Moegão terá capacidade para receber 180 vagões carregados de granéis sólidos vegetais (soja, milho e farelos de soja ou milho) A estrutura faz parte do complexo Moegão, e já tem 23% do projeto executivo contratado concluído.
O poço da moega terá 50 metros de comprimento, 17,5 metros de largura e 7 metros de profundidade. Já na área do poço do elevador da moega, onde ficará o elevador, a profundidade será de 14 metros. Parte da unidade ficará abaixo do nível do mar, por isso está sendo aplicada uma técnica chamada jet grouting, que consiste na injeção de cimento misturado com água e areia no solo.
Segundo a Portos do Paraná, empresa pública responsável pela administração do complexo portuário, foram usados mais de mil toneladas de cimento ao longo de seis meses de trabalho para fazer a contenção.
A empresa está investindo mais de R$ 600 milhões na obra, incluindo a readequação rodoferroviária que compõe a estrutura. O complexo contará com três linhas férreas independentes para o acesso das composições, sendo que, em cada uma delas, três vagões serão descarregados ao mesmo tempo.
“A agilidade no recebimento de produtos será algo inigualável, sem contar que estamos nos antecipando para atender a nova Ferroeste, que deverá aumentar ainda mais o fluxo de cargas em direção ao Porto de Paranaguá”, destacou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.
Garcia informa que a nova estrutura reduzirá de 16 para cinco o número de cruzamentos férreos nas vias da cidade. Com isso, haverá menos interrupções no trânsito e, consequentemente, uma quantidade menor de caminhões transitando na região portuária.
Prazo
Como o cronograma está sendo cumprido dentro dos prazos previstos, a expectativa é que toda a estrutura seja entregue em dezembro de 2025. “A obra está em ritmo acelerado, tanto na moega quanto nas galerias que vão distribuir a carga recebida”, avaliou Matheus Arnoni Mendes, coordenador de Fiscalização da Portos do Paraná.
A expectativa da Diretoria de Engenharia e Manutenção é de que, a partir de fevereiro, comece o içamento das galerias do complexo, e, a partir do segundo semestre, comece a instalação de parte dos equipamentos do sistema eletromecânico da moega.
Foi protocolado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o pedido de registro de Indicação Geográfica (IG) de Procedência (IP) para o tradicional ‘Pão no Bafo de Palmeira’, município localizado na região dos Campos Gerais, Paraná.
O alimento é considerado histórico e faz parte da cultura da cidade paranaense. A receita foi introduzida na região em 1878 por imigrantes russo-alemães que se instalaram em Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas.
Desde então, faz parte do dia a dia das famílias palmeirenses. A gastronomia de Palmeira se destaca por preservar sabores autênticos, e o Pão no Bafo, feito com carne suína, repolho e pães pequenos cozidos a vapor, é um exemplo perfeito dessa tradição.
Em 2015, já havia sido reconhecido como Patrimônio Imaterial de Palmeira, mas agora, com o pedido de IG, o ‘Pão no Bafo de Palmeira’ pode alcançar um novo patamar de visibilidade e valorização.
A conquista do selo é vista como uma oportunidade de fortalecer a economia local, promover o turismo e proteger a receita genuína contra adaptações que possam descaracterizar a sua autenticidade.
A presidente da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (APAFO), Rosane Radecki, destaca que o processo de solicitação da IG contou com apoio da Prefeitura, empresários e outras entidades locais.
“Queremos despertar o interesse dos demais restaurantes da cidade com relação á importância da IG. O prato deverá seguir o Caderno Técnico de Especificações para que não seja descaracterizada a forma de ser feito, que inclui carne de porco, repolho, couve, com o pão cozido a vapor, e a forma de apresentá-lo ao cliente”, explica Radecki.
Parceria fortalece processo de registro
O pedido de IG para o Pão no Bafo é o resultado de uma ação coletiva entre várias organizações, incluindo o Sebrae/PR, a Prefeitura de Palmeira, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e empresários locais.
A consultora do Sebrae/PR, Nádia Joboji, comenta que a parceria foi essencial para organizar e viabilizar o pedido de registro, que visa beneficiar o desenvolvimento da cidade.
“Todos se organizaram coletivamente para que o Pão no Bafo de Palmeira possa obter o reconhecimento de IG. Será uma conquista visando o desenvolvimento territorial, com mais turistas visitando a cidade e valorizando a gastronomia, a história e a cultura de Palmeira. Além disso, essa ferramenta ajuda a proteger o produto e o serviço dessa especialidade”, comenta.”, explica Joboji.
A valorização de produtos locais por meio de Indicações Geográficas tem sido uma estratégia crescente no Paraná, que conta com 16 registros em diferentes áreas, desde alimentos típicos até bebidas e produtos artesanais.
A IG é uma ferramenta importante para a preservação do patrimônio cultural e para impulsionar a economia regional, garantindo que produtos com características únicas sejam reconhecidos e respeitados.
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Empresária Rosane Radecki trabalha com o Pão no Bafo desde 2016. Foto: Divulgação ASN
Tradição que atravessa gerações
A moradora de Palmeira, Rosemari Schweigert Schuebel, compartilha sua história pessoal com o Pão no Bafo, ressaltando que a receita passou de geração em geração em sua família.
Sua mãe aprendeu o prato com a sogra, que era casada com um russo, e agora Rosemari também prepara o prato para a sua família e, recentemente, começou a vender nas feiras locais. Para ela, o registro de IG é uma maneira de garantir que a tradição seja preservada.
“É muito importante que o prato tenha esse reconhecimento. Ele faz parte da nossa história e da nossa identidade. O selo vai ajudar a manter essa tradição viva e a garantir que a receita continue sendo transmitida para as próximas gerações”, afirma Schuebel.
O Pão no Bafo de Palmeira é mais do que uma simples iguaria. Ele representa a união de diferentes culturas e é um exemplo claro de como a gastronomia pode ser um vetor de preservação cultural e desenvolvimento econômico.
Com a possível conquista da Indicação Geográfica, o prato pode alcançar novos horizontes, atraindo mais turistas e garantindo que a história e a receita continuem a ser celebradas por muitas gerações.
O Paraná e o potencial das IGs
O Estado é segundo do Brasil em número de Indicações Geográficas. Fica atrás somente de Minas Gerais, que tem 20, e é seguido pelo Rio Grande do Sul, com 13 registros..
Esse movimento tem um impacto positivo não apenas na proteção do patrimônio cultural, mas também na economia local, ao atrair turistas e consumidores que buscam produtos com identidade e autenticidade.
Com o pedido de IG do Pão no Bafo, Palmeira se junta a um seleto grupo de municípios que têm a chance de proteger e valorizar sua história gastronômica.
Os contratos futuros de milho, algodão e açúcar operam em queda nesta segunda-feira (3), pressionados pelo dólar forte e pela decisão dos EUA de impor tarifas comerciais ao México, Canadá e China. No caso do milho, a preocupação maior é com retaliações do México, o maior comprador do cereal norte-americano.
Milho: O contrato março/25 cai 1,40%, cotado a US$ 4,75 1/4 por bushel. Na sexta-feira (31), acumulou perda de 0,92% na semana, apesar da alta mensal de 5,13%.
De acordo com a TF Agroeconômica, os preços do milho no Rio Grande do Sul registraram uma leve queda na última semana, com uma redução de 0,81%, passando de R$ 68,00 para R$ 67,45, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar. As recentes chuvas na Região Oeste, que enfrentava um déficit hídrico, foram benéficas para as lavouras, especialmente para as que estavam em fase vegetativa ou no início do período reprodutivo. A expectativa para a safra de milho comercial no estado é de 4,8 milhões de toneladas, com 30% já comercializado, sendo 600.000 toneladas destinadas à exportação.
Em Santa Catarina, a área destinada à primeira safra de milho caiu 11,3% devido aos custos elevados de produção, riscos de pragas e os preços desfavoráveis. Contudo, a expectativa é de aumento da produtividade, com a média estimada de 8.594 kg/ha. Apesar disso, os preços continuam em baixa, com a cotação em janeiro apresentando retração, embora os contratos futuros da Bolsa de Chicago projetem uma leve alta. No mercado portuário, os preços variaram entre R$ 72,00 e R$ 72,50 para entregas em agosto e outubro, respectivamente.
No Paraná, a colheita do milho da primeira safra começou de forma mais lenta, mas as condições climáticas têm favorecido a formação dos grãos, o que pode resultar em uma produção superior às expectativas. A área de milho de inverno está sendo semeada de maneira irregular, com algumas dificuldades na germinação, e o replantio de algumas áreas já está sendo considerado. As ofertas no mercado local para o milho giram em torno de R$ 72,00/saca, com valores variando dependendo da entrega e do pagamento.
Em Mato Grosso do Sul, o preço da saca de milho subiu em cidades como Dourados, Maracaju e Sidrolândia, com valorização de 35,65% em comparação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 63,56 no final de janeiro. A comercialização da safra 2024 já atingiu 77%, um atraso de 3,55 pontos percentuais em relação ao ano passado. No mercado físico, as cotações variaram entre R$ 60,00 e R$ 65,99, com destaque para o aumento em algumas regiões do estado.
A Ponte Internacional de São Borja, que conecta Brasil e Argentina, terá sua concessão leiloada em 4 de abril, em Foz do Iguaçu (PR). O projeto prevê US$ 99 milhões em investimentos para modernizar a infraestrutura e otimizar o trânsito de mercadorias e pessoas.
“Após quase três décadas, a concessão representa um avanço significativo, trazendo um modelo mais moderno e eficiente para ambos os países”, declarou a secretária nacional de Transportes Terrestres, Viviane Esse.
Com 15,62 km de extensão, a ponte responde por 23% das operações comerciais entre os dois países. O novo contrato, válido por 25 anos, inclui melhorias como novas faixas de acesso, pátio para caminhões e iluminação reforçada. A concessão também contempla a operação do Centro Unificado de Fronteira (CUF), garantindo maior eficiência nas operações alfandegárias.
O modelo também inclui inovações como degraus tarifários associados ao Capex, descontos vinculados aos serviços obrigatórios e um programa de Recursos para Desenvolvimento Tecnológico (RDT), destinado ao avanço de soluções inovadoras para a infraestrutura rodoviária.
Por causa do alto volume de chuvas registrado nos últimos dias, a Defesa Civil do Estado de São Paulo renovou o alerta para a continuidade de temporais nos próximos dias, com acumulados expressivos previstos até quarta-feira (5). As regiões mais afetadas incluem o Vale do Ribeira, Itapeva, Bauru, Araraquara, Presidente Prudente, Marília, a capital e a Região Metropolitana de São Paulo, além da Baixada Santista, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Litoral Norte, Campinas, Sorocaba, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Araçatuba.
O monitoramento funciona em tempo real e novas orientações poderão ser divulgadas conforme a evolução do cenário. Desde a noite de sexta-feira (31), a Defesa Civil emitiu alertas do cellbroadcast para seis regiões do Estado e agora monitora alagamentos e pontos críticos. Receberam alertas as cidades de São Paulo, o ABC paulista, Franco da Rocha, Guarujá, ABC e Santos.
Recomendações em caso de chuvas fortes
Evite transitar por locais alagados.
Fique atento a qualquer movimentação de solo, rachaduras ou inclinação de árvores e postes.
Moradores de áreas de risco devem buscar abrigo em locais seguros ao menor sinal de deslizamentos ou enchentes.
Acompanhe a previsão do tempo e atualizações pelos canais oficiais da Defesa Civil.
Consequências
Ontem (2), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) acompanhou a ação do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil de São Paulo, que atende famílias atingidas pelas fortes chuvas do fim de semana e anunciou que o governo já enviou 8.853 itens de ajuda humanitária, como cestas básicas, colchões, kits de limpeza, kits de higiene pessoal, roupas, brinquedos, calçados e água para diversas cidades afetadas pelas chuvas. As entregas começaram no sábado (1), logo após as primeiras ocorrências.
Ontem, 2 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas de 25% sobre produtos do México e Canadá e 10% sobre importações da China, alegando preocupações com imigração e tráfico de drogas. Essas medidas geraram respostas imediatas dos países afetados. O Canadá, por exemplo, anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre US$ 155 bilhões em produtos americanos, incluindo itens como bebidas alcoólicas, alimentos e eletrônicos.
O primeiro-ministro Justin Trudeau destacou que as tarifas prejudicam tanto canadenses quanto americanos, mas enfatizou que uma parceria seria mais benéfica do que medidas punitivas.
EUA x China
A China levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) e condenou a imposição da tarifa, mas sinalizou que ainda está aberto a negociações para evitar uma escalada no conflito comercial. Pequim afirmou que contestará a medida na OMC e tomará “contramedidas” não especificadas. No entanto, a resposta chinesa foi mais moderada do que as reações anteriores, sugerindo uma tentativa de manter espaço para o diálogo.
Os americanos justificam as sanções à China como uma forma de pressionar Pequim a combater o tráfico de fentanil para os Estados Unidos. Os chineses optaram por um tom mais diplomático, enfatizando que a ação dos EUA “viola seriamente” as regras internacionais de comércio e pedindo cooperação entre os países.
A China ressaltou que a crise do fentanil é “um problema dos Estados Unidos” e não uma questão comercial. O governo chinês afirmou que já colaborou com os EUA no combate ao narcotráfico e obteve “resultados notáveis”, rebatendo a justificativa de Trump para as novas tarifas. A declaração reforça a intenção de Pequim de separar disputas comerciais de questões de segurança e saúde pública.
OMC
Embora o gigante asiático tenha recorrido à OMC, o impacto dessa ação será limitado, já que o sistema de solução de disputas do órgão está paralisado desde 2019 devido ao bloqueio dos EUA à nomeação de juízes.
Assim, a contestação na OMC serve mais como um posicionamento simbólico para reforçar a defesa de um comércio baseado em regras, um princípio historicamente defendido pelos EUA antes da era Trump.
Acordo de Paz
Apesar das tensões, analistas acreditam que a China tentará chegar a um acordo com Trump para mitigar o impacto das tarifas, especialmente devido à fragilidade de sua economia. O superávit comercial chinês de quase US$ 1 trilhão no ano passado representa uma vulnerabilidade para Pequim, que já enfrenta dificuldades em manter a demanda interna aquecida. Por isso, o governo vem se preparando há meses para essa situação, buscando maior autossuficiência em setores estratégicos e fortalecendo laços com aliados
Vizinhos
O México também prometeu retaliar, embora não tenha detalhado as ações específicas. A presidente Claudia Sheinbaum criticou as acusações de Trump sobre alianças com organizações criminosas e reafirmou o compromisso do México em combater o tráfico de drogas, incluindo o fentanil. Ela ressaltou a importância da colaboração entre os países, mas rejeitou qualquer forma de subordinação.
EUA x UE
A União Europeia (UE) expressou preocupação com as tarifas e afirmou que responderia firmemente se fosse alvo de medidas semelhantes. A UE destacou que as tarifas prejudicam todos os lados, aumentando custos e inflação. Trump já havia criticado a relação comercial entre os EUA e a UE, chamando-a de injusta, e ameaçou impor tarifas adicionais. Analistas alertam que essas medidas podem desencadear uma guerra comercial global, com impactos econômicos significativos, incluindo recessão no Canadá e no México e aumento da inflação nos EUA.