ApexBrasil apresenta estudo sobre impactos das tarifas dos EUA nas exportações brasileiras

A ApexBrasil apresentou, em Brasília, um estudo atualizado sobre os impactos da recente decisão da sessão 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos nas exportações brasileiras. O objetivo do estudo é desenvolver estratégias de diversificação para o setor produtivo e direcionar esforços para novos mercados, como a Europa.
Impactos das tarifas
O presidente da Apex Brasil, Laudemir Miller, destacou que a decisão dos Estados Unidos gerou um ambiente de incerteza para os exportadores nacionais. Ele classificou a medida como absurda do ponto de vista comercial, afirmando que nenhuma empresa americana defende tal tarifa.
Dados do comércio Brasil-EUA
- O comércio entre Brasil e Estados Unidos movimenta R$ 8 bilhões.
- 7,2 milhões de reais estão sendo impactados pelas novas tarifas.
- 2.400 empresas brasileiras exportam para os EUA, das quais a Apex Brasil apoia 57.
Setores mais afetados
O estudo revelou que o impacto das tarifas varia por setor e estado. São Paulo é o estado mais afetado, seguido por Santa Catarina. O setor de mel, por exemplo, é responsável por 85% do mel orgânico importado pelos EUA.
Ações da ApexBrasil
A Apex Brasil está dialogando com empresas americanas para ampliar a isenção de tarifas e reservou R$ 130 milhões para trabalhar com as 57 entidades do setor produtivo. Um plano de diversificação será anunciado em agosto.
Reações do governo
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, contestou as alegações dos EUA, afirmando que a medida é injusta, já que os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil. Ele ressaltou que a tarifa média de entrada de produtos americanos no Brasil é de apenas 3,1%.
O governo federal também anunciou uma nova fase do programa Brasil Soberano, que visa ajudar as empresas brasileiras afetadas pelo novo tarifaço.
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