quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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controle do falso-carvão exige planejamento


O falso-carvão do arroz, doença causada pelo fungo Ustilaginoidea virens, tem ampliado a preocupação entre produtores de arroz irrigado em regiões com histórico recorrente da doença. O problema afeta diretamente as espiguetas da planta durante as fases de florescimento e enchimento dos grãos, reduzindo a produtividade e comprometendo a qualidade industrial do cereal.

Segundo especialistas, a recorrência do falso-carvão está associada à permanência do fungo em restos culturais e no solo, favorecendo novas infecções entre as safras. Em áreas onde o manejo se repete ano após ano, a pressão de inóculo aumenta e eleva o risco de epidemias, especialmente em ambientes de alta umidade e com uso intenso de adubação nitrogenada.

A doença se caracteriza pela formação de massas esverdeadas, amareladas ou alaranjadas nos grãos, substituindo parcial ou totalmente o desenvolvimento normal da espigueta. Essas estruturas são resultado da colonização do fungo durante o florescimento da cultura.

“O falso-carvão deixou de ser uma curiosidade de lavoura para se tornar um problema real em diversas regiões produtororas de arroz irrigado”, aponta o material técnico. O documento destaca que práticas isoladas, como a aplicação exclusiva de fungicidas, tendem a apresentar eficiência limitada em áreas com histórico elevado da doença.

Entre os fatores que favorecem o avanço do problema estão o excesso de nitrogênio, principalmente em coberturas próximas ao florescimento, o uso contínuo de cultivares suscetíveis, lavouras muito adensadas e o manejo inadequado da irrigação, mantendo elevada umidade no ambiente das panículas.

O monitoramento constante das lavouras também é considerado fundamental. O período entre os estádios reprodutivos R2 e R4, correspondente à emissão das panículas e ao florescimento, é apontado como o mais crítico para observação dos primeiros sintomas e definição das estratégias de controle.

De acordo com o conteúdo técnico, o manejo integrado é a principal ferramenta para reduzir os impactos da doença. “Mudanças planejadas em cultivar, adubação, irrigação e manejo químico são fundamentais para reduzir a pressão da doença ao longo das safras”, ressalta o documento.

As recomendações incluem o uso de cultivares menos suscetíveis, manejo equilibrado da adubação nitrogenada, ajuste da irrigação para reduzir períodos prolongados de umidade nas panículas, manejo adequado da palha e rotação de culturas sempre que possível.

O uso racional de fungicidas também faz parte da estratégia de controle. A orientação é utilizar apenas produtos registrados para a cultura do arroz, respeitando rótulo, bula e receituário agronômico, além de alternar modos de ação para evitar o desenvolvimento de resistência do fungo.

O material alerta ainda para os impactos econômicos da doença. Além da redução no número de grãos cheios por panícula, o falso-carvão pode elevar a quantidade de impurezas nos lotes, causar desvalorização comercial e aumentar os custos de beneficiamento.

Em áreas com histórico, a soma de perdas pequenas, porém recorrentes, ao longo de várias safras, pode representar significativo prejuízo econômico.

A orientação final é que produtores mantenham registros das áreas afetadas e revisem anualmente as estratégias de manejo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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como melhorar a uniformidade dos frutos na lavoura


O manejo do florescimento, da irrigação e da nutrição tem papel central na uniformidade da maturação do café, fator considerado decisivo para reduzir custos de colheita e melhorar a qualidade da bebida. A avaliação consta em análise técnica sobre o desenvolvimento do cafeeiro entre setembro de 2025 e junho de 2026, período considerado estratégico para a formação da próxima safra.

Segundo o material, a desuniformidade de maturação ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. A presença de frutos verdes, cereja e passa ao mesmo tempo na mesma planta aumenta o número de passadas de colheita, dificulta a mecanização e compromete a padronização dos lotes comercializados.

O estudo aponta que o problema está ligado a diferentes fatores, como irregularidade das chuvas, estresse hídrico, desequilíbrio nutricional, falhas no controle fitossanitário e manejo inadequado da arquitetura das plantas. “Maturação uniforme começa meses antes, na forma como o produtor conduz o florescimento, o manejo de água, a adubação e a sanidade da lavoura. Não se corrige desuniformidade apenas na fase final de maturação”, destaca o texto.

A análise explica que o florescimento do cafeeiro depende principalmente da alternância entre um período de déficit hídrico moderado e a retomada da umidade no solo. Quando há alternância frequente entre seca e chuva, ocorre a emissão de várias floradas em momentos distintos, resultando em frutos em diferentes estágios de desenvolvimento.

Durante a fase de frutificação e enchimento dos grãos, o cafeeiro exige equilíbrio hídrico e nutricional para manter o desenvolvimento homogêneo. O documento ressalta que deficiência de nutrientes, falta de água ou ataques de pragas e doenças podem provocar queda de frutos, má formação e diferenças de maturação entre ramos e plantas.

Entre os nutrientes considerados fundamentais para uniformidade da lavoura estão nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, boro e zinco. O texto alerta, porém, que o excesso de nitrogênio em períodos próximos à indução floral pode estimular brotações desbalanceadas e ampliar a desuniformidade. “O objetivo é fornecer nutrientes na medida e no tempo certo, evitando picos de crescimento desbalanceado e carências em fases críticas”, informa a análise.

O manejo hídrico também aparece como um dos principais pontos de atenção. Em áreas irrigadas, a recomendação é utilizar o déficit hídrico controlado para sincronizar as floradas e, posteriormente, retomar a irrigação de forma contínua, evitando várias ondas de florescimento. “O objetivo é reduzir o número de grandes floradas e concentrar o volume principal em uma ou poucas emissões, facilitando a uniformidade de idade dos frutos”, aponta o documento.

Na fase de maturação, oscilações de água podem acelerar ou atrasar a mudança de cor dos frutos, afetando diretamente o teor de açúcares e a qualidade da bebida. O material destaca que a estabilidade hídrica é determinante para manter o desenvolvimento uniforme.

A sanidade da lavoura também influencia diretamente o processo. Doenças como ferrugem-do-cafeeiro e cercosporiose, além de pragas como bicho-mineiro e broca-do-café, reduzem a capacidade fotossintética da planta e prejudicam o enchimento dos frutos. Segundo o texto, áreas com ataques desuniformes tendem a apresentar diferenças significativas no ritmo de maturação.

Outro fator apontado é o excesso de carga produtiva. Plantas muito carregadas, sem equilíbrio nutricional e estrutural, costumam produzir frutos menores e com amadurecimento irregular. O documento recomenda podas de formação e renovação para melhorar a entrada de luz, ventilação e equilíbrio entre os ramos.

A análise orienta os produtores a registrar o comportamento das floradas, os problemas fitossanitários e os resultados da colheita para aperfeiçoar o manejo ao longo das safras. “Não existe uma receita única. A decisão depende da análise da lavoura em vários aspectos”, ressalta o texto.

O material também reforça que qualquer intervenção envolvendo fertilizantes, defensivos agrícolas ou reguladores vegetais deve seguir receituário agronômico, uso de equipamentos de proteção individual e legislação ambiental vigente. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Agro + Verde recupera 3.300 hectares no oeste de Minas Gerais


Um total de 3.300 hectares foram recuperados pelo projeto Agro + Verde nas regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A iniciativa é do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), em parceria com a Cargill, e incentiva as práticas de preservação ambiental. Os produtores assistidos recebem orientações técnicas e insumos para melhorar a qualidade das pastagens e restaurar áreas de APP’s e Reserva Legal em propriedades da pecuária de corte e de leite.

“O Agro + Verde consolida nossa visão estratégica de que a sustentabilidade e a produtividade são indissociáveis. Ao apoiarmos o produtor na resolução de passivos ambientais e na recuperação de pastagens, transformamos a realidade econômica da propriedade. Parcerias com empresas como a Cargill são fundamentais, pois o investimento na sustentabilidade do campo fortalece a potência do nosso agro e garante o alimento na mesa da sociedade”, ressaltou o gerente executivo do Inaes, Bruno Rocha.

O analista de projetos do Inaes, Alexandre Schroder, explica que 75 produtores da região foram contemplados nas duas fases do projeto, finalizado no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba no último mês. “Do total de 3.300 hectares recuperados, 2.200 são de pastagens que estavam degradadas e 1.100 de áreas de APP e Reserva Legal dentro das propriedades”, explicou.

O presidente do Sindicato Rural do Prata, Luiz Eduardo Brant de Carvalho Neto, destaca os impactos positivos do projeto no município. “Passamos por uma seca rigorosa que degradou nossas pastagens e muitos produtores não tinham condições de investir em suas áreas. Por isso, o projeto veio em ‘boa hora’ para melhorar a pastagem, dando mais lucratividade na atividade e preservando as áreas de APP e Reserva Legal”, afirmou.

O gerente regional do Sistema Faemg Senar, Ricardo Tuller, ressaltou que o projeto veio complementar várias ações, entre elas o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e as capacitações, como de produção de mudas e de recuperação de áreas e pastagens degradadas. “Esta parceria ofereceu suporte ao produtor rural na implementação das recomendações repassadas durante a nossa assistência técnica”, completou.

Benefícios aos produtores O Agro + Verde promoveu uma revolução na propriedade do pecuarista de corte Roni Caetano de Almeida, em Uberlândia. “Aqui não tinha pastagem e eu só tinha 15 animais”, relembra. Com o apoio do projeto, ele recuperou 6,5 hectares da área total de 7,13 ha, fez cercamento da mina d’água e realizou o plantio de 400 mudas na propriedade. “Recebi calcário, sementes e adubo, o projeto me ajudou muito e consegui dobrar o número de animais. Hoje está sobrando pasto aqui”, comemora.

No município de Monte Alegre de Minas, o projeto também trouxe melhorias para o pecuarista Jacques Geandro Benedetti. “O Agro + Verde proporcionou uma injeção de ânimo para reformarmos 100% da pastagem da propriedade, deixando com uma qualidade excepcional. Isso proporcionou um aumento na capacidade de lotação. Hoje estamos trabalhando com seis Unidades Animais (UA) por hectare e pretendemos chegar a 10 UA/ha, índice bem acima da média brasileira”, destacou.  





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Veja a lista de estados que terão queda brusca na temperatura


As temperaturas no Rio Grande do Sul registraram queda de até 14°C entre quinta-feira (7) e sexta-feira (8), com o avanço de uma massa de ar polar sobre o centro-sul do Brasil. Segundo informações do Meteored, o frio deve ganhar força ao longo do fim de semana e atingir também áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país.

A frente fria começou a avançar sobre o Brasil na quinta-feira e provocou temporais e ventos fortes no Rio Grande do Sul. As regiões de fronteira com o Uruguai e a área central do estado foram as mais afetadas, com registros de destelhamentos, queda de árvores, bloqueios em estradas e danos em estruturas. Entre os casos registrados está a queda de uma turbina de um parque eólico devido à força do vento.

Enquanto a frente fria avança sobre estados do Centro-Oeste e Sudeste, a massa de ar polar que atua na retaguarda do sistema derrubou as temperaturas principalmente na metade oeste do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira.

De acordo com a previsão, o frio deve se intensificar nos próximos dias, com possibilidade de temperaturas negativas na Região Sul. O sistema também poderá provocar precipitação invernal, incluindo neve e chuva congelada em áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Além disso, a massa de ar frio deve alcançar o sul da Região Norte, provocando o fenômeno conhecido como friagem.

A previsão semanal do modelo ECMWF, utilizada pelo Meteored, indica que entre os dias 11 e 18 de maio as temperaturas ficarão abaixo da média em grande parte do país. As maiores anomalias estão previstas para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e a metade oeste de Mato Grosso do Sul, onde os termômetros podem registrar valores até 3°C inferiores à média histórica para o período.

No sábado (9), o amanhecer deve ter temperaturas próximas de 0°C entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nas regiões serranas, as mínimas podem variar entre 1°C e 8°C nas demais áreas. A previsão aponta ainda possibilidade de geada entre a metade norte gaúcha e Santa Catarina. Já na metade sul do Rio Grande do Sul, os ventos mais intensos devem reduzir a formação de geada, mas aumentar a sensação de frio.

Entre Paraná e Mato Grosso do Sul, as mínimas previstas variam entre 10°C e 15°C, com máximas também baixas para o período. Em Mato Grosso do Sul, cidades como Dourados e Campo Grande podem registrar apenas 7°C na segunda-feira (11).

No domingo (10), Dia das Mães, o frio deve aumentar nas áreas serranas do Sul do país. O Meteored prevê mínimas de até -1°C, mas os valores podem chegar a -3°C em alguns pontos. “Entre a madrugada e o amanhecer, há uma pequena chance de neve ou chuva congelada sobre essas áreas”, informa a previsão.

A tarde de domingo também será marcada por temperaturas baixas. Em Mato Grosso do Sul, máximas em torno de 14°C representam uma diferença de cerca de 14°C abaixo da média histórica para esta época do ano.

Na segunda-feira (11), o frio segue avançando. Nas serras gaúcha e catarinense, as mínimas podem atingir até -5°C em alguns municípios. Temperaturas próximas de 0°C também são esperadas entre a metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O sistema ainda deve provocar queda nas temperaturas no interior de São Paulo, onde cidades poderão registrar menos de 10°C. Na capital paulista, o frio deve ser mais intenso a partir de terça-feira (12), quando a mínima prevista é de 12°C.

Segundo o Meteored, o frio intenso durante as noites e madrugadas deve persistir no centro-sul do país pelo menos até quarta-feira (13), embora as temperaturas máximas apresentem leve elevação a partir de segunda-feira.





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Relatório da Cobea aponta avanços no bem-estar animal nas granjas brasileiras


O último relatório da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (Cobea) revela avanços significativos nas práticas de produção nas granjas brasileiras, destacando que métodos mais adequados podem aumentar a produtividade e reduzir perdas nas cadeias de aves e suínos.

Objetivos do relatório

Idealizado pela Cobea, o relatório visa auxiliar na definição de prioridades e na criação de projetos com sugestões técnicas para o avanço do setor. O estudo analisa os principais setores da produção animal no país e destaca o papel de cada elo da cadeia para ampliar práticas mais sustentáveis e responsáveis.

Avanços e desafios

O relatório aponta que, embora tenha havido uma evolução positiva em termos de bem-estar animal, ainda existem desafios, como a necessidade de um padrão mínimo aplicável a todas as granjas, considerando a grande variação do país. Entre as práticas adotadas, destacam-se:

  • Aprimoramento do manejo
  • Redução do estresse dos animais
  • Ambientes mais adaptados
  • Sistemas de criação que priorizam saúde e conforto

Recomendações para o futuro

O documento também apresenta recomendações estratégicas alinhadas à visão da Organização Mundial de Saúde Animal, incluindo:

  • Aderir a sistemas livres de gaiolas na avicultura de postura
  • Eliminar a prática de muda forçada
  • Buscar alternativas ao descarte de pintinhos machos
  • Avançar em programas genéticos na avicultura de corte
  • Incentivar a transição estrutural nas granjas de suínos

Essas diretrizes visam não apenas melhorar o bem-estar animal, mas também garantir a sustentabilidade e a lucratividade do setor.

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Coreia do Sul abre mercado para ovos e produtos derivados do Brasil


Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay

O Brasil poderá exportar ovos e produtos derivados para a Coreia do Sul, informaram o Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores em nota conjunta.

Em 2025, o Brasil exportou US$ 2,4 bilhões em produtos agropecuários para o país asiático, de mais de 50 milhões de habitantes, com destaque para farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, fumo, algodão e couro.

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“A abertura amplia oportunidades para a avicultura brasileira, ao permitir o acesso de bens que serão utilizados tanto no consumo direto quanto na indústria de alimentos”, disseram as pastas em nota.

No ano, o país acumula 77 aberturas de mercado para o agronegócio nacional.

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Campo Futuro levanta custos de produção em seis cadeias produtivas essa semana


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, essa semana, 10 painéis do Projeto Campo Futuro nas cadeias da avicultura, silvicultura, café, suínos, hortaliças e pecuária de leite.

Aves e suínos – Os painéis de aves e suínos analisaram propriedades modais no município de Rio Verde e Palmeiras de Goiás (GO). Na produção de ovos férteis, o projeto analisou uma propriedade na região que possui três galpões de pressão negativa, com alojamento de 36.864 aves por ano e produção de aproximadamente 6,92 milhões de ovos incubáveis por ano.

O custo operacional efetivo (COE) ficou em R$ 0,17 por ovo. A mão de obra foi o item de maior peso no COE, representando 38,6%. Na sequência, apareceu a manutenção, com 22,1% do COE.

Outro painel levantou os custos de frango de corte no sistema de integração vertical, considerando uma granja modal com quatro galpões de pressão negativa. Segundo observou a análise, por ano, são alojadas 88.656 aves em 6,1 lotes. O peso de abate é de 2,8kg por ave. O custo operacional efetivo foi estimado em R$ 1,01 por ave e a energia elétrica foi o item de maior peso no COE, representando 33%.

Em Palmeiras de Goiás, o projeto analisou uma propriedade modal com quatro galpões do tipo dark house. Anualmente, a propriedade aloja 112.291 aves em 5,93 lotes por ano. O peso final é de 3,1kg aos 45 dias. O custo operacional efetivo (COE) foi estimado em R$ 1,22 por ave. A manutenção foi o item de maior peso no COE, com 26,8%. A energia apareceu na sequência, com 25% do COE.

Na cadeia da suinocultura, o Campo Futuro analisou os sistemas de produção de leitões em uma granja com quatro galpões e 1.170 matrizes. Anualmente, são produzidos 36.673 leitões desmamados, com peso médio de 21,5kg. O COE da atividade foi estimado em R$ 191,18 por leitão. A alimentação representou 51% desse custo, seguida pela sanidade (21,5%) e mão de obra (14,9%).

Com relação às unidades de terminação de suínos, as granjas modais possuem 4 galpões onde são terminados 9.250 suínos por ano, em 2,61 lotes por ano. O peso médio de saída é de 137,3kg por suíno. O COE foi estimado em R$39,95 por suíno terminado. A manutenção representou 44,3% do COE. Na sequência, apareceram a mão de obra (28,9%) e energia elétrica 10%).

Hortaliças – Na Bahia, o levantamento de custos avaliou a produção de cenoura em Irecê, com base em um sistema modal com área de 1,5 hectare cultivada. O painel apontou que os plantios se concentram a partir de novembro, com colheitas até abril, buscando reduzir perdas climáticas. A atividade é conduzida com mão de obra familiar, em sistema irrigado e semimecanizado, com forte terceirização de serviços mecanizados.

A produtividade média na região é de dois mil sacas de 29 kg por hectare, com venda realizada na roça e colheita, lavagem e classificação feitas pelos compradores, o que reduz a remuneração do produtor, observou a análise técnica. Segundo os dados, apesar do volume colhido, apenas cerca de 50% são efetivamente pagos; do restante, 30% são vendidos como cenoura AAA (alto padrão) pelo valor cheio e 20% por cerca de um terço desse preço.

“Aos preços atuais (R$ 110/saca) a atividade teria margem positiva, porém, a maior parte da produção foi vendida a cerca de R$ 50/saca, resultando em margem bruta positiva, mas margem líquida negativa, sem geração de caixa para depreciação e remuneração do produtor”, destaca Letícia Fonseca, assessora técnica da CNA.

Café – Também na Bahia, o Campo Futuro promoveu painel na produção de café arábica em Barra da Estiva. Esse foi o primeiro levantamento de custos da cultura no município, que avaliou uma propriedade modal de três hectares de área produtiva, em sistema manual e sequeiro e com produtividade média no biênio de 20 sacas/ha.

De acordo com o estudo, a composição do custo operacional efetivo (COE), os desembolsos para a colheita, principalmente com a mão de obra contratada para a operação, foi o item de maior peso com uma parcela de 47,5%, seguido pelos desembolsos para a condução da lavoura (35,1%).

“Considerando a receita recebida, as margens da atividade na região estão bastante apertadas, principalmente devido à baixa produtividade e a falta de realização de tratos de pós-colheita visando a qualidade do café, o que poderia proporcionar melhores remunerações aos produtores”, afirmou Carlos Eduardo Oliveira, assessor técnico.

Leite – Na pecuária de leite, a CNA levantou os custos de produção em Tangará da Serra (MT), em propriedades modais de 30 hectares e 100 litros produzidos diariamente. O sistema delineado permitiu cobrir apenas os desembolsos da atividade, ficando aquém da depreciação, prolabore e remuneração do capital imobilizado na atividade, denotando sua viabilidade apenas no curto prazo. Entretanto, a atividade se mostrou competitiva ante outras opções de uso da terra, haja visto que a produção de leite superou o valor pago pelo arrendamento na região em 38%.

Pinus – O painel de pinus em Guarapuava (PR) fechou o levamento de custos da semana. A propriedade modal analisada foi de 50 hectares, com incremento médio anual (IMA) de 30 m3/ha/ano. O corte raso é realizado no 15º ano, com 1 desbaste no nono ano do ciclo. A análise apontou que a praça apresentou resultados positivos, demonstrando a atratividade e sustentabilidade da atividade no curto e longo prazo.





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Cambará (PR) registra inverno quente e chuvoso com previsão de geadas


O município de Cambará, localizado no norte pioneiro do Paraná, enfrenta um inverno caracterizado por temperaturas elevadas e chuvas acima da média. A previsão do tempo para a região indica que a umidade será suficiente para os cultivos, com máximas que podem chegar a 34ºC nos próximos meses.

Previsão de chuvas e temperaturas

De acordo com as informações meteorológicas, a anomalia de chuva para os meses de maio e junho mostra um padrão de precipitação acima do normal, o que deve se manter nos próximos meses. A previsão é de que a chuva continue a ser uma constante no estado do Paraná, com volumes que podem alcançar 200 mm em 30 dias.

  • Chuvas acima da média para todo o estado do Paraná.
  • Temperaturas máximas em torno de 33ºC a 34ºC.
  • Risco de geadas no norte do Paraná em agosto.

Impactos para a agricultura

A umidade disponível será benéfica para os produtores rurais, especialmente para aqueles que dependem de culturas de inverno. No entanto, a expectativa de geadas em agosto pode representar um risco para algumas plantações, exigindo atenção redobrada dos agricultores.

Condições climáticas em Minas Gerais

Além disso, a previsão do tempo também menciona uma onda de frio que pode atingir o sul de Minas Gerais, com temperaturas variando entre 10ºC e 12ºC, mas sem risco de geadas na região, onde a colheita de café está em andamento.

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Dólar atinge menor valor em quase 30 meses e impacto no mercado


O dólar atingiu o menor valor em quase 30 meses, refletindo mudanças significativas no mercado financeiro. A projeção da inflação para 2026 foi elevada pela oitava semana consecutiva, indicando um cenário econômico desafiador.

Programa Desenrola 2.0

O governo lançou o programa Desenrola 2.0, que visa facilitar o pagamento de dívidas com instituições financeiras, buscando aliviar a pressão sobre os consumidores.

Crescimento nas exportações

O acordo entre Mercosul e União Europeia pode elevar as exportações do Brasil em até 7 bilhões de dólares, conforme levantamento da Apex Brasil.

Intenção de negócios na Agrichow

A Agrichow registrou mais de 11 bilhões de reais em intenção de negócios, embora isso represente uma queda de 22% em relação ao ano anterior.

Expectativas para o plano safra

O ministro da Agricultura anunciou que o plano safra deve ser divulgado em junho, com expectativa de que os valores superem os do ano passado.

Reunião entre Lula e Trump

Em uma reunião de quase três horas na Casa Branca, o presidente Lula e o ex-presidente Donald Trump discutiram tarifas, crime organizado e terras raras.

Setor de flores e plantas ornamentais

O setor de flores e plantas ornamentais projeta um crescimento de 10% nas vendas em comemoração ao Dia das Mães.

Exportações de carne de frango

As exportações de carne de frango mantêm um ritmo positivo, com crescimento de 2,2% em abril.

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Você pagaria R$ 10 mil em 100g de café? Microlote de alta pontuação é leiloado no Brasil


Café, xícara de café, café solúvel
Foto: Freepik

Um microlote de 100 gramas de café arábica da variedade geisha foi comprado por R$ 10 mil, de forma conjunta pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína, em leilão de 24 horas realizado nas redes sociais e concluído nesta sexta-feira (8).

O produto foi selecionado manualmente, fermentado por sete dias a frio e processado pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas, sudoeste de Minas Gerais.

O café arrematado tem avaliação sensorial de 92 pontos, considerando a escala de zero a 100 de avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA).

A quantidade comprada permite o preparo de aproximadamente 1,4 litro da bebida, gerando até sete xícaras de 200 ml, ou seja, os R$ 10 mil pagos pelo produto equivalem a mais de R$ 1.400 por cada xícara.

“Certamente esse é um preço recorde pago por uma xícara de café no Brasil, quiçá globalmente, e ele alça o patamar dos cafés de luxo brasileiros a níveis similares de valores pagos pelos melhores vinhos do mundo”, celebra o cafeicultor.

A diretora comercial da Coffee Senses, Ana Flávia Fernandes, que adquiriu 50% do produto, considera que o trabalho de Luiz Paulo é exemplar por sempre estar em busca da ‘xícara perfeita’. “A dedicação, o trabalho e a vontade dele deveriam ser fonte de inspiração para todos nós.”

Já o sócio e cofundador da Tribo da Cafeína, Fábio Ruellas, que arrematou a outra metade do lote raro ressalta que o grão produzido pelo cafeicultor traz algo além do comum. “São raros, de altíssima pontuação, com identidade, complexidade e personalidade […].”

Vocação na produção de cafés especiais

Eleito a primeira lenda mundial do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação
Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE), Luiz Paulo se considera um incansável desbravador e garimpador de cafés, classificados por ele como “verdadeiros diamantes”.

“Mantenho minha ideia de ser um ‘coffee maker’, assim como existem os winemakers para o vinho. Para comprovar o potencial do Brasil na produção de cafés especialíssimos, pretendo cultivar, colher e processar micro e nanolotes de cafés cada vez mais raros, através do Projeto Rarus, para esse público de consumidores que se mostra crescente e também cada vez mais interessado por produtos com essas excelência, elegância e qualidade”, detalha.

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