sábado, julho 4, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha abril em alta no mercado global


A cotação do milho registrou alta na última semana de abril no mercado internacional. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 24 a 30 de abril, o contrato do cereal na Bolsa de Chicago encerrou o dia 30 em US$ 4,64 por bushel, ante US$ 4,55 uma semana antes.

De acordo com a entidade, o movimento foi influenciado por fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, além do reposicionamento dos fundos de investimento, que voltaram à ponta compradora. Apesar da alta, os fundamentos de oferta seguem pressionados pelo bom andamento do plantio nos Estados Unidos.

Até 26 de abril, o plantio da nova safra norte-americana alcançava 25% da área prevista, acima da média histórica de 19%. No mesmo período, 7% das lavouras já haviam germinado, superando os 4% registrados na média para a data.

No comércio exterior, os embarques dos Estados Unidos também contribuíram para sustentar as cotações. Na semana encerrada em 23 de abril, as exportações somaram 1,6 milhão de toneladas, elevando o volume acumulado no atual ano comercial para 53,4 milhões de toneladas, acima das pouco mais de 40 milhões embarcadas no mesmo intervalo do ciclo anterior.

Outro fator de suporte aos preços vem da Europa. A perspectiva de redução da área cultivada com milho em países da União Europeia, diante do aumento dos custos de fertilizantes e energia, limita a oferta global. Estimativas indicam que a área semeada pode ficar abaixo de 8 milhões de hectares em 2026, o que seria o menor nível neste século.

O cenário de custos elevados e maior risco climático tem reduzido as margens dos produtores europeus. Na França, a área destinada ao milho pode recuar entre 10% e 15%, enquanto na Polônia a expectativa é de leve redução, para cerca de 1,25 milhão de hectares. Na Alemanha, a projeção aponta crescimento de 3,5%, embora sobre uma base menor, com área total próxima de 507 mil hectares.





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Compostos da copaíba-vermelha mostram eficácia contra vírus da Covid-19, revela estudo


árvore
Foto: reprodução/redes sociais

Compostos extraídos das folhas da copaíba-vermelha (Copaifera lucens Dwyer), árvore endêmica do Brasil encontrada especialmente em áreas de Mata Atlântica, têm ação contra o vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, revelou estudo conduzido por uma equipe internacional de cientistas.

A escolha da espécie ocorreu porque o farmacêutico Jairo Kenupp Bastos, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), possui ampla experiência em fitoquímica e farmacologia de espécies de Copaifera.

Investigações anteriores já tinham relatado diversos benefícios biológicos e farmacológicos dos chamados “ácidos galoilquínicos”, retirados das folhas da copaíba-vermelha, entre eles atividades antifúngicas e anticancerígenas in vitro e in vivo, além de propriedades antivirais de amplo espectro.

Segundo os pesquisadores, derivados da substância mostraram até mesmo inibição significativa contra o HIV-1 em ensaios bioquímicos e cultura de células, com menor toxicidade do que outras moléculas testadas para esse fim.

Etapas

Para iniciar o trabalho, os cientistas prepararam e caracterizaram frações ricas em ácidos galoilquínicos derivados das folhas da espécie. Em seguida, foram realizados ensaios de citotoxicidade para determinar a segurança da sua introdução nas células dos hospedeiros.

A avaliação da atividade antiviral foi feita por meio de ensaios de redução de placas, método usado para quantificar a capacidade de anticorpos ou compostos antivirais neutralizarem vírus. Os resultados indicam forte ação contra o SARS-CoV-2.

Também foram estudadas as expressões de proteínas virais e as interações com alvos-chave, como o domínio de ligação ao receptor da proteína Spike, que permite a entrada do vírus nas células humanas, a protease tipo papaína (PLpro) – enzima importante para a evasão viral – e a RNA polimerase – enzima essencial para a replicação do vírus.

Resultados

Os resultados revelaram que ácidos galoilquínicos apresentaram forte ação contra a variante do coronavírus, inibindo a entrada viral nas células, a replicação do patógeno e a expressão das proteínas virais.

Além disso, as atividades anti-inflamatórias e imunomoduladoras da substância podem contribuir para a regulação da resposta imune do indivíduo infectado, o que é particularmente relevante em casos mais graves da doença.

“Um aspecto importante é o mecanismo multialvo do composto, o que reduz a probabilidade de desenvolvimento de resistência. Isso porque muitos antivirais atuais agem apenas sobre uma proteína viral, o que favorece esse efeito”, diz Bastos.

“A abordagem integrada nos permitiu compreender não apenas como os compostos funcionam, mas também como atuam em nível molecular”, conta Mohamed Abd El-Salam, professor da Delta University for Science and Technology (Gamasa, Egito).

Próximos passos

Ainda existem alguns passos para que a substância seja transformada em medicamento contra a COVID-19, como ensaios in vivo e clínicos, mas, segundo os autores, a pesquisa reforça a importância da biodiversidade e da pesquisa com produtos naturais como fontes de candidatos terapêuticos inovadores, além de reforçar que a flora brasileira continua sendo um reservatório rico e estratégico para a descoberta de novos fármacos.

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Nova frente fria avança, derruba temperaturas e chuva pode chegar a 150 mm em algumas regiões


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Foto: Freepik

A atuação de uma nova frente fria deve intensificar as chuvas na região Sul do Brasil nos próximos dias, com volumes elevados e risco de impactos no campo e nas áreas urbanas.

De acordo com o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, o sistema deve avançar principalmente sobre o Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem superar 100 mm em apenas cinco dias.

As áreas mais afetadas incluem a Grande Porto Alegre e a faixa litorânea do estado. Em regiões do sul gaúcho, como Uruguaiana, Dom Pedrito e Alegrete, os volumes podem alcançar até 150 mm no mesmo período.

A previsão indica que a chuva não será pontual. Entre os dias 6 e 10 de maio, o tempo segue instável, com precipitações frequentes e volumosas.

Na sequência, entre 11 e 15 de maio, a frente fria ganha força e avança para outros estados da região, atingindo também Santa Catarina e Paraná.

Esse avanço amplia a área de instabilidade e mantém o padrão de chuva acima da média, especialmente em regiões produtoras.

O volume elevado de chuva pode prejudicar os trabalhos no campo, principalmente em áreas agrícolas do interior gaúcho, como Cruz Alta.

A persistência das precipitações dificulta operações como colheita e manejo, além de aumentar o risco de encharcamento do solo.

Sudeste segue com tempo seco e quente

Enquanto isso, o Sudeste mantém um cenário oposto. No São Paulo, o tempo segue firme e com temperaturas elevadas por até 15 dias.

A chuva permanece restrita ao litoral do Rio de Janeiro e ao sul do Espírito Santo, sem volumes expressivos.

Além da chuva, o Sul também deve enfrentar variações térmicas. Há previsão de mínimas próximas de 5°C, com leve risco de geada em alguns pontos.

Na sequência, as temperaturas voltam a subir e depois caem novamente, formando um cenário de forte amplitude térmica em poucos dias, o que pode impactar lavouras e o manejo agrícola.

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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño pode afetar produção global de café


O avanço das condições para formação do fenômeno El Niño já influencia as projeções para o mercado de commodities agrícolas. Segundo a National Oceanic and Atmospheric Administration, há cerca de 60% de probabilidade de ocorrência entre maio e julho. Modelos do International Research Institute for Climate and Society indicam cenário semelhante no curto prazo e apontam para a continuidade do evento até o fim de 2026 e início de 2027.

As projeções sugerem aquecimento das águas do Oceano Pacífico, sem indicação de elevação direta da temperatura global, mas com potencial de intensificar o fenômeno. Esse padrão pode alterar condições climáticas em regiões produtoras e elevar riscos para a agricultura, especialmente em culturas como o café.

De acordo com a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, o cenário exige atenção. “As commodities agrícolas poderão enfrentar riscos climáticos mais elevados”, afirma.

Os modelos climáticos indicam aumento das anomalias de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, com possibilidade de superar 1,5°C entre outubro e novembro de 2026. Caso esse patamar se confirme por períodos consecutivos acima de +0,5°C, haverá caracterização oficial do fenômeno, com indicativos de maior intensidade.

No mercado agrícola, os impactos potenciais já são considerados. “No caso do café, isso poderia representar um desafio potencial para o desenvolvimento da safra 26/27 em áreas produtoras importantes, como a América Central e do Sul, o Sudeste Asiático e a África Oriental”, afirma Laleska Moda. “Períodos prolongados de calor também podem prejudicar o desenvolvimento da planta”, completa.

Na América Central, o fenômeno tende a provocar temperaturas mais altas e redução das chuvas, especialmente entre julho e agosto, período relevante para o desenvolvimento dos frutos. Na Colômbia, há risco de alterações no regime de precipitação, com impacto tanto na safra principal quanto na intermediária.

Na África Oriental, os efeitos variam conforme a região. Na Etiópia, há possibilidade de redução das chuvas em parte do ciclo, seguida por excesso hídrico na colheita. Em Uganda, o padrão costuma ser de precipitações acima da média, elevando o risco de eventos extremos. Já no Sudeste Asiático e na Índia, o fenômeno pode provocar condições mais quentes e secas, com impacto sobre as safras futuras.

No Brasil, a expectativa inicial é de redução do risco de geadas no inverno de 2026. Por outro lado, aumentam as preocupações com o desenvolvimento da safra 2027/28, diante de temperaturas mais elevadas durante fases como floração e enchimento dos grãos, além de possíveis mudanças no regime de chuvas.

Apesar da previsão de uma safra elevada no ciclo 2026/27, o cenário climático pode influenciar o comportamento dos preços. “Os possíveis impactos do El Niño poderiam limitar correções mais profundas do mercado no final do ano”, afirma Laleska Moda.





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Diesel do agro acumula alta de mais de 21% no ano, aponta Fipe


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os preços médios dos combustíveis voltaram a subir em abril nos postos de todo o país, segundo dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque ficou com o diesel, que manteve a liderança nas maiores altas do mês.

O aumento ocorre após a forte escalada observada em março e reflete tanto a instabilidade no mercado internacional de petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio, quanto ajustes de oferta no mercado interno.

Diesel puxa alta mensal

Na comparação com março, o diesel comum subiu 6,2%, a maior variação entre os combustíveis monitorados, seguido pelo diesel S-10, com avanço de 5,3%. Também registraram elevação:

  • Gasolina comum: +3,0%
  • Gasolina aditivada: +2,8%
  • GNV: +1,2%
  • Etanol hidratado: +0,4%

Os preços médios nacionais em abril ficaram em:

  • Diesel S-10: R$ 7,504
  • Diesel comum: R$ 7,428
  • Gasolina aditivada: R$ 6,979
  • Gasolina comum: R$ 6,836
  • Etanol hidratado: R$ 4,768
  • GNV: R$ 4,572

Alta perde força, mas diesel segue pressionado

Apesar da elevação no fechamento mensal, os dados semanais mostram perda de fôlego nos preços ao longo de abril. O diesel S-10 atingiu o pico em R$ 7,62 por litro na última semana de março, enquanto o etanol chegou a R$ 4,80 e a gasolina comum atingiu o máximo de R$ 6,70 na primeira semana de abril. Depois desses picos, os três combustíveis mais consumidos do país apresentaram leve acomodação.

Acumulado do ano mostra diesel em alta

No acumulado de 2026 até abril, o diesel mantém as maiores altas:

  • Diesel S-10: +21,4%
  • Diesel comum: +21,3%
  • Gasolina comum: +8,9%
  • Gasolina aditivada: +8,6%
  • Etanol hidratado: +6,5%
  • GNV: -1,6%

Segundo o Monitor, abril foi marcado por uma combinação de alívio parcial na oferta e pressões acumuladas ao consumidor. O reforço da Petrobras na oferta de diesel S-10 e gasolina, além de medidas federais de subvenção e alívio tributário, ajudou a conter novos aumentos, mas repasses anteriores ainda influenciaram as médias mensais.

Alta se espalha entre os combustíveis

A pressão de custos não ficou restrita ao diesel. As gasolinas comum e aditivada também subiram, indicando uma disseminação da alta entre derivados do petróleo. O etanol teve variação mais moderada, ganhando competitividade em alguns mercados, enquanto o GNV registrou comportamento misto: alta no mês, mas queda no acumulado do ano e nos últimos 12 meses.

Estados com maiores preços

Gasolina comum (R$/litro)

  1. Roraima – R$ 8,075
  2. Acre – R$ 7,671
  3. Rondônia – R$ 7,455
  4. Bahia – R$ 7,436
  5. Sergipe – R$ 7,397

Etanol hidratado (R$/litro)

  1. Rondônia – R$ 5,694
  2. Pernambuco – R$ 5,668
  3. Rio Grande do Norte – R$ 5,658
  4. Ceará – R$ 5,599
  5. Sergipe – R$ 5,582

Diesel S-10 (R$/litro)

  1. Acre – R$ 8,645
  2. Bahia – R$ 8,119
  3. Roraima – R$ 7,880
  4. Piauí – R$ 7,780
  5. Pará – R$ 7,771

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Semiconfinamento: dieta simples pode elevar ganho e poupar pasto; entenda


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O programa Giro do Boi desta semana trouxe orientações valiosas para o produtor Carlos Alberto Nascimento, de Conceição do Coité (BA), que está iniciando seu projeto de semiconfinamento com trinta cabeças de gado Nelore.

O zootecnista Josmar Almeida, da Gerente de Pasto, destaca que a estratégia é ideal para este momento de transição, onde o pasto começa a perder qualidade nutricional. A grande vantagem é que uma formulação simples no cocho não serve apenas para engordar o animal, mas funciona como uma ferramenta de gestão para esticar a vida útil das pastagens de Capim Buffel e Urochloa durante a seca.

Confira:

Dieta simples e eficiente

Para quem está começando, Josmar Almeida sugere que a “dieta simples” seja baseada na disponibilidade regional de insumos, garantindo o aporte necessário para o rúmen não parar. Como as gramíneas perdem valor proteico no outono, a ração deve ter entre dezoito por cento e vinte por cento de Proteína Bruta (PB). Isso mantém os microrganismos do rúmen ativos para digerir a fibra do pasto seco.

A combinação de milho (energia) com DDG ou farelo de soja (proteína) e um núcleo mineral de qualidade é o arroz com feijão que funciona. Com trinta animais, muitas vezes é mais vantajoso adquirir a ração pronta de fábricas idôneas para garantir a mistura homogênea dos micronutrientes do que tentar bater o trato na fazenda.

Efeito substituição e manejo

Um dos segredos do semiconfinamento que poucos produtores dominam é o efeito substituição. Quanto mais concentrado o animal ingere, menos capim ele consome. Josmar alerta que o termo “semiconfinamento” não significa que o pasto é secundário. Pelo contrário, pelo menos cinquenta por cento da dieta (em matéria seca) ainda deve vir da gramínea.

Use a ração para potencializar o ganho, mas não descure do manejo do seu capim. O semiconfinamento bem feito é aquele em que o cocho e o pasto trabalham juntos para entregar um animal pesado no menor tempo possível, protegendo a sua reserva de forragem para os meses mais críticos.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

descarbonização e combustíveis verdes pautam o maior debate


Na próxima quinta-feira (30/), Santa Rosa (RS) recebe o Fenasoja Soy Summit — Carbono Zero, evento que antecede a abertura da Feira Nacional da Soja e propõe, em um único dia, conectar a soja brasileira ao mundo. O Soy Summit já surge como referência em grandes debates. O evento ocorre no Centro Cívico Cultural de Santa Rosa, das 8h às 17h, e reúne autoridades, cientistas e executivos para debater os rumos da cadeia produtiva em cinco eixos: visão internacional, clima e gestão, ambiente de negócios, ciência e produção e mercados.

Entre as presenças confirmadas estão Paulo Herrmann, Luiz Carlos Molion, Erasmo Battistella (B&8), Daniel Carnio Costa, Renato Buranello, Luciano Schwerz (Emater/RS-Ascar), Júnior Rosa de Almeida (Camera), Tiago Maique (Bayer), Tiago Carpenedo (IEE — Instituto de Estudos Empresariais do Rio Grande do Sul) e Jerônimo Georgen, embaixador do Soy Summit.

O recorte “Carbono Zero” no título do evento não é apenas uma escolha temática, é um posicionamento. Em 2026, a descarbonização deixou de ser pauta ambiental para se tornar condição de acesso a mercados. Regulações como o CBAM europeu e as crescentes exigências de rastreabilidade nas cadeias globais de alimentos colocam produtores e exportadores diante de uma realidade sem retorno: quem não souber medir, reduzir e comunicar sua pegada de carbono ficará fora das melhores rotas comerciais. O Brasil chega a essa conversa com vantagens reais — e o Soy Summit é o espaço para torná-las estratégia.

A agricultura é, ao mesmo tempo, um dos setores mais vulneráveis às mudanças climáticas e um dos que mais têm a ganhar com a transição energética. Os combustíveis verdes, a exemplo do etanol de cana e de milho, biodiesel de soja, SAF (Sustainable Aviation Fuel) e o biogás gerado a partir de resíduos agrícolas, representam hoje uma das fronteiras mais promissoras dessa transformação. Para a soja brasileira, esse cenário é especialmente relevante: o grão que alimenta o mundo também pode mover o mundo, e a cadeia produtiva já começa a capturar esse valor.

É nesse contexto que ganha centralidade a participação de Erasmo Battistella (B&8), que apresentará “Soja Além do Grão: Desenvolvimento, Energia e Agregação de Valor”. A proposta é direta: mostrar como a soja pode ser vetor de descarbonização do transporte, da indústria e da própria agricultura, conectando o campo brasileiro à demanda global por energia limpa. O uso de máquinas agrícolas movidas a combustíveis renováveis, a eletrificação progressiva das operações de campo e a geração de energia a partir de resíduos da produção são caminhos que deixaram de ser experimentais para se tornarem economicamente viáveis e competitivos.

A agenda inclui ainda a participação de Tiago Maique (Bayer) e Tiago Carpenedo (IEE — Instituto de Estudos Empresariais do Rio Grande do Sul), que integrarão os painéis temáticos do evento, reforçando a convergência entre inovação agrícola, tecnologia e transição energética. A presença de perfis tão diversos — do direito ambiental à meteorologia, da agronomia às finanças — reflete a complexidade do desafio: descarbonizar a produção de soja exige respostas que nenhuma área isolada consegue dar.

Na mesma data, Santa Rosa entrega o Troféu Berço Nacional da Soja a personalidades ligadas à expansão da cultura no País. “A Fenasoja é, acima de tudo, a feira que representa o grão que transformou o Rio Grande do Sul e o Brasil — símbolo de desenvolvimento e prosperidade”, disse Marcos Eduardo Servat, presidente da Fenasoja 2026.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja, com embarques superiores a 100 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Conab. Os mais de 350 mil visitantes esperados na Fenasoja, de 1º a 10 de maio, terão acesso a mais de 600 expositores, eventos técnicos, palestras, shows e programação cultural ao longo de 10 dias. A entrada é gratuita para pedestres, viabilizada por parceria com o Sicredi União RS/ES. A programação completa da feira acontece no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa (RS).





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Fenasoja terá fóruns sobre suinocultura, brucelose e tuberculose


A Fenasoja, que ocorre de 1º a 10 de maio em Santa Rosa, terá um dia dedicado à sanidade animal, com a realização de dois fóruns na quarta-feira (6/5): o 2º Fórum Estadual de Sanidade Suína, às 10h, e o 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina, às 14h. Os encontros são organizados pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) e pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). 

Sanidade Suína

A segunda edição do Fórum Estadual de Sanidade Suína tratará da biosseguridade na suinocultura. A programação vai abordar estratégias de prevenção de doenças, redução de riscos sanitários, proteção dos rebanhos e fortalecimento das ações integradas entre o setor produtivo e o Serviço Veterinário Oficial. 

“O evento será um espaço de diálogo técnico e institucional, reunindo especialistas, gestores, produtores e representantes da cadeia suinícola para discutir desafios atuais e boas práticas voltadas à manutenção do status sanitário da suinocultura gaúcha”, detalha a fiscal estadual agropecuária Gabriela Cavagni, do Programa de Sanidade Suídea do Rio Grande do Sul. 

A realização do Fórum durante a Fenasoja amplia o alcance das discussões, fortalece a integração entre cadeias produtivas e valoriza a sanidade animal como tema estratégico dentro do contexto do agronegócio, facilitando a participação dos diferentes atores envolvidos na suinocultura. “Além disso, temos a localização estratégica da cidade de Santa Rosa, numa região que reúne municípios com as maiores populações suínas do estado”, complementa Gabriela.

Brucelose e Tuberculose Bovina

O 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina vai discutir a importância da prevenção e do controle dessas enfermidades. A programação contará com palestras com experiência nas suas áreas, com a visão da Indústria de Laticínios, do produtor rural, do Fundo de Apoio – Fundesa, e do Serviço Veterinário Oficial Estadual.

“Santa Rosa está inserida numa das principais regiões produtoras de leite do estado, e sediar o Fórum na Fenasoja tem como finalidade de mobilizar e sensibilizar a cadeia de produção em relação ao tema”, explica a fiscal estadual agropecuária Ana Cláudia Groff, do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Seapi.





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Café despenca no fechamento e mercado reage à safra brasileira e alívio na…


Queda do petróleo e avanço da colheita no Brasil pressionam cotações e travam comercialização no campo

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O mercado futuro do café encerrou esta sexta-feira(17), com forte queda nas bolsas internacionais, refletindo mudanças importantes no cenário global e brasileiro.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica fechou em baixa acentuada. O contrato julho/26 encerrou cotado a 284,80 cents/lb, com queda de 560 pontos. O setembro/26 terminou em 273,50 cents/lb, com recuo de 385 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 266,20 cents/lb, com baixa de 275 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também registrou perdas expressivas. O contrato maio/26 encerrou em US$ 3.412 por tonelada, com baixa de 62 pontos. O julho/26 fechou em US$ 3.282 por tonelada, com recuo de 65 pontos. O setembro/26 terminou cotado a US$ 3.220 por tonelada, com queda de 58 pontos. O novembro/26 encerrou em US$ 3.158 por tonelada, com baixa de 62 pontos.

O movimento do dia foi influenciado por uma combinação de fatores. No cenário externo, a reabertura do Estreito de Ormuz provocou queda de cerca de 10% nos preços do petróleo, reduzindo custos logísticos e retirando suporte das commodities agrícolas. Além disso, o mercado passou a enxergar menor risco de restrição na oferta global, o que contribuiu para a pressão sobre os preços.

Do lado brasileiro, o avanço da safra ganha cada vez mais peso na formação das cotações. Com a colheita em andamento, cresce a expectativa de aumento da oferta no curto prazo, o que já vem sendo precificado pelas bolsas internacionais.

No entanto, no mercado interno, a reação não é automática. O ritmo de comercialização segue moderado, com produtores adotando postura cautelosa diante da volatilidade recente e dos níveis atuais de preços. A queda nas bolsas nem sempre se traduz na mesma intensidade no físico, especialmente neste momento de transição de safra.

Outro fator que permanece no radar é o câmbio, que continua influenciando diretamente a competitividade das exportações brasileiras. A combinação entre dólar mais fraco em alguns momentos e pressão externa contribui para um ambiente mais desafiador na formação de preços.

O fechamento desta sexta-feira reforça um cenário de ajuste no mercado de café. A redução das preocupações com a oferta global, somada à entrada da safra brasileira e à queda do petróleo, amplia a pressão sobre as cotações.

O momento exige atenção redobrada. A volatilidade segue elevada e o avanço da colheita, combinado com fatores externos, pode continuar influenciando o mercado nas próximas semanas, exigindo estratégia na hora de comercializar.
 





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Comitiva argentina reforça laços culturais e comerciais durante a Fenasoja 2026


A Fenasoja 2026 não é apenas uma vitrine de inovação, cultura e agronegócio — também se consolida como um importante espaço de integração internacional. Nesta edição histórica, que celebra os 60 anos da feira, Santa Rosa recebe a visita de uma comitiva argentina com o objetivo de fortalecer relações e ampliar conexões entre os países vizinhos.

A delegação participa da feira para conhecer a estrutura, acompanhar a programação e também divulgar a tradicional Festa do Imigrante, realizada na cidade de Oberá, na Argentina. A comitiva é composta por membros da comissão organizadora do evento, representantes da imprensa e autoridades locais, evidenciando o caráter institucional e cultural da visita.

Mais do que um intercâmbio simbólico, o encontro abre portas para oportunidades concretas. A aproximação contribui para o fortalecimento dos laços de irmandade entre os municípios, além de incentivar relações comerciais e parcerias regionais, especialmente no contexto do Mercosul.

Essa integração também se reflete em outros momentos importantes da programação. Representantes argentinos já confirmaram presença no Soy Summit, que ocorre no dia 30 de abril, ampliando o debate com uma perspectiva internacional e oportunizando discussões transfronteiriças sobre a cadeia produtiva da soja.

Outro destaque será a realização, no dia 8 de maio, às 8h30, da Audiência Pública da Comissão de Integração Fronteiriça do Parlamento do Mercosul (Parlasul), no espaço da Etnia Italiana. O encontro reunirá representantes do Brasil e da Argentina em um diálogo estratégico sobre temas essenciais para o desenvolvimento das regiões de fronteira.

Essa conexão internacional não é recente. Segundo a Assessoria de Relações Internacionais, trata-se de uma parceria construída ao longo de mais de duas décadas, com atuação direta da comissão do Mercosul na promoção e manutenção desse relacionamento entre Santa Rosa e cidades argentinas.

A proximidade com o país vizinho também reforça o protagonismo de Santa Rosa no cenário regional. Hoje, o município é visto como referência, tanto pela sua organização quanto pelo desenvolvimento econômico e cultural, sendo inspiração para cidades da Argentina.

Para as próximas edições da feira, a tendência é de continuidade desse vínculo já consolidado. Mais do que expandir, o foco está em manter e fortalecer uma parceria que, ao longo dos anos, tem gerado resultados positivos para ambos os lados.

A Fenasoja 2026 celebra seus 60 anos com uma edição histórica, que acontece de 1º a 10 de maio no Parque de Exposições, em Santa Rosa, com entrada gratuita para o público.





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