sábado, abril 11, 2026

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Pesquisa da Unesp revela como melhorar a qualidade e o valor do chocolate amazônico


O chocolate produzido na Amazônia é reconhecido internacionalmente por seu sabor único. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que ele pode ganhar ainda mais valor. A análise indica que práticas de pós-colheita, como a fermentação das amêndoas da fruta, aliadas à escolha adequada do cultivar podem unir qualidade nutricional e sabor ao chocolate, ampliando o potencial de mercado do produto.

“Diferente da soja, do milho e do trigo, que são pagos pela quantidade, o cacau é um dos poucos produtos agrícolas que é muito mais remunerado pela qualidade. Nesse estudo vimos que é possível que o cacau amazônico ganhe nessas duas vertentes. Por isso, no estudo, selecionamos o melhor cultivar e as melhores formas de pós-produção para obter qualidade nutricional e de sabor”, afirma Renato de Mello Prado, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, em Jaboticabal, que coordenou a pesquisa.

O estudo, apoiado pela Fapesp, foi realizado na Estação Experimental Frederico Afonso, pertencente à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em Rondônia, onde os pesquisadores avaliaram nove clones de cacau sob dois sistemas de pós-colheita: grãos fermentados, como no processo tradicional de chocolate, e grãos pré-secos, sem fermentação.

A investigação envolveu a colaboração de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa de Porto Velho), Universidade Federal de Rondônia (Unir, campus Rolim de Moura) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam, campus Humaitá).

“A fermentação é um processo importante na produção do chocolate. Sem ela, a amêndoa não desenvolve a cor e o aroma que conhecemos, mas há um custo nutricional importante nesse processo”, conta Edilaine Istéfani Franklin Traspadini, bolsista de pós-doutorado da Fapesp.

“Por isso, sugerimos a criação de blends que combinem grãos fermentados e não fermentados, como uma estratégia para equilibrar o sabor e o valor nutricional. Essa estratégia pode aumentar o valor do cacau amazônico no mercado de chocolates, seguindo uma abordagem bem parecida com o que tem sido feito no setor de café”, diz.

Os resultados mostraram que a fermentação das amêndoas de cacau reduz mais de 95% dos açúcares e quase 50% dos taninos (responsáveis pelo sabor adstringente), além de diminuir compostos fenólicos e antocianinas (antioxidantes naturais), enquanto aumenta aminoácidos, atividade de enzimas antioxidantes e minerais como potássio e magnésio. Já o cacau não fermentado retém níveis significativamente maiores de minerais como o fósforo e o cálcio, elementos fundamentais para a saúde óssea e cardiovascular.

“Por isso defendemos a necessidade de uma combinação entre uma base fermentada para dar a cor marrom e a textura aveludada, enquanto uma porcentagem de amêndoas não fermentadas entraria como uma injeção de antioxidantes e minerais, criando o equilíbrio entre sabor e saúde”, conta.

Pela primeira vez, foi identificada a presença de glicina betaína e prolina nas amêndoas. Essas moléculas têm o papel de defender a planta contra o estresse oxidativo no campo e servem como um antioxidante poderoso para o corpo humano. “Elas funcionam como verdadeiros protetores celulares, o que pode transformar o cacau amazônico em um superalimento”, destaca Mello.

A análise também mostrou variação entre os cultivares estudados. O clone CCN 51 apresentou um perfil equilibrado, independente se fermentado ou não fermentado. Já o clone EEOP 63 se destacou pela maior produtividade, e o EEOP 96 manteve altos teores de fenólicos e antocianinas quando os grãos não eram fermentados, sugerindo maior vocação para produtos alternativos ao chocolate tradicional, como nibs, ingredientes de bebidas e snacks saudáveis.

“Não é que exista um único clone ideal que deve ser difundido na região. Pelo contrário, o interesse está em combinar diferentes blends para cada finalidade. Por isso a importância desse estudo sobre seleção genética e manejo pós-colheita entre produtores amazônidas de cacau”, diz Traspadini.

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Produção de ração cresce em 2025 e deve atingir 97 milhões de ton em 2026, segundo levantamento


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

A produção nacional de ração e suplementos cresceu em 2025 e deve continuar em expansão em 2026. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) indicam que o volume atingiu cerca de 94 milhões de toneladas no ano passado, acima das 91 milhões de toneladas registradas em 2024, o que representa um avanço de 3%.

Para 2026, a projeção é de 97 milhões de toneladas, acompanhando o aumento da produção pecuária e da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior. “Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente”, declarou o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani.

Crescimento em diferentes segmentos

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025. Para 2026, a previsão é de 39,1 milhões de toneladas. O avanço acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% em 2025, segundo dados preliminares do IBGE.

A produção de ovos também ampliou a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras passou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, com crescimento de 3,5%. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Suinocultura e bovinocultura em alta

Na suinocultura, o consumo de ração passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas. Na bovinocultura de corte, o avanço está ligado ao aumento do confinamento, com a produção de ração passando de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, alta de 7,5%.

Dados do Censo do Confinamento, do Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados passou de 7,76 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças. “O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal”, informou Zani.

Aquicultura e mercado pet

Na pecuária leiteira, o consumo de ração passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, com aumento de 8% na aquisição formal de leite no período, segundo dados preliminares do IBGE. O mercado de alimentos para cães e gatos também registrou crescimento, com a produção passando de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado”, pontuou Zani, referindo-se à maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos. A aquicultura também ampliou o consumo de ração, com o volume passando de 1,79 milhões de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025.

Por fim, Zani concluiu que “o triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Ciclone com ventos de 100 km/h e frente fria: semana promete clima severo


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Foto: Inmet

A formação de um ciclone extratropical no Sul do país e uma nova frente fria no Sudeste intensificam fenômenos climáticos entre esta segunda-feira (6) e sexta (10). No restante do país tem acumulado de chuva de 100 mm e altas temperaturas. Confira:

Sul

A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca no litoral do Rio Grande do Sul,
sul de Santa Catarina e leste paulista. Ao longo do dia, a atuação de uma baixa pressão
sobre o Paraguai aumenta as instabilidades em território gaúcho, com risco de temporais
isolados. A atenção se volta para a formação de um ciclone extratropical entre o RS e SC a partir de terça-feira (7), levando temporais com risco de granizo e rajadas de vento acima de 100km/h para os três estados da região até quarta-feira (8). A expectativa é que nessas áreas o acumulado de chuva seja superior a 70 mm. Após a passagem do sistema, o ar frio deve predominar na Região Sul, com a temperatura mínima nas áreas de baixada oscilando entre 10°C e 14°C na quinta (9) e sexta feira (10), mas sem risco de geada.

Sudeste

A manhã de segunda-feira (6) começa com tempo mais firme, com chuva fraca em áreas do leste de Minas Gerais, Espírito Santo e sul de São Paulo. Ao longo do dia, a influência marítima mantém instabilidade em áreas dos quatro estados, com chuva moderada a forte. A semana deve ser marcada pelo avanço de uma frente fria a partir de quarta-feira (8), levando temporais e chuva para todos os estados do Sudeste. O volume de precipitação esperado da semana gira em torno de 30 mm a 40 mm, com temperatura máxima em torno de 25°C nos próximos dias. A tendência é que a chuva cesse de forma mais generalizada apenas na segunda semana de maio.

Centro-Oeste

Há previsão de pancadas de chuva desde as primeiras horas de segunda no leste de Mato Grosso e norte de Goiás. Ao longo do dia, a presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai aumenta as instabilidades em Mato Grosso e Goiás, com chuva fraca a moderada e pontos mais intensos. O volume de precipitação esperado para a semana fica entre 30 mm e 40 mm, aliviando também a temperatura máxima que deve ficar em cerca de 31°C nos próximos dias. No geral, a umidade deve beneficiar as lavouras de milho 2ª safra em desenvolvimento e as pastagens. A tendência é que a chuva cesse apenas na segunda semana de maio.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue favorecendo instabilidades no litoral norte, enquanto a influência marítima mantém chuva no litoral leste. Ao longo da segunda-feira, as pancadas aumentam no Maranhão, Piauí, Ceará e naa Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais, especialmente no litoral baiano. Chuva em bons volumes devem predominar nos próximos dias no oeste da Bahia, no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, com 40 mm a 50 mm. Situação mais quente e seca em Sergipe, Alagoas e no leste da Bahia, com acumulados de, no máximo, 15 mm. A partir
da segunda quinzena do mês de abril, as “ondas de leste” devem começar a levar mais chuvas para o Nordeste.

Norte

A umidade mantém pancadas de chuva desde as primeiras horas de segunda-feira no Amazonas, Pará, em Roraima e no Tocantins. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam, com chuva moderada a forte e risco de temporais isolados em grande parte da região. No decorrer da semana, os maiores acumulados de chuva devem ficar nos estados do Amazonas, de Roraima, Amapá e norte paraense, com 100 mm. Já nos estados do Acre, Rondônia, restante do Pará e Tocantins, as precipitações giram em torno de 30 mm a 40 mm.

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Ciclone avança e frente fria se aproxima: Brasil terá semana de virada no tempo; confira


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Foto: AEN

A previsão do tempo entre os dias 6 e 10 de abril indica uma virada nas condições do tempo em grande parte do Brasil. A atuação de áreas de baixa pressão, a formação de um ciclone extratropical no Sul e o avanço de uma frente fria pelo Sudeste devem espalhar chuvas e elevar o risco de temporais, ao mesmo tempo em que favorecem a umidade do solo em áreas produtoras.

Sul

A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca no litoral do Rio Grande do Sul, sul de Santa Catarina e áreas do leste paulista. Ao longo do dia, a atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai, associada a um cavado em médios níveis, aumenta as instabilidades no Rio Grande do Sul.

A chuva varia de moderada a forte na metade sul do estado, com risco de temporais isolados. Entre Santa Catarina e Paraná, a precipitação ocorre de forma fraca a moderada, principalmente no litoral, enquanto no interior as pancadas são mais isoladas.

O calor ainda predomina, com temperaturas mais amenas no sul gaúcho. O mar segue mais agitado ao longo do litoral da região.

Na região, o principal ponto de atenção é a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir de terça-feira. O sistema deve provocar temporais nos três estados, com risco de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h até quarta-feira.

Apesar de prejudicar os trabalhos em campo, a chuva é considerada positiva para as áreas produtoras, com acumulados próximos de 70 mm em 48 horas, revertendo o déficit hídrico em lavouras em fase final de desenvolvimento. Após a passagem do sistema, o ar frio predomina, com mínimas entre 10°C e 14°C entre quinta e sexta-feira, sem risco de geadas.

O tempo no Sudeste

A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca em áreas do leste de Minas Gerais, Espírito Santo e sul de São Paulo.

Ao longo do dia, a influência marítima mantém a instabilidade no Rio de Janeiro, Espírito Santo e litoral paulista, enquanto a umidade favorece pancadas em Minas Gerais e no interior de São Paulo, com chuva moderada a forte em alguns pontos.

O tempo segue firme em outras áreas, com predomínio de calor, embora as temperaturas sejam mais agradáveis nas áreas litorâneas e no sul de Minas. O mar também deve ficar mais agitado no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A semana será marcada pelo avanço de uma frente fria a partir de quarta-feira, espalhando chuva por toda a região. Os volumes devem ficar entre 30 mm e 40 mm, mantendo a boa umidade do solo sem prejudicar as operações no campo e reduzindo o calor, com máximas próximas de 25°C. A tendência é de diminuição das chuvas apenas na segunda semana de maio.

Pancadas de chuva no Centro-Oeste

Ao longo do dia, a presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai, combinada com calor e umidade, aumenta as instabilidades em Mato Grosso e Goiás, com chuva de fraca a moderada intensidade e pontos mais intensos. Há previsão de pancadas de chuva desde cedo no leste de Mato Grosso e norte de Goiás.

Em Mato Grosso do Sul, a chuva ocorre de forma mais isolada. No restante da região, o tempo segue firme, com temperaturas elevadas.

Os volumes da semana devem ficar entre 30 mm e 40 mm, garantindo boa umidade do solo sem comprometer as operações em campo. As condições favorecem o desenvolvimento do milho segunda safra e a manutenção das pastagens. A tendência também indica redução das chuvas a partir da segunda semana de maio.

Tempo quente e seco no Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical segue favorecendo instabilidades no litoral norte, enquanto a influência marítima mantém chuva no litoral leste.

Ao longo do dia, as pancadas aumentam em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais, especialmente no litoral baiano.

Boas chuvas devem predominar no oeste da Bahia e em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, com acumulados entre 40 mm e 50 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo sem prejudicar os trabalhos no campo.

Por outro lado, Sergipe, Alagoas e o leste da Bahia devem enfrentar condições mais quentes e secas, com volumes entre 10 mm e 15 mm, elevando apenas a umidade relativa do ar. A partir da segunda quinzena de abril, as ondas de leste devem intensificar as chuvas nessas áreas. Para outras regiões, a tendência é de redução das precipitações no fim do mês.

Previsão para o Norte

A umidade elevada mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins, enquanto a ZCIT continua atuando no Amapá e no litoral do Pará.

Ao longo do dia, as instabilidades aumentam, com chuva moderada a forte e risco de temporais isolados em grande parte da região. O tempo segue abafado.

As chuvas continuam garantindo boa umidade para as áreas produtoras e mantendo as pastagens.

Os maiores volumes devem se concentrar no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com acumulados próximos de 100 mm, o que pode atrasar os trabalhos em campo.

Já no Acre, Rondônia, restante do Pará e Tocantins, os volumes entre 30 mm e 40 mm favorecem o desenvolvimento das lavouras sem grandes prejuízos às operações agrícolas.

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Produção de ração cresce em 2025 e deve atingir 97 milhões em 2026, segundo levantamento


Foto: Reprodução.
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A produção nacional de ração e suplementos cresceu em 2025 e deve continuar em expansão em 2026. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) indicam que o volume atingiu cerca de 94 milhões de toneladas no ano passado, acima das 91 milhões de toneladas registradas em 2024, o que representa um avanço de 3%.

Para 2026, a projeção é de 97 milhões de toneladas, acompanhando o aumento da produção pecuária e da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior. “Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente”, declarou o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani.

Crescimento em diferentes segmentos

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025. Para 2026, a previsão é de 39,1 milhões de toneladas. O avanço acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% em 2025, segundo dados preliminares do IBGE.

A produção de ovos também ampliou a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras passou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, com crescimento de 3,5%. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Suinocultura e bovinocultura em alta

Na suinocultura, o consumo de ração passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas. Na bovinocultura de corte, o avanço está ligado ao aumento do confinamento, com a produção de ração passando de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, alta de 7,5%.

Dados do Censo do Confinamento, do Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados passou de 7,76 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças. “O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal”, informou Zani.

Aquicultura e mercado pet

Na pecuária leiteira, o consumo de ração passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, com aumento de 8% na aquisição formal de leite no período, segundo dados preliminares do IBGE. O mercado de alimentos para cães e gatos também registrou crescimento, com a produção passando de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado”, pontuou Zani, referindo-se à maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos. A aquicultura também ampliou o consumo de ração, com o volume passando de 1,79 milhões de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025.

Por fim, Zani concluiu que “o triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Embrapa lança simulador pecuário focado na rentabilidade do produtor; conheça


Foto: Divulgação.
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No Giro do Boi desta semana, foi apresentada uma ferramenta inovadora para a gestão do campo: o Simulador Pecuária.io. Desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sul (Bagé/RS) em parceria com a Inovatech.Digital, o simulador oferece uma interface gratuita e intuitiva para que o pecuarista possa testar suas decisões no mundo digital antes de investir.

O pesquisador Vinícius Lampert e o CEO da Inovatech, Thomás Capiotti, detalharam como a inteligência algorítmica está simplificando a vida de quem produz. A plataforma é um sistema de modelagem acessível via celular ou computador, permitindo ao produtor desenhar cenários produtivos e financeiros em tempo real.

Confira:

Funcionalidades do simulador

Atualmente, a ferramenta é ideal para sistemas que envolvem cria, recria e engorda. Uma versão dedicada exclusivamente à pecuária de cria está prevista para outubro de 2026. Embora tenha sido criada no Rio Grande do Sul, o simulador já opera em dezoito estados brasileiros e três países, sendo totalmente customizável para diferentes raças (Zebuínos ou Taurinos) e biomas.

O simulador decodifica algoritmos complexos da Embrapa em relatórios simples, focando nos indicadores que realmente impactam o bolso. A maior inovação do Pecuária.io é ajudar o produtor a definir seu Teto de Investimento, projetando o futuro em vez de apenas registrar custos passados.

Impacto na gestão do produtor

O simulador indica até quanto o produtor pode pagar por tecnologias, como suplementação ou reforma de pasto, para que o novo cenário seja mais lucrativo que o atual. Ao inserir uma meta, como “quero desmamar mil bezerros”, o sistema calcula “de trás para frente” a área necessária e os índices de fertilidade que precisam ser atingidos.

O Simulador Pecuária.io não visa substituir a consultoria técnica, mas potencializá-la. Ao fornecer argumentos numéricos sólidos, ele dá ao produtor a segurança necessária para investir. “Se você sabe o seu teto de gastos, você investe para colher o lucro projetado”, afirmou Thomás Capiotti.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Calor ganha força no centro-sul do Brasil nos próximos dias


Bolha de calor cresce sobre o Paraguai e no norte da Argentina e se expande sobre o centro-sul do Brasil. Temperaturas entre 35°C e 38°C poderão ser observada principalmente em áreas próximas das fronteiras com estes países

Os próximos dias serão marcados por aumento significativo do calor no centro-sul do Brasil, impulsionado pela atuação de uma bolha de calor sobre o Paraguai e o norte da Argentina.

Esse sistema favorece o aquecimento do ar e avança sobre o território brasileiro, elevando as temperaturas principalmente em áreas do oeste e sul de Mato Grosso do Sul, além de toda a faixa oeste da Região Sul, incluindo o oeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e também no centro-oeste e norte do interior de São Paulo.

Onde o calor será mais intenso?

As áreas mais próximas da fronteira com o Paraguai e com o norte da Argentina devem sentir os efeitos mais intensos desse aquecimento.

Regiões como as Missões e o oeste gaúcho, oeste catarinense e paranaense, além do sul e Pantanal de Mato Grosso do Sul, podem registrar temperaturas máximas entre 35°C e 38°C até o fim de semana, não se descartando valores pontualmente ainda mais elevados.

Esse cenário reforça a sensação de calor intenso e abafamento, principalmente durante as tardes.

Onda de calor? Ainda não…

Apesar do aumento das temperaturas, não há indicação de onda de calor sobre o Brasil neste momento.

A previsão indica que, já ao longo da próxima semana, entre o fim de março e o início de abril, a chuva volta a se espalhar por áreas do centro-sul do Brasil. Com isso, a maior presença de nebulosidade e pancadas de chuva tende a impedir a manutenção de temperaturas tão elevadas quanto as observadas no último fim de semana de março de 2026.

Sul ainda pode ter pancadas de chuva isoladas

Mesmo com o predomínio do calor, áreas da Região Sul ainda podem registrar pancadas de chuva isoladas, típicas da combinação entre calor e muita umidade na atmosfera.

Essas pancadas tendem a ocorrer principalmente entre a tarde e a noite e podem vir acompanhadas de raios em alguns pontos, mas de forma localizada.





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Março travado na soja expõe impasse entre produtores e compradores e limita negócios


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um mês de março marcado por baixa liquidez, poucos negócios e pequenas oscilações nos preços. A diferença entre os valores pedidos pelos produtores e os ofertados pelos compradores manteve a comercialização travada ao longo do período.

No balanço do mês, os preços ficaram praticamente estáveis no Brasil, refletindo um cenário externo com leve alta em Chicago e um dólar ainda elevado, girando na faixa de R$ 5,20.

Nas principais praças, as variações foram limitadas. A saca de 60 quilos encerrou março em R$ 124,00, mesmo patamar do início do mês. Em Cascavel (PR), houve leve alta, de R$ 118,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), as cotações oscilaram ao redor de R$ 108,00. No Porto de Paranaguá (PR), os preços ficaram próximos de R$ 129,00 durante o período.

No cenário internacional, os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago registraram leve valorização. O contrato maio, o mais negociado, subiu 0,2% no mês e acumulou alta de 10,36% no trimestre. O desempenho foi impulsionado principalmente pela disparada do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio, e pela expectativa de um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos envolvendo a compra de soja.

Apesar da alta, o movimento surpreende do ponto de vista dos fundamentos. Brasil e Argentina caminham para o fim da colheita de grandes safras, o que aumenta a oferta global. Além disso, os Estados Unidos devem ampliar a área plantada na temporada 2026.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a área deve atingir 84,7 milhões de acres, crescimento de 4% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o número ficou abaixo das expectativas do mercado e das projeções divulgadas anteriormente pelo próprio órgão.

Outro fator de pressão vem dos estoques. Os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, na posição de 1º de março, somaram 2,10 bilhões de bushels, alta de 10% na comparação anual e acima do esperado pelo mercado. O volume elevado reforça a percepção de oferta confortável, mesmo diante das recentes altas nos preços internacionais.

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De US$ 10 mil a tonelada de cacau para US$ 3 mil, os ovos de Páscoa subiram 27%


Pixabay

De US$ 10 mil a tonelada de cacau para US$ 3 mil, ovos de Páscoa subiram 27% em março. A inflação dos chocolates em barras e bombons subiu 24,8% em 12 meses, segundo o IBGE. E os ovos cerca de 27% nesta Páscoa versus a Páscoa passada.

O cacau sofreu com problemas climáticos há 3 anos nos principais produtores, Costa do Marfim e Gana, e os preços do cacau foram elevados quando ano passado um produtor de cacau no Pará chegou a receber R$ 44,00 o kg e hoje não recebe mais do que R$ 9,50. Porém, a indústria do chocolate se abasteceu ainda a preços altos, antes que as novas safras já abundantes e até com excesso de oferta chegassem no mercado. Hoje também a indústria passou a utilizar novos ingredientes como amêndoas, por exemplo, que também estavam com preços elevados.

Hoje, os deliciosos ovos de Páscoa estão com preços médios superiores a cerca de 27% antes da Páscoa passada, e mais altos de até 36% em produtos especiais.

Bom fazer compras, pois as pesquisas indicam variações de até 20% de loja para loja, e também consumidores optando por caixas de bombons e barras de chocolate.

O Brasil, que já foi o maior produtor e exportador de cacau no mundo, hoje é importador de cerca de 42 mil toneladas ou uma produção na casa de 186 mil toneladas.

O cacau também faz parte dos modelos de plantios integrados no estado de São Paulo, para as estratégias de diversificação, com o plano Cacau SP. No Vale do Ribeira é região noroeste 650 hectares de um cacau sustentável. Um cacau agroconsciente.

Feliz Páscoa, que o Brasil readquira sua condição de líder do cacau.

A Estônia, Alemanha e Suíça são os campeões mundiais de consumo de chocolate na casa de 8 a 9 kg per capita ano. No Brasil estamos na casa dos 4 kg per capita.

Ou esteja abaixo da 40ª posição perdida, mas no consumo por volume os Estados Unidos são os maiores e o Brasil fica entre a 5ª e a 6ª posição mundial.

Portanto, com um potencial excelente para dobrar de tamanho. Feliz Páscoa, e que os doces e chocolates adocem este 2026, para nossos ouvintes, familiares e amigos.

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Sapo que canta como um pássaro? Pesquisadores identificam espécie curiosa


Foto: Divulgação/Redes sociais

Uma espécie de rã-arborícola (Gracixalus weii) que emite vocalizações semelhantes ao tordo-do-peito-preto (Turdus dissimilis) foi identificada recentemente na província de Guizhou, na China. A descoberta foi publicada em artigo na revista científica Herpetozoa.

Além da China, o gênero Gracixalus vive disperso entre Mianmar, oeste da Tailândia, Laos e Vietnã.

A pesquisa, liderada por Caichun Peng da Estação de Observação e Pesquisa do Ecossistema Florestal de Guizhou Leigongshan, busca ampliar dados sobre as vocalizações desses anfíbios, que permanecem escassos e pouco aprofundados.

Atualmente, de 23 espécies identificadas no mundo, somente 10 possuem seu canto descrito. O estudo analisou 182 vocalizações de seis rãs machos G. weii localizadas na Reserva Natural de Leigongshan, na China. A análise considerou altitude, temperatura do ar e umidade.

Como funciona a vocalização de um anfíbio?

A bióloga e professora da Universidade Estadual Paulista de Jaboticabal (Unesp/Fcav), Cynthia Prado, explica que a vocalização dos anfíbios funciona como canto reprodutivo.

“Assim como as aves, os anfíbios, sapos, rãs e pererecas, utilizam muitos sons para comunicação. Na maioria das espécies, são só os machos que cantam. Esse canto tem a função de atrair as fêmeas para reproduzir, e também serve para avisar outros machos de que aquele território é dele”, esclarece.

Além disso, o tamanho da espécie também implica no tipo de vocalização que é reproduzida. De acordo com a professora, se o macho for maior, ele canta em uma frequência mais grave, porém, se for menor, o canto é mais agudo.

Influência do bioma

Foto: Peng et al.

Segundo o estudo, esses anfíbios se encontram em densas florestas de bambu, perto de riachos. E, no momento da vocalização, ficam sobre ou dentro da planta.

“As espécies que moram perto de riacho, que é o caso desse sapo da China, muitas vezes a seleção natural leva elas a ter um canto parecido a de alguns pássaros que vivem também na beira do riacho, com características que fazem com que o canto se sobressaia acima do ruído do riacho”, diz a bióloga.

Ela também explica que essas características se desenvolvem em razão do ambiente e não por necessidade de uma espécie imitar a outra.

“Aqueles machos que conseguem emitir um canto, que conseguem se propagar melhor, mesmo com aquele ruído do riacho, eles vão conseguir atrair mais fêmeas, vão se reproduzir mais e vão passar para frente essas características.”

E a mesma coisa ocorre com pássaros que convivem na mesma região.

“O pássaro, que emite esse canto, também vai conseguir se reproduzir mais. E, ao
longo do tempo, essas características vão sendo passadas e vão sendo selecionadas por causa do barulho do riacho, e não porque um está imitando o outro, tentando se comunicar”, finaliza.

Semelhança com as aves

Foto: Peng et al.

A partir das gravações de campo, os pesquisadores identificaram que o canto de anúncio da espécie G. weii se assemelha ao canto do torrdo-do-peito-preto, pois ambos apresentam uma nota mais longa seguida por duas notas mais curtas.

Entretanto, não é a primeira vez que essa convergência acústica com as aves é registrada.

Em 1984, na Cordilheira do Himalaia, os pesquisadores Alain Dubois e Jochen Martens descreveram a mesma semelhança entre as espécies de rãs do gênero Nanorana e a felosa-de-bico-grande (Phylloscopus magnirostris).

A descoberta mostrou que o fenômeno não depende apenas da identificação de indivíduos das mesmas espécies e da seleção sexual, mas também interações ecológicas mais amplas, como em ambientes acústicos variados.

Porém, o estudo chinês aponta que a “convergência pode gerar erros de identificação e subestima a diversidade de anfíbios em levantamentos de campo”.

Monitoramento de espécies ameaçadas

Além de auxiliar na identificação de espécies, pesquisadores também utilizam a bioacústica como método de monitoramento de animais ameaçados.

“Por exemplo, quando você quer monitorar uma população para saber se ela está aumentando ou está diminuindo, você vai periodicamente naquele ambiente e você pode anotar o número de machos que estão cantando ali para fazer uma estimativa do tamanho populacional”, detalha Cynthia Prado.

De acordo com o Dr. Thiago Silva-Soares, fundador da Biotrips e pesquisador do Instituto Últimos Refúgios, esse controle está ainda mais eficaz com o avanço tecnológico.

“Então se coloca um gravador em campo e deixa gravando passivamente, ou seja, registra tudo que está vocalizando e depois fica ouvindo. A inteligência artificial entrou para ajudar nisso, horas de gravação podem ser analisadas pela inteligência artificial e mostrar se determinada espécie está em certo ambiente”, diz o pesquisador.

Espécies brasileiras

Não é só na China que se pode observar essa convergência. No Brasil, espécies da Mata Atlântica também podem ser associadas a aves, insetos e até mesmo seres humanos.

“Uma perereca (Gastrotheca microdisca) que vive nas copas das árvores na Mata Atlântica, tem um som muito parecido com uma ave que se chama araponga (Procnias nudicollis). Essa araponga tem um canto bem característico, bem alto e um som bem metálico. E essa perereca tem um som muito parecido”, conta a professora.

Ela também conta que as pessoas frequentemente confundem grilos e esperanças com anfíbios.

Segundo Thiago Soares, existem espécies que vocalizam até como humanos. No interior, é popularmente contado que crianças estão perdidas e chorando na mata, mas, na verdade, é só o canto da rã-chorona (rãs do gênero Physalaemus).

Próximos passos

Os pesquisadores da China apresentaram dados básicos sobre comportamento, ecologia e biodiversidade.

Nesse sentido, para futuros estudos, espera-se análises mais abrangentes e com maior precisão, expandindo cada vez mais o conhecimento sobre bioacústica, vocalizações e adaptações estruturais de anfíbios.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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