sexta-feira, março 20, 2026

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Com produtor de olho no fim do plantio, preços ainda não chamam atenção; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja operou fraco nesta quarta-feira (3). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado teve queda de preços na maioria das praças, com poucas ofertas e cotações cedendo tanto no porto quanto na indústria.

Segundo ele, a CBOT recuou junto ao dólar. Apesar de os prêmios terem subido um pouco, não foi suficiente para ajustar as quedas dos outros formadores de preço. Silveira destaca ainda que a comercialização segue lenta e que a safra nova permanece com pouca fixação. “O produtor quer basicamente terminar o plantio, e os preços atuais não chamam a atenção. Eles seguem esperando melhores indicações”, afirmou.

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No mercado físico, os preços no Brasil ficaram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 137,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 145,00 para R$ 143,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira (3) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As incertezas sobre o ritmo das compras de soja americana pelos chineses e as expectativas positivas em torno da safra da América do Sul pressionaram as cotações.

A ausência de anúncio de novas vendas para a China pressionou o mercado. Os agentes esperavam a confirmação de rumores que circularam durante a madrugada de que seis cargas haviam sido negociadas. A maior parte do mercado acha difícil que o acordo envolvendo 12 milhões de toneladas anunciado no final de outubro seja cumprido até dezembro.

Em relação à oferta, o clima tem beneficiado o desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina, o que deve trazer mais soja para o mercado.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 9,00 centavos de dólar, ou 0,80%, a US$ 11,15 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,25 1/2 por bushel, com retração de 9,50 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,30 ou 0,09% a US$ 311,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,67 centavos de dólar, com perda de 1,01 centavo ou 1,91%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,3141 para venda e a R$ 5,3108 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2988 e a máxima de R$ 5,3238.



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ENMCOOP 2025 reúne mais de 1.200 mulheres do agro e reforça poder feminino no cooperativismo



O Encontro Nacional de Mulheres Cooperativistas (ENMCOOP 2025) terminou nesta quarta-feira (3) reunindo mais de 1.200 produtoras rurais, lideranças de cooperativas, executivas e empreendedoras em Itupeva (SP). Em sua sétima edição, o evento consolida-se como um dos maiores movimentos de fortalecimento feminino dentro do cooperativismo brasileiro.

Durante dois dias de programação intensa, o ENMCOOP ofereceu palestras sobre gestão, espiritualidade, saúde mental, autoconhecimento e protagonismo, além de um espaço robusto dedicado a negócios.

Segundo Luciana Martins, CEO do Grupo Conecta, a feira e a rodada de negociações se tornaram ponto estratégico para as participantes.

“Trouxemos compradores, oficinas de posicionamento de mercado, gestão tributária e uma base importante para que essas mulheres ampliem seu alcance”, afirmou.

Liderança feminina cresce, mas ainda enfrenta desafios

A presença feminina no campo também foi tema central. Dados do último Censo Agropecuário do IBGE mostram que as mulheres estão à frente de quase 1 milhão de propriedades rurais, somando cerca de 30 milhões de hectares — menos de 10% da área produtiva do país.

Para Juliana Farah, presidente do Semeadoras do Agro, os números subestimam a realidade.

“Os dados ainda são antigos. A participação das mulheres cresce, mas ainda precisamos de políticas públicas que reconheçam a mulher como proprietária rural. Hoje, mesmo com divisão igualitária, o registro segue no nome do marido”, destacou.

O evento também recebeu participantes internacionais do Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile, ampliando o intercâmbio sobre gestão, tecnologia e autonomia financeira no agro.

União e cooperativismo como estratégia de força

Produtora rural em Mato Grosso do Sul e no Paraguai, Ana Maria participou pela primeira vez e destacou a importância da troca entre mulheres.

“Todas enfrentamos desafios. O mais importante é compartilhar como superamos cada dificuldade. Uma apoia e incentiva a outra”, disse.

Para Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura de São Paulo (Faesp), o encontro reforça o papel essencial das cooperadas no desenvolvimento do agro.
“A liderança feminina é fundamental. São 25 estados representados aqui, além de países vizinhos, consgrando a importãncia da gestão e da independência financeira”, afirmou.

A Protagonista leva entrevistas, oficinas e lançamento de curso

A plataforma A Protagonista, do Canal Rural, marcou presença com o espaço “O palco é seu”, comandado por Jaqueline Silva, diretora do Canal Rural. No local, mulheres compartilharam histórias de vida e carreira em entrevistas que irão ao ar na programação da emissora.

Além disso, A Protagonista lançou, no evento, uma oficina de educação financeira e anunciou o novo curso de economia financeira em parceria com a Esalq, que será disponibilizado para mulheres de todo o país.

“Nossos pilares para 2025 são sororidade e profissionalização, com foco em inteligência emocional e formação técnica”, afirmou Jaqueline.

O ENMCOOP 2025 encerrou reforçando a mensagem que se tornou marca do evento: quando mulheres se unem, negócios, territórios e cooperativas avançam.



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Preços mínimos para produtos extrativos da safra 2026 são publicados



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na última terça-feira (2), as Portarias 867 e 868, que atualizam os preços mínimos para os produtos extrativos e para a uva industrial da safra 2026.

Os valores, fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), servirão de referência nas operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União.

Entre os produtos extrativistas com novo valor estabelecido estão os frutos do açaí, buriti, juçara, macaúba, mangaba, murumuru, pequi, piaçava, pinhão e umbu; as amêndoas de andiroba, babaçu, baru e cacau; castanha-do-Brasil em casca e pirarucu de manejo.

Os preços têm o objetivo de garantir remuneração mínima aos produtores rurais. A portaria referente aos produtos extrativistas é válida em todo o território nacional entre janeiro e dezembro de 2026 e entra em vigor em 1º de janeiro.

O preço mínimo para a uva industrial com 15° glucométricos foi fixado em R$ 1,80/kg para os estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, com vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026. Veja os valores para os demais produtos aqui.

Política dos preços mínimos

O preço mínimo é atualizado anualmente e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é responsável por elaborar as propostas referentes aos produtos da pauta da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), informa o Mapa, em nota.

Conforme artigo 5° do Decreto-Lei n.° 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar os diversos fatores que influem nas cotações dos mercados interno e externo, e os custos de produção.

Os preços mínimos são definidos antes do início da safra seguinte e servem para nortear o produtor quanto à decisão do plantio, além de sinalizar o comprometimento do governo federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas, caso seus preços de mercado encontrem-se abaixo dos preços mínimos estabelecidos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Por que os preços da maçã continuam altos?


Apesar da tradicional desaceleração nas compras no fim de mês, o mercado de maçãs manteve preços em alta na última semana de novembro. Segundo dados do Cepea (Hortifrúti/Cepea), a menor oferta nacional compensou a retração típica do consumo, sustentando as cotações nas principais regiões produtoras.

Oferta curta sustenta cotações da maçã gala

Entre 24 e 28 de novembro, a maçã gala graúda Cat 1 foi comercializada, em média, a R$ 141,20 por caixa de 18 kg, alta de 0,97% em relação à semana anterior. Já a gala graúda Cat 3 registrou média de R$ 114,20/cx de 18 kg, avanço de 1,8% no mesmo comparativo, de acordo com os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea.

No acumulado de novembro, a gala graúda Cat 3 apresentou valorização de 3,3% na média das regiões classificadoras. Esse aumento reflete, sobretudo, os reajustes observados nas duas últimas semanas do mês, período em que a oferta seguiu mais enxuta e ajudou a manter o mercado firme.

Perspectivas para dezembro: volume segue baixo no início do mês

Para dezembro, pesquisadores do Cepea indicam que o volume de fruta disponível no mercado interno deve permanecer reduzido, principalmente até a segunda quinzena do mês. A expectativa é de que a colheita das variedades precoces tenha início no Paraná a partir desse período, o que tende a aumentar gradualmente a disponibilidade de maçãs no país.

Além da colheita inicial no Sul, o Cepea aponta que a entrada de maçãs importadas e a maior presença de frutas de caroço nas gôndolas — como pêssego, nectarina e ameixa — devem ampliar a concorrência no varejo e no atacado.

Concorrência com importadas e frutas de caroço pode limitar novas altas

Com esse cenário, a análise da equipe do Cepea é que a maior oferta doméstica, somada às importações e à competição com outras frutas de verão, pode conter movimentos mais fortes de alta nos preços da maçã ao longo de dezembro.

Ou seja, embora o mercado tenha mostrado firmeza no fim de novembro graças à oferta limitada, a tendência é de que novas valorizações significativas fiquem limitadas à medida que o consumidor passa a ter mais opções de frutas e o volume de maçãs aumenta no mercado brasileiro.





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Custos elevados desafiam safra 25/26 de soja, apesar de clima favorável, aponta Itaú BBA



O Itaú BBA divulgou uma nova atualização de suas perspectivas para o agronegócio no ciclo 2025/26. O relatório aponta que, embora o clima tenha favorecido o desenvolvimento das principais culturas, incluindo a soja, o setor ainda enfrentará desafios relacionados aos custos de produção, volatilidade internacional e necessidade crescente de gestão de riscos.

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Segundo Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, o ambiente global continua sendo determinante para o desempenho do agronegócio brasileiro. “Embora as condições climáticas apontem para um desenvolvimento positivo em grande parte das regiões agrícolas do Brasil, fatores como custos de produção, câmbio e o comportamento dos mercados internacionais exigem que o produtor adote uma gestão financeira e operacional ainda mais cuidadosa”, afirma.

No caso da soja, o banco projeta um cenário de produção robusta no Brasil e na Argentina. As condições climáticas favoráveis devem sustentar uma safra sul-americana recorde. Contudo, o relatório ressalta que as margens devem permanecer pressionadas pela forte concorrência no mercado internacional e pelas incertezas quanto à demanda chinesa. A combinação entre oferta elevada e volatilidade global tende a exigir atenção redobrada dos produtores na comercialização da oleaginosa.

O estudo também observa que eventuais atrasos no plantio da soja, especialmente em estados como Goiás e Minas Gerais, podem limitar a área destinada ao milho safrinha em 2026, movimento que pode influenciar decisões estratégicas de manejo e de cobertura financeira ao longo do ciclo.

Pecuária de corte

O relatório contextualiza o ambiente do agronegócio como um todo. O setor da pecuária de corte deve registrar menor oferta e preços mais firmes em 2026; a avicultura mostra recuperação após os efeitos da gripe aviária; a suinocultura encerra 2025 em expansão, mas dependerá da demanda externa para sustentar o ritmo; e o setor sucroenergético segue aquecido, especialmente com o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina.

Outras culturas

Para as culturas de trigo, arroz e algodão, o banco aponta desafios associados à dinâmica cambial e à ampla oferta global, que limitam a competitividade brasileira. Já o café apresenta perspectiva de safra maior em 2026 e preços internacionais firmes, ainda que com volatilidade elevada.

O Itaú BBA também chama atenção para o mercado de fertilizantes. Apesar da queda em relação aos picos de 2025, os preços continuam elevados e sensíveis a riscos geopolíticos. No Brasil, a logística de entrega dos insumos deve requerer planejamento mais rigoroso, dada a lentidão na comercialização até o momento.

Alves reforça que o novo ciclo agrícola exigirá maior profissionalização na tomada de decisões. “A gestão eficiente e a inovação tecnológica serão fundamentais para os resultados do agronegócio brasileiro no ciclo 2025/26, sobretudo em um momento em que a concorrência global se acirra e o ambiente operacional exige mais resiliência”, conclui.



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Cavalo crioulo movimenta R$ 5,3 bi e ensaia expansão para além de terras gaúchas



O cavalo crioulo movimenta R$ 5,36 bilhões ao ano no Brasil, valor que inclui, além da comercialização de animais, atividades correlacionadas, como mercado veterinário, medicamentos, rações, turismo e o crescente fluxo de provas esportivas atreladas à equinocultura.

O dado provém do estudo PIB do Cavalo Crioulo, divulgado nesta quarta-feira (3) pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulos (ABCCC) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

Segundo o levantamento, áreas do comércio de indumentárias e de serviços, como selarias e ferrageamento também estão inclusas na conta. Assim, levando-se em conta um rebanho de 508.080 animais, pode-se afirmar que cada cavalo crioulo é responsável pela movimentação de R$ 10.549,93 ao ano no Brasil.

Geração de empregos

A pesquisa indicou também que o cavalo crioulo gera 31,3 mil empregos diretos e mais de 130 mil indiretos no país, levando renda para mais de 160 mil famílias.

“Esses dados nos trazem uma radiografia setorial essencial para fundamentar nossos planos de expansão. O cavalo é mais do que uma paixão do Sul do Brasil ou uma ferramenta de trabalho no campo. Hoje, é a base de empresas lucrativas, ferramenta para tratamento de saúde mental, sem falar no mundo do esporte”, destacou o presidente da ABCCC, André Rosa.

Empossado na última segunda-feira (1), ele aposta na expansão das provas e das modalidades esportivas em diferentes regiões para incrementar ainda mais o valor de mercado da raça.

Isso porque o estudo indica que o esporte é o foco da maior parte dos criatórios de cavalos crioulos em operação no Brasil (75%). As provas de maior impacto são o Laço Comprido e Doma de Ouro, apesar de o Freio de Ouro e a Morfologia serem as estrelas da programação da raça.

A segunda finalidade para uso da raça está no trabalho de campo (22,56%). “O esporte é a mola de expansão das criações nos estados do Sudeste e Centro-Oeste. A raça é muito adaptada para uso em rodeios e acreditamos em um avanço consistente nos próximos anos”, ponderou o gerente de expansão da ABCCC, Gérson de Medeiros.

Sediado em São Paulo, o executivo vem operando na ampliação da agenda de provas na chamada Região 8, que inclui Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Ele estima que em 2026, a raça deve ter uma ampliação de 15% no número de provas nessas localidades.

A pesquisa da ABCCC e Esalq/USP também estudou as propriedades onde os cavalos crioulos são criados. Os estabelecimentos têm, em média, 440 hectares, dos quais 92 hectares são destinados para uso da tropa. A principal ocupação dos proprietários está relacionada à agricultura (64,95% dos criadores) e à pecuária (22,45%).

Estado berço da raça

Os dados tabulados pela Esalq mostram que 80% da renda gerada e dos cavalos crioulos criados no Brasil está no Rio Grande do Sul: R$ 4,28 bilhões e 412 mil animais. Santa Catarina ocupa a segunda colocação com 33,7 mil e o Paraná a terceira com 31,8 mil.

“O Rio Grande do Sul segue como berço da raça e como uma região com expressão de criatórios e qualidade genética. A força do cavalo crioulo ecoa por todos os 497 municípios gaúchos, garantindo pulverização de renda e emprego”, diz o presidente da ABCCC.

No entanto, para ele, os dados também mostram um grande potencial de expansão de uso desse animal no resto do Brasil. “Não há limites para as manadas de crioulos no Brasil e no mundo”, frisou Rosa, que recentemente participou de agenda internacional da raça na Itália.



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Oferta elevada e demanda fraca mantiveram preços dos ovos sob pressão em outubro


Apesar da expectativa de melhora com o início do mês, o volume de oferta disponível pode limitar a recuperação dos preços

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O mercado de ovos segue sob pressão, com vendas retraídas e oferta ainda elevada. Nas granjas de São Paulo, a caixa com 30 dúzias é comercializada, em média, a R$ 114,50, queda de 0,9% ou R$ 1,00 por caixa em sete dias. No atacado, o recuo no mesmo período foi de 0,8%, com o produto cotado, em média, a R$ 119,00.

Apesar da expectativa de melhora com o início do mês, o volume de oferta disponível pode limitar a recuperação dos preços. Na comparação mensal, outubro encerrou praticamente estável em relação a setembro, com leve alta de 0,3% nas granjas e de 0,2% no atacado.

As cotações dos ovos encerram outubro com fortes quedas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo levantamento do Centro de Pesquisas, em Bastos, principal município produtor do estado de São Paulo, as médias mensais dos ovos brancos e vermelhos foram as menores desde novembro/24, ou seja, as mais baixas do ano, em termos reais – deflacionado pelo IGP-DI de agosto/25.

Pesquisadores explicam que o movimento de queda se intensificou na segunda quinzena de outubro, refletindo a maior disponibilidade da proteína no mercado interno, aliada à demanda enfraquecida, típica do período.

Com relação os preços reportados pelo Cepea nesta segunda-feira (03), as referências para os ovos brancos em Bastos/SP registraram valorização de 4,16%, em que estavam precificados em R$ 133,50 por caixa no dia 27 de outubro, e agora, está precificado em R$ 139,06 por caixa.

Já para os ovos vermelhos, as cotações registraram ganhos de 3,69% na região de Bastos/SP e passaram de R$ 147,71 por caixa visto no dia 27 de outubro para R$ 153,16 por caixa no fechamento desta segunda-feira (03).  

De acordo o levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA), a cotação do ovo tipo extra branco na região de Tupã/SP está em torno de R$ 140,00 a caixa com 30 dúzias. Já para o preço para o ovo tipo grande branco está cotado em R$ 137,00 a caixa com 30 dúzias em Tupã/SP.

No Ceasa Campinas, a referência para o ovo branco grande seguiu estável e está cotado em R$ 170,00 a caixa de 30 dúzias, enquanto os preços dos ovos vermelho extra estão sendo negociados em R$ 185,00 a caixa com 30 dúzias e também seguiu com estabilidade.

Já no Ceasa Minas Gerais, os preços dos ovos brancos grandes seguiram com estabilidade e está precificado em R$ 147,00 a caixa de 30 dúzias. Já os valores dos ovos vermelhos extra também estão estáveis e precificados em R$ 180,00 a caixa de 30 dúzias.

Para o Ceagesp, a cotação dos ovos brancos grandes tiveram ganho de 2,95% e estão sendo negociados em R$ 170,18 a caixa com 30 dúzias. No caso dos preços do ovos vermelhos extra apresentaram um avanço de 1,06% e está cotado em R$ 194,97 a caixa de 30 dúzias.





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AgroNewsPolítica & Agro

Crescimento do agro marca novo ciclo nacional


O avanço do agronegócio brasileiro em 2025 reforça a posição do país entre os maiores produtores de alimentos do mundo, com crescimento distribuído entre lavouras, pecuária e exportações. Os dados revelam um setor em expansão contínua e apoiado por ganhos de produtividade em diferentes cadeias. Após essa abertura geral, Ricardo leite, superintendente do Banco Safra, destaca que o Valor Bruto da Produção atinge R$ 1,409 trilhão, alta de 11,1% sobre 2024 segundo ABN e MAPA. As lavouras crescem 10,6% e a pecuária 12,3%, impulsionadas por avanços expressivos em milho, café, algodão e cacau. Mato Grosso lidera o VBP estadual com R$ 221,1 bilhões, seguido por Minas Gerais e São Paulo.

O segmento pecuário mantém trajetória de estabilidade e modernização, com rebanho bovino de 238,1 milhões de cabeças e expansão em bubalinos, suínos, galinhas, ovos e piscicultura. Nos grãos, a Conab projeta área recorde de 84,4 milhões de hectares e produção de 354,7 milhões de toneladas, com destaque para soja e sorgo. O Centro-Sul responde pela maior parte do volume, enquanto Norte e Nordeste ampliam participação.

O café registra uma das melhores safras da década, com 55,2 milhões de sacas e ganhos relevantes na Bahia e no Espírito Santo. A cana-de-açúcar mantém estabilidade, com 668,8 milhões de toneladas e desempenho positivo no Nordeste e no Sul. O etanol de milho cresce 14,5%, liderado pelo Centro-Oeste. As exportações somam R$ 126,5 bilhões até setembro, com China, União Europeia e Estados Unidos como principais destinos. O PIB do agro alcança 23,5% da economia brasileira, consolidando a força do setor.

 





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Banco do Brasil desembolsa R$ 85 bilhões em financiamentos na safra 2025/26



O Banco do Brasil já desembolsou cerca de R$ 85 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra 2025/26, que começou em 1º de julho e se estende até 30 de junho de 2026. A cifra inclui operações de crédito rural, títulos agrícolas, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), crédito agroindustrial e recursos para giro, os chamados de negócios da cadeia de valor do agro, efetivadas de julho ao fim de novembro, além de abranger as atuais operações de renegociação de dívidas rurais.

O valor é inferior aos R$ 105 bilhões verificados em igual período da temporada anterior. Os números foram apresentados pelo vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Gilson Bittencourt.

Na análise somente das operações de crédito rural, também há retração entre os R$ 78,3 bilhões desembolsados pela instituição no acumulado da safra contra R$ 96 bilhões reportados em igual período da temporada anterior. A despeito da menor contratação de crédito rural pelos produtores rurais no acumulado da safra 2025/26, o BB espera um melhor equilíbrio no desembolso estimado até o fim da safra, em julho de 2026.

Ao todo, o banco vai ofertar R$ 230 bilhões em financiamentos para o agronegócio na safra atual. “Olhando a esteira de pedidos em análise, a expectativa é que ao fim deste mês tenhamos chegado ao teto de limite de várias linhas de crédito rural e pediremos alguns remanejamentos entre linhas”, disse Bittencourt.

O valor ofertado pelo BB na safra atual é 2% superior ao desembolsado pelo banco na temporada anterior, 2024/25. Desse montante, R$ 106 bilhões serão destinados à agricultura empresarial (grandes produtores, cooperativas e agroindústrias) e R$ 54 bilhões vão para a agricultura familiar e médios produtores. Outros R$ 70 bilhões deverão ser distribuídos em negócios da cadeia de valor do agro.

Na agricultura familiar, o desempenho de desembolsos de crédito rural está dentro do esperado, bem como o Pronamp está em patamar próximo ao do ciclo anterior. “Na média geral, devemos cumprir com o Plano Safra nas taxas controladas”, pontuou o vice-presidente do BB. Já na agricultura empresarial, ele observa sobretudo retração no apetite por novos investimentos na safra atual, com queda em torno de 35% a 40%, o que era esperado dada à combinação de juros elevados e rentabilidade próximo aos níveis históricos.

“Esse é o momento de somente quem está muito bem e não está endividado fazer investimento. É um momento de reorganização do fluxo de caixa porque as taxas estão mais elevadas neste ano, portanto, aquele produtor que puder postergar o investimento na expectativa de queda da Selic, ele aproveita para reequilibrar as contas”, comentou.

O custeio para agricultura empresarial também está abaixo do reportado na safra anterior. “Há uma diminuição da demanda dos produtores. Efetivamente tem menor procura pelo crédito a taxas livres.”

Em relação ao desenvolvimento da safra, o BB acompanha a perspectiva de possíveis efeitos do fenômeno climático La Niña sobre as lavouras, mas vê, de forma geral, situação positiva para o progresso da produção. “A expectativa de produção, tanto do IBGE quanto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são positivas mostrando estabilidade da produção. A safra está andando dentro do esperado com grande parte da produção já plantada e não vemos diminuição expressiva de área”, observou Bittencourt.

Quanto aos preços, o BB enxerga as cotações dos principais produtos agrícolas retornando aos níveis históricos, bem como a rentabilidade dos produtores. “Nesse cenário, áreas com alto custo de produção começam a ficar mais proibitivas”, apontou.

“A área plantada até agora está dentro do esperado, o andamento da produção está dentro do esperado e em mais algumas semanas saberemos se houve redução do pacote tecnológico, o que pode afetar a produtividade. A nossa expectativa é que não haja esse impacto”, antecipou o executivo.



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estimativa de produção de soja em MT é mantida em 47,18 milhões/t



O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a projeção de produção de soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 em 47,18 milhões de toneladas, volume 7,29% menor que o registrado no ciclo anterior. A área cultivada permanece estimada em 13,01 milhões de hectares, enquanto a produtividade média foi calculada em 60,45 sacas por hectare, recuo inicial de 8,81% em relação à safra 2024/25, conforme relatório semanal do instituto.

As chuvas acumuladas em novembro aumentaram na comparação com outubro em grande parte do estado, aliviando o estresse hídrico e favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Porém, a distribuição irregular das precipitações segue como ponto de atenção, já que algumas áreas continuam recebendo volumes insuficientes. Um veranico registrado na primeira quinzena de novembro também impactou lavouras precoces em fases sensíveis (R1 e R2), podendo afetar o potencial produtivo.

Para dezembro, a média do indicador das anomalias de precipitação aponta chuvas próximas à média histórica na maior parte do Estado, cenário considerado positivo, especialmente porque boa parte das áreas estará em fases cruciais de desenvolvimento.

Na safra 2024/25, a demanda passou por ajustes. As exportações subiram 4,03% ante o mês anterior, alcançando 31,40 milhões de toneladas, impulsionadas pelos altos volumes embarcados recentemente. O consumo interestadual caiu 12,59%, totalizando 6,11 milhões de toneladas, refletindo maior competitividade nos mercados interno e externo. Já o consumo dentro de Mato Grosso segue em 13,03 milhões de toneladas. Os estoques finais recuaram 42,81% e foram estimados em 450 mil toneladas.

Para 2025/26, as exportações foram mantidas em 29,33 milhões de toneladas, queda de 6,59% frente ao ciclo anterior. O consumo interno permanece estável, estimado em 13,24 milhões de toneladas, aumento de 1,61%. O consumo interestadual caiu 6,39% no mês, para 4,10 milhões de toneladas, retração de 32,90% ante a safra passada. Os estoques finais ficaram projetados em 970 mil toneladas, redução de 5,63%.

Milho

O Imea também manteve a estimativa de produção de milho em 51,72 milhões de toneladas para a safra 2025/26, queda de 6,70% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada segue prevista em 7,39 milhões de hectares, crescimento de 1,83%, com destaque para a região Nordeste, onde a expansão deve chegar a 4,31%. A produtividade foi estimada em 116,61 sacas por hectare, retração de 8,38% frente ao recorde histórico de 2024/25, refletindo um retorno aos níveis médios.

Quanto à demanda da safra 2024/25, houve revisão para 53,72 milhões de toneladas, redução de 0,46%. As exportações foram ajustadas para 27,70 milhões de toneladas, queda de 1,37% diante da expectativa de maior oferta global e pressão sobre os preços de paridade. O consumo interno subiu 0,76%, alcançando 17,72 milhões de toneladas, impulsionado pelo maior uso de milho na produção de etanol. O consumo interestadual permaneceu em 8,30 milhões de toneladas, e os estoques finais chegaram a 2,23 milhões de toneladas, alta de 41,81%.

Safa 2025/26

Para a safra 2025/26, a demanda total foi estimada em 53,43 milhões de toneladas, aumento de 1,43% em relação ao mês anterior. O crescimento é puxado principalmente pelo avanço de 4,04% no consumo interno, que deve atingir 19,33 milhões de toneladas devido à entrada em operação de novas usinas.

As exportações seguem projetadas em 26,10 milhões de toneladas, e o consumo interestadual permanece em 8 milhões de toneladas. Os estoques finais foram estimados em 522,99 mil toneladas, queda de 15,18% frente ao relatório de novembro.



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