O mês de junho chega com a presença do El Niño e a manutenção da área de alta pressão, que nada mais é do que o ar polar atuando em grande parte do Centro-Sul do Brasil. Esse cenário mantém as temperaturas mais baixas, mas sem risco de geadas para as lavouras.
A ocorrência do El Niño não impede a atuação de massas de ar de origem polar. Embora as temperaturas possam ficar acima da média em alguns períodos, ainda haverá episódios de frio ao longo do mês.
As chuvas mais fortes devem se concentrar na região Norte, enquanto o tempo permanece aberto em grande parte do país. Nas próximas 24 horas, não há previsão de chuva, apenas pancadas mais leves no Norte, em áreas do Nordeste e em trechos da costa do Sudeste.
Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
7 a 11 de junho
O frio, sem potencial para causar prejuízos às lavouras, deve persistir até o dia 6. Entre os dias 7 e 11, no entanto, as temperaturas poderão cair de forma mais acentuada na Serra Catarinense, na Serra Gaúcha e no sul do Paraná, com registros abaixo dos 6°C.
O alerta é que, entre os dias 9 e 10, uma frente fria de maior intensidade deve avançar pelo país, levando umidade para a região Sul. Até lá, esse cenário não deve se concretizar. Na sequência, a umidade tende a avançar para áreas que necessitam de chuva, como as regiões produtoras de milho segunda safra.
A previsão é considerada positiva para o setor agrícola, já que a chuva deve beneficiar áreas que precisam de reposição hídrica. Neste ano, os volumes de precipitação têm sido menos expressivos em diversas regiões produtoras, tornando esse retorno da umidade especialmente importante para o desenvolvimento das lavouras.
No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, a história do cooperado Frederik de Jager exemplifica a evolução da atividade leiteira na Castrolanda. Em menos de uma década, a produção da propriedade passou de cerca de 300 litros por dia, em 2017, para mais de 18 mil litros diários em 2026, resultado de investimentos planejados, gestão familiar e apoio técnico da cooperativa.
A trajetória começou de forma simples, com apenas 12 vacas e estrutura adaptada da pecuária de corte. O ingresso na atividade surgiu a partir do interesse do filho Felipe, que ainda era adolescente na época.
“O começo foi desafiador. Não tinha estrutura nenhuma, aproveitei o que tinha do gado de corte para iniciar no leite. Eu nunca imaginei que iria para o leite, mas o sonho dele acabou virando o meu também”, relembra Frederik.
A história da família também se conecta às origens da própria Castrolanda.
Neto de imigrantes holandeses que chegaram ao Brasil em 1951, Frederik destaca a importância da atividade leiteira para a formação da cooperativa.
“A Castrolanda vive o leite. Desde o início, todas as famílias vieram com gado leiteiro. Era a forma de sobrevivência. Nós estamos usufruindo hoje do que os pioneiros começaram. Foi um trabalho quase inacreditável, de muita coragem e dedicação”, afirma.
O crescimento da produção foi sustentado por uma estratégia de expansão gradual e planejada. Segundo o cooperado, uma das principais decisões foi investir em infraestrutura antes mesmo da necessidade imediata, garantindo conforto animal e capacidade para crescimento.
“Eu nunca esperei as vacas chegarem para depois construir. Sempre preparei o espaço antes, para não superlotar e garantir conforto dos animais”, explica.
Atualmente, o Grupo de Jager possui estrutura para aproximadamente 800 vacas, sendo cerca de 440 em lactação. O produtor também destaca a definição de metas claras como fator decisivo para alcançar novos patamares de produtividade.
Para Frederik, a atividade leiteira oferece oportunidades de geração de valor dentro da própria propriedade, desde que haja atenção constante aos detalhes relacionados à alimentação, manejo e bem-estar animal.
Diferencial
Outro diferencial da trajetória foi a parceria construída com a Castrolanda desde o início da atividade. A família optou por concentrar esforços na gestão e no crescimento do negócio, confiando à cooperativa o suporte técnico e nutricional.
“Colocamos como regra que a assistência técnica e a nutrição seriam com a Castrolanda, porque o nosso objetivo era focar no crescimento”, comenta.
As decisões da propriedade também são tomadas de forma compartilhada entre Frederik, a esposa e os filhos, fortalecendo a sucessão familiar e o alinhamento estratégico do negócio.
Além da produção de leite, a família investe na diversificação das atividades, atuando também na produção de grãos e na suinocultura. Segundo o cooperado, essa estratégia contribui para a sustentabilidade econômica da propriedade e reduz riscos diante das oscilações do mercado.
Ao falar sobre a importância da cooperativa, Frederik ressalta a segurança proporcionada ao produtor e o papel da assistência técnica, especialmente para pequenos e médios cooperados.
“Saber que o leite vai ser coletado e comercializado tira um peso enorme. Você pode focar na sua produção, que já exige muito. Um pequeno produtor bem estruturado pode ser tão competitivo quanto um grande”, destaca.
Com os olhos voltados para o futuro, a família já trabalha para alcançar uma nova meta, que é produzir 30 mil litros de leite por dia nos próximos anos.
“A roda do leite não para. As bezerras já estão lá, as novilhas também. O crescimento continua acontecendo”, afirma.
Ao refletir sobre a trajetória construída até aqui, Frederik resume o caminho percorrido em três pilares: fé, trabalho e continuidade. “Eu tenho certeza de que Deus está por trás de tudo isso. A Castrolanda cresceu com fé e muito trabalho”, finaliza.
O El Niño deve ganhar força ao longo dos próximos meses e já acende um alerta para a safra 2026/27 no Brasil. Segundo a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim, os maiores impactos devem ocorrer entre a primavera e o verão, com risco de calor excessivo, irregularidade das chuvas e dificuldades no início do plantio de grãos, especialmente da soja.
Durante entrevista no Mercado & Companhia, Josélia explicou que o fenômeno ainda está em fase inicial e, por isso, não exerce influência significativa sobre o clima brasileiro neste mês de junho. Apesar disso, a especialista reforçou que o cenário climático para os próximos meses exige atenção do setor produtivo.
Segundo a meteorologista, o frio registrado neste começo de junho no Centro-Sul do país não contradiz o avanço do El Niño.
Ela explica que o fenômeno ainda está em desenvolvimento e que seus efeitos mais relevantes devem aparecer apenas no fim do inverno e, principalmente, na primavera e no verão.
“Efetivamente, tecnicamente, o El Niño não tem influência no clima do Brasil em junho ainda”, afirmou Josélia Pegorim.
Para este mês, a previsão indica temperaturas mais baixas no Centro-Sul do país devido à passagem de massas de ar frio, enquanto áreas do Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste devem continuar registrando máximas acima de 30 °C, comportamento considerado normal para o período seco.
Primavera preocupa por calor excessivo e chuva irregular
De acordo com Josélia, a principal preocupação para o agro está no comportamento climático da primavera, período que marca o início do plantio da safra de verão.
A meteorologista alerta para a combinação entre calor acima da média e irregularidade das chuvas, cenário que pode comprometer a germinação e o estabelecimento das lavouras.
“Esse início de plantio vai ser delicado, com irregularidade da chuva e excesso de calor”, destacou.
Segundo ela, pancadas isoladas podem induzir produtores a iniciarem o plantio antes da consolidação das chuvas regulares.
“O produtor pode achar que a chuva começou de vez, plantar, e depois perder a semente por falta de umidade”, alertou.
A orientação da meteorologista é para que agricultores acompanhem constantemente as atualizações das previsões climáticas nos próximos meses.
Sul pode enfrentar excesso de chuva durante o verão
Enquanto Centro-Oeste e Sudeste tendem a enfrentar irregularidade das precipitações, o Sul do Brasil deve ter um comportamento oposto sob influência do El Niño.
Segundo Josélia Pegorim, o fenômeno normalmente aumenta os volumes de chuva na região Sul do país, o que pode trazer desafios relacionados ao manejo do solo e ao escoamento da água.
A meteorologista destacou, porém, que isso não significa necessariamente repetição de eventos extremos como as enchentes históricas registradas recentemente no Rio Grande do Sul.
“Não significa que vai cair o mundo no Sul do Brasil novamente, mas teremos uma tendência de mais chuva e menos horas de sol”, explicou.
Super El Niño
Apesar da expectativa sobre a intensidado do fenômeno, Josélia Pegorim afirmou que ainda não há base técnica suficiente para classificar o evento climático como um “Super El Niño”.
Segundo ela, o cenário mais provável neste momento é de um El Niño forte, condição que já seria suficiente para provocar impactos importantes sobre o clima brasileiro.
Café também pode ser afetado
Além da preocupação com a próxima safra de grãos, a meteorologista também chamou atenção para o excesso de umidade previsto neste começo de junho em importantes regiões cafeeiras.
Áreas de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Mato Grosso do Sul devem registrar chuva acima do normal nos próximos dias.
Segundo Josélia, o cenário exige atenção dos produtores de café por conta do período de colheita. “O excesso de umidade não é nada bem-vindo quando estamos falando de colheita”, afirmou.
A China anunciou novas exigências para a importação de alimentos, aumentando o rigor sobre a qualidade, origem e rastreabilidade dos produtos. A medida não impede as compras, mas eleva o nível de exigência para os exportadores, reforçando a atenção ao Brasil, que tem na China seu principal mercado no agronegócio.
Impacto das novas regras
As novas regras da China podem ser vistas sob dois ângulos principais:
Aumento da demanda por alimentos na China, devido ao crescimento da população urbana e à necessidade de segurança alimentar.
A necessidade do Brasil de diversificar seus mercados, reduzindo a dependência do mercado chinês.
Qualidade e segurança alimentar
O Brasil já possui um padrão elevado na produção de alimentos, mas deve se adaptar às exigências do seu maior parceiro comercial. É crucial que o país busque novos mercados e mantenha a qualidade de suas exportações.
Produtos afetados
As novas exigências não se aplicam a produtos como soja e café, que já são bem qualificados pela China. No entanto, carnes, frutas e outros produtos estão sujeitos às novas regras.
Conclusão
A decisão da China não deve prejudicar o Brasil, que já vem se preparando para atender a essas exigências. O agronegócio brasileiro continua sendo uma força vital para a economia, com potencial para superar desafios e expandir sua presença no mercado global.
O fenômeno climático El Niño, que se intensifica no Brasil, pode trazer impactos significativos para a safra de grãos e o clima nos próximos meses, segundo especialistas. A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, destacou que, embora o fenômeno esteja em desenvolvimento, suas consequências mais severas devem ser sentidas na primavera e no verão de 2026.
Temperaturas e chuvas em junho
Em junho, o Brasil apresenta um cenário climático diversificado. Enquanto o centro-sul do país enfrenta temperaturas mais baixas, a metade norte registra máximas superiores a 30ºC. Josélia explicou que, neste mês, o El Niño ainda não exerce influência significativa no clima brasileiro, mas as preocupações aumentam para a safra 2026/2027.
Impactos esperados na primavera
Excesso de calor e irregularidade nas chuvas podem afetar o plantio.
A safra de soja, que começa na primavera, requer atenção especial devido a possíveis chuvas irregulares.
O fenômeno pode causar um aumento na temperatura e variações nas precipitações, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Recomendações para agricultores
Os agricultores devem estar atentos às previsões mensais e se preparar para as condições climáticas adversas. A irregularidade das chuvas pode levar a perdas significativas nas plantações, especialmente se as chuvas iniciais não forem suficientes para repor a umidade do solo.
Além disso, a colheita de café em junho pode ser afetada por chuvas excessivas, especialmente nas regiões de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. A meteorologista recomenda que os produtores se mantenham informados sobre as condições climáticas para minimizar os riscos.
Analistas do mercado financeiro elevaram as projeções para a inflação em 2026 e reduziram as estimativas para o dólar, conforme os dados do boletim Focus do Banco Central divulgados hoje. A inflação medida pelo IPCA, índice oficial, subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª alta consecutiva. Em contrapartida, a projeção para o dólar caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16, representando a segunda queda consecutiva. Para o PIB, a expectativa é de leve alta, passando de 1,89% para 1,90%.
Projeções de inflação e PIB
A estimativa para a inflação e o PIB reflete as condições econômicas atuais e as expectativas do mercado. Os principais pontos incluem:
Inflação (IPCA) subiu para 5,09%
Projeção do PIB aumentou para 1,90%
Estimativa do dólar caiu para R$ 5,16
Taxa básica de juros permanece em 3,5% ao ano
Impactos no mercado
A economista chefe do Picpay, Ariane Benedito, destacou que o crescimento do PIB no primeiro trimestre foi impulsionado pela agropecuária, mas a indústria e os serviços apresentaram crescimento mais modesto. Isso pressiona o COPOM a manter uma política monetária cautelosa, dificultando cortes mais agressivos nas taxas de juros.
Expectativas futuras
O mercado também está atento aos dados econômicos dos Estados Unidos, que podem influenciar o humor global e, consequentemente, o desempenho dos ativos brasileiros. A expectativa é que dados mais fortes nos EUA possam elevar o dólar e impactar a inflação no Brasil.
A colheita de milho começou na região de Ipiranga do Norte, em Mato Grosso, que é a maior produtora do grão no Brasil. No entanto, os produtores enfrentam desafios significativos, como altos custos de produção e preços pressionados, que colocam em dúvida a rentabilidade da atividade.
Desafios enfrentados pelos produtores
Durante a colheita, os agricultores expressaram preocupação com a situação atual do mercado. Entre os principais pontos destacados estão:
Preços do milho em torno de R$ 40, que não cobrem os custos de produção.
Custos elevados devido a problemas com fertilizantes e infestação de pragas.
Expectativas de redução na área plantada na próxima safra se o cenário não mudar.
Expectativas para a safra atual
O presidente do sindicato rural de Ipiranga do Norte, Éder Bueno, informou que cerca de 10% da área plantada já foi colhida. Ele destacou que o clima colaborou este ano, com chuvas adequadas, o que pode refletir em uma boa produtividade. No entanto, os custos de produção são altos, e muitos produtores ainda não conseguiram adquirir insumos para a próxima safra.
Preocupações com o futuro
A situação atual gera apreensão entre os agricultores, que temem não conseguir cobrir os custos da lavoura. A falta de insumos e o aumento dos preços de fertilizantes são fatores que podem impactar a produção futura. A expectativa é que, sem mudanças significativas, a área plantada de milho na próxima safra possa ser reduzida.
No dia 1º de junho, celebrado como o Dia Mundial do Leite, a decisão do governo brasileiro de adiar a aplicação de tarifas antidumping sobre a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai gerou forte reação entre os produtores do setor. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) optou por suspender as tarifas, alegando preocupações com os impactos econômicos, mesmo diante da comprovação de práticas desleais de comércio.
Reação do setor produtivo
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) expressou sua insatisfação com a decisão da Camex, destacando a importância da proteção à produção nacional. Segundo a CNA, a pecuária leiteira é responsável por:
Produzir 35 bilhões de litros de leite por ano.
Contar com mais de 1,2 milhão de propriedades rurais em todo o Brasil.
Estar presente em 99% dos municípios brasileiros.
Impactos da decisão
Os produtores brasileiros enfrentam uma concorrência desleal, com preços de leite importado até 60% mais baixos. Essa situação resulta em margens negativas para a atividade, conforme apontado pelo projeto Campo Futuro da CNA. O setor teme que a suspensão das tarifas agrave ainda mais a crise enfrentada desde 2023.
Próximos passos
O próximo passo envolve a publicação da resolução GSEX, que encerrará a investigação sobre o dumping e recomendará a aplicação das tarifas. A CNA terá 20 dias para apresentar seus argumentos e estudos, seguidos de uma nova fase de discussão. A próxima reunião da Camex está agendada para o dia 25 de junho, onde a questão das tarifas poderá ser rediscutida.
No último dia da Green Farm em Cuiabá, o debate se concentrou na liderança e no protagonismo das mulheres no agronegócio. O evento destacou a crescente participação feminina nas decisões estratégicas do setor, evidenciando como elas estão moldando o futuro do agronegócio brasileiro.
Desafios e Oportunidades
Inspirado pela trajetória da Fazenda Rosa, o encontro abordou os desafios e as oportunidades enfrentadas pelas mulheres no agronegócio. Entre os temas discutidos, destacaram-se:
Liderança e sucessão familiar
Gestão e desenvolvimento de propriedades rurais
Identidade e pertencimento no campo
Posicionamento feminino no mercado
Participação Feminina em Crescimento
A presença das mulheres no agronegócio não para de crescer, com produtoras rurais, pecuaristas, engenheiras agrônomas e empresárias assumindo papéis de destaque. A participação feminina é vista como um fator crucial para a transformação da realidade do campo brasileiro.
Iniciativas e Projetos
Durante o evento, foram lançados projetos que visam fortalecer a presença feminina em ambientes de negócios e liderança, tanto no cenário nacional quanto internacional. A proposta inclui:
Visitas a propriedades rurais
Palestras e painéis de qualificação
Conexões técnicas entre mulheres do agro
Essas iniciativas buscam ampliar a conexão entre mulheres do agronegócio e fortalecer seu protagonismo no mercado internacional, desmistificando a ideia de que o setor é predominantemente masculino.
Na manhã desta segunda-feira (1°), a Vigilância Sanitária de Maceió (Visa) realizou uma fiscalização no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió. Na ocasião foram identificados irregularidades em estabelecimentos e um frigorífico da região, resultando na apreensão dos produtos estragados.
Ao identificar os produtos com prazo de validade expirados, foram recolhidos para descarte. De acordo com o órgão, foram apreendidos carnes, presunto, manteiga e laticínios. Na ocasião foram 200 kg de alimentos estragados apreendidos.
De acordo com o chefe especial da Visa, Airton Santos, os estabelecimentos foram autuados e deverão responder a processo administrativo, cuja penalidade inclui multa no valor de R$180 a R$38 mil, no caso de reincidência de infração.