sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Mistura pronta mostra eficácia em áreas de milho



Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho


Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho
Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho – Foto: Divulgação

Ensaios conduzidos no Norte do Paraná indicam avanço no manejo de plantas daninhas em lavouras de milho, com resultados positivos para uma nova mistura pronta de herbicidas. A solução combina terbutilazina e mesotriona e apresentou ação pós-emergente sobre invasoras de difícil controle, além de atividade residual no solo ao longo do ciclo da cultura.

A Estação Dashen, consultoria agronômica criada em 2014 em Bandeirantes, participa há dois anos do desenvolvimento da tecnologia. Segundo os estudos realizados pela equipe, os resultados respaldaram a eficácia da mistura e indicaram sinergia entre as duas moléculas em áreas de milho.

O pesquisador Jethro Barros Osipe, doutor em agronomia e especialista em plantas daninhas, conduziu os trabalhos ao lado de Robinson Osipe e Petrus B. Osipe, também sócios da Estação Dashen. Ele destaca a relevância da terbutilazina nas estratégias de manejo, especialmente por ser uma molécula que não vinha sendo usada no Brasil e por substituir a atrazina, ativo que pode enfrentar restrições regulatórias.

Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho, em áreas com presença de capim-pé-de-galinha, caruru, capim-carrapicho e outras invasoras. Quando utilizada no momento correto, na fase inicial da cultura, a solução alcançou índices de controle próximos de 95%.

De acordo com a avaliação da Estação Dashen, a tecnologia demonstrou controle sobre folhas largas e estreitas, incluindo capim-pé-de-galinha, capim-amargoso, caruru, trapoeraba, leiteiro e picão-preto. A mistura também apresentou ação sobre plantas daninhas resistentes ao glifosato, como capim-pé-de-galinha e caruru.

 





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Emprego no agro atinge maior nível da história com 28,4 milhões de ocupados


Agro baiano bate recorde de empregos, dados faeb
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O agronegócio brasileiro atingiu um novo recorde no mercado de trabalho em 2025. A população ocupada no setor chegou a 28,4 milhões de pessoas, alta de 2,2% em relação a 2024, o que representa a criação de 601,8 mil novos postos.

Os dados são do boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com o avanço, o agro ampliou sua participação no total de empregos do país, passando de 26,1% para 26,3% no período.

Crescimento é puxado por serviços e indústria

O desempenho positivo foi observado em praticamente todos os segmentos da cadeia produtiva. A exceção foi o setor primário, que registrou recuo.

Os maiores avanços vieram dos agrosserviços, com crescimento de 6,1%. Na sequência aparecem os setores de insumos, com alta de 3,4%, e a agroindústria, com expansão de 1,4%.

O resultado indica um movimento de maior dinamização fora da porteira, com fortalecimento das atividades ligadas à transformação, logística e serviços.

Emprego formal e qualificação avançam

O levantamento também mostra melhora na qualidade da ocupação. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 4,6%, enquanto os trabalhadores por conta própria aumentaram 3,2%.

Além disso, houve avanço no nível de escolaridade da mão de obra. A participação de profissionais com ensino superior subiu 8,3%, e a de trabalhadores com ensino médio avançou 4,2%.

Outro destaque foi o aumento da presença feminina no setor. A participação das mulheres cresceu 2,6%, acima da expansão registrada entre os homens, de 1,9%.

Renda cresce acima da média nacional

O rendimento médio dos trabalhadores do agronegócio também registrou alta em 2025. O avanço foi de 3,9% na comparação anual, superando a média geral do mercado de trabalho, que ficou em 3,4%.

Esse desempenho reforça o ganho de competitividade do setor e o aumento da renda no campo e nas atividades relacionadas.

Massa salarial sobe e amplia poder de consumo

Pela primeira vez, o boletim CNA/Cepea passou a incluir o indicador de massa salarial do agronegócio, que mede o total de rendimentos gerados pelo trabalho no setor.

Em 2025, a massa salarial do agro cresceu 7,2% em relação ao ano anterior. O destaque ficou para os trabalhadores por conta própria, com alta de 7,2%, e para a categoria de empregados e outros vínculos, que avançou 6,7%.

O indicador amplia a análise sobre o impacto econômico do agronegócio, ao considerar não apenas o número de empregos, mas também o poder de compra e o potencial de consumo gerado pela renda no setor.

Agro reforça peso na economia

Com mais empregos, renda em alta e maior qualificação da mão de obra, o agronegócio amplia sua relevância na economia brasileira.

O desempenho de 2025 indica não apenas crescimento quantitativo, mas também mudanças estruturais na composição do trabalho no setor, com maior presença de serviços, avanço da formalização e aumento da produtividade.

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Fiscalização intercepta 5 mil garrafas de cachaça e aplica multa de R$ 103 mil


cachaça
Foto: divulgação/Sefa

Fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), lotados na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás, sudeste paraense, apreenderam 5 mil garrafas de 500 ml de cachaça. A apreensão ocorreu no município de São Geraldo do Araguaia, nesta segunda-feira (4).

Conforme a fiscalização, houve a abordagem ao veículo transportando 5 mil garrafas de cachaça, provenientes de Vitória da Conquista (BA) com destino declarado a Boa Vista (RR). A carga estava avaliada em R$ 190 mil.

De acordo com o coordenador Cicinato Oliveira, a análise de risco da carga mostrou que a empresa tinha histórico de transporte de bebidas sem recolhimento do imposto.

cachaça
Foto: divulgação/Sefa

“Somado a este fato, foi feita consulta ao sistema, revelando que a empresa destinatária não possui inscrição estadual ativa no estado de destino, configurando fortes indícios de simulação de operação de trânsito com o intuito de afastar a tributação devida ao estado do Pará”, informou.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 103.740,00, cobrando o imposto e multa.

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Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão


colheita soja, brexit, commodities agrícolas
Foto: Agência Brasil

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.

A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.

Centro-Norte sustenta safra recorde

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.

Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.

Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.

Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.

Preços seguem pressionados

Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.

Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.

Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.

A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.

Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.

Clima entra no radar para próxima safra

Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.

“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.

Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.

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Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%


Cooperativas de Santa Catarina faturam R$ 105,7 bilhões em 2025, diz Sistema Ocesc
Foto gerada por IA.

As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema OCESC. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema OCESC destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.

O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.

Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.

Crédito supera 4 milhões de associados

O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.

A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.

Agro lidera receitas e empregos

O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.

No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do Estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.

O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.

No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.

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Leilão de arroz é considerado um sucesso e Federarroz defende novo edital


leilão de arroz Conab
Foto: Paulo Rossi/ Divulgação

O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de arroz, realizado nesta terça-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), teve 103,405 mil toneladas comercializadas, dentro de uma oferta total de 350,785 mil toneladas.

O resultado do certame foi avaliado como positivo pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). A principal demanda ocorreu na Fronteira Oeste, que negociou integralmente o volume disponibilizado, de 57,505 mil toneladas.

Segundo a Conab, também foram vendidas 20,9 mil toneladas no lote que reuniu Campanha, Região Central e Planície Costeira Externa, além de 25 mil toneladas de Santa Catarina.

Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o leilão teve resultado favorável por contribuir para o escoamento.

“A leitura da Federarroz é que o leilão foi muito bom. A Fronteira Oeste vendeu todo o lote. Tivemos um excedente de oferta para a Campanha, Região Central e Litoral Norte, que não utilizaram todo o volume. Mas, no total, o leilão foi um sucesso”, considera.

Mercado estava estagnado

O dirigente reforça que a ação auxilia em um momento em que o mercado estava parado. “Vendemos mais de 100 mil toneladas, juntamente com as 25 mil toneladas de Santa Catarina, e isso vai ajudar no escoamento dessas regiões que são as maiores produtoras do Brasil em um momento em que o mercado estava bem estagnado”, afirmou.

A avaliação da entidade é de que o resultado confirmou a utilidade do Pepro, mas também mostrou a necessidade de ajustes na distribuição regional dos volumes. O entendimento é que parte da oferta que não teve aproveitamento em determinadas regiões poderia ser direcionada para áreas com maior procura pelo mecanismo.

Nunes reforça que a Federarroz espera a publicação de um novo edital para permitir esse remanejamento. “Esperamos ainda ter um segundo edital para que possamos repassar mais um volume que sobrou na região da Campanha, Região Central e Litoral Norte para a Fronteira Oeste”, destacou.

Segundo ele, a expectativa é de que no próximo edital a Zona Sul e Planície Costeira Interna devam participar do leilão devido ao andamento do mercado nas regiões.

O Pepro é um instrumento da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) utilizado para apoiar a comercialização em momentos de diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo.

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Etanol tem a menor média de preços em quase dois anos, segundo Cepea


etanol
Foto: Freepik

Os preços do etanol hidratado registrados em abril, primeiro mês da safra 2026/27, atingiram as menores médias desde junho de 2024. O fator que mais influencia nesse recuo é o aumento de oferta, causado pelos avanços de moagem, acelerados pelo baixo volume de chuvas.

Pesquisadores do Cepea relatam que as quantidades do combustível negociadas com as usinas foram pontuais, em pequenos volumes. Além disso, distribuidoras estiveram ausentes das compras.

Apesar das adversidades, o etanol comercializado em São Paulo em abril teve aumento de 75,1% no comparativo mensal, e de 24,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As incertezas acerca do setor preocupam agentes consultados pelo centro de estudos. Os baixos valores tanto do etanol, como do açúcar brasileiro tem colocado em alerta o desempenho da safra.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do boi cai em São Paulo


A Scot Consultoria informou, em análise divulgada nesta segunda-feira (4) no informativo “Tem Boi na Linha”, queda nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a consultoria, o aumento da oferta contribuiu para a melhora das escalas de abate e pressionou os preços, com recuo de R$ 5,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 2,00 por arroba para a novilha, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis.

De acordo com a Scot Consultoria, as escalas de abate estavam, em média, em 10 dias, indicando maior conforto para a indústria frigorífica no curto prazo.

No mercado atacadista de carne com osso, a consultoria aponta que as vendas no varejo foram fracas na última semana de abril, o que reduziu os pedidos de reposição no atacado. A expectativa de aumento na demanda antes do feriado de 1º de maio não se confirmou, uma vez que o varejo ainda operava com estoques elevados.

Com isso, as cotações das carcaças casadas recuaram. Segundo a Scot Consultoria, a carcaça do boi capão registrou queda de 0,4%, equivalente a R$ 0,10 por quilo, enquanto a do boi inteiro caiu 2,1%, ou R$ 0,50 por quilo.

Entre as fêmeas, a carcaça da vaca teve recuo de 1,5%, ou R$ 0,35 por quilo, e a da novilha caiu 1,1%, equivalente a R$ 0,25 por quilo. Para os próximos dias, a expectativa da consultoria é de melhora nas vendas e maior firmeza nas cotações.

No segmento de proteínas alternativas, a Scot Consultoria destaca alta nos preços. A cotação do frango médio subiu 2,7%, ou R$ 0,18 por quilo, enquanto o suíno especial registrou valorização de 3,3%, equivalente a R$ 0,30 por quilo.

No mercado futuro, o contrato do boi gordo com vencimento em abril de 2026 foi liquidado no último dia útil do mês, na B3. Segundo o indicador da bolsa, a arroba foi cotada a R$ 356,15. Já o indicador do Cepea encerrou o período em R$ 358,16 por arroba, enquanto o indicador da Scot Consultoria ficou em R$ 361,38 por arroba.





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Colheita de soja da safra 2025/26 atinge 94,7%, aponta Conab


colheita soja Bahia
Colheita de soja. Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita de soja safra 2025/26 no Brasil atingia, até a última sexta-feira (1), 94,7% da área semeada, avanço de 2,6 pontos porcentuais em comparação com a semana anterior.

No comparativo com igual período da safra 2024/25, quando 97,7% da área já havia sido retirada, os trabalhos estão atrasados em 3 pontos porcentuais. Já em relação à média dos últimos cinco anos, há leve atraso, ante 95,1%.

Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

Entre os estados que semeiam soja, a colheita já foi concluída em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e em São Paulo. Paraná lidera os trabalhos de campo com 99% da área colhida. Na sequência, Piauí conta com 98% da área retirada e Bahia com 95%. Rio Grande do Sul, com o ciclo tardio da oleaginosa, tem 78% da área colhida.

Colheita do milho também avança

A colheita do milho verão 2025/26, por sua vez, atingia 66,7% da área no país, avanço de 4,7 pontos porcentuais em comparação com semana anterior, disse a Conab. Em igual intervalo da temporada passada, 73,3% da área já havia sido colhida. Os trabalhos atuais estão, portanto, atrasados em 6,6 pontos porcentuais.

Em relação à média dos últimos cinco anos, de 70,3%, também há atraso na colheita do cereal. São Paulo já concluiu a retirada do cereal do campo.

Entre os principais produtores, o Paraná alcançou 98% da colheita, Santa Catarina tem 99% da área colhida e o Rio Grande do Sul já retirou 94% do cereal das lavouras.

Arroz, feijão e safra de inverno

A Conab informou ainda que a colheita do arroz 2025/26 alcançava, até sexta-feira, 90,7% da área, avanço de 2,4 pontos porcentuais na comparação com a semana anterior. Em relação a igual período da safra 2024/25, os trabalhos de campo estão adiantados em 1,8 ponto porcentual.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 84,3%, os trabalhos de campo também estão adiantados. O principal produtor, o Rio Grande do Sul, colheu 93% da área.

Por fim, a colheita de feijão alcançava 91,8% da área plantada na última sexta-feira, avanço de 7,7 pontos porcentuais em uma semana.

Os trabalhos de campo estão 0,9 ponto porcentual adiantados em relação à temporada passada e 0,5 ponto porcentual atrás da média de cinco anos, de 92,3%. Apenas Piauí (68%) ainda conclui a colheita do grão.

Entre as culturas de inverno, a Conab informou que a safra de trigo começou a ser cultivada no País, com 9,9% da área semeada. Em comparação com a temporada passada, quando 13,1% da área estava semeada, há atraso de 3,2 pontos porcentuais, bem como ante a média de cinco anos.

Goiás (65%), Minas Gerais (80%), São Paulo (10%), Mato Grosso do Sul (30%) e Paraná (5%) já iniciaram o plantio do cereal.

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Petróleo dispara após Irã negar passagem de navios dos EUA por Ormuz


A Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), a informação divulgada pelos Estados Unidos de que navios comerciais com bandeira norte-americana teriam atravessado o Estreito de Ormuz com escolta militar. “Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, informou o órgão, em comunicado. As informações foram divulgada pela Agência Brasil.

Horas antes, o Comando Central dos Estados Unidos havia afirmado que embarcações de guerra atravessaram o estreito acompanhando dois navios comerciais como parte de um plano anunciado pelo ex-presidente Donald Trump para restabelecer o fluxo comercial na região. “Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz o comunicado.

Segundo as autoridades norte-americanas, a operação envolve navios de guerra com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares mobilizados no Oriente Médio. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um mapa com uma nova área de controle marítimo sobre o estreito, indicando a criação de duas linhas de segurança que funcionariam como “novas fronteiras de controle”.

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Brasil, em meio à divergência de versões sobre a navegação no Estreito de Ormuz, rota por onde circula parcela significativa do petróleo mundial, o preço do barril do petróleo Brent subiu 5% nesta segunda-feira, superando US$ 114.

Ao comentar o plano, Donald Trump afirmou que qualquer interferência no tráfego marítimo será respondida. “Essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”, disse em rede social.

Autoridades iranianas sustentam que a reabertura do Estreito de Ormuz depende de negociação para encerrar o conflito na região, incluindo a frente no Líbano.

O major-general Ali Abdollahi orientou embarcações a evitarem a travessia sem coordenação com as forças iranianas. “a se absterem de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com as Forças Armadas [do Irã] estacionadas lá para não colocar em risco sua segurança”.

Há relatos de ataques a dois navios comerciais no estreito nas últimas 24 horas. A Marinha iraniana afirma ter impedido a passagem de embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel e diz ter atingido um navio de guerra norte-americano no Golfo de Omã. Os militares dos Estados Unidos negam qualquer dano.





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