domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Dívidas rurais serão reguladas por medida provisória


O governo federal e o Congresso Nacional fecharam nesta quarta-feira (15) um acordo para substituir o projeto de lei que tratava da renegociação de dívidas rurais por uma medida provisória (MP). O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, após reunião com ministros, parlamentares e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais, com condições diferenciadas para agricultores afetados por perdas decorrentes de eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas.

Acordo

Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Relações Institucionais, José Guimarães; o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta; o deputado Arnaldo Jardim, e a senadora Tereza Cristina, ambos da FPA. 

Hugo Motta ressaltou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal. “Depois da aprovação no Senado, sem acordo com o governo, chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse o presidente da Câmara.

Adesão

A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025.

Na regra geral, poderão renegociar as dívidas agricultores que tiveram:

  • Perdas em duas ou mais safras;
  • Redução mínima de 30% da renda bruta, causada por eventos climáticos ou queda dos preços agrícolas.

Os produtores com perdas mais severas deverão comprovar:

  • Três ou mais safras afetadas;
  • Redução de pelo menos 40% da renda bruta, especialmente em regiões atingidas por eventos climáticos, como o Rio Grande do Sul.

Condições

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta foi construída para atender a maior parte dos produtores em dificuldades sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas, para que a gente vá adiante e para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar”, disse o ministro.

As condições variam conforme o perfil do produtor.

Regra geral

Para produtores enquadrados nas regras gerais, a MP prevê:

  • Prazo: até oito anos para pagamento;
  • Carência: até dois anos para pagar a primeira parcela;
  • Entrada não será exigida.

Juros anuais:

  • 6% para operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • 9% para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);
  • 12% para os demais produtores.

Maiores perdas

Nos casos de perdas mais expressivas provocadas por eventos climáticos, as condições serão mais favoráveis:

  • Prazo de até 10 anos;
  • Carência de até dois anos; e
  • Entrada dispensada.

Juros anuais:

  • 5% para o Pronaf;
  • 8% para o Pronamp;
  • 11% para grandes produtores.

Fundo garantidor

A medida provisória também criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.

Segundo Durigan, a União poderá aportar até R$ 2 bilhões no mecanismo, que também deverá contar com a participação de bancos, estados e municípios.

“Vamos avançar, do ponto de vista da União, com um limite de até R$ 2 bilhões de aporte para esse fundo garantidor. Também vamos convocar bancos, estados e municípios que queiram contribuir”, informou.

Outras medidas

Além da renegociação das dívidas, a MP prevê:

  • Suspensão por 30 dias das parcelas contempladas pelo acordo, inclusive das que venceriam imediatamente;
  • Reaproveitamento das garantias já vinculadas aos financiamentos, sem exigência de novos bens;
  • Possibilidade de os bancos prorrogarem automaticamente operações enquanto os pedidos de renegociação são analisados;
  • Criação de mecanismos para facilitar o crédito rural e reduzir o custo das operações.

Com o acordo, o projeto de lei que tramita no Congresso será retirado de pauta e substituído pela medida provisória, cuja publicação, segundo o governo, ocorrerá ainda nesta quarta-feira.





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Urgência para sustar ampliação de reserva no Pantanal avança na Câmara


Urgência para sustar ampliação de reserva no Pantanal avança na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo 171/26, que susta a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã, no Pantanal de Mato Grosso. A área protegida fica nos municípios de Cáceres e Poconé. Com a urgência, a proposta poderá ser analisada diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes da Casa.

O projeto tem como alvo o Decreto 12.887/26, publicado em março, que ampliou a reserva de 11 mil para 68 mil hectares. A justificativa apresentada para a medida foi a importância ambiental da área, além do argumento de que não há conflitos de terra na região, que tem quase 70% de vegetação natural preservada.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a estação ecológica abriga um berçário de peixes considerado vital para o Pantanal, funciona como corredor ecológico para espécies ameaçadas e está localizada em área alagável, sem atividade econômica consolidada.

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A autora do projeto, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), afirmou que a ampliação ocorreu sem ouvir produtores rurais e a população local. Em declaração no debate, a parlamentar disse que a reserva já existia e era preservada pela população de Cáceres. Também criticou o aumento da área protegida e afirmou que a medida atingiu produtores que atuam na região.

Pela legislação, estações ecológicas têm uso restrito, são destinadas a pesquisas e conservação e não podem ser exploradas economicamente. Nessas áreas, atividades agropecuárias e turismo comercial são proibidos.

Durante a discussão, o deputado Tadeu Veneri (PT-PR) criticou a tramitação em urgência e defendeu a proteção do Pantanal. Segundo ele, a votação direta em Plenário, sem análise das comissões, é precipitada e pode gerar contestações posteriores.

Com a aprovação da urgência, o projeto que tenta barrar a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã terá tramitação acelerada na Câmara, em um debate que reúne preservação ambiental, uso do território e a atuação de produtores rurais no Pantanal mato-grossense.

Fonte: camara.leg.br

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VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,4 trilhão em junho


VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,4 trilhão em junho

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) foi estimado em R$ 1,4 trilhão em junho. Desse total, R$ 893,1 bilhões correspondem ao faturamento da lavoura e R$ 511,1 bilhões à pecuária. O indicador mede o faturamento da produção agropecuária dentro dos estabelecimentos rurais e é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores.

A lavoura concentra 64% do VBP estimado para junho, enquanto a pecuária representa 36%. Em valores absolutos, os segmentos somam R$ 893,1 bilhões e R$ 511,1 bilhões, respectivamente.

Entre os produtos e atividades com maior participação no indicador, a soja lidera com valor estimado de R$ 335,8 bilhões. Na sequência aparecem bovinos, com R$ 249,5 bilhões, milho, com R$ 155,3 bilhões, cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e frangos, com R$ 107,3 bilhões.

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Juntos, esses cinco itens respondem por 68,3% do VBP nacional. A soja, sozinha, representa 23,9% do valor total estimado. A bovinocultura corresponde a aproximadamente 17,5% do indicador.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15,2% do total. Minas Gerais aparece em seguida, com R$ 167,8 bilhões, participação de 12%. São Paulo ocupa a terceira posição, com R$ 158,4 bilhões, ou 11,3% do VBP.

Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

A estimativa de junho mostra um VBP de R$ 1,4 trilhão, com predominância da lavoura no faturamento total e maior participação de soja, bovinos, milho, cana-de-açúcar e frangos na composição do indicador.

Fonte: gov.br

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‘Renegociação de dívidas rurais não é automática’, alerta ex-presidente do Banco do Brasil


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Foto: Canal Rural

O anúncio do governo federal sobre a renegociação das dívidas rurais pode aliviar a situação financeira de milhares de produtores, mas a adesão ao programa dependerá do cumprimento de critérios específicos. O alerta é de Fausto Ribeiro, ex-presidente do Banco do Brasil e sócio da BX2 Capital.

Segundo o especialista em crédito rural, a renegociação “não é automática” e quem não organizar a documentação antecipadamente pode ficar de fora. “O produtor que não estiver com a documentação em ordem vai ter dificuldade mesmo com a medida aprovada”, afirma.

Ribeiro explica que o programa será dividido em duas modalidades. A primeira contempla os casos considerados mais graves, envolvendo produtores que registraram três ou mais perdas decorrentes de eventos climáticos.

“Nesses casos, o prazo chega a 10 anos, com dois anos de carência e sem necessidade de entrada”, diz. Os juros variam de 5% ao ano para agricultores enquadrados no Pronaf e podem chegar a 11% para produtores de maior porte.

Já a segunda modalidade atende agricultores que comprovarem perda de pelo menos 30% em duas safras consecutivas, seja por fatores climáticos ou pela queda dos preços agrícolas.

“Aqui o prazo é de oito anos, também com dois anos de carência e sem entrada”, explica. As taxas vão de 6% ao ano para beneficiários do Pronaf até 12% para os demais produtores.

Documentação será decisiva

Apesar de alguns bancos já estarem preparados para iniciar as renegociações, Ribeiro ressalta que a formalização do programa ainda depende da publicação de uma medida provisória.

Enquanto isso, ele recomenda que os produtores antecipem a organização dos documentos exigidos pelas instituições financeiras.

“O produtor vai precisar comprovar as perdas. Laudo técnico de frustração de safra, boletim de vistoria do Proagro ou documento equivalente reconhecido pelo banco”, destaca.

Além disso, será necessário identificar quais contratos poderão ser renegociados, reunir os saldos devedores atualizados e manter a documentação da propriedade regularizada.

“Está com CAR regularizado, certidões livres de impedimentos ambientais, tudo isso o banco vai exigir antes de formalizar qualquer acordo.”

Na avaliação do especialista, quem se antecipar poderá sair na frente quando a medida entrar em vigor.

“Quem se organizar primeiro negocia com melhores condições antes que a fila se forme.”

Alívio financeiro, mas sem eliminar riscos

Para Ribeiro, a renegociação representa um importante alívio para o caixa das propriedades, mas não resolve todos os desafios enfrentados pelo setor.

“O que ela resolve? O custo do carregamento da dívida. Tira a pressão sobre o seu caixa e ajuda a preservar o relacionamento de crédito com seu banco.”

Por outro lado, ele lembra que permanecem problemas como o elevado custo de produção, a volatilidade dos preços das commodities e os riscos climáticos previstos para a próxima safra.

“O custo de produção continua alto, o risco de preço da soja e do milho continua existindo e o risco climático para a próxima safra está na mesa.”

Diante desse cenário, o especialista recomenda que o produtor aproveite o período proporcionado pela renegociação para fortalecer a gestão da propriedade.

“A renegociação compra tempo. O que define se esse tempo foi bem usado é o que o produtor faz com ele.”

Entre as medidas sugeridas estão estruturar mecanismos de proteção de preços antes do plantio, contratar seguro rural antecipadamente e revisar a estrutura financeira da operação com profissionais especializados em crédito rural.

Segundo Ribeiro, a inadimplência rural passou de 4,6% para 12,7% no último ano. Para ele, isso reforça que a renegociação ajuda a resolver dívidas antigas, mas não substitui o planejamento financeiro.

“A renegociação resolve o passado. O risco futuro exige planejamento”, conclui.

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Frente Parlamentar do Biodiesel pede aumento de percentual no diesel


A Frente Parlamentar do Biodiesel e entidades que representam a cadeia produtiva do biodiesel entregaram ao presidente Lula uma carta solicitando o aumento do percentual de biodiesel no diesel de 15% para 17%. O documento ressalta que o Brasil já possui condições técnicas, produtivas e econômicas para avançar na política prevista na lei do combustível do futuro.

Justificativa para o aumento

As entidades afirmam que a implementação do novo percentual é um passo natural na trajetória da política energética brasileira. O aumento proposto visa fortalecer a matriz energética do país e promover o desenvolvimento sustentável.

Inadimplência no agronegócio

A inadimplência no agronegócio brasileiro atingiu 8,8% da população rural no primeiro trimestre de 2026, o nível mais alto da série trimestral apresentada pela Serasa Experian. O índice subiu 0,6 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025, quando estava em 8,2%.

Dados sobre a safra agrícola

A safra agrícola de 2026 deve totalizar 347 milhões de toneladas, representando um aumento de 0,4% em comparação a 2025. Os dados são do levantamento sistemático da produção agrícola de junho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, o resultado é 3 milhões de toneladas menor que o previsto no levantamento anterior de maio, uma redução de 0,8%.

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Hugo Motta anuncia acordo para renegociação de dívidas rurais


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou nesta quarta-feira um acordo entre o governo, representantes do setor agropecuário e a Frente Parlamentar da Agropecuária para a aprovação de uma medida provisória que visa a renegociação de dívidas de produtores rurais. O acordo pode impactar cerca de R$ 100 bilhões em dívidas a serem renegociadas.

Detalhes do acordo

  • A medida provisória permitirá um prazo de pagamento de até 8 anos para produtores com perdas de safras de até 30%, sem a necessidade de entrada.
  • As taxas de juros estabelecidas são:
    • 5% ao ano para beneficiários do PRONAF
    • 8% ao ano para beneficiários do Pronamp
    • 11% ao ano para grandes produtores
  • Para perdas causadas por variações de preços, as taxas são:
    • 6% ao ano para a PRONAF
    • 9% ao ano para o Pronamp
    • 12% ao ano para produtores de maior porte

Fundo garantidor de crédito

O acordo também prevê a criação de um fundo garantidor de crédito nacional com limite de até R$ 2 bilhões, visando ampliar a proteção às operações de crédito e facilitar o acesso ao financiamento de médio e longo prazos.

Considerações finais

Hugo Motta destacou que a medida não é um perdão, mas uma forma de reconhecer a situação climática que afeta os agricultores. Ele ressaltou que o acordo oferece um fôlego ao setor, embora não resolva todos os problemas de endividamento rural no Brasil.

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Fiesp lamenta taxação de importações do Brasil pelos EUA e critica governo


fachada - sede da fiesp
Fachada da sede da Fiesp, na Avenida Paulista | Foto: Google Street View/reprodução

Em nota divulgada no final da noite desta quarta-feira (15), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) diz que lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado americano. A entidade destaca que a decisão é especialmente prejudicial por ser aplicada de forma unilateral, o que reduz significativamente a competitividade do país perante concorrentes globais.

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, diz a nota.

Ainda de acordo com a entidade, “a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA em outras oportunidades no último ano”.

“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Na nota, a entidade reafirma o compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções.

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Padeiro do Espírito Santo é eleito o melhor do mundo em premiação internacional


Padeiro João Carlos Butske conquista o UIBC World Baker of the Year 2026, maior reconhecimento da panificação mundial
Fotos: divulgação

O Espírito Santo acaba de conquistar um espaço de destaque na panificação mundial. O chef padeiro João Carlos Butske, natural de Nova Venécia, foi eleito o UIBC World Baker of the Year 2026, considerado o mais importante prêmio internacional da área. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (14), em Singapura, durante evento promovido pela União Internacional de Padeiros e Confeiteiros (UIBC).

Com a conquista, Butske entra para a história como o segundo brasileiro a receber o título. Antes dele, apenas o paulista Rogério Shimura havia alcançado esse reconhecimento, em 2019.

Parte da preparação que levou o capixaba ao reconhecimento internacional passou pelos cursos e programas de desenvolvimento empresarial oferecidos pelo Sebrae/ES. Ao longo dos últimos anos, o padeiro investiu em qualificação técnica, inovação e gestão, consolidando uma trajetória marcada pelo aperfeiçoamento constante.

Pouco depois da premiação, Butske comemorou o resultado nas redes sociais e agradeceu a todos que fizeram parte da caminhada. “Melhor padeiro do ano! Obrigado a cada um que acompanhou, torceu e acreditou. Vocês fazem parte dessa conquista. Representar o Brasil e o Espírito Santo no maior palco da panificação mundial é algo que vou carregar para sempre no coração”, escreveu.

Foto: divulgação

A indicação de João Carlos Butske ao prêmio foi feita pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que reconheceu sua dedicação, talento e contribuição para o fortalecimento da panificação brasileira.

O pão apresentado pelo capixaba no concurso também levou a cultura do Espírito Santo ao palco da competição. Batizado de “Pão Capixaba – Tradição que alimenta, inovação que encanta”, o produto foi inspirado em dois dos maiores símbolos da gastronomia e da identidade do estado: a torta capixaba e a tradicional panela de barro.

“Neste concurso mundial, apresentei um pão que vai além do sabor: ele carrega história, identidade e orgulho capixaba. Inspirado na icônica torta capixaba, esse pão traz em seu recheio os sabores marcantes da nossa tradição”, afirmou Butske.

A homenagem também está na apresentação do produto. O formato do pão foi desenvolvido para representar a panela de barro produzida pelas paneleiras de Goiabeiras, patrimônio cultural do Espírito Santo e reconhecida como indicação geográfica.

“Sua forma, criada em homenagem à panela de barro, representa não só um utensílio, mas uma herança viva. Esse pão é a fusão entre memória afetiva e inovação artesanal. Uma receita que conta a história de um povo, respeita suas raízes e celebra a criatividade da panificação brasileira. Mais que um alimento: uma declaração de amor ao Espírito Santo”, destacou o padeiro.

O reconhecimento internacional reforça o potencial dos empreendedores capixabas para competir nos mercados mais exigentes quando aliam conhecimento técnico, inovação e boa gestão. A conquista de João Carlos Butske leva o Espírito Santo ao topo da panificação mundial e projeta a tradição gastronômica capixaba para um público internacional.

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Brasil reage a tarifaço dos EUA e diz que medida ‘não tem justificativa’


Imagem mostra as bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil
O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos EUA de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil

O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida passa a valer a partir do próximo dia 22 de julho, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio. E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil.

“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.

A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”, além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.

Alegações

A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Em sua defesa, no entanto, o governo brasileiro diz que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são descabidas.

“Bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas”, informa a nota.

Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.

De acordo com a nota do governo brasileiro, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense.

“Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, diz a nota da Presidência.

A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.

“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.

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agricultura aposta em drones para pulverização


Os drones de aplicação estão conquistando espaço na agricultura argentina ao oferecer maior precisão nas operações e a possibilidade de atuar em áreas onde máquinas terrestres enfrentam limitações. Segundo o Governo da Argentina, a expansão dessa tecnologia ocorre à medida que aumenta a oferta de equipamentos adaptados a diferentes escalas de produção. Embora os drones voltados ao monitoramento já estejam consolidados no setor, os modelos destinados a tratamentos localizados e outras atividades agronômicas vêm ampliando sua participação no campo.

A tecnologia será um dos destaques que o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) apresentará durante a 138ª Exposição Internacional de Pecuária, Agricultura e Indústria. No estande da instituição, instalado no pavilhão da Secretaria Nacional de Agricultura, Pecuária e Pesca, os visitantes poderão conhecer um drone de aplicação e as diferentes possibilidades de uso nos sistemas produtivos.

“Entre as suas vantagens estão a precisão nas aplicações, a possibilidade de trabalhar com doses variáveis e a capacidade de intervir de forma localizada em setores específicos do terreno”, explicou Carlos Navarro, especialista do INTA Marcos Juárez.

Navarro também ressaltou que um dos principais diferenciais da tecnologia é a possibilidade de operar em locais onde equipamentos convencionais não conseguem atuar. “Outro benefício importante é a capacidade de trabalhar quando as condições do solo dificultam a entrada de máquinas terrestres, evitando danos à cultura e reduzindo problemas de compactação”, observou.

De acordo com o especialista, a atuação apenas em áreas específicas contribui para o uso mais eficiente dos recursos e permite atender às necessidades de cada ambiente de produção.

Nesse contexto, ele destacou que “com base em mapas de prescrição ou através de delimitação direta por controlo remoto, os drones permitem tratar apenas áreas de interesse, como focos de ervas daninhas, cabeceiras ou setores específicos que requerem uma intervenção específica”.

O potencial da tecnologia, segundo o INTA, vai além das aplicações fitossanitárias. “Da mesma forma, este equipamento permite tarefas como semear culturas de cobertura antes da colheita da cultura anterior ou estabelecer pastagens em ambientes com declives acentuados ou de difícil acesso”, indicou Navarro.

O uso dos drones também avança em economias regionais e em sistemas de produção de frutas, onde os equipamentos facilitam operações no topo das árvores e em áreas com restrições para o acesso de outras máquinas.

Para Carlos Navarro, a adoção dessa tecnologia exige planejamento e capacitação. “Sua adoção requer treinamento, planejamento e uma avaliação adequada de cada situação de produção, entendendo que se trata de uma ferramenta complementar dentro de uma gestão integral do sistema”, afirmou.

O especialista avalia que essas inovações ampliam as oportunidades para tornar os sistemas produtivos mais eficientes. No INTA Marcos Juárez, a instituição oferece assistência técnica e trabalha com equipamentos como o Agras T50, destinado a tratamentos específicos, e o Mavic 3 Multispectral, utilizado no levantamento e monitoramento das culturas.

Por meio da Rede de Drones, o INTA reúne experiências e capacidades de diferentes regiões da Argentina para avaliar, validar e disseminar conhecimentos relacionados ao uso dessas tecnologias. A iniciativa busca gerar informações que contribuam para ampliar a segurança e a eficiência das operações, promovendo um uso mais racional dos insumos na agricultura.

Com informações do Governo da Argentina.*





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