segunda-feira, junho 15, 2026

Autor: Redação

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Mercado que deve injetar R$ 400 bilhões ao PIB brasileiro será destaque do Fiap 2026


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Foto: Mapa

Em cinco anos, entre 2030 e 2035, os biocombustíveis podem ampliar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até R$ 403,2 bilhões, conforme estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O tema será debatido em painel no Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap), em 18 de junho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O relatório da entidade, publicado no início de maio, mostra que o país tem o potencial de alcançar 64 bilhões de litros no período analisado, incluindo os etanóis de cana-de-açúcar, milho, o de segunda geração e o biodiesel.

De acordo com o vice-presidente da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA), Arnaldo Jardim, que será o condutor do painel no Fiap, os números mostram que as propriedades rurais, além de produtoras de alimentos e matérias-primas para diversos setores são, também, fabricantes de energia.

“Biocombustíveis são rotas virtuosas que contribuem para a descarbonização e criam uma cadeia longa que agrega valor ao país. O agronegócio brasileiro é referência internacional neste tema e é justamente o que vou mostrar no Fiap 2026”, ressalta.

    Já de acordo com o pesquisador Cícero Lima, responsável pelo estudo da FGV, as fontes de bioenergia podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido. “Mais do que uma alternativa energética, os biocombustíveis se configuram como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma.

    O Fiap 2026 será organizado e transmitido ao vivo pelo Canal Rural (TV e YouTube) e já conta com palestrantes de China, Arábia Saudita, México, Indonésia, Chile e Argentina, além de representantes de outras nações ligadas ao comércio global de alimentos e energia. Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento pela internet receberá um certificado digital de participação.

    Serviço

    Evento: Fórum Internacional da Agropecuária 2026
    Data: 18 de junho de 2026
    Horário: 9h (horário de Brasília)
    Local: Campo Grande (MS)
    Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural

    Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):

    7h • Recepção

    8h • Abertura Oficial — Autoridades

    • Marcelo Bertoni — pres. Famasul
    • Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
    • Renato Costa — pres. Friboi
    • Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
    • Eduardo Riedel — governador MS

    Painel 1

    BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA

    • Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura

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    Painel 2

    DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL

    RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO

    • Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS

    BRASIL NO MERCADO GLOBAL

    • Roberto Perosa — pres. executivo Abiec

    MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA

    • Camila Estevam — pesquisadora FGV

    O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL

    • Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
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    Painel 3

    O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

    • Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem

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    Painel 4

    A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL

    • Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil

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    Painel 5

    A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO

    • Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)

    Painel 6

    ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

    • Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
    • Tereza Cristina — senadora

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    Painel 7

    A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

    • Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson

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    Painel 8

    BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL

    • Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA

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    Painel 9

    ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES

    • Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)

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    Painel 10

    O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL

    • Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
    • Debate com embaixadores e adidos

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    Painel 11

    A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL

    • Jorge Meza — representante da FAO no Brasil

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    Premiação Personagem Soja Brasil

    • Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26

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    Senado avança com projeto de renegociação de dívidas rurais


    Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

    A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha especial para quitação e alongamento de dívidas rurais. A proposta, que agora segue ao plenário em regime de urgência, mira produtores afetados por eventos climáticos adversos e por impactos econômicos ligados a conflitos geopolíticos. Entidades do setor defenderam tramitação rápida antes do início do Plano Safra 2026/27, em 1º de julho.

    O texto aprovado pode alcançar cerca de R$ 180 bilhões em débitos rurais, segundo estimativas apresentadas nas negociações. O relatório prevê prazo de 10 anos para pagamento, com 3 anos de carência, além de juros diferenciados conforme o perfil do produtor. Entre as fontes de recursos estão receitas do Fundo Social do Pré-Sal, superávits de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda e outras origens a serem definidas pelo Poder Executivo.

    Segundo o parecer aprovado, a renegociação inclui dívidas dentro e fora do sistema financeiro e também reserva percentuais mínimos de recursos para agricultores familiares, médios produtores e operações contratadas com recursos livres. Esse desenho busca ampliar o alcance da medida entre perfis distintos de tomadores de crédito rural.

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    Durante a discussão, representantes do setor destacaram o peso da proposta para o Rio Grande do Sul, Estado que acumulou perdas sucessivas por eventos climáticos nos últimos anos. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Zanetti, afirmou que o projeto representa um avanço para a agricultura e defendeu celeridade na tramitação. Já o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho, disse que o relatório contempla passivos com condições mais amplas de enquadramento.

    Do ponto de vista operacional, a aprovação final antes da abertura do novo Plano Safra é tratada pelo setor como fator relevante para reorganizar passivos, reduzir restrições cadastrais e facilitar o acesso ao crédito da próxima temporada. Ainda assim, a implementação efetiva dependerá da votação no plenário e da regulamentação dos critérios de contratação.

    No estágio atual, o avanço da proposta no Senado sinaliza uma resposta legislativa à restrição financeira enfrentada no campo, mas o efeito prático para os produtores dependerá da aprovação final do texto e da definição das regras operacionais para adesão à renegociação.

    Fonte: Estadão Conteúdo

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    Mapas mostram concentração de cervejarias no Sul e no Sudeste


    Mapas mostram concentração de cervejarias no Sul e no Sudeste

    Mapas elaborados pela Embrapa Territorial para o Anuário da Cerveja 2026 mostram que as cervejarias brasileiras estão concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o material publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país tinha mais de 44 mil cervejarias registradas em 2025, distribuídas em 794 municípios. O levantamento também aponta a relação entre a localização das indústrias e áreas produtoras de cereais de inverno, como a cevada.

    De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, o mapa de calor indica elevada concentração de cervejarias no entorno das capitais do Sul e do Sudeste. Em Minas Gerais, porém, a maior presença de estabelecimentos aparece no Sul do estado, e não na região metropolitana de Belo Horizonte. O levantamento também destaca o Noroeste do Rio Grande do Sul e o Oeste de Santa Catarina, áreas ligadas ao cultivo de cereais de inverno.

    O anuário informa que São Paulo liderava o número de estabelecimentos registrados em 2025, com 452 unidades. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná. A capital paulista concentrava 61 cervejarias, o maior total entre os municípios. O documento também registra 25 cidades com dez ou mais cervejarias e densidade média nacional de uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina lidera esse indicador, com uma unidade para cada 32.625 habitantes.

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    Para o agro, o dado central está na matéria-prima. Segundo o pesquisador Aloisio Vilarinho, da Embrapa Trigo, o Brasil ainda não é autossuficiente em cevada cervejeira e precisaria ampliar a produção em quatro vezes para atender a demanda de 2,3 milhões de toneladas. Pela legislação brasileira, a cerveja deve ter ao menos 55% de malte de cevada na formulação.

    A Embrapa informa que trabalha há 50 anos no desenvolvimento de cultivares de cevada cervejeira. No Sul, o excesso de chuvas antes da colheita tem comprometido a qualidade do grão. Por isso, as pesquisas avançam tanto em materiais mais tolerantes a doenças e à germinação pré-colheita quanto em cultivares irrigadas adaptadas ao Cerrado.

    Os mapas reforçam a concentração industrial da cadeia cervejeira e indicam, do lado agrícola, espaço para expansão da produção de cevada no país. A viabilidade desse avanço depende de adaptação varietal, manejo e redução do risco climático, segundo as informações técnicas apresentadas pela Embrapa.

    Fonte: embrapa.br

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    PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura


    PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

    O índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos, conhecido como PCE, subiu a uma taxa anualizada de 4,5% no primeiro trimestre de 2026, segundo a segunda estimativa divulgada pelo Departamento de Comércio do país nesta quinta-feira (28). O resultado confirmou a leitura preliminar do indicador cheio. Já o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 4,4% no período, acima da estimativa anterior de 4,3%.

    O PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, para avaliar o comportamento dos preços e calibrar a política monetária. Por isso, a revisão do núcleo do índice costuma ser acompanhada de perto por agentes financeiros, exportadores e setores expostos ao câmbio e às commodities.

    Na atualização desta quinta-feira (28), o dado cheio permaneceu em 4,5% na taxa anualizada do primeiro trimestre. O núcleo, por sua vez, foi revisto para cima em 0,1 ponto percentual, passando de 4,3% para 4,4%. O movimento indica que a pressão inflacionária subjacente seguiu elevada no período, mesmo sem mudanças no indicador geral.

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    Em termos de mercado, números mais altos ou persistentes de inflação nos Estados Unidos tendem a reforçar a atenção sobre os próximos passos do Fed em relação aos juros. Esse acompanhamento é relevante para o agronegócio porque decisões sobre a taxa básica americana podem alterar o comportamento do dólar, o custo do crédito internacional e a precificação de ativos ligados a soja, milho, café, algodão e proteínas, entre outros produtos negociados globalmente.

    Com as informações disponíveis, o dado divulgado não traz detalhamento setorial adicional sobre quais componentes do consumo pressionaram mais o índice no trimestre. Também não há, no material informado, nova sinalização oficial do Fed sobre eventuais ajustes de juros após essa segunda leitura.

    A confirmação do PCE cheio em 4,5% e a revisão do núcleo para 4,4% mantêm a inflação americana no centro do monitoramento econômico. Para o setor agropecuário, o efeito prático dependerá da leitura do mercado sobre juros, câmbio e demanda global, fatores que ainda exigem acompanhamento das próximas divulgações e decisões do Fed.

    Fonte: Estadão Conteúdo

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    Rio Grande do Sul completa cinco anos com status de área livre de aftosa sem vacinação


    Rio Grande do Sul completa cinco anos com status de área livre de aftosa sem vacinação

    O Rio Grande do Sul completa, nesta quinta-feira (27), cinco anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. O certificado foi oficializado em 27 de maio de 2021, no início da 88ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O status sanitário é um dos principais referenciais para a defesa agropecuária e para a inserção da carne gaúcha no mercado internacional.

    Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o reconhecimento resultou de um processo técnico conduzido pelo Serviço Veterinário Oficial em articulação com entidades do setor e produtores rurais. A certificação retirou a necessidade de vacinação sistemática contra a febre aftosa, mas ampliou a exigência de vigilância, controle de trânsito animal e resposta rápida a eventuais suspeitas sanitárias.

    A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Rosane Collares, afirmou que a manutenção do status depende de monitoramento contínuo e da integração com a cadeia produtiva. De acordo com a secretaria, o trabalho nos últimos cinco anos concentrou esforços em ações permanentes de fiscalização, acompanhamento sanitário e fortalecimento do sistema de defesa agropecuária.

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    Do ponto de vista técnico, o reconhecimento internacional tem peso sobre a competitividade da pecuária porque atende a exigências sanitárias observadas por compradores externos e por mercados de maior valor agregado. Esse tipo de certificação também reforça a rastreabilidade e os protocolos exigidos na movimentação de animais e produtos de origem animal.

    O material divulgado não informa números atualizados de exportação, variação de preços ou mercados específicos abertos após 2021. Ainda assim, a manutenção do status sanitário é tratada pelo setor como uma condição estratégica para preservar a credibilidade da produção pecuária gaúcha.

    A continuidade desse reconhecimento internacional depende da execução regular das medidas de vigilância sanitária e da cooperação entre poder público e produtores. Sem esse monitoramento, não há base técnica para sustentar o status obtido junto à OMSA.

    Fonte: agricultura.rs.gov.br

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    AgroNewsPolítica & Agro

    Mercado do boi registra alta em São Paulo



    Pará mantém estabilidade no boi gordo



    Foto: Canva

    De acordo com a análise divulgada nesta quarta-feira (27) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo abriu o dia com valorização em São Paulo. A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” subiu R$ 2,00 por arroba na comparação diária, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis em relação à terça-feira (26).

    Segundo a análise da Scot Consultoria, a redução na oferta de bovinos para abate, combinada à manutenção da demanda pelos frigoríficos, contribuiu para o avanço das cotações no estado. O movimento também provocou encurtamento das escalas de abate, que estavam, em média, para oito dias.

    No Pará, o cenário foi de estabilidade nas praças pecuárias de Marabá e Redenção. De acordo com o levantamento, os preços de todas as categorias permaneceram inalterados diante do equilíbrio entre oferta de bovinos e demanda da indústria frigorífica.

    Já na praça pecuária de Paragominas, houve valorização das cotações. O boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba, enquanto o “boi China” avançou R$ 3,00 por arroba. Os preços da vaca e da novilha permaneceram sem alterações no comparativo diário.

    Na região Noroeste do Paraná, a cotação da vaca apresentou recuo de R$ 2,00 por arroba nesta quarta-feira (27). Os preços do boi gordo e da novilha ficaram estáveis, conforme informou a Scot Consultoria.

    Ainda segundo o informativo, a oferta de animais na região paranaense foi considerada confortável e suficiente para atender à demanda dos frigoríficos. As escalas de abate no Noroeste do Paraná estavam, em média, para 12 dias.

     





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    Câmara pode votar projeto sobre choque no mercado de energia nesta quinta-feira


    Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

    O Plenário da Câmara dos Deputados pode analisar, nesta quinta-feira (28), o Projeto de Lei Complementar 114/26, que cria regras para renúncias de receita destinadas a reduzir impactos econômicos de choques no mercado internacional de energia ligados ao conflito no Oriente Médio. A sessão está marcada para as 9 horas, no Plenário Ulysses Guimarães. A relatoria é da deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO).

    Segundo a pauta divulgada pela Câmara, o texto é de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e trata de um mecanismo fiscal para responder a oscilações externas no setor de energia. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha quais tributos poderiam ser alcançados, qual seria o prazo das medidas nem quais segmentos econômicos seriam priorizados.

    Para o setor agropecuário, o tema tem relevância por envolver um mercado que influencia diretamente custos de produção e de escoamento. Combustíveis afetam frete, operação de máquinas, transporte de insumos e distribuição da produção. Alterações no mercado internacional de energia também podem repercutir sobre fertilizantes e outros insumos industriais, a depender da intensidade e da duração do choque externo.

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    Como a proposta ainda depende de deliberação do plenário, não há definição sobre eventual impacto fiscal, abrangência operacional ou efeitos práticos imediatos para produtores, cooperativas, agroindústrias e transportadores. Esses pontos só poderão ser avaliados com maior precisão após a apresentação integral do texto e de eventuais pareceres ou substitutivos.

    Além do PLP 114/26, a pauta desta quinta-feira (28) inclui o PLP 41/26, sobre ações emergenciais de enfrentamento ao feminicídio, com autorização de até R$ 5 bilhões fora do limite de gastos; a PEC 5/23, sobre imunidade tributária para organizações religiosas; e o PLP 265/25, que exclui despesas do Programa Nacional de Infraestrutura Escolar dos limites do arcabouço fiscal.

    No momento, a informação disponível indica apenas a possibilidade de votação e a finalidade geral do projeto ligado ao mercado de energia. Sem a íntegra das regras e dos critérios de aplicação, não há base técnica suficiente para dimensionar o alcance econômico da proposta sobre o setor produtivo.

    Fonte: camara.leg.br

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    Operação apura desvio de nafta e adulteração de combustíveis em quatro estados


    Operação apura desvio de nafta e adulteração de combustíveis em quatro estados

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) participou nesta quinta-feira (28) da Operação Fluxo Oculto, coordenada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), para combater lavagem de dinheiro e desvio de nafta usada na adulteração de combustíveis. A ação ocorreu em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo a agência, a operação foi deflagrada com base em relatórios investigativos e resultados de fiscalizações compartilhados com o Ministério Público.

    Cinco equipes da ANP deram apoio a mandados de busca e apreensão em dois terminais de armazenamento de combustíveis, dois produtores de solventes e uma indústria química suspeita de desviar solvente para o mercado de combustíveis. Os técnicos analisaram documentação, capacidades de produção e armazenamento e coletaram amostras para análise laboratorial. As ações da agência ocorreram em Arujá, Itupeva, Paulínia, Rafard e Votorantim, no estado de São Paulo.

    De acordo com a ANP, os dois terminais investigados já tinham tanques interditados, um desde fevereiro e outro desde abril, após a constatação de armazenamento de gasolina A adulterada com solvente. A agência informou ainda que já havia revogado a autorização de operação de um dos produtores de solventes incluídos na investigação. A operação também teve como foco seis fintechs suspeitas de atuar como bancos paralelos do grupo investigado.

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    A ANP afirmou que vem ampliando ferramentas de inteligência e ações de fiscalização no mercado de combustíveis, biocombustíveis e derivados. As autuações podem resultar em multas de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de suspensão ou revogação de autorização, após processo administrativo com direito à defesa.

    Embora a operação não tenha apresentado estimativa de volume desviado nem cálculo de efeito sobre preços, o combate à adulteração e ao desvio de insumos é um ponto de atenção para o abastecimento e a rastreabilidade no mercado de combustíveis. Para o setor agropecuário, a regularidade desse mercado tem relação direta com transporte, distribuição e custos operacionais no campo.

    Até o momento, os órgãos envolvidos não divulgaram o volume de produto apreendido nem uma projeção sobre efeitos comerciais mais amplos. O avanço do caso deve depender das análises laboratoriais da ANP e do andamento das investigações conduzidas pelo Ministério Público e demais órgãos participantes.

    Fonte: gov.br

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    Paraná terá contratação integral do PAA com R$ 62 milhões


    Conab amplia PAA no RN e entrega mini colheitadeiras à agricultura familiar

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta sexta-feira (29), em Curitiba (PR), um evento para marcar a contratação de 100% dos projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Paraná referentes à chamada de 2025. Segundo a estatal, o investimento soma R$ 62 milhões, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), para a compra de cerca de 6,5 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar.

    De acordo com a Conab, os recursos serão executados nas modalidades Compra Institucional, Compra Direta e Compra com Doação Simultânea. Os alimentos adquiridos da agricultura familiar paranaense serão destinados ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, dentro da política de segurança alimentar e nutricional.

    A programação será realizada no Auditório do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a partir das 15 horas, e contará com a presença da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, além de dirigentes da Conab e representantes do MDS.

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    Na agenda, também está prevista a assinatura de Termos de Pactuação da Agricultura Familiar para o fornecimento de mais de 221 toneladas de alimentos a cozinhas solidárias por duas organizações, em operações estimadas em cerca de R$ 1,8 milhão. Haverá ainda distribuição de sementes crioulas para produtores indígenas, quilombolas e agricultores familiares, além da entrega simbólica de cestas de alimentos e da doação de equipamentos de informática para cinco cozinhas solidárias e uma entidade produtiva participante do PAA no estado.

    Para o setor, a contratação integral dos projetos indica a execução total da chamada pública de 2025 no Paraná, com reflexo direto sobre a comercialização da produção da agricultura familiar. O material divulgado pela Conab, porém, não informa o número de produtores atendidos nem o detalhamento dos volumes por produto ou por região do estado.

    A formalização dos contratos e das pactuações amplia a previsibilidade de compra para agricultores familiares e entidades atendidas pelo programa. Novos desdobramentos sobre cronograma de entrega, produtos contemplados e alcance por município dependem de informações complementares dos órgãos responsáveis.

    Fonte: gov.br

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    Embrapa Agroenergia marca 20 anos com lançamento de projetos e novas frentes de pesquisa


    Embrapa Agroenergia marca 20 anos com lançamento de projetos e novas frentes de pesquisa

    A Embrapa Agroenergia comemorou 20 anos de criação nesta quarta-feira (27), em Brasília (DF), com uma cerimônia marcada pelo lançamento de projetos, apresentação de iniciativas e homenagens a parceiros e pesquisadores. Durante o evento, a unidade reforçou sua agenda de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em biogás, biometano, bioinsumos sustentáveis, biocombustíveis do futuro, biomassa renovável e certificação de sustentabilidade.

    Na abertura da cerimônia, o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, afirmou que a unidade consolidou, ao longo de duas décadas, uma atuação voltada à conexão entre agricultura, biomassa e indústria. Segundo ele, a estratégia atual busca ampliar o uso de matérias-primas agrícolas e resíduos na produção de etanol, biodiesel, biogás, biometano, químicos de base biológica, biomateriais e combustíveis renováveis avançados.

    Entre os anúncios do evento, a unidade apresentou o BioInova, projeto em rede com outras quatro unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com financiamento de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Também foi lançado o MapCanola, iniciativa voltada a avaliar áreas com maior aptidão para a expansão sustentável da canola, especialmente em sistemas de segunda safra após soja e milho.

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    A programação incluiu ainda o Hub de Inovação em biocombustíveis e bioprodutos, voltado à aceleração de tecnologias e negócios com empresas de base tecnológica, e a Plataforma de Desenvolvimento de Bioinsumos Microbianos de Baixa Emissão de Carbono (BIOFAB-DF). A estrutura será implantada no Distrito Federal para desenvolvimento, escalonamento produtivo e validação de bioinsumos microbianos com aplicações agrícolas e industriais.

    Do ponto de vista técnico, os anúncios reforçam frentes com ligação direta ao setor agropecuário. O mapeamento de canola pode ampliar a base de matérias-primas para biocombustíveis, enquanto a biofábrica de insumos microbianos tem potencial de apoiar sistemas produtivos com foco em eficiência agronômica e menor emissão de carbono. A Embrapa não detalhou, no material divulgado, cronogramas operacionais nem metas de adoção em escala comercial para todas as iniciativas apresentadas.

    A sinalização da Embrapa Agroenergia é de continuidade da pesquisa aplicada em bioeconomia de base agrícola, com foco em energia renovável, aproveitamento de biomassa e insumos biológicos. O alcance prático dessas frentes dependerá da evolução dos projetos, da validação técnica e da integração com produtores, indústria e políticas públicas.

    Fonte: embrapa.br

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