domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

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Ministro da Agricultura participa de encontro com empresários na China


Ministro da Agricultura participa de encontro com empresários na China
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, iniciou neste domingo (17), em Xangai, a missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à China com participação no Seminário Brasil-China de Agronegócio. O encontro reuniu empresários e representantes dos setores público e privado dos dois países para tratar de cooperação comercial, acesso a mercado e intercâmbio agropecuário. A China permaneceu em 2025 como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 55,22 bilhões embarcados.

Durante o seminário, André de Paula afirmou que o Mapa tem intensificado o diálogo com a Administração-Geral de Aduanas da China, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e outras autoridades chinesas para ampliar o acesso de produtos brasileiros e aperfeiçoar protocolos sanitários e fitossanitários. Segundo o ministério, entre 2023 e 2026 foram abertos 12 novos mercados na China para itens como carne de aves e derivados, DDG de milho, farelo de amendoim, farinhas e óleos de origem animal e de pescado, gergelim, noz-pecã, pescado, sorgo e uvas.

Os dados de comércio reforçam o peso da relação bilateral para o setor. Em 2025, o complexo soja liderou as vendas do agro brasileiro à China, com US$ 34,61 bilhões, o equivalente a mais de 62% do total exportado ao país asiático. Também se destacaram carnes, com US$ 9,82 bilhões, produtos florestais, com US$ 5,06 bilhões, complexo sucroalcooleiro, com US$ 1,90 bilhão, e fibras e produtos têxteis, com US$ 872 milhões.

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No sentido inverso, o Brasil importou US$ 1,59 bilhão em produtos agropecuários chineses em 2025, com maior participação de produtos florestais, fibras e têxteis, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos e rações para animais. Considerando todos os setores da economia, o fluxo bilateral somou US$ 170,9 bilhões no ano passado.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou qualidade, sanidade, sustentabilidade e estabilidade de fornecimento como atributos da agropecuária brasileira. Já a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) informou que o comércio bilateral saiu de cerca de US$ 8 bilhões em 2003 para aproximadamente US$ 170 bilhões no último ano, enquanto as exportações brasileiras de proteínas animais para a China avançaram de menos de 100 mil toneladas para cerca de 1,7 milhão de toneladas no período.

A agenda em Xangai indica manutenção do esforço oficial para ampliar mercados e diversificar os embarques brasileiros além das commodities tradicionais. O efeito prático dessa estratégia dependerá do avanço das negociações sanitárias, da consolidação de canais comerciais e da capacidade de inserção de produtos de maior valor agregado no mercado chinês.

Fonte: gov.br

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Embrapa promove debate sobre produção e comércio de orgânicos em 2 de junho


Embrapa promove debate sobre produção e comércio de orgânicos em 2 de junho

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza na terça-feira (2), das 10h às 12h, o debate online “Cenário da produção e comércio global de alimentos orgânicos”, com transmissão pelo YouTube. O encontro reunirá pesquisadores de instituições públicas e universidades para discutir a evolução da produção orgânica, os mercados internacionais e os desafios para ampliar a participação do Brasil no setor.

O evento integra a série Debates em Socioeconomia, conduzida pela Assessoria de Estratégia da Embrapa e promovida pela Rede de Socioeconomia da Agricultura. Segundo a pesquisadora Lucimar Santiago de Abreu, da Embrapa Meio Ambiente, a conversão da agricultura convencional para sistemas orgânicos vem avançando em escala global. Ela afirma que o conjunto das culturas orgânicas brasileiras ainda está abaixo da média mundial, o que indica espaço para expansão da oferta voltada ao mercado interno e à exportação.

A programação prevê discussões sobre produção vegetal e animal, certificação, sustentabilidade, comércio internacional, mercados locais e organização das cadeias produtivas. Também devem entrar na pauta os entraves que limitam a expansão do segmento no país, além das demandas de pesquisa e inovação.

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Participam do painel Ana Maria Resende Junqueira, da Universidade de Brasília (UnB), que abordará a produção e o mercado global de orgânicos de origem vegetal; João Paulo Guimarães Soares, da Embrapa Cerrados, com foco em sistemas orgânicos de produção animal; e Lucas Ferreira Lima, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que apresentará uma análise comparativa entre Brasil e Dinamarca. A moderação será de Lucimar Santiago de Abreu.

De acordo com Marcos Françozo, analista de Inteligência Estratégica da Embrapa, a proposta é comparar sistemas agroalimentares orgânicos e identificar desafios e oportunidades para o setor. O material de divulgação do evento não apresenta estimativas numéricas atualizadas de produção, área ou faturamento, mas destaca a intenção de mapear gargalos e ampliar a competitividade da produção orgânica brasileira.

Para produtores, pesquisadores e agentes da cadeia, o debate pode ajudar a qualificar a discussão sobre mercados, regulação e organização produtiva dos orgânicos. A transmissão será aberta no canal da Embrapa no YouTube, sem detalhamento adicional sobre inscrição obrigatória no material divulgado.

Fonte: embrapa.br

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ANP fiscaliza abastecimento em 17 estados e apreende combustíveis e GLP


ANP fiscaliza abastecimento em 17 estados e apreende combustíveis e GLP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou, nesta segunda-feira (18), os resultados das ações de fiscalização realizadas entre os dias 11 e 15 de maio em 17 unidades da Federação. As operações verificaram qualidade dos combustíveis, volume fornecido nas bombas, documentação, equipamentos e indícios de preços abusivos. No período, o principal destaque foi São Paulo, com fiscalização de 62 agentes e apreensão de 8.503 litros de combustíveis e 20 botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) em estabelecimentos sem autorização.

No estado de São Paulo, a ANP fiscalizou 38 postos de combustíveis, 19 revendas de GLP, um terminal, um ponto de abastecimento, duas distribuidoras de combustíveis e uma base de combustíveis de aviação. Foram lavrados cinco autos de infração, sete de interdição e coletadas 40 amostras para análise laboratorial.

No Rio de Janeiro, os fiscais estiveram em 24 postos de combustíveis. Houve cinco autos de infração, três interdições, coleta de 23 amostras e apreensão de 14.360 litros de combustíveis. Parte da operação teve foco em possíveis práticas abusivas de preços.

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Em Minas Gerais, foram fiscalizados 19 postos, 16 revendas de GLP, duas distribuidoras e uma refinaria. O balanço registrou nove autos de infração, dez amostras coletadas e apreensão de 190 botijões de GLP. Em Goiás, 37 postos foram vistoriados, com oito autos de infração, uma interdição e 17 amostras coletadas.

No Espírito Santo, a ANP informou o uso de espectrofotômetro FTIR em 12 postos. Segundo a agência, o equipamento identificou percentual de biodiesel no óleo diesel fora da especificação legal e também pode detectar fraudes por adição de metanol na gasolina e no etanol.

A fiscalização alcançou ainda estados como Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em parte dessas unidades, não houve registro de irregularidades, mas foram coletadas amostras para exames laboratoriais.

Para o setor produtivo, a verificação da conformidade de diesel, gasolina, etanol e GLP tem relação com a operação de frota, transporte de insumos e escoamento da produção. A ANP não apresentou, no material divulgado, um consolidado nacional de agentes fiscalizados já encerrados além dos recortes por estado.

A ANP informou que as ações são definidas com base em dados da Ouvidoria, do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis e de sua área de inteligência. Os estabelecimentos autuados podem receber multas de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de suspensão ou revogação de autorização, após processo administrativo com direito à defesa.

Fonte: gov.br

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Receita Federal fará live sobre IRPF na atividade rural e reforma tributária


Receita Federal fará live sobre IRPF na atividade rural e reforma tributária

A Receita Federal realizará, na próxima quarta-feira (20), das 15h às 16h, a décima live da série sobre o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O tema será “Atividade Rural x Reforma Tributária”, com foco na incidência do tributo sobre a atividade rural, nas principais inconsistências identificadas pela fiscalização e nas penalidades aplicáveis aos contribuintes. A transmissão será feita pelo canal da Receita Federal no YouTube.

Segundo a Receita Federal, a apresentação trará um panorama das regras do IRPF ligadas à atividade rural e deve abordar pontos que costumam gerar autuações ou inconsistências na declaração. Entre os temas previstos estão a simulação de parcerias rurais e o lançamento indevido de despesas, com destaque para notas fiscais emitidas por empresas sem capacidade operacional efetiva.

A live também tratará do registro incorreto de receitas de arrendamento como receitas da atividade rural, prática que pode resultar em multas. Outro foco será a ausência de escrituração ou o preenchimento incorreto de informações no Livro Caixa da Atividade Rural e no Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), instrumentos exigidos para o controle fiscal de receitas, despesas e resultados da produção.

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Para o público do setor agropecuário, a iniciativa tem caráter de orientação prática. O correto enquadramento das receitas e despesas e o preenchimento adequado dos registros fiscais influenciam o cumprimento das obrigações tributárias e reduzem o risco de questionamentos pela fiscalização. A Receita informa que as lives ocorrem semanalmente, sempre às quartas-feiras, com temas voltados à declaração do IRPF.

O palestrante desta edição será José Carlos Zimmermann. A programação divulgada informa data, horário e canal de transmissão, mas não detalha antecipadamente quais aspectos da reforma tributária serão aprofundados durante a apresentação.

A orientação oficial é que produtores e demais contribuintes da atividade rural acompanhem a transmissão para revisar procedimentos, esclarecer dúvidas e verificar pontos de atenção na escrituração e na declaração do imposto. Como a Receita Federal não antecipou conteúdo técnico completo sobre a reforma tributária, eventuais desdobramentos dependerão das informações apresentadas na live.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Hipoteca pode proteger arrendamento rural



O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência d


O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato
O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato – Foto: Nadia Borges

Contratos de arrendamento rural que envolvem investimentos elevados podem exigir mecanismos adicionais de proteção ao arrendatário. A avaliação é de Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Segundo o especialista, é possível que o próprio imóvel arrendado seja dado em hipoteca como garantia ao arrendatário. Embora pouco usada, a cláusula pode ser recomendável em contratos de médio e longo prazo, especialmente quando o arrendatário realiza benfeitorias, implanta infraestrutura ou desenvolve lavouras permanentes que, ao fim do contrato, passam a valorizar o patrimônio do proprietário.

O principal risco ocorre quando o arrendador perde a propriedade durante a vigência do contrato, como em casos de venda por determinação judicial. Conforme entendimento citado do Superior Tribunal de Justiça, o comprador de imóvel em alienação judicial não é obrigado a respeitar o arrendamento anterior. Assim, o arrendatário pode ser levado a desocupar a área antes do prazo, com investimentos ainda não amortizados e dificuldade para cobrar indenização.

A hipoteca vinculada ao valor dos investimentos projetados transforma esse crédito em garantia real, reduzindo riscos de inadimplência. A medida, porém, não se aplica a todo contrato e exige análise criteriosa, escritura pública e registro na matrícula do imóvel, além de verificação de gravames anteriores, anuência do cônjuge quando necessária e compatibilidade entre o valor garantido e os investimentos previstos.

Também pode ser prevista a redução proporcional da garantia à medida que o contrato avança e os investimentos são amortizados. Em operações rurais de maior porte, a cláusula pode representar maior segurança jurídica e evitar prejuízos de difícil recuperação.

 





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Vale do Taquari recebe Dia de Campo sobre recuperação rural pós-enchente


Vale do Taquari recebe Dia de Campo sobre recuperação rural pós-enchente

O Plano Recupera Rural RS realizará nesta quinta-feira (21), das 8h às 12h, o Dia de Campo URT Raízes da Felicidade, na comunidade de Arroio do Ouro, em Estrela (RS), no Vale do Taquari. A atividade ocorrerá na propriedade da Família Mallmann, onde foi implantada uma Unidade de Referência Tecnológica voltada à reestruturação territorial pós-enchente. O evento foi organizado para apresentar práticas de recuperação produtiva e ambiental em áreas afetadas pelas cheias de novembro de 2023 e maio de 2024.

Segundo a organização, o território ainda enfrenta efeitos das enchentes, como processos erosivos, contaminação de águas, perda parcial de vegetação nativa e mata ciliar do Rio Taquari, além de danos a moradias, estruturas rurais, máquinas, rebanhos e lavouras. Esses fatores comprometeram a capacidade produtiva de propriedades da região.

A programação será dividida em cinco estações temáticas, com circulação dos participantes em grupos. Estão previstas demonstrações de manejo e conservação do solo e da água, uso de geotecnologias para diagnóstico e recuperação ambiental, visita técnica a sistema agroflorestal e quintal orgânico de frutas, apresentação de cultivares e práticas de restauração ecológica produtiva, além de debate sobre políticas públicas de reconstrução territorial e acesso a crédito.

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O Dia de Campo decorre de demandas levantadas em uma Oficina de Planejamento Participativo promovida em dezembro de 2025, quando a comunidade apontou prioridades para a reconstrução local. O público-alvo inclui agricultores, agricultoras e representantes de instituições públicas, organizações não governamentais e entidades privadas ligadas à restauração ecológica e à mitigação de danos climáticos.

No período da tarde, o plano também prevê capacitação sobre o aplicativo MapeiaResíduoS, desenvolvido para mapear resíduos e entulhos deixados pelas enchentes. A ferramenta poderá ser utilizada pela comunidade no levantamento de informações para apoiar ações de recuperação e subsidiar políticas públicas. O material informado não detalha o horário exato da formação da tarde.

A iniciativa concentra ações práticas de recomposição do solo, da vegetação e do acesso à água, além de orientação sobre instrumentos públicos de recuperação. Para produtores do Vale do Taquari, o evento funciona como espaço técnico de demonstração e articulação local, em um cenário em que a retomada produtiva depende de manejo adequado, diagnóstico territorial e apoio institucional.

Fonte: embrapa.br

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PIB do Chile cai 0,5% no primeiro trimestre de 2026


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile recuou 0,5% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com igual período do ano anterior, informou o Banco Central do Chile nesta segunda-feira (18). O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam alta de 1,2%, e sucedeu o avanço de 1,6% observado no trimestre imediatamente anterior.

Segundo o banco central chileno, o desempenho da economia foi pressionado principalmente pelo setor externo. As exportações de bens e serviços caíram 4,9% no período, enquanto as importações avançaram 2,0%, movimento que reduziu a contribuição do comércio exterior para a atividade econômica.

A queda das exportações refletiu, sobretudo, menores embarques de frutas e cobre. No caso do setor agropecuário, a autoridade monetária informou retração de 5,4% na atividade agropecuário-silvícola, com impacto da menor produção frutícola. Pela ótica da oferta, esse foi um dos principais vetores negativos do trimestre, ao lado da mineração, que caiu 3,1% em linha com a redução da extração de cobre.

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Os dados mostram uma combinação de menor produção em setores exportadores relevantes e enfraquecimento das vendas externas. Para o segmento agropecuário, o recuo da fruticultura ajuda a explicar a perda de dinamismo do PIB, uma vez que o Chile tem participação relevante no comércio internacional de frutas.

Em sentido oposto, a demanda interna apresentou crescimento de 2,1% no trimestre. De acordo com o banco central, o resultado foi sustentado pelo avanço do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo, indicando que a atividade doméstica mostrou maior resistência do que o setor exportador no início do ano.

Os números do primeiro trimestre indicam que o desempenho da economia chilena seguirá condicionado à recuperação da produção frutícola e da mineração, além da reação das exportações. O banco central não detalhou, no material divulgado, projeções atualizadas para os próximos trimestres.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBC-Br cresce 1,29% no 1º trimestre de 2026, diz Banco Central


IBC-Br cai 0,67% em março e agropecuária recua 0,21%, informa BC

A economia brasileira cresceu 1,29% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta segunda-feira (18). O resultado veio acima da alta de 0,36% registrada no quarto trimestre de 2025, em dados revisados. No recorte setorial, a agropecuária avançou 1,04% na margem, mas caiu 0,53% na comparação com o mesmo período de 2025, na série sem ajuste sazonal.

Os dados do Banco Central (BC) mostram aceleração da atividade no início de 2026, com avanço também nos demais segmentos. No trimestre, o IBC-Br da indústria cresceu 1,30%, após recuo de 0,31% no fim de 2025. O índice de serviços subiu 1,02%, depois de alta de 0,47%. O indicador de impostos avançou 1,59%, frente a 0,33% no trimestre anterior.

Sem a agropecuária, o IBC-Br cresceu 1,23% entre janeiro e março, acima dos 0,24% observados entre outubro e dezembro. O dado indica que a retomada da economia no período não ficou concentrada apenas no campo, embora o setor siga com peso relevante no nível de atividade.

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Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, sem ajuste sazonal, o IBC-Br total avançou 1,41%. Nesse recorte, os serviços cresceram 2,38%, a indústria subiu 0,28% e os impostos aumentaram 0,91%. Já o indicador específico da agropecuária recuou 0,53%, sinalizando perda de ritmo em relação à base de comparação mais forte do ano anterior.

No acumulado de 12 meses até março, o IBC-Br teve alta de 1,81%, abaixo dos 1,90% até fevereiro. Na agropecuária, o avanço desacelerou de 9,68% para 5,79%. Para o setor rural, o conjunto dos dados sugere manutenção de crescimento econômico, mas com ambiente ainda influenciado por juros elevados e menor expansão do crédito.

Na ata da reunião de abril, publicada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 5 de maio, o Banco Central informou que a economia deve se recuperar nos primeiros meses de 2026, embora a tendência ainda seja de crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) no ano. O colegiado reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,50% ao ano, e indicou que os efeitos da política monetária restritiva ainda atingem a demanda e o crédito. Para produtores e agroindústrias, os próximos dados de PIB e financiamento serão determinantes para medir a continuidade desse ritmo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBC-Br cai 0,67% em março e agropecuária recua 0,21%, informa BC


IBC-Br cai 0,67% em março e agropecuária recua 0,21%, informa BC

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,67% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira (18). Em fevereiro, o indicador havia avançado 0,87%, dado revisado de 0,60%. No recorte setorial, a agropecuária recuou 0,21% na margem, após alta de 1,40% no mês anterior.

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado consultadas pela pesquisa Projeções Broadcast, que apontava queda de 0,30%. O intervalo das projeções ia de retração de 1,70% a alta de 0,30%.

Segundo o BC, todas as aberturas do IBC-Br apresentaram recuo na comparação mensal com ajuste sazonal. O índice ex-agropecuária caiu 0,93%, após avanço de 0,88% em fevereiro. O indicador de serviços recuou 0,79%, o da indústria cedeu 0,23% e o de impostos caiu 0,21%.

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No caso da agropecuária, o recuo de 0,21% em março ocorre depois de uma alta de 1,40% em fevereiro, em dado revisado de 0,23%. O movimento indica perda de ritmo na margem, embora o IBC-Br não detalhe, nesta divulgação, quais atividades do campo mais influenciaram o resultado.

Na comparação com março de 2025, sem ajuste sazonal, o IBC-Br total cresceu 3,07%. Nessa mesma base, o índice da agropecuária caiu 0,73%, após retração de 1,18% em fevereiro. Já o índice ex-agropecuária subiu 3,90%, com avanço de 3,97% em serviços, 2,27% na indústria e 6,0% em impostos.

Para o setor agropecuário, os dados ajudam a medir o comportamento da atividade econômica e da demanda agregada. O recorte do BC também mostra que, no mês de março, a agropecuária teve desempenho inferior ao conjunto da economia na comparação anual, enquanto serviços e indústria exibiram expansão.

O IBC-Br é acompanhado pelo mercado como sinal antecedente do Produto Interno Bruto (PIB), mas não substitui o indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com os dados disponíveis, o resultado de março aponta desaceleração mensal da atividade e perda de força da agropecuária no período, sem detalhamento adicional do BC sobre os fatores específicos por segmento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar recua e petróleo perde força após sinalização dos EUA sobre sanções ao Irã


Mato Grosso sanciona lei e mantém base de cálculo do Fethab congelada até dezembro

O dólar operava em baixa no mercado à vista na manhã desta segunda-feira (18), em meio à desvalorização global da moeda americana e ao recuo pontual do petróleo. O movimento ocorreu após a agência iraniana Tasnim informar que os Estados Unidos aceitaram, em uma nova proposta, suspender sanções petrolíferas ao Irã durante o período de negociações bilaterais. No mesmo contexto, o mercado também acompanhou dados mais fracos da atividade econômica brasileira e novas revisões inflacionárias no boletim Focus.

Por volta das 9h30 desta segunda-feira (18), o barril do petróleo WTI era negociado a US$ 100,24, enquanto o Brent recuava para US$ 108,70, após ter superado US$ 112 durante a madrugada. Segundo a Tasnim, uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana afirmou que os EUA aceitaram suspender sanções sobre o petróleo do país durante as conversas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que as negociações seguem mediadas pelo Paquistão.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,67% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo da mediana do mercado, que projetava recuo de 0,30%. Na comparação com março de 2025, houve alta de 3,07%. No primeiro trimestre de 2026, o indicador avançou 1,29% frente ao quarto trimestre de 2025.

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Ao mesmo tempo, a mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,91% para 4,92%, na décima alta seguida. Entre as projeções mais recentes, a estimativa passou de 4,95% para 5,04%. Já o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) avançou 0,89% em maio, abaixo dos 2,94% de abril.

Para o agronegócio, câmbio e petróleo seguem no centro da formação de custos. Oscilações no preço do barril influenciam diesel, fretes e parte dos insumos industriais, enquanto o dólar afeta a competitividade das exportações e o custo de produtos atrelados ao mercado externo. O material de origem não informou a cotação nominal do dólar no mercado doméstico no horário citado.

O mercado deve continuar sensível aos desdobramentos das negociações envolvendo o Irã, ao comportamento do petróleo e às expectativas de inflação no Brasil. Para o setor agropecuário, a leitura técnica é de acompanhamento permanente dessas variáveis, já que mudanças no câmbio e na energia podem alterar custos operacionais e preços ao longo das cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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