domingo, junho 14, 2026

Autor: Redação

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Focus reduz projeção do dólar no fim de 2026 para R$ 5,16


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

A mediana das projeções do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (1). Há um mês, a estimativa era de R$ 5,25. O levantamento também mostrou revisão para baixo nas projeções de 2027, enquanto os números para 2028 e 2029 ficaram estáveis na comparação semanal.

Considerando apenas as 31 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, recorte mais sensível a mudanças recentes de cenário, a mediana para o dólar no fim de 2026 passou de R$ 5,20 para R$ 5,10. O movimento indica ajuste das expectativas de curto prazo entre os agentes consultados pelo Banco Central.

Para 2027, a projeção mediana recuou de R$ 5,26 para R$ 5,25. Quatro semanas antes, a estimativa estava em R$ 5,30. Já para 2028, a mediana foi mantida em R$ 5,30, abaixo dos R$ 5,39 observados há um mês. No caso de 2029, a projeção permaneceu em R$ 5,40 pela quarta semana consecutiva.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor estimado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

Para o agronegócio, o câmbio é uma variável central porque influencia a competitividade das exportações, a formação dos preços internos de commodities e o custo de itens importados, como fertilizantes, defensivos, máquinas e combustíveis. No entanto, o relatório divulgado nesta segunda-feira (1) traz apenas as medianas das expectativas e não detalha, por si só, os fatores que levaram às revisões nem os efeitos setoriais por cadeia produtiva.

Na prática, mudanças nas projeções do dólar costumam ser acompanhadas por produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias, especialmente em momentos de definição de compra de insumos, comercialização antecipada e travamento de câmbio.

As novas estimativas do Focus indicam leve acomodação nas expectativas para a moeda americana nos próximos anos. O efeito efetivo sobre o setor agro dependerá da trajetória do câmbio à vista, do comportamento das commodities e dos custos dolarizados ao longo dos próximos meses, pontos que o levantamento não detalha.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fundos reduzem posição comprada em soja e milho na Bolsa de Chicago


Fundos reduzem posição comprada em soja na Bolsa de Chicago

Fundos de investimento reduziram suas apostas na alta da soja e do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) na semana encerrada em terça-feira (26), segundo dados divulgados pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC). Na soja, a posição líquida comprada caiu 7%, de 198.037 para 184.229 lotes. No milho, a redução foi de 28%, de 293.342 para 211.337 lotes.

Os números indicam uma diminuição da exposição comprada dos fundos nos dois principais grãos negociados em Chicago. No caso da soja, a retração de 13.808 lotes mostra ajuste mais moderado que o observado no milho. Já no cereal, a queda foi de 82.005 lotes na comparação semanal, movimento mais amplo entre os produtos informados.

No trigo, o comportamento foi diferente. Os fundos ampliaram em 423% as apostas na queda dos preços até terça-feira (26). A posição líquida vendida passou de 3.089 para 16.154 lotes, aumento de 13.065 lotes no período.

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As posições da CFTC são acompanhadas pelo mercado por indicarem o grau de exposição de investidores financeiros aos contratos futuros agrícolas. Quando há redução da posição líquida comprada, o dado sinaliza menor convicção na continuidade de alta dos preços. No caso do aumento da posição líquida vendida, o movimento aponta reforço nas apostas de baixa.

Os dados divulgados não detalham, por si só, os fatores que motivaram a alteração das posições entre soja, milho e trigo. Também não há, no material informado, atualização simultânea das cotações dos contratos ou indicação de eventos climáticos, logísticos ou comerciais que tenham influenciado diretamente a decisão dos fundos.

Para o setor agropecuário, esse tipo de ajuste é relevante porque interfere na leitura de humor do mercado internacional e pode influenciar a volatilidade dos preços futuros das commodities.

Sem informações adicionais sobre câmbio, clima ou demanda externa no período, a leitura técnica imediata é de reposicionamento dos fundos nos três mercados. Novos dados da CFTC e o comportamento dos contratos em Chicago serão necessários para confirmar se o movimento representa apenas ajuste semanal ou mudança mais duradoura na direção das apostas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Juros futuros sobem com petróleo, Treasuries e revisão da inflação


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

As taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) operavam em alta na manhã desta segunda-feira (1º), em meio à elevação do petróleo no mercado internacional, ao avanço dos rendimentos dos Treasuries e às revisões para cima da inflação no Boletim Focus. O movimento ocorreu enquanto o dólar recuava frente ao real. O pano de fundo externo foi a ausência de acordo entre Estados Unidos e Irã, fator que manteve pressão sobre os preços da energia.

Às 9h10, o contrato de DI para janeiro de 2027 subia a 14,120%, ante 14,083% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2029 avançava a 13,895%, de 13,841%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passava a 13,930%, frente a 13,884% na sexta-feira (29).

No exterior, a reação dos mercados esteve associada ao impasse entre Estados Unidos e Irã, que sustentou a valorização do petróleo. Em paralelo, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também subiam, reforçando a pressão sobre a curva de juros. No mercado doméstico, os agentes acompanharam ainda a revisão para cima das expectativas de inflação divulgadas no Boletim Focus, documento de referência do Banco Central.

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A combinação entre petróleo mais caro e expectativas inflacionárias mais elevadas tende a influenciar a precificação dos juros futuros, porque amplia a percepção de risco para a trajetória da inflação e, por consequência, para o custo do dinheiro. Para o setor agropecuário, esse ambiente tem relação direta com despesas financeiras, capital de giro e crédito para custeio e investimento, além de possível reflexo sobre combustíveis e fretes.

O recuo do dólar ante o real atuava em direção oposta, reduzindo parte da pressão cambial sobre preços internos. O material disponível, no entanto, não informa a magnitude da queda da moeda norte-americana nem a variação do petróleo e dos Treasuries ao longo da sessão.

O comportamento da curva de juros deve seguir condicionado aos desdobramentos do cenário externo, à evolução das expectativas de inflação e à leitura do mercado sobre a política monetária. Sem informações adicionais sobre novos indicadores ou sinalizações do Banco Central nesta sessão, não há base suficiente para projetar a duração do movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Cultivar de eucalipto adaptada ao frio é apresentada em dia de campo no Paraná


Cultivar de eucalipto adaptada ao frio é apresentada em dia de campo no Paraná

Produtores, viveiristas, técnicos e representantes do setor florestal participaram, na quarta-feira (28), de um dia de campo em Candói, no Paraná, para conhecer a cultivar BRSGTR 0701 Versátil, de Eucalyptus benthamii. O material foi desenvolvido para regiões sujeitas a geadas no Sul do Brasil e tem como principal aplicação a produção de biomassa para fins energéticos. A cultivar é resultado de um programa de melhoramento genético conduzido ao longo de 19 anos pela Embrapa Florestas em parceria com a Golden Tree Reflorestadora.

Durante o evento, os participantes acompanharam palestras técnicas pela manhã e, à tarde, visitaram a área de produção de sementes. Segundo a Embrapa Florestas, a cultivar reúne características como elevada sobrevivência em áreas com ocorrência de geadas, manutenção do crescimento em baixas temperaturas, boa forma de fuste e madeira voltada principalmente para energia.

De acordo com o pesquisador Paulo Eduardo Telles dos Santos, da Embrapa Florestas, os experimentos aos 7 anos registraram diâmetro à altura do peito (DAP) médio de 35,2 centímetros, altura média de 29,8 metros e produção de 1,43 metro cúbico por árvore. A recomendação técnica é para áreas com altitude acima de 700 metros, solos bem drenados e plantio entre setembro e março.

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A principal destinação do material é a produção de lenha, carvão, bio-óleo, cavacos e vapor, além do uso da madeira em construções rurais. Segundo a Embrapa, a cultivar também pode contribuir para maior eficiência no uso da área e para regularidade no fornecimento de biomassa em sistemas produtivos.

O desenvolvimento incluiu seleção fenotípica, genética e genômica, além de avaliações dendrométricas, análises de DNA, estudos tecnológicos da madeira e levantamentos multiespectrais com drones. Segundo o pesquisador Estefano Paludzyszyn Filho, a propagação clonal ainda não é viável, mas a cultivar seminal oferece segurança genética e produtividade.

A pesquisa contou ainda com apoio da Cooperativa Agrária e do Grupo Illich em testes de campo. O trabalho de melhoramento segue em andamento, com validações em outras regiões e uso de seleção genômica ampla, segundo a pesquisadora Ananda Aguiar.

Para o setor florestal do Sul do país, a apresentação da BRSGTR 0701 Versátil amplia a base técnica para plantios comerciais em áreas frias, sobretudo onde a limitação climática reduz opções de espécies. Novos resultados dependerão da continuidade das validações regionais e do desempenho da cultivar em diferentes ambientes de produção.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa e Grupo Carrefour Brasil assinam acordo de cooperação técnica em São Paulo


Embrapa e Grupo Carrefour Brasil assinam acordo de cooperação técnica em São Paulo

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Grupo Carrefour Brasil devem assinar nesta terça-feira (2), em São Paulo (SP), um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação de fornecedores e produtores rurais. A cerimônia está prevista para as 9h, durante a inauguração do escritório da Embrapa no estado, no prédio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo. Segundo o aviso de pauta divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o ministro André de Paula participará do evento.

De acordo com as informações oficiais, a parceria terá como eixo ações de capacitação voltadas à qualidade dos produtos, rastreabilidade, conformidade socioambiental e eficiência produtiva. Esses pontos são recorrentes nas exigências de mercado e na integração entre produção, processamento e varejo, especialmente em cadeias que demandam maior padronização e controle de origem.

A cerimônia contará também com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. O evento ocorrerá no endereço Rua 13 de Maio, 1558, 10º andar, no bairro Bela Vista, na capital paulista. Até o momento, o aviso de pauta não detalha prazo de vigência do acordo, metas quantitativas, número de produtores atendidos ou volume de recursos envolvidos na cooperação.

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Do ponto de vista técnico, iniciativas desse tipo tendem a concentrar esforços em transferência de conhecimento, adequação de processos e melhoria de padrões exigidos por compradores. No caso da rastreabilidade, por exemplo, o avanço de controles pode ampliar a capacidade de comprovação de origem e de conformidade ao longo da cadeia. Já no campo da eficiência produtiva, a capacitação pode envolver manejo, padronização, redução de perdas e atendimento a protocolos comerciais.

Como a assinatura ainda será realizada, os efeitos práticos da cooperação para cadeias específicas, regiões produtoras e fornecedores dependerão do detalhamento operacional que vier a ser apresentado pelas instituições após o evento.

Até a formalização do acordo e a divulgação de seu conteúdo técnico completo, ainda não há base oficial para estimar alcance, cronograma de execução ou impacto econômico da parceria. O acompanhamento dos próximos anúncios da Embrapa e do Mapa será necessário para dimensionar os desdobramentos para produtores e fornecedores rurais.

Fonte: gov.br

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IPC-S desacelera para 0,60% em maio, com recuo de alimentação e combustíveis


IPCA-15 sobe 0,62% em maio com pressão de alimentos e energia

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,60% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) neste domingo (1º). Na leitura anterior, referente à terceira quadrissemana de maio, a alta havia sido de 0,65%, depois de 0,88% no encerramento de abril. Em 12 meses, o indicador acumula avanço de 4,11%.

O resultado ficou levemente abaixo da mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,61%. O intervalo projetado pelo mercado ia de 0,50% a 0,65%.

Entre os oito grupos que compõem o indicador, quatro perderam força na passagem da terceira quadrissemana de maio para o fechamento do mês. Em Transportes, a taxa saiu de -0,46% para -0,71%. Em Alimentação, passou de 1,44% para 1,29%. Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 0,62% para 0,47%, enquanto Educação, Leitura e Recreação foi de 0,22% para 0,20%.

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No grupo Alimentação, o dado mostra desaceleração, mas os preços seguiram em alta no agregado. Entre as influências de baixa, a FGV destacou café em pó, cuja variação passou de -2,93% para -3,29%. Já entre as pressões de alta, os destaques foram batata-inglesa, de 32,89% para 45,17%, e tomate, de 11,34% para 15,42%.

Nos combustíveis, o movimento seguiu de queda. A gasolina passou de -1,39% para -2,01%, e o etanol de -5,42% para -6,90%. Para o público do setor agropecuário, esses itens têm relevância por influenciarem custos logísticos, mobilidade e a cadeia de biocombustíveis.

Na direção oposta, Habitação acelerou de 1,02% para 1,18%, com destaque para a tarifa de eletricidade residencial, que subiu de 3,14% para 4,00%. Também avançaram Vestuário, de 0,61% para 0,99%, Despesas Diversas, de 1,34% para 1,38%, e Comunicação, de 0,06% para 0,09%.

A leitura de maio indica perda de força da inflação semanal em relação a abril, mas mantém pressão em itens relevantes da alimentação e da energia. Com base nos dados divulgados, o indicador mostra comportamento misto entre alimentos in natura, combustíveis e tarifas, sem detalhamento adicional da FGV sobre os próximos meses nesta divulgação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preço do leite sobe pelo quarto mês seguido e atinge maior patamar de 2026, aponta Cepea


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O preço do leite pago ao produtor voltou a subir em abril de 2026 e acumulou o quarto mês consecutivo de alta no Brasil. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a chamada “Média Brasil” alcançou R$ 2,6584 por litro, avanço de 10,4% em relação a março.

Apesar da recuperação, o valor ainda permanece 7,1% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, considerando os preços corrigidos pela inflação medida pelo IPCA.

De acordo com o Cepea, o movimento de alta continua sendo impulsionado pela redução da oferta de leite no campo e pelo aumento da disputa entre laticínios pela compra da matéria-prima.

Captação de leite cai mais de 14% no ano

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) registrou queda de 3,4% entre março e abril na média nacional. No acumulado de 2026, a retração chega a 14,6%.

Além da sazonalidade típica do período, os pesquisadores apontam que os menores investimentos dentro das propriedades vêm limitando a produção.

Os custos da atividade também seguem pressionando os produtores. Em abril, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira subiu 1,1% na “Média Brasil”, acumulando alta de 3,24% no ano.

Segundo o Cepea, o avanço foi puxado principalmente pelas despesas com nutrição animal, sanidade e operações mecanizadas.

Derivados lácteos disparam no atacado

Com menor oferta de leite cru e estoques mais ajustados, os derivados lácteos também registraram forte valorização no atacado paulista em abril.

Pesquisa do Cepea em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) aponta que o preço do leite UHT subiu 20,17% frente a março. Já a muçarela avançou 12,65%, enquanto o leite em pó fracionado teve alta de 1,52%.

Na primeira quinzena de maio, porém, o ritmo de valorização começou a perder força. Segundo os pesquisadores, o mercado passou a refletir uma demanda mais enfraquecida e maior cautela nas negociações.

Importações de lácteos recuam

As importações brasileiras de produtos lácteos caíram 10% em abril, totalizando 218,38 milhões de litros em equivalente-leite.

Mesmo com a retração mensal, o volume ainda é 34,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado pode perder força nos próximos meses

A expectativa do Cepea é de que o mercado do leite continue em trajetória de valorização no curto prazo, sustentado pela menor disponibilidade de produto no campo.

No entanto, os pesquisadores alertam para sinais de desaceleração do movimento de alta a partir de maio. Isso porque a demanda na ponta final da cadeia começa a mostrar enfraquecimento, o que pode limitar novos reajustes, mesmo em um período tradicionalmente marcado por restrição de oferta.

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Embrapa e Grupo Carrefour Brasil assinam acordo para capacitar produtores rurais


Embrapa e Grupo Carrefour Brasil assinam acordo para capacitar produtores rurais

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Grupo Carrefour Brasil assinam nesta terça-feira (2), em São Paulo (SP), um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação de fornecedores e produtores rurais. A cerimônia está prevista para as 9h, no prédio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, com participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Segundo as informações divulgadas na pauta oficial, a parceria prevê ações de capacitação direcionadas a fornecedores e produtores rurais. O foco do acordo está em quatro frentes: qualidade, rastreabilidade, conformidade socioambiental e eficiência produtiva.

A formalização ocorrerá durante a inauguração do escritório da Embrapa no estado de São Paulo. O evento será realizado na Rua 13 de Maio, 1558, 10º andar, no bairro Bela Vista, endereço da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo.

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Pelo conteúdo antecipado, a cooperação reúne um centro público de pesquisa agropecuária e um grupo de grande presença no varejo alimentar. Em termos técnicos, esse tipo de iniciativa pode ampliar a difusão de protocolos ligados a padronização, controle de origem e adequação de processos produtivos, temas que têm peso crescente nas relações entre campo, indústria e varejo.

A rastreabilidade e a conformidade socioambiental, citadas na pauta, estão associadas a exigências de mercado e a mecanismos de verificação da origem da produção. Já as ações de capacitação em eficiência produtiva tendem a envolver orientação técnica para melhorar processos, reduzir perdas e adequar padrões de fornecimento.

Até o momento, o material divulgado informa o objetivo geral da parceria, mas não detalha metas numéricas, prazos de execução, número de produtores atendidos ou recorte por cadeia produtiva. Esses pontos serão relevantes para medir o alcance prático do acordo sobre fornecedores, cooperativas e produtores integrados às cadeias de abastecimento.

A assinatura do acordo indica uma aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo na agenda de qualificação de fornecedores. O impacto operacional da medida dependerá dos detalhes técnicos ainda não informados oficialmente, como cronograma, público atendido e critérios de adesão.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Tempo seco acelera safra de mandioca no RS


A colheita da mandioca segue avançando em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, favorecida pelo período de tempo seco registrado nas últimas semanas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, que aponta boa produtividade, intensificação da comercialização e estratégias adotadas pelos produtores para preservar a qualidade das raízes.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o município de Itaqui já colheu cerca de 50% dos 16 hectares cultivados. O tempo firme permitiu acelerar a retirada da mandioca de áreas planas, reduzindo riscos relacionados à possível atuação do fenômeno El Niño. As lavouras apresentam produtividade média de 18 toneladas por hectare, enquanto produtores que utilizam manejo mais tecnificado alcançam até 40 toneladas por hectare com a cultivar IPR Paraguainha.

Ainda na região, produtores relataram resultados positivos no uso de bioinsumos à base do fungo Trichoderma para o controle da doença conhecida como couro-de-sapo, registrada em áreas na safra anterior. A comercialização ocorre principalmente no mercado local, com preços de R$ 2,00 por quilo para supermercados e até R$ 4,00 por quilo na venda direta ao consumidor. A mandioca descascada está sendo comercializada a R$ 10,00 por quilo.

Na regional de Santa Rosa, os produtores aguardam a desfolha natural das plantas para iniciar o corte das ramas. Segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar, a mandioca ainda apresenta boas condições de cozimento e qualidade. Nas propriedades voltadas ao autoconsumo, muitas famílias aceleraram a colheita e passaram a congelar as raízes para preservar textura e sabor. O produto congelado é vendido entre R$ 5,50 e R$ 10,00 por quilo.

Na região de Soledade, a colheita e a comercialização permanecem intensas. Também seguem os trabalhos de proteção das manivas para os próximos plantios. Uma agroindústria regional ampliou as atividades de descasque, armazenamento e congelamento da mandioca. Em Mato Leitão e Venâncio Aires, a caixa de 22 quilos segue cotada em R$ 30,00.

Na regional de Lajeado, em São José do Hortêncio, cerca de 80% da área cultivada já foi colhida. A expectativa é de encerramento dos trabalhos entre 30 e 45 dias. Na Ceasa de Porto Alegre, a caixa de 18 quilos é comercializada entre R$ 30,00 e R$ 40,00. Conforme o informativo, não houve registros de perdas significativas no último mês.

Já na regional de Erechim, a colheita ocorre com boa produtividade e qualidade das raízes. Os produtores também realizam a seleção de manivas mais maduras para armazenamento e utilização na próxima safra.





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Investigação dos EUA sobre comércio com o Brasil entra em fase final


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (1) que o Brasil tem respondido com argumentos técnicos e diplomáticos à investigação aberta pelos Estados Unidos com base na seção 301 da legislação comercial norte-americana. Segundo ele, a apuração tem caráter mais político do que técnico. O resultado do processo, conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), pode ser divulgado nos próximos dias.

A investigação trata de supostas práticas desleais do Brasil em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, incluindo desmatamento ilegal. O escopo também menciona o comércio na Rua 25 de Março, em São Paulo.

Em entrevista à CBN, Durigan afirmou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos são forçados e que pontos levantados pelo governo norte-americano já foram esclarecidos em outras ocasiões. Segundo o ministro, a orientação do governo brasileiro tem sido manter a interlocução técnica com as autoridades dos EUA e participar das conferências e audiências ligadas ao processo.

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De acordo com informações relatadas por fontes que acompanham as tratativas, o desfecho da seção 301 poderá ir além da imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A medida pode incluir outros instrumentos de retaliação comercial, embora o alcance exato ainda não tenha sido detalhado publicamente pelo USTR.

Para o setor produtivo, o caso exige atenção porque a seção 301 é um instrumento usado pelos Estados Unidos para contestar políticas comerciais de outros países. No caso brasileiro, a menção ao etanol e a temas ambientais coloca a investigação em áreas que têm interface direta com o agronegócio, a bioenergia e a agenda de exportações.

Até o momento, não foram informados quais produtos brasileiros seriam atingidos nem quais alíquotas poderiam ser aplicadas, caso haja sanções. Essa ausência de detalhamento limita uma estimativa objetiva sobre os efeitos econômicos imediatos para cadeias específicas.

O cenário segue condicionado à publicação do resultado final da investigação. Até que o USTR detalhe eventuais medidas, o impacto sobre exportações, incluindo segmentos ligados ao agro e à energia, permanece em avaliação técnica por parte do governo e do setor privado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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