segunda-feira, junho 29, 2026

Autor: Redação

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Bolsas da Europa sobem com apoio de tecnologia e balanços nesta quinta-feira (14)


Bolsas da Europa sobem com apoio de tecnologia e balanços nesta quinta-feira (14)

As bolsas europeias operavam em alta na manhã desta quinta-feira (14), com avanço puxado por ações de tecnologia, balanços corporativos e dados econômicos acima do esperado no Reino Unido. Por volta de 6h40, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,39%, aos 613,80 pontos. O movimento, porém, ocorria em meio a um cenário de atenção política internacional.

O principal suporte vinha do setor de tecnologia. O subíndice do segmento avançava 0,9%, com destaque para as fabricantes de semicondutores STMicroelectronics, ASM International e Infineon, que registravam ganhos entre 1% e 2,5%. O desempenho acompanhava a valorização recente do setor em Nova York.

Entre os principais mercados da região, a Bolsa de Londres subia 0,21%, Paris avançava 0,59% e Frankfurt ganhava 1,29% às 6h58. Milão, Madri e Lisboa também operavam no campo positivo, com altas de 0,68%, 0,67% e 0,30%, respectivamente.

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No campo macroeconômico, o Reino Unido divulgou crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, acima do avanço de 0,2% registrado no trimestre anterior. O dado reforçou a leitura de atividade mais firme no curto prazo.

Na temporada de resultados, a Telefónica se destacava em Madri, com alta de 6%, após divulgar números de receita e Ebitda ajustado recebidos positivamente pelo mercado.

A cautela vinha do ambiente político. Em Pequim, a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, seguia no radar dos investidores. Após quase duas horas de encontro, Trump classificou a conversa como “ótima”, sem detalhar temas sensíveis como Taiwan. No Reino Unido, a pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer também era monitorada após notícias sobre possível disputa interna pela liderança.

O quadro desta quinta-feira (14) indica sustentação técnica para as bolsas europeias por balanços e dados de atividade, mas a continuidade do movimento dependerá do desdobramento político em China, Estados Unidos e Reino Unido. Não há, no material de referência, projeções numéricas adicionais de analistas identificados para a sessão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia fecham mistas; índices da China recuam após encontro entre Trump e Xi


Bolsas da Ásia fecham mistas; índices da China recuam após encontro entre Trump e Xi

As bolsas asiáticas encerraram o pregão sem direção única nesta quinta-feira (14), com queda nos principais índices da China continental e desempenho positivo em parte dos demais mercados da região. Investidores monitoraram os desdobramentos da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, sem expectativa de anúncios concretos de curto prazo.

Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,52%, aos 4.177,92 pontos, enquanto o Shenzhen Composto recuou 2,11%, aos 2.886,99 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng terminou estável, aos 26.389,04 pontos.

Nos demais mercados asiáticos, o movimento foi misto. O Nikkei, de Tóquio, cedeu 0,98%, para 62.654,05 pontos. Em Seul, o Kospi avançou 1,75%, para 7.981,41 pontos, renovando recorde, com apoio de ações dos setores financeiro e de varejo. Em Taiwan, o Taiex subiu 0,91%, para 41.751,75 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, registrou alta de 0,12%, aos 8.640,70 pontos.

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No campo político, Trump e Xi se reuniram no Grande Salão do Povo e discutiram as relações bilaterais entre Estados Unidos e China, além da questão de Taiwan. Após quase duas horas de encontro, Trump classificou a conversa como “ótima”. Apesar disso, o mercado operou com cautela, já que não havia expectativa predominante de avanços significativos nas negociações.

A comitiva norte-americana na viagem incluiu executivos de grandes empresas, como Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia. O movimento reforçou a atenção do mercado para temas ligados a comércio, tecnologia e cadeias globais de suprimento.

Com o foco concentrado em Pequim, o conflito entre Estados Unidos e Irã ficou temporariamente em segundo plano. No mercado de energia, o petróleo subia moderadamente no fim da madrugada, após ter recuado entre 1% e 2% na sessão anterior.

O comportamento misto das bolsas indica que o mercado ainda aguarda sinais mais objetivos sobre a relação entre Washington e Pequim. Sem detalhamento adicional de medidas ou acordos após a cúpula, a tendência é de manutenção da cautela nos ativos asiáticos no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia fecham mistas após encontro entre Trump e Xi em Pequim


Bolsas da Ásia fecham mistas após encontro entre Trump e Xi em Pequim

As bolsas asiáticas encerraram a sessão sem direção única nesta quinta-feira (14), com queda nos índices da China continental e desempenho positivo em parte dos demais mercados da região. O movimento ocorreu em meio ao acompanhamento da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim. Segundo analistas citados no noticiário internacional, não havia expectativa de avanços significativos imediatos no encontro.

Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 1,52%, para 4.177,92 pontos, enquanto o Shenzhen Composto recuou 2,11%, a 2.886,99 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng terminou estável, aos 26.389,04 pontos.

Nos demais mercados da região, o comportamento foi diferente. O Nikkei, de Tóquio, cedeu 0,98%, para 62.654,05 pontos. Já o Kospi, de Seul, avançou 1,75% e renovou recorde, aos 7.981,41 pontos, com apoio de ações dos setores financeiro e varejista. Em Taiwan, o Taiex subiu 0,91%, para 41.751,75 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, fechou em alta de 0,12%, aos 8.640,70 pontos.

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Trump e Xi se reuniram no Grande Salão do Povo e trataram das relações entre os dois países e também de Taiwan. Após cerca de duas horas de conversa, Trump classificou o encontro como “ótimo”. Um grupo de executivos norte-americanos acompanhou a viagem à China, entre eles Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia.

O foco do mercado em Pequim deixou temporariamente em segundo plano o conflito entre Estados Unidos e Irã. No mercado de energia, o petróleo, que havia recuado entre 1% e 2% na véspera, registrava alta moderada no fim da madrugada.

No curto prazo, o comportamento dos ativos asiáticos tende a seguir sensível a novos sinais diplomáticos entre Washington e Pequim. O impacto prático para commodities, câmbio e fluxo global de capital dependerá de desdobramentos concretos da agenda bilateral, que ainda não foram detalhados oficialmente.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Inflação global piora e juros seguem sem alívio: ouça os destaques econômicos do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o CPI dos EUA acelerou para 3,8% e reforçou a percepção de que o choque do petróleo contamina componentes mais persistentes da inflação global.

No Brasil, o IPCA veio em linha, mas núcleos e serviços pioraram, reduzindo espaço para cortes da Selic. O dólar seguiu abaixo de R$ 4,90 e Treasuries subiram com mercado reduzindo apostas de flexibilização pelo Fed. Hoje, foco nas vendas do varejo e conferência do Banco Central.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Óleos vegetais recuam com volatilidade do petróleo



A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio


A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio
A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio – Foto: Abiove

Os óleos vegetais encerraram a semana sob pressão, em um ambiente marcado pela volatilidade do petróleo e pela reavaliação de fatores ligados ao setor de biocombustíveis. Segundo a StoneX, na semana encerrada em 8 de maio, o contrato de julho do óleo de soja fechou cotado a US¢ 74,32 por libra-peso, com queda de aproximadamente 1,12% em relação ao fechamento da semana anterior.

A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio, sustentada pela demanda robusta por biocombustíveis e pela escalada das tensões no Oriente Médio. No entanto, o movimento perdeu força ao longo do período, após relatos de avanço nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu o prêmio de risco embutido nas cotações e contribuiu para a reversão dos ganhos.

Apesar da queda do óleo de soja, os RINs D4 atingiram novo recorde histórico na semana, a US$ 2,075. O desempenho evidencia a tensão no mercado de créditos de biodiesel dos Estados Unidos, mesmo diante das oscilações do petróleo. O comportamento dos créditos reforça que as pressões no setor de biocombustíveis seguem relevantes, independentemente do ajuste observado em parte das commodities energéticas e agrícolas.

O óleo de palma também registrou queda semanal. O contrato de julho encerrou o período a US$ 1.162,27 por tonelada, baixa de 0,6%. Nesta segunda-feira, porém, o contrato apresentava recuperação, sendo negociado a US$ 1.159,20 por tonelada, com alta de 0,82%. O avanço era apoiado pela valorização do petróleo e do óleo de soja, mas encontrava limite nos dados do MPOB, que indicaram aumento dos estoques malaios em abril para 2,31 milhões de toneladas.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil tenta reverter veto da União Europeia à carne e animais brasileiros



Governo diz receber decisão “com surpresa”



Foto: Pixabay

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12) ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro deste ano. A manifestação foi feita em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“O governo brasileiro recebeu, hoje (12/5), com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026”, informou o comunicado oficial.

Segundo o governo, a decisão ocorreu após votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização da lista de países habilitados. A nota destaca que, neste momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem ocorrendo normalmente.

“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, afirmou o comunicado.

O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem reunião marcada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco europeu para buscar esclarecimentos sobre a medida.

Na nota, o governo brasileiro ressaltou ainda que o país possui um sistema sanitário reconhecido internacionalmente e destacou a posição do Brasil como maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.





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Conab divulga resultado da habilitação de propostas da chamada Amazônia Viva


Conab divulga resultado da habilitação de propostas da chamada Amazônia Viva

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (13) o resultado da fase de habilitação das propostas inscritas na Chamada Pública Florestas e Comunidades: Amazônia Viva. A iniciativa, realizada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e financiada pelo Fundo Amazônia, vai destinar R$ 80 milhões ao fortalecimento de sistemas socioprodutivos na Amazônia Legal.

Segundo a Conab, esta etapa corresponde à análise documental das propostas apresentadas por organizações da agricultura de base familiar e por organizações da sociedade civil, de forma individual ou em rede. A relação de propostas habilitadas e inabilitadas está disponível na página oficial do Amazônia Viva.

O edital prevê apoio a pelo menos 32 projetos, com valores entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões por iniciativa. O objetivo é fortalecer sistemas produtivos sustentáveis e ampliar a comercialização de produtos da sociobiodiversidade amazônica em mercados institucionais e privados.

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As organizações proponentes poderão apresentar recurso entre esta quinta-feira (14) e domingo (18), exclusivamente por formulário eletrônico. A Conab informa que, nesta fase, não será permitido o envio de documentação complementar. Cada organização poderá protocolar apenas um recurso, em acesso único. Para entrar no sistema, o código solicitado corresponde ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da proponente, digitado apenas com números.

No desenho mais amplo do programa, o projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva tem custo total de R$ 96,6 milhões. Desse valor, R$ 80 milhões estão concentrados no edital de fomento socioprodutivo. Os R$ 16,6 milhões restantes serão destinados à sistematização e gestão de dados sobre sistemas produtivos da sociobiodiversidade e ao fortalecimento das estruturas da Conab na região.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) e financia ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de iniciativas de uso sustentável da Amazônia Legal.

O próximo passo da seleção será a análise dos recursos pela Comissão Julgadora. De acordo com a Conab, uma nova lista de classificados poderá ser publicada em caso de redefinição das propostas selecionadas, conforme o cronograma do edital.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

produção de grãos cresceu 61% na última década


Grande produtor de café, leite, alho, batata e frutas como morango e laranja, Minas Gerais também vem ampliando sua participação na produção nacional de grãos. Estudo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seapa) aponta que a produção de milho, feijão, sorgo e soja no estado passou de 11,8 milhões de toneladas na safra 2015/2016 para uma estimativa de 18,9 milhões de toneladas em 2025/2026. O crescimento de 61% colocou Minas na sexta posição nacional, respondendo por cerca de 6% da produção brasileira.

Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, a expansão do setor deve continuar impulsionada pelo avanço da agricultura de precisão, pelo uso de irrigação e pelo desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas. As pesquisas vêm sendo conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). “Embora as pesquisas com o café estejam mais adiantadas, a tendência é que o melhoramento genético e a adaptação tecnológica avancem para culturas de grãos mais sustentáveis nas lavouras de soja, trigo, milho, feijão e sorgo”, ressaltou o secretário.

Para Thales Fernandes, outro fator importante para o crescimento da produção de grãos em Minas foi a intensificação do uso das áreas agrícolas. “Nos últimos anos, muitos produtores passaram a cultivar soja na primeira safra e milho na segunda, a chamada safrinha, período onde, normalmente, não havia uma escala de plantio definida. Isso permitiu ampliar a produção total utilizando a mesma área de forma mais eficiente”, explicou o secretário. Segundo ele, enquanto parte do milho de verão perdeu espaço para a soja, o milho de segunda safra avançou no estado. “A soja passou de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas no período e se consolidou como o segundo principal produto da pauta de exportações mineira, atrás apenas do café”, ressaltou.

Em relação à safra 2026/2027, o secretário afirmou que o cenário exige atenção diante das incertezas climáticas e econômicas. “Estamos vivendo um momento de incerteza com os juros altos, o El Niño chegando, o que pode atrasar as chuvas, a questão da guerra que tem bloqueado a passagem no Estreito de Ormuz e dificultando a chegada dos fertilizantes em nosso país”, afirmou Thales Fernandes.

De acordo com o 7º Levantamento de Estimativa de Produção de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 em Minas Gerais deve alcançar 9,1 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de sorgo e 499 mil toneladas de feijão. As regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste do estado seguem entre os principais polos produtores de grãos.

Além da expansão na produção de grãos, Minas Gerais lidera o ranking nacional nas produções de café, leite, alho, ervilha, batata-inglesa e rebanho de equinos. O estado também ocupa a segunda posição na produção de cana-de-açúcar, citros, feijão, banana e sorgo, além da terceira colocação em produtos como abacaxi, cebola, tomate, ovos e tilápia.





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Neil Redding diz que CEOs precisarão atuar como “maestros” na era da IA


Neil Redding diz que CEOs precisarão atuar como “maestros” na era da IA

O futurista Neil Redding afirmou, nesta terça-feira (13), durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), em São Paulo, que a inteligência artificial (IA) deve alterar a função das lideranças nas empresas. Segundo ele, a velocidade de execução da tecnologia pressiona estruturas corporativas e exige um modelo de gestão mais voltado à coordenação de capacidades humanas e digitais.

Redding, que se dedica ao estudo de tendências tecnológicas de curto prazo, apresentou o conceito de “clock drift”, expressão usada por ele para descrever o descompasso entre a velocidade de avanço da IA e o ritmo interno das organizações. Na avaliação do especialista, processos burocráticos e modelos hierárquicos podem dificultar a adaptação empresarial.

“A IA pode tornar a execução barata e rápida. Quando a execução supera a velocidade de decisão, a solução não é um controle mais rígido. É um tipo de liderança completamente diferente”, afirmou Redding durante o evento.

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Na explicação do futurista, a IA deixa de operar apenas como ferramenta de apoio e passa a participar mais diretamente dos fluxos de negócio. Com isso, o trabalho da liderança tende a se concentrar menos na supervisão individual de tarefas e mais na organização contínua entre equipes, sistemas automatizados e agentes inteligentes.

Redding comparou esse novo papel ao de um maestro. Segundo ele, cada profissional e cada sistema passa a desempenhar uma função específica, enquanto a liderança ajusta a atuação do conjunto de acordo com mudanças de contexto, capacidade e resultado.

Para o especialista, esse processo envolve monitorar competências em evolução, avaliar entregas, redistribuir responsabilidades entre humanos e máquinas e revisar padrões de interação. Nesse cenário, o risco para as empresas não estaria apenas na lentidão operacional, mas na manutenção de modelos de negócio inadequados para novas demandas.

Redding afirmou que a adaptação à IA dependerá da capacidade das companhias de revisar continuamente sua forma de operar. Não foram apresentados, na palestra, dados numéricos sobre produtividade ou adoção da tecnologia por setor específico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boa Safra registra lucro de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026


Boa Safra registra lucro de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Boa Safra informou nesta terça-feira (13) lucro líquido consolidado de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 62% sobre igual período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por um efeito não recorrente relacionado à venda das cotas remanescentes do SNAG11, fundo de investimento nas cadeias agroindustriais (Fiagro) da Suno Asset. Sem esse efeito, o lucro líquido recorrente ficou em R$ 3,7 milhões, queda de 36% em um ano.

A receita operacional líquida da produtora de sementes de soja cresceu 20% no trimestre, para R$ 132,1 milhões. O lucro bruto somou R$ 27,1 milhões, revertendo o resultado praticamente nulo apurado no primeiro trimestre do ano passado. Com isso, a margem bruta chegou a 21%.

No resultado operacional, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) contábil ficou positivo em R$ 9,9 milhões, ante saldo negativo de R$ 15,5 milhões um ano antes. Já o Ebitda ajustado permaneceu negativo em R$ 25,4 milhões, mas melhorou em relação aos R$ 38,7 milhões negativos do primeiro trimestre de 2025.

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O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Boa Safra, Felipe Marques, afirmou que a diferença entre o lucro consolidado e o lucro ex-SNAG11 busca dar comparabilidade ao desempenho recorrente da operação. Segundo ele, a exclusão do efeito da saída do fundo permite avaliar com mais precisão as operações em continuidade.

A companhia também informou carteira de pedidos de cerca de R$ 1,5 bilhão ao fim de março, valor recorde para um primeiro trimestre e aproximadamente R$ 100 milhões acima do registrado em igual intervalo de 2025. Para o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, esse indicador serve como referência para o desempenho ao longo do ano, já que a maior parte das entregas de sementes de soja ocorre no segundo semestre.

A diversificação de negócios contribuiu para a receita no início do ano. As novas culturas, serviços e insumos somaram R$ 82 milhões, avanço de 31%, e responderam por 76% das vendas de sementes no período.

A pressão sobre o resultado recorrente veio principalmente do aumento das despesas financeiras, que cresceram 78%, para R$ 79,3 milhões. Os juros sobre empréstimos passaram de R$ 18,6 milhões para R$ 57,6 milhões, refletindo emissões de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) feitas em 2025. Em contrapartida, a estrutura alongou o perfil da dívida: de uma dívida bruta de R$ 1,63 bilhão, R$ 61,7 milhões vencem em menos de um ano, segundo a companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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