A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Grupo Carrefour Brasil devem assinar nesta terça-feira (2), em São Paulo (SP), um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação de fornecedores e produtores rurais. A cerimônia está prevista para as 9h, durante a inauguração do escritório da Embrapa no estado, no prédio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo. Segundo o aviso de pauta divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o ministro André de Paula participará do evento.
De acordo com as informações oficiais, a parceria terá como eixo ações de capacitação voltadas à qualidade dos produtos, rastreabilidade, conformidade socioambiental e eficiência produtiva. Esses pontos são recorrentes nas exigências de mercado e na integração entre produção, processamento e varejo, especialmente em cadeias que demandam maior padronização e controle de origem.
A cerimônia contará também com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. O evento ocorrerá no endereço Rua 13 de Maio, 1558, 10º andar, no bairro Bela Vista, na capital paulista. Até o momento, o aviso de pauta não detalha prazo de vigência do acordo, metas quantitativas, número de produtores atendidos ou volume de recursos envolvidos na cooperação.
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Do ponto de vista técnico, iniciativas desse tipo tendem a concentrar esforços em transferência de conhecimento, adequação de processos e melhoria de padrões exigidos por compradores. No caso da rastreabilidade, por exemplo, o avanço de controles pode ampliar a capacidade de comprovação de origem e de conformidade ao longo da cadeia. Já no campo da eficiência produtiva, a capacitação pode envolver manejo, padronização, redução de perdas e atendimento a protocolos comerciais.
Como a assinatura ainda será realizada, os efeitos práticos da cooperação para cadeias específicas, regiões produtoras e fornecedores dependerão do detalhamento operacional que vier a ser apresentado pelas instituições após o evento.
Até a formalização do acordo e a divulgação de seu conteúdo técnico completo, ainda não há base oficial para estimar alcance, cronograma de execução ou impacto econômico da parceria. O acompanhamento dos próximos anúncios da Embrapa e do Mapa será necessário para dimensionar os desdobramentos para produtores e fornecedores rurais.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,60% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) neste domingo (1º). Na leitura anterior, referente à terceira quadrissemana de maio, a alta havia sido de 0,65%, depois de 0,88% no encerramento de abril. Em 12 meses, o indicador acumula avanço de 4,11%.
O resultado ficou levemente abaixo da mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,61%. O intervalo projetado pelo mercado ia de 0,50% a 0,65%.
Entre os oito grupos que compõem o indicador, quatro perderam força na passagem da terceira quadrissemana de maio para o fechamento do mês. Em Transportes, a taxa saiu de -0,46% para -0,71%. Em Alimentação, passou de 1,44% para 1,29%. Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 0,62% para 0,47%, enquanto Educação, Leitura e Recreação foi de 0,22% para 0,20%.
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No grupo Alimentação, o dado mostra desaceleração, mas os preços seguiram em alta no agregado. Entre as influências de baixa, a FGV destacou café em pó, cuja variação passou de -2,93% para -3,29%. Já entre as pressões de alta, os destaques foram batata-inglesa, de 32,89% para 45,17%, e tomate, de 11,34% para 15,42%.
Nos combustíveis, o movimento seguiu de queda. A gasolina passou de -1,39% para -2,01%, e o etanol de -5,42% para -6,90%. Para o público do setor agropecuário, esses itens têm relevância por influenciarem custos logísticos, mobilidade e a cadeia de biocombustíveis.
Na direção oposta, Habitação acelerou de 1,02% para 1,18%, com destaque para a tarifa de eletricidade residencial, que subiu de 3,14% para 4,00%. Também avançaram Vestuário, de 0,61% para 0,99%, Despesas Diversas, de 1,34% para 1,38%, e Comunicação, de 0,06% para 0,09%.
A leitura de maio indica perda de força da inflação semanal em relação a abril, mas mantém pressão em itens relevantes da alimentação e da energia. Com base nos dados divulgados, o indicador mostra comportamento misto entre alimentos in natura, combustíveis e tarifas, sem detalhamento adicional da FGV sobre os próximos meses nesta divulgação.
O preço do leite pago ao produtor voltou a subir em abril de 2026 e acumulou o quarto mês consecutivo de alta no Brasil. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a chamada “Média Brasil” alcançou R$ 2,6584 por litro, avanço de 10,4% em relação a março.
Apesar da recuperação, o valor ainda permanece 7,1% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, considerando os preços corrigidos pela inflação medida pelo IPCA.
De acordo com o Cepea, o movimento de alta continua sendo impulsionado pela redução da oferta de leite no campo e pelo aumento da disputa entre laticínios pela compra da matéria-prima.
Captação de leite cai mais de 14% no ano
O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) registrou queda de 3,4% entre março e abril na média nacional. No acumulado de 2026, a retração chega a 14,6%.
Além da sazonalidade típica do período, os pesquisadores apontam que os menores investimentos dentro das propriedades vêm limitando a produção.
Os custos da atividade também seguem pressionando os produtores. Em abril, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira subiu 1,1% na “Média Brasil”, acumulando alta de 3,24% no ano.
Segundo o Cepea, o avanço foi puxado principalmente pelas despesas com nutrição animal, sanidade e operações mecanizadas.
Derivados lácteos disparam no atacado
Com menor oferta de leite cru e estoques mais ajustados, os derivados lácteos também registraram forte valorização no atacado paulista em abril.
Pesquisa do Cepea em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) aponta que o preço do leite UHT subiu 20,17% frente a março. Já a muçarela avançou 12,65%, enquanto o leite em pó fracionado teve alta de 1,52%.
Na primeira quinzena de maio, porém, o ritmo de valorização começou a perder força. Segundo os pesquisadores, o mercado passou a refletir uma demanda mais enfraquecida e maior cautela nas negociações.
Importações de lácteos recuam
As importações brasileiras de produtos lácteos caíram 10% em abril, totalizando 218,38 milhões de litros em equivalente-leite.
Mesmo com a retração mensal, o volume ainda é 34,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Mercado pode perder força nos próximos meses
A expectativa do Cepea é de que o mercado do leite continue em trajetória de valorização no curto prazo, sustentado pela menor disponibilidade de produto no campo.
No entanto, os pesquisadores alertam para sinais de desaceleração do movimento de alta a partir de maio. Isso porque a demanda na ponta final da cadeia começa a mostrar enfraquecimento, o que pode limitar novos reajustes, mesmo em um período tradicionalmente marcado por restrição de oferta.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Grupo Carrefour Brasil assinam nesta terça-feira (2), em São Paulo (SP), um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação de fornecedores e produtores rurais. A cerimônia está prevista para as 9h, no prédio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, com participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.
Segundo as informações divulgadas na pauta oficial, a parceria prevê ações de capacitação direcionadas a fornecedores e produtores rurais. O foco do acordo está em quatro frentes: qualidade, rastreabilidade, conformidade socioambiental e eficiência produtiva.
A formalização ocorrerá durante a inauguração do escritório da Embrapa no estado de São Paulo. O evento será realizado na Rua 13 de Maio, 1558, 10º andar, no bairro Bela Vista, endereço da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo.
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Pelo conteúdo antecipado, a cooperação reúne um centro público de pesquisa agropecuária e um grupo de grande presença no varejo alimentar. Em termos técnicos, esse tipo de iniciativa pode ampliar a difusão de protocolos ligados a padronização, controle de origem e adequação de processos produtivos, temas que têm peso crescente nas relações entre campo, indústria e varejo.
A rastreabilidade e a conformidade socioambiental, citadas na pauta, estão associadas a exigências de mercado e a mecanismos de verificação da origem da produção. Já as ações de capacitação em eficiência produtiva tendem a envolver orientação técnica para melhorar processos, reduzir perdas e adequar padrões de fornecimento.
Até o momento, o material divulgado informa o objetivo geral da parceria, mas não detalha metas numéricas, prazos de execução, número de produtores atendidos ou recorte por cadeia produtiva. Esses pontos serão relevantes para medir o alcance prático do acordo sobre fornecedores, cooperativas e produtores integrados às cadeias de abastecimento.
A assinatura do acordo indica uma aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo na agenda de qualificação de fornecedores. O impacto operacional da medida dependerá dos detalhes técnicos ainda não informados oficialmente, como cronograma, público atendido e critérios de adesão.
A colheita da mandioca segue avançando em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, favorecida pelo período de tempo seco registrado nas últimas semanas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, que aponta boa produtividade, intensificação da comercialização e estratégias adotadas pelos produtores para preservar a qualidade das raízes.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o município de Itaqui já colheu cerca de 50% dos 16 hectares cultivados. O tempo firme permitiu acelerar a retirada da mandioca de áreas planas, reduzindo riscos relacionados à possível atuação do fenômeno El Niño. As lavouras apresentam produtividade média de 18 toneladas por hectare, enquanto produtores que utilizam manejo mais tecnificado alcançam até 40 toneladas por hectare com a cultivar IPR Paraguainha.
Ainda na região, produtores relataram resultados positivos no uso de bioinsumos à base do fungo Trichoderma para o controle da doença conhecida como couro-de-sapo, registrada em áreas na safra anterior. A comercialização ocorre principalmente no mercado local, com preços de R$ 2,00 por quilo para supermercados e até R$ 4,00 por quilo na venda direta ao consumidor. A mandioca descascada está sendo comercializada a R$ 10,00 por quilo.
Na regional de Santa Rosa, os produtores aguardam a desfolha natural das plantas para iniciar o corte das ramas. Segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar, a mandioca ainda apresenta boas condições de cozimento e qualidade. Nas propriedades voltadas ao autoconsumo, muitas famílias aceleraram a colheita e passaram a congelar as raízes para preservar textura e sabor. O produto congelado é vendido entre R$ 5,50 e R$ 10,00 por quilo.
Na região de Soledade, a colheita e a comercialização permanecem intensas. Também seguem os trabalhos de proteção das manivas para os próximos plantios. Uma agroindústria regional ampliou as atividades de descasque, armazenamento e congelamento da mandioca. Em Mato Leitão e Venâncio Aires, a caixa de 22 quilos segue cotada em R$ 30,00.
Na regional de Lajeado, em São José do Hortêncio, cerca de 80% da área cultivada já foi colhida. A expectativa é de encerramento dos trabalhos entre 30 e 45 dias. Na Ceasa de Porto Alegre, a caixa de 18 quilos é comercializada entre R$ 30,00 e R$ 40,00. Conforme o informativo, não houve registros de perdas significativas no último mês.
Já na regional de Erechim, a colheita ocorre com boa produtividade e qualidade das raízes. Os produtores também realizam a seleção de manivas mais maduras para armazenamento e utilização na próxima safra.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (1) que o Brasil tem respondido com argumentos técnicos e diplomáticos à investigação aberta pelos Estados Unidos com base na seção 301 da legislação comercial norte-americana. Segundo ele, a apuração tem caráter mais político do que técnico. O resultado do processo, conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), pode ser divulgado nos próximos dias.
A investigação trata de supostas práticas desleais do Brasil em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, incluindo desmatamento ilegal. O escopo também menciona o comércio na Rua 25 de Março, em São Paulo.
Em entrevista à CBN, Durigan afirmou que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos são forçados e que pontos levantados pelo governo norte-americano já foram esclarecidos em outras ocasiões. Segundo o ministro, a orientação do governo brasileiro tem sido manter a interlocução técnica com as autoridades dos EUA e participar das conferências e audiências ligadas ao processo.
De acordo com informações relatadas por fontes que acompanham as tratativas, o desfecho da seção 301 poderá ir além da imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A medida pode incluir outros instrumentos de retaliação comercial, embora o alcance exato ainda não tenha sido detalhado publicamente pelo USTR.
Para o setor produtivo, o caso exige atenção porque a seção 301 é um instrumento usado pelos Estados Unidos para contestar políticas comerciais de outros países. No caso brasileiro, a menção ao etanol e a temas ambientais coloca a investigação em áreas que têm interface direta com o agronegócio, a bioenergia e a agenda de exportações.
Até o momento, não foram informados quais produtos brasileiros seriam atingidos nem quais alíquotas poderiam ser aplicadas, caso haja sanções. Essa ausência de detalhamento limita uma estimativa objetiva sobre os efeitos econômicos imediatos para cadeias específicas.
O cenário segue condicionado à publicação do resultado final da investigação. Até que o USTR detalhe eventuais medidas, o impacto sobre exportações, incluindo segmentos ligados ao agro e à energia, permanece em avaliação técnica por parte do governo e do setor privado.
Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).
Fundada em 2022, a Nobel Trading vem ganhando espaço no mercado de importação de insumos agrícolas ao adotar um modelo operacional enxuto e baseado em dados. Com sede em Florianópolis (SC), a empresa conecta fornecedores internacionais a cooperativas, indústrias e empresas do agronegócio brasileiro.
“A Nobel foi criada para trazer um pouco dessa informação de mercado, democratizar esse acesso à informação. Por tudo que nós fazemos, nós consideramos a Nobel uma empresa de inteligência de mercado”, afirma o fundador e CEO da companhia, Rafael Diegues.
O crescimento da Nobel ocorre em um cenário de alta demanda por fertilizantes no país. Em 2025, o Brasil importou cerca de 45,5 milhões de toneladas, reforçando a dependência externa e ampliando o papel de empresas que atuam na intermediação desse fluxo.
“O produtor vem investindo muito em tecnologia, mas ele não se atenta muito a essa janela de oportunidade dos insumos, que faz parte do custo dele e é fundamental para ter um resultado na safra”, destaca.
Receita salta e empresa entra em ranking nacional
A trajetória recente da companhia é marcada por forte expansão. Após registrar faturamento de R$ 1,8 milhão em 2023, a Nobel alcançou R$ 30,6 milhões em receita operacional líquida em 2024, avanço de 1.530% em um ano.
Segundo Diegues, o crescimento está ligado ao controle das operações e ao uso intensivo de informações de mercado. “A operação foi estruturada para manter controle sobre todas as etapas, da negociação à entrega, o que permite maior previsibilidade mesmo em um mercado sujeito a variações de preço e câmbio”, afirma.
Ele também destaca a estratégia adotada desde o início da empresa. “Quem compra e vende, o dinheiro está na compra. Se você compra no momento correto e tem um pouco de previsibilidade na operação, consegue replicar isso e aos poucos você vai ganhando escala.”
Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).
Modelo integra operação do início ao fim
A Nobel atua de ponta a ponta na cadeia de importação. A operação inclui negociação direta com fornecedores internacionais, gestão cambial, acompanhamento de embarques e entrega ao cliente final.
A empresa utiliza a infraestrutura portuária de Santa Catarina, com acesso a terminais como Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Imbituba, por onde ocorre a entrada dos produtos no país.
O portfólio está dividido em duas frentes:
Agrícola: ureia granulada e perolada e cloreto de potássio, com origem em mercados como Rússia e Oriente Médio.
Nutrição animal: insumos como fosfato bicálcico, voltados à alimentação de ruminantes, com fornecimento internacional, incluindo a China.
Uso de dados orienta decisões de compra
Um dos pilares do modelo de negócio é o uso de tecnologia e inteligência de mercado. A empresa opera com um sistema interno que reúne histórico de preços dos últimos anos, permitindo monitorar oscilações e identificar oportunidades de compra.
“A base de tudo que a gente faz aqui é em cima de dados e não tanto de feeling. A gente conversa com produtores e traders lá fora, acessa informações desses fornecedores e compila tudo em um sistema interno”, diz Diegues.
Além disso, a Nobel produz um relatório semanal gratuito com dados sobre preços, câmbio e dinâmica do setor, distribuído a clientes e interessados.
De acordo com o executivo, a iniciativa busca reduzir a assimetria de informação no mercado. “Existem outros reports de mercado, mas muitos são caros e com uma linguagem muito técnica. A gente tenta traduzir isso de uma maneira mais prática e direta.”
Origem e estrutura enxuta marcam operação
A empresa foi criada a partir da experiência de Rafael Diegues no agronegócio e no mercado internacional. Engenheiro mecânico, ele atuou nos Estados Unidos antes de retornar ao Brasil e trabalhar com comercialização de grãos.
A Nobel iniciou as atividades focada na importação de ureia, em meio à volatilidade do mercado global de fertilizantes causada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. O cenário limitou o avanço inicial, com retomada a partir de 2023.
“A Nobel foi criada praticamente do zero. Começamos pequenos, reinvestindo na operação e crescendo aos poucos”, afirma.
A operação começou com uma estrutura reduzida, formada pelo fundador e pela co-fundadora e sócia, Cynthia Moreira, que atua como diretora de operações. Atualmente, a empresa conta com cerca de 20 colaboradores e segue em expansão.
Mercado segue volátil e exige gestão integrada
O crescimento da Nobel ocorre em um ambiente marcado por volatilidade de preços, câmbio e logística. Nesse contexto, o modelo “asset-light”, com foco em dados e controle de processos, tem sido utilizado como estratégia para garantir previsibilidade nas operações.
“O mercado é globalizado. O que acontece na China, no Oriente Médio ou na Rússia pode ter impacto direto no produtor aqui”, afirma Diegues.
A empresa atua como intermediária na cadeia de importação de insumos, conectando mercados globais à demanda brasileira em um setor considerado estratégico para o agronegócio.
“A gente tenta trazer para o nosso cliente as informações que a gente mesmo tem e opera, e democratizar um pouco esse acesso à informação. O produtor investe muito na produção em si, mas muitas vezes não se atenta à janela de oportunidade dos insumos, que é fundamental para ele ter um resultado melhor na safra”, conclui.
A Petrobras anunciou no sábado (31) que adotará, a partir desta segunda-feira (1º), desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A de uso rodoviário para distribuidoras. Com a medida, o valor médio de venda passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Segundo a companhia, a redução ocorre no âmbito da subvenção econômica instituída pela Medida Provisória nº 1.358, pelo Decreto nº 12.984 e pela Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.584.
Em nota, a Petrobras afirmou que o desconto equivalente ao valor da subvenção busca neutralizar a reoneração de PIS e Cofins prevista também para a segunda-feira (1º). A empresa informou que, para o consumidor final, a medida tende a compensar o efeito tributário decorrente da retomada da cobrança.
A estatal destacou ainda que avalia os termos da nova subvenção anunciada pelo governo federal. A medida provisória publicada neste sábado (31) criou um novo auxílio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para produtores e importadores do combustível, em substituição a programas adotados desde março.
O novo anúncio ocorre em um ambiente de volatilidade no mercado internacional de energia, citado no texto oficial em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Nesse contexto, a política de subvenção busca limitar o repasse imediato das oscilações externas ao mercado doméstico.
Para o setor agropecuário, o diesel é um item relevante na estrutura de custos, especialmente no transporte de insumos e da produção, além do abastecimento de tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores. O efeito prático sobre fretes, operações no campo e custos logísticos, no entanto, depende do repasse ao longo da cadeia de distribuição e da formação de preços nas bombas, etapa sobre a qual a Petrobras não detalhou projeções.
A companhia informou que qualquer decisão adicional sobre a nova subvenção será divulgada posteriormente ao mercado.
Até o momento, o dado confirmado é a redução de R$ 0,3515 por litro no preço do diesel A vendido pela Petrobras às distribuidoras a partir da segunda-feira (1º). O impacto final sobre o custo do combustível para transportadores, produtores rurais e demais consumidores dependerá do repasse efetivo da subvenção e da reoneração tributária nos próximos elos da cadeia.
A atividade industrial da China perdeu ritmo em maio, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (1) pela S&P Global em parceria com a RatingDog. O índice de gerentes de compras do setor manufatureiro caiu de 52,2 em abril para 51,8 em maio. Apesar da desaceleração, o indicador permaneceu acima de 50 pontos, nível que sinaliza expansão da atividade.
O resultado ficou levemente acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam 51,7 para o período. Na leitura do mercado, o dado mostra continuidade do crescimento da manufatura chinesa, embora em intensidade menor do que a observada no mês anterior.
Segundo a RatingDog, o desempenho de maio ainda aponta para expansão sólida do setor industrial e ajuda a reduzir pressões inflacionárias. O material disponível, no entanto, não detalha quais segmentos da indústria contribuíram mais para o recuo do índice nem informa a abertura dos componentes do indicador, como produção, novos pedidos e emprego.
O PMI industrial é acompanhado pelos agentes de mercado por funcionar como termômetro de curto prazo da atividade econômica. Leituras acima de 50 indicam avanço da manufatura, enquanto números abaixo desse patamar sugerem contração.
Para o agronegócio, o dado é acompanhado principalmente pelo peso da China no comércio global e nas compras de commodities. Embora o indicador se refira à indústria, e não diretamente ao consumo de alimentos ou matérias-primas agropecuárias, ele ajuda a compor a leitura sobre o ritmo da economia chinesa, fator relevante para exportadores, tradings e agentes do mercado de commodities.
Sem a divulgação de informações complementares sobre demanda interna, importações ou estoques, o alcance do dado para cadeias específicas do agro permanece limitado nesta etapa.
No curto prazo, o indicador reforça um cenário de expansão moderada da atividade chinesa. Uma avaliação mais precisa sobre possíveis reflexos para commodities e exportações brasileiras depende da combinação deste dado com outros indicadores, como comércio exterior, crédito, consumo e atividade do setor de serviços.
A segunda-feira (1º) será marcada por tempo estável em boa parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Apesar disso, a circulação de umidade e a atuação de sistemas atmosféricos ainda favorecem chuva fraca e isolada em áreas litorâneas e pontos do interior do país, segundo a previsão da Climatempo.
Sul
O destaque segue para o avanço de um ar frio pós-frontal, que mantém as temperaturas mais amenas durante a manhã, principalmente nas áreas de serra e no sul do Rio Grande do Sul e do Paraná. A circulação de umidade vinda do oceano provoca maior nebulosidade e chuva fraca entre o litoral do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Já no interior da região, o tempo permanece firme, com sol entre nuvens. No Paraná, pancadas fracas podem ocorrer entre o norte e o interior do estado durante a tarde, mas sem acumulados expressivos. À noite, as instabilidades perdem força e ficam restritas ao litoral paranaense.
Sudeste
Uma frente fria posicionada sobre o oceano mantém o transporte de umidade para áreas do litoral e da faixa leste da região. Com isso, há previsão de chuva fraca no litoral e sul de São Paulo, além de áreas do Rio de Janeiro e do sul do Espírito Santo.
No interior paulista, especialmente nas regiões próximas à divisa com o Paraná, pancadas isoladas também podem ocorrer devido à atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera.
Em Minas Gerais, a circulação de umidade favorece chuva entre o leste, centro-sul, região de Belo Horizonte e nordeste do estado. Em alguns pontos, as pancadas podem ter forte intensidade.
Nas demais áreas do Sudeste, o tempo segue firme, com presença maior do sol. As temperaturas ficam mais agradáveis no sul e litoral paulista, além do sul mineiro.
Centro-Oeste
O ar seco mantém o predomínio de tempo firme na maior parte da região. O sol aparece entre poucas nuvens e as temperaturas seguem elevadas, principalmente em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e norte de Mato Grosso do Sul.
A umidade relativa do ar continua baixa durante a tarde em áreas do interior de Mato Grosso, norte e oeste de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul.
Mesmo assim, a combinação entre calor e umidade favorece pancadas isoladas com trovoadas em áreas do norte, leste e interior de Goiás e do Distrito Federal, além do sul e sudeste de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, também há previsão de chuva fraca e isolada entre o norte, leste e sudoeste do estado.
Nordeste
A circulação marítima continua estimulando chuva ao longo da costa leste da região. Entre o litoral da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, a previsão é de chuva fraca a moderada ao longo do dia.
No litoral da Bahia, principalmente entre Salvador e o sul do estado, o transporte de umidade aumenta o risco para chuva forte e temporais em alguns períodos.
Já entre o norte do Maranhão, norte do Piauí, litoral e interior do Ceará, as pancadas podem ocorrer com moderada a forte intensidade, acompanhadas de trovoadas e possibilidade de temporais isolados.
O interior nordestino segue com tempo seco e quente, além de baixos índices de umidade entre o norte e oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e sul do Piauí.
Norte
A combinação entre calor, elevada umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o tempo bastante instável.
Há condições para pancadas fortes, temporais isolados, trovoadas e rajadas de vento em Roraima, Amapá e grande parte do Amazonas e do Pará.
Segundo a previsão, o calor ao longo do dia favorece o rápido desenvolvimento de nuvens carregadas, com potencial para chuva intensa em curto período, principalmente em Roraima e no extremo norte do Amazonas.
No Acre, a chuva ocorre de forma irregular, variando entre fraca e moderada, mas podendo ganhar força no oeste do estado.
Já em Rondônia, Tocantins e sul do Pará, o tempo permanece mais firme, com sol entre nuvens e baixos índices de umidade relativa do ar durante a tarde, especialmente em Tocantins.