sábado, março 14, 2026

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Para advogado, decisão do STF de manter benefício fiscal a defensivo dá segurança ao produtor


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a validade dos benefícios fiscais de IPI e ICMS concedidos a defensivos agrícolas. Por maioria, a Corte considerou constitucionais as normas que permitem a redução de tributos na comercialização desses produtos.

O tributarista Eduardo Diamantino, sócio do Diamantino Advogados Associados, especializado em agronegócio, destaca o acerto da decisão. “O STF garantiu segurança ao produtor. A eficiência do Brasil no agronegócio está atrelada ao uso responsável e regulado de defensivos agrícolas”, afirma.

Diamantino também explica que, ao contrário do que se defendeu nas ações propostas no Supremo, não há contradição entre o uso de defensivos e a proteção ambiental. “Estes insumos permitem a produção em larga escala usando áreas de cultivo menores. Esperamos que a decisão seja utilizada como parâmetro para o futuro Imposto Seletivo”, conclui.

Entenda

O julgamento envolveu duas ações apresentadas pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pelo Partido Verde (PV). As siglas questionavam dispositivos do Convênio 100/1997, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), do Decreto 7.660/2011 e da Emenda Constitucional 132/2023.

As regras autorizam a redução de até 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a aplicação de alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo os partidos, as subvenções violariam os direitos constitucionais à saúde e ao meio ambiente equilibrado.

Prevaleceu o entendimento de que a concessão de isenções ou reduções tributárias para insumos agropecuários não configura, por si só, inconstitucionalidade.

Votaram pela manutenção dos benefícios os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. André Mendonça e Flávio Dino julgaram as ações parcialmente procedentes. Os ministros Edson Fachin, relator das ações, e Cármen Lúcia defenderam a inconstitucionalidade das normas.

Durante o julgamento, o ministro Gilmar Mendes destacou a importância da produção agrícola brasileira para o abastecimento global de alimentos e defendeu o uso do termo “defensivos agrícolas”. Segundo ele, a retirada desses insumos poderia reduzir significativamente a produção, ampliar a área cultivada e pressionar os preços dos alimentos, além de impactar o mercado externo.

Já o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a redução de tributos não implica necessariamente aumento no uso dos produtos, mas pode facilitar o acesso a insumos considerados essenciais para a atividade agrícola. Para ele, a EC 132 reforçou a validade do tratamento tributário diferenciado ao setor.

Os ministros André Mendonça e Flávio Dino defenderam uma solução intermediária. Ambos reconhecem que determinados incentivos fiscais podem ser legítimos, mas propõem que os benefícios sejam mantidos apenas para produtos mais eficientes e menos tóxicos.





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O Brasil não precisa importar tecnologia para modernizar suas rodovias


Há um mito que insiste em resistir no imaginário brasileiro: o de que o País depende de tecnologia estrangeira para avançar em inovação. Trabalhei durante anos na Embraer e vivi de perto o poder da engenharia nacional e, desde então, tenho visto esse mito ruir diante da capacidade dos nossos profissionais de criar soluções de ponta, do zero, aqui mesmo.

Hoje, esse debate volta à tona com as ameaças de tarifaços sobre importações e as discussões sobre o Free Flow, o pedágio sem cancela que deve transformar o sistema rodoviário brasileiro. O tema não poderia surgir em melhor momento: o Ministério dos Transportes pretende fechar os quatro anos do governo Lula com um volume histórico de 36 concessões rodoviárias, que somarão juntas R$ 405 bilhões em investimentos. Deste montante, R$ 135 bilhões são referentes aos 13 processos ocorridos só em 2025, e outros R$ 158 bilhões já estão programados para outras 14 concessões previstas para 2026.

Os números reforçam um novo contexto da mobilidade no País, que exigirá soluções tecnológicas robustas, ágeis e adaptadas à realidade das nossas estradas.

E o Free Flow é um símbolo importante dessa virada. Trata-se de um modelo de pedágio eletrônico em que o motorista não precisa mais parar: câmeras e sensores identificam o veículo em tempo real, calculam a tarifa e fazem a cobrança de forma automática. Além de mais fluidez, é um sistema que concede menos emissão de poluentes e maior segurança viária.

Foi a crença no potencial do Brasil para a evolução tecnológica que nos moveu há mais de três décadas, quando fundamos a COMPSIS, em São José dos Campos. De uma pequena empresa que nasceu com o propósito de desenvolver sistemas eletrônicos de navegação para caças da Força Aérea Brasileira, avançamos para criar tecnologias de inteligência artificial aplicadas à mobilidade. Hoje, partindo de uma experiência robusta em soluções de sistemas de arrecadação, desenvolvemos e validamos  um Free Flow 100% nacional, desenvolvido para resolver os problemas reais das rodovias brasileiras, onde o tráfego pesado, as variações climáticas e a diversidade de veículos desafiam até as soluções mais sofisticadas.

Nosso sistema, por exemplo, é capaz de identificar com precisão veículos de passeio, caminhões e ônibus em condições extremas, chuva, alta velocidade, baixa luminosidade e até em situações que confundem sistemas convencionais, como caminhões com eixos suspensos ou rodagem dupla. Isso é fruto de um banco de dados treinado com milhões de transações reais realizadas no Brasil, algo que nenhum software importado é capaz de replicar com a mesma acurácia.

O desafio que o setor enfrenta hoje não é mais tecnológico. Ele é regulatório e cultural. Precisamos de um modelo de cobrança nacionalmente integrado, que permita a interoperabilidade entre concessionárias, a comunicação clara com o usuário e meios de pagamento acessíveis, seja tag, cartão ou Pix. Isso vai garantir confiança, transparência e adesão popular.

O Free Flow não é apenas uma mudança técnica; é uma mudança de mentalidade. Representa uma nova forma de pensar mobilidade, sustentabilidade e eficiência. E, mais do que isso, mostra que a inteligência brasileira tem todas as condições de liderar essa transição.

 





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Preços de arroz e feijão caem, mas consumo segue em retração no varejo alimentar em 2025



Vendas em unidades recuaram -1,7% para o arroz e -3,9% para o feijão


Foto: Canva

Dados da Scanntech mostram que, em novembro, o preço médio do arroz caiu expressivos -34,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o feijão ficou -13,1% mais barato. Ainda assim, o consumo seguiu em retração: as vendas em unidades recuaram -1,7% para o arroz e -3,9% para o feijão, uma dinâmica recorrente ao longo de todo o ano de 2025.

Apesar da expressiva retração de 28,6% no preço médio, na comparação entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, o consumo recuou 2,7% em unidades, contribuindo diretamente para o segundo pior desempenho de faturamento da cesta de mercearia básica ao longo de 2025.

A tendência também aparece na análise de novembro versus outubro, quando o arroz teve redução de -2,2% de preço, com recuo de -2,7% nas vendas em unidades, comparado ao mês anterior. No mesmo período, o feijão registrou leve alta de preço (+0,9%) e uma queda ainda mais intensa nas unidades vendidas (-4%).

Mais do que um movimento pontual, os dados reforçam uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. A redução do tamanho das famílias, a urbanização, rotinas cada vez mais aceleradas e a busca por praticidade, além das tendências de saudabilidade, são fatores que podem ajudar a explicar essa transformação.

 





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Circuito Frutificaminas reúne 1,5 mil participantes


O Circuito Frutificaminas, promovido pela Emater-MG, encerrou 2025 com a realização de 17 etapas regionais e eventos técnicos voltados ao fortalecimento da fruticultura em Minas Gerais. As ações reuniram cerca de 1,5 mil participantes, entre produtores rurais, técnicos e representantes da cadeia produtiva. Ao longo do ano, a programação incluiu ainda seis eventos específicos para atualização de extensionistas, com a participação de 125 profissionais, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

Criado em 2010, o Circuito Frutificaminas integra as ações da Emater-MG voltadas à difusão de tecnologias, à troca de experiências e ao compartilhamento de informações técnicas e de mercado. Ao longo de 15 anos, o programa contabiliza 139 eventos, com a participação de aproximadamente 15 mil pessoas e caravanas de mais de 541 municípios mineiros. De acordo com a Emater-MG, “trata-se do maior evento do setor no estado”.

Durante as etapas realizadas em 2025, foram discutidos temas relacionados às potencialidades e aos desafios da fruticultura, além de manejo integrado de pragas e doenças, irrigação, comercialização, crédito rural, certificação, segurança alimentar, uso de Drones e inovações tecnológicas. Também foram abordadas culturas específicas, como banana, abacate, goiaba, maracujá, tangerina e frutas vermelhas, além do enfrentamento ao greening, apontado como a principal doença da citricultura.

O contexto nacional também foi destacado nas atividades do circuito. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais de frutas, com cerca de 46 milhões de toneladas. Segundo a Secretaria, “o aumento do consumo de frutas in natura e de sucos naturais no mundo se reflete no mercado brasileiro”, ampliando a demanda por produtos de qualidade e estimulando investimentos no setor.

Em Minas Gerais, a fruticultura ocupa aproximadamente 146 mil hectares em produção e outros 13,5 mil hectares em formação, posicionando o estado entre o quarto e o quinto lugar no ranking nacional. A safra mineira é estimada em cerca de 4 milhões de toneladas por ano. O valor bruto da produção gira em torno de R$ 5 bilhões, sendo que aproximadamente 38% desse total têm origem na agricultura familiar. A atividade responde pela geração de mais de 500 mil empregos e é considerada estratégica para a viabilização econômica de pequenas propriedades rurais.

Apesar do potencial produtivo, a Secretaria aponta desafios para o setor. Minas Gerais ainda importa frutas que poderiam ser produzidas localmente, e as perdas no mercado interno podem chegar a até 40% da produção. Conforme o diagnóstico apresentado, esses prejuízos estão associados principalmente a falhas nos tratos culturais, no armazenamento, no transporte e à falta de informação ao longo da cadeia produtiva.





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Capital brasileira registra maior temperatura no dia de Natal dos últimos 64 anos


São Paulo; calor
Foto: Pixabay

O cenário de pinheiros com neve e lareiras ligadas no Natal, típicos de filmes de Hollywood, passa longe do Brasil desde que os primeiros indígenas se estabeleceram no país. No entanto, a cidade de São Paulo tem levado o calor a sério ao longo do mês de dezembro.

Há 62 anos, os termômetros não atingiam as máximas registradas neste 25 de dezembro de 2025. De acordo com medição das 16h feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Sanatana, zona norte da capital paulista, a máxima registrada foi de 35,9°C.

Trata-se da maior temperatura para o dia desde 1961 — quando a Seleção Brasileira tinha apenas um título de Copa do Mundo — e 35,6°C foram observados.

Considerando todo o mês, desde 1998 não fazia tanto calor no estado em dezembro, conforme dados da Climatempo.

“É importante pontuar que as medições da estação convencional iniciaram em 1943, portanto, não há como afirmar que a temperatura de hoje é a maior desde o início dos registros”, pondera a empresa.

*Errata: a matéria original citava, erroneamente, que se tratava da maior temperatura desde 1963, mas o correto é 1961, ou seja, há 64 anos. O título foi corrigido.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

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Minas Gerais investe quase R$ 2 milhões em controle de bebidas



IMA lança Projeto Bebida Segura em Minas Gerais



Foto: Divulgação

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) instituiu o Projeto Bebida Segura com o objetivo de ampliar a proteção do consumidor e qualificar a fiscalização de bebidas alcoólicas em Minas Gerais. A iniciativa, divulgada pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é viabilizada com recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC), por meio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e conta com investimento de quase R$ 2 milhões.

Os recursos, no valor de R$ 1.949.531,00, serão destinados à criação do Laboratório de Análise de Bebidas (LABE), que funcionará no Laboratório de Química Agropecuária (LQA) do IMA, localizado no CeasaMinas, em Contagem. A proposta é dar maior agilidade às análises laboratoriais, assegurando o cumprimento dos padrões de identidade e qualidade das bebidas comercializadas no estado, além de reduzir riscos de fraudes e contaminações.

Segundo o IMA, o LABE será implantado em uma estrutura que já dispõe de equipe técnica especializada e infraestrutura adequada, com profissionais das áreas de química, farmácia, estatística e técnicos de laboratório. O projeto prevê adaptações físicas, aquisição e instalação de novos equipamentos e a implementação de métodos analíticos específicos para o controle de bebidas alcoólicas.

A criação do laboratório ocorre em um período de maior consumo de bebidas, especialmente no fim de ano, quando confraternizações e celebrações elevam a demanda. A expectativa é que o LABE amplie a capacidade do estado em fiscalizar produtos, contribuindo para a segurança alimentar, a saúde pública e a confiança do consumidor.





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Pescadores profissionais têm até dia 31 para comprovar atividade


pescadores atividade pesqueira
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O prazo para entrega do Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap), que comprova a atividade regular de pescadores e pescadoras profissionais ao longo do ano, termina no dia 31 de dezembro.

O documento é necessário para manter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo e ter acesso ao seguro-defeso.

A inclusão do Reap deve ser realizada no sistema PesqBrasil, em que o profissional deverá inserir informações mês a mês, sobre os volumes pescados, as espécies capturadas e os locais e métodos de pesca. O processo é todo online e exige que o profissional esteja com o RGP ativo e regular.

A medida é uma das iniciativas de monitoramento e controle da concessão do seguro-defeso, adotada desde outubro, após constatação de possíveis irregularidades no requerimento do benefício.

Segundo a secretária nacional de registro, monitoramento e pesquisa do Ministério da Pesca e Aquicultura, Carolina Dória, todos os registros estão sendo conferidos, e aqueles que não estão ativos são cancelados. Apenas este ano, mais de 300 mil RGP inativos foram cancelados.

“O seguro-defeso é um direito de quem vive da pesca. Quem não exerce a atividade e mantém registro ativo pode ser responsabilizado”, reforça.

Carteira de identidade necessário para o Reap

Além da inserção do Reap no sistema, o prazo para o registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) também termina no dia 31 de dezembro. O documento é obrigatório tanto para a manutenção do RGP quanto para o envio do relatório.

Por nota, o Ministério da Pesca e Aquicultura informou que “a adoção da CIN permite ao Governo Federal integrar as bases de dados e aumentar a segurança na concessão do seguro-defeso e de outros benefícios sociais, como o Bolsa Família, reduzindo fraudes e garantindo que os recursos cheguem a quem realmente trabalha na pesca.

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Capital brasileira registra maior temperatura no dia de Natal dos últimos 62 anos


São Paulo; calor
Foto: Pixabay

O cenário de pinheiros com neve e lareiras ligadas no Natal, típicos de filmes de Hollywood, passa longe do Brasil desde que os primeiros indígenas se estabeleceram no país. No entanto, a cidade de São Paulo tem levado o calor a sério ao longo do mês de dezembro.

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Há 62 anos, os termômetros não atingiam as máximas registradas neste 25 de dezembro de 2025. De acordo com medição das 16h feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Sanatana, zona norte da capital paulista, a máxima registrada foi de 35,9°C.

Trata-se da maior temperatura para o dia desde 1963 — quando a Seleção Brasileira era apenas bicampeã mundial — e 35,6°C foram observados.

Considerando todo o mês, desde 1998 não fazia tanto calor no estado em dezembro, conforme dados da Climatempo.

“É importante pontuar que as medições da estação convencional iniciaram em 1943, portanto, não há como afirmar que a temperatura de hoje é a maior desde o início dos registros”, pondera a empresa.

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Mais da metade do café analisado em compras públicas apresenta fraude


grãos café
Foto Divulgação: Sebrae Minas

Mais da metade das amostras de café torrado e moído analisadas em compras públicas no Paraná apresentou fraude por excesso de matérias estranhas e impurezas acima do limite legal.

Somente em 2025, auditores fiscais federais agropecuários apreenderam cerca de 40 toneladas de grão irregular no estado, volume equivalente a aproximadamente 80 mil pacotes de 500 gramas.

As irregularidades foram identificadas a partir de análises laboratoriais realizadas em produtos adquiridos por órgãos públicos.

Desde a entrada em vigor da Portaria SDA nº 570, em 2022, foram realizadas no Paraná 186 coletas de amostras de café, com 168 laudos concluídos. Desse total, 89 amostras, o equivalente a 53%, foram desclassificadas, com registros de teor de impurezas que chegaram a ultrapassar em mais de 20 vezes o limite permitido.

As compras públicas envolvem, em geral, produtos com circulação restrita ao ambiente institucional ou destinados a estabelecimentos próprios, o que dificulta a identificação desses itens pela fiscalização.

Diante desse cenário, a estratégia adotada incluiu o levantamento de órgãos que haviam adquirido recentemente café torrado e moído, a coleta de amostras para análise laboratorial e a apreensão cautelar de marcas cujos lotes já apresentavam histórico de irregularidades.

Do ponto de vista técnico, a fraude é caracterizada quando a análise laboratorial aponta teor de matérias estranhas e impurezas superiores a 1%. Nessas impurezas e nos grãos defeituosos concentram-se contaminantes, especialmente fungos capazes de produzir resíduos tóxicos.

Segundo o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, “a fiscalização atua para garantir que um produto de consumo diário pela população esteja em conformidade com os padrões oficiais de qualidade, protegendo a saúde do consumidor e evitando prejuízos ao uso de recursos públicos”.

Penalidades aos infratores

Após a confirmação da fraude em laboratório, o fluxo de fiscalização prevê a lavratura de auto de infração contra a empresa responsável. Caso não haja solicitação de análise pericial, é determinado o recolhimento do lote irregular.

No curso do processo administrativo, podem ser aplicadas penalidades como multa e condenação do produto apreendido de forma cautelar.

De acordo com Macedo, o aumento das irregularidades identificadas em 2025 está relacionado à intensificação das ações fiscais sobre o café torrado e moído após a entrada em vigor da Portaria SDA nº 570.

As fiscalizações têm evidenciado práticas que já vinham ocorrendo anteriormente, sobretudo relacionadas ao uso de matéria-prima de baixa qualidade, com elevado percentual de grãos defeituosos e presença de impurezas provenientes do próprio cafeeiro, como cascas, palhas e fragmentos de galhos.

Além da análise do produto final, a auditoria agropecuária atua na verificação dos processos produtivos das empresas torrefadoras e na exigência da adoção de boas práticas de fabricação, com o objetivo de assegurar que os alimentos estejam em conformidade com as normas oficiais, não ofereçam riscos ao consumidor e garantam o uso adequado dos recursos públicos nos processos de licitação.

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Calor intenso e tempestades devem marcar os próximos dias


O calor que atingiu boa parte do Brasil nestes primeiros dias de verão segue intenso em quase todo o país. Somadas às altas temperaturas, a umidade favorece a formação de áreas de instabilidade, especialmente na região Sul e na faixa centro-norte, onde podem ocorrer chuvas fortes e intensas.

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Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até ao menos o fim da tarde desta sexta-feira (26), as temperaturas tendem a superar a média histórica do período em parte do Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiânia, Minas Gerais, Espírito Santo e em todo os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde os termômetros podem alcançar registros 5°C acima das médias.

Ainda de acordo com o Inmet, na Região Sul, a umidade proveniente da Amazônia e a formação de áreas de baixa pressão favorecem a ocorrência de chuvas persistentes, que podem estar acompanhadas por rajadas de vento capazes de superar os 100 km/h, além de descargas elétricas e, pontualmente, queda de granizo.

O Instituto também emitiu um alerta sobre o perigo potencial chuvas intensas atingirem partes dos seguintes estados da Região Norte:

  • Acre;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Pará;
  • Rondônia;
  • Roraima; e
  • Tocantins

Além de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, entre a 0 hora de hoje (25) e a meia-noite desta sexta-feira (26).

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