sexta-feira, julho 3, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Alta do enxofre pressiona uso de fosfatado no país


A alta recente do Enxofre no mercado internacional colocou sob pressão a competitividade do Superfosfato Simples, fertilizante fosfatado de ampla adoção no Brasil. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, o avanço do insumo para níveis próximos de US$ 1.000 por tonelada muda de forma significativa a conta de produção do SSP.

Historicamente, o produto se consolidou entre os produtores brasileiros por reunir fósforo solúvel, cálcio e enxofre, além de apresentar baixo custo por hectare e boa adaptação a sistemas extensivos. Em períodos de enxofre barato, essa combinação sustentava a lógica econômica do fertilizante. O cenário atual, porém, impõe uma revisão dessa vantagem.

Para produzir uma tonelada de SSP, são necessários cerca de 300 a 350 quilos de enxofre. Com o insumo cotado a US$ 1.000 por tonelada, apenas esse componente passa a representar entre US$ 300 e US$ 350 no custo de produção de cada tonelada do fertilizante. Nesse patamar, a viabilidade industrial fica mais pressionada, com possibilidade de redução ou paralisação de plantas, como indicado no caso da Mosaic, e consequente perda de oferta no mercado.

O movimento também remete ao choque de 2008, quando o enxofre disparou durante o pico das commodities. Naquele período, a indústria, incluindo a Bunge Fertilizantes, enfrentou estoques caros, enquanto o mercado mudou rapidamente, deixando prejuízos nos balanços por meses. A principal lição apontada é que o risco não está apenas na alta dos preços, mas também na volatilidade.

Entre 2000 e 2007, o enxofre ficou em torno de US$ 20 a US$ 50 por tonelada, em um mercado equilibrado. Em 2008, saltou para US$ 600 a US$ 800. De 2009 a 2019, voltou a uma faixa mais previsível, entre US$ 50 e US$ 150. No ciclo de 2020 a 2022, avançou de US$ 80 para US$ 400, influenciado por Covid, ruptura logística e guerra na Ucrânia. Após oscilar entre US$ 100 e US$ 180 em 2023 e 2024, chegou em 2025 a até US$ 1.000 por tonelada.

Com a mudança de cenário, agrônomos e agricultores tendem a buscar fontes mais concentradas e alternativas de fósforo, como MAP, fosfatos reativos e fosfatos naturais. O manejo também deve exigir maior eficiência agronômica, solos bem corrigidos e uso mais relevante de calcário. O SSP não desaparece, mas perde parte da lógica histórica de competitividade que o tornou acessível no passado.

 





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Produtores rurais poderão aderir à renegociação de dívidas pelo Desenrola Rural até dezembro


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O governo federal prorrogou até 20 de dezembro o prazo para agricultores familiares para aderirem ás condições especiais de regularização de dívidas A medida permite que pequenos produtores rurais renegociem ou quitem débitos com condições facilitadas, incluindo descontos para liquidação de dívidas em atraso.

Os dois decretos referentes a prorrogação foram publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (5). O principal deles reinstitui e amplia o Programa de Regularização de Dívidas e Facilitação de Acesso ao Crédito Rural da Agricultura Familiar, conhecido como Desenrola Rural.

Com o novo decreto, o prazo para adesão às condições especiais de regularização de dívidas foi prorrogado até 20 de dezembro de 2026. A medida permite que agricultores familiares renegociem ou quitem débitos com condições facilitadas, incluindo descontos para liquidação de dívidas em atraso.

O texto também prevê a renegociação de operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) entre 2012 e 2022, desde que os financiamentos tenham sido feitos com recursos dos fundos constitucionais. Os prazos para pagamento podem chegar a até dez anos, com início das parcelas previsto a partir de 2027, conforme o valor da dívida.

Outra mudança amplia as condições de regularização para beneficiários da reforma agrária. O decreto inclui medidas voltadas à resolução de passivos históricos ligados ao antigo Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária (Procera), permitindo que produtores voltem a acessar linhas de crédito e políticas públicas.

Além disso, o governo autorizou a contratação de novas operações de crédito rural no âmbito do Pronaf, inclusive para produtores com financiamentos anteriores em atraso, desde que não possuam débitos inscritos em Dívida Ativa da União.

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Dólar em queda: alívio para a inflação, pressão para exportadores


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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A recente valorização do real frente ao dólar reacende um debate clássico da economia brasileira: afinal, um dólar mais baixo é bom ou ruim para o país?

A resposta, como quase tudo em economia, depende do ponto de observação. De um lado, a queda da moeda norte-americana representa um alívio importante para diversos segmentos da economia.

O Brasil possui elevada dependência de produtos, insumos e componentes importados. Combustíveis, fertilizantes, defensivos agrícolas, medicamentos, equipamentos eletrônicos, peças industriais e uma ampla gama de bens de consumo têm seus preços direta ou indiretamente influenciados pelo dólar.

Quando a moeda americana recua, o custo dessas importações tende a cair.

Isso reduz pressões inflacionárias, ajuda no controle de preços internos e melhora o poder de compra da população.

Também abre espaço para uma atuação mais confortável da política monetária, já que uma inflação mais comportada pode favorecer, no médio prazo, a redução da taxa básica de juros.

Para o consumidor, os efeitos podem aparecer na forma de produtos mais baratos, menor pressão sobre combustíveis e custos industriais reduzidos.

Há também um impacto direto sobre o turismo internacional.

Com o dólar mais barato, viagens ao exterior se tornam mais acessíveis para os brasileiros. Destinos tradicionalmente dolarizados, como os Estados Unidos, passam a exigir menos esforço financeiro.

Como se diz popularmente, com o dólar mais baixo, a Disney fica um pouco mais perto do Brasil.

Passagens, hospedagens, alimentação e compras feitas fora do país tendem a pesar menos no orçamento, ampliando o poder de consumo das famílias que planejam viajar.

Mas há o outro lado da balança.

Para o setor exportador, especialmente o agronegócio, mineração e indústria de base, a valorização do real reduz a chamada paridade de exportação.

Na prática, isso significa que cada dólar obtido nas vendas externas se converte em menos reais.

E como grande parte dos custos de produção está internalizada em moeda local — salários, logística, energia, tributos e serviços — a margem operacional tende a ficar mais apertada.

Esse cenário se torna ainda mais delicado quando combinado com juros elevados, crédito restrito e custos financeiros pressionados.

No agronegócio, por exemplo, a equação é bastante sensível.

O produtor muitas vezes enfrenta custos elevados de financiamento, aumento de despesas operacionais e volatilidade internacional de preços.

Se, ao mesmo tempo, o dólar recua, a receita em reais diminui, comprimindo a rentabilidade.

É justamente aí que aparece o paradoxo cambial brasileiro.

O mesmo dólar mais baixo que ajuda a conter a inflação, favorece o consumo interno e estimula viagens internacionais pode retirar competitividade de setores fortemente exportadores, afetando investimentos, geração de renda e expansão produtiva.

Por isso, o desafio não está em defender simplesmente um dólar alto ou baixo, mas em buscar estabilidade cambial.

Oscilações abruptas, para qualquer direção, dificultam planejamento, travam decisões de investimento e aumentam a incerteza econômica.

No fim das contas, o câmbio ideal é aquele que permite equilíbrio: suficientemente competitivo para sustentar exportações e, ao mesmo tempo, suficientemente estável para evitar pressões inflacionárias e preservar o ambiente de negócios.

No câmbio, como em quase tudo na economia, não existe almoço grátis: quando um lado comemora, outro inevitavelmente faz as contas.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Frente fria provoca chuva forte e deixa região do país em alerta


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Foto: Pixabay

A quarta-feira (6) será marcada por temporais no Sul do Brasil, chuva forte em áreas do Nordeste e instabilidades persistentes na região Norte. A passagem de uma frente fria pelo oceano, combinada à formação de uma área de baixa pressão na Argentina, aumenta o risco de ventania, trovoadas e acumulados elevados principalmente no Rio Grande do Sul.

Enquanto isso, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e dos Distúrbios Ondulatórios de Leste mantém alerta para chuva intensa entre o litoral do Maranhão e da Bahia.

Sul

A passagem de uma frente fria pelo oceano e a formação de uma área de baixa pressão na Argentina mantêm o tempo instável nesta quarta-feira (6) em parte do Sul do Brasil. Segundo a Climatempo, há risco de temporais, trovoadas e acumulados elevados de chuva no sul e sudeste do Rio Grande do Sul, incluindo áreas da Campanha gaúcha.

As instabilidades atuam desde as primeiras horas do dia e devem perder força entre o fim da tarde e a noite. Mesmo assim, a previsão indica chuva moderada a forte em pontos do litoral sul e médio do estado. As rajadas de vento podem variar entre 40 km/h e 50 km/h em diversas áreas do Rio Grande do Sul e do Paraná, com possibilidade de atingir até 70 km/h no sul gaúcho e na Campanha.

Nas demais áreas da Região Sul, o tempo segue mais estável, com predomínio de sol e pouca nebulosidade. Há possibilidade de chuva isolada no interior e nordeste do Rio Grande do Sul, além do leste de Santa Catarina e do Paraná.

Sudeste

No Sudeste, a umidade vinda do oceano favorece chuva no Espírito Santo ao longo do dia, especialmente no litoral norte capixaba, onde há risco de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados. Em Vitória, a previsão é de chuva moderada.

Também pode chover de forma fraca em áreas do interior de Minas Gerais, no sul e litoral de São Paulo e no norte do Rio de Janeiro. Já no restante da região, o tempo firme predomina devido à atuação de uma massa de ar seco.

A umidade relativa do ar continua baixa em parte do interior paulista e no Triângulo Mineiro, com índices abaixo dos 30%. As rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em áreas do interior de São Paulo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão é de chuva isolada apenas no extremo norte e noroeste de Mato Grosso, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes no extremo noroeste do estado.

Nas demais áreas da região, o tempo permanece firme por causa da atuação de uma massa de ar seco. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% em áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Nordeste

No Nordeste, a combinação entre umidade marítima, Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a previsão de chuva forte em diferentes áreas da costa.

Os maiores volumes devem ocorrer entre o litoral do Maranhão e o Ceará, além do litoral da Bahia, com risco de temporais. Na faixa litorânea maranhense, a situação é considerada de perigo para acumulados elevados de chuva.

Também há previsão de chuva moderada a forte no norte do Piauí e em áreas do Rio Grande do Norte até o sul da Bahia. Já no interior nordestino, o tempo segue mais firme.

Norte

Na Região Norte, a alta disponibilidade de umidade continua favorecendo pancadas de chuva intensas no Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Acre e Rondônia.

A previsão indica risco de temporais e acumulados elevados principalmente no norte do Amazonas, sul de Roraima e em áreas do litoral, nordeste e noroeste do Pará, onde a situação também é de perigo.

No Tocantins, a chuva se concentra no extremo norte do estado, enquanto o restante da região segue com tempo mais firme e sensação de abafamento. A umidade relativa do ar permanece baixa no Tocantins e no sudeste do Pará.

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Dólar cai e atinge menor valor do ano


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (6), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o recuo de 4% do petróleo trouxe alívio aos mercados, mas a commodity acima de US$ 100 segue pressionando inflação global.

O dólar caiu 1,12% a R$ 4,91, menor nível desde janeiro, e o Ibovespa subiu 0,62% aos 186 mil pontos. A ata do Copom reforçou tom cauteloso diante da desancoragem das expectativas de inflação. Hoje, foco nos estoques de petróleo nos EUA e no IC-Br no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Preços tornam sulfato mais competitivo



A relação de troca entre o milho e o nitrogenado também apresentou uma queda


A relação de troca entre o milho e o nitrogenado também apresentou uma queda relevante
A relação de troca entre o milho e o nitrogenado também apresentou uma queda relevante – Foto: Divulgação

O mercado de fertilizantes nitrogenados atravessa um momento de ajustes, com mudanças na competitividade entre produtos e atenção redobrada ao cenário internacional. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o sulfato de amônio registrou correções de preço na semana passada e passou a se mostrar mais competitivo em relação à Ureia.

A relação de troca entre o milho e o nitrogenado também apresentou uma queda relevante, o que melhora parcialmente a condição de compra para o produtor. Ainda assim, o indicador permanece mais de 10 sacas acima do patamar pago no mesmo período do ano passado, mantendo a pressão sobre as margens no campo.

Nesse contexto, o sulfato de amônio tem ganhado espaço como uma das alternativas avaliadas pelo produtor na escolha do nitrogenado. A atratividade atual, porém, vem acompanhada de incertezas. Um dos pontos observados é que não há clareza sobre por quanto tempo o sulfato permanecerá descontado em relação à ureia.

Outro fator de atenção é a dependência total do Brasil em relação à China para o fornecimento do produto. Em determinados momentos, mudanças no comportamento do mercado chinês podem surpreender os compradores brasileiros. Atualmente, o sulfato no Brasil apresenta um bom desconto até mesmo em comparação com os preços praticados na própria China, o que reforça a percepção de oportunidade, mas também exige cautela.

No mercado internacional, o Egito anunciou uma tarifa de exportação para a ureia. O país é um grande exportador de nitrogênio, e a medida entra no radar dos agentes do setor em um momento em que a liquidez no Brasil segue muito baixa.

Para o inverno, a expectativa é de forte retração na área de trigo no país. Rio Grande do Sul e Paraná, principais produtores nacionais, devem reduzir de forma significativa o plantio, o que pode influenciar a demanda por nitrogenados ao longo da temporada.

 





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EUA ainda precisam importar ureia



O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes


O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes
O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes – Foto: Canva

O mercado norte-americano de fertilizantes segue atento ao ritmo das compras externas de Ureia, em um momento em que o atraso nas importações pode ampliar a pressão sobre o abastecimento interno. A avaliação é de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, com base em dados divulgados no início da tarde.

As informações indicam que os produtores dos Estados Unidos ainda não avançaram o suficiente nas importações do insumo. Segundo estimativas da CRU Group, o país precisaria trazer do exterior cerca de 600 mil toneladas de ureia para atender à demanda prevista.

O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes nitrogenados usados na agricultura, e atrasos nas compras podem aumentar a sensibilidade do mercado a oscilações de preço e disponibilidade. No caso americano, o ponto central está no comportamento dos importadores, que têm demonstrado cautela para fechar novos pedidos.

Essa hesitação estaria ligada à expectativa de melhora no cenário global. Parte dos compradores trabalha com a possibilidade de que uma eventual acomodação das condições internacionais resulte em preços mais favoráveis. Com isso, decisões de compra acabam sendo postergadas, mesmo diante da necessidade de recomposição do abastecimento.

A leitura apresentada aponta que esse otimismo depende, em parte, de uma melhora no ambiente diplomático internacional. O contexto citado envolve a confiança de agentes americanos na condução política do governo Donald Trump em relação a tensões globais, especialmente no caso do Irã. A percepção, porém, é tratada com cautela, diante da instabilidade do cenário e das sucessivas sinalizações sobre avanços em negociações.

Enquanto isso, a necessidade estimada de importação permanece como um fator relevante para o mercado. Caso os pedidos continuem atrasados, os Estados Unidos poderão ter de acelerar compras em um ambiente ainda sujeito a incertezas, o que mantém a ureia no foco das atenções do setor agrícola.

 





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CCGL premia produtores de destaque no Top RS Leite



Premiação valoriza resultados da pecuária leiteira gaúcha


Foto: Divulgação

A CCGL realiza nesta quarta-feira, 06 de maio, às 19h, em Santa Rosa (RS), a entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade. A cerimônia ocorre no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson e vai reconhecer produtores e propriedades leiteiras gaúchas que se destacaram por desempenho técnico e produtivo na pecuária leiteira.

A iniciativa da CCGL tem como foco reconhecer o trabalho de produtores rurais e propriedades leiteiras do Rio Grande do Sul que alcançaram resultados relevantes no setor. De acordo com informações divulgadas pela CCGL, a escolha dos premiados considera critérios técnicos e produtivos, reforçando a importância da gestão, da eficiência e da qualidade na atividade leiteira.

A entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade será realizada em uma cerimônia voltada à valorização da cadeia produtiva do leite, segmento estratégico para a economia agropecuária gaúcha e para a geração de renda no campo.

A solenidade está marcada para as 9h30, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa. O local recebe a cerimônia de reconhecimento dos produtores que se destacaram na produção leiteira, reunindo representantes ligados ao setor e à iniciativa promovida pela CCGL. Segundo dados divulgados pela CCGL, o prêmio busca celebrar os resultados alcançados por propriedades leiteiras do Estado, evidenciando o desempenho de quem investe em produtividade e melhoria dos processos dentro da atividade.





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Feira agrícola tem queda histórica


A retração nos investimentos em tecnologia agrícola expôs em 2026 um ambiente de maior cautela no campo. Segundo Marco Aurélio Vieira da Silva, diretor de ecossistema, a Agrishow 2026 registrou R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios, queda de 22% ante os R$ 16,4 bilhões de 2025.

O resultado marca a primeira contração em 11 anos e apenas a segunda queda em 31 edições da feira. Com correção pela inflação, o recuo chega a 25%, indicando perda real de fôlego no setor.

Os dados de máquinas confirmam o enfraquecimento. No primeiro trimestre, as vendas caíram 19,9% ante 2025. A comercialização de tratores ficou em 9 mil unidades, contra 10 mil no ano anterior. Entre as colheitadeiras, a retração superou 40%.

A leitura é de um problema estrutural. Juros elevados, câmbio desfavorável e commodities pressionadas reduziram a margem dos produtores. Quem não tinha caixa em 2025 entrou em 2026 com menos espaço para investir. Quem tinha recursos passou a adiar decisões, em meio a uma crise de liquidez.

A feira manteve 197 mil visitantes, número próximo ao de 2025, mas a presença não virou negócios no mesmo ritmo. Parte do público foi consultar, pesquisar e esperar condições melhores. Casos como XCMG Brasil Indústria, com alta de 10%, e Herbicat, com 300 contatos, aparecem como exceções.

Nesse cenário, a digitalização deixa de ser luxo e ganha peso como necessidade. Plataformas B2B, redução de intermediários, integração entre máquinas, financiamento, consultoria, marketplace de insumos e análise de dados podem ajudar a cortar custos e recuperar margem. A crise indica que o agro que resistir será o que fizer mais com menos.

 





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Alysson Paolinelli recebe homenagem póstuma de visionário da agricultura tropical


Homenagem entregue à viúva de Alysson Paolinelli
Foto: Divulgação

Líder da revolução agrícola tropical que transformou o Brasil de comprador de commodities a exportador de alimentos para mais de um bilhão de pessoas no mundo, o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli (1936 – 2023) recebeu homenagem póstuma no Agro Summit Lide 2026, nesta terça-feira (5), em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Fundador da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro), entidade que organiza o evento, Paolinelli foi lembrado pelas maiores lideranças da agropecuária, agronegócio, energia e mineração do Brasil e da América Latina.

Na ocasião, Marisa de Sena Gonzaga, viúva do laureado, recebeu dos organizadores uma placa de agradecimento, além do troféu “Alysson Paolinelli, O Visionário da Agricultura Tropical”.

Presente no Agro Summit, o também ex-ministro da Agricultura e co-fundador da Alagro, Roberto Rodrigues, destacou o espírito visionário de Paolinelli, em especial o seu apoio ao trabalho da Embrapa na aplicação da ciência para uma agricultura mais moderna e produtiva.

Também participante do evento, o professor de agronegócio José Luiz Tejon compartilhou com o público um pouco da visão de mundo de Paolinelli, compartilhada em diversas ocasiões, como em um voo para a Bolívia.

“Neste voo, Paolinelli me disse três coisas sensacionais: que a agricultura de clima temperado havia trazido o mundo até onde ele estava, mas que o futuro seria a agricultura tropical; que em cada bioma do Brasil existem dezenas de estudos a serem feitas e de micro-biomas que exigem pesquisa, sendo que a ciência sempre esteve presente em sua visão de mundo; além de outra questão muito marcante sobre a sociedade civil organizada precisar tomar as rédeas e comandar o país, sem depender de governo”, lembrou.

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