terça-feira, março 17, 2026

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Feijão-vagem com colheita concentrada ganha espaço entre produtores


Feijão-vagem
Foto: Agristar do Brasil

Produtores de regiões tradicionais do cultivo de feijão-vagem têm buscado materiais que facilitem o manejo e ofereçam vagens mais uniformes. A concentração da colheita em uma única janela e o bom desempenho pós-colheita são pontos que vêm orientando o planejamento das lavouras.

Especialistas apontam que essas características ajudam a elevar o padrão comercial do produto e a organizar melhor as operações no campo.

Vantagens no manejo e na organização da colheita

A adoção de materiais com colheita concentrada tem avançado em áreas de São Paulo, Sul de Minas, Goiás, Paraná e Santa Catarina. Nessas regiões, produtores têm priorizado variedades de ciclo mais curto e plantas com maior vigor, o que facilita a rotina de campo.

O especialista em Cinturão Verde, Roberto Araújo, explica que algumas variedades chegam a concentrar até 90% das vagens no mesmo período de maturação. Segundo ele, isso reduz a necessidade de múltiplas passadas na lavoura. “Há materiais que podem ser colhidos praticamente de uma só vez, evitando danos às plantas e mantendo a produtividade”, afirma.

A uniformidade também favorece propriedades que utilizam mecanização, já que operações únicas e mais precisas diminuem perdas e aceleram o processo de colheita. Além disso, a concentração do trabalho em um período curto ajuda na organização da mão de obra e no planejamento logístico.

Qualidade visual e maior durabilidade das vagens

Outro ponto destacado pelos produtores é o padrão visual do feijão-vagem determinado. Araújo observa que materiais com coloração verde mais escura têm se mostrado vantajosos no varejo. Esse tom preserva a aparência de produto fresco por mais tempo, reduzindo perdas após a colheita.

As vagens também apresentam formato cilíndrico e baixa presença de fibras, características valorizadas na comercialização e que contribuem para textura mais uniforme. Segundo o especialista, a formação mais lenta das sementes amplia a janela de colheita sem prejudicar o aspecto final do produto.

“Quando a semente se desenvolve rápido, qualquer atraso na colheita reduz o valor da vagem. Nesse caso, a perda é menor”, explica.

Desempenho no campo e recomendações ao produtor

Com ciclo médio entre 50 e 60 dias, o feijão-vagem determinado mantém boa adaptação a diferentes condições de cultivo e se consolida como alternativa para quem busca manejo simples e padrão mais elevado de vagens.

Araújo reforça a importância de observar as janelas de plantio para evitar períodos de frio intenso ou risco de geada, fatores que podem comprometer o desenvolvimento da cultura. Segundo ele, o ajuste correto do calendário ainda é decisivo para garantir o desempenho esperado no campo.

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Aprovada extensão da CPR para insumos e máquinas da pecuária



Comissão aprova mudança que estende crédito rural a insumos da pecuária



Foto: Canva

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Câmara Notícias, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4647/25, que propõe substituir a expressão “insumos agrícolas” por “insumos agropecuários” na legislação que regulamenta a Cédula de Produto Rural (CPR). A mudança incorpora produtos destinados à pecuária entre os itens que podem lastrear operações financeiras vinculadas ao título.

O autor da proposta, deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP), afirmou que a regra atual não contempla atividades ligadas à produção e comercialização de insumos, máquinas e implementos usados na pecuária, conforme os dados dos Agência Câmara de Notícias. Segundo ele, a legislação vigente não corresponde ao funcionamento do setor. Para Carvalho, agricultura e pecuária “se integram em cadeias produtivas cada vez mais interdependentes”.

O relator, deputado Thiago Flores (Republicanos-RO), recomendou a aprovação e sustentou que a alteração amplia a segurança jurídica das operações com CPR. “Isso possibilita a inclusão de novos emissores, reforçando a mobilização de recursos privados para atividades rurais não atendidas pelo crédito oficial”, afirmou.

A proposta modifica a Lei 8.929/94, que instituiu a CPR, e tramita em caráter conclusivo. O texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, ainda necessita do aval da Câmara e do Senado.





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Frente fria avança no RS e favorece desenvolvimento das lavouras



Fim de semana deve ser de tempo quente com pancadas de chuva



Foto: Arquivo

A partir desta sexta-feira (12), o tempo começa a mudar com aumento da nebulosidade no Norte, o que pode provocar chuvas em pontos como Rosário do Sul e Bagé. As temperaturas variam entre 22 °C e 24 °C na metade Norte, e sobem para até 32 °C no Sul.

No sábado (13), um sistema de baixa pressão atmosférica deve ampliar a instabilidade em todas as regiões, trazendo pancadas isoladas de chuva e temperaturas que alcançam até 32 °C no Sul.

O domingo (14) será de predomínio de sol, mas com chance de pancadas de chuva devido ao aquecimento diurno. As máximas devem atingir 35 °C no Oeste e Centro do Estado, além da Região Metropolitana.

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Na segunda-feira (15), a frente fria avança e deve provocar chuvas principalmente na metade Oeste e Sul. Apesar disso, o calor persiste, com temperaturas que podem chegar a 32 °C em regiões como o Litoral Norte e o Nordeste.

Na terça (16), uma massa de ar frio e seco estabiliza a atmosfera, proporcionando um dia ensolarado com mínimas de 16 °C e máximas entre 26 °C e 30 °C. Na quarta-feira (17), o sol volta a predominar, com elevação das temperaturas, chegando a 35 °C na Fronteira Oeste.

Segundo o Boletim Agrometeorológico 50/2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater/RS-Ascar e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), as chuvas previstas, mesmo que irregulares, associadas a temperaturas elevadas e boa radiação solar, criam condições mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas em campo.





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Mancha oleosa é desafio para a cultura do maracujá


O Brasil mantém a liderança mundial na produção e no consumo de maracujá, respondendo por aproximadamente 70% do volume global. Segundo dados do setor, o país produz perto de 700 mil toneladas anuais, distribuídas em cerca de 46 mil hectares cultivados. A cadeia produtiva, de forte relevância social e econômica, sustenta o abastecimento interno e gera renda a agricultores de diferentes perfis, incluindo pequenos produtores.

Mesmo com a expansão da cultura, desafios fitossanitários continuam a limitar o desempenho dos pomares, sobretudo em áreas de alta umidade. Entre eles, destaca-se a mancha oleosa, doença bacteriana que compromete a produtividade. Especialistas alertam que, sem manejo adequado, as perdas podem superar 80%.

A incidência da mancha oleosa é mais intensa no Nordeste, especialmente na Serra da Ibiapaba (CE), onde o cultivo ocorre o ano todo. De acordo com Ricardo Joaquim Carvalho da Silva, representante técnico comercial da Nordeste Atacado, o período chuvoso, de dezembro a junho, favorece o avanço da doença. “Os danos são visíveis nas folhas, com grande perda foliar, comprometendo ramos e até os frutos, que ficam manchados e perdem valor comercial”, afirma. Segundo ele, “controlar a mancha oleosa no período de chuva é fundamental para garantir produtividade e qualidade”.

Francisco Fernando, técnico agrícola da Satis e responsável técnico de vendas no Ceará e no Rio Grande do Norte, destaca os efeitos diretos sobre o desempenho das plantas. “A mancha oleosa reduz a fotossíntese, enfraquece a planta e prejudica a formação e o enchimento dos frutos. No início das chuvas, esse risco aumenta e a atenção ao manejo deve ser redobrada,” explica.

Em resposta ao avanço da doença, produtores têm buscado alternativas que combinem ação direta contra a bactéria e estímulo fisiológico às plantas. Entre as tecnologias utilizadas está o Fulland, desenvolvido pela Satis, apontado como indutor de resistência, facilitador da translocação de fungicidas e intensificador do efeito de defensivos. Ricardo observa que o produto “age no controle da bactéria, tanto preventivamente quanto de forma curativa, e pode ser utilizado em conjunto com outros defensivos”.

Além da mancha oleosa, a última safra também registrou prejuízos causados pelo Tripes, praga mais comum no período seco, de julho a dezembro. Técnicos reforçam que o manejo deve incluir atenção constante à broca do maracujá, à mosca das frutas e aos ácaros, com estratégias permanentes e uso integrado de tecnologias.





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Produtividade da cana-de-açúcar em novembro cresce 0,7% no Centro-Sul, mostra boletim do CTC



Média alcançou 63,3 toneladas por hectare nesta safra


Foto: Canva

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul em novembro foi de 63,3 toneladas por hectare, crescimento de 0,7% quando comparado aos 62,8 t/ha registrado no mesmo mês da safra anterior.  

Os dados são do Boletim de Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) com base na Plataforma de Benchmarking. O ATR (qualidade da cana) do mês de novembro apresentou aumento de 8,6%, passando de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t.

No acumulado da safra (abril a novembro), o Boletim apurou uma redução de 4,9% na produtividade, com média de 74,7 t/ha em 2025/26 frente às 78,5 t/ha da safra anterior. Já o ATR acumulado está em 136,1 kg ATR/t nesta safra, contra 137,3 kg ATR/t no último ciclo, queda de 0,9%.





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Comitê Mais Elas da Cotrijal realiza avaliação e planejamento de atividades para o próximo ano


Debates, planejamento e olhares voltados a oportunidades e desafios marcaram o encontro de encerramento das atividades do ano no Comitê Mais Elas da Cotrijal, realizado nesta terça-feira, 9. O momento reuniu as integrantes do grupo e equipe de Desenvolvimento do Cooperativismo para avaliar as atividades promovidas ao longo do ano e definição das estratégias e ações que serão realizadas em 2026. 

O Comitê é formado por 11 mulheres associadas e foi criado para fortalecer o protagonismo feminino no agronegócio e no cooperativismo. Elas apoiam a Cotrijal a desenvolver cada vez mais momentos que promovam o aprendizado e a participação ativa das mulheres no setor. Além disso, as integrantes do grupo representam as mais de 370 participantes do Programa Mais Elas. 

Assuntos voltados ao Ano Internacional das Cooperativas e ao equilíbrio dos papéis da mulher do campo, bem como temas voltados à gestão das propriedades e vida financeira estiveram em destaque ao longo do ano.

“Entendemos que é extremamente importante que as mulheres participem das cooperativas, das comunidades e de todas as atividades que o Comitê e a Cotrijal organizam para os núcleos femininos. Essa participação é fundamental e a cooperativa já vem valorizando as mulheres há muito tempo, mas um comitê específico para discutir a integração feminina é o que faz a diferença. Temos voz ativa e esperamos que cada vez essa voz seja mais forte no nosso meio”, destaca a associada e integrante do Comitê Mais Elas, Marina Neuhaus. 

O grupo também é responsável por apoiar a organização das atividades e eventos voltados ao público feminino, como Dia de Campo, Expodireto, rodada de palestras regionais e o tradicional Encontro de Mulheres, que em 2025 celebrou 30 anos de história.

A agenda de encerramento também contou com palestra especial conduzida pela psicóloga Andreia Ferreira. Ela falou sobre liderança, força feminina e autocuidado, promovendo reflexões e troca de ideias sobre o papel das mulheres em diferentes ambientes, como na família, nos relacionamentos, na gestão da propriedade rural, na cooperativa e na sociedade. 

Para a profissional, “quando as mulheres estão juntas, todas elas crescem. Então, este ambiente  promovido pela Cotrijal é um espaço de acolher e valorizar a mulher dentro dos seus diferentes papéis. Isso gera conexão e inspiração: uma consegue inspirar a outra, elas se sentem mais fortalecidas para desenvolver os seus trabalhos e isso vai provocando o empoderamento”. 

Na Cotrijal, 20% do quadro social é formado por mulheres. O Comitê feminino foi criado em 2015 e reformulado em 2022, com a implantação dos núcleos femininos por meio do Programa Mais Elas.

Presente no encontro, a diretoria da Cotrijal parabenizou as integrantes pelo trabalho realizado ao longo do ano e destacou o movimento de inclusão que vem sendo trabalhado de forma permanente, com evolução contínua ao longo dos anos. O grupo também tem se consolidado como um importante fórum de discussão e de sugestões, contribuindo cada vez mais para a melhoria das ações da cooperativa.





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Produção desacelera, mas cotações seguem enfraquecidas



Ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou


Foto: Divulgação

O ritmo de crescimento da produção brasileira de ovos para consumo desacelerou no terceiro trimestre, embora siga positivo no balanço do ano. Dados do IBGE analisados pelo Cepea mostram que, entre julho e setembro, foram produzidas 1,02 bilhão de dúzias de ovos para consumo, queda de 1,4% frente ao trimestre anterior, mas alta de 2,5% na comparação com igual intervalo de 2024.

No acumulado do ano, a produção nacional soma 3,04 bilhões de dúzias, volume recorde para o período de toda a série histórica do Instituto, iniciada em 2012. Assim, pesquisadores do Cepea explicam que, mesmo com a leve retração na quantidade produzida, os valores dos ovos seguiram enfraquecidos ao longo do terceiro trimestre.

De acordo com levantamentos do Centro de Pesquisas, entre julho e setembro, a média dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Bastos (SP), foi de R$ 149,15/caixa com 30 dúzias, queda de 14% em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de nov/25), em relação ao trimestre anterior. Para os ovos vermelhos, houve desvalorização real de 16% em igual comparativo, à média de R$ 164,45/cx na região paulista.





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Mercado do boi gordo mantém estabilidade na semana



Escalas cheias mantêm preços do boi gordo sem mudanças



Foto: Sheila Flores

O informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (12), apontou estabilidade no mercado do boi gordo em São Paulo. Segundo a publicação, “o mercado abriu estável, sem mudanças nas cotações na comparação feita dia a dia”. As escalas de abate atendem, em média, a dez dias, e a oferta de boiadas tem sido suficiente para suprir a demanda.

No Mato Grosso do Sul, a análise informou que, apesar da oferta enxuta, os frigoríficos já operam com escalas programadas para a primeira semana de janeiro. O ritmo de comercialização continua lento, mas há expectativa de melhora com o pagamento da segunda parcela do 13º salário e o avanço do período festivo. O levantamento registrou queda de R$ 1,00 por arroba nas regiões de Dourados e Campo Grande, enquanto o preço do “boi China” recuou R$ 2,00 por arroba.

No Rio de Janeiro, a oferta também esteve reduzida, porém as cotações permaneceram estáveis ao longo da semana.

O informativo ainda destacou os dados da Pesquisa Trimestral de Abate, divulgada pelo IBGE em 10 de dezembro. De acordo com o órgão, o terceiro trimestre de 2025 apresentou “recorde de oferta para o trimestre”, com 11,3 milhões de cabeças abatidas. O volume representa alta de 7,4% frente ao mesmo período de 2024 e avanço de 7,1% em relação ao segundo trimestre deste ano.





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Como a proteína do frango beneficia a saúde e ajuda na produção de colágeno


carne de frango - aba - bahia
Foto: Freepik

Presente no prato de milhões de brasileiros, o frango é uma das principais fontes de proteína animal da alimentação cotidiana. Além de acessível e versátil, o alimento se destaca pelo alto valor nutricional e pelos benefícios à saúde, especialmente na construção muscular e na manutenção do colágeno no organismo.

Segundo a nutricionista, Fabiana Borrego, as proteínas de origem animal possuem uma vantagem importante em relação às vegetais, elas contêm os nove aminoácidos essenciais, que não são produzidos pelo corpo humano e precisam ser obtidos por meio da alimentação.

Esses aminoácidos são fundamentais para o ganho de massa muscular, a recuperação dos tecidos e o bom funcionamento do organismo.

“O frango é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, fornece todos os aminoácidos necessários para a construção muscular e para diversos processos metabólicos”, explica a especialista.

Importância do colágeno para o corpo

Segundo Borrego, o colágeno é essencial não apenas para a firmeza da pele, mas também para a saúde das articulações, tendões e músculos. A partir dos 25 anos, a produção natural dessa proteína começa a diminuir, o que torna a alimentação ainda mais importante nesse processo.

De acordo com a nutricionista, o frango é rico em aminoácidos como glicina e prolina, diretamente ligados à síntese do colágeno. Partes como pele, cartilagens e tendões concentram ainda mais essa proteína e podem ser aproveitadas em preparações como caldos, sopas e fundos, que facilitam a absorção do nutriente pelo organismo.

Quantidade ideal de proteína varia de pessoa para pessoa

Segundo Borrego, a quantidade de proteína recomendada depende de fatores como idade, nível de atividade física e objetivos de saúde. Em geral, a ingestão pode variar de 1 a 3 gramas de proteína por quilo de peso corporal ao dia.

Pessoas que buscam hipertrofia muscular ou estão em processo de emagrecimento costumam precisar de uma ingestão maior, cerca de 3 gramas por quilo corporal, enquanto pessoas sedentárias podem consumir quantidades menores, orienta a nutricionista.

“A melhor pessoa para determinar e te ajudar, a solucionar quanto consumir de proteína por dia, é um médico ou um profissional da área de nutrição”, afirma Borrego.

Combinações alimentares potencializam os efeitos

Para potencializar os benefícios das proteínas, a especialista destaca a importância das combinações alimentares. A união de arroz, feijão e uma proteína de origem animal, como frango, carne, peixe ou ovos, garante um perfil completo de aminoácidos essenciais.

Além disso, o frango e o ovo são fontes de vitaminas do complexo B, que auxiliam na produção de colágeno e no metabolismo energético.

“A partir dos 25 anos, temos que se atentar para a perca natural de colágeno. Então, as pessoas que acabam não consumindo muitas proteínas de origem animal, em algum momento vão ter que fazer essa reposição”, conclui a nutricionista.

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USDA decepciona, Conab projeta safra e atenção segue no clima irregular nas lavouras de soja


soja sobre pano
Foto: Pixabay

O mercado internacional de soja segue monitorando dois fatores centrais, com o ritmo das vendas de soja americana para a China e o desenvolvimento das lavouras na América do Sul. Segundo a consultoria Safras & Mercado, ambos empurraram as cotações em Chicago para baixo ao longo da semana, o que também travou o mercado interno brasileiro, mantendo os produtores retraídos e priorizando as atividades de campo.

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Houve novos registros de compras chinesas nos Estados Unidos, mas analistas seguem céticos quanto ao cumprimento do acordo firmado entre Pequim e Washington no final de outubro. Inicialmente, esperava-se a aquisição de 12 milhões de toneladas até o final do ano, mas o prazo foi estendido para fevereiro, e ainda há dúvidas sobre a concretização plena desse volume.

O relatório de dezembro do USDA, divulgado na terça-feira, frustrou o mercado ao manter o quadro geral dos Estados Unidos inalterado. As expectativas estavam concentradas nas exportações e o Departamento não deu nenhum sinal concreto de retomada, tampouco reconheceu o ritmo lento dos embarques.

Números do USDA

O USDA projetou a safra norte-americana em 4,253 bilhões de bushels (115,74 milhões de toneladas) para 2025/26, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo novembro. Os estoques finais foram mantidos em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), abaixo da aposta do mercado. Para 2024/25, o relatório trouxe estoques de 316 milhões de bushels, exportações de 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões.

Globalmente, o USDA aponta produção de 422,54 milhões de toneladas em 2025/26 e 427,15 milhões em 2024/25. Os estoques finais foram estimados em 122,37 milhões e 123,24 milhões de toneladas, respectivamente, levemente abaixo do esperado. A safra brasileira segue estimada em 175 milhões de toneladas em 2025/26, enquanto para 2024/25 a projeção permanece em 171,5 milhões. A Argentina aparece com 48,5 milhões para 2025/26. As importações chinesas continuam projetadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26.

Safra brasileira

As safras do Brasil e da Argentina evoluem em bom ritmo, reforçando a percepção de ampla oferta global. A Conab projeta a produção brasileira em 177,124 milhões de toneladas em 2025/26, crescimento de 3,3% sobre a safra anterior. A área plantada deve atingir 48,94 milhões de hectares, avanço de 3,4%, com produtividade estimada em 3.620 quilos por hectare.

Segundo a Conab, o Sul avançou rapidamente no plantio com as chuvas de novembro, enquanto Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Minas Gerais enfrentaram irregularidade hídrica, atrasando os trabalhos. A segunda metade do mês trouxe normalização das precipitações, permitindo aceleração do plantio nas regiões afetadas.

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