domingo, julho 5, 2026

Autor: Redação

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Acordo entre Mercosul e União Europeia entra em vigor em maio de 2026


O acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente oficializado e entrou em vigor nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, após mais de duas décadas de negociações. O novo tratado promete trazer benefícios significativos para o setor agropecuário brasileiro, que será um dos principais beneficiados.

Benefícios do Acordo

O acordo prevê a redução gradual de tarifas para:

  • 91% dos produtos importados pelo Mercosul
  • 95% dos produtos importados pela União Europeia

Essas mudanças devem ocorrer ao longo dos próximos anos, oferecendo novas oportunidades para o agronegócio brasileiro.

Setores Impactados

De acordo com especialistas, os setores que mais se beneficiarão incluem:

  • Frutas
  • Café
  • Soja

Esses produtos têm grande demanda na Europa, especialmente durante o inverno, quando a produção local é limitada.

Complementariedade entre os Blocos

O acordo é visto como uma oportunidade de complementariedade, onde o Mercosul pode suprir a demanda europeia por produtos frescos, enquanto a Europa oferece produtos que o Mercosul necessita. Essa relação é fundamental para o fortalecimento das relações comerciais entre os dois blocos.

Desafios e Oportunidades

Apesar das oportunidades, o acordo também enfrenta desafios, como barreiras de preço e a necessidade de garantir a competitividade da indústria brasileira. No entanto, a expectativa é que o acordo traga resultados positivos para ambos os lados no curto prazo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Estoques maiores reduzem pressão no arroz


O mercado de arroz atravessa um período de baixa fluidez, marcado por negócios pontuais e ausência de uma direção clara para os preços. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, que aponta um cenário influenciado pelo câmbio, pelos estoques e pelo comportamento cauteloso dos agentes do setor.

Nas últimas semanas, o Brasil manteve exportações em volumes relevantes, indicando que ainda há espaço para o produto nacional no mercado externo. Esse fluxo, porém, já não exerce a mesma força observada em outros momentos, quando ajudava de forma mais efetiva a equilibrar a oferta no mercado interno e a dar sustentação às cotações.

No ambiente internacional, a produção global permanece muito próxima do consumo, enquanto os estoques aparecem ligeiramente mais elevados. Esse quadro reduz a percepção de escassez e limita movimentos mais fortes de alta. Nos Estados Unidos, a leitura segue a mesma linha, com produção estável, recuo nas exportações e aumento dos estoques, o que amplia a disponibilidade e diminui a pressão compradora.

No mercado brasileiro, o câmbio passou a ocupar papel central. Com o dólar próximo de R$ 5,00, o arroz nacional perde competitividade, e a exportação deixa de funcionar como canal eficiente de escoamento. Esse fator reduz a capacidade de sustentação dos preços, especialmente em um momento em que o mercado físico opera de forma travada.

O produtor segue retendo o produto, à espera de melhores condições, enquanto a indústria compra apenas o necessário, sem alongar posições. Com isso, as negociações ocorrem de maneira limitada, e o mercado perde referências mais consistentes. Embora os preços mostrem alguma recuperação no curto prazo, ainda acumulam queda relevante no ano, reforçando a percepção de que a sustentação atual está mais ligada à ausência de oferta do que a uma demanda aquecida.

Para os próximos movimentos, a atenção se concentra no comportamento do câmbio e em uma possível retomada da oferta pelos produtores. Até que alguma dessas variáveis mude, o cenário tende a exigir leitura cuidadosa, disciplina comercial e atenção ao momento das negociações.

 





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Friboi abre mais de 80 vagas para contratação imediata; veja como se candidatar


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Foto: Governo de Rondônia

A Friboi de Campo Grande (MS) anunciou nesta sexta-feira (1º) a abertura de mais de 80 vagas de emprego para contratação imediata.

A unidade, localizada ao lado do Aeroporto Internacional e em frente à Embrapa Gado de Corte, destaca a importância do compromisso e da vontade de trabalhar, priorizando esses aspectos em relação ao conhecimento técnico prévio.

O anúncio foi feito pelo gerente de Recursos Humanos Walter Godinho, que ressaltou que a iniciativa antecipa as celebrações do Dia do Trabalho e reflete o crescimento da planta, que agora possui capacidade de abate de 1.550 animais por dia.

Processo seletivo e requisitos

Os interessados devem comparecer a partir da próxima segunda-feira (4), às 07 da manhã, na própria Unidade 1, situada na saída para Aquidauana/Miranda, em frente à Embrapa Gado de Corte. Não é obrigatório levar o currículo impresso, pois a empresa disponibiliza fichas de inscrição para preenchimento diretamente na portaria. Também é possível enviar o currículo pelo email friboi@friboi.com.br.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 9 9650-1680. A Friboi promove um ambiente de trabalho que valoriza o colaborador, com ritos de valorização, como a entrega do capacete branco após o período de experiência de três meses, simbolizando a efetivação na equipe.

Benefícios e eventos

A unidade também implementa o projeto “Gente que Faz”, que premia colaboradores destacados e realiza sorteios de prêmios, como bicicletas, para aqueles que mantêm 100% de assiduidade. Eventos como a “Copinha” de futebol e celebrações em datas especiais são organizados para fortalecer o clima organizacional.

O processo seletivo visa facilitar o acesso aos interessados, priorizando a agilidade para o preenchimento imediato das vagas. A unidade permanece atenta ao crescimento e às necessidades do mercado, contribuindo para o desenvolvimento da região.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Conab inicia destinação de 623 toneladas de alimentos para cozinhas solidárias


Conab inicia destinação de 623 toneladas de alimentos para cozinhas solidárias em Santa Catarina
Foto: gerada por IA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou, no fim de abril, a destinação de 623 toneladas de alimentos para ações de combate à insegurança alimentar e nutricional em Santa Catarina.

Os produtos foram adquiridos de organizações da agricultura familiar local com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A prioridade da operação é o abastecimento de cozinhas solidárias no estado.

Segundo a Conab, o volume adquirido soma 175 toneladas de feijão, 150 toneladas de fubá e 298 toneladas de leite em pó. O aporte financeiro é de aproximadamente R$ 14,4 milhões. Do total, o destino prioritário são 19 cozinhas solidárias habilitadas em Santa Catarina para receber doações de alimentos por meio das ações apoiadas pela estatal.

Parte do leite em pó já começou a ser entregue à organização Ação da Cidadania, no Rio de Janeiro. De acordo com a Conab, a entidade recebeu 200 toneladas do produto para uso em iniciativas próprias de atendimento à população em situação de vulnerabilidade e para apoio a outras ações da rede socioassistencial fluminense.

As 98 toneladas restantes de leite em pó, além de todo o volume de feijão e fubá, permanecem vinculadas ao abastecimento das cozinhas solidárias catarinenses e de outras unidades recebedoras definidas pelo MDS e pela Conab.

Em frente paralela, a Companhia informou que distribuiu cerca de 1,2 mil cestas básicas para comunidades indígenas, com 21,3 quilos cada. O volume corresponde a aproximadamente 25,5 toneladas de alimentos. As entregas ocorreram no fim do mês passado, com estoques próprios, sem relação com o lote de 623 toneladas destinado às cozinhas solidárias.

A ação integra o Plano de Trabalho nº 04/2025, firmado entre MDS e Conab, e atende famílias indígenas em situação de insegurança alimentar na área da Coordenação Regional Litoral Sul da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), abrangendo comunidades Xokleng e Guarani em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A operação reforça dois eixos de abastecimento público: a compra de alimentos da agricultura familiar local e a distribuição para equipamentos e grupos definidos pela política de assistência social. A Conab não informou, no material divulgado, o prazo total para conclusão das entregas do lote principal.

Fonte: gov.br

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Senar disponibiliza mais de 500 treinamentos gratuitos para o mês de maio em SC


Treinamento de Processamento de Carne de Frango realizado em abril, no município de Nova Erechim, em parceria com o Sindicato de Pinhalzinho
Divulgação Senar SC

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), amplia a oferta de capacitações gratuitas no mês de maio.

Ao todo, estão previstos 511 treinamentos em diferentes regiões do estado, voltados ao fortalecimento das propriedades rurais e à melhoria da qualidade de vida das famílias do campo.

Os cursos contemplam áreas estratégicas para o desenvolvimento rural. A Formação Profissional rural inclui capacitações em agricultura, agroindústria, aquicultura, atividades de apoio agrossilvipastoris, prestação de serviços, pecuária e silvicultura. Já a Promoção Social abrange temas como educação, organização comunitária, saúde, alimentação, nutrição e artesanato.

Entre os cursos com maior número de turmas na área de Formação Profissional Rural estão jardineiro, segurança e saúde no trabalho, drone, pilotagem e operação e fluxo de caixa da atividade rural.

Na Promoção Social, destacam-se conservas de frutas, hortaliças e temperos, artesanato com pintura, produção caseira de pães e biscoitos, confeitaria, aproveitamento integral de alimentos e primeiros socorros.

A programação alcança todas as regiões catarinenses. O Sul lidera com 122 cursos, seguido pelo Norte com 90, Vale do Itajaí com 71, Extremo Oeste com 68, Meio-Oeste com 62, Planalto Serrano com 51 e Oeste com 47.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que a qualificação é fundamental para o desenvolvimento do setor. Segundo ele, a capacitação promove autonomia, gera renda e contribui para melhores condições de vida no campo.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, destaca a abrangência da programação. Ele explica que o cronograma atende diferentes perfis de produtores e trabalhadores rurais, com conteúdos que acompanham as demandas do setor. “Isso garante acesso à qualificação e estimula o desenvolvimento regional de forma equilibrada”.

As capacitações são realizadas em parceria com sindicatos rurais e têm inscrições gratuitas para produtores, trabalhadores rurais e seus familiares. A programação completa está disponível no site

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Sistema de baixa pressão provoca chuva entre sexta-feira e sábado


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O deslocamento de um sistema de baixa pressão deve provocar chuva no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (1º) e neste sábado (2), segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico.

A previsão é de chuva fraca a moderada, com ocorrência forte, em praticamente todas as regiões do estado. O sistema poderá evoluir posteriormente para uma frente fria.

As informações foram divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

De acordo com o boletim, a instabilidade perde força a partir de domingo (3), quando uma massa de ar seco e frio começa a atuar sobre o território gaúcho. Com isso, o tempo tende a voltar a ficar estável de forma gradual em grande parte das regiões, ao mesmo tempo em que as temperaturas entram em declínio.

Na segunda-feira (4), a atuação dessa massa de ar deve manter o tempo firme na maior parte do estado. Já entre terça-feira (5) e quarta-feira (6), o padrão de circulação atmosférica volta a favorecer o transporte de umidade para algumas áreas.

Para terça-feira (5), a previsão é de chuva fraca e isolada em pontos da metade norte. Na quarta-feira (6), a precipitação pode variar de fraca a moderada, com maior concentração na metade sul. Nas demais regiões, o boletim não indica chuva significativa.

Acumulado da semana

No acumulado da semana, os volumes previstos variam entre 5 milímetros e 100 milímetros, com possibilidade de registros acima desse patamar em pontos isolados da faixa leste. O boletim não detalha, neste recorte, impactos específicos por cultura ou atividade pecuária.

A tendência, segundo os órgãos estaduais, é de alternância entre instabilidade e períodos de tempo firme ao longo da semana, com queda de temperatura no início do período seco e leve elevação térmica a partir de terça-feira (5).

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta-feira; entenda o que muda para o agro


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

Após mais de duas décadas de negociações, o Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º). O tratado prevê a redução gradual de tarifas para a maior parte dos produtos comercializados entre os dois blocos e deve impactar diretamente o agronegócio brasileiro.

Considerado o maior acordo já firmado pelo Mercosul, o pacto abre novas oportunidades para exportações, mas também aumenta a concorrência com produtos europeus no mercado interno.

Redução de tarifas começa já no primeiro ano

Com a vigência inicial, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros exportados para a União Europeia passam a ter tarifa zero já no primeiro ano.

Ao longo do tempo, a tendência é de ampliação desse benefício. A União Europeia deve eliminar tarifas para aproximadamente 93% dos produtos do Mercosul em até 10 anos. Já o Mercosul fará o mesmo para cerca de 91% dos produtos europeus, em um prazo que pode chegar a 15 anos.

Mais competitividade, mas com desafios

A redução tarifária tende a tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu. Por outro lado, itens importados da União Europeia também devem chegar ao Brasil com preços mais baixos.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o acordo cria um cenário de oportunidades, mas exige adaptação do setor.

Entre os principais desafios estão a necessidade de atender padrões sanitários, técnicos e ambientais rigorosos, que continuam sendo definidos pela União Europeia e não foram flexibilizados pelo acordo.

Acesso ao mercado depende de exigências sanitárias

Mesmo com tarifas reduzidas, nem todos os produtos terão acesso automático ao mercado europeu.

A exportação depende do cumprimento de requisitos sanitários e da habilitação de estabelecimentos, como frigoríficos, além da aprovação por autoridades europeias.

Ou seja, a redução de tarifas melhora as condições comerciais, mas não substitui as exigências regulatórias.

Produtos sensíveis terão transição gradual

Para evitar impactos bruscos, o acordo prevê regras específicas para setores considerados sensíveis.

Nesses casos, a abertura ocorre de forma gradual, com uso de cotas tarifárias e mecanismos de proteção, como salvaguardas, que permitem suspender benefícios em caso de prejuízo à produção local.

Pequenos produtores também podem se beneficiar

A CNA destaca que o acordo pode gerar oportunidades indiretas para pequenos e médios produtores, principalmente por meio de cooperativas e agroindústrias exportadoras.

Além disso, há previsão de cooperação técnica e valorização de produtos regionais.

Vigência ainda é provisória

Apesar de já produzir efeitos comerciais, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos países membros da União Europeia para entrar em vigor de forma definitiva.

Até lá, a aplicação será gradual e sujeita ao andamento do processo político no bloco europeu.

Novo cenário exige planejamento

Com a entrada em vigor, o setor agropecuário passa a operar em um ambiente com maior previsibilidade comercial, mas também com mais exposição à concorrência internacional.

Especialistas apontam que fatores como produtividade, escala, rastreabilidade e acesso a crédito serão determinantes para que produtores consigam aproveitar os benefícios do acordo.

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AgroNewsPolítica & Agro

plantio de milho supera ritmo de 2025



Clima favorece avanço do milho



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (27) com base em dados do USDA, a semeadura de milho nos Estados Unidos atingiu 25% da área projetada até 26 de abril. No comparativo semanal, o avanço foi de 14 pontos percentuais, enquanto em relação ao mesmo período da safra passada o ritmo está 3 pontos percentuais acima.

O progresso é sustentado por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. Entre 20 e 26 de abril, foram registrados volumes moderados de chuva, variando entre 0 e 50 milímetros. Estados com maior área cultivada, como Illinois, Iowa, Missouri e Nebraska, apresentaram avanços semanais de 16, 20, 17 e 18 pontos percentuais, respectivamente.

Para a próxima semana, a previsão indica volumes de precipitação entre 10 e 70 milímetros nos Estados Unidos, concentrados em estados como Texas, Mississippi, Oklahoma e Alabama, sem impacto relevante nas principais regiões produtoras. O avanço da semeadura reforça a expectativa de aumento da oferta no país, com potencial de pressão sobre os preços do milho.





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AgroNewsPolítica & Agro

Baldan e Amcham debatem recuperação de pastagens degradadas na Agrishow


Diante do desafio global de alimentar uma população que deve alcançar 10 bilhões de pessoas até 2030, o Brasil se consolida como protagonista na segurança alimentar mundial. Com potencial para expandir sua produção de forma limpa, sem a necessidade de derrubar novas áreas de floresta, o país aposta na recuperação de pastagens degradadas como caminho estratégico.

Diante deste cenário, o Comitê de Agronegócio da Amcham Brasil, em conjunto com a Baldan, promoveu um debate sobre o tema e trouxe como exemplo o projeto da empresa com a Embrapa sobre recuperação de pastagens degradadas e discutiu a viabilidade do aumento da produção de maneira sustentável, sem desmatar novas áreas.

A conversa realizada no Espaço Conhecimento, dentro do estande da companhia durante a Agrishow 2026, contou com a participação de Emerson Borghi, pesquisador da Embrapa e referência no assunto, além de lideranças e executivos do setor, em um painel conectado à realidade do produtor.

Segundo o pesquisador, no Brasil, a recuperação dessas terras é possível por meio da transformação das áreas em sistemas ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que recupera a qualidade da forragem e aumenta o estoque de carbono no solo. Hoje, já são 17 milhões de hectares de pastagem que utilizam alguma modalidade de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) e mais de 27 milhões com potencial de conversão. Os principais desafios, porém, estão relacionados à assistência técnica e à capacitação pecuarista.

“Essa transformação é muito benéfica, pois promove melhor aproveitamento dos recursos naturais e maior produtividade por área, reduzindo desperdícios. Em resumo, torna a propriedade mais sustentável, algo cada vez mais valorizado na pecuária. Hoje, o consumidor quer saber mais sobre a cadeia de rastreabilidade: não apenas se a carne é boa, mas o que o animal consumiu, como foi tratado e a quais insumos foi exposto”, afirma Borghi.

Com o objetivo de transformar conhecimento científico em soluções práticas para uma produção agropecuária sustentável e rentável, a Embrapa e a Baldan estabeleceram uma parceria para validar a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) em sistema de plantio direto. A iniciativa promove boas práticas, conhecimento técnico e soluções que contribuem para o aumento da produtividade com o uso de maquinário de última geração. O acordo está alinhado ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCDP), que tem como meta restaurar 28 milhões de hectares de áreas com degradação intermediária a severa.

O Espaço Conhecimento da Baldan na Agrishow é um ambiente dedicado à troca de informações qualificadas e ao debate de temas estruturantes para o futuro do agronegócio brasileiro. É uma das diversas iniciativas da empresa na feira que reforçam o seu posicionamento como parceira estratégica do produtor rural.





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AgroNewsPolítica & Agro

Algodão atinge maior preço em dois anos



Alta do petróleo impulsiona algodão



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (27), o indicador do algodão em pluma do Cepea/Esalq voltou ao maior patamar em dois anos. Na última semana, o índice atingiu 81,91 centavos de dólar por libra-peso, nível que não era registrado desde o fim de março de 2024.

Naquele período, o algodão estava em trajetória de queda, com preços que recuaram para abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso no fim de 2024 e chegaram a níveis inferiores a 63 centavos de dólar por libra-peso no final de 2025.

Ao longo do primeiro trimestre de 2026, os preços passaram a apresentar recuperação, acompanhando a valorização na bolsa de Nova York e a alta do petróleo, fatores que ampliaram a competitividade do algodão frente às fibras sintéticas.

De acordo com o Cepea, a partir de março os vendedores mantiveram posição firme, atentos ao mercado internacional, enquanto a indústria doméstica e as tradings voltadas à exportação ampliaram o consumo.

Nesse contexto, o cenário de preços mais elevados pode favorecer a comercialização do algodão pelos produtores, ao reduzir a pressão sobre as margens da cultura.





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