segunda-feira, março 23, 2026

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Escalada global do enxofre pressiona mercado



O analista destaca que a mudança é considerada estrutural


O analista destaca que a mudança é considerada estrutural
O analista destaca que a mudança é considerada estrutural – Foto: Canva

Os preços globais do Enxofre registram uma forte escalada e alteram a dinâmica do mercado de fosfatados. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o avanço acumulado em 11 meses supera 170%, levando o produto de US$ 90 por tonelada em 2024 para valores acima de US$ 500. O movimento provoca preocupação entre fabricantes de fertilizantes, já que o insumo é essencial para a produção de fosfatados.

O analista destaca que a mudança é considerada estrutural, marcada por alterações relevantes no fluxo global, como a passagem da Rússia de exportadora para importadora em setembro. Esse deslocamento é visto como um sinal de ruptura, capaz de impactar diretamente segmentos específicos, entre eles o de produtos como o Super 5.

No Brasil, o mercado de fósforo segue duas direções distintas. Enquanto os fosfatados de alta concentração apresentam queda consistente nas últimas semanas, os de baixa concentração avançam gradualmente. A retração do MAP desde agosto já supera US$ 100 por tonelada, contrastando com o encarecimento dos produtos de menor concentração. O movimento é associado a uma forte antecipação de compras, com mais de 1,4 milhão de toneladas de supersimples já negociadas para as safras de 2026 e 2027, volume considerado expressivo em relação ao ano anterior.

Com a safra 2025/26 praticamente definida em termos de aquisição de fertilizantes, o planejamento volta-se agora ao milho safrinha e à soja do próximo ciclo. Souza reforça que o comportamento do enxofre permanece central no radar do setor, por sua importância como matéria-prima e por seus efeitos sobre outras cadeias ligadas aos fosfatados.

 





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Chuvas irregulares nos últimos três meses dificultaram a semeadura de soja, diz Cepea



O ritmo de semeadura de soja da safra 2025/26 continua abaixo do registrado na temporada anterior. Segundo pesquisadores do Cepea, a irregularidade das chuvas nos últimos três meses tem impactado grande parte do território nacional.

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No Sul do país, o excesso de umidade ainda dificulta o acesso às lavouras. No Centro-Oeste e no Matopiba, a distribuição desigual das precipitações resultou em níveis de umidade abaixo do necessário para avançar nos trabalhos de campo.

Apesar do aumento recente dos acumulados pluviométricos nessas regiões e da redução das chuvas no Sul, especialmente no Paraná, colaboradores do Cepea destacam que o cenário ainda apresenta incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025/26.

Segundo a Conab, até 22 de novembro, 78% da área nacional havia sido semeada, abaixo dos 83,3% registrados no mesmo período do ano passado.



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Chuvas irregulares nos últimos três meses dificultaram a semeadura de soja, diz Cepea



O ritmo de semeadura de soja da safra 2025/26 continua abaixo do registrado na temporada anterior. Segundo pesquisadores do Cepea, a irregularidade das chuvas nos últimos três meses tem impactado grande parte do território nacional.

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No Sul do país, o excesso de umidade ainda dificulta o acesso às lavouras. No Centro-Oeste e no Matopiba, a distribuição desigual das precipitações resultou em níveis de umidade abaixo do necessário para avançar nos trabalhos de campo.

Apesar do aumento recente dos acumulados pluviométricos nessas regiões e da redução das chuvas no Sul, especialmente no Paraná, colaboradores do Cepea destacam que o cenário ainda apresenta incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025/26.

Segundo a Conab, até 22 de novembro, 78% da área nacional havia sido semeada, abaixo dos 83,3% registrados no mesmo período do ano passado.



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Chuvas irregulares nos últimos três meses dificultaram a semeadura de soja, diz Cepea



O ritmo de semeadura de soja da safra 2025/26 continua abaixo do registrado na temporada anterior. Segundo pesquisadores do Cepea, a irregularidade das chuvas nos últimos três meses tem impactado grande parte do território nacional.

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No Sul do País, o excesso de umidade ainda dificulta o acesso às lavouras. No Centro-Oeste e no Matopiba, a distribuição desigual das precipitações resultou em níveis de umidade abaixo do necessário para avançar nos trabalhos de campo.

Apesar do aumento recente dos acumulados pluviométricos nessas regiões e da redução das chuvas no Sul especialmente no Paraná, colaboradores do Cepea destacam que o cenário ainda apresenta incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025/26.

Segundo a Conab, até 22 de novembro, 78% da área nacional havia sido semeada, abaixo dos 83,3% registrados no mesmo período do ano passado.



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Polícia apreende 17 kg de pescado ilegal durante ação



A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu, neste sábado (29), um homem de 62 anos por caça ilegal de animais silvestres, armazenamento irregular de pescado e porte ilegal de arma na zona rural de Tesouro, em Mato Grosso. Na ação, foram apreendidos 23 quilos de carne de caça, 17 quilos de pescado e cinco espingardas.

A operação começou após uma denúncia anônima informar que o suspeito estaria caçando animais silvestres e pescando de forma ilegal para comercialização, mantendo os produtos armazenados em sua residência.

Ao chegar ao endereço indicado, os policiais localizaram o homem, que negou as acusações, mas autorizou a entrada da equipe para buscas. No freezer foram encontrados 17 quilos de pescado das espécies Matrinxã, Mandi e Barbado, além de duas sacolas com 23 quilos de carne de cateto, proveniente de caça.

Questionado sobre outros materiais ilícitos, o suspeito afirmou possuir uma arma que seria de seu pai. No cômodo indicado, porém, a PM localizou cinco espingardas e cerca de 200 munições de diversos calibres.

Diante do flagrante, o homem foi preso e encaminhado à delegacia para registro da ocorrência.



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Soja deve inflacionar fretes no primeiro trimestre de 2026, diz Conab



A colheita da safra 2025/26 de soja deverá inflacionar o mercado de fretes rodoviários no primeiro trimestre de 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com produção estimada em 177,6 milhões de toneladas e armazéns ainda ocupados com milho, a pressão sobre o transporte deve se concentrar entre janeiro e março, quando o escoamento da oleaginosa atinge seu pico.

A projeção consta do Boletim Logístico de novembro, que aponta sustentação das cotações mesmo durante a entressafra atual, período em que historicamente ocorrem quedas mais acentuadas.

“Tal colheita deverá inflacionar o mercado de fretes rodoviários no primeiro trimestre de 2026, em âmbito estadual”, informou a Conab ao avaliar o cenário de Mato Grosso, maior produtor nacional de grãos. A soja já deverá começar a ser colhida “de modo incipiente, na segunda quinzena de dezembro, com intensificação dos trabalhos para janeiro e fevereiro”, destacou a estatal.

A dinâmica atual já antecipa o cenário. Em outubro, os fretes se mantiveram em patamares elevados. “Em relação ao mês anterior houve de modo geral um declínio suave em boa parte das praças, ao passo que algumas apresentaram comportamento de estabilidade. Neste ponto, destaca-se que o recuo foi bastante moderado, tendo em vista o avanço da entressafra, período no qual, historicamente, maiores quedas nos valores dos fretes seriam esperadas”, explicou a Conab.

A sustentação dos preços ocorre pela combinação de fatores. A demanda firme de milho mantém os caminhões em movimento. “Setores como alimentação animal e biocombustíveis, que utilizam o milho como principal insumo têm demandado cada vez mais esse produto, que tem ganhado maior alcance e capilaridade. Frequentemente tais empresas oferecem ágio pela aquisição do produto em uma disputa pelo insumo ante o mercado externo”, disse a Conab. Essa disputa elevou os preços da commodity e gerou maiores movimentações logísticas.

Ao mesmo tempo, produtores enfrentam urgência para liberar espaço nos armazéns. “Soma-se a esse fator a existência de uma certa urgência para liberar espaço nos armazéns, atualmente ocupados majoritariamente com milho de modo a receber a soja que já deverá começar a ser colhida, de modo incipiente, na segunda quinzena de dezembro, com intensificação dos trabalhos para janeiro e fevereiro”, informou a estatal.

“Desta forma há o interesse em se escoar boa parte do milho antes da próxima safra, contribuindo, assim, para elevar a demanda por transportes, resultando em cotações elevadas de fretes rodoviários em plena entressafra de grãos”, destacou.

Aumento nos fretes

Em Mato Grosso, a rota Sorriso-Santos passou de R$ 480 para R$ 470 a tonelada em outubro, queda de apenas 2%. Para Paranaguá, o frete saiu de R$ 460 para R$ 450, recuo também de 2%. A partir de Primavera do Leste, os fretes para Santos recuaram 5%, de R$ 390 para R$ 370, enquanto para Paranaguá a queda foi de 4%, de R$ 370 para R$ 355.

“Diante deste cenário de maiores preços atribuídos aos serviços de transporte, o setor entende que o momento é favorável para fazer a frota girar e garantir sua cobertura de custos e sua lucratividade”, afirmou a Conab.

O mercado manifestou preocupação com possíveis distorções causadas pelo tabelamento de preços da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Existe a percepção, por parte do mercado, de que o tabelamento de fretes e as medidas recentes para seu maior controle e efetivação, tendem a ocasionar algumas distorções de mercado e alterar os incentivos atinentes às atividades, e que os maiores prejudicados com as medidas são os transportadores com caminhões menores, com quantidade de eixos igual ou inferior a sete, ao passo que, para caminhões de nove eixos a conta tem fechado melhor”, informou a Conab.

Apesar das ressalvas, a companhia destacou que o setor não deve registrar paralisações.

“A despeito de haver certo descontentamento, especialmente para esse nicho, descartou-se qualquer movimento de greve ou paralisação e os fluxos logísticos seguem a todo vapor, para dar vazão às enormes safras colhidas em Mato Grosso, bem como para dar espaço à vindoura produção de soja, que também deverá ser de enorme magnitude”, disse.



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Produção de soja recua 0,9% na safra 25/26, aponta StoneX



A StoneX, empresa global de serviços financeiros, apresentou novos dados para a safra de soja 2025/26. Na atualização de dezembro, a consultoria ajustou para baixo a estimativa de produção nacional, agora projetada em 177,2 milhões de toneladas, ainda um recorde histórico, porém 0,9% inferior ao previsto no relatório anterior.

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A redução decorre principalmente de uma menor produtividade, apesar do leve aumento da área plantada. As irregularidades das precipitações, especialmente em regiões de grande peso na produção brasileira, continuam impactando o potencial produtivo.

De acordo com Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, os estados de Mato Grosso e Goiás apresentaram cortes na produtividade estimada. “No maior produtor do país, Mato Grosso, houve ainda um leve recuo na área plantada, devido a atrasos no plantio e à necessidade de replantio em algumas localidades”, explica.

Embora estados das regiões Norte e Nordeste tenham registrado expansão de área, esse avanço não compensou as perdas previstas no Centro-Oeste, região determinante para o desempenho nacional. “A consolidação do potencial produtivo dependerá do comportamento das chuvas nos próximos meses. Uma regularização das precipitações será essencial para confirmar as expectativas da safra”, destaca Ana.

Milho registra alta de 1,9%

A StoneX também revisou sua projeção para o milho verão 2025/26, elevando a estimativa de produção nacional para 26,1 milhões de toneladas, aumento de 1,9% em relação ao relatório de novembro.

O ajuste reflete o crescimento da área prevista em estados do Norte e Nordeste, onde o plantio da primeira safra ocorre mais tarde. “Na produtividade, o Rio Grande do Sul se destacou pelo bom desenvolvimento das lavouras até o momento, embora a consolidação desse cenário ainda dependa de chuvas ao longo de dezembro”, comenta Ana.

Segunda safra de milho recua 1,1%

Já a segunda safra de milho caiu para 105,8 milhões de toneladas, recuo de 1,1% em relação ao mês anterior, devido a atrasos no ciclo da soja que podem afetar o plantio da safrinha. Considerando também a terceira safra, estimada em 2,5 milhões de toneladas, a produção total de milho 2025/26 é projetada em 134,4 milhões de toneladas, 0,6% abaixo do levantamento de novembro.

“O comportamento climático seguirá central para a definição do potencial produtivo do milho nos próximos meses”, conclui Ana Luiza Lodi.



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PIB potencial de 2,6% em 2024 reflete uso maior de mão de obra e força do campo



A Secretaria de Política Econômica (SPE) divulgou, nesta segunda-feira (1), que o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil foi de 2,6% em 2024. Essa métrica é a estimativa de quanto o país pode crescer sem criar pressão inflacionária. O hiato do produto para o ano passado ficou em 0,4%, que é a diferença entre o PIB real aferido e o PIB potencial.

O governo utilizou métricas além das convencionais para o cálculo como fatores naturais, mensurados pela capacidade de geração de eletricidade e pela terra agriculturável. “Esses fatores naturais permitem capturar ganhos potenciais associados à disponibilidade e à qualidade dos recursos ambientais, relevantes para economias dependentes de riquezas naturais como a brasileira”, diz o relatório.

Os principais fatores que impulsionaram o PIB potencial de 2024 foram o capital humano e a área colhida. No caso do hiato, a principal causa é o emprego de mão de obra acima do potencial estimado.

“O hiato da SPE se mostrou menos aberto em 2024 comparativamente aos demais. Essa menor abertura junto com a estimativa de redução recente na taxa de desemprego de equilíbrio observada nas estimações auxiliam em conjunto a explicar a menor inflação de serviços subjacentes frente àquela que seria prevista com o quadro de desemprego atual, próximo ao mínimo histórico”, justifica a Fazenda no documento.

Segundo o relatório da SPE, no futuro, a secretaria pretende incorporar o fator de produção de hidrocarbonetos e biocombustíveis no cálculo do PIB potencial. Além disso, a Fazenda espera também fazer previsões de PIB potencial estimado. Não há data para que isso aconteça, entretanto.



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Desafios e pressões no mercado de trigo



O cenário, porém, ganhou incerteza


O cenário, porém, ganhou incerteza
O cenário, porém, ganhou incerteza – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo inicia um período marcado por ajustes após o avanço da colheita nacional, segundo o Itaú BBA. Mesmo com a redução da área plantada, a produtividade manteve desempenho favorável e a produção deve ficar levemente abaixo do ciclo anterior, de acordo com estimativas oficiais. 

O cenário, porém, ganhou incerteza com a ocorrência de chuvas intensas, granizo e temporais no Sul do país entre o fim de outubro e o início de novembro, o que pode resultar em revisões negativas. Os efeitos mais relevantes tendem a recair sobre a qualidade, diante de relatos de presença elevada de micotoxina DON, condição que pode direcionar parte do volume para ração e gerar perdas aos produtores.

No ambiente internacional, o movimento de baixa nas cotações também encontra suporte no aumento da oferta global. O USDA revisou para cima sua projeção e estima produção recorde de 829 milhões de toneladas em 2025/26, ante 800 milhões na temporada anterior. Após quatro ciclos de queda, os estoques finais devem crescer para 271,4 milhões de toneladas, reforçando um quadro mais folgado entre oferta e demanda. O avanço é observado entre os principais exportadores, com destaque para União Europeia, Rússia, Canadá, Austrália e Argentina. Esta última, principal origem das importações brasileiras, deve colher 24 milhões de toneladas, mesmo com pontos de umidade excessiva em algumas regiões.

Além da maior disponibilidade externa, a valorização do real frente ao dólar amplia a atratividade das importações e reduz a competitividade das vendas brasileiras ao exterior. Para os próximos meses, o câmbio e o clima na Argentina serão determinantes para o comportamento dos preços e para a estratégia de originação no mercado doméstico.





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por que 2026 pode ser o ano mais apertado da soja



O produtor brasileiro de soja começa dezembro com duas certezas e uma grande dúvida. As certezas: vai colher uma supersafra (177 a 178 milhões de toneladas, segundo Conab e consultorias privadas) e o mundo está nadando em estoques (124 milhões de toneladas globais, recorde histórico). A dúvida: quanto vai sobrar no bolso depois de pagar a conta de produção mais alta dos últimos três anos.

“É o clássico cenário de muito grão e pouco prêmio”, resume Lauro Rezende, analista sênior da Agroconsult. “Quem não travar preço agora e não controlar custo vai trabalhar no vermelho em maio/junho.”

Onde está o preço hoje e para onde vai:

  • Paranaguá (28/11): R$ 155,75/saca (melhor preço do ano foi R$ 178 em março)
  • Previsão média 2026 (base caso): R$ 135–140/saca (Cepea, Safras, StoneX)
  • Cenário otimista (seca moderada no Sul + China comprando forte): R$ 150 a 160
  • Cenário pessimista (safra cheia + China lenta): R$ 120 a 128

A conta é simples: para pagar o custo operacional efetivo (COE) médio de Mato Grosso, 57 sacas/ha em Sorriso, o produtor precisa de no mínimo R$ 133/saca com produtividade de 65 sc/ha. Qualquer preço abaixo disso já com margem bruta.

Os cinco alertas vermelhos para 2026

  • Estoques globais recorde O carryout mundial 2025/26 ficará entre 122 e 125 milhões de toneladas. Nunca na história houve tanto grão sobrando no fim da safra.
  • A China ainda hesita Apesar do acordo EUA-China de 12 milhões de toneladas, Pequim compra devagar e prioriza o Brasil só quando o prêmio cai. Novembro fechou com apenas 62% do volume esperado.
  • O custo de produção subiu entre 12 e15% Fertilizante +8%, defensivos +10%, diesel +5% e arrendamento em dólar em várias regiões. A margem bruta média recuou de 78 para 64 sacas/ha (CNA/Cepea).
  • Clima joga contra o prêmio El Niño ainda ativo até março pode trazer excesso de chuva no RS/PR e atraso de colheita. Qualquer problema de qualidade (umidade alta) derruba o prêmio de exportação.
  • Janela de comercialização encurtada Com a safrinha de milho atrasada entre 15 e 20 dias em várias regiões, a soja de março/abril vai competir com milho no porto. Resultado: fila e desconto.

Estratégia prática para o produtor (o que fazer AGORA)

  1. Trave pelo menos 40 a 50% da safra já

Melhor janela: contratos março/maio 2026 na B3 ou CPR dolarizada com trading
Níveis interessantes hoje: R$ 142–145 Paranaguá (já dá margem de 10–12 sacas acima do custo)

  1. Reduza custo em 8–10 sacas/ha

Negocie fertilizante para entrega janeiro/fevereiro (preço caiu 6% nas últimas 3 semanas)
Use biológicos + fixação biológica de nitrogênio (redução de 15–20 kg de N/ha)
Faça rotação soja-milho-safrinha intensiva com cobertura vegetal (milho consorciado com braquiária)

  1. Monitore três datas-chave

12/dezembro → WASDE USDA (pode cortar yield americano e dar fôlego)
10/janeiro → novo levantamento Conab (primeiro número “de campo”)
28/fevereiro → pico de compra chinesa pós-Ano Novo Lunar

  1. Diversifique a comercialização

30% basis Paranaguá (trava dólar)
30% CPR física com trading grande
20% Barter de insumos (trava custo)
20% livre para oportunizar alta em abril/maio

A frase que resume 2026: “2026 não vai ser ano de ficar rico com soja. Vai ser ano de não ficar pobre.” (André Pessôa, sócio-fundador da Agroconsult, em webinar 28/11)

O Brasil vai produzir como nunca, exportar como líder absoluto e, pela primeira vez em muitos anos, o grande desafio não será colher, mas remunerar. Quem entender que preço médio de R$ 138 é o “novo normal” e agir rápido sai na frente. Quem esperar R$ 180 como em 2022 vai quebrar a cara.

Produtor: o seguro morreu de velho, mas o teimoso morreu pobre. Trave, corte custo e durma tranquilo. 2026 já começou.



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