quarta-feira, março 25, 2026

News

News

Retração vendedora eleva preço da soja no Brasil



As irregularidades das chuvas no Brasil, a necessidade de replantio e a expectativa de demanda externa aquecida no próximo ano, levaram produtores brasileiros a ficarem mais resistentes nos negócios envolvendo novos lotes da soja em grão na semana passada. 

Com isso, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostra que a liquidez no mercado spot nacional diminuiu, mas os preços subiram. Segundo pesquisadores do instituto, os valores da soja em grão também foram influenciados por projeções do USDA indicando menor oferta mundial. 

Esse fato, somado ao avanço da demanda na safra 2025/26, deve reduzir a relação estoque/consumo final para o menor volume em três temporadas. Quanto ao farelo de soja, levantamento do Cepea mostra que a demanda permaneceu aquecida, dando suporte aos preços domésticos.

Já as negociações de óleo de soja estiveram enfraquecidas, com parte das indústrias de biodiesel do País sinalizando que estavam abastecidas para o médio prazo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Quais os riscos do uso de semente sem procedência?



“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída”


“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída"
“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída” – Foto: Divulgação

O início da safra ocorre sob incertezas climáticas, o que reforça a necessidade de previsibilidade no estabelecimento da lavoura. A semente certificada surge como decisão estratégica ao reunir identidade, rastreabilidade e conhecimento aplicado para garantir emergência uniforme e saudável. 

Ela concentra anos de pesquisa para elevar o potencial produtivo, reduzir riscos e ampliar a adaptação ao clima. Especialistas destacam que, quando não há origem definida, essa tecnologia se perde, aumentando gastos e abrindo espaço para contaminações capazes de comprometer toda a área.

Estimativas apresentadas no Seed Congress of the Americas 2026 indicam prejuízos anuais de até 10 bilhões de reais ligados ao uso de sementes sem procedência. Para assegurar desempenho, o lote passa por processos de qualidade que envolvem testes de germinação, vigor e envelhecimento acelerado, realizados da pré-colheita à expedição. A supervisão técnica explica que a germinação revela o potencial máximo da semente em condições ideais, enquanto o vigor mede sua capacidade de enfrentar estresses como calor, umidade e profundidade de semeadura, com apoio de avaliações fisiológicas e bioquímicas.

Estudo científico mostra que sementes de soja de alto vigor podem elevar a produtividade entre 10% e 15%. Para especialistas, esse conjunto de avaliações oferece segurança ao agricultor na fase inicial da safra e reforça a certificação como aliada direta do retorno econômico. “Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída, forçando o produtor a gastar mais com produtos fitossanitários para compensar, além de serem uma porta de entrada para contaminações que podem destruir uma safra inteira e contagiar a propriedade de forma permanente”, reforça Rafael Vaz, gerente comercial da Conceito Sementes.

 





Source link

News

Navio com 3 mil vacas está há dois meses em alto-mar com mortes e nascimentos a bordo



Um navio transportando cerca de 3 mil vacas permanece em rota incerta desde setembro, após ter o desembarque negado pelas autoridades da Turquia por falhas na documentação sanitária e irregularidades na identificação dos animais. A situação, que já dura dois meses, reacende o debate internacional sobre as condições do transporte marítimo de animais vivos.

O incidente envolve a embarcação Spiridon II, que deixou Montevidéu em 20 de setembro com destino ao porto turco de Bandırma. O navio chegou à costa turca em 22 de outubro, mas a inspeção sanitária encontrou inconsistências que levaram à proibição imediata da descarga.

Segundo o laudo turco, 146 animais estavam sem brincos de identificação ou com brincos ilegíveis, enquanto 469 vacas tinham marcas que não correspondiam aos registros oficiais da importação. As autoridades também reportaram a morte de 48 animais durante a viagem, elevando o alerta sobre riscos sanitários e possíveis falhas no manejo.

Mortes, nascimentos e putrefação a bordo

Organizações internacionais que acompanham o caso classificam a situação dentro do navio como “degradante”. Testemunhas relataram forte odor, infestação de moscas, carcaças empilhadas e resíduos orgânicos em decomposição.

A Animal Welfare Foundation (AWF) informou que ocorreram cerca de 140 nascimentos durante a travessia, muitos de bezerras que podem não sobreviver a uma segunda viagem marítima.

A especialista da organização, Maria Boada, alertou que os animais restantes podem não resistir ao período adicional no mar, destacando a provável falta de alimento a bordo.

A veterinária australiana Lynn Simpson, referência internacional em bem-estar durante o transporte de animais vivos, reforçou as preocupações ao relatar vazamento de fluidos de carcaças em decomposição no convés. Segundo ela, a situação configura risco sanitário, ambiental e de saúde pública.

Rota indefinida

Após semanas ancorado na Turquia, o Spiridon II deixou o país em 14 de novembro, cruzou o Estreito de Çanakkale e inicialmente rumou de volta ao Uruguai, com chegada prevista para 14 de dezembro, segundo dados da plataforma MarineTraffic.

Entretanto, a rota mudou nos últimos dias. No sábado (22), o navio atracou no porto de Benghazi, na Líbia, e, segundo a organização Mercy For Animals (MFA), partiu nesta segunda-feira (24) rumo a Alexandria, no Egito, onde deve chegar na quinta-feira (27).

A MFA avalia que os animais podem ser vendidos no Egito, já que o país possui acordo fitossanitário com o Uruguai para a importação de gado vivo.

Problema recorrente em navios boiadeiros

Casos como o do Spiridon II não são isolados. Relatórios de organizações de bem-estar animal mostram que navios de transporte de gado, conhecidos como boiadeiros, frequentemente operam com infraestrutura precária, sobrelotação e baixa supervisão sanitária.

As condições inadequadas favorecem mortes, contaminação cruzada, proliferação de doenças e impactos ambientais, como despejo de carcaças no mar.

Brasil lidera exportação de animais vivos e pode bater recorde em 2025

O episódio também reacende o debate sobre o papel do Brasil na cadeia global. O país é hoje o maior exportador de animais vivos do mundo e, segundo estimativa da Mercy For Animals, deve ultrapassar 1 milhão de bovinos embarcados em 2025, recorde histórico.

No Congresso brasileiro, dois projetos avançaram recentemente com o objetivo de desestimular a atividade por meio de maior tributação e exigências sanitárias, o PLP 23/2024 e o PL 786/2024. Ambos tratam de mudanças no regime fiscal do setor e ganharam apoio após a repercussão de casos semelhantes envolvendo sofrimento animal e riscos ambientais.



Source link

News

veja o que o Brasil continua exportando com tarifa de 50% nos EUA



Na última quinta-feira (20), a Casa Branca retirou 238 itens do chamado tarifaço, favorecendo principalmente os setor de carne, café e frutas. No entano, há ainda centenas de produtos brasileiros que continuam sendo atingidos pela taxa de 50% imposta pelo governo Trump desde o mês de agosto. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, 22% das exportações do Brasil ao mercado norte-americano continuam submetidas às sobretaxas.

A ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump zerou a tarifa adicional de 40% para dezenas de produtos agrícolas. A medida vale de forma retroativa desde 13 de novembro de 2025, permitindo reembolso sobre embarques já feitos no período.

Mesmo assim, setores que dependem do mercado americano relatam perda de competitividade e queda nas vendas. No café, o recuo é sentido de forma diferente dentro da própria cadeia. Enquanto o café verde saiu da taxação, o café solúvel seguiu na lista de tarifa total de 50%. A Abics estima que os embarques para os EUA caíram mais de 52% desde agosto, quando o tarifaço entrou em vigor. A entidade teme substituição do produto brasileiro nas gôndolas americanas por concorrentes de outras origens.

Outro segmento que continua fora do alívio é o de máquinas e equipamentos agrícolas. A Abimaq afirma que o setor não foi citado na nova lista de isenção e segue pagando a sobretaxa. Para a indústria, a permanência da barreira trava contratos e dificulta planejamento de exportação.

A lista remanescente também inclui produtos do agro que tinham peso nas vendas para os EUA, pescados e mel seguem taxados em 50%.

Impactos

Na madeira, o efeito já aparece nos números. As exportações brasileiras ao mercado americano despencaram 55% depois do tarifaço, segundo levantamento setorial. Indústrias relatam redução de ritmo e maior dificuldade para manter contratos em um mercado sensível a preço.

A retirada anunciada em 20 de novembro abrangeu, principalmente, produtos agrícolas. Entre os destaques:

  • Café verde (grão)
  • Carnes bovinas (diversos cortes e miúdos)
  • Banana
  • Tomate
  • Açaí
  • Castanha de caju
  • Chá
  • Frutas

Com a exclusão, esses produtos voltam a entrar nos EUA com tarifa igual ou próxima à que vigorava antes do conflito. Apesar do recuo parcial, a lista de itens ainda gravados segue relevante para o Brasil. Entre os mais citados por governo e entidades:

  • Café solúvel
  • Pescados (peixes e derivados)
  • Mel
  • Máquinas agrícolas e equipamentos
  • Motores e maquinário industrial específico
  • Calçados
  • Móveis

Nos cálculos oficiais do MDIC, o valor exportado que ainda sofre tarifa adicional soma US$ 8,9 bilhões dentro do fluxo Brasil-EUA. A avaliação do governo é que a indústria continua sendo o ponto mais sensível, porque tem mais dificuldade de redirecionar vendas para outros mercados.

Alckmin afirma que as tratativas seguem abertas e que o Brasil busca novas exclusões. O Planalto trata o recuo dos EUA como o maior avanço desde agosto, quando o tarifaço começou a valer, mas reconhece que o impacto ainda é significativo sobre cadeias estratégicas.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes recuam e melhoram relação de troca



O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial


Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes
Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes – Foto: Divulgação

Depois da forte volatilidade causada pelo conflito entre Israel e Irã, que elevou rapidamente os preços dos fertilizantes, especialmente da Ureia, o mercado voltou a algum equilíbrio em 2025. Segundo o Itaú BBA, as cotações dos principais nutrientes recuaram parcialmente e todos os produtos registraram queda em relação às máximas de julho, tanto em dólares quanto em reais. Em moeda local, o map atingiu as mínimas do ano, enquanto a Ureia já opera próxima aos níveis observados no mesmo período de 2024.

Nos últimos três meses, a relação de troca entre fertilizantes e os principais produtos agrícolas brasileiros melhorou de forma consistente. Nitrogenados e potássicos retornaram à média histórica, embora os fosfatados sigam acima. A exceção é o café, cujas relações estão nas mínimas históricas devido ao preço elevado do grão. Esse ambiente abre espaço para acelerar compras atrasadas para a safrinha de 2026 ou até antecipar negociações do pacote tecnológico da safra de verão de 2027.

Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes. No mercado de nitrogenados, o sulfato de amônio (SAM) vem apresentando custo por ponto percentual de N mais atrativo do que a ureia. Entre os fosfatados, o preço nominal mais baixo tem impulsionado a demanda por supersimples (SSP) e, em menor escala, por supertriplo (TSP), deslocando parte do consumo do tradicional MAP.

O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial. Entre janeiro e outubro de 2025, as importações de SAM superaram as do mesmo período de 2024, e o mesmo ocorreu com o SSP em relação ao MAP — algo inédito nos dois mercados. Esse movimento reforça a busca do produtor por alternativas mais competitivas em um cenário de custos ainda sensíveis e planejamento apertado para as próximas safras.

 





Source link

News

Dados sobre emprego e inflação estão no radar do mercado no começo desta semana


No morning call de desta segunda-feira (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que, apesar do fim oficial do shutdown nos EUA, a agenda de indicadores segue incompleta, mantendo incertezas sobre a decisão do Fed em dezembro. Rendimentos dos Treasuries recuaram e dólar permaneceu forte.

No Brasil, dólar ultrapassou R$ 5,40 e Ibovespa caiu cerca de 2%. Nesta semana, destaque para IPCA-15, Caged, PNAD e dados de atividade nos EUA, Europa e China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão mantém firmeza apesar de poucos negócios



Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças


Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças
Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças – Foto: Canva

O mercado de feijão registrou início de quarta-feira marcado por baixa movimentação, mas sem perda de firmeza nos preços. Em diferentes regiões acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), as referências do feijão-carioca continuam mostrando oscilações pontuais, enquanto Minas Gerais segue como um dos focos de maior seletividade por parte do produtor. Consultorias apontam que, no estado, o feijão-carioca nota 8 permanece em torno de R$ 215 por saca, e o 8,5 segue estável na casa dos R$ 230, com compradores cedendo quando buscam lotes de melhor qualidade.

Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças. No feijão-carioca de notas 9 a 10, regiões como Itapeva e Leste Goiano registraram quedas diárias moderadas, enquanto Barreiras teve leve alta. Para as notas entre 8 e 8,5, houve avanços em áreas como Leste Goiano e recuos em outras, caso de Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. No feijão-preto, as referências apresentaram ajustes discretos entre Curitiba, Metade Sul do Paraná e São Paulo.

Em São Paulo, o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas ganhou ritmo na terça-feira, o que deve ampliar a oferta de feijão novo nos próximos dias. Ainda assim, não há sinal claro de pressão baixista imediata, segundo análises do setor. A postura do produtor continua restritiva, especialmente em Minas, enquanto empacotadores que precisam compor escala testam até onde os preços encontram resistência. Com a virada do mês se aproximando, o tempo reduzido para compras acrescenta tensão ao mercado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Na COP30, agricultura familiar alimenta o mundo e simboliza o elo vital entre clima, terra e gente


O investimento de R$ 1,3 milhão garantiu a compra de 146 toneladas de alimentos da agricultura familiar através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro. Unidade Armazenadora de Ananindeua recebeu dois contêineres e está estocando os produtos sem cobrar taxa

Na COP30, em Belém, enquanto líderes globais discutem o futuro do planeta, uma outra conferência — silenciosa, cotidiana e essencial — acontece no coração do evento: a que garante alimento fresco, barato e saudável a milhares de pessoas que circulam diariamente pelo Parque da Cidade. É ali que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do governo brasileiro, desempenha um papel decisivo, assegurando o abastecimento de delegações, trabalhadores, voluntários e movimentos populares que integram a Cúpula dos Povos e a COP Indígena. Pela primeira vez na história, das conferências climáticas, a agricultura familiar entrou no orçamento da ONU como fornecedora oficial de alimentos.

A operação montada para a COP30 mobilizou agricultores de todas as regiões do país, com destaque para os produtores amazônidas. A Conab investiu R$ 1,3 milhão na compra de 146 toneladas de alimentos via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), tornando-se responsável por 100% da alimentação da Cúpula dos Povos e coordenando, ainda, a indicação de cooperativas para garantir ao menos 30% da alimentação das áreas oficiais da COP — a Blue Zone e a Green Zone.

No centro logístico da operação está a Unidade Armazenadora de Ananindeua, aberta especialmente para receber, refrigerar e distribuir os produtos, sem cobrança de taxas. Com capacidade para até 500 toneladas, o armazém se tornou o pulmão da alimentação da COP30, recebendo desde hortaliças colhidas no dia até pescados e frangos congelados. Dois contêineres instalados pela Conab ampliaram o suporte para produtos que exigem resfriamento.

Nas cozinhas da Cúpula dos Povos foram servidas 21 mil refeições diárias. Voluntárias como a gaúcha Eliane de Araújo sentem, na prática, a diferença que a política pública faz: “Tudo que eu peço chega às minhas mãos. É maravilhoso ver comida farta e saudável para tanta gente neste evento internacional”, conta.

Na Blue Zone, o restaurante SocioBio, administrado pela Cooperativa Central do Cerrado e parceiros, preparou cerca de 100 mil refeições em 30 dias. O cardápio reúne ingredientes de biomas brasileiros e garante renda superior a R$ 1 milhão às cooperativas. “É uma alimentação coerente com os propósitos de um encontro global como este”, afirma o secretário executivo Luiz Carrazza.

Para agricultoras como Ana Cláudia Souza, da Cooperativa Agropecuária de Produtores de Belém do Pará (Copabel), ver seus produtos na COP30 é a realização de um sonho plantado ainda na infância. “A gente nunca imaginou que nossos alimentos chegariam tão longe. Dá alegria saber que nosso trabalho faz parte de algo tão grande”, diz.

Na quinta-feira (20), a Conab ainda fez a doação de 18 toneladas de alimentos não utilizados pela Cúpula dos Povos para cozinhas solidárias de Belém e região metropolitana, reforçando o compromisso com a segurança alimentar.

Segundo o presidente da estatal, Edegar Pretto, a missão recebida do governo federal simboliza o que o Brasil quer mostrar ao mundo: “Estamos garantindo o abastecimento de pessoas de todo o planeta, como já fazemos no país, inclusive ajudando a retirar o Brasil do Mapa da Fome”, destaca.

Na COP30, o Brasil mostra que enfrentar a crise climática também passa por valorizar quem produz comida de verdade — gente que depende do clima, da terra e das políticas públicas para seguir alimentando o país e o mundo.





Source link

News

Retirada de tarifaço traz expectativa de melhora no preço da arroba do boi gordo


O mercado de boi gordo registrava uma semana de preços mais baixos para a arroba até o meio da semana.

Em meio ao feriado da Consciência Negra no Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada das tarifas adicionais de 40% sobre a carne bovina exportada pelo Brasil, que volta a trabalhar com uma taxa de 26,4%.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, essa notícia animou um pouco o mercado na volta do feriado, com os preços futuros do boi subindo mais de 2% na B3.

Já no mercado físico, começaram a aparecer alguns negócios a R$ 330 em São Paulo. “No entanto, de modo geral, as movimentações de preço ainda estão tímidas, uma vez que os frigoríficos estão temerosos com relação à demanda por parte da China“, diz Iglesias.

Ele ressalta que há uma incerteza no mercado a respeito do posicionamento do principal importador de proteína bovina brasileira em relação às investigações que vem sendo conduzidas desde o final do ano passado, levando em conta possíveis prejuízos aos produtores daquele país diante das fortes importações de carne nos últimos anos junto a mercados como o Brasil.

O analista destaca que no cenário doméstico, a demanda permanece aquecida, considerando a incidência do 13º salário, a criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações inerentes ao período.

O balanço da semana apontou para preços mais baixos para a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil, que estavam assim no dia 19 de novembro:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, queda de 1,52% frente aos R$ 330 da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, baixa de 1,54% ante os R$ 325 do fechamento do período anterior;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320, avanço de 1,59% frente aos R$ 315 da última semana;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, recuo de 3,03% ante os R$ 330 da semana anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 305, valor 1,61% inferior ante os R$ 310 praticados no fechamento da semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, retração de 5,08% perante os R$ 295 registrados na semana anterior.

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com preços firmes no decorrer da semana. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo por conta das festas, postos de trabalho temporários e do 13º salário.

  • Quarto traseiro: R$ 26,00 o quilo, inalterado ante o final da última semana;
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50 o quilo, sem mudanças frente ao valor registrado no final da semana passada

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 905,060 milhões em novembro até o momento (10 dias úteis), com média diária de US$ 90,506 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 163,699 mil toneladas, com média diária de 16,370 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.528,80.

Em relação a novembro de 2024, houve alta de 54,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 36,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,5% no preço médio. 



Source link

News

Semana começa com chuva forte e temporais em algumas regiões do país; veja a previsão do tempo



A segunda-feira (24) será marcada pelo avanço de áreas de instabilidade sobre o Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, impulsionadas pelo deslocamento de um cavado em níveis médios da atmosfera, pelo transporte de umidade da Amazônia e pela atuação de uma frente fria no oceano. No Norte do país, o calor combinado à alta umidade mantém as condições para pancadas de chuva. As temperaturas ficam mais amenas em áreas do Sudeste e do Sul.

Sul tem temporais em SC e PR e chuva forte no norte do RS

No Sul, o dia começa com chuva moderada a forte no norte, Serra e litoral norte do Rio Grande do Sul, embora grande parte do estado tenha períodos de tempo firme. Em Santa Catarina e no Paraná, as pancadas de chuva se intensificam ao longo do dia e ganham força especialmente à tarde, com risco de temporais acompanhados de trovoadas. As temperaturas sobem no Rio Grande do Sul, enquanto SC e leste do Paraná permanecem com sensação mais amena.

Litoral de SP entra em situação de perigo; Sudeste tem risco de temporais

O tempo fica instável desde cedo em todo o Sudeste. À tarde, os temporais se fortalecem principalmente no sul e no leste de São Paulo. O litoral paulista entra em situação de perigo, com previsão de chuva forte e rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h. O sul de Minas também segue em alerta. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo têm risco de temporais ao longo do dia. As temperaturas ficam mais baixas em grande parte da região, exceto no noroeste e oeste de SP e no Triângulo Mineiro, onde seguem elevadas.

Centro-Oeste tem pancadas desde cedo e risco de temporais à tarde

No Centro-Oeste, calor e umidade mantêm as instabilidades ativas. Em Mato Grosso e Goiás, as pancadas começam ainda pela manhã e se intensificam à tarde, com risco de temporais no leste de MT e em grande parte de GO.
Em Mato Grosso do Sul, apenas o leste do estado tem formação de novas nuvens de chuva; o oeste segue com tempo mais aberto. As temperaturas continuam altas em toda a região.

Bahia segue em alerta para temporais; Norte mantém chuva e abafamento

Na Bahia, especialmente na metade sul e oeste, há risco de temporais, com pancadas moderadas a fortes. Maranhão e Piauí também permanecem instáveis, enquanto no Ceará há chance de chuva isolada no interior. No restante do Nordeste, o tempo firme predomina e a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% em trechos do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e extremo norte da Bahia.

No Norte, as chuvas continuam no Amazonas, Acre e Roraima, com intensidade moderada a forte e risco de temporais. Em Rondônia e no centro-sul e oeste do Pará, as pancadas ganham força ao longo do dia. O Tocantins também tem risco de temporais. Já o Amapá e o nordeste do Pará seguem com tempo mais firme. O calor e a sensação de abafamento predominam em toda a região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link