domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

News

Diretor do BC diz que política monetária conteve inflação e expectativas


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta terça-feira (19), durante conferência organizada pelo Santander, que a política monetária foi efetiva para conter a inflação e as expectativas futuras, mesmo diante do avanço do crédito nos últimos meses. Segundo ele, o processo ajudou a levar a inflação de níveis próximos de 5% para cerca de 3,8% no acumulado em 12 meses, com base no dado mais recente citado antes do início do conflito no Irã.

Na avaliação do diretor, houve um impulso relevante de crédito ao longo dos 12 a 18 meses anteriores ao momento atual. Ele afirmou que os dados anteriores registraram um estímulo em torno de R$ 25 bilhões por mês, patamar que, segundo ele, ajuda a dimensionar a magnitude das medidas econômicas em curso.

Nilton David também mencionou a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. De acordo com ele, o mercado avaliava que a medida poderia gerar um impulso adicional entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões por ano, o que alimentava preocupações sobre maior dificuldade para o Banco Central conduzir a inflação para patamares mais baixos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Ainda assim, o diretor afirmou que a política monetária conseguiu responder ao quadro, mesmo com crescimento econômico acima das expectativas em anos recentes. Segundo ele, parte desse movimento ocorreu porque medidas simultâneas ampliaram a sensibilidade da economia aos juros, ao mesmo tempo em que houve aumento da renda disponível para consumo.

Para o público do agronegócio, a sinalização do Banco Central é acompanhada porque inflação, crédito e juros influenciam o custo financeiro da produção, as condições de tomada de recursos e o ambiente de consumo. O diretor, porém, não detalhou efeitos específicos sobre crédito rural, agroindústria ou cadeias agropecuárias.

A indicação apresentada pelo diretor do Banco Central é de desaceleração do impulso do crédito no ritmo observado anteriormente. Sem detalhamento adicional sobre próximos passos da autoridade monetária ou efeitos setoriais específicos, a leitura técnica disponível é de continuidade do monitoramento sobre inflação, atividade e condições financeiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Diretor do BC diz que política monetária conteve inflação e expectativas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Comissão da Câmara debate MPs sobre combustíveis e abastecimento nesta quarta-feira


Conab e BNDES firmam acordo para estudos sobre abastecimento alimentar

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (20), às 16 horas, audiência pública para discutir a eficiência e os impactos das Medidas Provisórias 1340/26, 1343/26 e 1349/26, além de decretos relacionados ao tema. O debate foi solicitado pelos deputados Junio Amaral (PL-MG), Rodrigo da Zaeli (PL-MT) e Lafayette de Andrada (PL-MG) e terá plenário ainda a ser definido.

Segundo o requerimento dos parlamentares, a análise vai se concentrar na compatibilidade do desenho normativo com a segurança jurídica, a neutralidade concorrencial, a eficiência econômica e a preservação do abastecimento. O documento aponta que a Medida Provisória 1340/26 prevê desconto na comercialização de combustíveis antes do ressarcimento ao agente econômico, o que, na avaliação dos autores, transfere temporariamente ao setor privado o custo financeiro da política pública.

De acordo com os deputados, essa diferença de prazo pode afetar o fluxo de caixa das empresas, reduzir a previsibilidade econômica e desestimular a reposição de estoques, sobretudo em um mercado com dependência de importações. O requerimento também afirma que a Medida Provisória 1349/26, ao prever subvenção emergencial para a importação de diesel, indica que o modelo inicial da política não foi suficiente para equilibrar a operação.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

No caso da Medida Provisória 1343/26, os autores do pedido sustentam que a norma amplia a pressão sobre o setor de transporte e reforça a necessidade de avaliar os efeitos integrados da política sobre logística, concorrência e abastecimento. O texto divulgado pela Câmara não detalha, até o momento, os percentuais, volumes, custos fiscais ou prazos operacionais de cada medida, o que limita uma mensuração mais precisa dos efeitos econômicos.

Para o setor agropecuário, o debate tem relevância porque o diesel é insumo central no transporte de insumos, grãos, proteínas e demais produtos agroindustriais. Mudanças regulatórias que afetem oferta, importação ou custo logístico podem repercutir sobre frete, armazenagem e escoamento, embora os impactos efetivos dependam do conteúdo final das medidas e da execução operacional.

A audiência deverá servir para esclarecer a modelagem das medidas e seus efeitos sobre o mercado de combustíveis. Até que haja mais detalhes oficiais sobre custos, prazos e mecanismos de compensação, a extensão dos impactos sobre transporte e abastecimento segue sem mensuração completa.

Fonte: camara.leg.br

O post Comissão da Câmara debate MPs sobre combustíveis e abastecimento nesta quarta-feira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Com frigoríficos fora das compras, negociações no mercado do boi gordo seguem lentas


boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo começou a semana em ritmo lento, com poucos negócios e pressão sobre os preços dos animais para abate. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), muitos frigoríficos permaneceram fora das compras nesta segunda-feira (18), sustentados por escalas abastecidas com animais de contratos e produção própria.

De acordo com o levantamento, a postura mais cautelosa costuma ser comum nas segundas e sextas-feiras, mas o mercado pode ganhar mais movimentação ao longo desta terça-feira (19).

Com as indústrias abastecidas, as escalas de abate seguem confortáveis em boa parte do país, variando entre uma semana ou mais. Esse cenário continua limitando reações nos preços da arroba.

Pecuaristas resistem, mas clima interfere nas negociações

Do lado dos produtores, parte dos pecuaristas ainda tenta segurar as vendas em busca de melhores ofertas dentro das próprias regiões. Outros preferem negociar apenas o mínimo necessário.

Além disso, as mudanças climáticas em algumas regiões também têm influenciado o ritmo das negociações no mercado físico.

Apesar da pressão predominante no país, algumas praças seguem descoladas do cenário nacional. No Pará, por exemplo, os preços do boi gordo continuam firmes, com negócios entre R$ 335 e R$ 345 por arroba. As escalas de abate no estado variam entre três e oito dias.

Rondônia também apresenta um mercado mais ajustado, com preços entre R$ 330 e R$ 335 por arroba e escalas ainda mais curtas, entre dois e cinco dias.

Carne bovina perde força no atacado

No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carne bovina voltou a registrar queda nos preços. Segundo o Cepea, todos os cortes com osso apresentaram recuo nesta segunda-feira.

A ponta de agulha liderou as perdas, com baixa próxima de 1% no dia. Com isso, a carcaça casada bovina teve média à vista de R$ 25,06 por quilo, recuo de 0,57%.

Segundo agentes do setor, a demanda não chega a ser considerada fraca, mas já apresenta desaceleração em relação ao ritmo observado na semana passada.

Boi magro acompanha queda da arroba

Na reposição, os preços do boi magro também seguem pressionados em São Paulo. A desvalorização da arroba do boi gordo acabou puxando para baixo as cotações da categoria.

Na comparação semanal, o boi magro registrou queda de 1,9%.

Enquanto isso, o Indicador Cepea/Esalq do boi gordo paulista fechou a segunda-feira com média à vista de R$ 345,30 por arroba.

O post Com frigoríficos fora das compras, negociações no mercado do boi gordo seguem lentas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 1º trimestre de 2026


Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 1º trimestre de 2026

Os abates de bovinos, suínos e frangos cresceram no Brasil no 1º trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, segundo os primeiros resultados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (19). Na base anual, o abate de bovinos subiu 3,3%, o de suínos avançou 5,5% e o de frangos aumentou 3,7%.

No período, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. No caso dos suínos, o total chegou a 15,27 milhões de cabeças. Para frangos, o volume somou 1,71 bilhão de cabeças.

Em relação ao 4º trimestre de 2025, no entanto, o movimento foi de acomodação para os abates. Os bovinos registraram recuo de 6,8%, os suínos tiveram variação negativa de 0,1% e os frangos caíram 0,4%.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

A produção de carcaças bovinas alcançou 2,63 milhões de toneladas, alta de 5,1% sobre o 1º trimestre de 2025 e queda de 10,2% frente ao trimestre imediatamente anterior. Entre os suínos, o peso acumulado das carcaças foi de 1,37 milhão de toneladas, com avanço anual de 2,6% e redução trimestral de 3,0%. Já as carcaças de frangos somaram 3,73 milhões de toneladas, com alta de 7,0% na comparação anual e de 2,3% ante o 4º trimestre de 2025.

Nos demais indicadores da pecuária, a aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção sanitária atingiu 6,78 bilhões de litros, crescimento de 3,3% em um ano e queda de 7,9% na comparação trimestral. Os curtumes receberam 10,76 milhões de peças inteiras de couro cru bovino, resultado estável em relação ao 1º trimestre de 2025 e 3,3% menor que o do trimestre anterior.

A produção de ovos de galinha ficou em 1,21 bilhão de dúzias. O volume cresceu 0,4% sobre igual período do ano passado, mas recuou 3,5% frente ao 4º trimestre de 2025.

Os números preliminares do IBGE indicam expansão anual da atividade pecuária no início de 2026, com comportamento distinto entre os segmentos na comparação com o fim de 2025. Os resultados completos do 1º trimestre serão divulgados pelo instituto em terça-feira (16 de junho). Até lá, o detalhamento regional e por unidade da federação ainda não foi apresentado nessa prévia.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

O post Abates de bovinos, suínos e frangos crescem no 1º trimestre de 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tarifas dos EUA devem ter nova volatilidade



Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação


Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação
Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação – Foto: Pixabay

A política tarifária dos Estados Unidos deve seguir como fator de atenção para empresas que dependem de importações, especialmente em setores ligados a equipamentos, máquinas e processamento de alimentos. Embora as tarifas tenham se mantido relativamente estáveis nos últimos meses, a expectativa é de maior volatilidade daqui para frente, com mudanças regulatórias, prazos judiciais e novas investigações comerciais no radar.

Durante um BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars da Associação de Fabricantes de Equipamentos de Panificação, Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, afirmou que o setor não deve se acomodar diante da aparente estabilidade recente. Segundo ela, o cenário atual representa uma calmaria temporária, e as empresas precisam se preparar para oscilações nas tarifas.

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como mecanismo tarifário abriu caminho para o início dos reembolsos. De acordo com Jarosz, US$ 35 bilhões já foram devolvidos a importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados com as tarifas vinculadas à lei. Nesta fase, podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores registrados ou despachantes aduaneiros podem solicitar os valores.

Ainda há incerteza sobre o alcance desses reembolsos. O governo Trump tem até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo, o que pode definir se a devolução valerá para todos os pagadores das tarifas ou apenas para os autores nomeados na ação judicial. Por isso, Jarosz recomendou que importadores e corretores apresentem os pedidos rapidamente.

Mesmo com a revogação das tarifas ligadas à lei, elas foram substituídas pela Seção 122, que estabeleceu uma taxa de 10% sobre importações de todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México em conformidade com o USMCA. A medida vale por 150 dias, até 24 de julho, e funciona como transição para possíveis novas tarifas baseadas nas seções 301 e 232.


 





Source link

News

Comissão do Senado vota nesta terça projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais


Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
Foto: Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta terça-feira (19) o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha especial de financiamento para produtores rurais afetados por eventos climáticos, com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. O texto em análise é o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que ampliou o alcance da proposta original do governo federal.

A proposta autoriza o uso de recursos do Fundo Social para renegociar dívidas rurais contratadas até 30 de junho de 2025. O crédito poderá ser utilizado para quitar operações de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural (CPRs). O limite global da linha especial será de R$ 30 bilhões.

O texto prevê juros diferenciados e prazo de pagamento de até dez anos, com possibilidade de chegar a 15 anos em situações especiais. Os recursos poderão ser operados pelo BNDES, bancos e cooperativas de crédito. Além disso, a proposta suspende cobranças e execuções das dívidas abrangidas enquanto durar o prazo de contratação.

Segundo o autor do projeto, deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), a medida busca ajudar produtores atingidos por secas, enchentes e outros desastres climáticos, reduzindo o risco de falência e êxodo rural. O parlamentar afirma ainda que a proposta pode preservar empregos, garantir a produção agrícola e fortalecer a segurança alimentar.

Mudanças do relator

O parecer de Renan Calheiros incorpora demandas defendidas pelo setor agropecuário, como a ampliação do período de renegociação para operações contratadas até 31 de dezembro de 2025, além da flexibilização de critérios relacionados às perdas climáticas.

O relatório também prevê o uso de receitas do Fundo Social e de superávits de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda para financiar a renegociação das dívidas rurais.

As taxas de juros previstas variam entre 3,5% ao ano para beneficiários do Pronaf e 7,5% para os demais produtores. O texto estabelece ainda prazo de até dez anos para pagamento, com três anos de carência.

Entre as mudanças apresentadas pelo relator está a ampliação do período considerado para reconhecimento de calamidades climáticas, passando de 2020 para o intervalo entre 2012 e 2025.

Negociações com a Fazenda

A votação do projeto chegou a ser adiada na semana passada após pedido de vista da senadora Tereza Cristina (PP-MS), feito a pedido do governo federal.

Segundo a parlamentar, ainda existem divergências sobre os critérios de enquadramento das dívidas e sobre o prazo das operações que poderão ser renegociadas. A bancada ruralista defende que o limite inclua contratos firmados até 31 de dezembro de 2025, enquanto o governo trabalha com operações contratadas até 1º de julho do mesmo ano.

Outro ponto em discussão envolve as garantias vinculadas às operações antigas, que poderiam ser liberadas para novas linhas de crédito.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que a prioridade da bancada é avançar na solução para o endividamento do setor agropecuário. Segundo ele, o aumento dos juros, a redução das subvenções ao seguro rural e a maior dependência do crédito privado agravaram a situação financeira dos produtores.

O post Comissão do Senado vota nesta terça projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Comissão da Câmara debate ilegalidades nos mercados de combustíveis e biocombustíveis


Comissão da Câmara debate ilegalidades nos mercados de combustíveis e biocombustíveis

A Comissão Externa sobre os Atos de Pirataria e a Agenda do “Brasil Legal” da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (19), uma audiência pública para discutir ilegalidades nos mercados de petróleo, gás, derivados e biocombustíveis. O debate está marcado para as 15 horas, no plenário 10. Segundo o requerimento apresentado pelo coordenador do colegiado, deputado Julio Lopes (PP-RJ), o foco está em práticas como adulteração, comercialização irregular e contrabando.

De acordo com a Câmara, a audiência foi convocada para examinar efeitos dessas irregularidades sobre a arrecadação pública, a concorrência entre agentes econômicos e a qualidade e segurança dos produtos comercializados. O conteúdo divulgado até o momento não informa o número de participantes nem detalha, no material-base, os nomes dos convidados que irão prestar esclarecimentos.

No caso dos biocombustíveis, o debate tem conexão direta com cadeias agroindustriais como as de etanol e biodiesel, cuja produção depende de matérias-primas agrícolas, como cana-de-açúcar, milho e oleaginosas. Julio Lopes afirmou que falhas na produção, na certificação ou na comercialização desses produtos podem atingir o funcionamento do RenovaBio, política nacional voltada à expansão dos biocombustíveis e à redução de emissões no setor de transportes.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Pelo modelo do programa, a regularidade da certificação é um ponto central para a emissão e negociação dos créditos de descarbonização, os CBIOs. Nesse contexto, eventuais ilegalidades podem comprometer a rastreabilidade do sistema e gerar distorções de mercado. O material da Câmara, no entanto, não apresenta estimativas de perdas financeiras, volume de produto irregular ou impacto quantitativo sobre o mercado de combustíveis e biocombustíveis.

Para o setor agropecuário e agroindustrial, a discussão é relevante porque envolve um segmento que agrega demanda por matéria-prima rural, processamento industrial e cumprimento de regras regulatórias. Mudanças na fiscalização ou no aperfeiçoamento das normas podem afetar usinas, distribuidoras e agentes ligados à comercialização de biocombustíveis.

A audiência deve ampliar o diagnóstico sobre fraudes e irregularidades nesses mercados, mas eventuais medidas, prazos ou encaminhamentos dependerão das conclusões do colegiado e de manifestações dos órgãos envolvidos. Até o momento, a Câmara informou apenas a realização da sessão e os temas que serão debatidos.

Fonte: camara.leg.br

O post Comissão da Câmara debate ilegalidades nos mercados de combustíveis e biocombustíveis apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

O agro é tudo. Inclusive, endividado


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O agronegócio brasileiro virou sinônimo de potência econômica. Durante anos, o país ouviu que “o agro é pop”, “o agro é tech”, “o agro é tudo”. E, de fato, o setor se transformou no principal motor da economia brasileira.

Foi o campo que sustentou exportações, garantiu superávits comerciais e segurou parte importante do crescimento do PIB nos momentos mais difíceis da economia.

Mas existe uma realidade que começa a aparecer de forma mais clara: o agro também está altamente endividado.

E talvez este seja um dos momentos financeiros mais delicados vividos pelo produtor rural nas últimas décadas. O campo cresceu apoiado em crédito. Muito crédito.

Nos últimos anos, produtores investiram pesado em máquinas, tecnologia, expansão de área, armazenagem e irrigação. O agro brasileiro entrou numa corrida gigantesca de modernização.

O problema é que boa parte desse crescimento foi financiada com dinheiro caro. Hoje, o estoque de financiamento privado do agronegócio já supera R$ 1,4 trilhão. Somente o crédito rural empresarial da safra 2025/2026 ultrapassa R$ 350 bilhões.

Ou seja: o agro cresceu. Mas cresceu alavancado.

O problema é que o cenário mudou. Os preços da soja, do milho e de outras commodities perderam força. Ao mesmo tempo, os juros elevados aumentaram brutalmente o custo financeiro do produtor.

Além disso, o setor enfrenta uma combinação extremamente perigosa:

  • fertilizantes caros;
  • combustíveis pressionados;
  • clima irregular;
  • crédito mais seletivo;
  • margens apertadas;
  • dólar volátil.

O produtor rural hoje trabalha pressionado dos dois lados: vende mais barato e produz mais caro.

O resultado é um estrangulamento financeiro crescente. A crise saiu da porteira e chegou ao sistema financeiro. Os números começam a assustar.

As dívidas ligadas a processos de recuperação extrajudicial no agro já somam cerca de R$ 98 bilhões em 2026.

E o Congresso discute agora um grande projeto de renegociação das dívidas rurais, cujo impacto pode chegar entre R$ 150 bilhões e R$ 170 bilhões em 2027, dependendo do modelo aprovado.

Isso revela o tamanho da crise silenciosa que começa a surgir dentro do setor mais importante da economia brasileira.

Existe uma contradição evidente. O agro brasileiro talvez seja um dos mais eficientes do mundo dentro da porteira. Mas fora dela enfrenta um ambiente extremamente hostil:

  • juros altos;
  • logística cara;
  • volatilidade cambial;
  • dependência de fertilizantes importados;
  • insegurança climática crescente.

O campo brasileiro virou refém de uma engrenagem financeira extremamente pesada. E o problema não para no produtor. Essa crise pode contaminar toda a cadeia:

  • cooperativas;
  • revendas;
  • tradings;
  • bancos;
  • transportadoras;
  • fabricantes de máquinas;
  • fornecedores de insumos.

Quando o produtor perde capacidade de investimento, todo o sistema desacelera. E isso preocupa porque o agro hoje é o grande carro-chefe da economia brasileira.

Boa parte do crescimento do país nos últimos anos passou pelo campo. Por isso, o debate atual não é simplesmente sobre “perdão de dívida”.

A discussão real é outra:

Como evitar que o principal motor econômico do Brasil entre num ciclo de descapitalização?

O governo teme o impacto fiscal. Os bancos temem aumento do risco de crédito. O mercado tem uma inadimplência crescente.

E o produtor teme perder capacidade de produção justamente num momento de competição global cada vez mais agressiva.

O agro continua gigante. Mas ficou dependente da dívida. O Brasil criou um agro extremamente competitivo.Mas talvez tenha criado também um agro excessivamente dependente de endividamento.

E agora surge uma pergunta inevitável: até onde esse sistema consegue suportar?

Porque o agro continua sendo pop. Mas o pop, neste momento, está pressionado por uma das maiores alavancagens financeiras da história do campo brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post O agro é tudo. Inclusive, endividado apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

EUA marcarão reunião de ministros do Comércio do G20 para o fim de setembro


ABIEC e ApexBrasil levam Brazilian Beef Connect ao México

Os Estados Unidos sediarão uma reunião de ministros do Comércio do G20 entre terça-feira (30 de setembro) e quarta-feira (1º de outubro), em Milwaukee, no Estado de Wisconsin. A informação foi divulgada nesta terça-feira (19) pelo gabinete do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Segundo o comunicado, a agenda incluirá temas como trabalho forçado, atualização do princípio da Nação Mais Favorecida (NMF), comércio de alimentos e excesso estrutural de capacidade e produção.

De acordo com o governo norte-americano, o encontro reunirá ministros do comércio das principais economias do mundo para discutir uma ampla pauta de regras e práticas comerciais. Entre os pontos anunciados está a denúncia da instrumentalização do comércio de alimentos, tema com relação direta ao abastecimento global e ao fluxo internacional de produtos agropecuários.

O princípio da Nação Mais Favorecida, citado no comunicado, é uma base do sistema multilateral de comércio e estabelece tratamento comercial não discriminatório entre países membros em diversas negociações. Eventuais discussões sobre sua atualização podem ter reflexos sobre tarifas, acesso a mercados e competitividade, embora o comunicado não detalhe propostas específicas nem medidas voltadas diretamente ao agro.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Jamieson Greer afirmou que o governo dos EUA pretende trabalhar com os parceiros do G20 para estabelecer uma ordem comercial global baseada em comércio "justo, recíproco e equilibrado". Até o momento, não foram informados documentos técnicos, metas numéricas, mudanças tarifárias ou decisões formais que possam quantificar efeitos imediatos sobre cadeias agroindustriais.

Para o setor agropecuário, o tema é acompanhado porque alterações em regras comerciais, barreiras e mecanismos de tratamento entre países podem influenciar exportações de alimentos, insumos e commodities. No entanto, o impacto prático para produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias dependerá do conteúdo das deliberações e de eventuais encaminhamentos posteriores.

Após a reunião ministerial, os Estados Unidos também receberão a cúpula de líderes do G20 em domingo (14 de dezembro) e segunda-feira (15 de dezembro), em Miami, na Flórida. Até agora, a agenda anunciada indica debate sobre comércio global, mas ainda não há definição pública de medidas concretas com efeito direto sobre o agronegócio.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post EUA marcarão reunião de ministros do Comércio do G20 para o fim de setembro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Frio avança com risco de geada e chuva forte em parte do país


frente fria, granizo, chuva
Foto: Pixabay

A atuação de uma massa de ar polar e o avanço de uma frente fria continuam influenciando o tempo em grande parte do Brasil nesta terça-feira (19). Enquanto o Sul enfrenta frio intenso, risco de geada e possibilidade de temperaturas negativas, áreas do Sudeste seguem em alerta para chuva forte, rajadas de vento e até granizo isolado. No Centro-Oeste, a tendência é de redução das instabilidades, enquanto Norte e Nordeste ainda registram pancadas de chuva em pontos isolados.

Sul

O tempo permanece firme na maior parte da região Sul devido à atuação de uma massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão atmosférica. Apesar disso, áreas do litoral, leste e nordeste do Paraná ainda podem registrar chuva fraca a moderada ao longo do dia. O litoral norte de Santa Catarina também segue com possibilidade de pancadas isoladas.

As temperaturas continuam baixas, principalmente no Rio Grande do Sul, oeste e sul catarinense e no interior do Paraná. Há possibilidade de temperaturas negativas no território gaúcho e risco de geada em diversas áreas do Sul do país, incluindo Serra Gaúcha, região de Santa Maria, interior de Santa Catarina e sul paranaense.

O mar segue agitado na costa sul do Brasil, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no litoral gaúcho, catarinense e paranaense.

Sudeste

A frente fria continua atuando na altura da costa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, favorecendo pancadas de chuva em boa parte da Região Sudeste. As instabilidades atingem principalmente o litoral, sul e leste paulista, além do sul de Minas Gerais e do centro-sul fluminense.

Ao longo do dia, a chuva ganha intensidade em áreas do Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro, sul do Espírito Santo e interior de São Paulo. Há risco de temporais isolados, descargas elétricas e eventual queda de granizo, principalmente entre o sul fluminense, Zona da Mata mineira, região central de Minas Gerais e Belo Horizonte.

A entrada da massa de ar polar mantém as temperaturas mais baixas em São Paulo, Rio de Janeiro e sul mineiro, com sensação de frio e tempo mais úmido.

Centro-Oeste

As instabilidades começam a perder força no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul, por conta do afastamento da frente fria e do avanço da massa de ar polar. A maior parte da região terá predomínio de sol entre nuvens e tempo firme.

Mesmo assim, áreas do norte e noroeste de Mato Grosso ainda podem registrar chuva moderada ao longo da tarde devido à circulação de umidade amazônica. Pancadas isoladas também não estão descartadas no sul de Goiás e no extremo leste sul-mato-grossense.

As temperaturas ficam mais amenas em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso. Já no nordeste goiano, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Nordeste

O litoral do Nordeste segue com previsão de chuva fraca a moderada, principalmente na Bahia, devido à circulação de ventos marítimos. Já na metade norte do Maranhão, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o risco de chuva mais intensa.

No interior da região, o tempo firme predomina e o calor continua forte. A umidade relativa do ar segue baixa em áreas da Bahia, Maranhão, Piauí e Pernambuco, com índices abaixo dos 30%.

Norte

A alta disponibilidade de umidade mantém as condições para chuva forte em grande parte da Região Norte. Amazonas, Pará, Roraima e Amapá devem registrar pancadas moderadas a intensas ao longo do dia.

Há risco de temporais em áreas do sul e oeste de Roraima, interior do Amazonas e litoral do Amapá. Já no Acre, Rondônia e sudoeste do Pará, as chuvas tendem a ocorrer de forma mais isolada e com menor intensidade.

No Tocantins, especialmente nas áreas leste e sul, a umidade do ar continua baixa. Em partes do Acre e Rondônia, o avanço do ar polar deixa o clima mais agradável.

O post Frio avança com risco de geada e chuva forte em parte do país apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link