quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Produção de aves e suínos no Brasil se destaca no mercado global


A produção de aves e suínos no Brasil tem ganhado destaque no mercado global, impulsionada pela criação do selo Frutas Brasil ESG, que visa certificar a qualidade e a sustentabilidade dos produtos. O selo é uma resposta às exigências dos compradores internacionais, especialmente na Europa, e busca garantir que as empresas cumpram as normas de responsabilidade social e ambiental.

Certificação e adesão ao selo

Os produtores interessados em obter o selo Frutas Brasil ESG devem seguir um processo que inclui:

  • Acesso ao site www.abrafutas.org para informações sobre adesão.
  • Preenchimento de um questionário sobre compliance ESG.
  • Passagem por uma auditoria que avaliará a conformidade com as normas.
  • Acompanhamento das cargas exportadas após a concessão do selo.

Desafios enfrentados pelo setor

O setor agropecuário brasileiro, incluindo a fruticultura, enfrenta desafios significativos, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que impacta a disponibilidade de fertilizantes. A escassez desses insumos tem gerado preocupação entre os produtores, pois qualquer aumento nos preços pode afetar as margens de lucro.

Expectativas para o futuro

Apesar das dificuldades, as expectativas para o segundo semestre são otimistas. O primeiro trimestre de 2023 já registrou um aumento de mais de 20% nas exportações em comparação ao mesmo período do ano anterior. O setor espera que a produção e as exportações continuem a crescer, especialmente com a aproximação do pico de exportação no segundo semestre.

O diretor executivo da Abrafutas, Eduardo Brandão, destacou que a associação está atenta às necessidades dos produtores e busca orientá-los em meio à crise, visando um futuro promissor para a fruticultura brasileira.

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Brasil avança na produção de aves e suínos com foco em bem-estar animal


A produção de aves e suínos no Brasil passa por uma transformação significativa, impactando o mercado global. O bem-estar animal deixou de ser apenas uma exigência sanitária e agora influencia toda a cadeia produtiva. Em São Paulo, lideranças do setor agropecuário, especialistas e representantes do governo discutiram os desafios e oportunidades para uma produção mais sustentável e alinhada às exigências globais.

Fórum sobre bem-estar animal

O evento, organizado pela certificadora Produtor do Bem e pela COBEA, abordou temas como:

  • Rastreabilidade
  • Abertura de mercados
  • Competitividade internacional

Os participantes destacaram a importância da ciência na produção, que traz benefícios aos animais e melhora indicadores produtivos. Além disso, as práticas de bem-estar animal tornaram-se requisitos para acesso a mercados e manutenção da competitividade.

Novas exigências do mercado

O mercado atual exige não apenas produtos de qualidade e seguros, mas também informações sobre como são produzidos. Os produtores precisam se adaptar a essas novas exigências, que incluem:

  • Uso responsável de antibióticos
  • Melhoria na viabilidade dos plantéis
  • Adaptação às exigências do mercado internacional

A competitividade agora é baseada em múltiplos aspectos, incluindo sustentabilidade e bem-estar animal, além do preço.

Novas oportunidades de exportação

Durante o evento, foi anunciada a autorização da Coreia do Sul para importar ovos brasileiros, além do pré-listing obtido para a União Europeia e Estados Unidos. Essas conquistas ampliam as exportações do Brasil e abrem novas oportunidades de mercado.

A Associação Brasileira de Proteína Animal destaca a necessidade de alinhar produtividade, sustentabilidade e rentabilidade, sem perder o acesso ao consumidor. Os produtores devem buscar soluções inovadoras e comunicar seus diferenciais para garantir o reconhecimento e valorização de seus produtos no mercado.

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Safra de soja avança no país entre perdas climáticas e preocupação com crédito rural


Descarregamento de Soja
Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A colheita da soja da safra 2025/26 se aproxima do fim no Brasil, mas o encerramento do ciclo ocorre em meio a desafios climáticos, aumento do endividamento no campo e expectativa sobre os impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia no setor da oleaginosa.

De acordo com dados apresentados no programa Soja Brasil, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul já concluíram os trabalhos no campo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cerca de 94,7% da área cultivada no país já havia sido colhida.

Em diferentes regiões produtoras, o comportamento irregular do clima marcou a temporada. No Rio Grande do Sul, produtores enfrentaram excesso de chuva no plantio e falta de precipitações durante o desenvolvimento das lavouras. A expectativa da Aprosoja-RS é de uma produção de 19 milhões de toneladas, volume cerca de 10% abaixo do inicialmente esperado, embora superior ao registrado na safra passada.

No Paraná, a estiagem e as altas temperaturas durante janeiro comprometeram o enchimento de grãos. Enquanto o Departamento de Economia Rural (Deral) projeta produção próxima de 22 milhões de toneladas, representantes do setor avaliam que a colheita deve ficar em torno de 19 milhões de toneladas.

Já no Maranhão, o excesso de chuva durante a colheita reduziu a produtividade das lavouras. A estimativa é de produção pouco acima de 5,3 milhões de toneladas, abaixo da expectativa inicial da Aprosoja local, que trabalhava com rendimento de 60 sacas por hectare.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional da oleaginosa, veranicos no início do ciclo obrigaram produtores a replantar áreas, enquanto o excesso de umidade em outras regiões prejudicou a qualidade dos grãos. Ainda assim, a Conab estima produção acima de 51 milhões de toneladas no estado.

Clima mantém alerta para o milho safrinha

A previsão climática para maio indica chuva acima da média nos estados do Sul e em parte do Norte e Nordeste do país. Por outro lado, meteorologistas alertam para temperaturas elevadas no Centro-Oeste, Triângulo Mineiro, São Paulo e áreas do Matopiba, cenário que pode agravar o déficit hídrico em lavouras de milho segunda safra.

Também há previsão de avanço de ar frio com risco de geadas nos estados do Sul durante os próximos dias.

Mercosul-UE pode favorecer processamento da soja no Brasil

Outro tema acompanhado pelo setor é a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Especialistas avaliam que o principal impacto para o complexo soja será o fim da chamada escalada tarifária sobre produtos processados, como farelo e óleo.

Com a redução das tarifas, a expectativa é de estímulo ao esmagamento da soja dentro do Brasil, ampliando a competitividade da indústria nacional no mercado europeu. Representantes do setor destacam ainda que o farelo brasileiro possui teor de proteína superior ao de concorrentes internacionais, fator considerado estratégico para a demanda europeia.

Dívidas no campo ultrapassam R$ 100 bilhões

O aumento do custo do crédito rural também preocupa produtores e entidades do agronegócio. Segundo representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o endividamento rural já supera R$ 100 bilhões e pode chegar a R$ 120 bilhões.

Com juros elevados, lideranças do setor afirmam que o custo real dos financiamentos ultrapassa 20% ao ano em alguns casos, dificultando investimentos em máquinas e tecnologia no campo.

Agrishow apresenta soluções para produtividade

Durante a 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), produtores tiveram acesso a novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência no campo. Entre os destaques estavam ferramentas de inteligência artificial, plataformas digitais para definição de estratégias de plantio, produtos para manejo de plantas daninhas e avanços em agricultura regenerativa.

A feira também apresentou soluções ligadas ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), desenvolvido pela Embrapa, utilizado como referência para financiamentos e seguros rurais.

Além disso, especialistas reforçaram a importância do manejo integrado de nematoides, combinando controle biológico, cultivares resistentes e, em casos específicos, uso de defensivos químicos para reduzir perdas de produtividade nas lavouras de soja.

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Miriam é a primeira mulher negra a ser dona de vinícolas no Brasil


Miriam, advogada de formação, se destaca como a primeira mulher negra a ser proprietária de vinícolas no Brasil. Localizada em Posto das Antas, no Vale do Taquari, sua vinícola é um reflexo da mistura cultural entre as raízes africanas e a imigração alemã da região.

Trajetória e Empreendedorismo

Após uma transição de carreira, Miriam decidiu deixar a vida urbana para se dedicar ao campo e à sua família. Ela buscou qualificação e entrou em um programa para acelerar o turismo, o que a levou a criar experiências ligadas ao vinho, agregando valor ao que produzia. Sua abordagem não se limitou a transformar a vinícola em uma grande indústria, mas sim em um espaço que valoriza a cultura local.

Valores e Representatividade

A história de Miriam é marcada por valores de representatividade e lições que são passadas de mãe para filha. Ela é mãe de Dandara, que simboliza a força e a coragem, e acredita que a maternidade tem um poder transformador na vida da mulher. A relação entre mãe e filha é fortalecida pelo trabalho no campo, onde o amor e o aprendizado se entrelaçam.

Afroturismo e Cultura Local

  • A vinícola de Miriam é precursora do afroturismo na região.
  • Oferece visitas e atividades culturais, como rodas de samba e pizza.
  • O sucesso de sua vinícola já ultrapassou fronteiras, levando a cultura brasileira para fora do país.

Miriam enfatiza a importância de manter as raízes e origens, tanto da descendência africana quanto da alemã, e busca passar esses valores de trabalho e honestidade para sua filha, sempre pensando no futuro dela.

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Feira de agricultura familiar em Porto Alegre celebra o Dia das Mães


O centro de Porto Alegre se tornou um ponto de encontro para a agricultura familiar gaúcha, com a realização de uma feira especial em homenagem ao Dia das Mães. O evento conta com a participação de mais de 60 agroindústrias que oferecem produtos artesanais e diferenciados, atraindo um grande público.

Produtos e oportunidades

Nesta edição, são 64 bancas que oferecem uma variedade de opções de presentes, destacando a originalidade e a história por trás de cada produto. Os visitantes têm a oportunidade de adquirir itens que vão além do convencional, tornando o Dia das Mães ainda mais especial.

Lançamento do pavilhão na Expo Inter

Durante a feira, foi oficialmente lançado o pavilhão da agricultura familiar que fará parte da 49ª Expo Inter, uma das maiores feiras do agronegócio nacional, que ocorrerá no final de agosto no Rio Grande do Sul. A expectativa é que esta edição seja a maior de todas para o setor familiar, com a confirmação de 509 expositores de 218 municípios gaúchos.

Dados relevantes

  • 509 expositores confirmados
  • R$ 13 milhões movimentados na última edição
  • 69 empreendimentos com certificação orgânica
  • 265 jovens participantes
  • 179 mulheres à frente de empreendimentos

A feira não apenas promove a venda de produtos, mas também fortalece o protagonismo feminino e a sucessão rural no setor. O desafio para a Expo Inter de 2025 é ainda maior, com a meta de 456 expositores, buscando sempre melhorar a experiência tanto para quem vende quanto para quem consome.

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Como melhorar os índices zootécnicos da fazenda e aumentar a rentabilidade


A melhoria dos índices zootécnicos é um dos caminhos mais eficientes para aumentar a produtividade e a rentabilidade nas fazendas. A gestão, o planejamento e o uso correto das informações são fundamentais para alcançar esses objetivos.

Importância da medição

Segundo o consultor Rodrigo Genar, a frase “o que não se mede não evolui” é essencial para os pecuaristas. A fazenda não pode ser administrada com base em achismos, mas sim com dados concretos que indiquem a direção a ser seguida.

Principais indicadores a serem monitorados

Para melhorar os índices zootécnicos, é crucial acompanhar alguns indicadores principais:

  • Ganho de peso
  • Taxa de mortalidade
  • Valor de venda
  • Custo do animal
  • Produção de roupa e seus custos

Gestão e acompanhamento

Fazendas que obtêm sucesso financeiro não são aquelas que apenas produzem mais arrobas por hectare, mas sim aquelas que conseguem desembolsar melhor. Portanto, é vital ter metas claras e acompanhar o desempenho em relação a essas metas para garantir a evolução e a eficiência na gestão.

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Portos do Sul movimentam 4,7 milhões de toneladas em contêineres em fevereiro


Terminal de Contêineres de Paranaguá
Terminal de Contêineres de Paranaguá Foto: divulgação / TCP

Os portos da região Sul movimentaram 4,7 milhões de toneladas em carga conteinerizada em fevereiro, alta de 43,98% em relação ao mesmo mês de 2025.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. No total, os terminais do Sul somaram 14,4 milhões de toneladas no mês.

Entre as principais cargas movimentadas na região estão contêineres, soja, petróleo e derivados, fertilizantes e milho. No mesmo período, as exportações cresceram 5,04%, enquanto a navegação de longo curso avançou 1,75%, segundo os números oficiais. O desempenho indica manutenção do fluxo de comércio exterior pelos portos do Sul.

O Porto de Paranaguá, no Paraná, liderou a movimentação regional em fevereiro, com 4,4 milhões de toneladas, o equivalente a 30,7% de toda a carga transportada na região. Na sequência aparecem o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com 2,4 milhões de toneladas, e o Porto Itapoá, em Santa Catarina, com 1,2 milhão de toneladas.

O avanço ocorre em paralelo a investimentos federais em infraestrutura. Em Santa Catarina, o Ministério de Portos e Aeroportos retomou, em abril, o contrato de dragagem do Porto de Itajaí, com investimento de R$ 63,8 milhões e prazo inicial de 12 meses, prorrogável por até 48 meses. No Porto de Imbituba, também em Santa Catarina, foi assinado contrato de R$ 72,8 milhões para manutenção e reforço do molhe de abrigo.

No Paraná, o Porto de Paranaguá recebeu nesta semana a primeira edição de 2026 das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa do MPor e da Antaq voltada à modernização, sustentabilidade e eficiência das operações. Em abril, o Fundo da Marinha Mercante também aprovou R$ 81 milhões para projetos da indústria naval no Sul.

Com maior volume conteinerizado, crescimento das exportações e obras em execução, a tendência técnica é de continuidade da capacidade operacional da região no curto prazo, desde que os cronogramas de infraestrutura e manutenção de navegabilidade sejam preservados pelos órgãos responsáveis.

Fonte: gov.br

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Receita Federal pode cancelar 2,6 milhões de CNPJs


A Receita Federal informou, nesta sexta-feira (8), que deve iniciar neste mês o procedimento de declaração de inaptidão de inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de contribuintes que permaneceram omissos na entrega de obrigações acessórias.

Entre outubro e dezembro de 2025, mais de 6 milhões de contribuintes foram intimados a regularizar pendências. Desse total, cerca de 2,6 milhões ainda não fizeram a regularização, mesmo após mais de 120 dias do envio dos Termos de Intimação.

Segundo a Receita Federal, 56% dos intimados regularizaram a situação, o equivalente a aproximadamente 3,4 milhões de contribuintes. Entre os que ainda podem ser atingidos pela medida, pouco mais de 434 mil são optantes pelo Simples Nacional e cerca de 1 milhão são Microempreendedores Individuais (MEIs).

A base legal para a medida está no inciso I do artigo 38 da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil (RFB) nº 2.119, de terça-feira (6 de dezembro de 2022). A norma prevê a declaração de inaptidão do CNPJ em caso de omissão, por mais de 90 dias, na entrega de obrigação acessória.

De acordo com o órgão, os contribuintes sujeitos ao procedimento receberão comunicação na Caixa Postal do Centro Virtual de Atendimento (Portal e-CAC). O Ato Declaratório Executivo (ADE) também será publicado no site oficial da Receita Federal. A previsão é de publicações em ritmo médio de 100 mil ADEs por dia, ao longo de maio e junho.

A Receita Federal informou ainda que a regularização de todas as omissões antes da publicação do ADE impede a declaração de inaptidão. Para verificar pendências, o contribuinte deve acessar o serviço “Certidões e Situação Fiscal – Consulta Pendências – Situação Fiscal” no Portal e-CAC.

A tabela por unidade da federação citada pela Receita Federal não foi detalhada no conteúdo encaminhado. Assim, não há, neste material, discriminação numérica por estado.

A orientação técnica é que empresas e MEIs consultem imediatamente a situação fiscal e transmitam as declarações e escriturações pendentes, quando for o caso, para evitar restrições cadastrais e a necessidade posterior de restabelecimento da inscrição no CNPJ.

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AgroNewsPolítica & Agro

Gestão, eficiência e planejamento serão decisivos para a pecuária em 2026, alerta Embrapa


Cenário de valorização da arroba convive com alta da reposição, juros elevados e incertezas geopolíticas

A pecuária brasileira deve enfrentar em 2026 um cenário marcado por oportunidades, mas também por aumento da complexidade na gestão da atividade. Apesar da valorização da arroba do boi gordo, fatores como alta no preço da reposição, juros elevados, volatilidade internacional e possíveis impactos sobre fertilizantes e exportações exigirão planejamento e tomada de decisão baseada em indicadores técnicos e econômicos.

Essa é a avaliação do pesquisador da Embrapa Gado de Corte e coordenador do Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), Guilherme Cunha Malafaia. Segundo ele, este ano os sistemas mais eficientes e estruturados serão premiados. “Em 2026, não basta produzir bem. Será necessário administrar capital, risco e eficiência produtiva com muito mais rigor”, afirma.

Para Malafaia, um dos principais pontos de atenção é o aumento expressivo nos preços do bezerro e do gado magro, reflexo da entrada da pecuária em um novo ciclo de retenção de fêmeas para recomposição do rebanho nacional.

Com isso, a relação de troca entre boi gordo e reposição atingiu um dos maiores níveis da série histórica. Ele comenta que atualmente são necessárias cerca de nove arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro, tornando a aquisição de animais um fator determinante. O pesquisador destaca que a “decisão de compra da reposição precisa ser estratégica. Comprar mal em 2026 pode comprometer toda a operação, mesmo em um cenário de arroba valorizada”.

Gestão de risco ganha importância

Diante do ambiente macroeconômico atual, o qual combina juros elevados, crédito mais seletivo e aumento do custo de capital, se amplia a necessidade de gestão financeira nas propriedades.

Entre as estratégias recomendadas estão o uso de instrumentos de proteção de preços, como operações de hedge e contratos a termo, além do planejamento financeiro estruturado e da avaliação criteriosa do retorno sobre o capital investido. Malafaia é enfático: “o produtor precisará atuar cada vez mais como gestor financeiro da atividade”.

Sustentabilidade e rastreabilidade

Outro ponto relevante é o avanço das exigências socioambientais nos mercados internacionais. Sustentabilidade e rastreabilidade deixaram de ser diferenciais e passaram a representar condições de acesso a mercados e linhas de financiamento.

O pesquisador cita como exemplos as exigências relacionadas à regulamentação ambiental europeia e o interesse de mercados estratégicos, como Japão e Coreia do Sul, em sistemas com rastreabilidade individual, monitoramento de fornecedores e mensuração de pegada de carbono. Nesse contexto, a pecuária tropical brasileira com sistemas baseados em pastagens e tecnologias de baixo carbono, desenvolvidas pela Embrapa, se sobressaem.

Eficiência produtiva e resiliência climática

A intensificação sustentável da produção também foi apontada como estratégia central para reduzir custos e aumentar a resiliência dos sistemas pecuários frente às mudanças climáticas.

Entre as práticas destacadas estão recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), confinamento estratégico, melhoramento genético e redução da idade de abate.

O especialista em cadeias produtivas avalia que “o sistema que combina pastagem recuperada, integração, suplementação estratégica e gestão eficiente terá mais condições de permanecer competitivo”.

Dependência do mercado chinês

Malafaia comenta os riscos associados à elevada dependência das exportações brasileiras de carne bovina em relação à China, destino de mais da metade do volume exportado pelo Brasil.

De acordo com ele, eventuais restrições comerciais reforçam a importância da diversificação de mercados e da abertura de novos destinos para a carne bovina. Entre os mercados considerados estratégicos estão Japão, Coreia do Sul e União Europeia, especialmente para produtos com maior valor agregado e atributos ligados à sustentabilidade.

Por fim, “o ambiente atual premia gestão baseada em evidências, disciplina financeira, rastreabilidade e intensificação sustentável. Quem operar apenas no improviso poderá enfrentar dificuldades”, conclui o pesquisador da estatal.





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Mais de meio milhão de litros de combustível são apreendidos em operação


combustível de aviação
Foto: divulgação/Sefa

Durante fiscalização realizada pela Secretaria da Fazenda do Estado do Pará (Sefa), com apoio da Polícia Militar do estado, no município de Santarém, no Baixo Amazonas, nesta quinta-feira (7).

Fiscais de receitas estaduais lotados na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Tapajós apreenderam 522.943 litros de querosene de aviação (QAV), que era transportado por um empurrador que saiu de Manaus (AM) com destino a Santarém (PA).  A carga tem valor de R$ 5.294.836,25.

Segundo o coordenador Roberto Mota, durante a análise documental, a equipe fiscal constatou irregularidades relacionadas ao recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido por substituição tributária (ICMS-ST), regime aplicável às operações interestaduais com combustíveis.

“A nota fiscal apresentada indicava operação de transferência entre estabelecimentos da mesma titularidade, porém sem a comprovação da retenção e do recolhimento do ICMS-ST, além da ausência de informações obrigatórias relativas à base de cálculo e ao valor do imposto retido”, explicou.

Foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 1.810.834,00, cobrando o imposto e multa.

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