terça-feira, junho 30, 2026

Autor: Redação

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Governo prepara programa para financiar carros a motoristas de aplicativo, diz Boulos


Governo prepara programa para financiar carros a motoristas de aplicativo, diz Boulos

O governo federal deve lançar, nos próximos dias, um programa para melhorar as condições de financiamento de veículos para motoristas de aplicativo. A informação foi dada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta terça-feira (12). Segundo ele, a iniciativa terá foco na renovação de frota e na redução da dependência de carros alugados.

Ao apresentar a proposta, Boulos afirmou que parte dos motoristas trabalha com veículos locados e compromete uma parcela relevante da renda com o pagamento da diária. Nas palavras do ministro, o objetivo é criar “condições favoráveis” de financiamento para ampliar o acesso ao carro próprio.

Até o momento, o governo não detalhou taxa de juros, prazo de pagamento, critérios de elegibilidade, volume de recursos ou data de início da operação. Sem essas informações, ainda não é possível dimensionar o alcance econômico da medida nem o número potencial de beneficiários.

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O anúncio ocorre após o impasse em torno do projeto de lei que tratava da regulamentação do trabalho por aplicativo. De acordo com Boulos, o texto relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) foi alterado durante a tramitação. O ministro atribuiu a mudança à atuação das plataformas do setor, citando Uber, 99 e iFood.

Boulos também declarou que as empresas não estariam cumprindo integralmente a determinação do governo federal, anunciada em março deste ano, para detalhar os valores repassados à plataforma e ao trabalhador em cada serviço. Segundo ele, uma nova norma deve ser publicada com previsão de multas para casos de descumprimento.

Na prática, o programa de financiamento, se vier acompanhado de crédito subsidiado ou condições diferenciadas, pode alterar o custo operacional do motorista. Esse efeito, porém, depende da regulamentação final e da divulgação dos parâmetros técnicos da política.

O próximo passo será a publicação oficial das regras do programa e da norma sobre transparência e penalidades. Até lá, permanecem sem confirmação os critérios operacionais e o impacto efetivo da medida sobre renda, endividamento e renovação da frota.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petrobras realiza coletiva online sobre resultados do 1º trimestre nesta terça-feira


Petrobras realiza coletiva online sobre resultados do 1º trimestre nesta terça-feira

A Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) informou que realizará nesta terça-feira (12) uma entrevista coletiva online sobre os resultados do 1º trimestre de 2026. A apresentação será conduzida pela diretoria executiva da companhia a partir das 14h30. Segundo o aviso de pauta, jornalistas poderão acompanhar a transmissão e encaminhar perguntas por meio de link disponibilizado pela empresa.

A coletiva foi anunciada pela Petrobras em comunicado divulgado nesta segunda-feira (12/05/2026). De acordo com a empresa, o encontro será realizado em ambiente virtual, pela plataforma Microsoft Teams.

O acesso à transmissão poderá ser feito por meio de endereço eletrônico informado pela estatal. Para participação pelo celular, a Petrobras esclareceu que é necessária a instalação prévia do aplicativo Microsoft Teams.

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A divulgação é relevante porque os resultados trimestrais concentram informações financeiras e operacionais acompanhadas por agentes do mercado, investidores, fornecedores e setores ligados à cadeia de energia. Em coletivas desse tipo, a companhia costuma detalhar números já publicados em balanço e responder a questionamentos sobre desempenho, estratégia e cenário de negócios.

No entanto, o aviso de pauta divulgado pela Petrobras não apresenta, até o momento, dados do 1º trimestre de 2026, como lucro, receita, produção ou investimentos. Também não foram informados, no comunicado, os executivos que participarão da entrevista nem a duração prevista da transmissão.

Para a cobertura jornalística, o conteúdo tem caráter de serviço, ao orientar o acesso à coletiva e o envio de perguntas em tempo real. A expectativa sobre eventuais impactos para o mercado dependerá da divulgação oficial dos números e das explicações apresentadas pela companhia durante a entrevista.

A coletiva desta terça-feira (12) deve funcionar como complemento à apresentação dos resultados do 1º trimestre de 2026. Sem os dados financeiros no aviso prévio, a análise técnica do desempenho da Petrobras dependerá das informações que forem efetivamente divulgadas no evento.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Tesouro Nacional nomeia David Athayde como secretário adjunto e Luiz Fernando Alves para subsecretaria fiscal


Tesouro Nacional nomeia David Athayde como secretário adjunto e Luiz Fernando Alves para subsecretaria fiscal

O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira (12) a nomeação de David Rebelo Athayde para o cargo de secretário adjunto e de Luiz Fernando Alves para a Subsecretaria de Planejamento Estratégico da Política Fiscal. As designações foram publicadas no Diário Oficial da União e alcançam duas funções ligadas à formulação, acompanhamento e transparência das contas públicas.

David Athayde é auditor federal de finanças e controle desde 2005. Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (UnB), ele tem mestrado em Economia do Setor Público, também pela UnB, e em International Money and Banking pela Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

Antes da nomeação, Athayde ocupava justamente a Subsecretaria de Planejamento Estratégico da Política Fiscal. Segundo o Tesouro Nacional, ele coordenava ações voltadas ao fortalecimento da gestão fiscal e à ampliação da transparência de indicadores e estatísticas sobre as contas públicas. Ao longo da carreira, também passou pela Secretaria de Política Econômica (SPE) e chefiou a Assessoria Econômica do Tesouro.

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Para a vaga na subsecretaria, foi nomeado Luiz Fernando Alves, auditor federal de finanças e controle desde 2003. Economista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), ele é mestre em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e possui formação complementar em instituições internacionais, incluindo cursos do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com o Tesouro, Alves acumula cerca de 20 anos de atuação em gestão da dívida pública federal. Nesse período, trabalhou com gestão de riscos, estratégias de financiamento de médio prazo, Planos Anuais de Financiamento, análises de sustentabilidade da dívida e relacionamento com investidores e agências de rating. Desde 2015, era responsável pela área de Planejamento Estratégico da Dívida Pública.

Na prática, as mudanças mantêm servidores de carreira em postos centrais para o acompanhamento fiscal e para a gestão do endividamento federal, duas frentes que influenciam a execução da política econômica e a comunicação de dados ao mercado e à sociedade.

O Tesouro Nacional não informou, no comunicado, mudanças de diretrizes ou metas associadas às nomeações. Até o momento, o anúncio trata da substituição e redistribuição de funções dentro da estrutura técnica do órgão.

Fonte: gov.br

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Adubação no milho exige manejo além do NPK



O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo


O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo
O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo – Foto: Pixabay

A escolha do fertilizante no milho exige mais do que a aplicação de uma fórmula pronta, já que a resposta da lavoura depende da função de cada nutriente e das condições reais de absorção pela planta. A avaliação é de Luis Fernando Luna, especialista em fitossanidade e operações agrícolas, ao destacar que a adubação eficiente passa por equilíbrio, momento de aplicação e manejo adequado.

Embora ainda seja comum associar a adubação apenas ao uso de NPK, o desempenho da cultura depende da compreensão do papel específico de cada elemento no desenvolvimento do milho. Nesse contexto, o nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo, com atuação direta na formação das folhas e no vigor da planta. Quando há deficiência desse nutriente, a lavoura tende a perder força, o que pode comprometer a produtividade.

O fósforo, por sua vez, tem importância desde as fases iniciais do ciclo. Sua atuação está ligada ao desenvolvimento das raízes, ao arranque inicial da planta e à formação das espigas. Em sistemas produtivos bem conduzidos, esse nutriente contribui para que o milho estabeleça uma base adequada de crescimento, favorecendo as etapas seguintes da cultura.

Já o potássio está relacionado à eficiência da planta. Ele participa de processos associados à resistência, ao enchimento de grãos e à tolerância a situações de estresse, como seca e ocorrência de doenças. Por isso, sua presença em níveis adequados é importante para a estabilidade da lavoura ao longo do ciclo.

A análise também chama atenção para um ponto central do manejo: não basta haver fertilizante disponível se o solo não permite a absorção ou se a planta não consegue metabolizar os nutrientes. Da mesma forma, seguir uma fórmula sem considerar o sistema produtivo pode limitar os resultados no campo.

Dessa forma, a adubação no milho deve ser tratada como uma decisão técnica, e não apenas como uma etapa operacional. Mais do que quantidade aplicada, o resultado depende da combinação entre equilíbrio nutricional, momento correto e manejo ajustado à realidade da lavoura.

 





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Juros futuros avançam após IPCA de abril e alta do petróleo


Juros futuros avançam após IPCA de abril e alta do petróleo

Os juros futuros operavam em alta em toda a curva na manhã desta terça-feira (12), em reação à valorização do petróleo no mercado internacional, ao avanço do dólar e à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No Brasil, os agentes também repercutem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% no mês e 4,39% em 12 meses, em linha com as projeções medianas do mercado.

No início do dia, o movimento de alta atingia os principais vencimentos dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Às 9h30, o DI para janeiro de 2027 subia para 14,165%, ante 14,108% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 avançava de 13,689% para 13,800%, enquanto o DI para janeiro de 2031 ia de 13,763% para 13,855%.

A leitura do mercado é de que a disparada do petróleo amplia o risco de pressões inflacionárias, especialmente por seus efeitos sobre combustíveis, fretes e custos de produção. Esse ambiente tende a reforçar a cautela dos investidores com a trajetória dos juros, tanto no Brasil quanto no exterior.

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No cenário internacional, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos também ficou próximo do esperado. Segundo os dados informados ao mercado, houve alta de 0,6% em abril na margem e de 3,8% na comparação anual, acima da previsão de 3,7%. O núcleo do indicador avançou 0,4% no mês. Não há, no conteúdo disponível, detalhamento adicional da fonte oficial nem abertura completa dos componentes do núcleo.

Com IPCA doméstico dentro do previsto, a reação da curva brasileira indica que o foco do mercado segue concentrado no ambiente externo, no câmbio e no comportamento das commodities energéticas. Se esses fatores permanecerem pressionados, a tendência técnica é de manutenção da volatilidade nos contratos de juros ao longo do pregão.

No curto prazo, a dinâmica dos DIs deve continuar sensível aos preços do petróleo, ao dólar e aos indicadores de inflação dos Estados Unidos, fatores que influenciam a percepção sobre custo de crédito, financiamento e decisões de investimento no Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CPI dos Estados Unidos sobe 0,6% em abril e taxa anual acelera para 3,8%


CPI dos Estados Unidos sobe 0,6% em abril e taxa anual acelera para 3,8%

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,6% em abril ante março, com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho norte-americano nesta terça-feira (12). Na comparação com abril do ano passado, a alta foi de 3,8%. O dado mensal ficou em linha com a expectativa do mercado, enquanto a taxa anual superou levemente a projeção de 3,7%.

No relatório anterior, referente a março, o CPI cheio havia subido 0,9% na comparação mensal e 3,3% no acumulado em 12 meses. Na leitura mais recente, portanto, houve desaceleração do ritmo mensal, mas aceleração da taxa anual em 0,5 ponto percentual.

O núcleo do CPI, indicador que exclui alimentos e energia por concentrar itens mais voláteis, subiu 0,4% em abril ante março. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast previam alta de 0,3%. Em 12 meses, o núcleo avançou 2,8%, também acima da estimativa de 2,7%.

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Em março, o núcleo havia registrado alta de 0,2% na base mensal e de 2,6% na comparação anual. Isso mostra que, além do índice cheio, a medida subjacente de inflação também ganhou força entre um mês e outro.

Os números são acompanhados de perto pelo mercado financeiro global porque servem de base para a avaliação da trajetória de preços nos Estados Unidos e das próximas decisões de política monetária do Federal Reserve, o banco central do país. O relatório divulgado nesta terça-feira (12), no entanto, não detalha neste conteúdo quais grupos de despesas exerceram maior pressão sobre o índice em abril.

Com o CPI cheio em 3,8% e o núcleo em 2,8% no acumulado de 12 meses, o mercado deve seguir monitorando os próximos indicadores para medir se a inflação mantém ritmo mais elevado ou retoma desaceleração nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Seminário da Embrapa apresenta primeiros dados sobre leite e carnes caprina e ovina no Piauí


Seminário da Embrapa apresenta primeiros dados sobre leite e carnes caprina e ovina no Piauí

A Embrapa Meio-Norte sediou, nesta segunda-feira (11), o seminário “Pecuária piauiense: atualidade, oportunidades e desafios”, em Teresina (PI). No encontro, foram apresentados os primeiros dados do projeto PiauiPec sobre bovinocultura leiteira e produção de carnes caprina e ovina no estado. A iniciativa busca levantar informações técnicas para subsidiar futuras políticas públicas para essas cadeias produtivas.

O seminário foi realizado no âmbito do PiauiPec, projeto desenvolvido com parceria da Embrapa Caprinos e Ovinos e da Embrapa Gado de Leite, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi). Durante a programação, foram assinados 10 acordos de cooperação técnica com instituições parceiras para viabilizar as atividades até o final de 2027.

Na área do leite, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira, apresentou dados de produção no Brasil, no Nordeste e no Piauí. Segundo ele, o estado ainda tem participação reduzida no mercado e enfrenta limitações ligadas à baixa produtividade e à menor adoção de tecnologia. Oliveira afirmou ainda que o leite captado por laticínios cresceu nos últimos dez anos no país, na região Nordeste e também no Piauí, embora os volumes específicos não tenham sido detalhados no material divulgado.

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Em relação à caprinocultura e à ovinocultura, o pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, Espedito Martins, apresentou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e destacou a concentração da produção na região semiárida do estado. De acordo com ele, os diferentes perfis produtivos dos municípios exigem estratégias distintas, o que reduz a efetividade de políticas públicas uniformes para todo o setor.

Para o pesquisador da Embrapa Meio-Norte e líder do projeto, Sérgio Vilela, a próxima etapa será aprofundar os estudos sobre os gargalos que limitam o avanço das cadeias produtivas.

A proposta do PiauiPec é consolidar, até o fim de 2027, um conjunto de diagnósticos e recomendações técnicas ao governo estadual. A expectativa da equipe é que os levantamentos orientem ações voltadas a produtividade, gestão, tecnologia e competitividade na pecuária piauiense.

Fonte: embrapa.br

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Dólar abre em alta com tensão entre EUA e Irã; IPCA de abril fica em 0,67%


Dólar abre em alta com tensão entre EUA e Irã; IPCA de abril fica em 0,67%

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (12) em alta no mercado doméstico, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana em meio ao aumento da tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, os investidores também repercutem o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,67% ante março, dentro do intervalo projetado pelo mercado.

Na abertura, o movimento no câmbio foi acompanhado pela alta da curva de juros futuros, em linha com o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e dos preços internacionais do petróleo. O contrato do WTI operava acima de US$ 101 por barril, enquanto o Brent superava US$ 107 por barril.

O ambiente externo segue pressionado pelas incertezas sobre a sustentação do cessar-fogo entre Washington e Teerã. O governo iraniano afirmou estar “pronto para agir”, mas disse manter o foco em uma “paz duradoura” nas negociações com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo está em “estado crítico”.

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No cenário doméstico, o IPCA divulgado nesta terça-feira (12) mostrou alta de 0,67% em abril, em linha com a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast. As previsões iam de 0,56% a 0,79%. Em 12 meses, o índice acumula avanço de 4,39%, também dentro do consenso, cuja faixa variava de 4,26% a 4,52%.

Outro indicador monitorado foi a primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que desacelerou para 0,27% em maio, após alta de 0,95% na primeira prévia de abril.

Sem nova sinalização de alívio no conflito no Oriente Médio, o mercado deve seguir atento ao comportamento da inflação de energia e à divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), referência relevante para juros, câmbio e fluxo global de capitais.

No curto prazo, a combinação entre risco geopolítico, petróleo elevado e indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos tende a manter os ativos domésticos sensíveis ao noticiário externo e à precificação dos juros internacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, diz TMF Group


Brasil volta ao 3º lugar entre os países mais complexos para fazer negócios, diz TMF Group

O Brasil retornou ao terceiro lugar no ranking global de complexidade para fazer negócios, segundo relatório divulgado pela consultoria TMF Group nesta terça-feira (12). O levantamento analisa 81 jurisdições sob a ótica de empresas multinacionais e considera 292 indicadores ligados a legislação, compliance, contabilidade, tributação, recursos humanos e obrigações de folha de pagamento.

Na série recente do ranking, o Brasil havia ocupado a sétima posição em 2024 e a sexta em 2025. Agora, volta ao posto registrado em 2023. Em 2022, o país chegou a liderar a lista. Nesta edição, apenas Grécia, em primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo, e México, em segundo, aparecem à frente do mercado brasileiro.

De acordo com a TMF Group, a complexidade no Brasil está associada principalmente ao sistema tributário com múltiplas camadas, às alterações regulatórias frequentes e à coexistência de regras em níveis federal, estadual e municipal. O relatório também cita exigências rigorosas de compliance e dificuldades operacionais em processos como instalação, registro e licenciamento de empresas.

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A consultoria afirma que a reforma tributária entrou no radar das multinacionais. Segundo a TMF Group, embora a mudança tenha potencial de simplificar processos no médio prazo, a transição das novas regras tributárias e de câmbio adiciona novas exigências de adaptação no curto prazo. O documento também aponta probabilidade de alterações adicionais, nos próximos 12 meses, em áreas como contabilidade, tributação, mercados de capitais e fundos.

Na prática, esse ambiente tende a elevar a necessidade de estrutura jurídica, fiscal e contábil local para investidores estrangeiros e empresas multinacionais. A consultoria acrescenta que a persistência de instabilidade política e econômica exige análise mais detalhada de risco antes da entrada ou expansão no país.

Por outro lado, o relatório destaca avanços na adoção de tecnologias, como assinaturas digitais e arquivamento eletrônico, que vêm reduzindo etapas manuais e pressão administrativa.

Entre as jurisdições menos complexas em 2026, a TMF Group cita Ilhas Cayman, Dinamarca e Jersey. Para o Brasil, a tendência indicada no relatório é de continuidade da complexidade regulatória, ainda que a digitalização de processos possa aliviar parte dos custos operacionais ao longo do tempo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita da soja 2025/26 chega a 98,3% da área, informa Conab


Colheita da soja 2025/26 chega a 98,3% da área, informa Conab

A colheita da soja 2025/26 atingiu 98,3% da área semeada no país até o último sábado (8), segundo boletim semanal de progresso de safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (12). O avanço foi de 3,6 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos estão 0,2 ponto porcentual atrás do registrado no mesmo período da safra passada.

Apesar do leve atraso frente aos 98,5% colhidos em igual momento de 2024/25, o desempenho atual permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 96,9%. O dado indica que a retirada da oleaginosa está tecnicamente próxima da conclusão em grande parte das áreas produtoras.

Segundo a Conab, a colheita já foi encerrada em Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Entre os estados que ainda têm áreas por colher, o Piauí atingiu 99%, a Bahia 98%, o Rio Grande do Sul 96%, Santa Catarina 88,7% e o Maranhão 76%.

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No mesmo boletim, a Conab informou que a colheita do milho de primeira safra 2025/26 chegou a 71,5% da área semeada, avanço de 4,8 pontos porcentuais sobre a semana anterior. Ainda assim, o ritmo está abaixo do mesmo período da safra passada, quando alcançava 77,6%, e também inferior à média de cinco anos, de 74,8%.

Já a semeadura do trigo 2026 avançou para 17,5% da área, ante 9,9% na semana anterior. O porcentual segue ligeiramente abaixo do registrado em igual período de 2025, de 18,4%, e da média histórica de 18,9%. Minas Gerais lidera os trabalhos, com 86% da área semeada.

A colheita do arroz 2025/26, por sua vez, alcançou 94,6% da área nacional. O índice supera os 93,6% de um ano antes e a média de cinco anos, de 89,5%, com destaque para o Rio Grande do Sul, principal produtor, que também registra 94,6%.

Os dados da Conab mostram avanço consistente das operações de campo no encerramento da soja e do arroz, enquanto milho de primeira safra e trigo seguem com ritmo abaixo das referências histórica e anual em parte das regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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