quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Como melhorar os índices zootécnicos da fazenda e aumentar a rentabilidade


A melhoria dos índices zootécnicos é um dos caminhos mais eficientes para aumentar a produtividade e a rentabilidade nas fazendas. A gestão, o planejamento e o uso correto das informações são fundamentais para alcançar esses objetivos.

Importância da medição

Segundo o consultor Rodrigo Genar, a frase “o que não se mede não evolui” é essencial para os pecuaristas. A fazenda não pode ser administrada com base em achismos, mas sim com dados concretos que indiquem a direção a ser seguida.

Principais indicadores a serem monitorados

Para melhorar os índices zootécnicos, é crucial acompanhar alguns indicadores principais:

  • Ganho de peso
  • Taxa de mortalidade
  • Valor de venda
  • Custo do animal
  • Produção de roupa e seus custos

Gestão e acompanhamento

Fazendas que obtêm sucesso financeiro não são aquelas que apenas produzem mais arrobas por hectare, mas sim aquelas que conseguem desembolsar melhor. Portanto, é vital ter metas claras e acompanhar o desempenho em relação a essas metas para garantir a evolução e a eficiência na gestão.

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Portos do Sul movimentam 4,7 milhões de toneladas em contêineres em fevereiro


Terminal de Contêineres de Paranaguá
Terminal de Contêineres de Paranaguá Foto: divulgação / TCP

Os portos da região Sul movimentaram 4,7 milhões de toneladas em carga conteinerizada em fevereiro, alta de 43,98% em relação ao mesmo mês de 2025.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. No total, os terminais do Sul somaram 14,4 milhões de toneladas no mês.

Entre as principais cargas movimentadas na região estão contêineres, soja, petróleo e derivados, fertilizantes e milho. No mesmo período, as exportações cresceram 5,04%, enquanto a navegação de longo curso avançou 1,75%, segundo os números oficiais. O desempenho indica manutenção do fluxo de comércio exterior pelos portos do Sul.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, liderou a movimentação regional em fevereiro, com 4,4 milhões de toneladas, o equivalente a 30,7% de toda a carga transportada na região. Na sequência aparecem o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com 2,4 milhões de toneladas, e o Porto Itapoá, em Santa Catarina, com 1,2 milhão de toneladas.

O avanço ocorre em paralelo a investimentos federais em infraestrutura. Em Santa Catarina, o Ministério de Portos e Aeroportos retomou, em abril, o contrato de dragagem do Porto de Itajaí, com investimento de R$ 63,8 milhões e prazo inicial de 12 meses, prorrogável por até 48 meses. No Porto de Imbituba, também em Santa Catarina, foi assinado contrato de R$ 72,8 milhões para manutenção e reforço do molhe de abrigo.

No Paraná, o Porto de Paranaguá recebeu nesta semana a primeira edição de 2026 das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa do MPor e da Antaq voltada à modernização, sustentabilidade e eficiência das operações. Em abril, o Fundo da Marinha Mercante também aprovou R$ 81 milhões para projetos da indústria naval no Sul.

Com maior volume conteinerizado, crescimento das exportações e obras em execução, a tendência técnica é de continuidade da capacidade operacional da região no curto prazo, desde que os cronogramas de infraestrutura e manutenção de navegabilidade sejam preservados pelos órgãos responsáveis.

Fonte: gov.br

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Receita Federal pode cancelar 2,6 milhões de CNPJs


A Receita Federal informou, nesta sexta-feira (8), que deve iniciar neste mês o procedimento de declaração de inaptidão de inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de contribuintes que permaneceram omissos na entrega de obrigações acessórias.

Entre outubro e dezembro de 2025, mais de 6 milhões de contribuintes foram intimados a regularizar pendências. Desse total, cerca de 2,6 milhões ainda não fizeram a regularização, mesmo após mais de 120 dias do envio dos Termos de Intimação.

Segundo a Receita Federal, 56% dos intimados regularizaram a situação, o equivalente a aproximadamente 3,4 milhões de contribuintes. Entre os que ainda podem ser atingidos pela medida, pouco mais de 434 mil são optantes pelo Simples Nacional e cerca de 1 milhão são Microempreendedores Individuais (MEIs).

A base legal para a medida está no inciso I do artigo 38 da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil (RFB) nº 2.119, de terça-feira (6 de dezembro de 2022). A norma prevê a declaração de inaptidão do CNPJ em caso de omissão, por mais de 90 dias, na entrega de obrigação acessória.

De acordo com o órgão, os contribuintes sujeitos ao procedimento receberão comunicação na Caixa Postal do Centro Virtual de Atendimento (Portal e-CAC). O Ato Declaratório Executivo (ADE) também será publicado no site oficial da Receita Federal. A previsão é de publicações em ritmo médio de 100 mil ADEs por dia, ao longo de maio e junho.

A Receita Federal informou ainda que a regularização de todas as omissões antes da publicação do ADE impede a declaração de inaptidão. Para verificar pendências, o contribuinte deve acessar o serviço “Certidões e Situação Fiscal – Consulta Pendências – Situação Fiscal” no Portal e-CAC.

A tabela por unidade da federação citada pela Receita Federal não foi detalhada no conteúdo encaminhado. Assim, não há, neste material, discriminação numérica por estado.

A orientação técnica é que empresas e MEIs consultem imediatamente a situação fiscal e transmitam as declarações e escriturações pendentes, quando for o caso, para evitar restrições cadastrais e a necessidade posterior de restabelecimento da inscrição no CNPJ.

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AgroNewsPolítica & Agro

Gestão, eficiência e planejamento serão decisivos para a pecuária em 2026, alerta Embrapa


Cenário de valorização da arroba convive com alta da reposição, juros elevados e incertezas geopolíticas

A pecuária brasileira deve enfrentar em 2026 um cenário marcado por oportunidades, mas também por aumento da complexidade na gestão da atividade. Apesar da valorização da arroba do boi gordo, fatores como alta no preço da reposição, juros elevados, volatilidade internacional e possíveis impactos sobre fertilizantes e exportações exigirão planejamento e tomada de decisão baseada em indicadores técnicos e econômicos.

Essa é a avaliação do pesquisador da Embrapa Gado de Corte e coordenador do Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), Guilherme Cunha Malafaia. Segundo ele, este ano os sistemas mais eficientes e estruturados serão premiados. “Em 2026, não basta produzir bem. Será necessário administrar capital, risco e eficiência produtiva com muito mais rigor”, afirma.

Para Malafaia, um dos principais pontos de atenção é o aumento expressivo nos preços do bezerro e do gado magro, reflexo da entrada da pecuária em um novo ciclo de retenção de fêmeas para recomposição do rebanho nacional.

Com isso, a relação de troca entre boi gordo e reposição atingiu um dos maiores níveis da série histórica. Ele comenta que atualmente são necessárias cerca de nove arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro, tornando a aquisição de animais um fator determinante. O pesquisador destaca que a “decisão de compra da reposição precisa ser estratégica. Comprar mal em 2026 pode comprometer toda a operação, mesmo em um cenário de arroba valorizada”.

Gestão de risco ganha importância

Diante do ambiente macroeconômico atual, o qual combina juros elevados, crédito mais seletivo e aumento do custo de capital, se amplia a necessidade de gestão financeira nas propriedades.

Entre as estratégias recomendadas estão o uso de instrumentos de proteção de preços, como operações de hedge e contratos a termo, além do planejamento financeiro estruturado e da avaliação criteriosa do retorno sobre o capital investido. Malafaia é enfático: “o produtor precisará atuar cada vez mais como gestor financeiro da atividade”.

Sustentabilidade e rastreabilidade

Outro ponto relevante é o avanço das exigências socioambientais nos mercados internacionais. Sustentabilidade e rastreabilidade deixaram de ser diferenciais e passaram a representar condições de acesso a mercados e linhas de financiamento.

O pesquisador cita como exemplos as exigências relacionadas à regulamentação ambiental europeia e o interesse de mercados estratégicos, como Japão e Coreia do Sul, em sistemas com rastreabilidade individual, monitoramento de fornecedores e mensuração de pegada de carbono. Nesse contexto, a pecuária tropical brasileira com sistemas baseados em pastagens e tecnologias de baixo carbono, desenvolvidas pela Embrapa, se sobressaem.

Eficiência produtiva e resiliência climática

A intensificação sustentável da produção também foi apontada como estratégia central para reduzir custos e aumentar a resiliência dos sistemas pecuários frente às mudanças climáticas.

Entre as práticas destacadas estão recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), confinamento estratégico, melhoramento genético e redução da idade de abate.

O especialista em cadeias produtivas avalia que “o sistema que combina pastagem recuperada, integração, suplementação estratégica e gestão eficiente terá mais condições de permanecer competitivo”.

Dependência do mercado chinês

Malafaia comenta os riscos associados à elevada dependência das exportações brasileiras de carne bovina em relação à China, destino de mais da metade do volume exportado pelo Brasil.

De acordo com ele, eventuais restrições comerciais reforçam a importância da diversificação de mercados e da abertura de novos destinos para a carne bovina. Entre os mercados considerados estratégicos estão Japão, Coreia do Sul e União Europeia, especialmente para produtos com maior valor agregado e atributos ligados à sustentabilidade.

Por fim, “o ambiente atual premia gestão baseada em evidências, disciplina financeira, rastreabilidade e intensificação sustentável. Quem operar apenas no improviso poderá enfrentar dificuldades”, conclui o pesquisador da estatal.





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Mais de meio milhão de litros de combustível são apreendidos em operação


combustível de aviação
Foto: divulgação/Sefa

Durante fiscalização realizada pela Secretaria da Fazenda do Estado do Pará (Sefa), com apoio da Polícia Militar do estado, no município de Santarém, no Baixo Amazonas, nesta quinta-feira (7).

Fiscais de receitas estaduais lotados na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Tapajós apreenderam 522.943 litros de querosene de aviação (QAV), que era transportado por um empurrador que saiu de Manaus (AM) com destino a Santarém (PA).  A carga tem valor de R$ 5.294.836,25.

Segundo o coordenador Roberto Mota, durante a análise documental, a equipe fiscal constatou irregularidades relacionadas ao recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido por substituição tributária (ICMS-ST), regime aplicável às operações interestaduais com combustíveis.

“A nota fiscal apresentada indicava operação de transferência entre estabelecimentos da mesma titularidade, porém sem a comprovação da retenção e do recolhimento do ICMS-ST, além da ausência de informações obrigatórias relativas à base de cálculo e ao valor do imposto retido”, explicou.

Foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 1.810.834,00, cobrando o imposto e multa.

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Noz-pecã: RS inicia colheita com expectativa de até 8 mil toneladas


Noz-pecã
Foto: Public Domain Pictures

A cadeia da noz-pecã no Rio Grande do Sul abriu oficialmente a colheita da safra 2026 nesta sexta-feira (8), em Nova Pádua, na Serra Gaúcha, com expectativa de produção de até 8 mil toneladas no estado. O ato simbólico foi realizado na propriedade do produtor Arlindo Marostica, após uma programação técnica voltada à produtividade, irrigação e mercado da cultura.

O evento reuniu produtores, pesquisadores, técnicos e autoridades ligadas à pecanicultura. Durante a programação, também foi lançado o livro Nogueira-pecã, da Embrapa, com participação de 82 autores. A versão digital já está disponível gratuitamente, enquanto a edição impressa será apresentada durante o Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan), em novembro, em Bento Gonçalves (RS).

Irrigação ganha espaço nos pomares

Um dos principais temas debatidos foi o impacto da irrigação na estabilidade produtiva e na rentabilidade dos pomares. O professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ezequiel Saretta, destacou que o manejo hídrico deve ser tratado como investimento e apresentou comparativos entre áreas irrigadas e não irrigadas.

O produtor Arlindo Marostica relatou os resultados obtidos em produtividade após a adoção da irrigação no pomar da família. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Jaceguay Bastos, reforçou que o uso da tecnologia precisa considerar características específicas de cada propriedade, como tipo de solo e condições climáticas.

Segundo Bastos, o planejamento adequado do sistema de irrigação influencia diretamente a qualidade da fruta e o desempenho produtivo em diferentes ciclos da cultura, sejam precoces, médios ou tardios.

Custos e rentabilidade

O ex-presidente do IBPecan, Eduardo Basso, apresentou números relacionados aos custos de produção, produtividade e preços da noz-pecã. De acordo com ele, o aumento da produtividade, impulsionado por tecnologias como a irrigação, tende a melhorar a margem financeira da atividade.

O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, afirmou que o crescimento do interesse pela cultura demonstra um amadurecimento da cadeia produtiva no estado. Ele destacou ainda o papel da entidade na difusão de informações técnicas e no fortalecimento da pecanicultura no país.

RS concentra 90% da produção nacional

Durante o evento, o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, ressaltou que o estado responde por cerca de 90% da produção brasileira de noz-pecã e avaliou que a cultura tem potencial para ampliar espaço no mercado internacional.

Segundo ele, a inserção da noz-pecã em acordos comerciais pode fortalecer o setor nos próximos anos. O secretário também destacou o programa Irriga+RS, que oferece subvenção para implantação de sistemas de irrigação nas propriedades rurais.

Os produtores Arlindo e Vânia Marostica, que receberam o ato oficial da colheita, estão entre os beneficiados pelo programa estadual.

A Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi promovida pelo IBPecan, pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul e pelo programa Pró-Pecã, com apoio da Emater e da Embrapa.

*Com informações da assessoria de imprensa

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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor precisará entregar mais soja para pagar insumos


Os impactos da geopolítica mundial, da desvalorização do dólar e da alta dos fertilizantes dominaram as discussões do ENSSOJA 2026. Durante palestra no evento, o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa, alertou para um cenário de pressão crescente sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, mesmo diante de mais uma safra recorde de soja.

Segundo ele, parte da sustentação atual dos preços da soja não está ligada diretamente aos fundamentos tradicionais de oferta e demanda, mas sim aos efeitos macroeconômicos provocados pelo cenário internacional.

“A desvalorização do dólar promove uma inflação de commodities. Parte do preço que a soja tem hoje não é porque mudou a oferta e a demanda, mas porque o dólar se desvalorizou contra qualquer moeda”, explicou durante a apresentação no ENSSOJA 2026.

De acordo com a análise apresentada, se o dólar tivesse hoje a mesma força frente às moedas globais observada há um ano, os preços da soja precisariam recuar quase 10% para representar o mesmo valor real.

Além do câmbio, os conflitos geopolíticos também têm sustentado volatilidade no mercado internacional. A insegurança sobre abastecimento global, energia e fertilizantes acabou adicionando um componente extra de incerteza às commodities agrícolas.

No campo, o Brasil registrou mais uma safra histórica. Segundo os dados apresentados por André Pessoa, o país cultivou cerca de 49 milhões de hectares de soja e deve colher quase 185 milhões de toneladas, com produtividade média próxima de 63 sacas por hectare.

Mesmo com uma produção recorde, os estoques finais permaneceram relativamente apertados nos últimos anos, variando entre 5 e 7 milhões de toneladas na virada das temporadas.

No entanto, o cenário para 2025/26 começa a mudar. Com os Estados Unidos novamente ativos no mercado internacional desde dezembro, a oferta global ganhou força. Ainda assim, o Brasil deverá exportar volumes recordes, estimados em pelo menos 112 milhões de toneladas, além de registrar processamento doméstico acima de 61 milhões de toneladas.

Apesar disso, a expectativa é que o país encerre o ciclo com estoques maiores pela primeira vez em três ou quatro anos.

“Chicago subiu, mas o câmbio e o prêmio tiraram o que Chicago nos deu”, resumiu André Pessoa ao comentar a dificuldade de reação dos preços internos.

Em regiões produtoras como Sorriso, no Mato Grosso, as cotações praticamente ficaram estáveis ao longo da safra, variando de cerca de R$ 101 para R$ 103 por saca.

Ao mesmo tempo, os custos de produção seguem pressionados. O esperado era que o dólar mais baixo reduzisse os preços de fertilizantes e defensivos em reais. Porém, a escalada dos conflitos no Oriente Médio elevou os custos internacionais dos insumos e anulou parte desse efeito cambial.

Segundo a análise apresentada no ENSSOJA 2026, apenas os impactos do conflito internacional já representam um aumento mínimo equivalente a 1,5 saca de soja por hectare no custo da próxima safra.

As relações de troca também pioraram. Dependendo da região do país, o produtor precisa comprometer entre 3 e 6 sacas adicionais para adquirir os mesmos insumos básicos da safra passada.

Entre os fertilizantes, André Pessoa destacou preocupação maior com o fósforo, considerado o problema mais estrutural no momento. Isso porque o produto depende diretamente do enxofre, cujo abastecimento global passa por regiões afetadas pelas tensões no Oriente Médio.

“O enxofre há dois ou três anos era menos de 100 dólares a tonelada. Hoje está em 1.000 dólares”, afirmou.

Outro alerta feito durante o painel no ENSSOJA 2026 envolve a mudança de estratégia das empresas de fertilizantes. Após prejuízos registrados durante a guerra da Ucrânia, muitas companhias passaram a importar apenas produtos já vendidos e contratados previamente pelos produtores.

Na prática, isso reduz a formação de estoques antecipados e aumenta os riscos logísticos caso haja agravamento dos conflitos internacionais ou atraso nas compras da próxima safra.





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Banco do Brasil renegocia mais de R$ 430 milhões nos dois primeiros dias do Novo Desenrola


BB, Banco do Brasil, crédito rural
Foto: Governo Federal

O Banco do Brasil (BB) renegociou mais de R$ 430 milhões nos dois primeiros dias de operação do Novo Desenrola, iniciado na quarta-feira (6). Segundo nota divulgada pela instituição, o volume inclui operações com empresas, pessoas físicas enquadradas nas regras do programa e clientes que renegociaram dívidas fora dos critérios da iniciativa federal.

Do total informado pelo BB, R$ 202,8 milhões correspondem à repactuação de dívidas de empresas, em 1.611 operações contratadas para 1,6 mil clientes. Nessa frente, o programa utiliza linhas como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa de Crédito para Microempresas (Procred).

Para pessoas físicas dentro das condições do Novo Desenrola, o banco registrou 12.614 renegociações, somando R$ 10,4 milhões. Esse grupo reúne clientes com renda de até cinco salários mínimos e dívida de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos.

O BB informou ainda ter realizado 22.258 operações renegociadas fora dos critérios do programa do governo, totalizando R$ 219,6 milhões. De acordo com a instituição, o processo tem sido feito pelos canais oficiais do banco, com descontos que podem chegar a 90%, conforme o perfil da dívida e da negociação.

Os números mostram que, neste início, a maior parte do valor renegociado ficou concentrada no segmento empresarial e nas operações fora do recorte oficial do programa. Isso indica que a demanda por repactuação alcança diferentes perfis de clientes, não apenas o público-alvo inicial da política pública.

Na prática, a renegociação pode reduzir pressão de curto prazo no caixa de empresas e famílias, especialmente em casos com parcelas em atraso. No caso das empresas, isso pode ajudar na reorganização financeira e na manutenção do acesso ao crédito. O banco, no entanto, não divulgou, até esta sexta-feira (8), estimativa oficial sobre o efeito dessas renegociações na inadimplência ou na qualidade de sua carteira.

O avanço do Novo Desenrola deve ser acompanhado nas próximas semanas para medir adesão, perfil das dívidas repactuadas e alcance entre pequenos negócios e consumidores. Sem esse detalhamento adicional, ainda não há base técnica suficiente para projetar o impacto total do programa sobre o sistema de crédito.

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AgroNewsPolítica & Agro

Evento do Comitê Científico do Plano Rio Grande debate clima extremo e estratégias de resiliência


Os impactos dos eventos meteorológicos extremos no Estado e as estratégias de enfrentamento nortearam o encontro promovido pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande, realizado nesta quarta-feira (6/5), em Porto Alegre. O debate integrou a programação da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, promovida pelo governo do Estado, em alusão aos dois anos das enchentes de 2024. 

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Dividida em dois painéis, a atividade intitulada “Tempo severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções” reuniu pesquisadores, gestores públicos, profissionais da área ambiental e o público geral no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). 

Ciência e gestão pública unem esforços por resiliência

Conforme o secretário-executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, Joel Goldenfum, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, gestão pública e sociedade para o enfrentamento dos desafios impostos pelos eventos meteorológicos extremos, com foco na construção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da resiliência no Estado.  

Goldenfum também ressaltou o papel da memória coletiva na construção de políticas mais eficazes de prevenção. “Eventos como este, inseridos na Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, nos ajudam a manter viva a reflexão sobre o que ocorreu e a transformar o aprendizado em ação”, defendeu. 

Governo do Estado inicia programação em alusão aos dois anos de reconstrução e recomeço pós-enchente de 2024

O secretário-adjunto em exercício da Secretariade Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Sandro Kirst, enalteceu o papel do Comitê, vinculado à Sict. “Tanto na integração entre inovação e ciência para o enfrentamento dos desafios climáticos quanto no fortalecimento da capacidade do Estado de antecipar riscos, qualificar a gestão pública e promover respostas mais eficazes diante dos eventos extremos”, pontuou. 

A solenidade de abertura contou, ainda, com manifestações da secretária-adjunta da pasta da Reconstrução Gaúcha, Ângela Oliveira; do diretor do Departamento de Projetos e Gestão do Conhecimento da Defesa Civil, tenente-coronel Vanderlan Frank Carvalho; da coordenadora do Gabinete de Estudos Climáticos (GabClima) do Ministério Público do RS e procuradora de Justiça, Sílvia Cappelli; do representante do procurador-geral de Justiça, Alexandre Sikinowski Saltz; e do representante da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), professor Vagner Anabor. 

Realidade climática estadual

O primeiro painel, realizado no turno da manhã, abordou os impactos diretos das tempestades severas, incluindo danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população. A programação contou com a participação de Anabor, que defendeu a formação qualificada de meteorologistas e a ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento.  

Governo do Estado destina R$ 14 bilhões na recuperação do RS, ampliando capacidade de resposta e prevenção a eventos climáticos

Também pela UFSM, o professor Maurício Ilha de Oliveira apresentou definições e registros de fenômenos como tornados, microexplosões e granizo no Estado. Encerrando o painel, o docente da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Leonardo Calvetti, tratou dos sistemas de radares meteorológicos, suas aplicações e dos avanços tecnológicos recentes no Rio Grande do Sul. 

No período da tarde, o segundo painel discutiu avaliação de danos, capacitação e estratégias de mitigação. O meteorologista da UFSM, Murilo Machado Lopes, apresentou a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e Avaliação de Danos, voltada a ampliar o conhecimento da sociedade sobre fenômenos meteorológicos severos por meio de capacitação e da definição de procedimentos para o registro desses eventos. 

A programação contou também com a participação do tenente-coronel Carvalho, que representou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Luciano Boeira. Ao falar sobre o passado, o presente e projetar o futuro da Defesa Civil, fez reflexões sobre a evolução das políticas públicas e os desafios na área. 

O evento, realizado pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática e pela Sict, contou com a parceria da UFSM e da Ufpel, além do apoio da Secretaria da Reconstrução Gaúcha e da Defesa Civil. 

Texto: Ascom SictEdição: Secom





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Touro premiado no circuito de rodeios é apreendido em operação contra o PCC


Foto: Polícia Civil SP

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas supostamente comandado pelo PCC. A ação ocorreu em oito cidades paulistas e resultou na apreensão de veículos, dinheiro, cavalos, bois e no bloqueio de R$ 10 milhões em bens e contas bancárias dos investigados.

Entre os animais apreendidos está o touro “Império”, terceiro colocado no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) em julho de 2025. O animal chamou atenção por ser conhecido no circuito de rodeios do país.

Segundo as investigações conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária de Campinas (Deinter-2) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), empresas dos setores de transporte e rodeio eram utilizadas para movimentar recursos de origem ilícita por meio de sócios “laranjas”, dando aparência de legalidade ao dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

Os investigadores identificaram ligações de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, com as empresas investigadas. Conforme a polícia, ele ostentava nas redes sociais um patrimônio milionário incompatível com a renda declarada.

O filho dele, Mateus Magrini, também é alvo da operação. De acordo com a investigação, ele teria movimentado dinheiro ilícito por meio de uma empresa do ramo musical. Mateus já havia sido alvo da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, ao lado do MC Ryan, apontado como ex-enteado de “Diabo Loiro”.

As investigações apontam movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos suspeitos. Um dos alvos da operação já havia sido preso preventivamente no ano passado em uma apuração do Gaeco de Campinas sobre um suposto plano de uma facção criminosa para assassinar um promotor de Justiça.

O nome “Operação Caronte” faz referência ao personagem da mitologia grega responsável por conduzir as almas ao submundo de Hades.

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