domingo, julho 26, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

RS entra em alerta para chuva extrema e temporais


Um cenário de alto risco meteorológico começa a se formar sobre a Região Sul do Brasil e deve provocar vários dias consecutivos de tempestades intensas, principalmente no Rio Grande do Sul, a partir desta quinta-feira (16). Segundo informações da Meteored, a combinação entre um Rio Atmosférico, um Jato de Baixos Níveis e uma intensa onda de calor favorecerá a ocorrência de chuva extrema e eventos severos.

De acordo com a previsão, um dos principais fatores responsáveis pela intensificação das instabilidades será o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis, com ventos que podem superar 150 km/h nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o calor intenso deve aumentar a instabilidade atmosférica. Entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), as temperaturas poderão ultrapassar os 32°C em diversos municípios da Região Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a anomalia térmica poderá alcançar até 15°C acima da média.

A interação entre calor, grande disponibilidade de umidade e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis criará condições favoráveis para a formação de tempestades intensas no Rio Grande do Sul. Os temporais devem começar nesta quinta-feira (16), seguir até domingo (19) e podem continuar ao longo da próxima semana.

O sábado (18) é apontado como o período de maior preocupação. As projeções indicam elevado potencial para tempestades severas entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com possibilidade de granizo, rajadas destrutivas de vento, microexplosões e até mesmo tornados.

Nos próximos dez dias, os acumulados de chuva podem variar entre 200 e 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, sendo o território gaúcho o mais afetado. A previsão também não descarta volumes ainda maiores em pontos isolados, o que amplia o risco de impactos.

Com esse cenário, aumentam as chances de interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e galhos, danos em telhados, estruturas e lavouras provocados pelo granizo, além de transbordamento de rios, alagamentos e ocorrência de descargas elétricas.

A Meteored destaca ainda que um dos principais indicadores para previsão de eventos extremos, o Índice de Previsão Extrema (EFI) do modelo numérico ECMWF, aponta valores elevados para precipitação entre os dias 17 e 22 de julho sobre o Rio Grande do Sul e áreas vizinhas, incluindo partes de Santa Catarina, Uruguai e Argentina. O índice sinaliza uma elevada probabilidade de volumes de chuva excepcionalmente altos.

Outro fator de atenção é o Índice de Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), que deve atingir valores extremamente elevados no sábado (18). Na prática, isso indica uma atmosfera muito instável e favorável à formação de tempestades de grande intensidade.

Segundo a análise da Meteored, não está descartada a possibilidade de que os impactos previstos durante a segunda quinzena de julho se aproximem das proporções observadas nas enchentes históricas registradas em 2024. Diante desse cenário, a recomendação é de atenção redobrada por parte das autoridades e da população para reduzir os riscos relacionados a transbordamentos, inundações, deslizamentos de terra e outros eventos severos.





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Avanço de frente fria deve trazer tempestade e ventos de 100 km/h neste sábado


ciclone extratropical - agencia brasil - frente fria, na previsão do tempo
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Condições climáticas severas no Sul do país motivadas pelo avanço de frente fria, e tempo seco com picos de calor em outras regiões: confira a previsão do tempo da Climatempo para este sábado (18):

Sul

A atuação de uma área de baixa pressão associada ao avanço de uma frente fria mantém o tempo muito instável no Rio Grande do Sul. Há risco de tempestades severas, com chuva intensa, descargas elétricas, granizo, rajadas acima de 90 km/h, supercélulas e possibilidade de tornados no centro-oeste e zona sul do estado. Os maiores acumulados, superiores a 100 mm, devem atingir a faixa sul, Campanha, litoral sul, sudoeste, oeste e região de Santa Maria, com perigo para alagamentos e transbordamentos. Em Santa Catarina, o tempo segue firme, com aumento de nebulosidade no oeste. No Paraná, o veranico mantém sol, temperaturas acima da média e baixa umidade. Na metade norte gaúcha, o tempo permanece firme, mas com vento norte intenso e ventos que podem chegar a 100 km/h.

Sudeste

O bloqueio atmosférico sobre o Atlântico Sul mantém o tempo firme na maior parte da região e fortalece o veranico em São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro, com temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média e baixa umidade à tarde. Apenas o nordeste de Minas Gerais e o litoral do Espírito Santo têm chuva fraca e isolada devido à circulação de umidade marítima. Há predomínio de sol, manhãs amenas, possibilidade de geada pontual na Serra da Mantiqueira e tardes mais quentes. A umidade fica muito baixa no oeste e norte paulista e no centro-oeste, Triângulo e noroeste mineiro, onde os índices podem chegar entre 12% e 20%. O litoral do Rio de Janeiro pode registrar ventos moderados.

Centro-Oeste

A massa de ar seco mantém o tempo firme em toda a região. O veranico ganha força em Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso, com temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média. Predomina o sol e não há chuva na maior parte da região, mas o oeste e noroeste mato-grossense podem receber chuva fraca e isolada devido à umidade vinda do Norte do país e ao aquecimento diurno. A umidade permanece baixa, principalmente em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e metade leste de Mato Grosso, com índices entre 12% e 20%.

Nordeste

A circulação de umidade marítima mantém chuva moderada a forte no litoral da Bahia, entre Salvador e Ilhéus, e entre o litoral de Alagoas e o Rio Grande do Norte, com risco de temporais entre o litoral norte de Pernambuco e o do Rio Grande do Norte, com chance de chuva volumosa. As precipitações podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento. Na costa norte, entre os litorais do Maranhão, Piauí e Ceará, chove de forma fraca a pontualmente moderada, com maior intensidade em Fortaleza. No interior, o tempo segue firme, com baixa umidade no centro-oeste da Bahia e na metade sul do Piauí e do Maranhão.

Norte

A convecção tropical, reforçada pelo fluxo de umidade amazônico e pelo calor, mantém pancadas de chuva com trovoadas em grande parte da região. Os maiores volumes ocorrem na metade norte do Amazonas, em Roraima, no Amapá e no noroeste, oeste, norte e centro do Pará. No Acre, Rondônia, sul do Amazonas e litoral paraense, a chuva é mais fraca. No restante do Pará e no Tocantins, o tempo segue mais firme. As temperaturas permanecem elevadas e a umidade fica baixa no Tocantins e no sul, sudoeste e leste do paraense.

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Carinata ganha espaço na rotação de culturas


A área cultivada com carinata segue em expansão no Rio Grande do Sul nesta safra de inverno, impulsionada pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção e ampliar a rotação de culturas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, que aponta bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do Estado.

Na região administrativa de Santa Rosa, a estimativa é de aproximadamente 2.600 hectares cultivados. Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras estão, em sua maioria, na fase de desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento e evolução do ciclo considerados satisfatórios. As condições são semelhantes às observadas na canola, principalmente em relação à presença de pragas, que exigem monitoramento constante. De forma geral, o desenvolvimento das plantas é favorecido pelas condições climáticas registradas até o momento.

Na região de Santa Maria, onde são previstos 1.526 hectares, o plantio foi concluído. Em Tupanciretã, município responsável por 1.105 hectares da área cultivada, as lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, dentro do esperado e com boas condições sanitárias. Os produtores realizam a adubação em cobertura e o controle de plantas daninhas. Conforme o levantamento, a ocorrência de geadas pode ter provocado prejuízos, mas os possíveis impactos ainda estão sendo avaliados.

Na região de Pelotas, o plantio também está praticamente finalizado. A expectativa é de 1.298 hectares cultivados. As áreas já implantadas apresentam desenvolvimento considerado normal para a época, e todas as lavouras permanecem na fase vegetativa.

Na região de Erechim, alguns agricultores optaram pela carinata como alternativa para o cultivo de inverno, principalmente em substituição ao trigo, em razão dos preços praticados para o cereal. Toda a área prevista já foi implantada e também se encontra em estágio de desenvolvimento vegetativo.

Em relação à comercialização, o informativo indica que o valor pago ao produtor na região de Santa Rosa é de R$ 125,22 por saca de 60 quilos. Na região de Erechim, o preço estabelecido em contratos chega a R$ 147,00 por saca.





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Soja cai em Chicago e preços avançam no Brasil


O mercado da soja encerrou a quinta-feira com queda em Chicago, enquanto as cotações físicas avançaram em várias praças brasileiras, em meio à pressão logística, custos elevados e necessidade de liberar espaço nos armazéns. Segundo análise da TF Agroeconômica, a baixa na CBOT refletiu realização de lucros e a desvalorização do real diante do dólar, fator que melhora a competitividade da soja brasileira.

O contrato de agosto recuou 0,60%, para US$ 11,95 por bushel, e o de setembro caiu 0,59%, a US$ 11,8525. O farelo para agosto subiu 1,25%, para US$ 322,90 por tonelada curta, enquanto o óleo perdeu 0,67%, a 72,43 centavos por libra-peso. As vendas externas dos Estados Unidos tiveram desempenho misto. A safra 2025/26 registrou 188,3 mil toneladas, abaixo da média recente, mas a temporada 2026/27 somou 1,769 milhão de toneladas, com a China respondendo por 1,056 milhão. O clima seco e quente previsto para o Meio-Oeste norte-americano limitou as perdas.

No Brasil, os preços mostraram firmeza em parte do Sul e do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu moderada, com valores entre R$ 134 e R$ 140 por saca. No Paraná, o mercado avançou no interior e em Paranaguá, onde a soja chegou a R$ 141. Em Santa Catarina, os negócios permaneceram lentos, embora o esmagamento regional ajudasse a reduzir a pressão sobre os silos.

Em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, as altas ocorreram em bloco, mas o déficit de armazenagem, os fretes elevados e o avanço do milho safrinha mantiveram a pressão sobre os produtores. Em Mato Grosso, a necessidade de escoar estoques se intensificou com a projeção de safra recorde de milho e com o aumento do crédito rural problemático.





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Dólar muda o rumo do milho e sustenta preços



Nos estados, a liquidez permaneceu baixa


Nos estados, a liquidez permaneceu baixa
Nos estados, a liquidez permaneceu baixa – Foto: Pixabay

O mercado futuro de milho encerrou a quinta-feira em alta, apoiado pela melhora das perspectivas de exportação e pelo câmbio. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço do dólar ajudou as cotações da B3 a não acompanhar a queda de Chicago, enquanto o maior movimento comercial levou operadores a buscar proteção na bolsa brasileira.

A quebra na Europa e a menor capacidade de exportação da Ucrânia ampliaram a presença dos milhos brasileiro e dos Estados Unidos no mercado global. A alta dos prêmios de exportação para outubro e novembro reforçou a expectativa de maior demanda pelo grão brasileiro. Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 68,40, alta diária de R$ 0,24. Novembro terminou a R$ 72,16, avanço de R$ 0,45, e janeiro de 2027 encerrou a R$ 74,47, ganho de R$ 0,32.

Nos estados, a liquidez permaneceu baixa. No Rio Grande do Sul, as indicações variaram de R$ 57 a R$ 65 por saca, com média de R$ 59,02. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidos próximos de R$ 60 e ofertas ao redor de R$ 55 manteve o mercado travado. No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 16%, mas a umidade elevada, os custos de secagem e perdas pontuais de qualidade limitaram o ritmo dos trabalhos.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 47,57 e R$ 50 por saca. A Conab manteve a estimativa de 12,47 milhões de toneladas para a segunda safra, volume 5,4% menor que o do ciclo anterior. Mesmo com área 2,7% maior, a queda da produtividade e o avanço lento da colheita seguem reduzindo o potencial produtivo estadual. As informações foram divulgadas no dia de hoje.





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Baixa demanda limita preços do trigo



No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da safra


No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra
No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país segue com baixa liquidez, negócios pontuais e pouca disposição para mudanças expressivas de preço na reta final do ano comercial. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina demanda fraca por farinha, estoques ajustados às necessidades dos moinhos e oferta regular em alguns pontos.

No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra, enquanto as indústrias permanecem relativamente cobertas e reduzem o ritmo de moagem. A sobra de sementes também pressiona as referências, com negócios na faixa de R$ 1.250 por tonelada e lotes de trigo entre R$ 1.300 e R$ 1.320. Volumes relevantes já foram fechados entre R$ 1.350 e R$ 1.380, o que limita novas altas. O trigo argentino entregue em Canoas recuou para US$ 275 por tonelada, e os moinhos relatam problemas de qualidade no produto local, especialmente por níveis elevados de DON.

Em Santa Catarina, as negociações continuam lentas. As ofertas variam de R$ 1.300 a R$ 1.350 para trigo-pão e de R$ 1.360 a R$ 1.400 para trigo branqueador, sem confirmação de negócios. No balcão, os preços ficaram estáveis em Chapecó, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, com altas pontuais em Canoinhas e São Miguel do Oeste.

No Paraná, as referências da safra velha permanecem praticamente estáveis, embora o Cepea aponte alta mensal de 1,83%, enquanto as indicações para a nova safra avançam. Nos Campos Gerais, compradores oferecem R$ 1.450 por tonelada CIF, e no Norte os valores chegam a R$ 1.520 e R$ 1.530 posto moinho. A pouca oferta e a busca por qualidade mantêm o trigo paraguaio nas compras das indústrias. Para a safra nova, o mercado segue sem negócios, com indicações em torno de R$ 1.450 CIF para entrega entre o fim de agosto e setembro.

 





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Investigação dos Estados Unidos pode fazer tarifa ao Brasil subir de 25% para 37,5%


Donald Trump tarifas
Foto: Casa Branca

A tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros na última quarta-feira (15) pode ter o acréscimo de 12,5%, somando 37,5%. Isso acontece porque o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) incluiu o país ao lado de outros 53 que são, supostamente, ineficientes na luta contra o trabalho forçado.

As definições do órgão norte-americano a respeito da sobretaxa serão apresentadas na sexta-feira da próxima semana (24). Contudo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou que as negociações ainda estão em andamento e que ainda não está claro se a cobrança será cumulativa ou se o Brasil será isento deste acréscimo.

Entretanto, a tendência é que a nova cobrança seja universal e não haja espaço para exceções. Por ora, os produtos dos países que o USTR considera que não combatem violações contra o trabalho forçado estão submetidos à cobrança adicional temporária de 10%, prevista na Seção 122 da legislação comercial dos Estados Unidos.

Esse percentual vigora até o dia 24, quando deve entrar em vigor o acréscimo de 2,5%. “A expectativa é que virá para todos”, lamentou o ministro.

De acordo com cálculos da pasta, a tarifa de 25% que já é definitiva deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, tendo os embarques registrados em 2024 como base. Já relatório da Integra Associados advoga que esse percentual é de 31%.

De acordo com apuração do portal UOL, a Casa Branca aponta que as falhas do Brasil em restringir produtos com trabalho forçado “oneram” o comércio dos Estados Unidos. O governo Trump também relata incômodo com a relação comercial do Brasil com a China. “As exportações brasileiras de carne bovina congelada para a China superaram em muito as exportações norte-americanas, que vêm apresentando uma tendência de queda”, diz o texto.

Com isso, o relatório do USTR sustenta que o trabalho forçado em propriedades rurais ajudou a dobrar as exportações brasileiras de carne para países investigados entre 2015 e 2025. “É notório que o trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil”, destaca o documento.

Já o governo federal brasileiro contesta a investigação norte-americana e critica as sanções unilaterais. Documento assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressalta que as acusações da Casa Branca podem prejudicar políticas internas de combate ao trabalho escravo.

O Itamaraty afirmou que a cobrança é incompatível com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e ressaltou que o Brasil traz o conceito de “condição análoga à de escravizado” no Código Penal e elabora a “lista suja” para combater a prática.

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Preços do boi gordo encerram a semana em alta; confira as cotações


boi gordo preços em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com muitos negócios acima da referência média nesta sexta-feira (17).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a indústria frigorífica ainda se depara com dificuldade na composição de suas escalas de abate.

“Nesse ambiente a tendência de curtíssimo prazo ainda remete a continuidade deste movimento de alta. Vale destacar que o mercado atacadista permanece fragilizado. As margens da indústria tendem a ficar negativa no mercado interno”.

De acordo com ele, o dado semanal de exportação é outro fator importante a ser acompanhado, com divulgação na próxima segunda-feira (20).

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 337,92 — ontem: R$ 332,17
  • Goiás: R$ 318,39 — ontem: R$ 316,96
  • Minas Gerais: R$ 313,53 — ontem: R$ 312,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 333,82 — ontem: R$ 330,57
  • Mato Grosso: R$ 317,36 — ontem: R$ 316,76

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços em queda no decorrer da sexta-feira, em um ambiente de negócios pautado por menor apelo ao consumo durante a segunda quinzena do mês.

“Vale destacar que a carne bovina segue pouco competitiva em comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango. O baixo poder de compra da população ainda impacta diretamente nas decisões de consumo, com prioridade para produtos que causem menor impacto na renda familiar”, pontuou Iglesias.

  • Quarto dianteiro: segue a R$ 19 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo, queda de R$ 0,50
  • Ponta de agulha: R$ 18,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, sendo negociado a R$ 5,1100 para venda e a R$ 5,1080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1054 e a máxima de R$ 5,1329. Na semana, a valorização ficou em 0,06%.

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ANP publica em inglês dados consolidados de 2025 sobre petróleo, gás e biocombustíveis


ANP publica em inglês dados consolidados de 2025 sobre petróleo, gás e biocombustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nesta sexta-feira (17) a versão em inglês das tabelas e gráficos com informações consolidadas da evolução do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil em 2025. Os dados em português já haviam sido publicados pela agência em 30 de junho.

Segundo a ANP, o material em inglês já está disponível no site da agência e reúne tabelas e gráficos com os dados consolidados do setor regulado ao longo de 2025.

A versão em português também foi atualizada com a Seção 1 – Panorama Internacional. O conteúdo reúne informações sobre reservas, produção, consumo e preços de petróleo e gás natural em outros países.

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A divulgação amplia o conjunto de informações disponibilizadas pela agência sobre a evolução do setor no Brasil em 2025, tanto em português quanto em inglês.

Com a atualização, a ANP passa a oferecer a versão em inglês dos dados consolidados de 2025 e complementa a publicação em português com um panorama internacional do setor de petróleo e gás natural.

Fonte: gov.br

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Alckmin diz que governo buscará reduzir tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (17) que o governo continuará buscando com os Estados Unidos a reversão da cobrança de 25% sobre a venda de produtos brasileiros ao mercado norte-americano. Em entrevista à GloboNews, ele disse que as conversas com o governo de Donald Trump seguem em andamento e classificou a medida como injusta e descabida.

Alckmin afirmou que as tratativas com os Estados Unidos vinham ocorrendo de forma genérica, sem pautas muito específicas. Segundo ele, um dos principais interesses americanos dizia respeito ao etanol, com referência à tarifa de 18% praticada no Brasil. O vice-presidente disse que o governo brasileiro argumentava que a maior parte do etanol nacional é produzida a partir da cana-de-açúcar.

Na entrevista, Alckmin declarou que a disputa em torno do etanol é equivocada. Ele afirmou que os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais do biocombustível, seguidos pelo Brasil, e defendeu que os dois países busquem ampliar vendas para terceiros mercados.

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O vice-presidente também disse que, em outros setores, o Brasil já pratica tarifas baixas, o que levou o governo americano a concentrar a atenção em temas não tarifários. Como exemplo, citou as big techs e defendeu a integração entre os dois países.

Ao ser questionado sobre o setor automotivo, Alckmin afirmou que o Brasil cumpre rigorosamente as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele mencionou que a alíquota de importação de veículos no Brasil é de 35% e citou o movimento da Europa para elevar essa taxa a 45%.

Alckmin reforçou que o governo brasileiro permanecerá na mesa de negociação. Também afirmou que o Brasil vai fortalecer a busca de novos mercados, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ouvir os setores envolvidos e apoiá-los por meio de recursos do Brasil Soberano, enquanto o governo mantém a negociação com os Estados Unidos sobre a tarifa de 25%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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