sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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Plano Safra 2026/2027 tem menos custeio e mantém pressão sobre o crédito rural


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A safra 2026/2027 começou com alerta no campo sobre a disponibilidade e as condições do crédito rural. O Plano Safra prevê R$ 610,3 bilhões, dos quais R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 85,2 bilhões para a agricultura familiar. Mesmo com alta nominal ante os R$ 594,4 bilhões da temporada anterior, representantes do setor avaliam que os recursos e as condições de financiamento seguem insuficientes diante do cenário no campo.

Entre os pontos centrais está a redução dos recursos para custeio, que somam R$ 384,9 bilhões nesta temporada, queda de 7,18%. Essa linha financia despesas diretamente ligadas ao plantio, como sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Outro ponto citado nas avaliações do setor é a composição do valor total anunciado. Segundo o conteúdo divulgado, o montante inclui R$ 38,5 bilhões de fontes que não eram contabilizadas nos planos anteriores.

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A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que o plano não resolve o endividamento rural, tema que, segundo ela, é fundamental para garantir acesso ao crédito da próxima safra.

O ambiente financeiro também aparece como fator de pressão. Dados do Banco Central e da Serasa Experian, citados no conteúdo, mostram inadimplência em níveis recordes. Na avaliação do pesquisador e professor do Insper Agro Global, Leandro Gilio, o avanço do endividamento tende a levar instituições financeiras a adotar critérios mais rigorosos nas concessões.

As taxas de juros recuaram entre 0,5 e 1,5 ponto percentual, mas seguem elevadas, com linhas que chegam a 12,5% ao ano. Gilio afirmou que o orçamento da equalização dos juros cresceu mais de 35%, enquanto a redução ao produtor foi limitada. Ele acrescentou que a Selic em 14,25% ao ano restringe cortes mais amplos e mantém elevado o custo do crédito rural.

Com menos recursos para custeio, juros ainda elevados e maior rigor no crédito, o Plano Safra 2026/2027 entra em vigor sob questionamentos de representantes do setor e de analistas sobre a capacidade de financiamento da próxima temporada.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Trigo tem leves ajustes; safra pode ser a menor desde 2020, diz Cepea


Trigo, argentina
Foto: Débora Fabrício/Canal Rural

Os preços do trigo registraram leves ajustes no mercado brasileiro, sustentadas principalmente pela retração de vendedores e pelas novas estimativas oficiais, que apontam redução da produção nacional neste ano para o menor volume desde 2020.

Segundo pesquisadores do Cepea, no Rio Grande do Sul, a baixa liquidez, a demanda reduzida da indústria e o abastecimento relativamente confortável dos moinhos mantêm a pressão sobre os preços. Já no Paraná, a menor disponibilidade de trigo sustentou as cotações no mercado de lotes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 4,5% a estimativa da safra brasileira de trigo de 2026 em relação ao levantamento anterior, passando de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas. Se a projeção se confirmar, a produção será a menor desde 2020, ficando 23,5% abaixo da registrada na safra passada.

Segundo o Cepea, a revisão reflete principalmente a redução da área cultivada no Sul do país e a menor produtividade em parte do Centro-Oeste.

No fechamento de segunda-feira (20), o preço médio do trigo Cepea/Esalq no Paraná foi de R$ 1.395,99 por tonelada, com recuo de 0,28% no dia e alta de 2% no acumulado de julho. No Rio Grande do Sul, o indicador encerrou o dia em R$ 1.304,61 por tonelada, queda de 0,22% em relação à sessão anterior e baixa de 1,87% no mês.

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Colheita do milho de segunda safra chega a 49,8% no Brasil, diz Conab


Colheita do milho de inverno 2025/26 avança para 38,9% no país

A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 49,8% da área até o último sábado (18), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra divulgado nesta terça-feira (21). O avanço foi de 10,9 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos seguem 6,6 pontos porcentuais atrás do registrado no mesmo período da safra passada.

Segundo a Conab, no mesmo período do ciclo anterior a colheita do milho de segunda safra alcançava 55,5% da área. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 56,7%, o ritmo também está atrasado.

Entre os principais Estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da colheita, com 79,8% da área já colhida. Em Goiás, os trabalhos atingem 28%. No Mato Grosso do Sul, o índice está em 17%, enquanto o Paraná registra 16%.

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No milho verão 2025/26, a colheita chegou a 97,9% da área até o sábado (18), avanço de 0,8 ponto porcentual na semana. O desempenho também permanece abaixo do observado em igual período da safra passada, quando 98,4% da área havia sido colhida, e da média dos últimos cinco anos, de 98,3%. Maranhão tinha 85% da área colhida, Piauí 94% e Bahia 99%.

A colheita do algodão 2025/26 alcançou 12,8% da área, com avanço semanal de 4,7 pontos porcentuais. O percentual fica abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, com diferença de 3,9 pontos porcentuais, e também da média de cinco anos, de 14,2%. Mato Grosso havia colhido 8,7% da área, Goiás 27% e Bahia 21%.

No trigo 2026, a colheita chegou a 1,3% da área, avanço de 0,2 ponto porcentual em uma semana. Em relação ao mesmo momento da safra passada, quando o índice era de 2,4%, há atraso de 1,1 ponto porcentual. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 2,5%, o ritmo também está abaixo. Minas Gerais tinha 5% da área colhida e Goiás, 40%.

Já a semeadura do trigo 2026 alcançou 97,4% da área prevista, avanço de 2,7 pontos porcentuais na semana. O índice supera o de igual período da safra passada, de 96,9%, e a média de cinco anos, de 95,5%. Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul já concluíram o plantio. No Rio Grande do Sul, a semeadura estava em 97%; no Paraná, em 99%; e em Santa Catarina, em 77,4%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nos trabalhos de campo para milho, algodão e trigo, com a colheita do milho de segunda safra próxima da metade da área no país e a semeadura do trigo perto da conclusão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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O Canadá também foi taxado em 50%. E agora, quem não soube negociar?


Donald Trump decidiu impor uma tarifa de 50% a um dos maiores aliados históricos dos Estados Unidos: o Canadá
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Desde que afirmei que as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil tinham uma motivação que ia além da simples negociação comercial, recebi inúmeras críticas. Muitos insistiram na tese de que o Brasil foi punido porque “não soube negociar”.

Escrevo este artigo justamente para responder a essa interpretação.

Não para alimentar uma disputa político-partidária, mas porque considero um erro analisar um tema estratégico para o país apenas pelo prisma da polarização política. Quando interesses nacionais estão em jogo, o debate precisa ser guiado pelos fatos, e não pela torcida.

O caso do Canadá oferece um excelente exemplo. Donald Trump decidiu impor uma tarifa de 50% a um dos maiores aliados históricos dos Estados Unidos.

Nem os aliados foram poupados

O Canadá mantém uma relação econômica, política e militar construída ao longo de décadas com os americanos.

Os dois países compartilham uma das maiores fronteiras terrestres do mundo, integram alianças estratégicas e possuem cadeias produtivas profundamente interligadas.

Ainda assim, nada disso foi suficiente para impedir a tarifa. Então, fica a pergunta: o Canadá também não soube negociar? É evidente que essa explicação não se sustenta.

A tarifa mudou de função

Na prática, as tarifas de Trump cumprem funções que vão muito além da proteção da indústria americana.

Elas são usadas como instrumento de pressão, de barganha, de imposição de interesses e de afirmação de poder.

Primeiro, cria-se o problema. Depois, exige-se uma concessão para resolvê-lo. A tarifa deixa de ser apenas um imposto sobre produtos importados e passa a funcionar como uma ferramenta de pressão política e geopolítica.

O Brasil entrou nesse tabuleiro

Foi exatamente o que ocorreu com o Brasil.

Uma interpretação possível é que o país passou a integrar uma disputa mais ampla de interesses, influência e poder, e não apenas um conflito comercial restrito às negociações bilaterais.

Reduzir toda essa questão à ideia de que “o Brasil não soube negociar” significa ignorar a forma como a política comercial americana vem sendo utilizada em sua estratégia internacional.

Negociar é buscar acordos. Submeter-se é aceitar qualquer exigência para evitar uma punição.

O Canadá serve de resposta

É claro que o Brasil deve negociar. Deve dialogar, defender seus interesses e buscar caminhos para reduzir prejuízos.

Mas é preciso compreender que, em determinadas situações, a tarifa já chega com um objetivo definido: pressionar o país atingido e extrair dele algum tipo de concessão.

O caso canadense deixa isso evidente. Se até um dos maiores aliados dos Estados Unidos recebeu uma tarifa de 50%, fica difícil continuar sustentando que o problema do Brasil foi meramente uma falta de habilidade negocial.

As tarifas de Donald Trump deixaram de ser apenas uma ferramenta de comércio. Transformaram-se, cada vez mais, em um instrumento de poder, pressão e geopolítica.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Como evitar surtos de mancha-aureolada no café


O crestamento-bacteriano do cafeeiro, também conhecido como mancha-aureolada, segue entre as doenças que mais exigem atenção dos cafeicultores, especialmente em períodos de maior umidade, ventos e oscilações de temperatura. O problema é causado pela bactéria Pseudomonas syringae pv. garcae e pode atingir folhas, ramos e frutos, comprometendo a produtividade quando não é manejado de forma preventiva.

Entre setembro de 2025 e julho de 2026, o risco de surtos tende a aumentar em várias regiões produtoras devido à combinação de chuvas irregulares, ventos e variações bruscas de temperatura. Nessas condições, o monitoramento frequente da lavoura torna-se fundamental para detectar os primeiros sintomas e evitar a disseminação da bactéria entre plantas e talhões.

A doença se manifesta inicialmente em folhas jovens, com pequenas manchas encharcadas de coloração escura cercadas por um halo amarelado. Com a evolução do ataque, as lesões tornam-se necróticas, ocorre queda de folhas e, em casos mais severos, secamento de ponteiros e morte regressiva de ramos produtivos. Em frutos, podem surgir manchas escuras e até abortamento de chumbinhos em ramos mais afetados.

Por se tratar de uma doença bacteriana, o patógeno não forma estruturas visíveis como muitos fungos e pode sobreviver em restos vegetais, plantas doentes e superfícies de equipamentos. A disseminação ocorre principalmente por respingos de chuva, vento, água de irrigação e contato mecânico durante operações de manejo.

As fases de brotação, expansão de folhas, floradas e frutificação são consideradas mais sensíveis. O risco aumenta quando chuvas frequentes se alternam com períodos nublados e úmidos, quando há ventos fortes que provocam ferimentos nas plantas e quando podas são realizadas em épocas chuvosas sem os devidos cuidados sanitários. O uso intensivo de irrigação por aspersão em períodos de alta umidade também pode favorecer a doença.

O diagnóstico correto é essencial para diferenciar o crestamento-bacteriano de problemas como ferrugem e cercosporiose. O halo amarelado ao redor das lesões, o aspecto encharcado inicial e a concentração dos sintomas em folhas e ramos jovens são características importantes para o reconhecimento em campo. Em situações de dúvida, a recomendação é encaminhar amostras para análise laboratorial.

Os impactos na lavoura vão além da desfolha. A redução da área foliar diminui a capacidade fotossintética das plantas, prejudica o enchimento dos grãos e pode aumentar a ocorrência de frutos chochos ou mal formados. Em lavouras jovens, o dano é ainda mais preocupante porque compromete a formação da estrutura produtiva do cafezal.

A decisão de manejo deve considerar o histórico da área, o estágio da lavoura, as condições climáticas recentes e a intensidade dos sintomas observados. Áreas que já apresentaram surtos anteriores, lavouras recém-podadas e plantas em formação exigem atenção redobrada e monitoramento mais intenso.

A principal estratégia para evitar surtos é o manejo integrado com foco em prevenção. O uso de mudas sadias e de origem confiável é considerado a primeira barreira contra a entrada da bactéria na propriedade. No viveiro, é importante evitar contato com áreas contaminadas, utilizar água de boa qualidade e descartar imediatamente mudas com sintomas suspeitos.

O manejo da poda e da ventilação do cafezal também tem papel central. Podas de recepa, esqueletamento e decote devem ser planejadas, sempre que possível, para períodos de menor umidade. Cortes limpos, ferramentas bem afiadas e higienização periódica entre talhões ajudam a reduzir a disseminação da bactéria.

A ventilação adequada do dossel diminui o tempo de molhamento das folhas, dificultando a infecção. Espaçamentos compatíveis com a cultivar, desbrota de excesso de perfilhos e manejo da copa contribuem para um microclima menos favorável à doença.

O manejo de resíduos vegetais merece atenção especial. Ramos muito afetados podem funcionar como fonte importante de inóculo e devem ser retirados da linha de cultivo e destinados a locais apropriados para decomposição ou outro manejo definido pela equipe técnica.

A nutrição equilibrada e o manejo adequado da irrigação também ajudam a reduzir a suscetibilidade das plantas. Solos bem corrigidos, adubação baseada em análise e irrigação que evite prolongar o molhamento foliar contribuem para manter o cafeeiro menos estressado.

Quando indicado pelo engenheiro agrônomo responsável, produtos registrados para a cultura podem ser utilizados como complemento ao manejo cultural. O uso deve seguir rigorosamente as recomendações de bula, o receituário agronômico e a legislação vigente.

Em resumo, a forma mais eficiente de reduzir o risco de surtos de crestamento-bacteriano na safra 2025/26 é impedir a entrada da bactéria por meio de mudas sadias, diminuir ferimentos e fontes de inóculo com podas bem planejadas e manejo de resíduos, e criar um ambiente menos favorável à doença com boa ventilação e irrigação ajustada. O monitoramento constante e as decisões tomadas com apoio técnico são fundamentais para preservar a produtividade e a longevidade do cafezal.





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Cepea: Açúcar cristal oscila em São Paulo mesmo após altas recentes


Açúcar em cubos
Foto: Açúcar/Divulgação

As cotações do açúcar cristal branco seguem oscilando no mercado paulista. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar dos avanços expressivos registrados nos últimos dias, acompanhando o mercado internacional, o movimento ainda foi insuficiente para definir uma tendência mais clara.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a volatilidade dos preços no mercado interno é resultado de mudanças sucessivas em variáveis conjunturais relevantes, tanto no mercado internacional quanto no doméstico, o que dificulta uma evolução mais bem definida das cotações.

Ainda conforme o Cepea, a produção vem atendendo às expectativas e se mostra suficiente para abastecer o mercado interno, com excedentes exportáveis, favorecida pelas condições climáticas positivas para o desenvolvimento da safra.

No fechamento de segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco em São Paulo foi de R$ 92,23 por saca de 50 kg, queda de 1,42% em relação ao dia anterior. No acumulado de julho, porém, o indicador ainda registra alta de 1,05%.

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Previsão do tempo: frente fria mantém alerta de temporais no Sul


chuva forte e frente fria - guarda-chuva - inmet - chuvas -temporais
Foto: Inmet

A terça-feira (21) ainda será marcada por tempo severo no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde permanecem os alertas de perigo e perigo extremo para acumulados elevados de chuva.

Segundo a Climatempo, a frente fria continua avançando pela região e começa a influenciar o tempo em Santa Catarina, no Paraná e, a partir de quarta-feira (22), também em São Paulo. Enquanto isso, o bloqueio atmosférico mantém o tempo firme e a baixa umidade em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e interior do Nordeste.

Sul

Nesta terça-feira, a frente fria, um cavado em médios níveis da atmosfera, associado a um sistema de baixa pressão no interior do país, mantém o tempo instável na Região Sul do Brasil. Ao longo do dia, esse sistema deve se deslocar em direção à costa da região.

Desde as primeiras horas do dia, há previsão de pancadas de chuva forte e temporais na metade norte e região central do Rio Grande do Sul, além de chuva no oeste e sul de Santa Catarina e no oeste, sudoeste e parte do sul do Paraná.

Ao longo do dia, a atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera, combinada ao intenso transporte de umidade pelo Jato de Baixos Níveis, reforça as instabilidades nas demais áreas gaúchas. A chuva pode ocorrer com moderada a forte intensidade, acompanhada de trovoadas e temporais, com risco de acumulados elevados, principalmente no noroeste, oeste e região central do estado, onde a situação é de perigo e perigo extremo.

As instabilidades também se espalham pela metade sul e oeste de Santa Catarina e permanecem concentradas no extremo oeste e sudoeste do Paraná. Nessas regiões, há possibilidade de chuva de moderada a forte intensidade.

Até o fim do dia, o tempo começa a apresentar melhora no oeste, na Campanha e no sul do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas do Paraná, o tempo permanece firme e, na faixa norte do estado, a umidade relativa do ar pode ficar entre 20% e 30%.

As temperaturas seguem amenas no Rio Grande do Sul devido à chuva e à maior cobertura de nuvens. Em Santa Catarina e no sul do Paraná, os termômetros diminuem, enquanto nas demais áreas paranaenses a condição pré-frontal ainda mantém as temperaturas elevadas.

Também são esperadas rajadas de vento moderadas a fortes em diferentes pontos da região, como no norte e região central do Rio Grande do Sul, centro-oeste de Santa Catarina e oeste, sudoeste e sul do Paraná.

Sudeste

No Sudeste, o bloqueio atmosférico continua predominando e mantém o tempo firme em todos os estados.

Apenas alguns pontos do litoral do Espírito Santo e do nordeste de Minas Gerais podem registrar chuva fraca e isolada. O sol aparece entre poucas nuvens, favorecendo tardes mais quentes e madrugadas mais frias, principalmente nas áreas de maior altitude de Minas Gerais.

Já no leste e sul mineiro e no sul do Espírito Santo, as temperaturas permanecem mais agradáveis devido à entrada de ventos marítimos.

A umidade relativa do ar continua baixa em grande parte de São Paulo, no Triângulo Mineiro, nas faixas norte e centro-oeste de Minas Gerais e no sul do Rio de Janeiro, onde os índices podem variar entre 20% e 30%.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o tempo permanece firme na maior parte da região.

No entanto, em alguns pontos do sul, oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul, as instabilidades aumentam devido à atuação da frente fria sobre a Região Sul do país. Nessas áreas, há possibilidade de pancadas de chuva fracas a moderadas, acompanhadas de trovoadas.

Nas demais áreas, o predomínio é de sol, com temperaturas elevadas durante a tarde.

A umidade relativa do ar continua baixa em Goiás, no Distrito Federal, na faixa leste e região central de Mato Grosso, além do norte e leste de Mato Grosso do Sul, principalmente no oeste de Goiás e no leste e interior de Mato Grosso, onde os índices podem variar entre 20% e 30%.

Em Mato Grosso do Sul, o vento ainda se mantém presente, embora com tendência de enfraquecimento em relação aos dias anteriores. Mesmo assim, algumas áreas podem registrar rajadas moderadas a fortes no sul, sudoeste e oeste do estado.

Nordeste

No Nordeste, a chuva continua concentrada na faixa litorânea.

Entre Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, além do trecho entre o Recôncavo Baiano e Ilhéus, há previsão de chuva moderada a forte, com risco de alagamentos pontuais devido à circulação de umidade marítima.

Há também alerta para temporais na região de Salvador e entre o litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

Pelo litoral do Rio Grande do Norte e leste da Paraíba também há previsão de chuva, além do litoral do Maranhão, Piauí e Ceará, especialmente no leste cearense, onde a chuva pode ocorrer de maneira moderada a forte.

Já na faixa litorânea de Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca.

No interior nordestino, o tempo permanece firme, com predomínio de sol, temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente no centro-oeste da Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí.

Nas áreas mais a leste da região, especialmente no litoral da Bahia, as temperaturas não devem subir tanto quanto no interior.

Norte

No Norte, as instabilidades permanecem concentradas sobre o Amapá, norte, noroeste, nordeste e litoral do Pará, além da metade norte do Amazonas e de Roraima.

Nessas áreas, há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas, principalmente entre a tarde e a noite.

Também há possibilidade de alagamentos pontuais e temporais em áreas do noroeste e norte do Amazonas, em Roraima e no Amapá.

No Acre, a chuva ocorre de forma fraca.

Em contrapartida, as demais áreas do Pará e do Amazonas, além de Rondônia e Tocantins, seguem com tempo firme e calor.

A umidade relativa do ar permanece baixa no Tocantins, com índices podendo variar entre 20% e 30%, favorecendo o aumento do risco de queimadas.

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Diário Econômico: Tensão com Irã leva petróleo a US$ 89 e trava cortes dos juros nos EUA


No morning call desta terça-feira (21), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada entre EUA e Irã levou o petróleo Brent a US$ 89, pressionando Treasuries e reduzindo o espaço para cortes de juros pelo Fed.

No Brasil, o real se destacou entre emergentes com dólar a R$ 5,08, mas o Ibovespa caiu pelo quarto pregão seguido, aos 173 mil pontos, com Vale anulando os ganhos de Petrobras. Hoje, agenda fraca com IGP-M e dados operacionais da Vale no radar.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Evento em Ilhéus reúne cadeia do cacau e projeta R$ 25 milhões em negócios


Chocolat Bahia 2026 será realizado entre 23 e 26 de julho, com expectativa de mais de 90 mil visitantes e R$ 25 milhões em negócios
Chocolat Bahia 2026 será realizado entre 23 e 26 de julho, com expectativa de mais de R$ 25 milhões em negócios (Foto: Alberto Monteiro)

Ilhéus (BA) volta a ser o centro das atenções da cadeia produtiva do cacau e do chocolate entre os dias 23 e 26 de julho, com a realização da 17ª edição do Chocolat Bahia. Gratuito, o festival reúne produtores, cooperativas, indústrias, especialistas, chefs e consumidores em uma programação voltada tanto ao fortalecimento do setor quanto à geração de negócios.

Considerado o maior evento do segmento na América Latina, o Chocolat Bahia terá cerca de 180 expositores e mais de 80 marcas nacionais e internacionais na Feira do Chocolate. Além dos chocolates finos, o público poderá conhecer e adquirir produtos derivados do cacau, como polpa, mel, manteiga, geleias, nibs e cacau em pó.

A programação também inclui a tradicional Cozinha Show, com chefs e chocolatiers renomados preparando receitas doces e salgadas à base de cacau. Haverá ainda atividades para crianças na Cozinha Kids e uma nova edição do Atelier do Chocolate, que homenageará a cantora Carmen Miranda com uma escultura produzida com mais de 120 quilos de chocolate.

Além das atrações voltadas ao público, o festival reforça seu papel como espaço de debate e desenvolvimento do setor. O Cacau Summit reunirá pesquisadores, especialistas e lideranças para discutir inovação, sustentabilidade e mercado, enquanto o ChocoDay abordará a expansão do chocolate brasileiro no cenário internacional.

Rodadas de negócios, encontros entre empresas e investidores e ações de networking também fazem parte da programação.

A expectativa da organização é superar 90 mil visitantes e movimentar mais de R$ 25 milhões em negócios e receitas durante e após o evento, com reflexos no turismo, no comércio e nas negociações entre empresas brasileiras e compradores internacionais.

Segundo Marco Lessa, idealizador do festival, o evento ajudou a transformar a percepção sobre o cacau brasileiro ao longo dos últimos anos.

“O Chocolat Festival começou em 2009, em Ilhéus, e hoje são quase 50 edições espalhadas pelo Brasil. Promovemos a cadeia produtiva do cacau e do chocolate e geramos impacto na vida de milhares de pequenos produtores, que hoje mostram para o mundo a qualidade do cacau brasileiro”, afirmou.

Legado para Ilhéus

Berço da cacauicultura brasileira, Ilhéus consolidou nos últimos anos sua vocação para a produção de chocolates finos e o turismo de experiência.

Em 2025, o município recebeu o título de Capital Nacional da Rota do Cacau e do Chocolate, reforçando sua importância histórica e econômica para a cadeia produtiva. O roteiro turístico inclui visitas às fazendas produtoras, cultivo no sistema cabruca e fábricas de chocolate bean-to-bar.

Realizado pela MVU Empreendimentos, o Chocolat Bahia conta com apoio de órgãos estaduais e federais, além de instituições ligadas ao desenvolvimento da cacauicultura, como Sebrae, Banco do Nordeste, ApexBrasil, Ceplac e Associação dos Produtores de Cacau (APC).

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AgroNewsPolítica & Agro

Tarifa dos EUA preserva principais exportações do agronegócio, mas uva permanece em alerta


Após semanas de expectativa, o governo dos Estados Unidos confirmou, no dia 15 de julho, a aplicação de uma tarifa adicional mínima de 25% sobre milhares de produtos brasileiros. Para os setores de frutas, legumes e verduras (FLV) e café, contudo, o impacto imediato tende a ser relativamente limitado. Isso porque grande parte dos principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano permaneceu na lista de exceções divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), preservando a competitividade de importantes cadeias do agronegócio brasileiro.

Entre os produtos isentos estão laranja, limão, manga, mamão, abacaxi, banana, abacate, goiaba, kiwi, coco e diferentes tipos de castanhas, além do suco de laranja, do café verde, do café torrado e do café solúvel sem aromatização, bem como diversos produtos processados à base de frutas. A decisão reduz significativamente os impactos diretos da medida sobre as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.

SUCO DE LARANJA: principal beneficiado

O principal destaque positivo é o suco de laranja, cuja participação na pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos permanece estratégica. Na safra 2025/26, os Estados Unidos responderam por cerca de 45% de todo o volume exportado pelo Brasil, participação semelhante à da União Europeia, consolidando-se como um dos principais destinos do produto.

Na mesma temporada, as exportações brasileiras de suco não concentrado (NFC) para os Estados Unidos cresceram cerca de 15%. Considerando-se o conjunto formado pelo suco concentrado congelado (FCOJ) e pelos demais sucos de laranja, os embarques destinados ao mercado norte-americano avançaram 18,3% em relação à safra anterior, impulsionados sobretudo pelo aumento das compras de FCOJ. A manutenção desses produtos na lista de exceções preserva a competitividade brasileira em um mercado responsável por aproximadamente 45% das exportações nacionais de suco de laranja. Embora o suco brasileiro já esteja historicamente sujeito à tarifa de importação nos Estados Unidos, a não aplicação da sobretaxa adicional de 25% evita uma perda ainda maior de competitividade frente aos concorrentes. A decisão também beneficia outros derivados da citricultura, como a polpa cítrica e os óleos essenciais, que, segundo a CitrusBR, em sua maioria também foram incluídos entre os produtos isentos da tarifa adicional.

CAFÉ: inclusão do solúvel reduz risco ao setor

A decisão também foi favorável ao setor cafeeiro. Em relação à proposta inicial apresentada pelo USTR, a versão final ampliou a lista de exceções, incluindo não apenas o café verde, mas também o torrado e o solúvel sem aromatização. Com isso, praticamente toda a pauta exportadora brasileira de café destinada aos Estados Unidos permaneceu fora da tarifa adicional de 25%.

A preservação dessas categorias é particularmente importante porque os Estados Unidos seguem entre os principais compradores do café brasileiro. Segundo o Cecafé, o Brasil exportou 38,46 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2025/26, volume 15,7% inferior ao ciclo anterior em razão da menor oferta nacional. Ainda assim, a receita cambial atingiu US$ 14,6 bilhões, a segundo maior da série histórica, sustentada pelos elevados preços internacionais.

Embora o café brasileiro continue sujeito às oscilações da política comercial norte-americana, a inclusão do café torrado e, principalmente, do café solúvel entre os produtos isentos elimina um dos principais riscos apontados pelo setor durante a consulta pública conduzida pelo USTR. A decisão preserva a competitividade das exportações brasileiras e reduz potenciais impactos sobre a indústria norte-americana, altamente dependente do abastecimento externo.

UVA: principal preocupação

No segmento de frutas frescas, a principal preocupação concentra-se na uva. Os códigos da posição HTSUS 0806, referentes a uvas frescas e secas, não aparecem na relação oficial de exceções consultada. Caso essa condição seja mantida na versão definitiva da medida, a uva brasileira ficará sujeita à tarifa adicional de 25%.

Ainda assim, o impacto econômico tende a ser mais restrito do que em outros segmentos. As exportações brasileiras de uva para os Estados Unidos já vinham perdendo competitividade desde a imposição da tarifação anterior, reduzindo significativamente a participação desse destino nas vendas externas da fruta. Embora o mercado norte-americano representasse uma importante janela comercial, a Europa continua sendo o principal destino da uva brasileira. No entanto, a limitação dos embarques para os Estados Unidos pode impedir uma expansão dos embarques.

CENÁRIO GERAL

De forma geral, a decisão do governo norte-americano preservou os principais produtos da pauta exportadora brasileira de frutas, suco de laranja e café. A permanência desses itens na lista de exceções reduz os impactos imediatos da medida sobre o agronegócio e evita perdas de competitividade em mercados considerados estratégicos para o Brasil.

Por outro lado, setores que permaneceram fora da lista, como o da uva, seguem acompanhando a regulamentação definitiva da medida e seus possíveis desdobramentos sobre o comércio bilateral.

Ressalva: Esta análise foi elaborada com base no Anexo oficial publicado pelo USTR em 4 de junho de 2026, que apresentou a proposta da medida e a relação detalhada dos códigos HTSUS inicialmente isentos, complementada pelas informações divulgadas após a decisão anunciada em 15 de julho de 2026. A confirmação definitiva para cada produto depende da publicação do Anexo consolidado correspondente à versão final da norma. Até o momento, não foi identificada evidência oficial de que a posição HTSUS 0806 (uvas frescas e secas) tenha sido incluída entre as exceções.

Margarete Boteon, Professora da Esalq/USP e coordenadora da área hortifrúti do Cepea*





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