segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

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Paraná terá contratação integral do PAA com R$ 62 milhões


Conab amplia PAA no RN e entrega mini colheitadeiras à agricultura familiar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta sexta-feira (29), em Curitiba (PR), um evento para marcar a contratação de 100% dos projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Paraná referentes à chamada de 2025. Segundo a estatal, o investimento soma R$ 62 milhões, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para a compra de cerca de 6,5 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar.

De acordo com a Conab, os recursos serão executados nas modalidades Compra Institucional, Compra Direta e Compra com Doação Simultânea. Os alimentos adquiridos da agricultura familiar paranaense serão destinados ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, dentro da política de segurança alimentar e nutricional.

A programação será realizada no Auditório do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a partir das 15 horas, e contará com a presença da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, além de dirigentes da Conab e representantes do MDS.

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Na agenda, também está prevista a assinatura de Termos de Pactuação da Agricultura Familiar para o fornecimento de mais de 221 toneladas de alimentos a cozinhas solidárias por duas organizações, em operações estimadas em cerca de R$ 1,8 milhão. Haverá ainda distribuição de sementes crioulas para produtores indígenas, quilombolas e agricultores familiares, além da entrega simbólica de cestas de alimentos e da doação de equipamentos de informática para cinco cozinhas solidárias e uma entidade produtiva participante do PAA no estado.

Para o setor, a contratação integral dos projetos indica a execução total da chamada pública de 2025 no Paraná, com reflexo direto sobre a comercialização da produção da agricultura familiar. O material divulgado pela Conab, porém, não informa o número de produtores atendidos nem o detalhamento dos volumes por produto ou por região do estado.

A formalização dos contratos e das pactuações amplia a previsibilidade de compra para agricultores familiares e entidades atendidas pelo programa. Novos desdobramentos sobre cronograma de entrega, produtos contemplados e alcance por município dependem de informações complementares dos órgãos responsáveis.

Fonte: gov.br

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Embrapa Agroenergia marca 20 anos com lançamento de projetos e novas frentes de pesquisa


Embrapa Agroenergia marca 20 anos com lançamento de projetos e novas frentes de pesquisa

A Embrapa Agroenergia comemorou 20 anos de criação nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF), com uma cerimônia marcada pelo lançamento de projetos, apresentação de iniciativas e homenagens a parceiros e pesquisadores. Durante o evento, a unidade reforçou sua agenda de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em biogás, biometano, bioinsumos sustentáveis, biocombustíveis do futuro, biomassa renovável e certificação de sustentabilidade.

Na abertura da cerimônia, o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, afirmou que a unidade consolidou, ao longo de duas décadas, uma atuação voltada à conexão entre agricultura, biomassa e indústria. Segundo ele, a estratégia atual busca ampliar o uso de matérias-primas agrícolas e resíduos na produção de etanol, biodiesel, biogás, biometano, químicos de base biológica, biomateriais e combustíveis renováveis avançados.

Entre os anúncios do evento, a unidade apresentou o BioInova, projeto em rede com outras quatro unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com financiamento de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Também foi lançado o MapCanola, iniciativa voltada a avaliar áreas com maior aptidão para a expansão sustentável da canola, especialmente em sistemas de segunda safra após soja e milho.

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A programação incluiu ainda o Hub de Inovação em biocombustíveis e bioprodutos, voltado à aceleração de tecnologias e negócios com empresas de base tecnológica, e a Plataforma de Desenvolvimento de Bioinsumos Microbianos de Baixa Emissão de Carbono (BIOFAB-DF). A estrutura será implantada no Distrito Federal para desenvolvimento, escalonamento produtivo e validação de bioinsumos microbianos com aplicações agrícolas e industriais.

Do ponto de vista técnico, os anúncios reforçam frentes com ligação direta ao setor agropecuário. O mapeamento de canola pode ampliar a base de matérias-primas para biocombustíveis, enquanto a biofábrica de insumos microbianos tem potencial de apoiar sistemas produtivos com foco em eficiência agronômica e menor emissão de carbono. A Embrapa não detalhou, no material divulgado, cronogramas operacionais nem metas de adoção em escala comercial para todas as iniciativas apresentadas.

A sinalização da Embrapa Agroenergia é de continuidade da pesquisa aplicada em bioeconomia de base agrícola, com foco em energia renovável, aproveitamento de biomassa e insumos biológicos. O alcance prático dessas frentes dependerá da evolução dos projetos, da validação técnica e da integração com produtores, indústria e políticas públicas.

Fonte: embrapa.br

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Cotação do boi gordo reage no fim de maio com exportações aquecidas e oferta restrita


bois zebu no pasto, arroba do boi gordo, carne bovina
Foto: José Maria Matos

Os preços da arroba do boi gordo voltaram a subir neste fim de maio, impulsionados pelo forte ritmo das exportações brasileiras de carne bovina e pela oferta mais restrita de animais para abate.

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq avançou 0,87% entre os dias 19 e 26 de maio, encerrando a última terça-feira (26) cotado a R$ 347,80.

O movimento ocorre após um período de queda registrado ao longo do mês. Depois de superar os R$ 350 por arroba no início de maio, o indicador recuou para a faixa dos R$ 340, atingindo R$ 344,60 nos dias 14 e 15.

Apesar da recuperação recente, o indicador ainda acumula desvalorização de 1,88% em maio, considerando o período entre 30 de abril e 26 de maio.

Exportações sustentam mercado do boi gordo

De acordo com pesquisadores do Cepea, o principal fator de sustentação dos preços é o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura.

Na parcial de maio, os embarques já ultrapassam 200 mil toneladas, com média diária de 13,565 mil toneladas exportadas.

O volume supera com folga o registrado em maio de 2025, quando a média diária ficou em 10,381 mil toneladas.

Caso o ritmo atual seja mantido até o fim do mês, o Brasil poderá encerrar maio com mais de 270 mil toneladas exportadas, estabelecendo um novo recorde para o período, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Além da demanda internacional aquecida, o Cepea destaca que a menor disponibilidade de animais prontos para abate também ajuda a sustentar os preços da arroba neste momento.

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Frente fria mantém temperaturas baixas em parte do país e provoca chuva forte e temporais


Imagem gerada para IA para o Canal Rural

A quinta-feira será marcada por tempo firme em grande parte das regiões Sul, Centro-Oeste e interior do Sudeste do Brasil, enquanto áreas do Norte e do Nordeste seguem em alerta para chuva forte e temporais, segundo previsão da Climatempo.

Sul

O avanço de uma área de alta pressão mantém o tempo estável em praticamente toda a região Sul do país. A previsão indica apenas chuva fraca e isolada em pontos do litoral do Paraná, além de áreas do sul e interior do Rio Grande do Sul, por influência da umidade vinda do oceano.

A nebulosidade continua mais presente no território gaúcho, deixando o tempo mais fechado em algumas cidades. As temperaturas ficam mais baixas pela manhã, especialmente nas áreas de serra de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Há possibilidade de geada isolada no alto da Serra Catarinense. Já no oeste e noroeste do Paraná, o calor ganha força durante a tarde.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria se afasta para o oceano, mas a circulação marítima ainda mantém chuva fraca a moderada no litoral do Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais.

Também há previsão de pancadas isoladas no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de áreas do interior fluminense e mineiro. No norte do Rio de Janeiro e sul capixaba, a chuva pode ocorrer com intensidade moderada.

As demais áreas da região terão predomínio de sol entre poucas nuvens. As temperaturas seguem mais amenas no centro-sul paulista, no sul de Minas Gerais e na metade sul do Rio de Janeiro devido à entrada de uma massa de ar frio de origem polar.

Outro destaque são os ventos fortes. As rajadas variam entre 40 e 50 km/h no extremo norte de Minas Gerais e entre os litorais do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na Região dos Lagos, no Rio, os ventos podem chegar aos 70 km/h.

A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% no Triângulo Mineiro e no extremo norte de Minas.

Centro-Oeste

O tempo firme predomina em grande parte do Centro-Oeste nesta quinta-feira. O sol aparece entre poucas nuvens e há chance apenas de chuva fraca e isolada em áreas do oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul durante a tarde.

As temperaturas sobem em praticamente toda a região, enquanto o sul de Mato Grosso do Sul ainda terá um dia mais agradável.

A baixa umidade do ar chama atenção em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em algumas áreas, os índices podem ficar abaixo dos 30%.

Também há previsão de rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no norte de Goiás e nordeste de Mato Grosso.

Nordeste

No Nordeste, a infiltração marítima mantém chuva desde as primeiras horas do dia em áreas do litoral entre o Rio Grande do Norte e Sergipe, além do sul da Bahia e região de Salvador.

Ao longo do dia, a chuva ganha força no litoral leste do Rio Grande do Norte, litoral norte da Paraíba e em áreas entre o litoral norte e o sul da Bahia.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também favorece pancadas fortes no norte do Maranhão e na região de Fortaleza. Há alerta para temporais na faixa litorânea maranhense.

Nas demais áreas do litoral da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a chuva ocorre de forma moderada. Já o interior da região segue com tempo mais seco e temperaturas elevadas.

A umidade do ar fica abaixo dos 30% em áreas do oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e do Piauí.

Norte

A região Norte continua com grande volume de umidade na atmosfera, favorecendo pancadas de chuva ao longo do dia.

Os maiores volumes são esperados para Roraima, Amapá, norte do Amazonas e norte do Pará. Há risco de temporais no noroeste amazonense, em áreas do Pará e em grande parte de Roraima.

No Acre, Rondônia, Tocantins e centro-sul do Pará, o tempo permanece mais estável.

As temperaturas seguem elevadas e o tempo abafado em toda a região. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% em grande parte do Tocantins e no sudeste do Pará.

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PEC que reduz jornada para 40 horas avança e segue para o Senado


Comissão da Câmara ouve sindicatos sobre fim da escala 6x1 nesta terça-feira

A Câmara dos Deputados concluiu na noite desta quarta-feira (27) a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e substitui a escala 6×1 por um modelo com dois dias de repouso semanal remunerado. O texto foi aprovado em dois turnos e agora segue para análise do Senado. A proposta também prevê transição escalonada e abre espaço para medidas complementares voltadas a microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

No primeiro turno, a PEC recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo, foram 461 votos a 19. O substitutivo aprovado altera dispositivos constitucionais sobre duração do trabalho, descanso semanal e negociação coletiva.

Pelo texto, a jornada máxima passa a ser de oito horas diárias e 40 horas semanais. A transição prevê redução para 42 horas 60 dias após a promulgação da emenda e novo corte, 12 meses depois, até 40 horas. A proposta também estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos, com possibilidade de compensação por acordo ou convenção coletiva.

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A PEC determina ainda que a redução da jornada não poderá implicar diminuição salarial nem alteração proporcional dos pisos. Trabalhadores com remuneração superior a duas vezes e meia o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje em R$ 21.188,875, ficariam fora das regras de controle de jornada, com exceção de servidores públicos.

Para contratos administrativos em vigor que dependam de mão de obra direta, o texto prevê aditamento contratual em até 12 meses para recompor o equilíbrio econômico-financeiro. Além disso, um projeto de lei complementar em discussão na Câmara deverá tratar de medidas de alívio para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), já pediram ao Senado mais prazo para discussão e cobrança de estudos técnicos sobre custos e adaptação setorial.

Para o setor produtivo, inclusive cadeias com uso intensivo de mão de obra, o efeito prático da mudança ainda depende da tramitação no Senado e da regulamentação complementar. Sem a conclusão dessa etapa, não há base técnica suficiente para dimensionar, de forma precisa, o impacto operacional e de custos sobre segmentos específicos do agro e da agroindústria.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial soma superávit de US$ 1,5 bilhões


A balança comercial brasileira encerrou a terceira semana de maio de 2026 com superávit de US$ 1,5 bilhão e corrente de comércio de US$ 13,5 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No acumulado de maio, as exportações somaram US$ 23,5 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo chegou a US$ 5,7 bilhões, com corrente de comércio de US$ 41,3 bilhões. Já no acumulado do ano, o país exportou US$ 140 bilhões e importou US$ 109,6 bilhões, resultando em superávit de US$ 30,4 bilhões e movimentação total de US$ 249,6 bilhões.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, a média diária das exportações até a terceira semana de maio foi de US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% em relação ao mesmo período de maio de 2025, quando o valor médio ficou em US$ 1,424 bilhão. As importações também cresceram, avançando 9,2% na comparação anual, passando de US$ 1,088 bilhão para US$ 1,188 bilhão por dia.

A corrente de comércio apresentou média diária de US$ 2,754 bilhões até a terceira semana do mês, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 376,79 milhões. Na comparação com maio do ano passado, o crescimento da corrente de comércio foi de 9,6%.

O desempenho das exportações foi puxado principalmente pelos setores agropecuário e da indústria de transformação. Na média diária, a agropecuária avançou 18,5%, com incremento de US$ 65,17 milhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 15,4%, adicionando US$ 111,89 milhões. Já a indústria extrativa registrou queda de 11,1%, com retração de US$ 37,56 milhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações estão milho não moído, com alta de 314,1%, soja, com crescimento de 22,5%, e algodão em bruto, que avançou 60,7% na agropecuária. Na indústria de transformação, destacaram-se as vendas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com aumento de 63,1%, além de óleos combustíveis derivados de petróleo, que cresceram 100,6%, e ouro não monetário, com alta de 64,2%.

Apesar do avanço geral, alguns produtos tiveram retração nas exportações. café não torrado recuou 16,2%, tabaco em bruto caiu 76,8% e açúcar e melaços registraram baixa de 22,8%. Também houve redução nas vendas de minério de Ferro e de veículos automóveis de passageiros.

Nas importações, o principal avanço veio da indústria de transformação, que cresceu 9,8% e movimentou US$ 16,67 bilhões. A indústria extrativa também avançou, com alta de 3%, enquanto a agropecuária apresentou queda de 5,5%.

As compras externas cresceram principalmente por causa do aumento das importações de fertilizantes brutos, que avançaram 50,4%, carvão mineral, com alta de 40,9%, e gás natural, que subiu 16%. Também tiveram destaque as importações de veículos automóveis de passageiros, com crescimento de 56,1%, além de componentes eletrônicos e combustíveis derivados de petróleo.

Por outro lado, houve retração nas importações de trigo e centeio não moídos, com queda de 14,1%, cevada não moída, que recuou 37,3%, e produtos laminados planos de ligas de aço, que apresentaram baixa de 66,3%.





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Fim da escala 6×1 é aprovada na Câmara e projeto segue para votação no Senado


Plenário da Câmara dos Deputados
Foto: Agência Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, colocando fim à escala 6×1. O texto recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo turno de votação.

A proposta aprovada é um substitutivo apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) às PECs dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Érika Hilton (Psol-SP). O texto prevê uma transição gradual até a implementação definitiva da nova jornada.

Pelas regras aprovadas, dois meses após a promulgação da emenda constitucional os trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passarão a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse mesmo prazo, a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas.

A redução para 40 horas semanais será concluída 14 meses após a promulgação da PEC. Durante o período de transição, acordos e convenções coletivas poderão ampliar a jornada diária acima de oito horas para viabilizar a adaptação das empresas ao novo modelo.

O texto também determina que não poderá haver redução salarial durante a mudança. A garantia vale para salários e pisos salariais já existentes.

A proposta prevê exceções para trabalhadores com diploma de nível superior que recebam acima de 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente equivalente a R$ 21,1 mil, além de contratos terceirizados ligados à administração pública.

A PEC ainda autoriza leis específicas para regulamentar jornadas diferenciadas em setores considerados essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Nesses casos, acordos coletivos poderão prever modelos de compensação para assegurar dois dias de descanso semanal dentro do mês-calendário.

Durante as negociações, o relator incorporou medidas voltadas a microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. O texto prevê que uma lei complementar estabelecerá regras de transição para reduzir os impactos da mudança sobre esses segmentos.

Outro ponto incluído na proposta busca evitar a chamada “pejotização”. Pela regra aprovada, profissionais de nível superior com salários mais elevados poderão ficar fora dos limites constitucionais de jornada, desde que haja acordo coletivo ou decisão do empregador.

No caso de contratos terceirizados da administração pública, a redução da jornada dependerá de aditamento contratual para garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos acordos já firmados.

Após a aprovação na Câmara dos Deputados, a PEC segue agora para análise e votação no Senado Federal.

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PEC da jornada de 40 horas avança e segue para o Senado


PEC que reduz jornada para 40 horas semanais avança na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, nesta terça-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com trabalho em cinco dias e dois de descanso remunerado. O texto aprovado segue agora para o Senado Federal. A proposta estabelece uma transição de 14 meses e veda redução salarial nos contratos atingidos pela mudança.

No segundo turno, a proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro, foram 472 votos a favor e 22 contra. O texto que seguirá ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP).

Pela redação aprovada, dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional já passarão a valer os dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos, e a carga semanal cairá para 42 horas. Depois de mais um ano, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, mantendo o limite de 8 horas diárias e sem redução nominal ou proporcional de salários, inclusive pisos salariais.

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A PEC também prevê exceções e regimes diferenciados. Entre eles, estão trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração acima de 2,5 vezes o teto da Previdência, hoje equivalente a R$ 21.188,87, além de regras específicas para terceirizados em contratos com a administração pública. Para atividades com escalas especiais, como 12×36 e serviços essenciais, acordos e convenções coletivas poderão disciplinar compensações, desde que preservado o repouso semanal médio previsto.

O relator incluiu ainda dispositivo para que lei complementar trate da transição para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. O texto aprovado condiciona essas medidas à manutenção dos níveis de emprego. A proposta não detalha, até o momento, efeitos específicos para cadeias agropecuárias, agroindústria ou trabalho rural organizado por regimes próprios.

Como a proposta ainda depende de análise do Senado, os efeitos práticos sobre contratos de trabalho e negociações setoriais permanecerão condicionados ao texto final da emenda e à regulamentação posterior. Para segmentos com operação contínua, uso intensivo de mão de obra ou serviços terceirizados, a adaptação dependerá da redação definitiva e de eventuais acordos coletivos.

Fonte: camara.leg.br

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Bolsas da Europa caem com tensão entre Estados Unidos e Irã e alta do petróleo


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas europeias operavam majoritariamente em queda na manhã desta quinta-feira (28), após novos ataques entre Estados Unidos e Irã ampliarem a aversão ao risco nos mercados e sustentarem a recuperação do petróleo. Por volta das 6h45, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,56%, aos 624,64 pontos. O Brent avançava quase 2% no início da manhã, depois de ter caído mais de 4,5% na sessão anterior.

O movimento ocorreu após autoridades dos Estados Unidos informarem que forças do Comando Central derrubaram quatro drones iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz e atingiram uma estação de controle em Bandar Abbas. Em resposta, o Irã atacou uma base americana no Kuwait, dando continuidade à escalada registrada no início da semana.

No mercado acionário, os principais índices da Europa registravam perdas às 6h57, no horário de Brasília. Londres caía 0,75%, Paris recuava 0,34% e Frankfurt perdia 0,20%. Madri e Lisboa tinham baixas de 0,41% e 0,21%, respectivamente. Milão era exceção, com alta de 0,20%.

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Entre os setores, empresas aéreas apareciam entre as mais pressionadas, refletindo a sensibilidade ao custo dos combustíveis. Air France-KLM caía 2,2% em Paris, enquanto Ryanair recuava 1,5% em Dublin. No sentido oposto, papéis do setor de defesa avançavam após relatos de ratificação, pelo Parlamento da Ucrânia, de um acordo de empréstimo de 90 bilhões de euros com a União Europeia. Em Frankfurt, Renk subia 6,8% e Rheinmetall avançava 4,4%.

Apesar do quadro geopolítico, o índice de sentimento econômico da zona do euro subiu para 93,5 pontos em maio, segundo a Comissão Europeia.

Para o público do agronegócio, o ponto central está no petróleo. Uma valorização prolongada da commodity pode pressionar diesel, frete e custos logísticos, além de influenciar cadeias dependentes de energia e transporte. O conteúdo disponível, porém, não traz estimativas específicas para combustíveis no Brasil nem efeitos mensurados sobre o setor agropecuário.

No curto prazo, a direção dos mercados segue condicionada à evolução do conflito no Oriente Médio e ao comportamento do petróleo. Sem novos dados sobre combustíveis, câmbio ou repasses de preços, ainda não há base técnica suficiente para dimensionar o efeito direto sobre os custos do agro brasileiro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia caem após novos ataques entre Estados Unidos e Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (28), após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. O movimento aumentou a aversão ao risco nos mercados e voltou a impulsionar os preços do petróleo. No fim da madrugada, o Brent subia cerca de 2,5%, depois de ter recuado mais de 4,5% na sessão anterior.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,47%, aos 64.693,12 pontos, pressionado por ações dos setores de chips e metais. Em Seul, o Kospi recuou 0,53%, aos 8.185,29 pontos, encerrando uma sequência de quatro altas. Segundo o banco central sul-coreano, mantido o juro básico em 2,5%, a trajetória da inflação segue sob atenção diante da alta do petróleo.

Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 1,27%, aos 25.006,16 pontos. Em Taiwan, o Taiex caiu 1,40%, aos 43.636,44 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200 recuou 1,43% em Sydney, aos 8.592,90 pontos. Na China continental, o desempenho foi distinto: o Xangai Composto avançou 0,12%, aos 4.098,64 pontos, e o Shenzhen Composto subiu 0,88%, aos 2.859,88 pontos.

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Segundo autoridades dos Estados Unidos, forças do Comando Central derrubaram quatro drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz e atingiram uma estação de controle em terra, em Bandar Abbas. Em retaliação, o Irã atacou uma base americana no Kuwait. As ações sucedem ofensivas registradas no início da semana e indicam fragilidade no cessar-fogo, mesmo com negociações de paz em andamento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está “negociando no limite” e disse que as eleições legislativas de novembro não acelerarão um acordo. Para o mercado, o ponto central continua sendo o risco à navegação e ao fluxo de petróleo na região do Golfo.

Embora o texto de origem não apresente efeitos diretos sobre cadeias agropecuárias, a alta do petróleo é um indicador relevante para o setor por sua relação com diesel, frete, armazenagem, energia e custos operacionais no campo.

O desdobramento sobre preços de energia e custos logísticos dependerá da evolução do conflito e do comportamento do petróleo nas próximas sessões. Até o momento, não há no conteúdo disponível estimativas específicas para impactos sobre combustíveis ou insumos do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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