quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Aceleração da inflação no Brasil e seus impactos no setor agropecuário


A inflação no Brasil registrou sua nona alta consecutiva, gerando preocupações sobre os impactos na economia e no setor agropecuário. O boletim Focus desta semana trouxe previsões alarmantes, incluindo uma possível elevação da taxa Selic para 12% até 2027.

Previsões de alta da taxa Selic

O mercado financeiro já está antecipando uma alta na taxa de juros, com uma expectativa de aumento de 0,25%. Essa situação reflete um pessimismo crescente em relação à inflação, que pode levar a uma reversão nas quedas anteriores da taxa de juros.

Impactos no setor agropecuário

  • Valorização do real, que pode beneficiar as exportações.
  • Expectativa de pagamento de juros que pode chegar a 1 trilhão de reais em 12 meses.
  • Aumento da dívida pública, que pode alcançar 100% do PIB até 2026.

Desafios do governo

O governo enfrenta críticas por seus altos gastos, que contribuem para o aumento da dívida pública. A falta de controle nos gastos governamentais é apontada como uma das principais causas da situação atual. A responsabilidade dos deputados e senadores em cuidar da economia do país também é questionada, especialmente em tempos de crise.

Conclusão

Os produtores rurais estão enfrentando dificuldades em um cenário de inflação crescente e alta da taxa de juros. A situação exige atenção e ações efetivas por parte dos governantes para evitar que a crise se agrave ainda mais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Inmet prevê trimestre de chuva irregular no país


O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta segunda-feira (11) a nova edição do Boletim Agroclimatológico Mensal com as projeções para o trimestre entre maio e julho de 2026. O documento reúne previsões climáticas e estimativas de armazenamento de água no solo, com foco no planejamento das atividades agropecuárias em todas as regiões do país.

Segundo o boletim, a previsão indica predominância de chuvas acima da média histórica em grande parte da Região Norte. Os maiores acumulados devem ocorrer entre o norte do Amapá e o nordeste do Pará, onde os volumes podem superar em até 100 milímetros a normal climatológica. Já no sul da Amazônia, a tendência é de chuvas próximas ou abaixo da média. Temperaturas acima da média em boa parte da Região Norte, com elevação de até 1°C em áreas do Acre, Amazonas, Rondônia, sul do Pará e Tocantins. No Amapá e em partes do Baixo Amazonas e Marajó, os índices devem permanecer dentro da média histórica para o período.

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Em relação ao armazenamento de água no solo, o Instituto Nacional de Meteorologia informa que os níveis de umidade devem permanecer acima de 70% na maior parte da Região Norte durante maio e junho, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e a manutenção das atividades agropecuárias. O cenário tende a beneficiar principalmente as áreas de milho segunda safra em fase reprodutiva e de maturação no sudeste do Pará e no Tocantins. Por outro lado, a persistência das chuvas pode dificultar operações de colheita e aumentar o risco de perdas de qualidade e incidência de doenças. A partir de junho, a previsão indica redução dos estoques de água no solo, especialmente no sul do Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins, com níveis inferiores a 30%.

O boletim aponta que a combinação entre redução da umidade e aumento das temperaturas pode elevar a evapotranspiração e reduzir gradualmente o crescimento das pastagens, afetando a oferta de alimento para os rebanhos em áreas com menor capacidade de retenção hídrica. As projeções também mostram ampliação das áreas com déficit hídrico ao longo do trimestre, sobretudo no sudeste do Pará, sul do Amazonas e Tocantins. Nessas regiões, os déficits podem chegar a 150 milímetros a partir de junho, comprometendo o desenvolvimento das culturas em fase final e dificultando a recuperação das pastagens.

Em contrapartida, áreas do norte do Amazonas, Roraima e Amapá devem registrar excedentes hídricos em junho e julho, com volumes superiores a 130 milímetros. O cenário favorece a manutenção da umidade do solo e o desenvolvimento das atividades agrícolas, embora o excesso de chuva possa gerar restrições pontuais às operações de campo.

Para a Região Nordeste, o prognóstico climático prevê chuvas acima da média no centro-norte do Maranhão, norte do Piauí e Ceará, além da faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e a Bahia. As anomalias podem chegar a 100 milímetros acima da média, enquanto o interior da região deve ter precipitações próximas da normal climatológica.

As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do Nordeste, com desvios entre 0,25°C e 1°C. Os maiores aumentos são esperados para o sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia. O boletim também aponta ampliação das áreas com baixos estoques de água no solo ao longo dos próximos meses.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a tendência é de intensificação do déficit hídrico a partir de junho, especialmente no centro-sul do Maranhão e Piauí, além de áreas do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte e sertão pernambucano, onde os déficits podem alcançar até 150 milímetros. Nessas áreas, a redução da umidade pode comprometer o desenvolvimento das culturas de segunda safra e limitar a recuperação das pastagens. Em contraste, o norte do Maranhão, norte do Piauí e a faixa litorânea devem seguir com condições mais favoráveis às atividades agropecuárias. Os níveis de armazenamento hídrico acima de 70% devem se concentrar no norte do Maranhão, Piauí e Ceará durante maio, tornando-se mais restritos ao litoral nordestino nos meses seguintes.

Na Região Centro-Oeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média em grande parte da região, principalmente no sul de Mato Grosso do Sul, onde as anomalias negativas podem chegar a 50 milímetros. As temperaturas devem seguir acima da média em toda a região, com desvios de até 1°C no centro-sul de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul. O boletim também prevê redução gradual da umidade do solo a partir de junho.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o avanço do déficit hídrico pode afetar culturas de segunda safra, especialmente o milho em fases de florescimento e enchimento de grãos. O algodão também pode sofrer impactos, principalmente nas áreas em fase reprodutiva. Na pecuária, a redução da umidade tende a comprometer o vigor das pastagens e reduzir a oferta de forragem para os rebanhos, principalmente a partir de junho.

Para a Região Sudeste, a previsão indica chuvas abaixo da média em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais. Os menores acumulados são esperados para o sul e sudeste paulista e extremo sul mineiro. As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente toda a região, com desvios de até 1°C em São Paulo e centro-sul de Minas Gerais. Em áreas do Espírito Santo e Rio de Janeiro, os valores devem permanecer próximos da média climatológica. O boletim aponta ainda redução gradual da umidade do solo ao longo do trimestre. Em julho, grande parte de Minas Gerais, Espírito Santo e áreas do norte paulista e fluminense podem registrar níveis inferiores a 30%.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o cenário acende um alerta para culturas de segunda safra, especialmente milho e feijão em Minas Gerais, que devem atravessar fases críticas de demanda hídrica em meio à redução das chuvas e aumento das temperaturas. Para o trigo em São Paulo, as chuvas previstas podem favorecer o desenvolvimento das lavouras, mas o calor e os baixos volumes de precipitação podem limitar o potencial produtivo. Em Minas Gerais, o trigo irrigado tende a ter condições mais favoráveis, embora o aumento das temperaturas também represente um fator de risco.

Na Região Sul, a previsão climática aponta chuvas abaixo da média no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul deve registrar volumes próximos ou acima da média histórica, principalmente na região central do estado. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a Região Sul, com desvios superiores a 0,5°C. Em áreas do sudoeste do Paraná, oeste catarinense e praticamente todo o território gaúcho, os desvios podem chegar a 2°C acima da média.

O Instituto Nacional de Meteorologia informa ainda que os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios ao longo do trimestre, com armazenamento superior a 70% em grande parte da região, favorecendo culturas de inverno e lavouras de segunda safra. O aumento das chuvas no Rio Grande do Sul pode favorecer o surgimento de doenças nas lavouras devido à alta umidade, menor incidência de radiação solar e prolongamento do molhamento foliar.





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Embrapa desenvolve fertilizante sustentável a partir de resíduos suínos


A Embrapa, por meio de uma pesquisa em agrobiologia, desenvolveu uma alternativa sustentável aos fertilizantes fosfatados, utilizando a estruvita, um mineral produzido a partir de resíduos da suinocultura. Essa inovação visa reduzir a dependência de fertilizantes importados e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

Origem da pesquisa

A pesquisa teve início há três anos e meio, com financiamento do CNPq e a colaboração de diversas instituições, incluindo a Universidade de Santa Maria e a Universidade Federal de Santa Catarina. O foco é a recuperação de fósforo e nitrogênio presentes em dejetos suínos, que são utilizados para a produção da estruvita.

Processo de produção da estruvita

  • A estruvita é obtida a partir da adição de magnésio ao digestato, um subproduto da produção de biogás proveniente dos dejetos suínos.
  • O processo envolve a separação da parte sólida e líquida do digestato, onde a fração líquida contém alta concentração de fósforo e nitrogênio.
  • Após o ajuste do pH, ocorre a formação de cristais de estruvita, que são então recuperados.
  • Mais de 95% do fósforo e 20 a 30% do nitrogênio presentes no digestato podem ser recuperados.

Benefícios e resultados

A estruvita se apresenta como um fertilizante mineral com 28% de P2O5, 5% de nitrogênio e 10% de magnésio. Os testes realizados em diferentes culturas, como soja, milho e trigo, mostraram que a eficiência agronômica da estruvita é comparável à do superfosfato triplo, desafiando a expectativa de menor eficiência em solos tropicais.

Impacto na suinocultura

Essa tecnologia pode ajudar os produtores a gerenciar melhor os dejetos suínos, permitindo a ampliação do plantel e, consequentemente, o aumento da produção e da renda. A adoção da estruvita é mais viável para granjas médias e grandes que já utilizam sistemas de biogás.

Com essa inovação, a Embrapa reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência na agricultura brasileira, contribuindo para um futuro mais verde e produtivo.

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Frente fria traz chuvas e temperaturas amenas para Cambé (PR)


A frente fria que avança sobre o norte do Paraná está trazendo chuvas e temperaturas amenas para a região de Cambé. A previsão indica que a umidade do solo está em níveis satisfatórios, beneficiando as lavouras em desenvolvimento.

Condições climáticas

De acordo com as informações meteorológicas, a umidade no solo é considerada boa em todo o estado do Paraná, o que é positivo para a agricultura. As chuvas devem se manter acima da média nos meses de junho e julho, com a expectativa de precipitações superiores a 100 mm.

Temperaturas e previsões futuras

As temperaturas devem apresentar elevações, com máximas em torno de 22 graus Celsius, especialmente entre quinta e sexta-feira. Contudo, não há previsão de um frio intenso nos próximos dias, embora a possibilidade de novos pulsos de frio seja considerada.

Expectativas para os próximos meses

  • Chuvas acima da média esperadas para junho e julho.
  • Temperaturas amenas com picos de calor intercalados.
  • Possibilidade de influência do fenômeno El Niño a partir de maio.

Assim, a população de Cambé deve se preparar para um outono com chuvas frequentes e temperaturas variáveis, mantendo a atenção às previsões meteorológicas.

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Medida provisória sobre crédito extra de R$ 190 milhões à agricultura familiar perde validade


Medida provisória sobre crédito extra de R$ 190 milhões à agricultura familiar perde validade

A Medida Provisória (MP) 1325/25, que autorizava R$ 190 milhões em crédito extraordinário para ações voltadas à agricultura familiar, perdeu a validade no último sábado (3) por não ter sido votada pelo Congresso Nacional. Publicada em novembro de 2025, a norma permitia ao Executivo abrir recursos extras por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Do total previsto, R$ 30 milhões estavam destinados à promoção e ao fortalecimento da comercialização, do abastecimento e do acesso a mercados para a agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais. Outros R$ 160 milhões foram reservados a ações de abastecimento, soberania alimentar e formação de estoques públicos.

Com o fim da vigência, o Poder Executivo deixa de ter respaldo legal para liberar novos recursos com base nessa autorização. Pela regra constitucional, medidas provisórias valem por 60 dias e podem ser prorrogadas uma vez por igual período, totalizando até 120 dias de tramitação. Se não forem votadas nesse intervalo, perdem eficácia desde a publicação.

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Nesse caso, o Congresso Nacional terá 60 dias para editar um decreto legislativo que discipline os efeitos produzidos durante a vigência da MP. O material de origem não informa quanto dos R$ 190 milhões chegou a ser efetivamente executado antes do vencimento do texto.

Além da MP 1325/25, outras três medidas provisórias foram prorrogadas por mais 60 dias. Entre elas, a MP 1342/26, com R$ 1,3 bilhão para reparação de danos causados por chuvas em municípios da Zona da Mata de Minas Gerais; a MP 1343/26, sobre proteção legal a caminhoneiros em relação ao piso do frete; e a MP 1344/26, que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel rodoviário para importadoras até sábado (31).

Fonte: camara.leg.br

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Boi gordo: mercado segue de olho nas exportações para a China; confira os preços


boi gordo China
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com alguns frigoríficos ainda ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para o curtíssimo prazo.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que, no geral, a expectativa ainda é de maior disponibilidade de gado para abate durante o restante do mês, em um movimento bastante habitual dentro da sazonalidade para esta época do ano.

“O mercado segue muito atento às notícias envolvendo a exportação. No dia seguinte ao anúncio chinês de que a cota brasileira havia alcançado 50%, os Estados Unidos sinalizam para a remoção das tarifas de importação de carne bovina dos principais fornecedores globais, o que tende a alavancar as vendas brasileiras para o referido país e ajudar a reduzir a dependência em relação à China”, disse o especialista.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 350,83 — na sexta: R$ 352,50
  • Goiás: R$ 332,50 — na sexta: R$ 333,39
  • Minas Gerais: R$ 339,41 — na sexta: R$ 339,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 349,43 — na sexta: R$ 349,55
  • Mato Grosso: R$ 356,89 — na sexta: R$ 356,01

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços no decorrer da segunda-feira.

Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes nos próximos dias, em linha com um perfil de consumo menos aquecido durante a segunda quinzena do mês.

“Além disso, a competitividade em relação às proteínas concorrentes segue problemática, em especial na comparação com a carne de frango”, pontuou Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

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Lei reconhece circo como manifestação da cultura nacional


Lei reconhece circo como manifestação da cultura nacional

A atividade circense brasileira passou a ser reconhecida oficialmente como manifestação da cultura e da arte popular em todo o país. A medida foi estabelecida pela Lei 15.405/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (11). A norma tem origem no Projeto de Lei 4.740/25, apresentado no Senado e aprovado posteriormente pela Câmara dos Deputados.

O novo marco legal consolida, em nível federal, o reconhecimento institucional do circo como expressão cultural do país. Na justificativa do projeto, o senador Flávio Arns (PSB-PR), autor da proposta, afirmou que a atividade circense reúne diferentes formas de expressão artística, como música, dança, teatro e acrobacia, e tem papel relevante na formação cultural brasileira.

No Senado, o texto foi relatado pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Em parecer, ele destacou a relevância social, cultural e econômica do setor. Segundo estimativas da Fundação Nacional das Artes (Funarte), citadas pelo relator, o Brasil tem ao menos 800 circos de lona em atividade, responsáveis pelo sustento direto de cerca de 20 mil profissionais.

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O parecer também registra entraves enfrentados por famílias circenses itinerantes. De acordo com Paim, a dificuldade para comprovar residência fixa pode limitar o acesso a serviços e direitos, como atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e transferência escolar de filhos de artistas. Nesse ponto, o reconhecimento legal amplia a base institucional para políticas públicas voltadas ao setor.

Na Câmara dos Deputados, a proposta foi aprovada no mês passado. O relator, deputado Capitão Augusto (PL-SP), apontou o caráter itinerante do circo e a capacidade da atividade de levar apresentações a localidades com acesso restrito a equipamentos culturais.

Fonte: camara.leg.br

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Hapvida registra lucro líquido ajustado de R$ 244 milhões no 1º trimestre de 2026


Hapvida registra lucro líquido ajustado de R$ 244 milhões no 1º trimestre de 2026

A Hapvida encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de cerca de R$ 244 milhões, queda de 41,4% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo balanço divulgado pela companhia nesta segunda-feira (11), o resultado foi influenciado pela dinâmica de utilização dos serviços de saúde, por fatores sazonais e pelo ramp-up de novas unidades da rede própria.

De janeiro a março, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) somou R$ 346 milhões, recuo de 46,8% na comparação anual. O Ebitda ajustado totalizou R$ 803 milhões, baixa de 20,0% no mesmo intervalo.

A receita líquida, por outro lado, alcançou R$ 7,892 bilhões no trimestre, alta de 5,2% ante um ano antes. De acordo com a companhia, esse avanço foi parcialmente sustentado pelo crescimento do tíquete médio, que ficou em R$ 305, aumento de 7,3% na comparação anual, refletindo reajustes contratuais e o mix de produtos.

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No campo operacional, a sinistralidade caixa atingiu 72,2%, elevação de 0,4 ponto porcentual frente ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a empresa, esse indicador acompanha a maior utilização dos serviços e a evolução operacional ao longo do período.

Na estrutura de capital, a dívida líquida fechou março em R$ 5,165 bilhões, alta de 24,0% em relação ao patamar de um ano antes. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 1,38 vez, aumento de 0,41 vez na mesma base de comparação.

Ao fim de março, a operadora somava cerca de 8,7 milhões de beneficiários em planos de saúde e 7,2 milhões no segmento odontológico. Os números indicam que a expansão de receita ainda não foi suficiente para compensar integralmente a pressão de custos e a maior utilização da rede no trimestre.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços da soja no Brasil e em Chicago: veja como o mercado estreou a semana


soja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com pouca movimentação e negócios limitados. As cotações no físico ficaram entre estáveis e levemente mais altas, acompanhando uma melhora moderada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o ambiente segue de cautela entre os agentes, especialmente diante da expectativa pelos dados do relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta terça-feira (12).
"Foi um início de semana com poucas movimentações nos preços. Tivemos uma bolsa melhor, mas sem variações expressivas, enquanto o dólar segue estabilizado e os prêmios não mudam o cenário atual", afirmou.

Segundo o analista, o volume de negociações permaneceu reduzido, refletindo a postura retraída dos produtores e spreads mais elevados nas indicações de compra e venda. Silveira acrescentou que os produtores seguem afastados das negociações, o que mantém o mercado pouco ofertado neste começo de semana.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 123
  • Santa Rosa (RS): R$ 124
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 118,50 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): R$ 108,50
  • Dourados (MS): passaram de R$ 111,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): R$ 110
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 128,50 para R$ 129
  • Rio Grande (RS): R$ 129

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ainda que abaixo das máximas do dia.

Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a alta do petróleo – puxada pela falta de acordo entre EUA e Irã sobre o conflito no Oriente Médio – e a expectativa positiva por aumento na demanda chinesa pela soja americana sustentaram as cotações.

O mercado aposta que o USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os indicados na temporada anterior. Este será o primeiro relatório com números para a atual temporada.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,5 milhões de toneladas.

Além do USDA, o mercado volta suas atenções para o encontro entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, em Pequim, a partir da quarta-feira (13). O mercado aposta em algum acordo entre os dois países que envolva a retomada das aquisições de soja dos EUA pelos chineses.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,08 por bushel, com elevação de 5,25 centavos de dólar ou 0,43%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,68% a US$ 325,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,74 centavos de dólar, com perda de 0,58 centavo ou 0,78%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,06%, sendo negociado a R$ 4,8918 para venda e a R$ 4,8898 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8857 e a máxima de R$ 4,9042.

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Ministério dos Transportes autoriza início das obras de melhoria na BR-101/RJ


Ministério dos Transportes autoriza início das obras de melhoria na BR-101/RJ

O Ministério dos Transportes informou que o ministro George Santoro assinou nesta segunda-feira (11) a ordem de serviço para o início das obras de melhoria da BR-101/RJ. O segmento, conhecido como Autopista Fluminense, liga a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo ao entroncamento com a Ponte Presidente Costa e Silva, em Niterói (RJ). O pacote prevê R$ 10,18 bilhões em investimentos para modernização de 322,1 quilômetros da rodovia.

Segundo a Pasta, as intervenções fazem parte da nova etapa da concessão da BR-101/RJ, leiloada em novembro de 2025. A Arteris S.A., que já administrava o trecho, venceu o certame e assumiu novas obrigações de investimento e ampliação da infraestrutura viária.

O contrato tem duração de 22 anos e inclui obras e serviços voltados à ampliação da capacidade da estrada e à operação do tráfego. Entre as estruturas previstas estão novas passarelas, paradas de ônibus e um Ponto de Parada e Descanso para Caminhoneiros (PPD).

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Em nota, o Ministério dos Transportes informou que as intervenções devem atingir pontos considerados críticos ao longo da rodovia. De acordo com a Pasta, o objetivo é ampliar a capacidade viária e melhorar o fluxo de veículos no corredor.

A BR-101/RJ tem relevância logística para o estado. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) classifica a rodovia como uma via importante de acesso terrestre à região da bacia de Campos, área estratégica para a produção de petróleo no país. Nesse contexto, melhorias de fluidez e infraestrutura podem alterar as condições de transporte de cargas e deslocamento regional ao longo da concessão.

Até o momento, o ministério não detalhou publicamente o cronograma físico das obras por trecho nem as datas de entrega de cada intervenção.

Com a ordem de serviço assinada, a execução das obras entra na fase operacional. O avanço do cronograma e a divulgação das etapas por segmento devem indicar, nos próximos meses, o ritmo da modernização prevista para a BR-101/RJ.

Fonte: Estadão Conteúdo

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