sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Alckmin espera diálogo e ‘boa química’ em encontro entre Lula e Trump nos EUA


Alckmin salvaguardas
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (4), em São Paulo, que espera que o próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja pautado pelo diálogo. Lula embarca nesta quarta-feira (6) para se encontrar o líder norte-americana na quinta-feira (7) em Washington.

“Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente”, disse ele a jornalistas.

Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do país.

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, disse ele.

“A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil”, ressaltou.

Para Alckmin, a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil será benéfica para ambos os países e deve discutir temas como big techs e terras raras.

“O presidente Lula é do diálogo. Toda orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil e Estados Unidos. É um ganha-ganha. Nós temos aqui mais de 3 mil, quase 4 mil empresas americanas no Brasil. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço. E agora é fortalecer essa parceria, derrubar também barreiras não tarifárias.”

Segundo ele, há espaço para negociação em questões como big techs, terras raras, minerais estratégicos. “Vai ter aqui o Redata, um programa para atrair data center. Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, destacou.

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Chuva forte e temporais atingem algumas regiões do país nesta terça-feira


temporais, previsão, tempo - raios
Foto: Pixabay

A terça-feira (5 ) será marcada por contrastes no clima em todo o Brasil. Enquanto áreas do Sul e do Nordeste enfrentam risco de chuva forte e temporais, o Centro-Oeste e parte do Sudeste seguem com tempo firme e baixa umidade relativa do ar.

Sul

A região Sul começa o dia com tempo firme, mas a condição muda ao longo das horas. A atuação de um sistema de baixa pressão na Argentina, associada à passagem de uma frente fria oceânica, provoca chuva no Rio Grande do Sul, com intensidade variando de fraca a forte.

As áreas mais afetadas incluem o sul, sudoeste, Campanha, Pampas e o litoral sul gaúcho. Nessas regiões, há risco de trovoadas e temporais, principalmente entre a tarde e a noite.

Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva ocorre de forma mais isolada, influenciada pela umidade marítima, com volumes menores e períodos de abertura de sol.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria atua mais afastada, na altura do litoral da Bahia, mas ainda influencia o tempo. Há previsão de chuva fraca a moderada em áreas de São Paulo, incluindo a capital, além do sul de Minas Gerais e da Zona da Mata.

Já no norte do Espírito Santo e nordeste mineiro, a chuva ganha mais intensidade ao longo do dia. Nas demais áreas da região, o tempo segue estável, com predomínio de sol.

As temperaturas entram em elevação, mas o dia fica mais ameno no litoral paulista, no sul de Minas e no Rio de Janeiro.

Outro destaque é a baixa umidade do ar no interior paulista e no Triângulo Mineiro, com índices abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h também são esperadas no norte de Minas e na Região dos Lagos (RJ).

Centro-Oeste

O Centro-Oeste terá predomínio de tempo firme na maior parte do dia. Apenas o norte e nordeste de Mato Grosso registram pancadas de chuva, que podem ser moderadas a fortes.

Nas demais áreas, a atuação de uma massa de ar seco mantém o tempo estável, com elevação das temperaturas.

A umidade relativa do ar fica baixa, especialmente em Mato Grosso do Sul e em Goiás, com índices abaixo dos 30%. Rajadas de vento também podem atingir até 50 km/h em pontos isolados.

Nordeste

A faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e Alagoas concentra os maiores volumes de chuva, com intensidade moderada a forte desde o início do dia. O cenário é influenciado pela circulação marítima e pelos distúrbios ondulatórios de leste.

No sul da Bahia, a aproximação de uma frente fria reforça as instabilidades, elevando o risco de temporais.

Também há alerta para acumulados elevados entre o litoral do Maranhão e Alagoas. No interior, o tempo segue mais estável e seco em algumas áreas.

Norte

Na região Norte, a alta umidade mantém o padrão de pancadas de chuva frequentes. Amazonas, Pará, Amapá e Roraima concentram os maiores volumes, com risco de temporais.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical reforça as instabilidades no Amapá e no litoral do Pará.

Há alerta para acumulados elevados, especialmente no norte e litoral paraense e no Amapá. Já no Tocantins, o tempo permanece firme e seco.

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Projeto cria política para minerais críticos e limita exportação de matéria-prima


Zé Silva, autor do projeto; e Arnaldo Jardim, relator; em entrevista coletiva
Zé Silva, autor do projeto; e Arnaldo Jardim, relator; em entrevista coletiva

A Câmara dos Deputados deve votar nesta semana o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto estabelece diretrizes para a exploração e o processamento desses recursos no Brasil, com foco em agregar valor à produção e reduzir a exportação de matéria-prima bruta.

O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirmou que o objetivo é mudar o papel do país no mercado global. “Não nos sujeitaremos a ser exportadores de commodities minerais. Queremos processá-las, beneficiá-las e agregar valor aqui”, declarou.

A leitura do parecer foi apresentada na segunda-feira (4), e a votação pode ocorrer já no plenário, em regime de urgência.

Texto prevê incentivos e limita exportação de minerais brutos

A proposta cria mecanismos para estimular o beneficiamento dos minerais dentro do país. Entre as medidas está a limitação à exportação de produtos sem processamento e a concessão de incentivos fiscais progressivos.

Na prática, empresas que avançarem nas etapas de industrialização no Brasil terão acesso a benefícios maiores. O programa prevê créditos fiscais de até 20% dos valores investidos, com limite anual de R$ 1 bilhão entre 2030 e 2034.

Segundo o autor do projeto, deputado Zé Silva (União-MG), há articulação para aprovar a proposta ainda nesta semana. Ele avalia que o texto pode ampliar o protagonismo do Brasil no setor.

Proposta cria conselho e amplia controle do governo

O projeto também institui o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos. O órgão será responsável por definir a lista de minerais estratégicos, revisar critérios a cada quatro anos e avaliar operações consideradas sensíveis.

Entre as atribuições estão a análise de fusões, aquisições e entrada de capital estrangeiro no setor. O texto também prevê que projetos de exploração dependam de autorização prévia do poder público.

De acordo com o relator, a proposta fortalece o papel regulador do Estado. “Nenhum projeto de exploração vai se estabelecer sem anuência do governo”, afirmou.

Outro ponto do texto é a criação de um fundo garantidor para a atividade mineral, com capacidade de até R$ 5 bilhões. A União poderá aportar até R$ 2 bilhões, e o fundo será administrado por instituição financeira federal.

O projeto também obriga empresas do setor a investir parte da receita em pesquisa e desenvolvimento. Nos primeiros seis anos, o percentual mínimo será de 0,3%, passando para 0,5% posteriormente.

Além disso, será criado um cadastro nacional para reunir informações sobre projetos minerais em todo o país.

Os minerais críticos são considerados essenciais para setores como energia limpa, eletrificação e defesa. Entre eles estão lítio, cobalto e nióbio.

Já as chamadas terras raras, grupo de 17 elementos químicos, são usadas em tecnologias como turbinas eólicas e veículos elétricos, e podem ser classificadas como minerais críticos dependendo do contexto.

Entidades criticam tramitação acelerada

Representantes da sociedade civil criticaram a apresentação do parecer sem divulgação prévia do texto completo e a rapidez na tramitação.

O relator rebateu as críticas e afirmou que a proposta está em discussão há dois anos e já teve urgência aprovada anteriormente.

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Novo Desenrola Rural deve ampliar e facilitar renegociação de dívidas, diz ministra


Ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli,
Foto: Agência Brasil

O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (4), uma nova etapa do programa Desenrola Rural. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, a iniciativa chega com condições ampliadas para atender mais produtores.

“O Desenrola Rural é retomado em condições ainda mais facilitadas, com maior abrangência”, afirmou a ministra. Ela destacou ainda a inclusão de novos públicos: “No caso dos assentados da Reforma Agrária, incluímos a possibilidade de renegociação de dívidas do Procera”.

A medida será formalizada por decreto previsto para publicação ainda nesta semana e amplia o prazo de adesão até 20 de dezembro de 2026.

A nova fase do Desenrola Rural amplia as condições de renegociação de dívidas. O programa oferece descontos, prazos mais longos e novas possibilidades de liquidação dos débitos.

Os parcelamentos podem chegar a até dez anos, conforme o valor e o tipo da dívida.

Outro ponto é a retomada do crédito rural. Agricultores com contratos firmados até 31 de dezembro de 2015, com risco integral da União, poderão acessar novas operações pelo Pronaf, mesmo inadimplentes, desde que não estejam inscritos na Dívida Ativa da União.

Quem pode aderir ao programa?

Podem aderir ao programa agricultores familiares, assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, povos e comunidades tradicionais e cooperativas da agricultura familiar.

É necessário ter dívidas em atraso há mais de um ano.

As formas de renegociação variam conforme o tipo de débito:

  • Dívidas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo site Regularize;
  • Débitos do Pronaf ou com bancos devem ser tratados diretamente com as instituições financeiras;
  • Créditos de instalação podem ser quitados junto ao Incra, com condições específicas.

Mais de R$ 23 bilhões já foram renegociados

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares. Segundo o governo, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados.

Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a nova etapa amplia o alcance da política. “Estamos ampliando as condições para que mais agricultores regularizem sua situação, voltem a acessar crédito e sigam produzindo”, afirmou.

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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da ureia cai pela segunda semana seguida e sinaliza perda de força no mercado global


Após dois meses de forte valorização, cotações recuam em Brasil, EUA, China e Oriente Médio, pressionadas por demanda mais fraca, segundo a StoneX

A ureia acumula duas semanas consecutivas de queda no mercado brasileiro, com contratos fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada — recuo de cerca de 4% frente às referências registradas duas semanas antes. Segundo dados divulgados pela StoneX, o enfraquecimento da demanda passou a exercer influência maior do que as restrições de oferta sobre a dinâmica de preços do fertilizante.

Após dois meses de valorização intensa, o mercado global de ureia enfrenta uma inflexão. De acordo com o relatório semanal de fertilizantes da StoneX, as cotações atingiram patamares cada vez menos sustentáveis do ponto de vista da demanda, o que passou a exercer pressão baixista sobre os preços.

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior na dinâmica do mercado, pressionando as cotações para baixo após um período de alta intensa.” — Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX

O movimento não é restrito ao Brasil. Conforme levantamento da StoneX, recuos de preço também foram registrados nos Estados Unidos, na China, no Oriente Médio e no Egito, configurando um enfraquecimento global das cotações da ureia.

Gargalos logísticos ainda sustentam patamares elevados

Apesar da tendência de queda, a avaliação da StoneX é de que eventuais recuos adicionais devem ser limitados no curto prazo. Os gargalos logísticos no Oriente Médio — região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia — seguem restringindo a oferta internacional e funcionando como um piso para os preços.

Segundo Pernías, o cenário é ainda influenciado pelo período de menor consumo em países-chave, por relações de troca menos atrativas para o produtor e por uma postura mais cautelosa dos compradores, que têm evitado avançar em novas aquisições diante das incertezas do mercado.

 





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Chuva forte e temporais atingem algumas regiões do país nesta terça-feira


temporais, previsão, tempo - raios
Foto: Pixabay

A terça-feira (5 ) será marcada por contrastes no clima em todo o Brasil. Enquanto áreas do Sul e do Nordeste enfrentam risco de chuva forte e temporais, o Centro-Oeste e parte do Sudeste seguem com tempo firme e baixa umidade relativa do ar.

Sul

A região Sul começa o dia com tempo firme, mas a condição muda ao longo das horas. A atuação de um sistema de baixa pressão na Argentina, associada à passagem de uma frente fria oceânica, provoca chuva no Rio Grande do Sul, com intensidade variando de fraca a forte.

As áreas mais afetadas incluem o sul, sudoeste, Campanha, Pampas e o litoral sul gaúcho. Nessas regiões, há risco de trovoadas e temporais, principalmente entre a tarde e a noite.

Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva ocorre de forma mais isolada, influenciada pela umidade marítima, com volumes menores e períodos de abertura de sol.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria atua mais afastada, na altura do litoral da Bahia, mas ainda influencia o tempo. Há previsão de chuva fraca a moderada em áreas de São Paulo, incluindo a capital, além do sul de Minas Gerais e da Zona da Mata.

Já no norte do Espírito Santo e nordeste mineiro, a chuva ganha mais intensidade ao longo do dia. Nas demais áreas da região, o tempo segue estável, com predomínio de sol.

As temperaturas entram em elevação, mas o dia fica mais ameno no litoral paulista, no sul de Minas e no Rio de Janeiro.

Outro destaque é a baixa umidade do ar no interior paulista e no Triângulo Mineiro, com índices abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h também são esperadas no norte de Minas e na Região dos Lagos (RJ).

Centro-Oeste

O Centro-Oeste terá predomínio de tempo firme na maior parte do dia. Apenas o norte e nordeste de Mato Grosso registram pancadas de chuva, que podem ser moderadas a fortes.

Nas demais áreas, a atuação de uma massa de ar seco mantém o tempo estável, com elevação das temperaturas.

A umidade relativa do ar fica baixa, especialmente em Mato Grosso do Sul e em Goiás, com índices abaixo dos 30%. Rajadas de vento também podem atingir até 50 km/h em pontos isolados.

Nordeste

A faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e Alagoas concentra os maiores volumes de chuva, com intensidade moderada a forte desde o início do dia. O cenário é influenciado pela circulação marítima e pelos distúrbios ondulatórios de leste.

No sul da Bahia, a aproximação de uma frente fria reforça as instabilidades, elevando o risco de temporais.

Também há alerta para acumulados elevados entre o litoral do Maranhão e Alagoas. No interior, o tempo segue mais estável e seco em algumas áreas.

Norte

Na região Norte, a alta umidade mantém o padrão de pancadas de chuva frequentes. Amazonas, Pará, Amapá e Roraima concentram os maiores volumes, com risco de temporais.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical reforça as instabilidades no Amapá e no litoral do Pará.

Há alerta para acumulados elevados, especialmente no norte e litoral paraense e no Amapá. Já no Tocantins, o tempo permanece firme e seco.

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AgroNewsPolítica & Agro

Solução biológica por drones controla carrapato na pastagem


Pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) avançaram na validação a campo de um produto biológico para o controle do carrapato bovino, com aplicação direta nas pastagens por meio de Drones. A etapa mais recente dos testes foi realizada nesta semana em Hulha Negra, na Campanha gaúcha, e integra a busca por alternativas ao modelo baseado em químicos.

O produto foi desenvolvido pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor e propõe atuar no ambiente onde o carrapato permanece durante a maior parte do ciclo de vida, substituindo a abordagem tradicional focada no tratamento direto dos animais.

Segundo o pesquisador e diretor do IPVDF, José Reck, há uma lacuna tecnológica nesse tipo de controle. “A maior parte dos carrapatos está na pastagem, aguardando o hospedeiro. Mesmo assim, o controle segue concentrado no animal”, afirma.

De acordo com Reck, a pesquisa utiliza micro-organismos do solo, como fungos e bactérias, selecionados por sua capacidade de atingir o parasita sem causar danos aos bovinos, aos seres humanos ou ao ambiente. Esses agentes são aplicados diretamente no campo com apoio de drones, ampliando a eficiência da operação.

O secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul Márcio Madalena, destacou a relevância da iniciativa. “Projetos assim são fundamentais para avançarmos em soluções práticas diante de um problema recorrente no dia a dia dos produtores. A atuação técnica e a expertise da Secretaria da Agricultura permitem não apenas o desenvolvimento, mas também a validação de alternativas inéditas, mais sustentáveis e alinhadas às demandas atuais da pecuária”, afirma.

Iniciado em 2025, o projeto está em fase de validação em escala real, com monitoramento contínuo das áreas experimentais. Segundo José Reck, os testes devem seguir até julho. “A previsão é manter os experimentos até julho, quando a chegada do inverno reduz naturalmente a população de carrapatos, permitindo um balanço mais preciso dos resultados”, prevê.

A proposta combina técnicas já utilizadas na agricultura com o manejo sanitário animal. Para a professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Patrícia Golo, a abordagem considera o sistema produtivo de forma integrada. “Trata-se de uma abordagem que considera todo o sistema produtivo, e não apenas o animal”, afirma.

Segundo Golo, o diferencial está na análise de todas as fases do parasita. “Avaliamos a infestação nos bovinos, as fases no ambiente e a persistência do fungo no solo, em um experimento conduzido em escala próxima à realidade do produtor”, explica.

A pesquisa amplia uma linha iniciada em 2012 no IPVDF, inicialmente voltada ao desenvolvimento de soluções aplicadas diretamente nos animais, e agora direcionada ao controle no ambiente.

O Rio Grande do Sul concentra um dos principais focos de infestação de carrapato bovino nas Américas, cenário associado ao uso predominante de raças mais suscetíveis e às condições climáticas favoráveis ao parasita. Segundo José Reck, o uso intensivo de carrapaticidas químicos tem acelerado o desenvolvimento de resistência. Esse processo reduz a eficácia dos produtos ao longo do tempo.

O médico veterinário da Seapi, Gabriel Fiori, avalia que a adoção de insumos biológicos é estratégica. “O desenvolvimento e a validação dessas alternativas representam avanços importantes dentro do conceito de sustentabilidade econômica e ambiental da pecuária moderna”, afirma.

Nos últimos anos, a Seapi tem investido em alternativas ao controle convencional, incluindo práticas de manejo e uso racional de medicamentos. O novo projeto amplia esse esforço ao propor uma solução de base biológica.





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Ata do Copom, apostas sobre Selic, Oriente Médio: Diário Econômico explica tudo que mexe com o mercado hoje


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada geopolítica entre EUA e Irã levou o Brent a US$ 114, reacendendo temores de choque energético persistente.

No Brasil, o Ibovespa caiu 0,92% aos 185 mil pontos e juros futuros abriram até 20 pontos-base, com o mercado reduzindo apostas de corte da Selic.

Hoje, atenção à ata do Copom e aos dados de atividade nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Câmbio e custos desafiam o agro



O conflito no Oriente Médio aparece entre os principais riscos


O conflito no Oriente Médio aparece entre os principais riscos
O conflito no Oriente Médio aparece entre os principais riscos – Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro entra em 2026 sob pressão externa e interna, com efeitos sobre câmbio, custos e commodities. Segundo o relatório Brazil agribusiness quarterly Q1 2026, do Rabobank, o câmbio deve chegar a R$ 5,55 por dólar ao fim do ano, influenciado por tensões geopolíticas e incertezas fiscais e eleitorais.

Mesmo com o início de cortes nos juros, o banco avalia que as taxas locais elevadas devem oferecer algum suporte ao real. Ainda assim, a volatilidade segue no radar do setor.

O conflito no Oriente Médio aparece entre os principais riscos. A região responde por 7% das exportações agrícolas brasileiras, com destaque para frango, carne bovina, açúcar, milho e soja. A instabilidade já elevou combustíveis e fertilizantes, pressionando custos.

Nos insumos, o impacto é mais visível nos fertilizantes nitrogenados, segundo o que informou o relatório do Rabobak. O fósforo também começa a mostrar sinais de pressão e pode afetar compras dos produtores. O clima preocupa. Chuvas acima da média prejudicaram a colheita da soja e o plantio da segunda safra de milho. Para o segundo semestre, as condições devem favorecer um El Niño.

No setor sucroenergético, a tensão impulsionou os preços do açúcar em Nova York e criou oportunidade de hedge para usinas. Até agora, a gasolina local subiu de forma modesta ante os movimentos internacionais.

Na soja, os preços em Chicago são sustentados por fatores geopolíticos, mas fundamentos globais mais fracos, oferta brasileira recorde e alta dos custos logísticos indicam que a alta pode perder força. As informações foram divulgadas nesta semana.

 





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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro


Amostras dos ciclos de umedecimento e secagem sendo preparadas para o equilíbrio hídrico e ensaio de resistência à penetração
Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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