segunda-feira, maio 18, 2026
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Dólar recua e petróleo perde força após sinalização dos EUA sobre sanções ao Irã


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O dólar operava em baixa no mercado à vista na manhã desta segunda-feira (18), em meio à desvalorização global da moeda americana e ao recuo pontual do petróleo. O movimento ocorreu após a agência iraniana Tasnim informar que os Estados Unidos aceitaram, em uma nova proposta, suspender sanções petrolíferas ao Irã durante o período de negociações bilaterais. No mesmo contexto, o mercado também acompanhou dados mais fracos da atividade econômica brasileira e novas revisões inflacionárias no boletim Focus.

Por volta das 9h30 desta segunda-feira (18), o barril do petróleo WTI era negociado a US$ 100,24, enquanto o Brent recuava para US$ 108,70, após ter superado US$ 112 durante a madrugada. Segundo a Tasnim, uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana afirmou que os EUA aceitaram suspender sanções sobre o petróleo do país durante as conversas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que as negociações seguem mediadas pelo Paquistão.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,67% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo da mediana do mercado, que projetava recuo de 0,30%. Na comparação com março de 2025, houve alta de 3,07%. No primeiro trimestre de 2026, o indicador avançou 1,29% frente ao quarto trimestre de 2025.

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Ao mesmo tempo, a mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,91% para 4,92%, na décima alta seguida. Entre as projeções mais recentes, a estimativa passou de 4,95% para 5,04%. Já o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) avançou 0,89% em maio, abaixo dos 2,94% de abril.

Para o agronegócio, câmbio e petróleo seguem no centro da formação de custos. Oscilações no preço do barril influenciam diesel, fretes e parte dos insumos industriais, enquanto o dólar afeta a competitividade das exportações e o custo de produtos atrelados ao mercado externo. O material de origem não informou a cotação nominal do dólar no mercado doméstico no horário citado.

O mercado deve continuar sensível aos desdobramentos das negociações envolvendo o Irã, ao comportamento do petróleo e às expectativas de inflação no Brasil. Para o setor agropecuário, a leitura técnica é de acompanhamento permanente dessas variáveis, já que mudanças no câmbio e na energia podem alterar custos operacionais e preços ao longo das cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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