quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Tempestade com ventos de até 100 km/h: Inmet faz alerta de perigo para 360 municípios


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Foto: Inmet

Um alerta laranja, de perigo de tempestade, foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o Sul do país para toda esta quinta-feira (23).

De acordo com o órgão, 363 municípios (veja aqui a lista completa) podem ser impactados com chuva entre 50 mm e 100 mm, ventos de 60 km/h a 100 km/h e queda de granizo.

O aviso é válido para as faixas oeste e norte do Rio Grande do Sul e para o oeste de Santa Catarina (confira o mapa abaixo):

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Foto: Reprodução

Segundo o órgão, há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

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Caminhoneiro é preso com garrafas de ‘cachaça com maconha’ em operação


cachaça com maconha
Foto: divulgação/PRF

Na última sexta-feira (18), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem por tráfico de drogas durante fiscalização na BR-153, no município de Paraíso do Tocantins (TO).

No km 499 da rodovia, a equipe deu ordem de parada a um caminhão, conduzido por um homem de 50 anos.

Durante os procedimentos de fiscalização, que incluíam a verificação da documentação fiscal e do peso da carga, os policiais, ao abrirem a porta da cabine do veículo, identificaram seis garrafas de dois litros contendo um líquido com odor característico de bebida alcoólica, além de material vegetal com características semelhantes à maconha.

Questionado, o condutor informou que se tratava de “cachaça com maconha” e que o material teria como origem o estado do Maranhão, com destino ao estado de Goiás, onde seria entregue a terceiros.

Diante da quantidade encontrada, da forma de acondicionamento e dos indícios de comercialização, a situação foi caracterizada, em tese, como tráfico de drogas. O homem foi preso em flagrante, e o material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Paraíso do Tocantins para os procedimentos cabíveis.

Cachaça com maconha
Foto: divulgação/PRF

Conduta ilegal

A produção, o transporte e a comercialização de substâncias derivadas de drogas ilícitas, como a maconha, são proibidos pela legislação brasileira, independentemente da quantidade ou da forma de apresentação, inclusive quando misturadas a bebidas ou outros produtos.

Assim, ainda que em pequena quantidade, a fabricação e o transporte de “cachaça com maconha” configuram conduta ilegal. A PRF reforça que atua de forma contínua no combate ao tráfico de drogas nas rodovias federais, visando à segurança da sociedade.

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Preço da arroba do boi gordo: confira as cotações do pós-feriado


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Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo retomou as negociações após o feriado com preços em predominante acomodação.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias aponta que alguns frigoríficos permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas nos próximos dias.

“A posição das escalas de abate apresentou algum avanço, no entanto, a situação está longe de ser confortável. O aumento da desova de animais terminados durante o mês de maio é elemento importante a ser considerado, com expectativa de tentativas de compra em níveis mais baixos”, afirma.

Segundo ele, a progressão da cota chinesa, de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina a ser comprada do Brasil sem a sobretaxa de 55%, é outro fator relevante a ser considerado.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 369,08
  • Goiás: R$ 354,64
  • Minas Gerais: R$ 356,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 358,30
  • Mato Grosso: R$ 364,86

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se deparou com preços em predominante acomodação no decorrer desta quarta-feira.

Segundo Iglesias, o ambiente é menos propenso para altas consistentes, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

Como limitador para altas mais consistentes precisa ser mencionado a menor competitividade da carne bovina se comparado às proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango. “O baixo poder de compra das famílias direciona o consumo para proteínas mais acessíveis”, detalha.

  • Quarto dianteiro: segue a R$ 23,00 por quilo;
  • Quarto traseiro: permanece a R$ 28,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se sustenta a R$ 21,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 4,9733 para venda e a R$ 4,9713 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9551 e a máxima de R$ 4,9896.

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Aprosoja-MT pede ao Mapa R$ 20 bilhões para produtor do estado iniciar nova safra


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Foto: Divulgação

O diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Diego Bertuol, destacou, durante a Norte Show 2026, em Sinop, que espera um apoio do novo ministro da Agricultura, André de Paula, com relação às dívidas dos produtores.

“A entidade ingressou em um grupo de trabalho esperando que o novo ministro olhe para o passivo da dívida dos produtores aqui em Mato Grosso, que assola também o Rio Grande do Sul. Em um primeiro momento precisamos de recursos da ordem de R$ 20 bilhões para que o produtor consiga viabilizar o acesso a créditos para o novo ciclo de plantio. Depois temos de discutir um Plano Safra para o próximo ano da cultura da soja”, pontua.

Segundo Bertuol, é preciso que o próximo Plano Safra tenha juros equalizadas, em torno de 8% ao ano, para que o produtor consiga pegar esse dinheiro para comprar os insumos e ter um fluxo de caixa.

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Capim-andropogon: por que a forrageira é opção para a seca?


capim-andropogon
Foto: Allan Kardec

O programa Giro do Boi desta quarta-feira (22) trouxe um alerta essencial para o pecuarista: o momento de se preparar para a escassez de chuvas é agora. Segundo o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens, a estratégia para vencer o período seco não depende de milagres, mas de uma gestão rigorosa do tempo de descanso das plantas.

Nesse cenário, o capim-andropogon surge como um verdadeiro trunfo para as fazendas, especialmente no Cerrado, devido à sua capacidade única de resiliência e velocidade de resposta ao clima.

Confira:

Benefícios do capim-andropogon

Para quem enfrenta estiagens severas, o capim-andropogon é uma ferramenta estratégica valiosa por três motivos principais. Wagner Pires reforça que o manejo não pode ser o mesmo o ano todo. A planta perde velocidade de rebrota quando a umidade e a temperatura caem, o que exige um ajuste no sistema rotacionado.

Se nas águas o capim descansa cerca de 30 dias, na seca esse tempo deve ser ampliado. Sem esse fôlego, a planta não recupera suas reservas e o pecuarista acaba “rapando” o pasto e comprometendo a vida útil da raiz.

Ajustes na carga animal

A fazenda deve ser dividida para permitir esse descanso, mas com atenção: ter mais divisões não significa que se pode manter a carga máxima de animais em todas elas. Para evitar que o gado “derreta” na seca, o ajuste da carga animal (lotação) é a regra de ouro para garantir um Ganho Médio Diário (GMD) positivo.

É necessário destinar parte do rebanho para a venda ou para o confinamento, diminuindo a Unidade Animal (UA) por hectare. Se a carga de bocas for maior que a oferta de massa, o animal perderá peso, o que destrói a rentabilidade da operação.

Trabalhar com o capim-andropogon e ajustar o descanso das pastagens agora, no outono, é o que garantirá um resultado financeiro superior na primavera. Não lute contra a natureza: use o manejo como aliado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Como o mercado de soja reagiu após o feriado? Confira as cotações do dia


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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar ritmo lento nesta quarta-feira, com destaque para a pouca atratividade nos portos e a cautela do produtor nas negociações. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente foi influenciado pela combinação de queda na Bolsa de Chicago e recuo do dólar, fatores que pressionam as cotações internas.

Segundo ele, os preços seguem em patamares considerados baixos, o que faz com que muitos produtores optem por vender apenas para cumprir necessidades imediatas de caixa, e não por margem. No mercado físico, o volume de negócios foi moderado, sem mudanças relevantes no cenário geral.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 123,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 109,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 128,00
  • Rio Grande (RS): alta de R$ 128,00 para R$ 128,50

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em queda na Bolsa de Chicago, refletindo um quadro fundamental negativo. A ampla oferta da América do Sul e a perspectiva positiva para a safra dos Estados Unidos, que está em fase inicial de plantio, pesaram sobre as cotações.

Apesar da previsão de chuvas nos próximos dias poder atrasar os trabalhos de campo nos Estados Unidos, o mercado ainda não considera impactos relevantes na produtividade. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que o plantio já alcança 12% da área, acima dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos, de 5%.

No Brasil, a produção de soja para a safra 2025/26 é estimada em 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação ao ciclo anterior, segundo a Safras & Mercado.

Os Estados Unidos estão buscando firmar um acordo para que a China amplie a compra de produtos agrícolas, além da soja, durante a visita planejada do presidente Donald Trump ao país no próximo mês, disse, nesta quarta-feira, o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer, durante uma audiência no Congresso sobre as prioridades comerciais do governo.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 10,00 centavos de dólar, ou 0,85%, a US$ 11,64 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,79 1/2 por bushel, com retração de 10,75 centavos de dólar ou 0,90%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 4,90 ou 1,52% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 71,00 centavos de dólar, com perda de 0,65 centavo ou 0,90%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou praticamente estável, cotado a R$ 4,9733 para venda, após oscilar entre R$ 4,9551 e R$ 4,9896 ao longo do dia. A estabilidade da moeda também contribuiu para o comportamento mais cauteloso do mercado interno.

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Canal Rural reforça presença no Sudeste com novas afiliadas em Minas Gerais e no Espírito Santo


Canal Rural
Foto: Canal Rural

O Canal Rural está ampliando sua atuação na região Sudeste com a abertura de novas afiliadas. A emissora — principal plataforma de informação, experiência e relacionamento com o agronegócio brasileiro — inaugurou em abril unidades em Minas Gerais e no Espírito Santo.

As novas afiliadas passam a ser pontos de referência nos novos estados, garantindo mais agilidade na produção de conteúdo e assertividade em parcerias comerciais, além da ampliação da cobertura local.

Além da matriz em São Paulo, o Canal Rural já possui afiliadas no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Bahia. Ao expandir sua estrutura de produção, cobertura e relacionamento local, a emissora reforça, na prática, o posicionamento de ser a principal plataforma de comunicação do agronegócio brasileiro, presente em todas as telas, formatos e realidades do campo.

“Esse movimento nos conecta ainda mais às realidades locais e nos permite trazer, com mais agilidade e qualidade, as notícias mais importantes do agronegócio e da pecuária de Minas Gerais e Espírito Santo. É um passo essencial para levarmos o que há de mais relevante no campo à nossa audiência”, afirma Julio Cargnino, CEO do Canal Rural.

Expansão em meio ao recorde de audiência

A expansão da rede caminha junto com importantes dados sobre o aumento de audiência e uma nova visão comercial da empresa.

No primeiro trimestre de 2026, o Canal Rural alcançou recordes no digital, com 232.700.000 milhões de views e um total de 4,1 milhões de seguidores em suas redes sociais. No site, foram 12.565.162 milhões de acessos e 8.243.949 milhões de usuários.

A performance e recentes movimentos junto ao mercado — como a criação do novo posicionamento comercial “Ruralize-se” e o lançamento de uma nova página para contato direto com anunciantes e agências — alçaram o Canal Rural como finalista da Categoria Canal do Agronegócio no Prêmio IBest 2025, entregue em março deste ano.

Sobre o Canal Rural

Há 30 anos ao lado do produtor, o Canal Rural é a principal plataforma de informação, experiência e relacionamento com o agronegócio brasileiro. Com presença multiplataforma, alcança 43 milhões de lares por meio de Pay TV, antenas parabólicas e TVs conectadas, como Samsung, LG e TCL.

Além da programação televisiva, atua com portal de notícias, leilões, eventos, aplicativos e iniciativas de educação voltadas ao setor. Parte do Grupo J&F, a emissora tem matriz em São Paulo, afiliadas em sete estados brasileiros e presença internacional.

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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita avança, mas mercado de milho segue emperrado


O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por ritmo lento nos negócios, diferenças de preços entre compradores e vendedores e avanço da colheita e da safrinha sob influência do clima. Segundo a TF Agroeconômica, esse quadro combina baixa liquidez no mercado spot com sustentação pontual das cotações em algumas praças.

No Rio Grande do Sul, a comercialização continua restrita, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca e média estadual perto de R$ 58,00. A oferta mais limitada em algumas regiões, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais fortes. Na safra 25/26, a colheita da primeira safra chegou a 93% da área, avanço discreto sobre a semana anterior, mas ainda acima da média histórica.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado pelo descompasso entre pedidas e ofertas. As indicações seguem em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto a demanda trabalha perto de R$ 65,00. No Planalto Norte, os negócios ocorrem entre R$ 70,00 e R$ 75,00. A colheita alcança 97,6% da área, acima da semana passada, embora as áreas mais tardias já apresentem perda de qualidade.

No Paraná, a reta final da colheita da primeira safra convive com chuvas irregulares e com o foco crescente sobre a segunda safra. As pedidas giram em torno de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda se posiciona perto de R$ 60,00 CIF. A colheita atingiu 96% da área, e a safrinha apresenta, em geral, boas condições, apesar da preocupação com temperaturas elevadas em parte do estado.

Em Mato Grosso do Sul, os preços reagiram após semanas de maior pressão, com cotações entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca. O setor de bioenergia segue como um dos principais sustentadores do mercado, embora a liquidez ainda seja limitada. A semeadura da safrinha chegou a 99% da área, com lavouras em boas condições, mesmo sob chuvas esparsas e aumento de lagartas em algumas regiões.

 





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‘Ritmo ainda é lento’, diz Turra sobre produção de biodiesel no Brasil


Francisco Turra
Foto: Divulgação

Mais uma vez as atenções do mundo se voltam para o papel do Brasil no processo de transição energética. Durante a Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país possui vantagens competitivas na produção de biocombustíveis e, consequentemente, de energias limpas.

“O Brasil tem um potencial imenso para crescer nesse aspecto”, reforça Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura. Ele também é presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Hoje, cerca de 90% do biodiesel brasileiro vem da soja.

Nesse contexto, Turra lembra que o país colhe em torno de 170 milhões de toneladas da oleaginosa, mas apenas cerca de 25 milhões de toneladas são destinadas ao biodiesel. “Isso mostra que ainda há um grande potencial de expansão no uso da soja para esse fim”, completa.

Apesar disso, o processo para reduzir o uso de combustíveis fósseis, como o petróleo, ainda é lento. “Combustíveis fósseis e carvão representam cerca de 20% do consumo, mas respondem por 40% das emissões de CO2”, diz. De acordo com ele, esse é um ponto central quando se fala em transição energética.

O que falta para o Brasil avançar?

Na avaliação do ex-ministro, o processo esbarra também em questões internas, como o percentual de mistura de biodiesel ao diesel ainda muito abaixo do ideal. Atualmente, o mandato em vigência no Brasil é o B15, com 15% de mistura. Entidades do setor produtivo, por outro lado, afirmam que há capacidade para atender a uma mistura de até 21,6%.

Para Turra, o avanço dos biocombustíveis no Brasil também depende de ações do Executivo. “Falta o governo ter condições de acompanhar, fiscalizar e aprimorar, permitindo que a iniciativa privada faça a sua parte. Não se fala em subsídios nem favores, mas em o governo criar a infraestrutura necessária”, afirma.

Segundo ele, o próprio cumprimento da Lei do Combustível do Futuro ainda enfrenta entraves. “Não se cumpre o que a lei indica justamente por falta de equipamentos e pessoal”, conclui.

Turra também aponta que o país ainda utiliza uma parcela pequena do potencial disponível de matérias-primas para biodiesel. De acordo com ele, além da soja, fontes como canola, óleo de palma e gordura animal poderiam ampliar a produção.

Europa e os biocombustíveis

Na Alemanha, o presidente Lula também criticou propostas europeias sobre biocombustíveis. Entre elas, ele citou um mecanismo de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis.

O posicionamento ocorre dias antes do acordo entre Mercosul e União Europeia entrar em vigor, a partir de 1 de maio.

Nessa mesma linha, Turra alerta para uma alegação da Europa sobre o biodiesel feito a partir de soja.

“Na Europa, o biodiesel de gordura animal é o principal importado, sob a justificativa de que o biodiesel de soja competiria com a alimentação humana”, explica. “Isso não é verdade, porque, sem o biodiesel, haveria excesso de óleo de soja e não teríamos o atual nível de produção”, conclui.

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Agro brasileiro será referência na ‘segunda onda’ da IA, diz especialista


Inteligência artificial tecnologia no campo
Foto: Freepik

O agronegócio brasileiro está à frente da chamada “segunda onda” da inteligência artificial. Essa é a opinião do gerente regional da ELO Digital Office Espanha, Rodny Coronel. Segundo, a ferramenta já tem ganhado contornos mais concretos e imediatos no país.

“O agronegócio brasileiro não está mais testando IA. Está começando a incorporá-la nos processos-chave, e isso muda completamente o jogo competitivo”, afirma.

De acordo com estudo da empresa de software, cerca de 40% das empresas brasileiras já adotam ferramentas de inteligência artificial, o que coloca o Brasil em linha com os mercados mais avançados da Europa. Nesta esfera, os impactos já são mensuráveis: 95% relatam aumento de receita e 96% ganhos de produtividade.

No agro, esses números se traduzem em eficiência operacional, maior controle de processos e capacidade ampliada de resposta às exigências de mercado, em especial em cadeias altamente reguladas, como soja e carne e na exportação dessas e de outras commodities.

Coronel ressalta que a digitalização de contratos agrícolas, a automação de pedidos de compra, a rastreabilidade documental e o uso de análise preditiva já fazem parte da rotina de grandes players e começam a se expandir para médias empresas. “O Brasil demonstra, na prática, como a IA pode sair do discurso e gerar resultado financeiro direto no agro”, destaca.

O que foi a ‘primeira onda’?

O especialista afirma que a primeira fase da transformação digital no agro brasileiro foi marcada pela digitalização de processos. Agora, com a IA, o setor evolui para um novo patamar: a inteligência operacional.

Aplicações como análise de linguagem natural e automação de fluxos de trabalho já impactam áreas críticas, incluindo compliance, gestão de fornecedores, certificações internacionais e controle de qualidade, considerados pontos sensíveis para empresas exportadoras.

Coronel afirma que no contexto brasileiro, onde a cadeia agroindustrial é extensa e fragmentada, a IA resolve um problema estrutural: a dispersão de informações.

“Do contrato com o produtor ao embarque no porto, há uma enorme quantidade de dados desconectados. A IA permite integrar, interpretar e ativar essas informações em escala”, detalha.

‘A segunda onda’

Agora, o onceito de “segunda onda” marca uma mudança estratégica. Se antes a IA era aplicada de forma pontual, como em ferramentas isoladas, agora o foco é a automação de ponta a ponta dos processos de negócio.

No agronegócio brasileiro, isso significa integrar a IA em toda a cadeia documental e operacional: desde o recebimento de insumos até a comercialização e exportação, passando por certificações, faturamento, logística e conformidade regulatória.

“A vantagem competitiva não está em automatizar tarefas, mas em orquestrar processos completos com IA”, resume o gerente regional da ELO Digital Office Espanha.

Para ele, esse ponto é decisivo, visto que embora a maioria das empresas já utilize IA em alguma função, poucas conseguem capturar valor financeiro relevante. As que conseguem são justamente aquelas que redesenham seus fluxos operacionais de forma integrada.

Gestão documental inteligente

Nesse cenário, a gestão documental deixa de ser uma função administrativa e passa a ocupar posição estratégica no agro brasileiro. Coronel destaca que algumas plataformas já permitem automatizar a captura de documentos, extrair dados com IA, gerenciar fluxos de trabalho dinâmicos e acessar informações por meio de linguagem natural.

“O ganho é direto: processos que levavam dias passam a ser concluídos em horas, com total rastreabilidade”, conta.

Para o agronegócio, isso impacta diretamente operações como a gestão de contratos com produtores, cooperativas e tradings, o controle de certificações e exigências internacionais, a integração com sistemas ERP e CRM, a otimização de compras e vendas e a redução de erros operacionais e riscos regulatórios.

“Em um setor de margens pressionadas e alta complexidade operacional, esses ganhos são decisivos”, defende o especialista.

Pressão regulatória

Coronel visualiza que o ambiente regulatório global, especialmente para exportações, impõe desafios adicionais ao agro brasileiro. Rastreabilidade, compliance ambiental e segurança de dados são cada vez mais exigidos por mercados internacionais.

Nesse contexto, ele enxerga a IA não apenas como uma ferramenta de eficiência, mas um instrumento de conformidade e gestão de risco. “A tecnologia permite atender às exigências regulatórias sem comprometer a velocidade e a escala das operações”, afirma.

De acordo com o executivo, a mensagem para o setor é clara: o Brasil já entrou na fase de implementação real da IA. E isso tende a se intensificar ao longo de 2026.

Isso porque com um agronegócio altamente competitivo, orientado à exportação e pressionado por eficiência, a adoção estratégica da IA deixa de ser opcional. “O Brasil tem uma vantagem: escala, complexidade e pressão competitiva. Isso acelera a adoção de tecnologias que realmente geram valor”, afirma.

Para o especialista, a “segunda onda” da IA representa mais do que uma evolução tecnológica. Trata-se de uma mudança estrutural no modelo de operação do agronegócio.

O campo brasileiro já é referência global em produtividade. Agora, o diferencial passa a ser outro: a inteligência na gestão de dados. Nesse novo cenário, quem dominar a informação dominará o mercado.

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