domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

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Hidrovias do Norte ampliam escoamento agro e abastecimento regional


Hidrovias do Norte ampliam escoamento agro e abastecimento regional

As hidrovias da região Norte mantêm papel central na logística brasileira, no escoamento da produção agropecuária e no abastecimento de comunidades ribeirinhas. Dados divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes mostram que os rios Amazonas, Madeira, Solimões e Tapajós/Teles Pires concentram corredores estratégicos para cargas, passageiros e serviços públicos em áreas onde o transporte fluvial é, em muitos casos, a principal alternativa.

Segundo a Diretoria de Infraestrutura Aquaviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a região conta com quatro hidrovias administradas pelo órgão: HN-100 Rio Amazonas, HN-117 Rio Madeira, HN-132 Rio Solimões e Hidrovia Tapajós/Teles Pires. Essas rotas conectam municípios, dão suporte ao comércio regional e permitem o transporte de produtos agrícolas, minerais, combustíveis e mercadorias essenciais.

A HN-100 Rio Amazonas tem 1.646 quilômetros de extensão, responde por 65% da carga movimentada no Norte e transporta cerca de 50 milhões de toneladas por ano, de acordo com o governo federal. A via atende 9,2 milhões de pessoas nos estados do Amazonas, Amapá e Pará e opera durante todo o ano. Já a HN-117 Rio Madeira, com 1.060 quilômetros navegáveis entre Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), é uma das principais rotas para o escoamento de soja, milho e açúcar do Centro-Oeste.

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No caso da HN-132 Rio Solimões, são 1.630 quilômetros de extensão e conexão com 87 municípios em áreas do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima. A hidrovia Tapajós/Teles Pires soma 843 quilômetros e liga polos produtores do Centro-Oeste ao Rio Amazonas e ao Oceano Atlântico, reforçando a saída de cargas agrícolas e reduzindo a dependência de outros modais.

Para o setor agropecuário, a relevância dessas rotas está na capacidade de movimentar grandes volumes com integração entre produção, armazenagem e exportação. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a modernização da navegação interior fortalece a logística e amplia o acesso a mercados. O material divulgado, no entanto, não detalha investimentos, cronogramas de obras ou custos operacionais atualizados por corredor.

Além do transporte de cargas, as hidrovias sustentam o abastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos e viabilizam serviços públicos itinerantes. Entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, mais de 645 mil pessoas foram atendidas por embarcações da Caixa e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Amazonas e no Pará. Para a logística do agro, o desempenho dessas rotas segue diretamente ligado à manutenção da navegabilidade e à infraestrutura disponível nos corredores fluviais.

Fonte: gov.br

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Brasil deve fechar US$ 3,3 bilhões em negócios durante feira de alimentos na China


Foto: SIAL

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta segunda-feira (18), em Xangai, da SIAL 2026, feira de alimentos e bebidas da Ásia. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil tem participação recorde no evento, com 82 empresas expositoras em cinco pavilhões organizados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e parceiros. A expectativa informada é de movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e prospectados.

A agenda ocorre em um momento de reforço da estratégia brasileira de ampliar exportações agropecuárias, diversificar a pauta exportadora e ampliar a presença de produtos com maior valor agregado no mercado chinês. A China segue como principal destino das exportações do agro brasileiro, o que mantém a feira como uma vitrine comercial para proteínas, cafés, frutas, bebidas, mel, castanhas e produtos da sociobiodiversidade.

Durante a visita ao pavilhão da ApexBrasil, André de Paula afirmou que a feira é um espaço para ampliar relações comerciais e abrir oportunidades de negócios. O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, destacou o aumento e a diversificação da presença empresarial brasileira e informou que, em 2025, o Brasil foi o principal destino de investimentos diretos chineses no mundo, além de a China permanecer como o maior mercado para as exportações brasileiras.

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A participação brasileira reúne empresas de alimentos processados, cafés especiais, frutas amazônicas, bebidas e proteínas animal e vegetal. A ApexBrasil coordena os pavilhões World Food e Proteínas, além de ações em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto AgroBR.

Outro ponto da missão é a presença do programa Cooperar para Exportar, com um pavilhão voltado à agricultura familiar. O espaço reúne 10 cooperativas e apresenta produtos como açaí, cafés especiais, castanhas, mel, vinhos e polpas de frutas. Na prática, a iniciativa amplia a exposição de cooperativas e pequenos produtores a compradores internacionais, em um mercado relevante para alimentos e bebidas brasileiros.

A SIAL 2026 segue até terça-feira (20), em Xangai, com mais de 5 mil expositores de mais de 75 países e regiões, segundo os organizadores. O resultado efetivo da participação brasileira sobre contratos, volumes embarcados e abertura de mercado dependerá do desdobramento das rodadas de negócios e das negociações comerciais iniciadas durante a feira.

Fonte: gov.br

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Missão à China reúne cooperativas e reforça agenda comercial do agro brasileiro


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou neste domingo (17), em Xangai, de um encontro com representantes de cooperativas brasileiras do setor agropecuário durante missão oficial à China. A agenda integrou a missão técnica Asia Expert, voltada ao fortalecimento das relações com mercados asiáticos. Segundo o ministério, a China foi tratada como parceiro central para a continuidade da agenda comercial do agronegócio brasileiro.

O encontro foi promovido pela Ourofino Agrociência e reuniu lideranças do cooperativismo agrícola em uma programação com passagens por China, Coreia do Sul e Japão. Participaram representantes de cooperativas como C.Vale, Lar Cooperativa Agroindustrial, Comigo, Copacol, Coopercitrus, Integrada Cooperativa Agroindustrial, Cotrijal, Copasul e Coplacana.

Durante a agenda, André de Paula afirmou que assumiu o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) há cerca de 45 dias e indicou a continuidade de ações voltadas à inserção internacional do setor. Segundo o ministro, a escolha da China entre as primeiras agendas externas do novo comando da pasta está relacionada ao peso do país asiático na balança comercial brasileira.

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A agenda tem relevância para o setor porque envolve cooperativas com presença em cadeias como grãos, proteína animal, insumos e agroindústria. A aproximação com compradores, instituições e agentes econômicos asiáticos pode ampliar o conhecimento de mercado e apoiar estratégias de longo prazo em exportação, posicionamento comercial e diversificação de destinos.

O CEO da Ourofino Agrociência, Marcelo Abdo, apresentou o programa Asia Expert como uma iniciativa de preparação estratégica do agro brasileiro para atuação no mercado asiático. Segundo ele, a Ásia passou a invadir posição estratégica para o futuro das relações comerciais do Brasil.

O material divulgado não detalha volumes negociados, metas comerciais, acordos firmados ou produtos específicos tratados na agenda. Também não informa prazos ou resultados operacionais imediatos das reuniões.

No curto prazo, a missão sinaliza manutenção do foco institucional na China e em outros mercados asiáticos como eixo de relacionamento comercial do agro brasileiro. Sem divulgação de acordos ou números consolidados, os desdobramentos concretos para cooperativas e cadeias produtivas dependerão das tratativas posteriores entre empresas, entidades e autoridades.

Fonte: gov.br

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ABIEC e ApexBrasil levam Brazilian Beef Connect ao México


ABIEC e ApexBrasil levam Brazilian Beef Connect ao México

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizam na terça-feira (27), na Cidade do México, mais uma edição do Brazilian Beef Connect. A ação prevê rodada de negócios, agenda institucional e encontros com representantes do governo mexicano. O objetivo é fortalecer a presença da carne bovina brasileira no país e ampliar a aproximação com compradores e parceiros comerciais.

O evento será realizado no Hotel Marquis Reforma, a partir das 11h, com participação de importadores, distribuidores, parceiros comerciais e representantes do setor. A programação é restrita a convidados e conta com apoio da Embaixada do Brasil no México e da Câmara México-Brasil (CAMEBRA). Após a rodada de negócios, os participantes terão um almoço com carne bovina brasileira.

Segundo a ABIEC, a missão também inclui audiências e encontros institucionais ao longo da semana, com foco no diálogo bilateral e na expansão das relações comerciais entre Brasil e México. A entidade será representada pela diretora de Relações Internacionais, Lhais Sparvoli.

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Participam desta edição as empresas Astra, Barra Mansa, Best Beef, Better Beef, Frialto, Frigon, Iguatemi, JBS, Minerva Foods, Naturafrig, Ramax e RXM. A ABIEC informou que reúne 47 empresas, responsáveis por 98% da carne bovina negociada pelo Brasil nos mercados internacionais.

De acordo com a associação, o Brasil produz cerca de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano, das quais aproximadamente 30% são destinadas ao mercado externo. Já o projeto setorial Brazilian Beef, iniciado em 2001 em parceria com a ApexBrasil, acumula mais de R$ 60 milhões em investimentos ao longo de 20 anos e crescimento superior a 500% nas exportações, conforme dados da entidade.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o México é um mercado relevante para a estratégia de promoção comercial da carne bovina brasileira. O material divulgado, no entanto, não detalha o volume atual exportado ao mercado mexicano nem metas específicas de negócios para esta edição do encontro.

A agenda no México reforça a estratégia de promoção comercial em mercados considerados prioritários pela indústria exportadora. O resultado prático da ação sobre contratos, volumes e abertura de novas oportunidades dependerá das negociações e dos desdobramentos institucionais previstos para a missão.

Fonte: abiec.com.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Biológicos exigem atenção à cepa no rótulo



O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra


O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra
O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra – Foto: Canva

A presença frequente de Bacillus em produtos biológicos usados na agricultura está ligada menos a uma tendência de mercado e mais às características fisiológicas desse grupo de bactérias. Segundo João Guilherme Amaral, engenheiro agrônomo, a explicação está na capacidade do Bacillus de formar endósporos, uma estrutura de resistência que permite sua sobrevivência em condições adversas.

Quando o ambiente se torna desfavorável, seja por calor, seca ou presença de fungicida no tanque, o Bacillus reduz sua atividade, forma uma espécie de cápsula protetora e entra em pausa. Com a melhora das condições, o microrganismo retoma sua atividade. Essa característica ajuda a explicar por que o gênero aparece em diferentes formulações e consegue resistir a combinações com químicos, além de se adaptar a formas variadas de aplicação, como sulco, pulverização foliar e tratamento de sementes.

A resistência, porém, não significa que todos os produtos com Bacillus tenham a mesma função na lavoura. O ponto central, de acordo com o material, é que Bacillus funciona como um sobrenome de família. O que define a ação agronômica é a cepa presente no produto. Por isso, espécies semelhantes podem apresentar resultados distintos dependendo da cepa utilizada.

Um exemplo citado é o B. subtilis com a cepa QST 713, que possui patente global relacionada à ação sobre ovos e juvenis de nematoide. Isso não significa que outro B. subtilis terá a mesma capacidade. Da mesma forma, o B. amyloliquefaciens com a cepa CPQBA 040-11DRM tem registro para doenças foliares, enquanto outro microrganismo da mesma espécie pode ter foco completamente diferente.

O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra acreditando que o resultado será equivalente. A lógica é semelhante à comparação entre profissionais de uma mesma área, mas com protocolos e finalidades diferentes. A escolha incorreta pode levar a resultado nulo, mesmo quando a dose aplicada está correta. No uso de biológicos, portanto, a identificação da cepa é tão importante quanto o gênero indicado no rótulo.

 





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Soja certificada passa de 10 milhões de toneladas no mundo; Brasil lidera oferta


soja
Imagem gerada por IA

A certificação da soja responsável da RTRS (Round Table on Responsible Soy) ultrapassou, em 2025, a marca de 10 milhões de toneladas produzidas no mundo e consolidou o Brasil como principal fornecedor global do grão certificado. Segundo dados da entidade, a produção mundial certificada chegou a 10,3 milhões de toneladas.

O avanço reflete o aumento da adoção de práticas sustentáveis e rastreáveis ao longo da cadeia produtiva, movimento impulsionado principalmente pela maior pressão dos mercados consumidores e pelo engajamento da indústria de alimentos e ração animal.

A demanda pela soja certificada também cresceu. Em 2025, o volume consumido avançou 9,5%, alcançando 8,1 milhões de toneladas.

Atualmente, a RTRS reúne mais de 84 mil produtores certificados em diferentes países, além de uma rede formada por armazenadoras, portos e indústrias que conectam os diversos elos da cadeia.

Brasil concentra 83% da produção global

O Brasil lidera com folga a produção de soja RTRS no mundo. De acordo com a entidade, o país reúne 220 unidades certificadas e responde por 77% da área total certificada e 83% da produção global de soja responsável.

Além do Brasil, há produtores certificados na Argentina, Paraguai, Uruguai, Índia e Uganda. Já a demanda segue concentrada principalmente na Europa, com destaque para Holanda e Dinamarca, mercados pressionados por regras ambientais mais rígidas e exigências de rastreabilidade.

Outro ponto de avanço está na cadeia de custódia. Neste ano, 17 novas empresas e 41 novos sites receberam certificação RTRS, ampliando a presença do sistema em mercados estratégicos como Brasil, Argentina, Índia e Paraguai.

A certificação também avançou no milho. A produção certificada do cereal cresceu 17% no período, chegando a 5,4 milhões de toneladas.

Demanda ainda é desafio

Apesar do crescimento, a RTRS avalia que ainda há obstáculos para ampliar a certificação. Segundo o gerente de Desenvolvimento de Mercado Brasil da entidade, Alvaro A. P. Queiroz, o principal desafio é aumentar a demanda por soja certificada entre grandes compradores, como indústrias de alimentos e ração.

“A cadeia da soja é longa e complexa, e o consumidor final não percebe claramente sua presença nos produtos. Como resultado, a percepção de valor da soja certificada é baixa, limitando a captura de prêmio ao longo da cadeia”, afirma.

Segundo ele, o custo de adesão e a falta de conhecimento sobre o processo ainda dificultam a entrada de pequenos e médios produtores.

Queiroz destaca, porém, que muitos produtores brasileiros já atendem parte relevante dos critérios exigidos pela certificação por conta da própria legislação ambiental e trabalhista do país.

Na avaliação da RTRS, há espaço para expansão em mercados como o Sudeste Asiático e também em setores como a aquacultura. A certificação também tende a ganhar força diante de novas exigências ligadas à rastreabilidade e à pegada de carbono.

“É importante que os mercados compreendam o que é a certificação e como ela contribui para uma cadeia mais responsável. Ela vai além do combate ao desmatamento, abrangendo também condições de trabalho, relacionamento com comunidades e boas práticas agrícolas”, finaliza Queiroz.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Exportações do agro ao Golfo Pérsico sobem 1,97% no quadrimestre


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

As exportações brasileiras de produtos agropecuários para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) cresceram 1,97% no primeiro quadrimestre de 2026, para US$ 1,76 bilhão. Os dados são da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, antecipados ao Broadcast Agro. O desempenho ocorreu em meio ao aumento de despesas com fretes e seguros, associado ao fechamento do Estreito de Ormuz e ao conflito no Oriente Médio.

O CCG é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, os exportadores brasileiros mantiveram o fluxo de vendas ao bloco ao ajustar rotas e operações logísticas, mesmo com custo maior.

Em nota, o secretário-geral da entidade, Mohamad Mourad, afirmou que os exportadores encontraram soluções logísticas para abastecer a região e que os mercados árabes seguem gerando receitas relevantes, especialmente em produtos ligados à segurança alimentar.

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Entre os destaques do quadrimestre, o açúcar avançou 28,74%, somando US$ 442,59 milhões, com crescimento em Omã e na Arábia Saudita. A carne bovina teve alta de 28,77%, para US$ 219,30 milhões. O café registrou expansão de 58,50%, com faturamento de US$ 64,67 milhões. O milho também apresentou recuperação, com US$ 11,80 milhões em abril e acumulado de US$ 73,01 milhões no ano, alta de 11,69%, impulsionado por vendas ao Kuwait e aos Emirados Árabes Unidos.

As exportações de frango, por outro lado, recuaram 5,98% no período, para US$ 791,19 milhões. Ainda assim, o Catar ampliou as compras da proteína em 13,82%, utilizando rotas por portos sauditas no Mar Vermelho, além de caminhões e aviões.

O resultado do agro contrastou com o desempenho total das exportações brasileiras ao bloco. Em abril, as vendas gerais para o CCG caíram 24,99% na comparação anual, para US$ 455,54 milhões. No acumulado de janeiro a abril, o total exportado recuou 0,67%, para US$ 2,82 bilhões.

Os dados indicam que o agronegócio brasileiro manteve presença comercial no Golfo mesmo sob restrições logísticas e custo maior de transporte. A continuidade desse desempenho dependerá das condições de navegação na região e da capacidade de manter rotas alternativas sem perda adicional de competitividade, segundo as informações disponíveis da entidade setorial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Área tratada com defensivos no Brasil cresce 7,5% e bate recorde


defensivos
Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

O manejo de pragas e doenças exigiu atenção redobrada do produtor brasileiro na última safra. O uso de defensivos agrícolas nas lavouras do país fechou 2025 com uma alta de 7,5% na Área Potencial Tratada (PAT). Ao todo, o montante superou a marca de 2,6 bilhões de hectares protegidos, de acordo com um levantamento realizado pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

Para entender o tamanho desse número, vale lembrar que a metodologia do PAT não mede apenas o tamanho físico do terreno, mas sim a intensidade do tratamento. O cálculo cruza a área cultivada com o número de aplicações e a quantidade de produtos que foram necessários para proteger a planta. É um termômetro real da pressão de pragas no campo.

Essa alta veio mesmo depois de um ano cheio de altos e baixos. O primeiro semestre de 2025 foi bem desafiador para o bolso do produtor, com o clima jogando texturas difíceis na tela e os preços das commodities em retração. A virada de chave aconteceu na segunda metade do ano, puxada pela expansão de área plantada e pela valorização de insumos importantes no mercado, como o glifosato.

Soja e Mato Grosso na liderança do consumo

Como já era de se esperar, a soja continua sendo a cultura que mais demanda cuidados. O grão concentrou 55% de toda a área tratada no território nacional. Logo atrás veio o milho, que aumentou sua participação de 16% para 18% por causa do aumento de área e do ataque pesado de lagartas e insetos sugadores. Fechando o top 3, o algodão segurou seus 7% de representatividade.

Olhando para o mapa do Brasil, o Centro-Oeste e o Norte ditam o ritmo. A região formada por Mato Grosso e Rondônia concentrou sozinha 33% do total nacional de área tratada. O bloco do BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí) veio em seguida com 18%, superando o eixo São Paulo/Minas Gerais (13%) e a região Sul, com Rio Grande do Sul e Santa Catarina somando 11%.

Quando o assunto é o tipo de produto que mais movimentou os estoques das fazendas, os herbicidas lideraram em volume absoluto, abocanhando 46% do consumo total. Na sequência vieram os inseticidas e os fungicidas, empatados com 26% cada.

Já na divisão por área tratada (frequência de aplicação nas lavouras), os inseticidas assumiram a ponta com 30% da cobertura, seguidos pelos herbicidas (22%) e fungicidas (18%). O tratamento de sementes respondeu por 7% do bolo, enquanto o restante ficou com adjuvantes e reguladores de crescimento.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Anac reajusta tarifas aeroportuárias do Galeão e de Confins


Anac reajusta tarifas aeroportuárias do Galeão e de Confins

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reajustou os tetos das tarifas aeroportuárias dos aeroportos internacionais Tom Jobim-Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais. Os novos valores poderão ser praticados 30 dias após a divulgação pelas concessionárias. Segundo a agência, os percentuais refletem a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre abril de 2025 e abril de 2026, além de fatores previstos contratualmente.

No Galeão, os tetos das tarifas de embarque e conexão de passageiros, além de pouso e permanência de aeronaves, foram reajustados em 5,2%. Em Confins, a alta foi de 4,7% para essas mesmas cobranças. Com a atualização, a tarifa máxima de embarque doméstico no Galeão passará de R$ 34,11 para R$ 35,91, enquanto a internacional subirá de R$ 60,41 para R$ 63,59.

Em Confins, a tarifa doméstica irá de R$ 33,56 para R$ 35,15. A internacional passará de R$ 67,34 para R$ 70,54. A Anac informou que a tarifa de embarque é a única paga diretamente pelo passageiro e remunera os serviços, as instalações e as facilidades disponibilizadas pela concessionária.

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Já os tetos das tarifas de armazenagem e capatazia de cargas dos dois aeroportos tiveram reajuste de 4,3915%, com base exclusivamente na inflação acumulada no período. Nesse caso, o tema ganha relevância logística para operadores de carga que utilizam os terminais, inclusive embarques de produtos perecíveis, itens de maior valor agregado e insumos que dependem de transporte aéreo. O material divulgado pela agência, no entanto, não detalha quais cadeias serão mais afetadas nem apresenta estimativa de impacto por segmento.

De acordo com a Anac, os reajustes estão previstos nos contratos de concessão como mecanismo de atualização monetária para preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos terminais.

A aplicação dos novos tetos dependerá da divulgação pelas concessionárias e só poderá ocorrer após 30 dias. Até o momento, a Anac informou os percentuais e os valores máximos atualizados, mas não apresentou projeções sobre efeito setorial específico nos custos de passageiros ou usuários da carga aérea.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ministro da Agricultura participa de encontro com empresários na China


Ministro da Agricultura participa de encontro com empresários na China
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, iniciou neste domingo (17), em Xangai, a missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à China com participação no Seminário Brasil-China de Agronegócio. O encontro reuniu empresários e representantes dos setores público e privado dos dois países para tratar de cooperação comercial, acesso a mercado e intercâmbio agropecuário. A China permaneceu em 2025 como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 55,22 bilhões embarcados.

Durante o seminário, André de Paula afirmou que o Mapa tem intensificado o diálogo com a Administração-Geral de Aduanas da China, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e outras autoridades chinesas para ampliar o acesso de produtos brasileiros e aperfeiçoar protocolos sanitários e fitossanitários. Segundo o ministério, entre 2023 e 2026 foram abertos 12 novos mercados na China para itens como carne de aves e derivados, DDG de milho, farelo de amendoim, farinhas e óleos de origem animal e de pescado, gergelim, noz-pecã, pescado, sorgo e uvas.

Os dados de comércio reforçam o peso da relação bilateral para o setor. Em 2025, o complexo soja liderou as vendas do agro brasileiro à China, com US$ 34,61 bilhões, o equivalente a mais de 62% do total exportado ao país asiático. Também se destacaram carnes, com US$ 9,82 bilhões, produtos florestais, com US$ 5,06 bilhões, complexo sucroalcooleiro, com US$ 1,90 bilhão, e fibras e produtos têxteis, com US$ 872 milhões.

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No sentido inverso, o Brasil importou US$ 1,59 bilhão em produtos agropecuários chineses em 2025, com maior participação de produtos florestais, fibras e têxteis, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos e rações para animais. Considerando todos os setores da economia, o fluxo bilateral somou US$ 170,9 bilhões no ano passado.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, destacou qualidade, sanidade, sustentabilidade e estabilidade de fornecimento como atributos da agropecuária brasileira. Já a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) informou que o comércio bilateral saiu de cerca de US$ 8 bilhões em 2003 para aproximadamente US$ 170 bilhões no último ano, enquanto as exportações brasileiras de proteínas animais para a China avançaram de menos de 100 mil toneladas para cerca de 1,7 milhão de toneladas no período.

A agenda em Xangai indica manutenção do esforço oficial para ampliar mercados e diversificar os embarques brasileiros além das commodities tradicionais. O efeito prático dessa estratégia dependerá do avanço das negociações sanitárias, da consolidação de canais comerciais e da capacidade de inserção de produtos de maior valor agregado no mercado chinês.

Fonte: gov.br

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