terça-feira, junho 9, 2026

Autor: Redação

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Medida provisória fixa subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel até dezembro


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

A medida provisória publicada em edição extra do Diário Oficial no sábado (30) criou um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel rodoviário entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026. O texto substitui os programas de auxílio adotados desde março e unifica o benefício para produtores e importadores autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo a norma, o objetivo é estabilizar preço e oferta diante do choque no mercado de petróleo associado ao conflito no Oriente Médio.

A nova regra sucede duas medidas provisórias anteriores que perdem validade neste domingo (31). A MP nº 1.340, editada em 12 de março, previa auxílio de R$ 0,32 por litro. Já a MP nº 1.349, publicada em 7 de abril, elevou o valor para R$ 0,80 por litro no diesel produzido no país e para R$ 1,20 por litro no combustível importado, com parte do financiamento dividida entre União, Estados e Distrito Federal. Com o novo texto, o valor passa a ser único: R$ 1,12 por litro.

O benefício será destinado a agentes autorizados pela ANP. Para receber os recursos, produtores e importadores deverão aderir formalmente ao programa, comprovar o repasse da subvenção ao preço de venda e identificar o desconto nas notas fiscais eletrônicas. A ANP ficará responsável pela apuração dos valores e pelos pagamentos, com prazo de até 30 dias após a apresentação dos requerimentos.

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Para o setor agropecuário, a medida tem relação direta com o custo logístico, já que o diesel é insumo central no transporte rodoviário de grãos, fertilizantes, rações, combustíveis e alimentos. A medida provisória, no entanto, não detalha estimativas oficiais de impacto sobre frete ou redução final de custos para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias.

O texto também autoriza o Ministério da Fazenda a interromper o programa ou alterar o valor do subsídio ao fim de cada período de dois meses, mediante comunicação prévia aos beneficiários. A medida entrou em vigor na data da publicação e ainda será analisada pelo Congresso Nacional.

No curto prazo, o subsídio cria uma referência temporária para a formação de preços do diesel até o fim de 2026. Como a medida permite revisão bimestral e depende de regulamentação operacional e adesão das empresas habilitadas, o efeito sobre abastecimento e custos logísticos deverá ser acompanhado ao longo da vigência do programa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportações do agro mineiro somam US$ 5,8 bilhões no 1º quadrimestre do ano 


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

As exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 5,8 bilhões, no primeiro quadrimestre do ano (janeiro a abril), com o embarque de 4,8 milhões de toneladas.

O resultado significou retração de -11,9% no valor e -9,3% em volume frente ao mesmo período de 2025. Ainda assim, Minas Gerais ficou entre os três maiores estados exportadores do agronegócio brasileiro no período, com 10,6% de participação no valor nacional.

Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, a queda não foi generalizada.

“A redução se concentrou em poucas cadeias de grande peso, especialmente café e complexo sucroalcooleiro. Já as carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas trouxeram resultados positivos de diversificação”, detalha. 

O agronegócio mineiro respondeu por 71% das exportações brasileiras de café, 30,5% de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Café 

Principal produto exportado pelo agro mineiro, o café alcançou US$ 3,2 bilhões e volume de 7,4 milhões de sacas, com quedas de 17,5% e 26%, respectivamente, em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. 

Complexo soja 

O complexo soja (grão, farelo e óleo) ocupou a segunda posição entre os principais grupos exportados, com US$ 1,14 bilhões (-2,8%) e volume de 2,71 milhões de toneladas (-8,9%).  

Carnes 

O segmento das carnes (bovina, suína e de frango) foi o principal destaque de crescimento no quadrimestre, puxado pela valorização da carne bovina. O grupo exportou US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, com alta de 8,2% no valor e 0,7% em volume frente ao mesmo período de 2025.  

Complexo sucroalcooleiro 

O complexo sucroalcooleiro exportou US$ 268,7 milhões, queda de 22,9%, enquanto o volume recuou -2,7%. A retração valor médio da tonelada contribuiu para o desempenho.   

União Europeia 

A União Europeia comprou US$ 1,7 bilhão do agronegócio mineiro no quadrimestre, o equivalente a 29,6% da pauta. Houve queda moderada de -2,9% em valor e -2,5% em volume, com valor médio praticamente estável. O bloco permanece estratégico pela combinação de escala, exigência regulatória e capacidade de absorção de produtos de maior valor unitário. 

A pauta para a UE é fortemente concentrada em café com 94,4% do valor exportado ao bloco. Produtos florestais cresceram 42,8% em valor e carnes mais que dobraram, ainda em base menor, o que sugere oportunidades de diversificação intrabloco. 

Mercosul 

Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia compraram US$ 82 milhões do agronegócio mineiro, 1,4% da pauta. O valor caiu -2,1%, mas o volume cresceu +10,1%, com redução do valor médio. Argentina respondeu por 63,2% das vendas mineiras ao bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia. 

A composição do Mercosul é mais diversificada que a da União Europeia. Café respondeu por 38,3% do valor, seguido por cacau e seus produtos, carnes, demais produtos de origem vegetal, hortícolas, leguminosas, raízes, tubérculos e produtos florestais. Essa diversidade torna o bloco interessante para alimentos processados, ingredientes, bebidas, lácteos, chocolates, cafés e itens de consumo regional. 

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AgroNewsPolítica & Agro

Stay Up inaugura nova era de produtividade e manejo fisiológico na soja


Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e avanço mais moderado da área plantada de soja no Brasil, o ganho de produtividade dentro da porteira deve se consolidar como um dos principais caminhos para sustentar a rentabilidade do produtor nas próximas safras.

A avaliação ganha força diante das primeiras projeções para a safra 2026/27. O crescimento da área de soja no País deve ocorrer de forma marginal, pressionado pelo alto custo de fertilizantes, riscos climáticos e menor espaço para expansão agrícola. Em Mato Grosso, principal Estado produtor do País, a estimativa inicial do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta avanço inferior a 0,3% na área plantada.

É nesse contexto que tecnologias voltadas à regulação do crescimento excessivo, eficiência fisiológica e ao aumento do potencial produtivo passam a ganhar protagonismo no campo. Apostando nessa nova fronteira tecnológica, a Nitro acaba de lançar o Stay Up, solução inédita desenvolvida no Brasil para atuar na regulação do crescimento da soja e do feijão.

Resultado de mais de uma década de pesquisas, o produto inaugura uma nova abordagem no manejo agrícola ao equilibrar o crescimento vegetativo das plantas e potencializar a formação e retenção de vagens. A tecnologia atua diretamente na modulação do transporte de auxina, hormônio responsável pelo crescimento vegetal, promovendo redução controlada do porte das plantas, encurtamento dos entrenós e estímulo ao engalhamento.

Na prática, a proposta é otimizar a arquitetura das plantas para melhorar o aproveitamento fisiológico. O avanço genético das cultivares e o uso intensivo de fertilizantes, bioestimulantes e defensivos elevaram significativamente o vigor das lavouras nos últimos anos. Entretanto, plantas excessivamente altas e com dossel muito fechado podem aumentar o risco de acamamento, dificultar a penetração de defensivos e favorecer ambientes mais propícios ao desenvolvimento de doenças.

“O desafio agora não é apenas produzir mais, mas produzir melhor, com mais eficiência e estabilidade produtiva. A regulação de crescimento deve se tornar um novo padrão de manejo na soja brasileira”, afirma Vinícius Marongoni, Gerente de Portfólio de Nutrição, Fisiologia e Adjuvantes da Nitro.

Segundo a companhia, a tecnologia já foi validada em mais de 100 cultivares e em 400 campos experimentais e comerciais em diferentes regiões produtoras do Brasil, registrando incremento médio aproximado de cinco sacas por hectare na safra 25/26, além de retorno sobre investimento superior a duas vezes o valor aplicado. 

Além da eficácia agronômica, o Stay Up passou por processo regulatório junto ao Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa, atendendo critérios de segurança ambiental e ao consumidor.

Com o lançamento, a Nitro reforça sua estratégia de investir em tecnologias proprietárias voltadas ao aumento sustentável da produtividade agrícola. Em um momento em que expandir área tende a ser cada vez mais desafiador, soluções capazes de elevar a eficiência dentro das lavouras devem ganhar relevância crescente no agronegócio brasileiro.





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Embrapa desenvolve calcário granulado com função corretiva e nutritiva


Embrapa desenvolve calcário granulado com função corretiva e nutritiva

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um calcário nanoestruturado em forma granulada que corrige a acidez do solo e pode incorporar nutrientes à formulação. A tecnologia foi criada pelo Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília (DF), e já passou por testes em soja e trigo, com produção em escala de laboratório, de 10 gramas, até escala industrial, em toneladas.

Segundo a Embrapa, o novo insumo foi obtido por moagem de alta energia, processo que reduz materiais a escalas próximas de átomos e moléculas, seguido pela aglutinação de partículas para formar grânulos com maior resistência mecânica e uniformidade. Na prática, o produto deixa de ser aplicado como pó, o que reduz a dispersão pelo vento e diminui perdas na operação.

Outro ponto técnico destacado pela estatal é a menor sensibilidade à umidade durante armazenamento e transporte. No calcário convencional, a umidade pode provocar empedramento, comprometendo o uso no maquinário agrícola. Com a formulação granulada, a proposta é ampliar a estabilidade física do material e reduzir esse tipo de limitação operacional.

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Além da função corretiva, o insumo pode atuar como fertilizante misto. De acordo com o pesquisador Luciano Paulino da Silva, da área de nanobiotecnologia da Embrapa, foram desenvolvidos protótipos com diferentes concentrações para atender culturas como algodão, café, cana-de-açúcar, milho, soja e pastagens. A formulação pode combinar cálcio ou magnésio com nutrientes como nitrogênio, fósforo, potássio, boro, cobre e zinco.

Em nota técnica, a Embrapa informou que os protótipos mantiveram poder de neutralização adequado e apresentaram potencial para ganhos de produtividade e redução de operações no campo. A estatal, no entanto, não divulgou no material disponível percentuais de aumento de produtividade, custos, dosagens ou prazo para oferta comercial em larga escala.

Os testes fora do ambiente laboratorial estão sendo conduzidos pela empresa Perical, com unidades em Goiás e Tocantins, em parceria firmada há mais de três anos com a Embrapa.

Do ponto de vista técnico, a inovação avança sobre três pontos de interesse do produtor: correção do solo, nutrição vegetal e eficiência logística. Os efeitos agronômicos e econômicos em maior escala, porém, ainda dependem da ampliação dos testes de campo e da divulgação de resultados quantitativos por cultura e sistema de produção.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Amazonas reduz desmatamento em 14,6% em 2025, aponta relatório do MapBiomas


europa, floresta, desmatamento
Foto: Pixabay

O Amazonas registrou redução de 14,6% na área desmatada em 2025, conforme aponta o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD) de 2025, divulgado no dia 27 de maio pela iniciativa MapBiomas Alerta. O estado passou de 79.569 hectares desmatados em 2024 para 67.986 hectares ano passado.

O levantamento também mostra queda de 30% no número de alertas de desmatamento, que passaram de 5.235 para 3.667 registros no período analisado. O material completo está disponível em no site do MapBiomas.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a redução dos índices está diretamente ligada ao planejamento estratégico das operações ambientais, à ampliação das ações de fiscalização em áreas prioritárias e ao fortalecimento do monitoramento realizado pelo Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), responsável pelo acompanhamento dos alertas ambientais no estado.

“Os dados demonstram que o trabalho integrado entre os órgãos ambientais e de segurança pública vem produzindo resultados importantes para a proteção da floresta. O Amazonas tem intensificado as ações de monitoramento remoto, por meio do CMAAP, fiscalização em campo e resposta rápida aos alertas ambientais, fortalecendo a presença do Estado nas regiões mais sensíveis ao desmatamento ilegal”, afirmou Picanço.

Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, os resultados alcançados refletem uma estratégia contínua do governo do Amazonas voltada à proteção da floresta, combinando ações de fiscalização com iniciativas que impulsionam a economia sustentável no estado.

“Os avanços na redução do desmatamento demonstram o fortalecimento de uma atuação integrada do Governo do Amazonas, que é uma determinação do governador Roberto Cidade. Assim, trabalhamos tanto na repressão aos crimes ambientais quanto na promoção de alternativas sustentáveis para a população”, avaliou o secretário.

Taveira também destacou o direcionamento de investimentos importantes para essas áreas, especialmente por meio do Programa Floresta em Pé, que prevê mais de R$ 70 milhões destinados ao fortalecimento da fiscalização, da conservação ambiental e da geração de renda nas comunidades.

Cenário nacional

O levantamento também aponta que a área desmatada no bioma Amazônia caiu 23,5%, passando de 378.254 hectares em 2024 para 289.478 hectares em 2025. O número de alertas de desmatamento também apresentou redução de 36,2%, passando de 29.470 registros para 18.796 no período analisado.

O RAD 2025 destaca ainda que, pela primeira vez desde o início da série histórica do MapBiomas Alerta, o Brasil registrou menos de 1 milhão de hectares desmatados em um único ano. Em 2025, foram contabilizados 984.794 hectares desmatados em todo o país, representando redução de 20,6% em comparação com 2024.

Segundo o relatório, todos os biomas brasileiros apresentaram redução na área desmatada no período analisado. O documento também reforça a importância dos sistemas de monitoramento ambiental e da atuação integrada dos órgãos estaduais no enfrentamento ao desmatamento ilegal.

No Amazonas, o Ipaam atua de forma contínua no monitoramento de alertas ambientais, fiscalização em campo e responsabilização de infratores ambientais, além de integrar operações estratégicas de combate a ilícitos ambientais em diferentes regiões do estado.

Produzido pela iniciativa MapBiomas Alerta, o relatório reúne dados consolidados de diversos sistemas de monitoramento ambiental e utiliza imagens de satélite de alta resolução para validação e refinamento dos alertas de desmatamento em todos os biomas brasileiros.

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Atualização de rebanhos: entenda a importância de declarar a vacinação contra a raiva


Vacinação; rebanhos
Foto: IMA/divulgação

A doença fatal para os herbívoros e com potencial de transmissão aos seres humanos, a raiva exige atenção constante dos produtores rurais. Em Minas Gerais, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reforça a importância da vacinação e orienta que a imunização dos animais seja declarada durante a etapa de atualização de rebanhos, que ocorre até o dia 30 de junho.

A coordenadora estadual do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), Daniela Bernardes, alerta que os produtores que ainda não realizaram a vacinação contra a raiva devem providenciá-la o quanto antes. Caso a imunização ocorra após o término da etapa de atualização de rebanhos, a declaração pode ser feita normalmente, ao longo do ano corrente. Assim, ela não impede que a atualização dos dados das criações seja realizada.

Doença 100% letal

Segundo a coordenadora, a doença é 100% letal para os herbívoros. “Ela não possui tratamento e evolui para a morte dos animais infectados. A imunização é a principal forma de prevenção e, por isso, mantê-la em dia contribui para reduzir os riscos da raiva nos rebanhos e os prejuízos econômicos decorrentes da perda de animais”, afirma.

Bernardes destaca que um animal sadio não transmite doenças para o homem. Como a raiva é uma zoonose, pessoas que manipulam animais com sinais clínicos sugestivos da doença, como dificuldade de engolir, salivação intensa e andar cambaleante, podem correr risco de infecção. Por isso, a notificação da suspeita ao IMA é primordial para o diagnóstico da raiva.

Declaração

A coordenadora reforça a importância da declaração da vacinação, por meio da qual os produtores informam quantos animais foram vacinados. “A partir desses dados, conseguimos identificar regiões mais vulneráveis e planejar políticas públicas mais eficazes para o controle da doença”, destaca. O procedimento pode ser feito pelo Portal do Produtor ou em uma unidade de atendimento do órgão.

Dicas para a vacinação

Devem ser vacinados bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, caprinos e ovinos com idade igual ou superior a três meses, podendo outras faixas etárias também receber a imunização, conforme orientação do médico veterinário.

Os animais vacinados pela primeira vez precisam receber duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre as aplicações. Após esse protocolo inicial, a vacinação deve ser realizada anualmente, com dose única.

Em caso de dificuldade para encontrar o imunizante, o produtor deve comunicar a situação ao IMA, presencialmente ou pelos canais oficiais, informando os municípios onde houve a falta. Bernardes reforça que a compra da vacina pode ser feita em qualquer município do estado, independentemente de onde esteja localizado o rebanho.

Notificação

A notificação imediata de casos suspeitos da doença e de ataques de morcegos aos animais é uma ação imprescindível e deve ser comunicada imediatamente ao instituto. No meio rural, o principal transmissor da raiva dos herbívoros é o morcego hematófago (Desmodus rotundus).

Após a notificação, um médico veterinário do IMA realiza atendimento na propriedade e, caso a suspeita seja compatível com raiva, faz a coleta de material para diagnóstico laboratorial gratuito. Quando há confirmação da doença, o instituto adota medidas como ações de vigilância epidemiológica, conscientização, comunicação aos órgãos de saúde e controle do morcego hematófago transmissor.

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Atualização de rebanhos: entenda a importância de declarar a vacinação contra a raiva


Vacinação; rebanhos
Foto: IMA/divulgação

A doença fatal para os herbívoros e com potencial de transmissão aos seres humanos, a raiva exige atenção constante dos produtores rurais. Em Minas Gerais, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reforça a importância da vacinação e orienta que a imunização dos animais seja declarada durante a etapa de atualização de rebanhos, que ocorre até o dia 30 de junho.

A coordenadora estadual do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), Daniela Bernardes, alerta que os produtores que ainda não realizaram a vacinação contra a raiva devem providenciá-la o quanto antes. Caso a imunização ocorra após o término da etapa de atualização de rebanhos, a declaração pode ser feita normalmente, ao longo do ano corrente. Assim, ela não impede que a atualização dos dados das criações seja realizada.

Doença 100% letal

Segundo a coordenadora, a doença é 100% letal para os herbívoros. “Ela não possui tratamento e evolui para a morte dos animais infectados. A imunização é a principal forma de prevenção e, por isso, mantê-la em dia contribui para reduzir os riscos da raiva nos rebanhos e os prejuízos econômicos decorrentes da perda de animais”, afirma.

Bernardes destaca que um animal sadio não transmite doenças para o homem. Como a raiva é uma zoonose, pessoas que manipulam animais com sinais clínicos sugestivos da doença, como dificuldade de engolir, salivação intensa e andar cambaleante, podem correr risco de infecção. Por isso, a notificação da suspeita ao IMA é primordial para o diagnóstico da raiva.

Declaração

A coordenadora reforça a importância da declaração da vacinação, por meio da qual os produtores informam quantos animais foram vacinados. “A partir desses dados, conseguimos identificar regiões mais vulneráveis e planejar políticas públicas mais eficazes para o controle da doença”, destaca. O procedimento pode ser feito pelo Portal do Produtor ou em uma unidade de atendimento do órgão.

Dicas para a vacinação

Devem ser vacinados bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, caprinos e ovinos com idade igual ou superior a três meses, podendo outras faixas etárias também receber a imunização, conforme orientação do médico veterinário.

Os animais vacinados pela primeira vez precisam receber duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre as aplicações. Após esse protocolo inicial, a vacinação deve ser realizada anualmente, com dose única.

Em caso de dificuldade para encontrar o imunizante, o produtor deve comunicar a situação ao IMA, presencialmente ou pelos canais oficiais, informando os municípios onde houve a falta. Bernardes reforça que a compra da vacina pode ser feita em qualquer município do estado, independentemente de onde esteja localizado o rebanho.

Notificação

A notificação imediata de casos suspeitos da doença e de ataques de morcegos aos animais é uma ação imprescindível e deve ser comunicada imediatamente ao instituto. No meio rural, o principal transmissor da raiva dos herbívoros é o morcego hematófago (Desmodus rotundus).

Após a notificação, um médico veterinário do IMA realiza atendimento na propriedade e, caso a suspeita seja compatível com raiva, faz a coleta de material para diagnóstico laboratorial gratuito. Quando há confirmação da doença, o instituto adota medidas como ações de vigilância epidemiológica, conscientização, comunicação aos órgãos de saúde e controle do morcego hematófago transmissor.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz apresenta bom desempenho no RS



Preço do arroz recua no mercado gaúcho



Foto: Pixabay

A colheita do arroz irrigado está tecnicamente encerrada no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais cultivadas de forma tardia e pequenas propriedades com limitações operacionais.

Com a transição para a entressafra, produtores intensificaram os trabalhos de manejo pós-colheita, aproveitando as condições de tempo seco registradas nas últimas semanas. Entre as atividades realizadas estão a incorporação de restos culturais, o preparo antecipado do solo, a manutenção de taipas e a organização dos sistemas de drenagem. Em áreas conduzidas sob integração lavoura-pecuária, as restevas vêm sendo utilizadas para pastejo bovino.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, os resultados consolidados da safra apontam desempenho produtivo satisfatório em diversas regiões produtoras, com produtividades finais acima das estimativas iniciais.

Apesar do resultado positivo no campo, o cenário de comercialização segue desfavorável para os produtores. O boletim destaca que as cotações permanecem abaixo das registradas no ciclo anterior e também inferiores à média histórica de preços.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, a colheita está praticamente concluída. Restam pouco mais de mil hectares, compostos principalmente por lavouras implantadas tardiamente e áreas de pequenos produtores com menor capacidade operacional. Nas regiões de Lajeado, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, os trabalhos de colheita já foram finalizados.

O levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar aponta recuo de 0,41% no valor médio da saca de 50 quilos de arroz no Estado. O preço passou de R$ 58,90 para R$ 58,66 em comparação com a semana anterior.





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O cabresto de Washington


Sistema e negociações
Imagem gerada por Inteligência Artificial

Quando o governo dos Estados Unidos sinaliza a intenção de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, a primeira reação do público é o aplauso.

Afinal, quem seria contra combater o crime organizado que assola as metrópoles brasileiras? No entanto, o jornalismo de profundidade exige que olhemos para além da superfície. Essa movimentação da Casa Branca não é uma operação de salvação pública. Trata-se de uma jogada de xadrez geopolítico clássico.

O objetivo real não é entrar nas favelas do Rio de Janeiro ou prender criminosos em São Paulo. Essas missões, por sinal, cabem constitucionalmente às polícias estaduais brasileiras. O alvo real e estratégico é a soberania econômica do Brasil.

“A classificação das facções como terroristas não é segurança pública; é uma ferramenta cirúrgica de pressão contra a autonomia de Brasília.”

O ‘incômodo’ de uma potência continental

Para entender o movimento de Washington, é preciso fazer uma retrospectiva das decisões americanas em relação ao nosso país. O Brasil incomoda. Incomoda porque deixou de ser o “quintal” submisso da América Latina para se consolidar como uma liderança independente.

Somos um território continental, autossuficiente em petróleo, que produz alimentos para o planeta de forma ininterrompida. Mais do que isso: a atual diplomacia brasileira desafia diretamente a hegemonia de Washington.

O país fortalece os laços com a China, sua maior parceira comercial, e defende o fim da dolarização no comércio internacional. Ao buscar alinhamentos com o Sul Global, incluindo o mundo árabe, Índia e posições firmes no Brics, o Brasil se projeta de forma autônoma.

A classificação das facções como “terroristas” surge, portanto, como um instrumento de pressão. Um cabresto político desenhado para conter um gigante que tenta andar com as próprias pernas.  

O mecanismo da pressão geopolítica

  • O gatilho: os EUA classificam as facções brasileiras como “Organizações Terroristas Estrangeiras”.
  • A engrenagem: ativam-se leis globais automáticas de combate ao financiamento do terrorismo.
  • O impacto direto: o Brasil sofre com sanções unilaterais, explosão nos custos bancários e fuga imediata de investidores estrangeiros.

O efeito cascata: quem paga a conta das sanções?

A engenharia desse “cabresto” funciona por meio de leis internacionais de financiamento ao terrorismo. Na prática, o impacto não será sentido pelos chefes do tráfico, mas sim pelas artérias da economia formal brasileira.

O agro nacional está no alvo. Exportadores de grãos e carnes enfrentarão barreiras alfandegárias disfarçadas. Exigências exaustivas de rastreabilidade serão criadas para provar que o dinheiro das safras não tangencia terras com lavagem de dinheiro, travando o financiamento internacional.

O sistema financeiro nacional também será sufocado por regras rígidas de conformidade (compliance). Bancos americanos poderão cortar linhas de crédito para instituições brasileiras sob o pretexto de risco, encarecendo o crédito interno e desvalorizando o real.

“Do campo aos portos, as sanções americanas disfarçadas de combate ao crime têm o potencial de asfixiar o PIB brasileiro.”

Além disso, o Porto de Santos e os principais terminais do país entrarão em listas de vigilância globais. O custo dos seguros marítimos irá disparar, tornando o produto brasileiro mais caro e menos competitivo no exterior.

Por fim, haverá uma forte retirada de investimentos. Grandes fundos internacionais serão forçados a retirar capital da Bolsa de Valores (B3) por regras que impedem investimentos em áreas associadas ao terrorismo.

A ilusão interna e a cegueira estratégica

O aspecto mais trágico desse cenário é a comemoração de setores da política interna brasileira. Alguns governadores do país correm para aplaudir a medida norte-americana. Essa postura revela um profundo oportunismo.

Durante décadas, as administrações estaduais e o próprio Governo Federal falharam em construir um combate rigoroso e integrado contra essas organizações criminosas.

Ainda que o poder central hoje não apoie o ataque externo promovido por Washington, a Presidência da República e a União carregam a responsabilidade histórica pela vulnerabilidade das nossas fronteiras e portos.

Ao celebrar a intervenção externa hoje, lideranças locais assinam um atestado público de incompetência coletiva de todas as esferas de poder do país. Permitiram que o crime evoluísse e, agora, abrem margem para a tutela estrangeira.

“Celebrar a ingerência americana é o maior recibo de incompetência que governantes e autoridades omissas de todas as esferas poderiam assinar.”

Além do erro administrativo, demonstra-se uma total incapacidade de enxergar o histórico de coerção econômica dos Presidentes Americanos.

Ao aplaudirem a intromissão, essas vozes ignoram a lógica econômica mais básica. Asfixiar o país significa esvaziar os cofres públicos de todas as regiões e do próprio governo central.

Sem arrecadação, faltarão recursos exatamente para o policiamento nacional e local. Essas são tarefas que os EUA jamais virão fazer por nós.

Aceitar é abrir mão da independência

Aceitar passivamente a narrativa de Washington é abrir mão da nossa independência em troca de uma falsa promessa de ajuda. O Brasil tem dimensão, capilaridade de mercado no Mercosul, na Europa e na Ásia, e uma economia diversificada demais para se submeter a essa manipulação.

O problema da segurança pública é nosso, e deve ser resolvido por nossas próprias instituições. O que está em jogo na mesa de negociações global não é o controle das fronteiras ou das favelas brasileiras.

A verdadeira disputa é pela liberdade de o Brasil decidir seus próprios rumos econômicos e seus parceiros comerciais no século XXI.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Fiap 2026 reúne líderes da pecuária para discutir mercado, carbono e exportações


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

No próximo dia 18 de junho, Campo Grande (MS) vai reunir representantes do agronegócio, especialistas, embaixadores, adidos internacionais e autoridades para discutir produção de alimentos, energia e sustentabilidade durante o Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026).

Com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”, o evento terá transmissão ao vivo pela TV e pelo YouTube do Canal Rural.

Pecuária em debate

Um dos painéis da programação será “DNA da liderança: por dentro da pecuária no Brasil”, que vai abordar mercado internacional, exportações, sustentabilidade e métricas aplicadas à produção pecuária.

Participam do painel Eduardo Pedroso, diretor executivo de Originação da JBS; Roberto Perosa, presidente executivo da Abiec; Camila Estevam, pesquisadora da FGV; e Mariana de Aragão Pereira, chefe-geral da Embrapa Gado de Corte.

Roberto Perosa, que vai comandar o painel “Raio-X da pecuária e suas oportunidades pelo mundo”, afirmou que o encontro será uma oportunidade para discutir os desafios da cadeia pecuária e a presença brasileira no mercado internacional.

“O FIAP será uma oportunidade importante para debatermos o atual cenário da pecuária brasileira, os desafios da cadeia produtiva e as oportunidades que o Brasil vem ampliando no mercado internacional. Hoje, o país ocupa uma posição de destaque no setor, sendo o maior exportador e também o maior produtor mundial de carne bovina”, disse.

Segundo ele, os avanços em produtividade, genética, tecnologia, sustentabilidade, rastreabilidade e sanidade animal contribuíram para ampliar a participação do Brasil nos mercados globais.

“Em um cenário de crescimento da demanda mundial por proteína animal, discutir competitividade, abertura de mercados e agregação de valor às exportações será cada vez mais estratégico para o setor”, afirmou.

Métricas e sustentabilidade

A pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Camila Estevam, que comandará o painel “Métricas tropicalizadas da pecuária”, destacou que o evento deve ampliar o debate técnico sobre o futuro da pecuária brasileira em um cenário de demanda por produção sustentável.

“Minha expectativa para o evento é poder contribuir para um debate técnico e estratégico sobre o futuro da pecuária brasileira em um contexto de crescente demanda global por alimentos produzidos com sustentabilidade e competitividade. O Brasil possui uma das cadeias pecuárias mais relevantes do mundo, e discutir seus desafios e oportunidades é fundamental para fortalecer o posicionamento do país no mercado internacional”, afirmou.

Segundo ela, o fórum também contribui para aproximar os diferentes segmentos da cadeia produtiva.

“Eventos como a FIAP são de alta relevância porque aproximam diferentes elos da cadeia, criando um espaço qualificado para diálogo e construção de soluções. Hoje, temas como carbono, uso da terra, acesso a mercados, métricas, financiamento verde e inovação tecnológica fazem parte da agenda estratégica do agro, e a pecuária brasileira tem um papel central nessa discussão”, disse.

Pecuária de baixo carbono

A programação também inclui discussões sobre produção pecuária e redução de emissões. Mariana de Aragão Pereira apresentará o painel “O futuro da pecuária baixo carbono no Brasil”.

“O meu tema é da pecuária de baixo carbono. E é um tema muito caro para nós da Embrapa porque quando a gente fala de descarbonizar a pecuária, parece, às vezes, uma utopia, alguma coisa inatingível. Mas, na verdade, é a gente adotar boas práticas. Não é nada mais do que isso”, afirmou.

Segundo Mariana, a pecuária tropical brasileira possui características ligadas ao sistema de produção a pasto e ao ciclo de carbono. “A pecuária tropical brasileira tem vocação, por natureza, para ser de baixo impacto ambiental, com baixa emissão de gases de efeito estufa”, disse.

Ela também destacou a possibilidade de ampliar a produção com redução de impacto ambiental. “A gente poderia até, eventualmente, reduzir o número de animais, ganhar mais peso por animal, com menor impacto ambiental”, afirmou.

Participação internacional

O Fiap 2026 também terá a presença do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, da senadora Tereza Cristina, do conselheiro da Embaixada da União Europeia no Brasil, Damian Lluna, e do representante da FAO no Brasil, Jorge Meza.

A organização do evento afirma que o objetivo é ampliar o diálogo entre setor produtivo, pesquisadores e autoridades sobre produção de alimentos, energia e sustentabilidade.

A realização do Fiap 2026 é da BR IN Eventos e Canal Rural, com correalização da Famasul. Patrocinam o evento ApexBrasilSebraeCNA/Senar e Friboi, com apoio de AbiecGoverno de Mato Grosso do Sul Massey Ferguson. Linha aérea oficial: Azul.  

Serviço

Evento: Fórum Internacional da Agropecuária – Fiap 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural.

Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):

7h • Recepção

8h • Abertura Oficial — Autoridades

• Marcelo Bertoni — pres. Famasul
• Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
• Renato Costa — pres. Friboi
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Eduardo Riedel — governador MS

Painel 1

BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA

• Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura

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Painel 2

DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL

RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO

• Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS

BRASIL NO MERCADO GLOBAL

• Roberto Perosa — pres. executivo Abiec

MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA

• Camila Estevam — pesquisadora FGV

O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL

• Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
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Painel 3

O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

• Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem

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Painel 4

A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL

• Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil

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Painel 5

A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO

• Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)

Painel 6

ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

• Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
• Tereza Cristina — senadora

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Painel 7

A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

• Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson

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Painel 8

BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL

• Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA

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Painel 9

ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES

• Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)

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Painel 10

O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL

• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Debate com embaixadores e adidos

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Painel 11

A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL

• Jorge Meza — representante da FAO no Brasil

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Premiação Personagem Soja Brasil

• Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26

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