terça-feira, junho 9, 2026

Autor: Redação

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Inadimplência rural fecha 2025 em 8,2%, maior nível da série trimestral da Serasa


Inadimplência rural fecha 2025 em 8,2%, maior nível da série trimestral da Serasa

A inadimplência no agronegócio brasileiro encerrou 2025 no maior patamar da série trimestral da Serasa Experian. Segundo o Boletim Agro divulgado nesta segunda-feira (1º), o índice chegou a 8,2% da população rural no quarto trimestre, acima dos 7,2% registrados no mesmo período de 2024 e dos 8% verificados no terceiro trimestre de 2025. O levantamento considera dívidas de pessoas físicas do meio rural vencidas há mais de 180 dias, de pelo menos R$ 1 mil, ligadas ao financiamento e às atividades do setor.

Pela série apresentada pela empresa, a inadimplência subiu de 7,2% no quarto trimestre de 2024 para 7,6% no primeiro trimestre de 2025, 7,9% no segundo, 8% no terceiro e 8,2% no fechamento do ano. Apesar da desaceleração no ritmo de alta entre o terceiro e o quarto trimestre, o movimento ainda não indica reversão do quadro.

Em nota, o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, afirmou que produtores seguem enfrentando margens apertadas, custos elevados, volatilidade de preços e crédito mais seletivo. Segundo ele, esses fatores mantêm a pressão sobre o fluxo de caixa no campo.

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A abertura por perfil mostra maior inadimplência entre produtores sem informação de registro rural, com 9,9%. Na sequência aparecem grandes proprietários, com 9,8%, produtores médios, com 8,3%, e pequenos, com 7,8%.

As dívidas em atraso continuam concentradas em instituições financeiras, categoria que reúne bancos, fundos de investimento e cooperativas de crédito, com incidência de 7,2% da população rural no quarto trimestre. Débitos com credores diretamente ligados ao agronegócio responderam por 0,3%, enquanto outros setores da cadeia, como transporte, armazenagem e seguros, representaram 0,2%.

Mesmo com menor incidência, as dívidas com credores do setor agropecuário apresentaram o maior valor médio entre inadimplentes: R$ 138,2 mil, ante R$ 115,5 mil nas instituições financeiras e R$ 32,6 mil em outros segmentos relacionados.

Regionalmente, o Sul teve a menor taxa, com 5,7%, seguido pelo Sudeste, com 7%. Os maiores índices foram observados no Norte, com 12,5%, no Centro-Oeste, com 9,6%, e no Nordeste, com 9,4%. Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou 5,3%, enquanto o Amapá teve 19,9%. Entre os principais produtores, Mato Grosso marcou 10,8%, Goiás 9,1% e Mato Grosso do Sul 8,2%.

A Serasa Experian também informou que a pontuação média do Agro Score caiu de 616 para 600 pontos entre o quarto trimestre de 2024 e o de 2025. Segundo a empresa, o dado reforça um ambiente mais cauteloso para concessão de crédito e avaliação de risco. A companhia ressalta ainda que, com a atualização do mapeamento de 11,3 milhões de pessoas físicas da população rural, as estatísticas históricas foram refeitas e não são comparáveis com divulgações anteriores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Inadimplência no agro sobe e atinge 8,2%, aponta Serasa Experian


calculando impostos e dívidas
Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A inadimplência da população rural brasileira voltou a crescer e atingiu 8,2% no quarto trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (1º)  pela Serasa Experian. O índice representa alta de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024 e avanço de 0,2 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior.

O levantamento considera dívidas de pessoas físicas ligadas ao meio rural vencidas há mais de 180 dias e contraídas junto a empresas de setores relacionados ao agronegócio.

Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o setor ainda enfrenta um cenário de pressão financeira, mesmo com sinais pontuais de estabilização em alguns segmentos.

“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, afirma.

Grandes produtores e arrendatários lideram inadimplência

Os dados mostram que produtores sem informação de registro rural, perfil que pode incluir arrendatários ou integrantes de grupos familiares e econômicos, apresentaram a maior taxa de inadimplência do período, com 9,9%.

Na sequência aparecem os grandes proprietários rurais, com índice de 9,8%, seguidos pelos médios produtores, com 8,3%, e pelos pequenos produtores, com 7,8%.

Bancos concentram maior parte das dívidas

A maior parte da inadimplência rural está concentrada em operações com instituições financeiras, responsáveis por uma taxa de 7,2%.

Já as dívidas diretamente ligadas a fornecedores e empresas do agronegócio representaram 0,3%, enquanto outros setores relacionados ao agro responderam por 0,2%.

Apesar disso, os maiores valores médios de dívida foram registrados justamente nas operações ligadas ao agronegócio.

Segundo a Serasa Experian, a dívida média dos inadimplentes com instituições financeiras chegou a R$ 115,5 mil no quarto trimestre de 2025. No setor agro, o valor médio alcançou R$ 138,2 mil.

Já em áreas como transporte, armazenagem e seguros ligados ao agronegócio, a média ficou em R$ 32,6 mil.

“O perfil do crédito rural, marcado por tickets mais altos, prazos mais longos e maior exposição financeira, faz com que poucos inadimplentes concentrem montantes expressivos de dívida, ampliando o risco mesmo em um cenário de taxa relativamente controlada”, explica Marcelo Pimenta.

Sul tem menor índice de inadimplência do país

Na análise regional, a região Sul apresentou o menor percentual de inadimplência rural do país, com taxa de 5,7%.

O Sudeste aparece na sequência, com 7,0%. Já Centro-Oeste e Nordeste registraram índices próximos, de 9,6% e 9,4%, respectivamente.

A maior taxa foi observada na região Norte, onde a inadimplência rural atingiu 12,5%.

Entre os estados, o Rio Grande do Sul teve o melhor desempenho, com índice de 5,3%, seguido por Paraná e Santa Catarina. Na outra ponta, o Amapá registrou a maior taxa do país, chegando a 19,9%.

Segundo a Serasa Experian, o desempenho gaúcho chama atenção diante das recentes perdas provocadas por eventos climáticos extremos.

“O desempenho do Rio Grande do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de cooperativas e sistemas integrados, além do uso mais expressivo do seguro agrícola e de linhas de crédito para renegociação de dívidas”, afirma Marcelo Pimenta.

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de tilápia caem 54% no Paraná



Mercado dos EUA impacta exportações de tilápia



Foto: Canva

As exportações de pescados do Paraná registraram queda no primeiro quadrimestre de 2026, após anos de crescimento impulsionado principalmente pela cadeia da tilápia. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De janeiro a abril deste ano, o estado exportou cerca de 1,2 mil toneladas de pescados, volume 54% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A retração interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos no setor.

Segundo o levantamento do Deral, a carne de tilápia continua sendo o principal produto da pauta exportadora do segmento, respondendo por mais de 86% do volume embarcado pelo Paraná.

A análise aponta que a redução das exportações pode estar relacionada às incertezas geradas pelo impasse tarifário envolvendo os Estados Unidos, principal destino da carne de tilápia produzida no estado. Diante desse cenário, cooperativas e empresas do setor podem ter optado por desacelerar os embarques enquanto aguardam uma definição sobre as condições de acesso ao mercado norte-americano.

De acordo com o Deral, a dependência do mercado dos Estados Unidos para a comercialização da tilápia paranaense torna o segmento mais sensível a mudanças nas regras de comércio internacional, o que pode influenciar diretamente o ritmo das exportações.

Apesar da retração registrada nos primeiros quatro meses do ano, a tilápia segue como o principal produto da piscicultura paranaense voltado ao mercado externo, mantendo posição de destaque na pauta exportadora do agronegócio estadual.





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BNDES libera R$ 150 milhões do Sertão Vivo para agricultores da Paraíba


MDA e Fundação Banco do Brasil firmam acordo para ações em territórios tradicionais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (1º), em João Pessoa (PB), apoio de R$ 150 milhões ao programa Sertão Vivo na Paraíba. A iniciativa é voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no semiárido e à adaptação às mudanças climáticas. Segundo o banco, mais de 37,6 mil famílias em 157 municípios devem ser atendidas, com alcance estimado de cerca de 150 mil pessoas.

De acordo com o BNDES, o pacote para a Paraíba reúne cerca de R$ 126,4 milhões em crédito e aproximadamente R$ 23,6 milhões em recursos não reembolsáveis. A estrutura financeira foi montada em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e com o Green Climate Fund (GCF).

Os recursos devem financiar tecnologias de acesso à água, ampliação de infraestrutura hídrica, assistência técnica e implantação de sistemas produtivos adaptados ao semiárido, como agroflorestas e quintais produtivos. A proposta é reduzir a exposição de produtores a secas recorrentes e ampliar a capacidade de manutenção da produção em áreas com insegurança hídrica.

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Na prática, o crédito será direcionado aos investimentos produtivos e de infraestrutura, enquanto a parcela não reembolsável deverá sustentar capacitação, suporte técnico e fortalecimento das comunidades atendidas. Segundo o BNDES, o programa prioriza mulheres, jovens e comunidades tradicionais.

Durante o lançamento, o diretor do Fida para o Brasil, Arnoud Hameleers, afirmou que o semiárido está entre as regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e que o investimento em água, produção sustentável e resiliência climática integra a estratégia de longo prazo do programa.

Para o setor agropecuário local, a medida tem relação direta com a capacidade de elevar produtividade, reduzir risco climático e ampliar a segurança alimentar em propriedades familiares. O banco também informou que a iniciativa prevê recuperação de áreas degradadas da caatinga, uso mais eficiente da água e redução de emissões associadas à produção.

Após a fase inicial de preparação, concluída em maio, o programa entra agora na etapa de implementação, com contratação de equipes e início das ações nos territórios prioritários.

O avanço do Sertão Vivo na Paraíba dependerá da execução estadual, da oferta de assistência técnica e da implantação das estruturas previstas. Até o momento, não foram detalhados pelo BNDES o cronograma operacional por município nem os critérios de acesso das famílias aos investimentos produtivos.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Decreto bloqueia R$ 8,3 bilhões do orçamento de ministérios e agências de infraestrutura


Custos operacionais mantêm fretes agropecuários em patamar elevado

O governo federal bloqueou R$ 8.338.406.920 do orçamento de ministérios e agências reguladoras de infraestrutura por meio do Decreto 12.990, publicado na sexta-feira (29). A medida retirou disponibilidade de recursos de pastas técnicas e órgãos reguladores. Entre os ministérios citados, o das Cidades concentrou o maior valor, com R$ 3,797 bilhões, seguido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, com R$ 2 bilhões.

No recorte apresentado, o Ministério dos Transportes teve R$ 1,718 bilhão bloqueados. O Ministério de Portos e Aeroportos perdeu R$ 447 milhões, o Ministério de Minas e Energia teve R$ 43 milhões contingenciados e o Ministério das Comunicações, R$ 17 milhões.

Entre as agências reguladoras, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) registrou bloqueio de R$ 57 milhões. Na sequência aparecem a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com R$ 51,8 milhões, e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com R$ 45 milhões.

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Também foram atingidas a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com R$ 38 milhões, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com R$ 34,3 milhões, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com R$ 24 milhões, a Agência Nacional de Mineração (ANM), com R$ 22,6 milhões, e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com R$ 14,2 milhões.

Para o setor agropecuário, o dado central é que a contenção alcança áreas ligadas à infraestrutura de transporte, portos, energia e combustíveis, que têm relação direta com o escoamento de grãos, carnes, açúcar, fibras e demais produtos do campo. No entanto, o decreto citado no conteúdo não detalha, até o momento, quais ações, contratos, obras, fiscalizações ou programas específicos serão afetados em cada órgão.

Sem esse detalhamento, ainda não é possível dimensionar com precisão o efeito operacional sobre rodovias, hidrovias, terminais portuários, regulação de fretes, abastecimento energético ou acompanhamento do mercado de combustíveis e biocombustíveis.

O impacto prático para cadeias agroindustriais dependerá da execução orçamentária dos próximos meses e da definição de quais despesas ficarão efetivamente limitadas. Até a divulgação desse detalhamento pelos órgãos responsáveis, a consequência sobre logística e infraestrutura para o agronegócio permanece indefinida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Altônia recebe R$ 35 milhões para estradas rurais, pavimentação e maquinários


Altônia recebe R$ 35 milhões para estradas rurais, pavimentação e maquinários

O município de Altônia, no Noroeste do Paraná, terá mais de R$ 35 milhões em recursos estaduais para obras urbanas e rurais, segundo anúncio feito nesta quinta-feira (28). Entre as medidas estão a pavimentação da Estrada do Massapé, a recuperação da Estrada Municipal Iracema Farias e a compra de maquinários para serviços públicos. Parte dos investimentos tem relação direta com o deslocamento entre propriedades, comunidades rurais e áreas de produção agrícola.

De acordo com informações divulgadas pelo governo estadual, a pavimentação da Estrada do Massapé será realizada no trecho entre a Comunidade Paineira 2, com extensão de 9,5 quilômetros e investimento de R$ 11,3 milhões. A via liga comunidades rurais, propriedades agrícolas e o perímetro urbano do município.

Também foi autorizada a licitação para a recuperação asfáltica da Estrada Municipal Iracema Farias, ligação entre a sede urbana de Altônia e o distrito de Jardim Paredão. A obra prevê recape em 56,6 mil metros quadrados, com aporte de R$ 5,8 milhões. Segundo o material oficial, a estrada concentra tráfego diário de moradores, acesso a serviços e transporte da produção agrícola.

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Na área de apoio operacional, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) destinou R$ 3,73 milhões para a aquisição de um caminhão, duas pás-carregadeiras e uma motoniveladora. As duas pás-carregadeiras já foram entregues. O reforço da frota pode ampliar a capacidade de manutenção de estradas rurais, ponto relevante para o tráfego de insumos e para a saída de mercadorias do campo.

O pacote inclui ainda obras urbanas, como a reforma da Avenida 7 de Setembro, com investimento total de R$ 5,6 milhões em mais de 30 mil metros quadrados, além de recursos para educação e saúde. No conjunto, os investimentos indicam foco em mobilidade local e conexão entre zona urbana e rural.

Uma das fontes ouvidas no anúncio foi o produtor de cachaça artesanal Devair Menegati, que atua na região da Estrada do Massapé. Segundo ele, a melhoria do acesso pode facilitar o transporte da produção e a circulação de visitantes em empreendimentos rurais.

Do ponto de vista técnico, o principal efeito para o setor agropecuário local está na melhoria da logística rural e na manutenção viária, fatores que influenciam o custo e o tempo de transporte. Ainda não foram informados cronogramas detalhados de execução para todas as frentes anunciadas, o que limita uma estimativa mais precisa sobre prazos de entrega e impacto operacional.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Colheita da safrinha de milho chega a 2,4% no Centro-Sul, aponta AgRural


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A colheita da segunda safra de milho, a safrinha, alcançou 2,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última quinta-feira (28), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (1). Na semana anterior, o índice era de 0,9%, e, no mesmo período do ano passado, estava em 1,3%. O avanço é liderado por Mato Grosso, enquanto o Paraná ainda registra ritmo mais lento por causa da umidade.

De acordo com a AgRural, Mato Grosso concentra o maior avanço dos trabalhos de campo nesta fase inicial da colheita. O Paraná aparece na sequência, mas com distância maior, já que a umidade ainda limita a entrada das máquinas em parte das áreas produtoras.

A consultoria informou que a expectativa é de boas produtividades em Mato Grosso e no Paraná, além de Mato Grosso do Sul e da região sul de São Paulo. Esse quadro sugere desempenho mais favorável em áreas que mantiveram umidade suficiente para o desenvolvimento das lavouras até a reta final do ciclo.

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Em sentido contrário, produtores do norte de São Paulo, de Minas Gerais e de Goiás já fazem contas sobre as perdas associadas à estiagem prolongada. O levantamento não detalha, no material disponível, o percentual de quebra por Estado nem a área afetada em hectares, o que limita uma mensuração mais precisa do impacto regional neste momento.

Os dados mostram que a colheita avança em ritmo superior ao de igual período de 2025, mas o resultado final da safrinha no Centro-Sul seguirá condicionado pela diferença climática entre as regiões. Como o milho de segunda safra tem peso central na oferta nacional do cereal, o comportamento da produtividade nesses Estados será determinante para a consolidação da produção.

A evolução da colheita nas próximas semanas deve oferecer um quadro mais claro sobre o tamanho das perdas nas áreas atingidas pela seca e sobre o potencial produtivo nas regiões com melhor condição de umidade. Até lá, a leitura disponível indica um início de colheita mais adiantado no Centro-Sul, mas com desempenho desigual entre os Estados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa e Carrefour firmam parceria para qualificar produtores de hortifrúti


Embrapa e Carrefour firmam parceria para qualificar produtores de hortifrúti

A Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), e o Grupo Carrefour Brasil firmaram uma parceria para qualificar fornecedores e produtores, principalmente de frutas, legumes e verduras (FLV). O acordo foi anunciado em 1º de junho e prevê a oferta de conteúdos técnicos em formato virtual, com foco em rastreabilidade, segurança alimentar, sustentabilidade e gestão na cadeia de abastecimento.

Segundo as instituições, a iniciativa vai utilizar a base do Curso de Tecnologia Pós-colheita em Frutas e Hortaliças, já disponível gratuitamente na plataforma e-Campo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o pesquisador Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação, o curso reúne sete módulos e recebeu cerca de 28,5 mil inscrições desde 2019, com participantes de todos os estados brasileiros e de 23 países.

A proposta é integrar esse conteúdo à Jornada da Autonomia do Grupo Carrefour Brasil, que reúne as bandeiras Atacadão, Carrefour e Sam’s Club. O acordo de cooperação técnica terá duração de quatro anos. Conforme as entidades, o objetivo é apoiar o monitoramento de indicadores, identificar pontos de melhoria e ampliar ações de capacitação voltadas à qualidade dos alimentos, à rastreabilidade, à conformidade socioambiental e à eficiência produtiva.

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Na prática, a parceria alcança um elo sensível da cadeia de FLV, segmento em que exigências de pós-colheita, padronização, controle de origem e atendimento a protocolos de segurança alimentar influenciam perdas, acesso ao varejo e organização da oferta. A aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo também pode ampliar a circulação de boas práticas entre fornecedores e produtores, especialmente em temas ligados a responsabilidade social, saúde e segurança e direitos trabalhistas.

Marcos Ferreira afirmou que a cooperação pode contribuir para entender com mais detalhe as demandas do mercado de frutas, verduras e legumes e aproximar as pesquisas sobre qualidade do alimento da realidade comercial. Já o Grupo Carrefour Brasil informou, por meio de seu diretor de Gestão de Riscos, Elizeu Lucena, que a iniciativa busca levar conhecimento técnico-científico à ponta da cadeia com foco em gestão e conformidade.

Com a cooperação estruturada por quatro anos, o avanço da iniciativa dependerá da adesão de fornecedores e produtores aos conteúdos e práticas previstas. As instituições não detalharam, até o momento, metas quantitativas de alcance, indicadores de desempenho ou número de participantes esperado nesta nova etapa.

Fonte: embrapa.br

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Alta demanda por biodiesel sustenta preços da soja, aponta Cepea


Biodiesel e soja
Imagem gerada por inteligência artificial

O óleo de soja no mercado internacional tem sustentado os preços da oleaginosa, aumentando a participação do derivado na rentabilidade das indústrias processadoras, principalmente nos Estados Unidos. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a forte demanda por biodiesel também tem contribuído para a valorização das cotações do grão.

No cenário nacional, segundo pesquisadores do Cepea, a alta internacional não teve a mesma intensidade no Brasil, principalmente devido à pressão dos prêmios de exportação e à demanda doméstica ainda enfraquecida.

De acordo com o centro de estudos, o farelo da oleaginosa também teve avanço nas cotações, visto que existe uma expectativa de aumento da procura internacional pelo derivado.

Enquanto isso, o farelo brasileiro apresenta recuo nos preços, motivados pela demanda doméstica ainda fraca. Consumidores do produto seguem bem abastecidos e compras tem sido apenas para reposições pontuais.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr

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Preços da ureia acumulam 25% de queda; o que isso significa para a próxima safra?


ureia
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

As cotações da ureia nos portos brasileiros já acumulam uma queda de aproximadamente 25% nas últimas seis semanas, conforme análise da StoneX divulgada nesta segunda-feira (1º). A ureia é o fertilizante é o mais utilizado no mundo, essencial para culturas como o milho e a cana-de-açúcar.

Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da consultoria, explica que apesar do viés de baixa, os preços da ureia seguem elevados, o que acaba limitando a atividade comercial.

“Com as relações de troca pouco atrativas, os compradores estão cautelosos”, diz. A principal razão para esse cenário, de acordo com o analista, é a restrição logística causada pela paralisação no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, a oferta global de nitrogenados como ureia, amônia e enxofre acaba limitado.

Vale ressaltar que o Oriente Médio engloba alguns dos maiores exportadores de ureia e amônia do mundo, como é o caso do Irã. O país foi alvo de uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel no final de fevereiro e controla o fluxo marítimo da região. Desde o início do conflito, a navegação no Estreito de Ormuz segue incerto.

O papel da Índia no mercado

A queda nos preços da ureia, segundo o analista da StoneX, também reflete a percepção de enfraquecimento da demanda global. Nem mesmo a nova licitação da Índia, tradicionalmente vista pelo mercado como um fator de sustentação para as cotações, foi suficiente para interromper o movimento de baixa.

“O resultado reforça a leitura de que a demanda internacional segue fragilizada”, afirma Pernías.

Impacto da queda na próxima safra

O Brasil importa cerca de 85% a 90% dos fertilizantes que consome. Essa queda consecutiva é, em teoria, uma boa notícia para o produtor brasileiro que está planejando a próxima safra, pois reduz o custo de produção.

No entanto, o mercado segue travado porque os agricultores estão esperando novas desvalorizações antes de fechar as compras, na expectativa de identificar um piso para os preços.

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