segunda-feira, março 16, 2026

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Guerra no Oriente Médio eleva preço da soja, mas exigências fitossanitárias travam exportações


Reprodução Aprosoja Brasil

Os preços internacionais da soja registraram alta na última semana, impulsionados principalmente pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O cenário geopolítico elevou as preocupações sobre o fluxo de petróleo na região e sustentou as cotações das commodities energéticas, refletindo também no mercado de grãos.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização externa contribuiu para elevar a paridade de exportação da soja brasileira, o que ajudou a sustentar as cotações no mercado doméstico.

Apesar desse movimento de alta, o ritmo de negócios nos portos brasileiros foi limitado nos últimos dias. Segundo o Cepea, novos protocolos de exigências fitossanitárias têm gerado incertezas no comércio internacional da oleaginosa.

Esse cenário levou à devolução de cargas destinadas à exportação, o que acabou reduzindo o volume de negociações nos portos.

Diante das dúvidas sobre a aplicação das novas regras, parte dos agentes do mercado passou a priorizar negociações no mercado interno, especialmente entre diferentes regiões produtoras.

A estratégia busca reduzir riscos enquanto exportadores e compradores aguardam maior clareza sobre os procedimentos sanitários exigidos nas operações internacionais.

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Congresso promulga acordo comercial Mercosul–União Europeia nesta terça-feira


Senado
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Congresso Nacional deve promulgar nesta terça-feira (17), em sessão solene, o decreto legislativo que ratifica o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A cerimônia está marcada para as 15h30 e formaliza a aprovação do texto pelo Parlamento brasileiro.

O acordo foi firmado em janeiro, em Assunção, no Paraguai, e aprovado pelo Senado no início de março, encerrando um processo de negociação que se estendeu por mais de duas décadas.

O tratado prevê a redução de tarifas para cerca de 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia, ampliando o acesso entre os mercados dos dois blocos.

Juntos, Mercosul e União Europeia representam um mercado de aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22,4 trilhões, equivalente a cerca de R$ 115 trilhões.

Dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) indicam que a União Europeia é atualmente o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

Em 2025, o fluxo de comércio entre Brasil e o bloco europeu somou cerca de US$ 100 bilhões (R$ 520 bilhões) em bens, com ligeiro superávit para os países europeus.

Entrada em vigor depende de ratificação

Para que o acordo passe a valer plenamente, é necessário que os países envolvidos comuniquem formalmente a ratificação do tratado.

A Comissão Europeia anunciou em 27 de fevereiro que pretende iniciar a aplicação provisória das regras comerciais, mesmo antes da ratificação completa por todos os parlamentos nacionais da União Europeia.

No caso brasileiro, a promulgação do decreto legislativo pelo Congresso era uma das etapas necessárias para formalizar a adesão do país ao acordo.

Segundo o governo brasileiro, a expectativa é de que o tratado entre em vigor em até 60 dias após a promulgação.

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Última semana do verão começa com pancadas de chuva e risco de temporais


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A segunda-feira (16) começa com tempo firme em parte do Brasil, mas áreas de instabilidade devem se intensificar ao longo do dia. O avanço do calor e da umidade, aliado à atuação de sistemas meteorológicos, favorece pancadas de chuva moderadas a fortes em várias regiões, com risco de temporais e rajadas de vento.

O aumento da nebulosidade e das chuvas ocorre principalmente entre a tarde e a noite, quando as instabilidades ganham força em diversas áreas do país.

Sul terá retorno da chuva e rajadas de vento fortes

A manhã começa com sol entre nuvens e tempo firme em grande parte da Região Sul.

No entanto, a partir da tarde, áreas de instabilidade se formam devido ao calor, à umidade e à presença de uma área de baixa pressão no interior do continente.

Há previsão de:

  • chuva moderada no litoral do Paraná e de Santa Catarina, influenciada pela umidade marítima
  • pancadas moderadas no oeste catarinense e no norte do Rio Grande do Sul
  • chuvas moderadas a fortes no oeste e noroeste do Paraná e no sudoeste gaúcho

Nas demais áreas, o dia segue com predomínio de sol e aumento das temperaturas.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h em diversas áreas da região. No sul do Rio Grande do Sul, os ventos podem chegar a 70 km/h.

Sudeste terá temporais em Minas e chuva forte no interior paulista

No Sudeste, a manhã começa com tempo firme em grande parte da região, mas as instabilidades aumentam ao longo do dia.

A circulação de umidade e a presença de um cavado em níveis médios da atmosfera favorecem a formação de pancadas de chuva.

Há previsão de:

  • chuva moderada a forte no norte e leste de Minas Gerais
  • temporais no Triângulo Mineiro e no centro-norte do estado
  • pancadas intensas na metade norte do Espírito Santo

No extremo nordeste mineiro, há alerta para acumulados elevados de chuva.

Em São Paulo, o aquecimento e o fluxo de umidade favorecem pancadas moderadas a fortes no norte, noroeste e oeste do estado. Já no sul e sudoeste paulista, a chuva ocorre de forma mais moderada.

Nas demais áreas do Sudeste, incluindo o sul de Minas Gerais, o tempo segue firme e com temperaturas em elevação.

Centro-Oeste terá pancadas fortes e risco de temporais

No Centro-Oeste, a instabilidade aparece já nas primeiras horas do dia, principalmente em áreas do norte e noroeste de Mato Grosso, além do nordeste de Goiás e sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Entre o final da manhã e a tarde, as áreas de chuva ganham força.

A previsão indica:

  • pancadas moderadas a fortes em Mato Grosso e Goiás
  • risco de temporais no estado de Goiás e no centro-leste de Mato Grosso
  • chuvas fortes no norte e centro-leste de Mato Grosso do Sul

Ao longo da noite, o tempo tende a melhorar em Mato Grosso do Sul, enquanto instabilidades isoladas ainda podem ocorrer em Mato Grosso e Goiás.

Nordeste tem alerta para chuva volumosa na Bahia

No Nordeste, a instabilidade continua atuando em várias áreas, impulsionada pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e pela presença de um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN).

Há previsão de chuvas moderadas a fortes em:

  • grande parte da Bahia
  • Maranhão
  • Piauí
  • Ceará
  • oeste de Pernambuco

Existe risco de temporais no Maranhão, no sul e oeste do Piauí e na metade sul da Bahia.

Entre Ilhéus e o sul da Bahia, há alerta para chuva volumosa e acumulados elevados.

Nas demais áreas da região, o tempo segue quente e com sol entre nuvens.

Norte terá chuva forte e temporais em vários estados

A região Norte também enfrenta instabilidades ao longo desta segunda-feira. A presença de umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical favorecem pancadas de chuva desde cedo.

As chuvas atingem principalmente:

  • Amazonas
  • Pará
  • Tocantins
  • Roraima
  • Acre
  • Rondônia
  • Amapá

Entre o fim da manhã e a tarde, as pancadas ganham força e podem ocorrer temporais em vários pontos da região.

Os maiores alertas incluem grande parte do Pará, o Amapá, áreas do Acre e de Roraima, além do leste e centro-sul do Amazonas.

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Mercado segue em alerta com preço do petróleo e proximidade da Super Quarta


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a alta do petróleo segue como principal foco de instabilidade, com o Brent acima de US$ 100 após ameaças no Estreito de Ormuz. Bolsas de NY caíram, dólar global se fortaleceu e o DXY superou 100 pontos.

No Brasil, Ibovespa recuou a 177 mil pontos e o dólar subiu a R$ 5,31, com atuação do Banco Central. O IPCA de fevereiro ficou em 0,7% e a semana será marcada pela super quarta, com decisões do Fed e do Copom.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Itália está pronta para apoiar acordo com Mercosul quando preocupações dos…


Logotipo Reuters

ROMA, 18 Dez (Reuters) – A Itália estará disposta a apoiar um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul assim que as questões relacionadas à agricultura forem resolvidas, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, nesta quinta-feira.

“O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que as respostas necessárias forem fornecidas aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser rapidamente resolvido”, disse Meloni em um comunicado.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Meloni havia lhe dito que apoiava o acordo comercial do Mercosul, mas pediu paciência para garantir o apoio interno.

(Reportagem de Crispian Balmer)

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Você viu? Já tem país implantando mistura de 50% de biodiesel no diesel


biodiesel
Foto: Abiove

O vice-ministro de ⁠Energia da Indonésia, Yuliot Tanjung, disse na última quarta-feira (11) que o país está acelerando ​testes de estrada para o biodiesel B50, produzido com mistura de 50% ⁠de ​biocombustível ​a partir de ⁠óleo de palma ⁠no diesel. Essa foi uma das reportagens mais lidas da última semana no site do Canal Rural.

A medida deve ser implementada ainda este ‌ano por conta do aumento dos ‌preços do ‌petróleo em decorrência da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático, com mais de 280 milhões de habitantes, já adiciona 40% de combustível proveniente de óleo vegetal ao insumo fóssil.

Brasil ainda não fez novas elevações

O Brasil utiliza, desde 1 de agosto de 2025, o B15, ou seja, adiciona 15% de biocombustível renovável ao diesel. A elevação para B16 estava prevista, pela legislação, para 1 de março deste ano, o que ainda não ocorreu, a despeito de pressão do setor produtivo.

Na quarta-feira, em documento conjunto, mais de 40 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria brasileira solicitaram ao governo federal a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17% (B17).

Segundo as entidades, a medida se torna ainda mais relevante diante do cenário internacional de instabilidade geopolítica e forte volatilidade nos preços do petróleo, fatores que podem afetar diretamente os custos da economia brasileira.

Para o setor, ampliar o percentual de biodiesel na mistura com o diesel seria uma forma de fortalecer a segurança energética do país, reduzir a dependência da importação do combustível fóssil e estimular o uso de fontes renováveis.

No documento, as organizações afirmam que a adoção do B17 pode ajudar a diminuir a dependência brasileira do diesel importado, além de impulsionar cadeias produtivas ligadas aos biocombustíveis, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional.

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Incerteza logística e alta do diesel devem afetar arroba do boi na 2ª quinzena de março


boiada, carne orgânica do Pantanal, boi
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo registrou grande volatilidade de preços ao longo da semana por conta do conflito no Oriente Médio.

O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias ressalta que em São Paulo algumas indústrias tiveram que mudar sua estratégia e voltaram a negociar em níveis mais altos de preço no início da semana.

“Depois, voltaram a trabalhar com preços mais baixos na compra de gado. Já em outros estados, a exemplo de Mato Grosso do Sul, permanecem as tentativas de compra em níveis mais baixos de preço”, conta.

Segundo ele, no atual contexto, a grande preocupação para o mercado de carne bovina segue na necessidade de reavaliar as rotas e no tempo adicional das cargas no oceano, com a paralisação no Estreito de Ormuz.

Iglesias ressalta que os preços dos combustíveis, que vem em elevação no Brasil e ao redor do mundo, é outro ingrediente a se ponderar na segunda quinzena de março.

“Os impactos na logística do setor de carnes vai continuar, com possíveis atrasos na entrega, o que vai ser computado no mercado nos próximos dias. Se o quadro no Oriente Médio se agravar ao longo deste mês, teremos certamente mais problemas nessa dinâmica logística global”, avalia.

Preços médios do boi gordo

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 12 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 345, baixa de 1,43% em relação aos R$ 350 praticados no final da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 330, estável frente ao encerramento da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 345, inalterado frente ao fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 335, queda de 1,47% ante os R$ 340 praticados no final da semana passada;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 340, sem alteração frente ao valor praticado na semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 310, recuo de 1,59% ante os R$ 315 registrados no final da semana passada.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, houve acomodação de preços ao longo da semana. Iglesias ressalta que nem mesmo a entrada dos salários na economia foi suficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina.

“O fato é que a carne bovina já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial aquelas famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos. A prioridade está no consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos”, contextualiza Iglesias.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 20,50, queda de 2,38% frente aos R$ 21,00 por quilo do final da semana anterior;
  • Quarto traseiro: cotados a R$ 27,00 por quilo, sem alterações em relação à última semana.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 341,193 milhões em março até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 68,238 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 59,986 mil toneladas, com média diária de 11,997 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.687,80.

Em relação a março de 2025, houve alta de 22,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 16,1% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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Embrapa lança programas de baixo carbono para as culturas de milho e sorgo


A Embrapa oficializou o lançamento dos programas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC), iniciativas que visam consolidar o Brasil como líder na produção sustentável de grãos. O anúncio ocorreu na última quarta-feira (11), durante as celebrações de 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo (MG). O foco central das novas marcas-conceito é a certificação do produto e não da propriedade, mensurando a intensidade das emissões de gases de efeito estufa (GEE) por tonelada de grão produzida.

Com a abertura do edital público para seleção de instituições apoiadoras prevista para agosto de 2026, os programas buscam validar protocolos alinhados a padrões internacionais de sustentabilidade. O objetivo é diferenciar e agregar valor ao milho e ao sorgo cultivados sob práticas que priorizam a baixa emissão de carbono, atendendo a nichos de mercado que já exigem rastreabilidade e critérios ambientais rigorosos.

Protocolos sistema de certificação

O cálculo das emissões será realizado com base em critérios técnico-científicos, utilizando o sistema MRV (Medição, Relato e Verificação). Segundo o pesquisador Arystides Resende Silva, da Embrapa Milho e Sorgo, a certificação será voluntária e realizada por instituições certificadoras terceiras. O projeto aproveita a expertise já acumulada pela Embrapa no desenvolvimento de selos similares, como os da carne, soja e trigo baixo carbono.

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O desenvolvimento dos protocolos abrange duas etapas principais. Na fase inicial, serão elaboradas e validadas as diretrizes técnicas em unidades de observação ao longo de três ciclos produtivos. Nessas áreas, serão monitorados o aporte de insumos, as operações mecanizadas e o balanço de carbono no solo, gerando dados precisos sobre a eficiência produtiva por unidade de carbono emitida da porteira para dentro.

Parcerias público-privadas e competitividade

A segunda fase do programa foca na implementação comercial dos selos. De acordo com os pesquisadores envolvidos, os selos MBC e SgBC funcionam como um diferencial competitivo para o produtor e para a indústria de processados, atraindo consumidores e investidores focados na origem e na pegada ambiental dos alimentos.

A viabilidade dos programas depende diretamente da adesão de parceiros privados por meio de editais de chamamento. Para a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo, Cynthia Damasceno, essa integração entre ciência e mercado é fundamental para que os indicadores de sustentabilidade sejam robustos e, ao mesmo tempo, aplicáveis à realidade do campo. O engajamento do setor privado permitirá a validação final dos protocolos, garantindo que o milho e o sorgo brasileiros sigam competitivos em uma economia global de baixo carbono.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Suplementação inadequada pode atrasar cio de novilhas: o que o pecuarista deve fazer?


Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Vacas e novilhas em movimentação entre áreas de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

O retorno ao cio das novilhas primíparas (fêmeas de primeira cria) é um dos maiores desafios na fazenda de cria em 2026. O zootecnista e consultor Luis Kodel informa que, mesmo em boas pastagens e com o uso de suplemento proteico energético, o sistema reprodutivo pode “travar” se a nutrição não for cirúrgica.

A primípara é uma categoria delicada, pois ainda está em crescimento enquanto amamenta, o que torna a reprodução um “luxo” biológico para o organismo. Para entender por que ocorre o atraso no cio das novilhas, é necessário observar a hierarquia de nutrientes no corpo do animal. A reprodução é a última prioridade da vaca.

Confira:

Prioridade dos nutrientes

Se houver uma deficiência, por menor que seja, em minerais ou energia, a novilha sacrificará o cio para garantir o leite do bezerro e o próprio crescimento. Kodel destaca que um erro comum é acreditar que o suplemento proteico energético resolve a fertilidade. Muitas vezes, esse produto prioriza o ganho de peso, mas negligencia a concentração mineral necessária para a reprodução.

Para garantir o “bezerro todo ano”, a suplementação deve ser calculada com precisão sobre o peso vivo (PV) do lote. “Fertilidade é equilíbrio mineral. Não adianta investir em energia se o rótulo do seu produto não entrega o fósforo necessário para a fisiologia reprodutiva”, afirma Kodel. Ele recomenda que, se as novilhas estão atrasadas para emprenhar, os níveis de garantia do suplemento devem ser revisados.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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“Foi uma das poucas puladas de cerca que deram resultado”, diz presidente sobre origem do girolando


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A história de uma das principais raças leiteiras do país começou com um episódio inusitado no interior paulista. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lopes Lacerda, o surgimento do girolando remonta a um cruzamento acidental ocorrido na década de 1940, no Vale do Paraíba (SP).

“Foi talvez uma das únicas puladas de cerca que não deu problema. Pelo contrário, está dando resultado até hoje”, afirmou durante entrevista ao programa Giro do Boi.

O cruzamento entre as raças Gir e Holandês deu origem a um animal adaptado ao clima tropical e capaz de manter produção leiteira em diferentes sistemas de manejo. Com o tempo, a seleção genética transformou o cruzamento em uma das bases da pecuária leiteira nacional. Hoje, o girolando responde por mais de 80% do leite produzido no país.

Confira:

Evolução da raça

O processo de organização da raça ganhou impulso em 1989, quando foi criado o serviço de registro genealógico. Desde então, o número de animais registrados se aproxima de 25 milhões de cabeças.

A associação também registrou novos recordes em 2025, com cerca de 114 mil registros genealógicos entre nascimento e registro definitivo.

Parte desse avanço é atribuída ao trabalho de melhoramento genético realizado em parceria com a Embrapa, que mantém pesquisas voltadas ao aumento de produtividade e adaptação do gado leiteiro ao ambiente tropical.

Segundo Lacerda, o programa de melhoramento já identificou 34 características genéticas da raça. “Nós temos avançado muito nesse processo de seleção e isso se reflete diretamente na produtividade das fazendas”, disse.

Produção de leite no Brasil

A expansão da raça acompanha o crescimento da produção leiteira brasileira. O país ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores produtores de leite do mundo, com cerca de 35 bilhões de litros por ano.

De acordo com o presidente da associação, a atividade está presente em praticamente todo o território nacional. “Hoje temos mais de 1 milhão de propriedades produtoras de leite no Brasil e cerca de 99% dos municípios têm produção”, afirmou.

A maior parte dessas propriedades é formada por pequenos produtores. Estimativas do setor indicam que cerca de 60% das fazendas produzem até 200 litros por dia. Nesse cenário, a raça girolando ganhou espaço por reunir características de rusticidade e produtividade.

Recordes produtivos

O avanço genético também levou a novos patamares de produção individual. De acordo com a associação, vacas da raça já ultrapassaram a marca de 127 litros de leite por dia.

Esse desempenho é resultado da seleção genética combinada com tecnologias reprodutivas, como inseminação artificial, fertilização in vitro e transferência de embriões.

O mercado de genética acompanha essa expansão. No último ano, foram comercializadas cerca de 1,34 milhão de doses de sêmen de animais girolando.

Novas estratégias na pecuária leiteira

Entre as tendências discutidas pelo setor está o uso de vacas leiteiras para produção de bezerros destinados à pecuária de corte, estratégia conhecida como “beef on dairy”.

O modelo, utilizado em países como Estados Unidos e Canadá, consiste em inseminar parte do rebanho leiteiro com sêmen de raças de corte para geração de bezerros voltados à produção de carne.

Segundo Lacerda, a adoção desse sistema depende da realidade de cada propriedade. “Não existe receita de bolo. O melhor sistema depende do manejo, da alimentação e do objetivo de cada produtor”, afirmou.

Pressão das importações

Apesar do avanço tecnológico, o setor leiteiro brasileiro enfrenta desafios no mercado. Entre as principais preocupações estão as importações de leite em pó provenientes de países do Mercosul. Entidades do setor defendem medidas de proteção comercial e políticas públicas voltadas à produção nacional.

Lacerda afirmou que a cadeia produtiva busca condições de concorrência equilibradas. “Nós não queremos vantagem. Queremos apenas competir em igualdade de condições”, disse.

Ele destacou ainda o impacto econômico da atividade no meio rural. Segundo o dirigente, um aumento de R$ 0,20 no preço pago ao produtor poderia gerar cerca de R$ 5 milhões por dia na economia ligada à pecuária leiteira. “É uma atividade que gera renda, mantém o produtor no campo e movimenta milhares de propriedades no país”, afirmou.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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