sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

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Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita


Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluíram, nesta segunda-feira (5), em Araguari (MG), a série de encontros presenciais do programa “Fortalecendo o Trabalho Digno”.

A ação, voltada ao período pré-colheita da safra 2026 de café, teve foco na transferência de conhecimento sobre boas práticas trabalhistas nas propriedades rurais.

A iniciativa foi realizada em parceria com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), a Coocacer Araguari, a Starbucks e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo as entidades, o objetivo foi ampliar a orientação técnica aos agentes da cadeia cafeeira com base no diálogo social e na conformidade legal.

Durante o encontro, o chefe do Setor de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Uberlândia, Marco Antônio Ferreira Costa, apresentou os instrumentos legais disponíveis para contratação de mão de obra no meio rural, considerando as características de cada atividade desenvolvida nas fazendas.

A programação também incluiu explicações sobre prevenção ao trabalho análogo ao de escravo e ao trabalho infantil.

Outro eixo técnico foi a saúde e segurança do trabalho, com destaque para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) no campo. A ferramenta é usada para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais, com o objetivo de reduzir acidentes e organizar medidas preventivas antes do início das atividades mais intensas da colheita.

De acordo com o Cecafé, a devida diligência em direitos humanos foi tratada como elemento de gestão e de acesso a mercados, especialmente em cadeias exportadoras submetidas a exigências de rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade.

As entidades não divulgaram o número total de encontros realizados nem a quantidade de participantes desta edição.

O encerramento da série ocorre às vésperas da colheita e reforça a preparação técnica do setor para a safra 2026. A tendência, segundo os organizadores, é de continuidade das ações de orientação para reduzir riscos trabalhistas e fortalecer a adequação das propriedades às exigências legais e comerciais.

Fonte: cecafe.com.br

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Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina


Tereza Cristina
Foto: FPA

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários ao menos R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.

“O governo ofereceu cerca de R$ 80 bilhões, do dinheiro que sobrou do Plano Safra que não conseguiram aplicar. Mas precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para começar a resolver o problema, já que as dívidas estressadas passam de R$ 800 bilhões”, disse a parlamentares da bancada durante reunião-almoço semanal.

O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.

A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação. “Apresentamos no projeto de lei 5122/2023 R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que seriam insuficientes, mas o governo sinaliza não concordar com o uso dos recursos”, esclareceu a senadora.

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Tereza Cristina afirmou ainda que a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda necessita de ajustes. “Precisamos de uma coisa mais estruturante. Estamos conversando sobre outras receitas novas. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], e o ministro da Agricultura, André de Paula, entenderam que o problema não é pontual”, defendeu a senadora.

A ex-ministra também lembrou que o enfrentamento das dívidas rurais depende de medidas do governo federal. “Não adianta ficar batendo no governo”, alertou aos seus colegas parlamentares. “Precisamos que o governo tenha vontade e abra caminho para usar fundos constitucionais”, apontou, citando a possibilidade de utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste.

“R$ 2 bilhões que tínhamos pensado já foram usados ontem”, pontuou. “O governo terá receita extraordinária de R$ 128 bilhões adicionais por aumento do petróleo. Há receitas, é preciso ver o caminho que o governo vai apontar”, pontuou .

Caso governo e Senado não avancem no tema, o PL 5122 pode ser votado na próxima semana na CAE.

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Fim da cota da China pode reduzir exportações de carne e pressionar mercado do boi gordo, diz Abiec


Foto: Canal Rural/ Hildeberto Jr.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) projeta que, mantido o ritmo atual, a cota de exportação de carne bovina brasileira para a China deve se esgotar entre o fim de maio e meados de junho. A avaliação foi feita pelo presidente da entidade, Roberto Perosa, nesta terça-feira (5), durante encontro com jornalistas na sede da associação.

Diante desse cenário, o setor busca alternativas para absorver o volume que deixaria de ser embarcado ao mercado chinês. Uma das apostas é o aumento do consumo interno no segundo semestre. No entanto, segundo Perosa, um fator tem limitado esse avanço: o crescimento das apostas online no Brasil.

De acordo com o dirigente, representantes do setor de carnes e da Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (Abaas) se reuniram na segunda-feira (4) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para apresentar dados de um estudo da Nielsen. A pesquisa indica que o consumo de alimentos entre famílias de menor renda caiu 10%, em parte devido ao aumento dos gastos com apostas.

Apesar de o consumo de carne bovina ainda não ter sido diretamente afetado, e até apresentar crescimento, Perosa avalia que esse avanço poderia ser maior sem esse fator. Por isso, o setor solicitou ao governo medidas para restringir as apostas online, incluindo o combate a plataformas ilegais e a limitação de publicidade nas redes sociais.

Caso o excedente não seja direcionado a outros mercados, a Abiec estima que as exportações brasileiras de carne bovina podem recuar cerca de 10% em 2026. Esse movimento tende a pressionar o mercado do boi gordo, com possível redução no ritmo de abates e queda nos preço da arroba nos próximos meses.

Alternativas

Além do mercado interno, os Estados Unidos aparecem como alternativa para ampliar as exportações. No entanto, o Brasil já esgotou a cota de exportação para o país e, atualmente, os embarques ocorrem fora desse limite, o que reduz a competitividade. Segundo Perosa, seria necessário ampliar a cota norte-americana para viabilizar esse aumento.

A abertura de novos mercados também é considerada estratégica. Países como Coreia do Sul, Japão e Turquia são vistos como potenciais destinos capazes de compensar uma eventual redução nas compras chinesas. Entre eles, o Japão é o que apresenta negociações mais avançadas. Uma missão técnica japonesa esteve na região Sul no mês de abril para avaliar o sistema sanitário brasileiro para uma possível abertura de mercado.

Acordo Mercosul-UE e guerra no Oriente Médio

Em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigência na última sexta-feira (1º), Perosa avalia que o impacto inicial tende a ser limitado. Segundo ele, ainda é necessário avançar na definição da divisão das cotas entre os países do bloco.

Outro ponto de atenção é o conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina. Segundo a entidade, os embarques para o destino caíram 20% em março e 10% em abril. Além da redução no volume, o setor enfrenta aumento nos custos de frete e restrições logísticas.

Apesar disso, a expectativa é de que os impactos do conflito se diluam nos próximos meses, com gradual normalização do fluxo comercial.

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FMI orienta bancos centrais a evitar alta apressada de juros por guerra no Irã


FMI orienta bancos centrais a evitar alta apressada de juros por guerra no Irã

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta terça-feira (5) que os bancos centrais não devem acelerar mudanças na política monetária, especialmente altas de juros, em resposta aos efeitos da guerra no Irã.

Em entrevista à CNBC, rede de televisão norte-americana, ela disse que as expectativas de inflação seguem ancoradas, apesar da pressão recente dos custos de energia.

Segundo Georgieva, a orientação é que autoridades monetárias avaliem com calma os indicadores disponíveis antes de qualquer ajuste. A avaliação do FMI é que o choque sobre energia precisa ser observado dentro de um quadro mais amplo, já que a inflação vinha afetando diferentes economias antes mesmo da escalada do conflito.

A diretora do Fundo ressaltou que os efeitos da guerra não tendem a desaparecer imediatamente após um eventual encerramento do confronto. De acordo com ela, a transmissão para preços de energia pode continuar por alguns meses, o que mantém a necessidade de acompanhamento técnico por parte dos bancos centrais.

Na prática, o recado do FMI é que a resposta monetária não deve ser automática diante de um aumento de custos. Isso porque uma alta de juros sem confirmação de contaminação mais persistente sobre a inflação pode ampliar restrições ao crédito, ao consumo e ao investimento, sem atacar diretamente a origem do choque, concentrada na energia.

Georgieva também informou que vários países procuraram o FMI em busca de empréstimos para compra de energia. Os nomes, no entanto, não foram divulgados. Também não foram apresentados, na entrevista, números sobre volume de crédito, patamar de juros ou estimativas atualizadas de inflação.

Ao comentar inteligência artificial, a diretora afirmou que a adaptação à tecnologia é inevitável e que o efeito sobre a economia tende a ser positivo pela via da produtividade, ainda que com mudanças na estrutura do mercado de trabalho e nas habilidades demandadas pelas empresas.

A sinalização do FMI aponta para manutenção de cautela na condução monetária no curto prazo, com decisões condicionadas à evolução dos dados de inflação e energia nos próximos meses.

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Uso de capim Miyagi com sorgo pode afetar colheita e dieta do gado, diz especialista


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi desta terça-feira (5) trouxe um alerta técnico fundamental para um produtor de Guiratinga (MT). O engenheiro agrônomo e embaixador de conteúdos sobre pastagens, Wagner Pires, esclareceu os riscos de tentar produzir silagem consorciando o capim Miyagi com o sorgo.

Segundo o especialista, embora o Miyagi seja uma potência em produtividade, suas características morfológicas podem transformar o que seria uma reserva estratégica em um pesadelo operacional e nutricional, especialmente em um ano marcado pelo rigor do El Niño.

O Miyagi é uma cultivar de Panicum maximum conhecida pelo crescimento explosivo, mas que exige manejo de “pulso firme”. Para a produção de silagem consorciada, essa característica torna-se um gargalo.

Confira:

Riscos do consórcio

O Miyagi “passa” do ponto com muita facilidade. Seus talos tornam-se grossos e extremamente duros (lignificados) em pouco tempo. Esses talos duros e compridos representam um perigo para as ensiladeiras. O risco de “embuchar” a máquina é alto, o que gera paradas constantes, custos de manutenção e atrasos na colheita.

O excesso de fibra dura proveniente dos talos do capim, quando misturado ao sorgo, reduz a densidade energética da silagem, resultando em um alimento de menor qualidade para o rebanho.

Plantar o Miyagi simultaneamente com o sorgo cria uma competição indesejada na lavoura, prejudicando o aproveitamento de nutrientes e água. Por crescer muito rápido, o Miyagi pode “abafar” o sorgo se o manejo não for milimétrico. Em anos de seca severa, como o previsto para 2026, a competição por umidade residual entre as duas culturas pode comprometer o desenvolvimento de ambas, diminuindo o volume final de massa colhida.

Sugestões para o produtor

Para garantir o lucro e a segurança alimentar do gado, Wagner Pires sugere que o produtor abandone o consórcio em favor da sucessão de culturas no sistema de integração. “Não comprometa sua silagem de sorgo tentando um consórcio arriscado com o Miyagi”, alerta.

Ele recomenda garantir o estoque de cocho primeiro e usar o capim como sua “safrinha” de pasto, destacando que ter um pasto de Miyagi bem estabelecido após a colheita será o grande diferencial para atravessar a seca com tranquilidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Mistura pronta mostra eficácia em áreas de milho



Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho


Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho
Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho – Foto: Divulgação

Ensaios conduzidos no Norte do Paraná indicam avanço no manejo de plantas daninhas em lavouras de milho, com resultados positivos para uma nova mistura pronta de herbicidas. A solução combina terbutilazina e mesotriona e apresentou ação pós-emergente sobre invasoras de difícil controle, além de atividade residual no solo ao longo do ciclo da cultura.

A Estação Dashen, consultoria agronômica criada em 2014 em Bandeirantes, participa há dois anos do desenvolvimento da tecnologia. Segundo os estudos realizados pela equipe, os resultados respaldaram a eficácia da mistura e indicaram sinergia entre as duas moléculas em áreas de milho.

O pesquisador Jethro Barros Osipe, doutor em agronomia e especialista em plantas daninhas, conduziu os trabalhos ao lado de Robinson Osipe e Petrus B. Osipe, também sócios da Estação Dashen. Ele destaca a relevância da terbutilazina nas estratégias de manejo, especialmente por ser uma molécula que não vinha sendo usada no Brasil e por substituir a atrazina, ativo que pode enfrentar restrições regulatórias.

Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho, em áreas com presença de capim-pé-de-galinha, caruru, capim-carrapicho e outras invasoras. Quando utilizada no momento correto, na fase inicial da cultura, a solução alcançou índices de controle próximos de 95%.

De acordo com a avaliação da Estação Dashen, a tecnologia demonstrou controle sobre folhas largas e estreitas, incluindo capim-pé-de-galinha, capim-amargoso, caruru, trapoeraba, leiteiro e picão-preto. A mistura também apresentou ação sobre plantas daninhas resistentes ao glifosato, como capim-pé-de-galinha e caruru.

 





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Emprego no agro atinge maior nível da história com 28,4 milhões de ocupados


Agro baiano bate recorde de empregos, dados faeb
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O agronegócio brasileiro atingiu um novo recorde no mercado de trabalho em 2025. A população ocupada no setor chegou a 28,4 milhões de pessoas, alta de 2,2% em relação a 2024, o que representa a criação de 601,8 mil novos postos.

Os dados são do boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com o avanço, o agro ampliou sua participação no total de empregos do país, passando de 26,1% para 26,3% no período.

Crescimento é puxado por serviços e indústria

O desempenho positivo foi observado em praticamente todos os segmentos da cadeia produtiva. A exceção foi o setor primário, que registrou recuo.

Os maiores avanços vieram dos agrosserviços, com crescimento de 6,1%. Na sequência aparecem os setores de insumos, com alta de 3,4%, e a agroindústria, com expansão de 1,4%.

O resultado indica um movimento de maior dinamização fora da porteira, com fortalecimento das atividades ligadas à transformação, logística e serviços.

Emprego formal e qualificação avançam

O levantamento também mostra melhora na qualidade da ocupação. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 4,6%, enquanto os trabalhadores por conta própria aumentaram 3,2%.

Além disso, houve avanço no nível de escolaridade da mão de obra. A participação de profissionais com ensino superior subiu 8,3%, e a de trabalhadores com ensino médio avançou 4,2%.

Outro destaque foi o aumento da presença feminina no setor. A participação das mulheres cresceu 2,6%, acima da expansão registrada entre os homens, de 1,9%.

Renda cresce acima da média nacional

O rendimento médio dos trabalhadores do agronegócio também registrou alta em 2025. O avanço foi de 3,9% na comparação anual, superando a média geral do mercado de trabalho, que ficou em 3,4%.

Esse desempenho reforça o ganho de competitividade do setor e o aumento da renda no campo e nas atividades relacionadas.

Massa salarial sobe e amplia poder de consumo

Pela primeira vez, o boletim CNA/Cepea passou a incluir o indicador de massa salarial do agronegócio, que mede o total de rendimentos gerados pelo trabalho no setor.

Em 2025, a massa salarial do agro cresceu 7,2% em relação ao ano anterior. O destaque ficou para os trabalhadores por conta própria, com alta de 7,2%, e para a categoria de empregados e outros vínculos, que avançou 6,7%.

O indicador amplia a análise sobre o impacto econômico do agronegócio, ao considerar não apenas o número de empregos, mas também o poder de compra e o potencial de consumo gerado pela renda no setor.

Agro reforça peso na economia

Com mais empregos, renda em alta e maior qualificação da mão de obra, o agronegócio amplia sua relevância na economia brasileira.

O desempenho de 2025 indica não apenas crescimento quantitativo, mas também mudanças estruturais na composição do trabalho no setor, com maior presença de serviços, avanço da formalização e aumento da produtividade.

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Fiscalização intercepta 5 mil garrafas de cachaça e aplica multa de R$ 103 mil


cachaça
Foto: divulgação/Sefa

Fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), lotados na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás, sudeste paraense, apreenderam 5 mil garrafas de 500 ml de cachaça. A apreensão ocorreu no município de São Geraldo do Araguaia, nesta segunda-feira (4).

Conforme a fiscalização, houve a abordagem ao veículo transportando 5 mil garrafas de cachaça, provenientes de Vitória da Conquista (BA) com destino declarado a Boa Vista (RR). A carga estava avaliada em R$ 190 mil.

De acordo com o coordenador Cicinato Oliveira, a análise de risco da carga mostrou que a empresa tinha histórico de transporte de bebidas sem recolhimento do imposto.

cachaça
Foto: divulgação/Sefa

“Somado a este fato, foi feita consulta ao sistema, revelando que a empresa destinatária não possui inscrição estadual ativa no estado de destino, configurando fortes indícios de simulação de operação de trânsito com o intuito de afastar a tributação devida ao estado do Pará”, informou.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 103.740,00, cobrando o imposto e multa.

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Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão


colheita soja, brexit, commodities agrícolas
Foto: Agência Brasil

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.

A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.

Centro-Norte sustenta safra recorde

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.

Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.

Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.

Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.

Preços seguem pressionados

Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.

Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.

Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.

A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.

Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.

Clima entra no radar para próxima safra

Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.

“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.

Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.

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Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%


Cooperativas de Santa Catarina faturam R$ 105,7 bilhões em 2025, diz Sistema Ocesc
Foto gerada por IA.

As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema OCESC. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema OCESC destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.

O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.

Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.

Crédito supera 4 milhões de associados

O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.

A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.

Agro lidera receitas e empregos

O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.

No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do Estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.

O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.

No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.

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