segunda-feira, março 16, 2026

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Comissão aprova projeto que prevê reservatórios de irrigação em áreas de preservação


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza a construção de reservatórios de água para irrigação em Áreas de Preservação Permanente (APPs).

O texto aprovado é a versão do relator, deputado Afonso Hamm (PP-RS), para o Projeto de Lei 1282/19, do Senado. O substitutivo retira restrições para obras de infraestrutura de irrigação, que serão classificadas como de utilidade pública.

Maior produtividade

Segundo o relator, a ideia é garantir segurança jurídica e estimular a produção de alimentos. “A irrigação é maneira adequada para se aumentar a produtividade sem que seja necessária a expansão da atividade por novas áreas”, afirmou ele.

“A proposta busca sanar uma lacuna do Código Florestal, criando uma hipótese expressa de regularidade administrativa para a construção de reservatórios de água em APP quando destinados à irrigação”, destacou ainda Afonso Hamm.

Mudanças no texto

O substitutivo aprovado altera o Código Florestal e deixa de lado limitações que haviam sido incluídas pelo Senado, como a restrição da medida apenas a propriedades de até 25 módulos fiscais.

A proposta também elimina a necessidade de comprovar déficit hídrico nos cinco anos anteriores à obra e a exigência, considerada “desproporcional” pelo relator, de recomposição de APP em área equivalente ao triplo da suprimida.

A construção dos reservatórios dependerá de autorização do órgão ambiental competente e de outorga do direito de uso dos recursos hídricos. Pelo texto, o imóvel também deverá estar inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Próximos passos

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário da Câmara e, como houve alterações, retornará para o Senado.

Para virar lei, a versão final terá de ser aprovada pelas duas Casas.





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Farsul aponta clima, endividamento e crédito como entraves em 2025/26


serra gaúcha enchentes Rio Grande do Sul
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A agropecuária do Rio Grande do Sul segue pressionada por perdas climáticas, alto endividamento e dificuldades no acesso ao crédito. O cenário deve continuar impactando o ciclo 2025/26.

O diagnóstico foi apresentado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), nesta terça-feira (16), em Porto Alegre. O evento trouxe dados consolidados e projeções para o setor.

Clima gera perdas históricas no estado

O clima tem sido o principal fator de pressão sobre a produção gaúcha nos últimos anos. Entre as safras de 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul deixou de colher quase 48,6 milhões de toneladas de soja, milho, trigo e arroz.

Segundo a Farsul, esse volume equivale a quatro vezes e meia o trajeto entre o Oiapoque ao Chuí. As perdas representaram um impacto estimado de R$ 373 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

De acordo com o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, cerca de 0,5% do PIB deixou de circular na economia. Ele destacou que o impacto vai além do campo e atinge também a economia urbana.

“O Rio Grande do Sul é um estado agro. Quando o agro perde, toda a sociedade sente, mesmo que isso não seja percebido de forma imediata”, afirmou.

Safra 2025/26 já começa sob risco

O ciclo 2025/26, que está em andamento, também deve registrar perdas. A projeção da entidade é de uma redução de 6% na produção, considerando o cenário climático atual.

Além do clima, o acesso ao crédito é apontado como outro entrave relevante. Os juros elevados dificultam o financiamento da atividade, em um momento de forte endividamento dos produtores.

Em outubro, a inadimplência no setor chegou a 6,15%, o maior patamar já registrado, segundo dados apresentados pela Farsul.

Endividamento pressiona decisões no campo

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, alertou que o nível de endividamento compromete o fluxo financeiro dos produtores nos próximos anos.

Segundo ele, mesmo com uma ou mais safras cheias, grande parte da renda deverá ser direcionada ao pagamento de dívidas. O cenário exige equilíbrio financeiro e dependência de condições climáticas favoráveis.

“Há muita dívida para ser paga. O produtor precisa de clima ajudando e de um ambiente econômico mais favorável para conseguir se reorganizar”, avaliou.

Mercado preocupa arroz e leite

Além do clima e do crédito, questões de mercado também pesaram sobre a atividade agropecuária no Estado. Setores como arroz e leite enfrentaram preços baixos ao longo do ano, com reflexos sobre a produção.

No caso do arroz, a área plantada deve recuar entre 8% e 12%. A redução é considerada necessária para diminuir os estoques e aliviar a pressão sobre os preços.

No leite, a produção no ano passado foi a menor dos últimos 14 anos. Para este ano, a expectativa é de crescimento de 8%, mas o setor segue em alerta devido à alta das importações e aos baixos preços pagos ao produtor.

Desafios para a nova gestão da Farsul

O cenário impõe desafios à próxima gestão da entidade. Domingos Velho Lopes, que assume a presidência da Farsul a partir de janeiro, destacou a necessidade de fortalecer o diálogo entre o campo e a cidade.

Segundo ele, tanto no leite quanto no arroz, o foco passa por ampliar o consumo interno, buscar novos mercados internacionais e diversificar o uso dos produtos.

“O produtor não vive de uma única atividade. Precisamos reduzir essa alavancagem financeira e avançar nas questões institucionais e de mercado”, afirmou.

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Governo do Estado e BNDES iniciam estudos para desenhar novos projetos de reconstrução do Rio Grande do Sul


O governador Eduardo Leite deu início ao Projeto Rios – Resiliência, Inovação e Obras para o Futuro do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (15). Uma reunião de trabalho, no Palácio Piratini, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), marcou o começo da iniciativa.

O Rios é um projeto estruturante do Plano Rio Grande, parte do eixo Governança, e vai promover um amplo estudo da região hidrográfica do Guaíba, que engloba nove bacias hidrográficas e 252 municípios gaúchos, sugerindo novas medidas para enfrentar futuros eventos hidrometeorológicos. Esse levantamento levará em conta os mais de 180 projetos já existentes e em andamento pelo Plano Rio Grande para todo o Estado. O investimento previsto é de R$ 30 milhões, via Funrigs, e a entrega do documento final, com os novos projetos, deverá ocorrer em 525 dias. 

“Quando concebemos o Plano Rio Grande, ainda em maio, já enxergávamos a necessidade de ir além da resposta emergencial e estruturar algo que garantisse continuidade às ações de resiliência, independentemente dos governos que venham a ser eleitos. O Rios nasce como um grande projeto de governança, que organiza, qualifica e projeta para o futuro os esforços de reconstrução do Estado. Com o acompanhamento do Comitê Científico e a integração com o que já está em andamento no Plano Rio Grande, ampliamos o impacto das ações, assegurando que a agenda de prevenção, adaptação e resiliência climática permaneça como prioridade permanente para o Rio Grande do Sul”, afirmou Leite. 

O objetivo do Projeto Rios é fortalecer a resiliência urbana e rural, a redução do risco de desastres e bem-estar socioambiental, com medidas escaláveis e replicáveis, que apontem soluções de investimentos e promovam o desenvolvimento socioeconômico resiliente e sustentável da Região Hidrográfica do Guaíba.  

“Desde os eventos climáticos extremos de 2024, o BNDES esteve ao lado do Rio Grande do Sul de forma contínua, atuando com rapidez para apoiar a recomposição econômica e social do Estado, por meio de programas emergenciais de crédito às empresas gaúchas e do suporte à reconstrução imediata das áreas afetadas. O Projeto Rios marca agora a transição dessa resposta emergencial para uma agenda estruturante de médio e longo prazo, voltada à redução de riscos e ao fortalecimento da resiliência do território. Ao apoiar o planejamento integrado da região hidrográfica do Guaíba, o BNDES reafirma seu papel como banco de desenvolvimento, contribuindo para preparar o Estado não apenas para reagir a crises, mas para proteger vidas, infraestrutura e a base produtiva de forma sustentável e duradoura”, disse Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES.

O projeto, que será acompanhado pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), compreende a realização da modelagem e avaliação de risco climático nas áreas que possuem exposição às ameaças provenientes de eventos de origem natural além de construir um portfólio de programas, planos e projetos viáveis e sustentáveis que consubstanciem o redesenho territorial e paisagístico em área identificadas como vulneráveis.

“O Rios é uma estratégia que pensa o Rio Grande do Sul para o futuro, mas também com entregas de curto prazo. É a comprovação que o Plano Rio Grande, de fato, é um programa de Estado, não de governo apenas, porque vai montar uma nova carteira de projetos de reconstrução que seguirá para as gestões futuras”, disse Pedro Capeluppi, secretário da Reconstrução Gaúcha.

Além do BNDES, o Rios também conta com o suporte de um consórcio, composto por Deloitte, EBP, Climatempo e Mattos Filho. “Nosso foco está na identificação e priorização de intervenções que possam fortalecer a resiliência climática da Região Hidrográfica do Guaíba, fundamentadas em evidências científicas e construídas em diálogo permanente com a sociedade, para que a implementação das medidas atenda às necessidades reais do território.”, declarou Luiz Paulo de Assis, sócio-líder de soluções de Estratégia para Governos e Serviços Públicos e de Infraestrutura da Deloitte Brasil.

Localização 

A região hidrográfica do Guaíba é composta por nove bacias e compreende 252 municípios. 

Etapas do projeto  

O Projeto Rios tem quatro fases e contempla serviços contínuos, como assessoria técnica no gerenciamento e suporte de atividades, assessoria de comunicação, assessoria jurídica, oportunidades emergentes de projetos prioritários (urbanismo tático), sala de informações, consultas públicas e workshops regionais.   





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Lula antecipa 2026 e reorganiza o governo para a ‘hora da verdade’


Lula; G20
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A abertura da última reunião ministerial de 2025, realizada na Granja do Torto, deixou um recado claro: o governo Lula já entrou oficialmente em modo eleitoral. O discurso foi menos sobre balanço administrativo e mais sobre o futuro político do país, com 2026 ocupando o centro da narrativa.

Ao classificar 2025 como “o ano das entregas”, o presidente reconheceu avanços do governo, mas também admitiu fragilidades importantes. Lula reconheceu que a polarização política ainda atrapalha a avaliação do trabalho realizado e que a comunicação do governo poderia ter sido mais eficiente. É uma constatação relevante, sobretudo em um ambiente em que resultados concretos nem sempre se convertem em apoio político.

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O ponto central da fala, no entanto, foi a projeção para 2026. Lula chamou o próximo ano de “a hora da verdade”, deixando claro que as eleições vão forçar ministros, partidos e aliados a se posicionarem. Não haverá mais espaço para ambiguidades. Cada um terá que escolher de que lado está e que tipo de país pretende defender.

Nesse contexto, o presidente abriu explicitamente a porta para uma reorganização do governo. Ao liberar ministros que desejarem disputar eleições e afirmar que ficará “feliz” com quem precisar se afastar, Lula sinalizou que a formação do time de campanha já começou. A cobrança foi direta: quem sair, que saia para ganhar e fortalecer o projeto político do governo.

O silêncio em relação a nomes estratégicos, como o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também foi eloquente. Não houve anúncio nem desmentido, mas o cenário é conhecido. Haddad é apontado como um dos principais nomes para deixar o cargo no início de 2026, não para disputar eleições, mas para atuar na articulação política da campanha presidencial. A ausência de menções diretas indica que esse movimento está em avaliação avançada nos bastidores.

O discurso de Lula deixa claro que o governo inicia uma transição de foco. A gestão cotidiana segue, mas passa a conviver com a necessidade de coesão política, alinhamento de discurso e preparação para o embate eleitoral. A máquina pública começa a ser ajustada para um novo ciclo, em que a política passa a pesar mais do que a técnica.

Em resumo, a reunião ministerial não foi apenas um encerramento simbólico de 2025. Foi o ponto de partida de 2026. Lula deixou claro que o tempo da indefinição acabou. A partir de agora, cada movimento será lido à luz da disputa que se aproxima.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Focos de ferrugem asiática já somam 26 casos no Brasil; saiba qual estado lidera ocorrências


soja ferrugem
Ilustração da ferrugem asiática da soja se propagando dentro dos tecidos das plantas e provocando a doença na soja.

A ferrugem asiática da soja já contabiliza 26 ocorrências confirmadas no Brasil, segundo dados do Consórcio Antiferrugem. O Paraná lidera os registros, com 23 casos, seguido por Mato Grosso do Sul, com 2 ocorrências, e São Paulo, com 1 caso confirmado.

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Em Mato Grosso do Sul, os focos foram registrados no município de Sete Quedas, com duas ocorrências da doença.

No Paraná, além das ocorrências confirmadas, há presença de esporos do fungo e de ferrugem em soja voluntária, o que eleva o risco de avanço da doença. Entre os municípios com ocorrências confirmadas estão Cascavel (5 casos), São Miguel do Iguaçu (3), Vitorino (2), Corbélia (2), Prudentópolis (2). Também há registros em Anahy, Arapoti, Campina da Lagoa, Goioerê, Santa Helena, Santana do Itararé, Serranópolis do Iguaçu, Terra Roxa e Toledo, com um caso cada.

Outros municípios paranaenses apresentam presença de esporos, incluindo Capanema, Castro, Catanduvas, Céu Azul, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Pato Branco, Sengés, entre outros. Há ainda registros de ferrugem em soja voluntária em cidades como Imbaú, Palmeira, Pitanga e Toledo.

No Rio Grande do Sul, foram identificados focos de ferrugem em soja voluntária nos municípios de Candelária e Paim Filho.

Já em São Paulo, a única ocorrência confirmada até o momento foi registrada em Itapetininga, enquanto o município de Itaberá permanece em unidade de alerta, com monitoramento ativo.

Monitoramento e prevenção são fundamentais

Segundo a Embrapa Soja, em junho de 2024, o Ministério da Agricultura publicou a Portaria nº 1.124, que instituiu o Programa Nacional de Controle da Ferrugem-asiática da Soja (PNCFS). Entre as principais medidas estão o vazio sanitário e o calendário de semeadura, estratégias essenciais para reduzir a pressão da doença e racionalizar o uso de fungicidas.

O monitoramento deve ser contínuo desde a emergência das plantas, com atenção especial às áreas mais úmidas e às lavouras semeadas mais cedo. A recomendação é observar principalmente as folhas do terço médio e inferior, buscando pontuações escuras visíveis contra a luz, especialmente próximo ao florescimento.

A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja e pode causar perdas de até 90% da produção se não for controlada adequadamente, reforçando a importância da vigilância constante e da adoção de práticas preventivas no campo.

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Governo cria linha de crédito de R$ 6 bilhões para renovação da frota de caminhões


Grupo de caminhões estacionados, frota
Foto: Freepik

O governo federal lançou uma linha de crédito de R$ 6 bilhões para financiar a compra de caminhões novos ou seminovos no Brasil. A medida é voltada a caminhoneiros e empresas do transporte rodoviário de cargas. A iniciativa também amplia regras de renegociação de dívidas rurais, incluindo contratos do Plano Safra 2024/2025.

As mudanças constam na Medida Provisória nº 1.328, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (16). O texto prevê estímulo à modernização da frota e apoio a setores estratégicos da economia, como transporte e agronegócio.

Crédito para caminhoneiros e empresas de transporte

Os recursos da nova linha serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco poderá operar os financiamentos de forma direta ou por meio de instituições financeiras credenciadas.

Estão aptos a acessar o crédito transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas vinculadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário. A MP permite que os financiamentos sejam combinados com recursos próprios do BNDES.

Para caminhões novos, apenas veículos de fabricação nacional e credenciados pelo banco poderão ser financiados. A norma também estabelece critérios mínimos de conteúdo nacional e de sustentabilidade ambiental, social e econômica, que serão definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As condições financeiras, como taxas de juros, prazos e carência, ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto autoriza a adoção de condições diferenciadas para quem entregar veículos antigos como contrapartida, com foco em caminhões com mais de 20 anos de uso. A proposta também estimula a aquisição de modelos mais eficientes por transportadores autônomos.

Renegociação de dívidas do Plano Safra

A Medida Provisória nº 1.328 também altera a MP nº 1.314, publicada em setembro de 2025. Com a mudança, passam a ser incluídos financiamentos contratados no Plano Safra 2024/2025 nos programas de renegociação.

A medida abrange operações firmadas entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Também contempla contratos que tenham sido renegociados ou prorrogados, desde que a inadimplência tenha sido registrada até 15 de dezembro de 2025.

O objetivo é atender produtores rurais afetados por problemas climáticos que comprometeram a produção da safra 2024/2025. Segundo o governo, a ampliação busca oferecer condições para reorganização financeira no campo.

Estímulo à economia produtiva

De acordo com o Executivo, a nova MP integra um conjunto de ações para estimular a economia real. A proposta é fortalecer o transporte e o agronegócio, com medidas alinhadas às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Liquidez do algodão diminui no mercado spot


abrapa, algodão
Foto: Abapa

Com a proximidade do final do ano, agentes vêm se afastando gradativamente das negociações envolvendo o algodão em pluma no mercado spot, voltando as atenções aos carregamentos. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ainda assim, levantamento do instituto mostra que as cotações encontram suporte na postura firme de vendedores ativos e na presença de compradores com necessidade imediata de aquisição.

Segundo pesquisadores, enquanto parte da demanda sinaliza aguardar a retomada das atividades no próximo ano, outros compradores seguem adquirindo o produto para recebimento no início de 2026, tanto a preços fixos quanto atrelados ao Indicador Cepea/Esalq ou à Bolsa de Nova York (ICE Futures).

No campo, produtores acompanham atentamente as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras, incluindo a fase final da soja, que antecede o cultivo do algodão de segunda safra.

Assim, segundo dados divulgados neste mês pela Conab, a produção brasileira de algodão pode somar 3,96 milhões de toneladas na temporada 2025/26, sendo 2,9% abaixo da anterior. Esse resultado se deve ao limitado crescimento de 0,7% na área cultivada frente à safra 2024/25.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Exportações de café apresentam queda em volume mas avançam em receita


café
Foto: Pixabay.

Dados do Cecafé apontam que as exportações brasileiras de café atravessam a safra 2025/26 com quedas em volume, mas avanços em receita. Isso conforme análise dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De julho a novembro (parcial da atual temporada), o Brasil embarcou 17,435 milhões de sacas de 60 kg de café, forte retração de 21,7% frente à quantidade escoada no mesmo período do ano passado.

Em receita, os elevados preços do grão vêm garantindo ganhos. Na parcial da safra, soma US$ 6,723 bilhões, alta de 11,6% sobre igual intervalo de 2024. Pesquisadores do Cepea explicam que a queda no volume exportado se deve sobretudo à tarifação imposta pelo governo norte-americano, maior destino do grão do Brasil, que causou forte redução nos envios.

Além disso, conforme o Centro de Pesquisas, a baixa disponibilidade de café nacional e a demanda arrefecida (devido justamente ao alto preço) limitaram a quantidade escoada nos últimos meses.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Nova cultivar BRS 805 reforça a produção de cajueiro no Ceará


A Embrapa Agroindústria Tropical (CE) lança, neste mês de dezembro de 2025, o clone de cajueiro BRS 805, uma cultivar desenvolvida inicialmente para a região litorânea do Ceará e áreas afins. Com o objetivo de fortalecer a cajucultura do estado, maior produtor nacional de castanha, a nova cultivar chega com a proposta de oferecer aos produtores uma maior produtividade em castanha, em comparação com a cultivar mais plantada (‘CCP 76). O edital para aquisição dos propágulos será lançado no dia 12 de janeiro de 2026.

O BRS 805 é a nova aposta da pesquisa agropecuária brasileira para conferir maior sustentabilidade ao negócio, aumentando a variabilidade genética nos pomares e minimizando a vulnerabilidade a problemas climáticos e fitossanitários. Segundo Dheyne Melo, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical e coordenador do Programa de Melhoramento Genético do Cajueiro, o trabalho de desenvolvimento dessa nova variedade remonta ao início da década de 1990.

“Esse material surgiu de um experimento em uma fazenda localizada no município de Pio IX (PI). Os pesquisadores selecionaram uma planta, em que as castanhas foram colhidas para a produção de progênies (plantas oriundas das sementes). O experimento foi instalado no Campo Experimental de Pacajus, e ao término foi selecionada uma das plantas filhas, identificada como PRO 805/4”, explica. Essa planta foi clonada (mudas enxertadas) para ser avaliada e comparada com outros clones.

Desde 2003, o clone passou a ser avaliado em condições de sequeiro na região litorânea do Ceará, no município de Pacajus, e, a partir de 2011, no município de Cruz e 2015 em Itapipoca, demonstrando um desempenho superior e consolidando-se como uma alternativa de alta rentabilidade.

As produtividades médias alcançaram 1.800 quilos de castanhas por hectare (Kg/ha) entre o 5º e o 7º ano de idade. Esse resultado é o dobro da média obtida pela cultivar-testemunha, o clone CCP 76. No mesmo período, a média anual de produção do pedúnculo chegou a 23,8 toneladas por hectare (t/ha), também o dobro do clone testemunha. Para Melo, além da alta produtividade, o clone se destaca pela maior segurança fitossanitária, uma vez que é considerado resistente ao mofo-preto, antracnose e septoria, enfermidades que prejudicam a cultura.

Quanto ao oídio, o pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical Marlon Valentim observou que o BRS 805 é mais tolerante ao oídio (pior doença da cajucultura brasileira) quando comparado ao CCP 76. Essas características significam menor necessidade de aplicação de fungicidas, reduzindo o custo de produção e fornecendo maior segurança alimentar para o consumidor.

Em relação ao manejo, Luiz Serrano, também pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, recomenda um maior espaçamento para o cultivo, pois as plantas apresentam porte intermediário, atingindo entre 3 a 4 metros de altura e até 7 metros de envergadura. Pelo formato da copa do tipo taça compacta, o clone se torna uma excelente opção para áreas mecanizadas permitindo livre movimentação de tratores sem quebras de ramos produtivos das plantas.

O novo clone da Embrapa oferece, ainda, um produto de excelente aceitação no mercado de processamento. As castanhas, com massa média em torno de 10 gramas (g), são semelhantes às do clone BRS 226, bem cotadas no mercado. As amêndoas são classificadas como tipo LW ou W210 (entre 181 e 210 amêndoas por libra-peso), com um rendimento industrial médio de 23,2%.

O pedúnculo é de coloração vermelha intensa, chamando a atenção pela beleza, tem formato cônico (piramidal) de bom tamanho, possuindo teor de Vitamina C cinco vezes superior ao encontrado na laranja (270 miligramas por 100 gramas de polpa). É recomendado principalmente para o processamento industrial.

O público-alvo do BRS 805 são os viveiristas de mudas de cajueiro com registro ativo no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). O processo inicial de comercialização será feito por meio de um edital de oferta pública, no qual a Embrapa licenciará propágulos do clone para os viveiristas selecionados.

A nova cultivar chega para reforçar o portfólio de cultivares da Embrapa e contribuir para o fomento da cadeia produtiva a partir da renovação dos pomares. “Nós sempre recomendamos que o produtor diversifique o seu pomar. Caso ocorra a chegada de novas doenças ou pragas, ele conta com clones mais resistentes ou tolerantes, evitando a perda da produção”, afirma Melo.

Para o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroindústria Tropical, José Roberto Vieira, a cajucultura passa por um momento de inflexão: “Nós temos dois caminhos a seguir. O primeiro é continuar no modelo semiextrativista, com baixa produtividade (em torno de menos de 500 quilos de castanha por ano), alta variabilidade genética, baixo rendimento de amêndoas e baixo aproveitamento de pedúnculo”, diz.

E acrescenta: “O segundo caminho consiste em adotar tecnologias, buscando o chamado modelo de alto rendimento ou cajucultura tecnificada. Nesse modelo, preconizamos a produtividade de castanha superior a 1.500 quilos por hectare/ano, uniformidade de castanha, alto rendimento de amêndoas e alto aproveitamento de pedúnculo (superior a 50%)”.

Segundo Vieira, se, em uma primeira etapa, existe maior gasto com investimento, esse valor se dilui quando da produtividade por hectare. “Apesar de gastar mais por hectare, na prática o que acontece é que o custo é menor por quilo de castanha produzida, se pensarmos só em castanha. Se incluirmos o pedúnculo nessa conta, em alguns municípios, por exemplo, como Severiano Melo e Apodi, no Rio Grande do Norte, observamos que o custo de produção cai ainda mais”, argumenta.

O Brasil produziu 161.014 toneladas de castanha de caju em 2024. Trata-se do maior resultado desde a safra de 2018, ano final do período de seca que assolou a região produtora, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com 2023, o crescimento registrado foi de 38%.

O estado do Ceará, maior produtor nacional, obteve um aumento de 61% em sua produção, passando de 63.256 toneladas para 101.930 toneladas. O Piauí, segundo colocado no ranking, também contabiliza um aumento de 25% no período, saltando de 20.992 toneladas, em 2023, para 26.172 toneladas, em 2024. Ocupando a terceira posição, o Rio Grande do Norte produziu cerca de 21 mil toneladas nos últimos dois anos.

O indicador de rendimento médio, que calcula a relação da produção de castanha-de-caju (em quilogramas por hectare), também fechou o ano com aumento de 30%. Em números absolutos, o rendimento nacional variou de 271 kg por hectare, em 2023, para 358 kg por hectare, no ano passado.

Bela Cruz é o município cearense que mais produziu castanha-de-caju em 2024, seguido de Beberibe, Ocara, Cascavel e Aracati. Em comum, todos os municípios se localizam em áreas litorâneas, as mesmas onde o BRS 805 foi avaliado. Confira os números de produção dos cajueiros anão e comum nos 10 municípios com maior produção no Ceará:

O BRS 805 é o décimo quarto clone do Programa de Melhoramento Genético da Embrapa lançado para o mercado. Cada um deles possui características e destinações diferentes, atendendo a demandas de produtores e indústrias, bem como especificidades de clima e de solo.

Quem planta os clones de cajueiro da Embrapa sabe que vai colher, com ou sem chuvas. Enquanto outras frutíferas necessitam de altas quantidades de água, o cajueiro consegue produzir com uma precipitação anual entre 600 e 800 milímetros, pois é uma planta genuinamente do Nordeste brasileiro. Em anos de elevados déficits hídricos são esses materiais genéticos que se mantêm produtivos no pomar. Além disso, o cajueiro proporciona renda e prosperidade no período oposto ao da quadra invernosa, contribuindo para o desenvolvimento de uma classe média rural.

O CCP 76, um dos primeiros clones de cajueiro da Embrapa, é o clone mais plantado na Região Nordeste e no Brasil. Devido ao sabor agradável e qualidade do pedúnculo, é o preferido para a produção de caju de mesa, com uma produtividade de 9.600 quilos de pedúnculo por hectare, apresentando desempenho na produção de castanhas entre 600 kg (sem tratos culturais) a até 1.200 quilos (com tratos culturais) por hectare.

Alguns desses materiais genéticos foram selecionados em regiões extremamente secas do Semiárido e, além de alta produtividade, suportam bem solos arenosos e ácidos. Entre esses clones se destacam o BRS 226 e o  Embrapa 51 que podem alcançar entre 1.200 a 2.000 quilos de castanhas por hectare, em condições ideais de manejo.

Tanto o BRS 226 quanto o Embrapa 51 tiveram sua resistência hídrica comprovada durante a grande seca da última década. Em tempos de urgência climática, essa vantagem é estratégica para a agricultura no Semiárido.





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Eleições, economia e preço do boi gordo: as preocupações da ABCZ para 2026


Gabriel Garcia Cid encerra gestão à frente da ABCZ em 2025.

O agronegócio precisa de lideranças que não apenas defendam, mas entendam a importância do setor. “É a grande vocação do país”, afirma Gabriel Garcia Cid, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). A avaliação ocorre antes da mudança de comando na entidade, que elegeu no fim de novembro a diretoria para o triênio 2026–2028.

Em entrevista ao Canal Rural, Cid falou das expectativas do agro com as eleições do ano que vem e comentou o momento da pecuária brasileira. Ele também fez um balanço da sua gestão à frente da ABCZ. “Foram três anos importantes, de bastante trabalho, crescimento financeiro e saúde da entidade”, resume.

Comunicação e relacionamento com os associados

Segundo o presidente da ABCZ, um dos principais avanços do período foi a mudança na relação com os associados. Nesse sentido, ele cita a prestação de contas, que passou a ser semanal e a contar com relatórios trimestrais. “Conseguimos entregar uma evolução nesse relacionamento com os pecuaristas”, afirma.

Cid também destaca o fortalecimento da comunicação institucional. Desde 2024, a entidade mantém dois minutos diários de espaço no Canal Rural com o quadro ABCZ Notícias. “Essa parte da comunicação teve uma evolução muito importante na nossa gestão”, diz.

Crescimento nos registros, feiras e melhoramento genético

A entidade também registrou avanço nos registros genealógicos. Até novembro, o crescimento foi de 4,5% em relação ao triênio anterior. O número final, entretanto, ainda depende do fechamento de dezembro.

As principais feiras promovidas pela associação, como Expozebu, Expogenética e ExpoLeite, também cresceram. O aumento foi observado tanto no número de animais quanto no faturamento dos leilões. Na ExpoLeite de 2025, a comercialização ultrapassou R$ 200 milhões.

Outro destaque foi o desempenho do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ), com crescimento de 28% no número de criadores participantes nos últimos três anos.

Eleições e cenário econômico no radar

Se por um lado a atual gestão foi marcada por avanços financeiros e no mercado de genética, as atenções se voltam para os desafios que cercam as eleições do ano que vem. “O importante para a ABCZ, que é uma entidade de classe, é entender que nós temos associados que votam em todos os candidatos”, esclarece Cid.

Ele também reforça que o candidato que for eleito precisa ter um olhar diferenciado para o setor. Em 2025, a expectativa é que o agronegócio represente 29,7% do PIB brasileiro, conforme estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na avaliação de Cid, o agro é a vocação do Brasil. “Precisamos de lideranças, seja em Brasília ou nos estados, que entendam a importância do setor”, afirma. O presidente da ABCZ também defende que é preciso dialogar independentemente da ideologia de quem está do outro lado da mesa.

“Claro que existe preocupação com a economia, com a estabilidade política e jurídica. Mas, no nosso caso, independentemente de quem ganhar, a nossa cobrança será sempre por respeito e valorização do agro, que é a vocação do país”, completa.

Outros pontos de atenção para 2026

Um dos destaques da pecuária é o desempenho das exportações de carne bovina, que apesar das restrições impostas pelos Estados Unidos, atingiram recordes antes mesmo de 2025 acabar. Em novembro, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), foram embarcadas 356 mil toneladas da proteína, uma alta de 36,5% na comparação com o mesmo mês de 2024.

Para Cid, no entanto, a abertura de novos mercados é uma estratégia contínua do setor nos próximos anos. “Hoje o Brasil é líder de exportação de carne. Em um ano e meio vamos ser líderes também na produção, ultrapassando os EUA. A China é importante, mas não pode representar a maior fatia do nosso mercado”, diz.

Em termos de produção e preços, o cenário é de otimismo. Isso porque a entidade vê uma retomada do ciclo de alta da arroba do boi gordo após três anos de baixa. O desafio, porém, está em equilibrar a valorização da arroba com os custos, que segundo o presidente da ABCZ, sobem todos os anos.

“Claro que torcemos pelos R$ 360 ou pelos R$ 400. Mas isso não significa que, quando o preço está alto, o pecuarista está ‘rachando de ganhar dinheiro’. Muitas vezes, está apenas recuperando prejuízos de anos anteriores”, aponta Cid.

‘É preciso eficiência no processo’

O Brasil nunca exportou tanta carne bovina quanto neste ano. Além disso, o país superou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor da proteína do mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura daquele país (USDA, na sigla em inglês), o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas em 2025, contra 11,81 milhões de toneladas produzidas em solo norte-americano.

Os números surpreendem, mas segundo Cid, também constatam que o pecuarista brasileiro é o que mais investe em tecnologia. “Com a incerteza de preços e ciclos, é preciso ser eficiente no processo”, afirma. Ele também aponta que poucos países têm a capacidade de produzir como o Brasil, que conta com terminação em confinamento, mas também possui boa parte do rebanho a pasto.

“Controlar custo não é só reduzir despesas: é investir em boa genética, bom manejo, evitar desperdícios e ser eficiente na produção para reduzir custos. A conscientização é essa”, finaliza.

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