segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

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Expectativas para o inverno: previsão do tempo e chuvas em junho


O mês de junho marca o início do inverno no Brasil, que começa no dia 21, às 5h24, horário de Brasília. Para os agricultores, a principal preocupação é o regime de chuvas nas regiões produtoras.

Temperaturas e chuvas em junho

Artur Miller, especialista em meteorologia, destaca que, embora haja previsão de chuvas no Brasil Central, a maior parte do país deve enfrentar temperaturas elevadas. O mapa de temperaturas indica:

  • Regiões em vermelho: temperaturas acima da média.
  • Regiões em azul: temperaturas abaixo da média.
  • Regiões sem cor: temperaturas dentro da média.

A região Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas e Mato Grosso do Sul devem registrar mínimas que podem chegar a 3ºC, com possibilidade de geadas.

Risco de incêndios e déficit hídrico

O alerta principal é para o aumento do risco de incêndios, especialmente devido ao déficit hídrico em lavouras tardias de milho. A previsão não é favorável para chuvas volumosas no Centro-Norte do país.

Condições para trabalhos em campo

Para os produtores que iniciaram a colheita do milho segunda safra, as condições são favoráveis. Nos próximos cinco dias, o amanhecer será frio no Sul e Sudeste, com mínimas entre 10ºC e 15ºC.

Previsão de chuvas e temperaturas

Entre 8 e 12 de junho, uma frente fria deve trazer chuvas irregulares ao Brasil Central, com bons volumes em Rondônia. Na virada da quinzena, chuvas devem avançar para São Paulo, Mato Grosso do Sul e sul de Minas, com previsão de 50 mm em cinco dias.

Artur Miller ressalta que, apesar das chuvas, a média geral de precipitação em junho será baixa, o que pode impactar negativamente os produtores que dependem de umidade no solo.

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Expectativas do agronegócio para o Plano Safra são discutidas em evento


Nesta terça-feira, o Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo recebeu o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para a palestra “Diálogo, Inovação e Crescimento”, que abordou o novo momento do agronegócio brasileiro. O evento destacou as expectativas em torno do Plano Safra e os desafios enfrentados pelo setor.

Metas para o Plano Safra

Durante o encontro, o ministro André de Paula afirmou que a meta é ampliar o volume de recursos e garantir juros mais acessíveis para o campo. Ele destacou:

  • Objetivo de um plano safra robusto do ponto de vista financeiro.
  • Expectativa de um aumento de 10% nos recursos, passando de 516 bilhões para cerca de 550 bilhões de reais.
  • Importância de garantir que os financiamentos sejam viáveis para os produtores rurais.

Desafios do setor

O ministro também ressaltou que o desafio não se limita ao aumento do crédito, mas inclui:

  • Fortalecimento do seguro rural.
  • Criação de mecanismos para ampliar o acesso ao crédito.
  • Soluções para o endividamento dos produtores.

Expectativas e medidas futuras

Representantes do setor destacaram a expectativa em torno das medidas que devem acompanhar o Plano Safra, especialmente a criação de um fundo garantidor para facilitar o acesso ao financiamento rural. O ministro enfatizou o empenho na aprovação do projeto de lei 5122, que trata do endividamento e inclui a criação de um fundo garantidor para o agronegócio.

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Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Rubio que EUA retirem tarifas contra o Brasil


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (2) ter enviado uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o país desista de impor novas tarifas de 25% ao Brasil. A manifestação ocorre um dia após o anúncio norte-americano de novas cobranças sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O conteúdo disponível não detalha quais itens seriam atingidos pela medida.

Na carta, Flávio Bolsonaro afirma que a imposição de novas tarifas causaria prejuízos à população brasileira e reiterou pedido que, segundo ele, já havia sido feito pessoalmente a Rubio. O senador também mencionou deterioração fiscal e econômica no país ao justificar a solicitação.

A decisão dos Estados Unidos foi anunciada como conclusão de investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil. Entre os pontos citados pelos norte-americanos está um alegado tratamento preferencial ao Pix, que, segundo a justificativa apresentada, prejudicaria empresas dos Estados Unidos.

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Para o comércio exterior brasileiro, o ponto central passa a ser a definição do alcance da tarifa, dos produtos abrangidos e do prazo de implementação. Esses dados são determinantes para medir efeitos sobre exportadores, agroindústrias, tradings e cadeias produtivas com vendas ao mercado norte-americano. No conteúdo disponível, porém, não há detalhamento oficial sobre setores, volumes ou valores potencialmente afetados.

O episódio também gerou reação política no Brasil. O deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), investigação sobre eventual atuação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos em favor de um novo tarifaço contra o país. Nesta terça-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o senador e integrantes da família Bolsonaro ao comentar a proposta tarifária.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro esteve com Rubio em Washington. Ele também agradeceu à administração norte-americana pela classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

A avaliação técnica dos efeitos econômicos da medida depende da publicação de detalhes sobre os produtos atingidos, a abrangência da tarifa e o cronograma de entrada em vigor. Até que essas informações sejam formalizadas, o impacto sobre exportações brasileiras, inclusive do agronegócio, permanece sem dimensionamento completo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Margem da indústria frigorífica melhora em Mato Grosso



Demanda fortalece mercado da carne bovina



Foto: Kadijah Suleiman

A margem do Equivalente Físico (EF) da indústria frigorífica de Mato Grosso apresentou melhora em maio de 2026, conforme análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O indicador, que mede a diferença entre a receita obtida com a comercialização da carne bovina com osso no atacado e o custo da arroba do boi gordo, registrou média de -4,47% no período, avanço de 0,75 ponto percentual em relação a abril.

Segundo o Imea, o resultado foi influenciado pelo maior distanciamento entre os preços da carne bovina no atacado e os valores pagos pela matéria-prima, favorecendo a rentabilidade da indústria frigorífica. O instituto destacou que a margem permaneceu próxima da média histórica de -4,62%, indicando um ambiente de mercado mais equilibrado. “Em mai/26, a margem do Equivalente Físico (EF), indicador que estima diferença entre a receita obtida da comercialização da carne bovina com osso no atacado e a arroba do boi gordo, registrou média de -4,47% em MT, avanço de 0,75 p.p. em relação a abr/26.”

Para junho, a expectativa do instituto é de continuidade da sustentação do mercado. De acordo com o levantamento, a demanda interna tende a ser impulsionada pelas festividades tradicionais do período e pela Copa do Mundo, fatores que podem estimular o consumo de proteína bovina. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue contribuindo para a firmeza do setor. “Para jun/26, o cenário segue sustentado tanto pela demanda interna, impulsionada pelas festividades tradicionais do período e pela copa do mundo, que tendem a estimular o consumo pela proteína, quanto pela demanda externa.”

O Imea também aponta que a oferta de animais pode influenciar o comportamento do mercado nas próximas semanas. A expectativa de menor disponibilidade de bovinos para abate deve contribuir para a manutenção das condições favoráveis observadas recentemente. “Do lado da oferta, a expectativa de menor disponibilidade de animais também contribui para a sustentação do mercado.”





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Conab detalha execução do PAA no Mato Grande durante evento no Rio Grande do Norte


Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou, na última segunda-feira (1º), em João Câmara (RN), os resultados do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no território de Mato Grande. Segundo a superintendência regional no estado, o programa investiu mais de R$ 7 milhões desde 2023 na compra de produtos da agricultura familiar. Os dados foram divulgados durante o lançamento da terceira etapa do Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC).

De acordo com a Superintendência Regional da Conab no Rio Grande do Norte, o PAA apoiou o escoamento de mais de 926 toneladas de alimentos produzidos por agricultores familiares no território de Mato Grande nos últimos três anos. No período, 623 produtores foram atendidos, e os alimentos adquiridos foram destinados a 77 instituições socioassistenciais.

Durante o encontro, representantes da Conab, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) discutiram instrumentos de apoio à produção e à comercialização no semiárido. A companhia também apresentou informações sobre o Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado ao fornecimento de milho, e esclareceu dúvidas sobre o acesso de associações e cooperativas aos mercados institucionais.

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O Projeto Dom Hélder Câmara é desenvolvido pelo governo federal em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Segundo as informações apresentadas no evento, a iniciativa busca ampliar o desenvolvimento rural sustentável em territórios do semiárido, com ações ligadas ao acesso à água, produção de alimentos e integração de políticas públicas.

Para a agricultura familiar, programas como o PAA funcionam como canal de comercialização com demanda previamente organizada, o que pode reduzir dificuldades de escoamento e ampliar a inserção de cooperativas e associações em compras públicas. No caso do semiárido, a combinação entre acesso a mercado, tecnologias sociais e suporte institucional é um dos pontos centrais para sustentar a produção local. O material divulgado não detalha a distribuição dos recursos por produto, município ou organização fornecedora.

A Conab informou ainda que realizará atendimento a produtores entre esta quarta-feira (4) e esta sexta-feira (6), durante o 6º Torneio Leiteiro de Santana do Matos (RN), com ações do projeto Conab Itinerante e venda de milho do ProVB. Novos desdobramentos sobre alcance, adesão de cooperativas e execução dos programas dependem da divulgação de dados adicionais pelos órgãos responsáveis.

Fonte: gov.br

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Boi gordo: tarifaço dos EUA não deve afetar a carne; veja cotações da arroba


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Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo teve uma terça-feira (2) de preços mais altos. O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curtíssimo prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate em um momento de boa demanda.

“O mercado segue atento à demanda chinesa, com a expectativa de anúncio por parte do governo asiático indicando que 80% da cota brasileira foi preenchida”, diz, em referência ao limite de 1,1 milhão de toneladas exportadas para a China que coube ao Brasil.

Segundo ele, em relação aos Estados Unidos, mesmo que sejam aplicadas tarifas adicionais de 25% para a maior parte dos produtos brasileiros, o cenário mais provável é que a carne bovina seja mais uma vez isenta. “Isso por conta das dificuldades em torno do rebanho de bovinos e na redução dos abates [enfrentada pelos norte-americanos]”, disse o analista.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 353,58 — ontem: R$ 352,45
  • Goiás: R$ 332,86 — ontem: R$ 332,68
  • Minas Gerais: R$ 327,35 — ontem: R$ 326,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,91 — ontem: R$ 352,70
  • Mato Grosso: R$ 355,07 — ontem: R$ 354,05

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, se deparou com acomodação em seus preços, ainda com expectativa de alta durante a primeira semana do mês.

Iglesias ressalta que para o mês de junho é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda. “No entanto, a carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango”, aponta.

  • Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,22%, sendo negociado a R$ 5,0098 para venda e a R$ 5,0078 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9992 e a máxima de R$ 5,0217.

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Aneel aprova resolução para rescindir contratos e conter passivo de R$ 3,5 bilhões


Transmissoras pedem à Aneel suspensão de R$ 916,6 milhões no ciclo tarifário

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (2) uma resolução para evitar o avanço da inadimplência associada a contratos de uso do sistema de transmissão firmados por centrais geradoras. Segundo a agência, o passivo potencial em encargos rescisórios não pagos pode chegar a R$ 3,5 bilhões. A medida permite a rescisão de contratos em condições excepcionais, em mecanismo conhecido no setor como “dia do perdão”.

A decisão envolve Contratos de Uso do Sistema de Transmissão (Cust) assinados por empreendimentos de geração que, em muitos casos, não avançaram para implantação. De acordo com a Aneel, o problema está ligado ao aumento de pedidos de acesso à rede após a lei de 2021 que estabeleceu o fim de descontos para conexão de fontes renováveis. Como a regra priorizava quem protocolasse primeiro o pedido, houve formação de uma fila com projetos sem viabilidade técnica e econômica.

O resultado foi a manutenção de contratos sem execução efetiva, com atraso em cronogramas outorgados, inadimplência no pagamento dos Encargos de Uso do Sistema de Transmissão (EUSTs) e acúmulo de encargos rescisórios. A estimativa de R$ 3,5 bilhões considera 9,5 gigawatts (GW) de projetos com baixa probabilidade de implantação no curto prazo.

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Pela resolução, os agentes terão até segunda-feira (16) para notificar o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sobre a intenção de rescindir os contratos. Depois disso, até quarta-feira (20 de agosto), o ONS deverá informar quais empreendimentos estão aptos. A decisão final caberá à Aneel.

Na mesma reunião, a diretoria aprovou a suspensão temporária dos efeitos financeiros de R$ 875,3 milhões que poderiam atingir o ciclo tarifário 2026-2027 das transmissoras. Segundo a agência, a manutenção dos contratos produz efeitos adversos, como aumento do risco de inadimplência e invasão especulativa da margem de escoamento do sistema, o que restringe o acesso de empreendimentos considerados viáveis.

O próximo passo será a análise das notificações pelo ONS e a deliberação final da Aneel sobre os contratos aptos à rescisão. Até o momento, os dados divulgados pela agência indicam o objetivo de reduzir passivos e liberar capacidade da rede, mas ainda não há estimativa oficial detalhada sobre os efeitos finais da medida nas tarifas de energia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tarifa brasileira ao etanol importado não é ação direcionada aos EUA, diz Unica


etanol, RenovaBio
Foto: Agência Brasil

A tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não constitui uma medida direcionada especificamente aos Estados Unidos, argumenta a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil em nota publicada nesta terça-feira (2).

O posicionamento vem na esteira da aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025.

Entre os posicionamentos centrais da medida norte-americana está a queixa sobre condições desiguais de acesso do etanol estadunidense ao mercado brasileiro.

“Cabe ainda ressaltar que os Estados Unidos mantêm há décadas políticas de proteção ao açúcar, por meio de um sistema de tarifas proibitivas e cotas que limitam as exportações brasileiras para o mercado norte-americano a um volume que representa menos de 1% das exportações totais do Brasil”, pontua a nota das entidades brasileiras.

As duas ressaltam que o etanol brasileiro é reconhecido internacionalmente como uma das soluções mais eficientes para a descarbonização dos transportes, combinando baixa intensidade de carbono, critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade e contribuição efetiva para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Por fim, a Unica e a Bioenergia Brasil reafirmam a confiança de que o governo brasileiro seguirá conduzindo esse processo com responsabilidade, firmeza e competência diplomática, em defesa dos interesses estratégicos do país.

“Eventuais divergências comerciais devem ser tratadas por meio do diálogo e da negociação, preservando uma relação bilateral historicamente relevante para ambos os países e uma agenda comum voltada à promoção dos biocombustíveis e da transição energética”, conclui a nota.

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Brasil renova recorde de produção de petróleo e gás natural em abril


Brasil renova recorde de produção de petróleo e gás natural em abril

O Brasil registrou novo recorde de produção de petróleo e gás natural em abril, com média de 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume superou o recorde anterior, de março de 2026, quando a produção havia somado 5,531 milhões de boe/d. O avanço foi puxado principalmente pelo pré-sal e pela maior extração em campos marítimos.

De acordo com a ANP, a produção de petróleo alcançou 4,340 milhões de barris por dia em abril, alta de 2,2% frente a março e de 19,5% na comparação com abril de 2025. Já o gás natural somou 206,70 milhões de metros cúbicos por dia, com crescimento de 1,3% no mês e de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Petrobras, principal produtora do país, respondeu por 3,421 milhões de boe/d, volume 1,7% acima do registrado em março. Desse total, a companhia produziu 2,621 milhões de barris diários de petróleo, alta de 2%, e 127,1 milhões de metros cúbicos de gás natural, avanço de 0,7%.

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No pré-sal, a produção conjunta de petróleo e gás também renovou máxima histórica, ao atingir 4,614 milhões de boe/d. O volume representa 81,8% de toda a produção nacional, com alta de 3% sobre março e de 23,6% ante abril de 2025. A extração nessa camada somou 3,568 milhões de barris por dia de petróleo e 166,40 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, obtidos em 189 poços.

O aproveitamento do gás natural ficou em 97,8% no mês. Foram disponibilizados ao mercado 63,54 milhões de metros cúbicos por dia, enquanto a queima atingiu 4,52 milhões de metros cúbicos por dia, recuo de 17,2% frente a março e de 9,3% na comparação anual.

Segundo a agência, os campos marítimos responderam por 98,1% da produção de petróleo e por 88% da produção de gás natural. Entre os campos, Búzios, na Bacia de Santos, liderou a produção de petróleo, com 910,10 mil barris por dia, enquanto Mero foi o maior produtor de gás natural, com 46,22 milhões de metros cúbicos por dia.

Os dados reforçam a expansão da produção nacional de energia fóssil, com predominância do pré-sal e dos campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio. A ANP não detalhou, neste levantamento, reflexos imediatos sobre preços de combustíveis ou custos para cadeias produtivas, o que limita projeções objetivas de curto prazo para o setor agropecuário.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Peixe BR manifesta preocupação com proposta de tarifa extra dos EUA


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) informou, nesta terça-feira (2), que vê com preocupação a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. Segundo a entidade, a medida ainda passará por consulta pública antes de uma decisão final pelas autoridades dos Estados Unidos. O tema surge em um momento de expansão da presença brasileira no comércio internacional de alimentos.

Em nota, a Peixe BR afirmou que medidas que resultem em aumento de custos ou em restrições ao comércio internacional devem ser tratadas com cautela. A entidade relaciona a proposta ao avanço recente do Brasil nos mercados globais do agronegócio e da produção de alimentos.

De acordo com a associação, a proposta foi apresentada após a conclusão de uma investigação comercial iniciada em julho de 2025 pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O texto divulgado pela entidade indica que o processo ainda não foi encerrado e depende da etapa de consulta pública antes da decisão final.

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Até o momento, o conteúdo disponível não detalha quais produtos brasileiros da piscicultura podem ser diretamente atingidos, nem informa volumes exportados, valores embarcados ou participação do mercado norte-americano nas vendas externas do setor. Também não há, no material apresentado, cronograma final para eventual implementação da tarifa.

Do ponto de vista setorial, uma sobretaxa de 25% pode alterar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos, caso a medida seja confirmada. Esse tipo de mudança tarifária tende a afetar preços de entrada, condições de negociação e estratégia comercial de exportadores, dependendo do produto abrangido e da resposta dos compradores.

A piscicultura brasileira acompanha o tema porque barreiras tarifárias têm efeito direto sobre o acesso a mercados e sobre o planejamento das empresas exportadoras. A Peixe BR informou que seguirá monitorando os desdobramentos da proposta e avaliando os impactos potenciais para a cadeia.

O cenário ainda depende da conclusão da consulta pública e da decisão final das autoridades norte-americanas. Até que haja definição sobre os produtos alcançados e sobre a vigência da medida, não há base suficiente para estimar o efeito econômico sobre toda a piscicultura brasileira.

Fonte: Estadão Conteúdo

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