segunda-feira, junho 8, 2026

Autor: Redação

News

Canal Rural reúne grandes nomes do agro para debater fornecimento global de alimentos e energia


Fiap 2026
Foto: Caio Luccas

Um dos eventos mais aguardados do calendário do agro brasileiro, a segunda edição do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) reunirá autoridades, executivos, lideranças setoriais e comitivas de 12 países para debater o papel do Brasil diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.

Promovido pelo BR IN Eventos e pelo Canal Rural, o Fiap 2026 será realizado no dia 18 de junho, em Campo Grande (MS), com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”.

A programação inclui painéis com grandes nomes do setor, como Tereza Cristina, senadora por Mato Grosso do Sul; Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Pedro Cunto, coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; Roberto Perosa, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec); Jorge Meza, representante da FAO no Brasil; Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação e Confinamento da Friboi; e Arnaldo Jardim, deputado federal por São Paulo e vice presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na pauta, estarão temas estratégicos para o futuro do agro brasileiro e sua inserção internacional, como a consolidação da Rota Bioceânica como novo corredor logístico global; a força da soja e da pecuária brasileira no abastecimento internacional; o avanço dos biocombustíveis e das energias renováveis produzidas no campo; e o andamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Delegações estrangeiras no Fiap

O evento também terá forte presença internacional. Ao todo, 12 nações confirmaram o envio de delegações oficiais: China, França, Espanha, Arábia Saudita, Bangladesh, Nova Zelândia,Indonésia, El Salvador, Paraguai, México, Chile e Argentina.

Também participarão representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Diplomatas, lideranças e investidores acompanharão os debates e participarão de rodadas de negócios durante o fórum.

“Ao reunir diferentes vozes em torno de uma pauta internacional, o evento reforça a posição do Brasil como protagonista em um cenário global que exige produtividade, responsabilidade ambiental, ciência, tecnologia, cooperação e capacidade de resposta aos grandes desafios das nações”, afirma o CEO do Canal Rural, Julio Cargnino.

O evento poderá ser acompanhado pela TV, no Canal Rural, e também pelo YouTube. Para o público que deseja receber certificado de participação, as inscrições estão abertas e devem ser feitas previamente neste link.

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026)

Tema: “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”
Quando: 18 de junho de 2026, das 8h às 20h
Onde (evento presencial restrito a convidados): Campo Grande (MS)
Transmissão: ao vivo pelo Canal Rural e no YouTube
Inscrições para assistir e receber certificado: já abertas neste link

O post Canal Rural reúne grandes nomes do agro para debater fornecimento global de alimentos e energia apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Lula diz que Brasil buscará novos parceiros diante de tarifa dos Estados Unidos


Lula na reunião ministerial
Presidente Lula participa de Reunião Ministerial. Foto: Reprodução/Youtube

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil buscará novos parceiros comerciais caso os Estados Unidos avancem com a recomendação de taxar em 25% os produtos brasileiros.

A declaração foi feita durante reunião ministerial em Brasília, em resposta à sinalização do United States Trade Representative (USTR). Lula disse que enviará uma carta ao presidente Donald Trump e publicará artigos para contestar a medida.

Segundo Lula, a orientação do governo é reagir diplomaticamente e ampliar a busca por mercados alternativos, caso novas barreiras comerciais sejam impostas pelos Estados Unidos. Na reunião ministerial, o presidente afirmou que o Brasil não pretende manter dependência de um único comprador e que poderá redirecionar vendas para outros países.

O ponto central da declaração é a recomendação do USTR de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O conteúdo disponível, no entanto, não informa quais itens seriam alcançados pela medida, nem a data de eventual entrada em vigor. Também não há detalhamento oficial sobre setores mais expostos ou volumes de comércio potencialmente afetados.

Para o agronegócio, o tema tem relevância porque os Estados Unidos são um mercado de referência em comércio internacional e decisões tarifárias podem alterar competitividade, fluxo de exportações e formação de preços em cadeias produtivas. Sem a lista de produtos atingidos, porém, não é possível medir de forma precisa o efeito sobre segmentos como carnes, café, suco, etanol, celulose ou outras commodities exportadas pelo Brasil.

Lula também mencionou a possibilidade de reforçar a comunicação do governo no exterior e citou o interesse norte-americano em minerais críticos brasileiros. A fala ocorreu no contexto de uma reunião voltada à estratégia política e de comunicação do governo federal nos meses finais do mandato.

Do ponto de vista técnico, os próximos desdobramentos dependem de confirmação formal da tarifa, da abrangência da medida e de eventual reação diplomática ou comercial do Brasil. Sem esses elementos, o cenário permanece em fase de sinalização política e comercial.

A definição sobre impacto efetivo para o setor agropecuário dependerá da publicação dos produtos atingidos, dos prazos de aplicação e da resposta oficial brasileira. Até o momento, as informações disponíveis indicam risco potencial ao comércio exterior, mas ainda sem base suficiente para dimensionar efeitos por cadeia produtiva.

O post Lula diz que Brasil buscará novos parceiros diante de tarifa dos Estados Unidos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Sobretaxa dos EUA pode atingir US$ 1,34 bilhão em exportações do RS


Sobretaxa dos EUA pode atingir US$ 1,34 bilhão em exportações do RS

A proposta de sobretaxa de 25% sobre importações brasileiras em análise pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pode atingir 81,1% das exportações totais do Rio Grande do Sul aos EUA, o equivalente a US$ 1,34 bilhão em produtos potencialmente tarifados. Os dados constam de nota técnica divulgada nesta quarta-feira (3) pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul. No agronegócio gaúcho, a parcela alcançada pela medida chega a 74,9% das vendas externas ao mercado americano, ou US$ 575 milhões.

Segundo a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), a exposição do Estado é superior à média nacional. No Brasil, a proposta alcança 43,7% das exportações totais aos Estados Unidos e 36,8% das exportações do agronegócio.

A entidade atribui essa diferença à composição da pauta exportadora gaúcha, mais concentrada em fumo, madeira e produtos florestais, itens que não aparecem na lista de exclusões da proposta americana. Já produtos como carne bovina fresca, suco de laranja concentrado, café em grão e fertilizantes estão entre os excluídos, o que reduz a exposição de outras cadeias relevantes do agronegócio brasileiro.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No cálculo da Farsul, a tarifa adicional de 25% representaria impacto tarifário potencial de US$ 334 milhões sobre as exportações totais do Estado e de US$ 144 milhões sobre o agronegócio local. A entidade destaca, porém, que esse valor não corresponde automaticamente a perda direta, porque o efeito final depende de fatores como repasse de preço, redução de margem, queda de volume embarcado ou perda de participação no mercado americano.

Dentro do agronegócio gaúcho, o segmento mais exposto é o fumo. O tipo Virgínia soma US$ 122 milhões em exportações aos EUA e teria impacto tarifário potencial de US$ 30 milhões. O fumo tipo Burley responde por US$ 49 milhões, com impacto estimado em US$ 12 milhões. Juntos, fumo e derivados concentram 31,4% do valor do agronegócio estadual enquadrado na proposta. Também aparecem entre os itens potencialmente afetados madeira serrada de pinus, calçados de couro e sebo bovino.

A nota técnica da Farsul informa que a definição da lista final de exclusões será decisiva para medir o efeito efetivo da proposta sobre as cadeias exportadoras do Rio Grande do Sul. Sem a consolidação dessa etapa e sem detalhamento adicional do USTR, não há base técnica suficiente para estimar perdas efetivas de receita ou volume exportado.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Sobretaxa dos EUA pode atingir US$ 1,34 bilhão em exportações do RS apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tarifa dos EUA coloca piscicultura em alerta, diz PEIXE BR



Entidade avalia que proposta de cobrança adicional de 25% pode gerar insegurança



Foto: Pixabay

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na piscicultura nacional. De acordo com a PEIXE BR, a proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, pode trazer reflexos para cadeias produtivas exportadoras do agronegócio brasileiro. A medida foi divulgada após a conclusão de uma investigação comercial aberta em julho de 2025. Antes de uma decisão final, o governo norte-americano ainda deve submeter a proposta a consulta pública.

Segundo a PEIXE BR, ainda não está definido quais setores e produtos brasileiros poderão ser atingidos pela eventual cobrança adicional. Mesmo assim, a entidade afirma que a discussão já provoca incerteza entre segmentos que dependem do mercado externo.

A principal preocupação está no possível aumento de custos para produtos brasileiros destinados aos Estados Unidos. De acordo com a associação, novas barreiras comerciais podem reduzir a competitividade do Brasil em um mercado considerado estratégico para o consumo global.

Para a PEIXE BR, medidas que elevem custos ou imponham restrições ao comércio internacional precisam ser analisadas com cautela. A entidade destaca que esse debate ocorre em um momento de expansão da presença brasileira no agronegócio e na produção de alimentos.

Na piscicultura, o efeito mais imediato seria a insegurança em torno das condições de acesso ao mercado norte-americano. Caso a tarifa seja confirmada, produtos brasileiros poderiam chegar aos compradores dos Estados Unidos com menor competitividade.

 





Source link

News

Megaleite 2026 concentra debates sobre importações, sanidade e mercado futuro do leite


Megaleite 2026 concentra debates sobre importações, sanidade e mercado futuro do leite

A Megaleite 2026 abriu espaço, nesta terça-feira (2) e nesta quarta-feira (3), para discussões sobre temas centrais da bovinocultura de leite em Belo Horizonte (MG). A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de debates sobre importações no Mercosul, sanidade, inovação e mercado futuro do leite. A feira segue até sábado (6), com programação voltada à cadeia produtiva do setor.

Na terça-feira (2), a CNA participou da live Mercado de Leite em Transformação, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). O debate foi conduzido pelo presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, e reuniu representantes de cooperativas, entidades setoriais e da Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite.

Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, a atuação da entidade em 2026 tem se concentrado em três frentes: importações consideradas desleais no Mercosul, pauta sanitária e desenvolvimento do mercado futuro do leite. O material divulgado não apresentou números de importação, preços ou volume de produção, o que limita uma avaliação quantitativa imediata dos efeitos dessas frentes sobre a renda do produtor.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

A programação também incluiu a 49ª Reunião da Comissão Técnica de Pecuária de Leite do Sistema Faemg Senar e a 47ª Câmara Técnica Setorial de Bovinocultura de Leite da CEPA/Seapa. Nos encontros, foram discutidos programas de melhoramento genético, o tema do dumping nas importações, os possíveis efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia e oportunidades ligadas ao mercado futuro.

Na quarta-feira (3), a Confederação também participou de um debate específico sobre mercado futuro do leite e do Encontro de Jovens do Leite. A agenda indica que parte das discussões do setor está voltada à formação de preços, gestão de risco e competitividade, além de temas sanitários e comerciais que influenciam custos, oferta e planejamento da produção.

Sem dados adicionais de preços, contratos ou cronogramas regulatórios, a principal sinalização técnica da feira é a manutenção de uma agenda setorial centrada em competitividade, defesa comercial, sanidade e instrumentos de mercado. Esses temas tendem a permanecer no foco da cadeia leiteira nos próximos meses, à medida que produtores e entidades acompanham o ambiente de importação e as alternativas de gestão de risco.

Fonte: cnabrasil.org.br

O post Megaleite 2026 concentra debates sobre importações, sanidade e mercado futuro do leite apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

USDA informa venda de 136 mil toneladas de milho dos EUA para a Coreia do Sul


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

Exportadores privados dos Estados Unidos relataram a venda de 136 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta quarta-feira (3). O volume será entregue no ano comercial 2026/27. No caso do milho norte-americano, esse ciclo começa em 1º de setembro.

O registro foi divulgado pelo USDA no sistema diário de vendas externas, mecanismo que reúne operações consideradas relevantes para o comércio internacional de commodities agrícolas. Pelas regras do órgão, exportadores dos Estados Unidos devem comunicar até o dia útil seguinte qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais feita em um único dia para um mesmo destino, ou negócios de 200 mil toneladas ou mais, independentemente do período de embarque.

Neste caso, a operação somou 136 mil toneladas e teve como destino a Coreia do Sul, um comprador recorrente de milho no mercado internacional. O USDA não detalhou, no informe citado, o valor financeiro da negociação nem a origem regional do cereal dentro dos Estados Unidos.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A venda reforça o monitoramento sobre a demanda asiática pelo milho norte-americano no início da formação do ano comercial 2026/27. Como os Estados Unidos são um dos principais exportadores globais do grão, anúncios desse porte servem de referência para agentes de mercado acompanharem o ritmo das exportações, a disputa por destinos importadores e a posição competitiva de outros fornecedores.

Para o mercado brasileiro, o dado é acompanhado como sinal de movimentação da demanda internacional, embora o informe isolado não permita medir, por si só, efeito direto sobre preços, prêmios ou fluxo de embarques do Brasil. Essa avaliação depende de fatores adicionais, como oferta global, câmbio, safra sul-americana e ritmo de compras de outros importadores.

O anúncio confirma demanda formalizada para o milho dos Estados Unidos no próximo ano comercial, mas a dimensão do impacto sobre as cotações e sobre a concorrência entre exportadores dependerá dos relatórios seguintes de vendas, embarques e produção. Sem esses dados complementares, não há base técnica suficiente para projetar desdobramentos mais amplos.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post USDA informa venda de 136 mil toneladas de milho dos EUA para a Coreia do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Temporada global inicia com correção nas bolsas do trigo. Reversão?


trabalho, agro, agronegócio, colheita, trigo, Cepea
Foto: Embrapa

A temporada global de trigo 2026/27 começou neste mês de junho com um cenário menos confortável: produção menor, consumo firme e estoques mais ajustados. Nesse contexto, as Bolsas norte-americanas passam a refletir a disputa entre a pressão sazonal da colheita nova e fundamentos ainda sensíveis no mercado internacional.

O mercado entra em junho em uma fase de transição importante. Depois de um forte movimento de recuperação entre o fim de 2025 e o primeiro quadrimestre de 2026, os contratos spot de Chicago e Kansas/CME passaram a corrigir parte dos ganhos recentes.

A leitura gráfica mostra perda de força no curto prazo, realização de lucros e retirada parcial do prêmio climático que havia sido incorporado durante o período de maior preocupação com a seca nas regiões produtoras norte-americanas.

No entanto, a correção dos preços não deve ser confundida com uma reversão estrutural dos fundamentos. O mercado está menos eufórico, mas ainda opera em um ambiente sensível, com produção menor nos Estados Unidos, balanço global mais ajustado, riscos geopolíticos no Mar Negro e dúvidas sobre a disponibilidade de trigo de boa qualidade.

Chicago e Kansas: leituras diferentes para o mesmo mercado

A análise conjunta dos dois mercados é importante porque Chicago e Kansas respondem a fundamentos semelhantes, mas não exatamente iguais. O contrato de Chicago reflete mais diretamente a leitura ampla do mercado internacional de trigo, a entrada da nova safra do Hemisfério Norte e o comportamento geral dos fluxos globais.

Já Kansas representa o trigo Hard Red Winter, de maior força e qualidade panificável, sendo uma referência mais sensível à disponibilidade de trigo com proteína e padrão industrial adequado. Por isso, embora ambos tenham corrigido, a leitura de Kansas exige atenção adicional: quando o assunto é trigo de qualidade, a oferta aparente nem sempre resolve o problema da demanda.

No caso de Chicago, o contrato spot, já referenciado à nova safra norte-americana, saiu de um período de recomposição ao longo do fim de 2025, acelerou entre fevereiro e abril de 2026 e chegou a testar níveis próximos de 680 cents por bushel. Esse movimento refletiu a incorporação de prêmio climático, especialmente diante da seca nas Grandes Planícies dos Estados Unidos.

A partir desse pico, houve realização de lucros e retirada parcial desse prêmio, levando o contrato para a região de 610/615 cents por bushel no início de junho. Tecnicamente, essa faixa passa a ser decisiva: se for perdida, o mercado pode buscar patamares inferiores; se for respeitada, pode funcionar como base para recomposição parcial dos preços.

Em Kansas, o movimento foi ainda mais expressivo. O trigo hard saiu de uma base deprimida no segundo semestre de 2025, ganhou tração a partir de janeiro e acelerou de forma relevante entre março e abril. O contrato atingiu a faixa de 700/720 cents por bushel, refletindo não apenas o prêmio climático geral, mas também o risco específico sobre o trigo hard das Planícies, onde as perdas potenciais de produtividade e qualidade têm maior impacto na formação de preços.

A correção posterior levou o contrato para a região de 650/655 cents, testando suporte importante entre 640 e 650 cents. Essa zona é fundamental para a leitura de curto prazo: sua manutenção preserva a estrutura de sustentação; sua perda pode abrir espaço para uma correção mais profunda em direção à faixa de 600/610 cents.

A pressão sazonal da colheita

O ponto central é que a pressão atual tem forte componente sazonal. A colheita do trigo de inverno no Hemisfério Norte está começando, e a entrada de nova oferta física costuma reduzir a pressão compradora nos contratos mais próximos.

Esse movimento é típico: à medida que o trigo novo chega ao mercado, melhora a percepção imediata de abastecimento, os compradores ficam menos agressivos e os fundos tendem a realizar lucros depois de movimentos fortes de alta. Além disso, as chuvas recentes em áreas produtoras dos Estados Unidos ajudaram a aliviar parte das preocupações com a seca, reforçando a correção nos preços.

No entanto, há uma diferença importante entre aliviar o sentimento do mercado e recuperar o potencial produtivo. A chuva chegou em um momento em que parte dos danos já havia sido consolidada. Lavouras que passaram por longo período de estresse hídrico, especialmente no trigo de inverno, não recompõem totalmente produtividade apenas com precipitações tardias.

Por isso, a melhora climática reduz o prêmio de risco de curto prazo, mas não elimina a possibilidade de uma safra menor e de qualidade irregular. Esse é um dos principais motivos pelos quais a queda recente deve ser lida com cautela.

O Hard Red Winter é o ponto mais sensível dessa equação. Em trigo, quantidade importa, mas qualidade pode ser decisiva. Uma safra menor nos Estados Unidos já seria um fator de suporte; uma safra menor justamente na classe de maior relevância panificável aumenta o peso do risco.

Caso a colheita confirme menor disponibilidade de trigo com boa proteína, força e padrão industrial, o mercado de Kansas pode voltar a recompor prêmio rapidamente. Isso também afeta o mercado global, porque o trigo hard norte-americano funciona como alternativa para países que precisam de qualidade e não encontram oferta suficiente em origens regionais.

Estoques apertados e o peso do Mar Negro

No cenário global, o quadro de 2026/27 também não permite uma leitura baixista confortável. A produção mundial tende a ficar abaixo da temporada anterior, enquanto o consumo permanece firme. Os estoques finais recuam e a relação estoque/consumo diminui, indicando menor margem de segurança.

Isso significa que o mercado terá menos espaço para absorver novos problemas climáticos ou logísticos. Em anos de balanço confortável, a entrada da safra nova costuma pressionar os preços de forma mais consistente. Em anos de balanço ajustado, como o atual, as quedas tendem a encontrar demanda mais rapidamente.

O Mar Negro continua sendo a principal âncora competitiva do comércio internacional. A Rússia segue como origem dominante, mas não apresenta uma oferta excessivamente barata.

Os preços russos permanecem sustentados por oferta doméstica limitada, rublo firme e vendas moderadas dos produtores. O trigo russo com 12,5% de proteína tem operado na faixa dos baixos US$ 240 por tonelada FOB, o que serve como referência global, mas não representa pressão baixista intensa.

Além disso, produtores russos têm mostrado disposição de reter vendas, aguardando preços melhores, o que reduz a fluidez da oferta no curto prazo.

A Ucrânia também voltou a ganhar espaço, sobretudo junto a importadores asiáticos. A competitividade do trigo ucraniano em destinos como Indonésia, Filipinas, Vietnã e Bangladesh pressiona origens mais caras, como Estados Unidos e Austrália.

Esse movimento ajuda a explicar parte da dificuldade dos contratos norte-americanos em sustentar altas mais fortes no curto prazo. Ainda assim, a geopolítica segue como risco permanente. Qualquer alteração nos corredores de exportação, na logística do Mar Negro, nas relações comerciais com a União Europeia ou nas condições de seguro e frete pode reprecificar rapidamente o mercado.

Do lado da demanda, os grandes importadores devem atuar de forma oportunista durante a entrada da nova safra. Países do Norte da África, Oriente Médio e Ásia tendem a aproveitar correções para recompor estoques, especialmente se os preços recuarem sem que os fundamentos de oferta melhorem de forma consistente.

Esse comportamento limita quedas mais profundas. Em um ano de produção global menor, a demanda não desaparece; ela apenas espera momentos melhores de compra. Por isso, movimentos baixistas muito rápidos podem atrair interesse comprador.

O que observar para o Brasil

A diferença entre Chicago e Kansas também precisa ser observada pela ótica da qualidade. Chicago, por representar o trigo soft, tende a reagir de forma mais direta à entrada de oferta e à dinâmica ampla do mercado global.

Kansas, por representar o hard, está mais ligado à disponibilidade de trigo de maior padrão panificável. Assim, Chicago pode sofrer mais com a pressão sazonal da colheita, enquanto Kansas pode encontrar suporte mais rápido caso apareçam sinais de menor qualidade ou menor proteína na safra nova.

Em outras palavras: Chicago mede o humor geral do trigo; Kansas mede o custo do trigo de qualidade.

Para o Brasil, essa diferença é estratégica. O mercado brasileiro tem a Argentina como principal referência regional e maior origem estrutural de abastecimento.

No entanto, quando há dúvidas sobre volume ou qualidade do trigo argentino, especialmente proteína e força para panificação, o trigo hard norte-americano passa a ser uma referência de custo de reposição.

Mesmo que o Brasil não compre grandes volumes diretamente dos Estados Unidos em todos os anos, Kansas influencia o teto de paridade para trigos de melhor padrão.

Portanto, a correção em Kansas pode aliviar parcialmente a leitura de custo externo, mas não elimina o risco de encarecimento caso a qualidade regional seja insuficiente.

Correção ou mudança de tendência?

Graficamente, os dois contratos seguem em pontos relevantes. Em Chicago, a região de 610/615 cents é a área de teste imediato. Uma perda consistente dessa faixa indicaria maior pressão de colheita e poderia abrir espaço para busca de suportes inferiores.

Por outro lado, uma reação nessa região mostraria que a demanda começa a aparecer nas baixas, mantendo o contrato dentro de uma estrutura de sustentação.

Em Kansas, o suporte entre 640 e 650 cents tem peso semelhante. Abaixo dele, o mercado poderia buscar 600/610 cents; acima dele, a recuperação poderia recolocar 680/700 cents no radar.

A leitura técnica, portanto, não é de alta plena, mas também não é de reversão baixista consolidada. O que se observa é uma correção dentro de uma estrutura que ainda carrega fundamentos sensíveis.

O rali anterior foi forte e exigia ajuste. A entrada da safra nova trouxe pressão. As chuvas retiraram parte do prêmio climático. Mas o balanço global segue justo, a safra dos Estados Unidos é menor, a qualidade do trigo hard ainda precisa ser confirmada e o Mar Negro permanece sujeito a riscos logísticos e geopolíticos.

Em síntese, Chicago e Kansas corrigem pelo mesmo conjunto de fatores imediatos: colheita nova, melhora parcial do clima e realização de lucros.

A diferença está no que cada mercado representa. Chicago reflete a pressão sazonal e o fluxo global de trigo; Kansas preserva um prêmio ligado à qualidade panificável e ao risco específico do Hard Red Winter.

O mercado perdeu força no curto prazo, mas ainda não perdeu o fundamento. A continuidade da baixa dependerá da confirmação de produtividade, qualidade e fluidez da oferta no Hemisfério Norte. Caso esses elementos decepcionem, parte do prêmio retirado nas últimas semanas pode voltar rapidamente aos preços.

Élcio Bento, especialista em trigo da Safras & Mercado

*Élcio Bento é especialista em trigo graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Faz parte da divisão de especialistas de Safras & Mercado há mais de 20 anos


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Temporada global inicia com correção nas bolsas do trigo. Reversão? apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

IBGE aponta alta da indústria em abril com avanço de extrativas e biocombustíveis


Indústria brasileira avança 0,7% em abril, informa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

A produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril na comparação com março, puxada principalmente pelas indústrias extrativas e pelo segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, ambos com alta de 3,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal. No confronto com abril de 2025, a indústria cresceu 2,7%, com contribuição também do setor de alimentos.

Segundo o IBGE, 14 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram expansão em abril ante março. Além de extrativas e derivados do petróleo e biocombustíveis, houve altas em produtos de borracha e material plástico (3,1%), produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%). Entre as quedas, a principal pressão veio de produtos químicos (-3,9%), seguida por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos (-0,7%) e metalurgia (-1,0%).

Na comparação com abril de 2025, o avanço de 2,7% foi sustentado por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (13,3%), indústrias extrativas (10,6%) e produtos alimentícios (3,2%). De acordo com André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, não houve influência de efeito calendário, porque abril de 2026 e abril de 2025 tiveram o mesmo número de dias úteis.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Para o público do agro, os dados indicam melhora na atividade de segmentos industriais ligados ao processamento de matérias-primas e à oferta de energia, com destaque para biocombustíveis e alimentos. O desempenho desses ramos ajuda a dimensionar o ritmo da demanda industrial por insumos, a movimentação da agroindústria e o ambiente econômico de cadeias produtivas vinculadas ao campo.

Por outro lado, o índice de difusão recuou de 56,5% em março para 46,4% em abril. O resultado mostra que, apesar do crescimento agregado da indústria, o avanço ficou menos disseminado entre os produtos pesquisados no período.

Os dados de abril mostram expansão concentrada em alguns segmentos, com destaque para extrativas, derivados do petróleo, biocombustíveis e alimentos. Sem informações adicionais do IBGE sobre desdobramentos para os próximos meses, a leitura técnica disponível indica acompanhar se a recuperação industrial seguirá sustentada e mais disseminada entre os ramos da produção.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post IBGE aponta alta da indústria em abril com avanço de extrativas e biocombustíveis apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Participação do Uruguai na Expointer 2026 entra na pauta de reunião em Porto Alegre


Participação do Uruguai na Expointer 2026 entra na pauta de reunião em Porto Alegre

A participação do Uruguai na Expointer 2026 foi o tema central de uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira (3), em Porto Alegre. O encontro ocorreu na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul e reuniu o secretário Márcio Madalena, a subsecretária do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, Elizabeth Cirne-Lima, e representantes diplomáticos do país vizinho.

Segundo as informações divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), participaram da agenda a cônsul-geral do Uruguai no Rio Grande do Sul, embaixadora Marión Blanco Espino, a cônsul-adjunta Patricia Pacheco Prado e Alejandro Rivas, representante da Embaixada do Uruguai.

De acordo com a Seapi, a principal pauta da reunião foi a organização da presença uruguaia na Expointer 2026. A feira é realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e reúne anualmente atividades ligadas à pecuária, agricultura familiar, máquinas, genética animal, agroindústria e negócios do setor.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Durante o encontro, conforme relato oficial, houve manifestação de interesse mútuo na manutenção da participação institucional do Uruguai no evento. A secretaria também informou que a presença uruguaia na feira é uma tradição de décadas, associada ao intercâmbio entre governos e segmentos produtivos dos dois países.

A agenda tem relevância para o setor porque a Expointer funciona como vitrine de genética, tecnologias, animais de argola, máquinas e iniciativas comerciais ligadas ao agro do Sul do Brasil. Nesse contexto, a participação de delegações estrangeiras pode ampliar o espaço para cooperação técnica e aproximação entre cadeias produtivas regionais, especialmente em atividades ligadas à pecuária.

O material divulgado, no entanto, não detalha cronograma, formato de participação, número de expositores uruguaios ou eventuais acordos técnicos e comerciais discutidos na reunião. Também não foram informados metas, investimentos ou ações específicas decorrentes do encontro.

Até o momento, a informação oficial disponível indica a continuidade das tratativas para a presença do Uruguai na Expointer 2026. Sem detalhamento adicional sobre medidas práticas, o alcance da cooperação deverá ser acompanhado conforme a divulgação da programação e das definições institucionais da feira.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

O post Participação do Uruguai na Expointer 2026 entra na pauta de reunião em Porto Alegre apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Produção sustentável de tilápias avança com aprovação de projeto em comissão da Câmara


Produção sustentável de tilápias avança com aprovação de projeto em comissão da Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (3), o Projeto de Lei 6463/25, que estabelece regras para a produção, o beneficiamento e a comercialização sustentável de tilápias. A proposta busca combinar expansão da atividade aquícola com proteção ambiental e uso responsável dos recursos hídricos. O texto segue em análise conclusiva em outras duas comissões da Casa.

Pelo projeto, o governo federal poderá oferecer apoio técnico e extensão rural aos produtores, estimular a formalização da cadeia produtiva, criar linhas de crédito para a piscicultura sustentável e apoiar a certificação sanitária, ambiental e de origem do produto. O texto não detalha valores, prazos ou fontes orçamentárias para essas medidas.

A proposta também condiciona o incentivo à adoção de práticas de monitoramento e controle da qualidade da água, manejo adequado de resíduos sólidos e efluentes, prevenção da dispersão de espécies em ambientes naturais e proteção da biodiversidade e dos ecossistemas aquáticos.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O relator, deputado Luiz Nishimori (PSD-PR), recomendou a aprovação do projeto. Segundo o parecer, a medida pretende conciliar expansão produtiva, segurança jurídica e preservação dos recursos hídricos, ponto considerado estrutural para a atividade aquícola.

Na avaliação apresentada pelo relator, a previsão de assistência técnica, incentivo à formalização, modernização de unidades de beneficiamento e facilitação do acesso ao crédito pode reduzir diferenças tecnológicas entre produtores e elevar a eficiência produtiva. O parecer também aponta que a certificação sanitária, ambiental e de origem tende a ampliar a competitividade da cadeia aquícola nos mercados interno e externo.

Do ponto de vista regulatório, a proposta cria uma base para orientar exigências produtivas e ambientais na tilapicultura. Para produtores e indústrias, o efeito prático dependerá do texto final aprovado e de eventual regulamentação posterior.

O Projeto de Lei 6463/25 ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Até essa etapa, não há definição final sobre as obrigações e os instrumentos de apoio previstos no texto.

Fonte: camara.leg.br

O post Produção sustentável de tilápias avança com aprovação de projeto em comissão da Câmara apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link