terça-feira, março 17, 2026

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Exportações de carne bovina crescem 36,5% em novembro e acumulado de 2025 supera 2024, diz Abiec


Foto: Unsplash.
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As exportações brasileiras de carne bovina somaram 356 mil toneladas em novembro, aumento de 36,5% frente às 261 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A receita atingiu US$ 1,87 bilhão, crescimento de 51,9% em relação aos US$ 1,23 bilhão registrados um ano antes. Do total enviado em novembro, 318 mil toneladas corresponderam à carne in natura.

A China permaneceu como principal destino, com 178,8 mil toneladas e receita de US$ 974,6 milhões. Na sequência apareceram a União Europeia, com 15,5 mil toneladas (US$ 131,2 milhões), e a Rússia, com 20,3 mil toneladas (US$ 86,6 milhões).

Chile e Estados Unidos participaram com 14,8 mil toneladas (US$ 85,8 milhões) e 12,6 mil toneladas (US$ 84,3 milhões), respectivamente.

Acumulado do ano

Entre janeiro e novembro, o Brasil exportou 3,15 milhões de toneladas, alta de 18,3% sobre igual intervalo de 2024 (2,66 milhões t). A receita acumulada chegou a US$ 16,18 bilhões, crescimento de 37,5%. O total já supera todo o volume exportado em 2024, quando foram embarcadas 2,89 milhões de toneladas e registrados US$ 12,8 bilhões.

No acumulado, a China segue na liderança, com 1,52 milhão de toneladas e US$ 8,08 bilhões, representando 48,3% do volume e 49,9% da receita. Estados Unidos ocupam a segunda posição, com 244,5 mil toneladas e US$ 1,46 bilhão, seguidos por União Europeia, Chile, México, Rússia, Egito, Hong Kong, Filipinas e Arábia Saudita.

Diversos mercados ampliaram compras em relação ao ano anterior, entre eles:

  • Indonésia (+579%);
  • Palestina (+66%);
  • Canadá (+96%);
  • Filipinas (+35%);
  • Egito (+56%);
  • México (+105%);
  • China (+43%);
  • Rússia (+306%);
  • Chile (+38%);
  • União Europeia (+52%).

Desempenho nos Estados Unidos

As exportações para os Estados Unidos entre janeiro e novembro totalizaram 244,5 mil toneladas, alta de 109% sobre o mesmo período de 2024 (117 mil t).

A receita somou US$ 1,464 bilhão, avanço de 53,3%. O volume acumulado se aproxima do total embarcado em todo o ano anterior (247 mil t; US$ 1,47 bilhão).

Avaliação da Abiec

A Abiec informou que os resultados de novembro refletem a resiliência do setor diante de variações cambiais e ajustes regulatórios em alguns mercados. A entidade cita fatores estruturais, como produtividade, condições sanitárias reconhecidas e capacidade de atendimento, como determinantes para o crescimento.

A associação reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações brasileiras de carne bovina e atua na defesa e ampliação do acesso do produto aos mercados internacionais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Caminhos para recuperar pastagens



Fazenda é exemplo nesta questão


Fazenda é exemplo nesta questão
Fazenda é exemplo nesta questão – Foto: Bing

As plantas daninhas comprometem a produtividade das pastagens ao reduzir o vigor das forrageiras, o que afeta a rentabilidade e amplia a pegada de carbono das propriedades. Com o uso de herbicidas tecnológicos, o pecuarista Carlos Roberto Simm, de Campestre da Serra, conseguiu recuperar áreas degradadas e alcançar o sequestro de 60 toneladas de carbono por ano. Ele adotou as inovações da Linha Pastagem da Corteva Agriscience integradas à Plataforma-S, que reúne tecnologia, manejo avançado e monitoramento para valorizar práticas sustentáveis.

Na Fazenda Clarice, o sistema foi desenvolvido com a Criatec e a medição da pegada de carbono utilizou o GHG Protocol. Nos ciclos avaliados, ficou comprovado o sequestro anual de 60 toneladas de carbono equivalente, resultado da recuperação das áreas e do manejo que favorece um sistema radicular mais profundo. A avaliação mostrou evolução no estoque de carbono no solo e indicou que a carne produzida segue um sistema de carbono negativo, com destaque para o controle de invasoras pelos herbicidas.

“A Fazenda Clarice se tornou um dos exemplos mais notáveis da eficácia da integração de manejo e tecnologia. Ao aderir ao Plataforma-S como um Pecuarista-S, Simm demonstrou a viabilidade de uma pecuária moderna, eficiente e regenerativa, focada na longevidade da terra”, destaca Rodrigo Takegawa, Líder de Marketing & Comercial das Linhas Floresta e Pastagem da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai.

A Plataforma-S apoiou o registro do balanço de carbono, que diferencia propriedades carbono neutro daquelas carbono negativo, caso da fazenda. Para ampliar esses resultados, a Linha Pastagem investe em herbicidas como Navius e Juvix, formulados para controlar plantas resistentes e facilitar a operação no campo, garantindo pastos mais longevos e produtivos.

 





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Inmet emite alerta vermelho para tempestades e ventos de 100 km/h para três estados


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Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, nesta sexta-feira (12), um alerta vermelho de tempestade e ventos que podem atingir até 100 quilômetros por hora (Km/h) para uma região que abrange o Sudoeste do Mato Grosso do Sul, passando por toda extensão oeste do Paraná e Santa Catarina. A região também poderá ser atingida por chuvas de granizo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo o alerta, os três estados serão os mais atingidos pela combinação de uma frente fria com alta umidade, que mantém o risco de tempestades severas também em outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, “diante do cenário, o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), da Defesa Civil Nacional, seguirá acompanhando a previsão e apoiando os estados em risco”.

Para ampliar a proteção, o órgão orienta que a população faça uso e fique atenta aos avisos do sistema Defesa Civil Alerta, que emite mensagens de texto e alarmes sonoros para celulares em áreas de risco elevado.

De forma gratuita e sem a necessidade de cadastro prévio, são enviadas orientações sobre como proceder de acordo com o tipo de risco iminente na região.

Para o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta do Cenad, Tiago Molina Schnorr, nesta sexta-feira as chuvas podem ocorrer em curtos períodos, acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e granizo, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas, queda de árvores e danos à rede elétrica.

O alerta deve permanecer no sábado (13) e no domingo (14). Podem ocorrer pancadas de chuvas, em especial na Região Serrana do Rio de Janeiro, centro-sul de São Paulo, zona da mata e sul de Minas Gerais, além do sudoeste de Mato Grosso do Sul.

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Agronegócio exporta US$ 13,4 bi em novembro e mantém liderança na balança comercial


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Foto: Claudio Neves/ divulgação

O agronegócio brasileiro encerrou novembro com exportações de US$ 13,4 bilhões, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgadas nesta sexta-feira (12). O desempenho consolidou novembro como o segundo melhor da série histórica para o setor.

Além disso, o resultado representa alta de 6,2% frente ao mesmo mês de 2024, impulsionada principalmente pelo aumento do volume embarcado, mesmo em um cenário de preços internacionais estáveis.

No acumulado de janeiro a novembro, as vendas externas somaram US$ 155,25 bilhões. O valor é recorde para o período e supera em 1,7% o resultado do ano anterior, confirmando a relevância das exportações na geração de renda, escala e estímulo à produção agropecuária em diferentes regiões do país.

Principais mercados e produtos

China, União Europeia e Estados Unidos seguiram como os maiores compradores do agro brasileiro ao longo do ano. Outros destinos, como Índia e México, também ampliaram suas compras, indicando uma diversificação gradual das vendas externas.

Entre os produtos, a soja em grãos registrou US$ 1,83 bilhão em novembro, puxada pelo aumento expressivo dos embarques. A carne bovina somou US$ 1,75 bilhão e alcançou volume recorde para o mês, ultrapassando 318 mil toneladas. O café verde, com US$ 1,5 bilhão, também apresentou crescimento nas exportações.

De janeiro a novembro, a carne bovina atingiu 3,15 milhões de toneladas exportadas, avanço de 18,3% na comparação anual. A receita totalizou US$ 16,18 bilhões. O mês também marcou recorde para as exportações de miudezas bovinas, que alcançaram 27,1 mil toneladas. O aumento reflete a habilitação de novas plantas e a abertura de mercados em 2025. A Indonésia ampliou significativamente as compras após autorizar 17 frigoríficos brasileiros, enquanto as Filipinas elevaram a demanda para produtos com osso e miúdos.

Celulose, algodão e pulses avançam

A celulose registrou US$ 939,2 milhões em novembro, com alta no valor e no volume embarcado. O algodão também teve desempenho expressivo, alcançando US$ 640,1 milhões e mais de 400 mil toneladas exportadas.

As exportações de feijões, pulses e gergelim seguem em expansão, apoiadas pela abertura de novos mercados desde 2023. O gergelim alcançou recorde histórico, com 72,3 mil toneladas embarcadas no mês. Os feijões também tiveram máxima em volume exportado, somando 48,3 mil toneladas.

Programas de inteligência comercial e ações de aproximação com compradores internacionais têm ampliado oportunidades para diferentes segmentos do agro. As aberturas de mercados e o acesso de novos exportadores contribuíram para o resultado positivo de novembro.

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Desmatamento zero: Entre o otimismo da COP30 e as críticas da ciência


Amazônia; desmatamento
Foto: Léo Ramos Chaves/Pesquisa Fapesp

Segundo dados do ICMBio apresentados na COP30, os principais avanços sobre o desmatamento incluem a redução de 11,08% na Amazônia Legal entre agosto de 2024 e julho de 2025, com queda ainda maior, de 31%, em áreas federais protegidas — o menor índice registrado desde 2007.

Com números positivos, a oportunidade para o Brasil liderar um plano global para zerar o desmatamento e a degradação florestal até 2030 ressurge com otimismo, aproveitando a experiência nacional em conservação florestal. Medidas como a destinação de terras públicas para conservação, a demarcação de territórios indígenas e o bloqueio de financiamentos que apoiam o desmatamento são consideradas fundamentais para avançar.

Entre os pontos de discórdia, pesquisadores e cientistas alertam que os planos apresentados são insuficientes e provocativos, pois ignoram a gravidade da crise climática e não trazem um roteiro claro, com financiamento, capacitação e monitoramento robustos para o fim do desmatamento.

Além disso, há críticas ao uso de florestas em pé como compensação para manter o uso de combustíveis fósseis, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada entre clima e desmatamento. Outro ponto relevante é a preocupação com a pressão internacional sobre países com maior cobertura florestal — em sua maioria, nações em desenvolvimento — que demandam apoio global efetivo para sustentar crescimento econômico e conservação.

As perspectivas apontam para a importância de uma meta mais ambiciosa para alcançar o desmatamento zero, considerando que o ponto de não retorno para a Amazônia pode ser atingido entre 2050 e 2070. As consequências negativas não se limitam à floresta, mas se estendem a outros biomas e à economia brasileira. A degradação florestal vem aumentando, o que indica que, apesar da redução no desmatamento, persistem desafios para garantir conservação e sustentabilidade.

Com o fim da COP30 no Brasil, permanecem desafios significativos no combate ao desmatamento, com implicações para o agronegócio, a qualidade ambiental e os compromissos climáticos do país. Entre as metas discutidas, a conclusão do evento também foi marcada pela ausência de menção expressa aos combustíveis fósseis nos documentos aprovados, evidenciando dificuldades políticas e falta de consenso entre as partes para avançar em temas ainda sensíveis para a economia global.

*Ana Paula Abritta é diretora de Estratégia e Inovação da BMJ Consultores Associados, onde atua desde 2016 liderando equipes de Relações Governamentais, Inovação e Comércio Internacional. É mestra em Poder Legislativo (Câmara dos Deputados), com MBA em Comércio Internacional (FGV) e graduação em Relações Internacionais (UCB). É cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT).


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Rinoceronte-branco vindo do Chile desembarca em Viracopos sob tutela do Ministério da Agricultura


Rinoceronte Atanásio
Foto: Zooparque Itatiba

Equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no estado de São Paulo acompanharam a importação de Atanásio, um rinoceronte-branco macho vindo do Chile. O desembarque ocorreu no dia 2 de dezembro, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A atuação do Mapa contemplou a análise da documentação sanitária, o controle de riscos e a verificação das condições de bem-estar animal.

A autorização de importação foi previamente avaliada pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Animal (Sisa-SP). No momento da chegada, a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) conferiu os documentos e as condições de transporte, autorizando o desembarque. Após os trâmites oficiais, o animal seguiu para o Zooparque de Itatiba (SP).

Conforme estabelecido no Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) acordado entre Brasil e Chile, todos os procedimentos sanitários necessários foram realizados na origem, o que dispensou a quarentena no destino.

Atanásio nasceu em cativeiro, tem 5 anos e pesa 1,96 tonelada. Apesar da denominação “rinoceronte-branco”, sua cor é acinzentada. Também conhecido como rinoceronte-de-lábios-quadrados, pertence à maior das cinco espécies existentes no mundo.

Para a autorização da importação, foi necessária a comprovação de que o animal nasceu e foi criado no Chile e permaneceu no país nos seis meses anteriores ao embarque. A autoridade veterinária chilena inspecionou o estabelecimento de origem e atestou a ausência de doenças transmissíveis nos 90 dias anteriores à exportação. O animal também esteve em isolamento sob supervisão oficial por, no mínimo, 30 dias antes da viagem, período no qual realizou os testes exigidos pelo CZI, incluindo exame de brucelose, com resultado negativo.

Após a análise da documentação e das condições de transporte, o Vigiagro autorizou o desembarque, assegurando o cumprimento das exigências sanitárias e priorizando o bem-estar do animal durante toda a operação.

O auditor fiscal federal agropecuário do Vigiagro em Viracopos, André Marcondes, que acompanhou o procedimento, destacou que Atanásio se manteve calmo ao longo de todo o processo, graças ao manejo prévio e ao acompanhamento técnico. Segundo ele, a operação ocorreu conforme o previsto, com foco no bem-estar animal e na observância dos requisitos sanitários.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Safra de soja do Paraguai deve alcançar 10,5 milhões de t após desafios climáticos


Imagem gerada por IA

A safra de soja do Paraguai entra em dezembro com estimativa de 9,1 milhões de toneladas na safra principal e 1,3 milhão de toneladas na safrinha, totalizando 10,5 milhões de toneladas projetadas para o ciclo 2025/26, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros. A projeção reflete um corte mensal de 2% na estimativa, após os primeiros ajustes provocados pela irregularidade das chuvas em novembro.

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Após um início considerado ideal entre setembro e outubro, a falta de regularidade das precipitações já trouxe impacto para algumas das regiões mais produtivas do país, como Alto Paraná, Itapúa e Caaguazú, justamente os três departamentos que sofreram reduções nas expectativas de rendimento.

La Niña

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno La Niña, embora menos seco do que em anos anteriores, deve persistir até o verão de 2026. A combinação entre esse padrão climático e possíveis períodos sem chuva durante o enchimento dos grãos pode causar estresse hídrico moderado e ampliar a dispersão dos resultados produtivos entre as áreas semeadas.

“Para o início de dezembro, a previsão indica baixos volumes de chuva no Paraguai. A partir do dia 8, no entanto, a maior parte da Região Oriental deve receber precipitações, seguida novamente por alguns dias secos e por um segundo pulso de chuva por volta do dia 14”, diz a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez.

Até o momento, algumas regiões de Itapúa precisaram replantar áreas, e situações pontuais semelhantes foram registradas em San Pedro. Como o ciclo começou com temperaturas amenas e chuvas abundantes, as plantas se desenvolveram bem, mas sem estímulos para criar estruturas mais resistentes, como folhas mais espessas ou maior tolerância à seca. Caso as condições adversas se intensifiquem, esse menor preparo fisiológico pode impactar a produtividade final.

Janela de plantio ajustada

A possível extensão do ciclo principal pode influenciar diretamente o início da safrinha de soja, cuja janela ideal se estende até meados de janeiro. Após esse período, aumenta a tendência de migração para o milho. “Por ora, a StoneX não revisou as estimativas de áreas plantadas, e eventuais alterações devem surgir somente no início de 2026”, compartilha Larissa.

Na comercialização, os primeiros dias de novembro registraram avanço significativo: 19% da soja 2025/26 já foi vendida, frente a 13% no mês anterior. Altas pontuais em Chicago contribuíram para acelerar as negociações. A safra 2024/25 está integralmente comercializada.

Milho

Assim como a soja safrinha, o milho de segundo ciclo aguarda o encerramento da colheita principal para avançar na disputa por área. Enquanto isso, a comercialização da safrinha 2025 segue acelerada e já atinge 90%.

A limitação da capacidade estática dos silos faz com que o milho seja exportado quase integralmente antes do início do próximo ciclo, o que deve se repetir nos próximos meses, com embarques contínuos até o fim dos estoques. Para o milho 2026, estima-se que 7% já esteja vendido.

Dados da Aduana paraguaia mostram que, até outubro, o país exportou 2,3 milhões de toneladas. Com a produção estimada pela StoneX em 5,7 milhões de toneladas, significa que metade do milho produzido já deixou o país.

O consumo interno também tem peso crescente, somando cerca de 2 milhões de toneladas anuais, impulsionado pelos setores de proteína animal, rações e produção de etanol. “Com essa demanda firme, a StoneX aponta que o mercado interno tende a manter preços sustentados, levando algumas regiões a priorizar vendas domésticas em vez da exportação”, finaliza Larissa.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra em leve alta em Chicago


A soja encerrou a sessão desta quinta-feira em leve alta na Bolsa de Chicago, com o mercado voltando as atenções para a movimentação da China, principal importadora global da oleaginosa. Segundo a TF Agroeconômica, o comportamento das compras chinesas e sinais no mercado interno do país asiático sustentaram os ganhos moderados dos contratos futuros.

No fechamento do dia, o contrato janeiro avançou 0,60%, ou 6,75 cents por bushel, sendo cotado a US$ 11,31,50, enquanto o vencimento março subiu 0,53%, ou 6,00 cents, para US$ 11,40,75 por bushel. No complexo soja, o farelo para janeiro teve leve alta de 0,03%, encerrando a US$ 317,10 por tonelada curta, e o óleo de soja registrou valorização mais expressiva, com ganho de 1,13%, fechando a US$ 50,87 por libra-peso.

A sustentação dos preços esteve diretamente ligada à China. Além de uma compra relâmpago de 264 mil toneladas com destino aos portos chineses, o país respondeu por pouco mais da metade das vendas semanais de soja entre 7 e 13 de novembro, mesmo com o registro de um cancelamento de 100 mil toneladas no mesmo período. Outro fator relevante foi o leilão estatal de soja realizado no mercado chinês, no qual as tradings adquiriram grande parte das 512 mil toneladas ofertadas para uso interno, movimento interpretado como uma abertura de espaço para a entrada de soja norte-americana.

Apesar desse suporte, os dados de exportação mostram um quadro misto. Até 13 de novembro, as exportações de soja dos Estados Unidos acumulam atraso de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as de farelo estão 8% acima, e o óleo de soja apresenta redução líquida de 13,3 mil toneladas. O relatório do NASS, por sua vez, apontou aumento mensal e anual no esmagamento de soja em outubro, trazendo um viés positivo adicional ao mercado.





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Reforma tributária muda a lógica do agro: da isenção ao imposto com desconto


reforma tributária - agência câmara - medidas fiscais
Foto: Agência Câmara

A reforma tributária do consumo começa a ser testada em 2026 e representa uma virada histórica no sistema de impostos do Brasil. Saem ICMS, ISS, PIS e Cofins; entram dois tributos do tipo IVA: a CBS, federal, e o IBS, estadual e municipal. O discurso oficial é de simplificação e neutralidade. No agronegócio, porém, a mudança exige cautela.

É importante começar pelo ponto mais relevante, e menos compreendido.

Como é hoje

Atualmente, o sistema tributário brasileiro, apesar de confuso, protege a produção agropecuária primária. Na prática:
produtos in natura ,como grãos, carnes, leite e frutas, não pagam PIS/Cofins na origem;

O ICMS, quando existe, costuma ser isento, diferido ou compensado;

O resultado é simples: a carga tributária direta na porteira é baixa ou inexistente.

Ou seja, hoje o produtor rural, especialmente o pequeno e médio, está majoritariamente fora da tributação direta.

O que muda com a reforma

Com a reforma, muda a lógica. O novo IVA tem base ampla e alcança bens e serviços de forma uniforme. Para evitar um choque nos preços dos alimentos, o governo criou regimes diferenciados para o agro.

Produtos agropecuários in natura passam a ter redução de 60% da alíquota. O mesmo vale para insumos essenciais, como fertilizantes, defensivos, sementes, rações e vacinas. Alimentos considerados essenciais entram na cesta básica nacional, com alíquota zero.

Até aqui, parece proteção. Mas há um detalhe decisivo.

Redução não é isenção

A redução de 60% não significa que o produto deixou de ser tributado.
Significa que ele passa a ser tributado com desconto.

Na prática:

  • Antes: o produto primário estava fora do sistema.
  • Depois: ele entra no sistema e paga 40% da alíquota cheia do IVA, com direito a crédito.

É uma mudança estrutural. O agro deixa de ser isento e passa a ser contribuinte, ainda que de forma reduzida.

Onde mora o risco

Para quem tem boa estrutura contábil, emite nota corretamente e consegue aproveitar créditos, o impacto pode ser pequeno. Mas essa não é a realidade da maioria dos produtores brasileiros.

Se o crédito não for plenamente aproveitado, o imposto vira custo direto, pressionando margens já apertadas.

Além disso, o agro moderno depende cada vez mais de serviços: transporte, armazenagem, logística, tecnologia, assistência técnica e certificações. Serviços, em regra, entram na tributação cheia do novo sistema. Se o crédito não funcionar bem, esse custo tende a voltar para a origem da cadeia, o produtor.

Produtor contribuinte e não contribuinte

A reforma também cria uma divisão importante. Produtores com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões tendem a ficar fora do regime geral: não recolhem CBS e IBS, mas geram crédito presumido para quem compra sua produção. Acima desse limite, cresce a chance de enquadramento no sistema.

Isso muda a negociação no campo. O crédito pode ajudar o pequeno produtor, ou ser usado como argumento para pressionar preços na porteira.

Outros pontos de atenção

Arrendamento e locação de imóveis rurais passam a ser tributados, ainda que com desconto. Máquinas e equipamentos tendem a ser desonerados, mas apenas para quem estiver corretamente enquadrado no novo modelo. Nada disso é automático.

O ano de 2026 será um período de teste, adaptação e aprendizado. Depois disso, o sistema se consolida, e o custo passa a fazer parte da rotina.

Do ponto de vista opinativo, temos um alerta: o agro não pode sair de um regime de isenção para um regime de tributação disfarçada, mesmo que com desconto. Tributar alimentos pressiona a inflação, reduz competitividade e desestimula investimento no campo.

Se a reforma pretende ser moderna e justa, precisa garantir que a redução prometida funcione na prática, e não apenas no papel. Porque o Brasil arrecada quando cresce. E o crescimento começa no campo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Plantio de soja e milho avança na Argentina e atinge quase 60%


soja
Foto: Marcos Bravin

O plantio de soja da safra 2025/26 na Argentina alcançava 58,6% da área projetada de 17,6 milhões de hectares na semana passada, informou nesta quinta-feira (11) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Na semana, o avanço foi de 14 pontos porcentuais.

A bolsa destacou que o ritmo de trabalho melhora à medida que diminuem os excessos hídricos no Norte de La Pampa e Oeste de Buenos Aires, embora a falta de piso ainda limite o progresso no centro de Buenos Aires. Segundo o boletim, 97% das lavouras implantadas apresentam condição normal/boa e 91% têm condição hídrica adequada/ótima. A soja de segunda safra registra 25% da área plantada.

O plantio de milho cobre 59,2% da área nacional. A oferta hídrica permanece favorável, com 82% das lavouras em condição adequada ou ótima e níveis mínimos de estresse hídrico. Do total já implantado, 88% das lavouras apresentam condição entre boa e excelente. A bolsa observou que, apesar de persistirem pontos com excesso de umidade, os volumes recentes garantem boa emergência dos lotes tardios e beneficiam as lavouras mais adiantadas do plantio precoce.

Quanto ao trigo, a colheita avançou 14,9 pontos porcentuais na semana e atingiu 60,2% da área apta. Os rendimentos seguem positivos nas regiões em colheita, elevando o rendimento médio nacional para 4,14 toneladas por hectare. A projeção de produção do cereal foi mantida em 25,5 milhões de toneladas, segundo a Bolsa.

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