sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Demanda enfraquecida derruba preço da ureia, mas relação de troca segue desfavorável


ureia - reprodução
Foto: Reprodução

O preço da ureia recuou 14% nas últimas quatro semanas, com indicações abaixo de US$ 700 por tonelada nos portos brasileiros.

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da StoneX Tomás Pernías, o movimento baixista está diretamente associado a uma demanda significativamente enfraquecida em diversos países, incluindo o Brasil.

“Ainda assim, desde o início do conflito no Oriente Médio, as cotações permanecem cerca de 43% acima dos níveis observados anteriormente. Esse cenário evidencia que a correção recente ainda está longe de compensar o forte impacto altista provocado pelo conflito”, ressalta.

De acordo com ele, correções mais profundas tendem a ser limitadas pelas atuais condições do mercado global de nitrogenados. Pernías destaca que a oferta segue restrita, uma vez que o Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado, enquanto os entraves logísticos associados ao conflito continuam afetando o fluxo global do produto.

“Mesmo diante da queda nos preços, o volume de negócios no mercado internacional de nitrogenados segue contido.”

Relação de troca

O analista da StoneX pontua que as relações de troca permanecem entre as mais desfavoráveis dos últimos anos, o que reduz o estímulo às aquisições por parte dos consumidores.

“Além disso, os elevados níveis de preços ainda observados têm levado os compradores a adotar uma postura defensiva, marcada por cautela e pela preferência em adiar decisões de compra”, afirma.

De acordo com ele, em alguns mercados, como o brasileiro, essa estratégia de espera é viável no curto prazo, já que o pico sazonal de compras de nitrogenados ocorre tradicionalmente no segundo semestre.

“Ao longo dos próximos meses, os compradores nacionais deverão retornar ao mercado, seja para recompor estoques, seja para garantir insumos destinados às próximas aplicações. Dessa forma, por enquanto, a recente queda das cotações ainda não configurou o cenário esperado pelos compradores que optaram por postergar suas negociações desde o início do conflito no Oriente Médio”, conclui.

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FPA articula votação de projetos sobre seguro rural, crédito e tributos


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou nesta terça-feira (19) uma lista de projetos que pretende incluir na pauta da Semana do Agro na Câmara dos Deputados. Segundo o presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), mais de 30 propostas foram levadas à negociação, mas 10 são tratadas como prioritárias e com maior viabilidade de avanço. A definição final depende de reunião dos líderes partidários prevista para a tarde desta terça-feira (19).

Entre os textos com maior urgência, a FPA destaca o Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que trata do Seguro Rural. De acordo com Lupion, o relatório está pronto para apreciação em Plenário. A proposta prevê mais recursos para o programa e a criação de um fundo de catástrofes voltado à proteção do setor agropecuário diante de eventos climáticos.

Outro projeto em negociação é o PL 3.123/2025, que cria um sistema de compartilhamento de informações de produtores com bancos e instituições financeiras, em modelo descrito pela bancada como Open Finance do agro. Segundo o relator, deputado Rafael Simões (União-MG), a medida busca reduzir burocracia no acesso ao crédito rural, mas o texto ainda depende da aprovação de requerimento de urgência.

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A pauta também inclui o PL 2.564/2025, que disciplina medidas administrativas ligadas à fiscalização ambiental e prevê que embargos não sejam aplicados automaticamente apenas com base em sensoriamento remoto. Para a FPA, o tema tem relação com segurança jurídica e acesso a crédito.

Na área tributária, estão na lista o PLP 34/2026, que exclui insumos agropecuários e crédito presumido da redução de incentivos fiscais prevista na Lei Complementar nº 224/2025, e o PL 2.827/2025, que enquadra rendimentos do arrendamento rural como atividade rural. A bancada também defende o PLP 114/2026, que trata da arrecadação adicional com combustíveis e da manutenção da competitividade dos biocombustíveis.

Completam a relação o PL 2.143/2025, sobre ampliação da proteção de cultivares de cana e espécies florestais; o PLP 262/2019, que amplia o acesso de cooperativas a fundos regionais de desenvolvimento; o PL 715/2023, voltado aos trabalhadores safristas; e o PL 5.900/2025, sobre competências em decisões ambientais que afetem atividades produtivas.

O avanço das propostas depende da composição da pauta da Câmara e de acordos entre lideranças partidárias. Como a definição final ainda não havia sido concluída até a tarde desta terça-feira (19), não há confirmação sobre quais projetos serão efetivamente votados nesta semana.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Fazenda apresenta proposta de cobertura setorial do mercado regulado de carbono


Fazenda apresenta proposta preliminar de cobertura setorial do SBCE

O Ministério da Fazenda apresentou, nesta terça-feira (19), ao Comitê Técnico Consultivo Permanente do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), a proposta preliminar de cobertura setorial do mercado regulado de carbono no Brasil. O texto define, em etapas, quais setores deverão cumprir obrigações de Mensuração, Relato e Verificação (MRV) de emissões de gases de efeito estufa. A versão final ainda deve passar por consulta pública em julho e ser publicada em 2026.

Segundo a Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), a implementação será escalonada. A primeira etapa, a partir de 2027, inclui papel e celulose, ferro e aço, cimento, alumínio primário, exploração e produção de petróleo e gás, refino e transporte aéreo. A segunda, prevista para 2029, alcança mineração, alumínio reciclado, setor elétrico, vidro, alimentos e bebidas, química, cerâmica e resíduos. A terceira, a partir de 2031, contempla transporte rodoviário, transporte aquaviário e transporte ferroviário.

De acordo com a proposta, cada etapa terá 4 anos. No primeiro, as empresas deverão elaborar o plano de monitoramento. No segundo e no terceiro, haverá monitoramento efetivo das emissões. No quarto, será elaborado o Plano Nacional de Alocação. Nessa fase inicial, a obrigação será apenas de relato, sem cobrança, custo direto ou exigência de redução de emissões. A Lei nº 15.042, de 2024, também prevê distribuição gratuita de cotas no primeiro plano.

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A SEMC informou que a cobertura setorial foi definida com base em intensidade energética e de emissões, estrutura de mercado, capacidade de adaptação, viabilidade de monitoramento, exposição ao comércio internacional, impactos macroeconômicos e capacidade operacional do órgão gestor. Segundo a secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, a proposta busca assegurar transição gradual e previsível.

Para o público do agronegócio, a conexão mais direta aparece na inclusão do setor de alimentos e bebidas em 2029 e dos modais logísticos a partir de 2031, além de possíveis efeitos indiretos sobre energia, insumos industriais e cadeias exportadoras. O texto apresentado, no entanto, não detalha efeitos específicos sobre produção agropecuária primária, custos por segmento ou metas futuras de emissão para essas cadeias.

O cronograma oficial prevê o recebimento de manifestações do comitê técnico, consulta pública em julho e publicação da norma final ainda em 2026. Os próximos passos serão decisivos para definir parâmetros como tetos de emissão, regras de alocação e limites de compensação, com reflexos regulatórios sobre setores produtivos incluídos no SBCE.

Fonte: gov.br

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Mês da Saúde Animal reforça importância da prevenção à brucelose na pecuária


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Celebrado em maio em todo o país, o Mês da Saúde Animal chama atenção para a importância da prevenção de doenças que impactam a pecuária e a saúde pública.

Em 2026, a campanha promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o tema “É saúde para todos”, destaca o combate à brucelose bovina, enfermidade que provoca prejuízos econômicos aos produtores e pode ser transmitida aos seres humanos.

Na Bahia, as ações são desenvolvidas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), responsável pela execução do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) no estado.

Dados da agência apontam que a Bahia alcançou 72% de cobertura vacinal contra a brucelose em bezerras bovinas e bubalinas durante 2025. Das cerca de 65 mil propriedades com animais em idade vacinal, foram imunizadas 769.929 fêmeas.

A vacinação de bezerras entre 3 e 8 meses é obrigatória e considerada uma das principais estratégias de prevenção da doença, contribuindo para reduzir a circulação da brucelose nos rebanhos e diminuir prejuízos causados principalmente por abortos e perdas produtivas.

Certificação sanitária

Atualmente, o estado conta com 51 médicos-veterinários habilitados para diagnóstico de brucelose e tuberculose, 1.460 profissionais cadastrados para atuação na vacinação e mais de seis mil agentes vacinadores capacitados.

Outro avanço destacado pela Adab é o fortalecimento da certificação sanitária das propriedades rurais. A Bahia possui 11 propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose e outras duas em processo de certificação.

A Adab destaca ainda que é obrigatória a apresentação de exames diagnósticos negativos para brucelose e tuberculose no trânsito interestadual de animais destinados à reprodução, bem como para participação em exposições agropecuárias, conforme as normas sanitárias vigentes.

A emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) também está condicionada à comprovação da vacinação das fêmeas nas propriedades rurais.

Sobre a brucelose

Por se tratar de uma zoonose, a brucelose exige ações contínuas de vacinação, vigilância e controle sanitário, reunindo medidas voltadas à saúde animal, à saúde humana e à produção segura de alimentos.

A doença pode ser transmitida aos seres humanos principalmente pelo contato com animais infectados ou pelo consumo de produtos de origem animal sem inspeção sanitária, o que evidencia a importância da vacinação dos rebanhos e do acompanhamento sanitário das propriedades rurais.

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Aneel aprova uso de R$ 5,53 bilhões para atenuar tarifas de 22 distribuidoras


Aneel aprova reajuste médio de 6,58% para energia no Amazonas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as condições para distribuir aos consumidores de 22 distribuidoras os recursos arrecadados com a repactuação de dívidas de geradoras hidrelétricas ligadas ao encargo de Uso de Bem Público (UBP). Até o momento, o valor estimado é de R$ 5,53 bilhões. Segundo a agência, a medida busca equilibrar os custos das concessionárias e aproximar os reajustes tarifários da baixa tensão de 4,51%.

De acordo com a Aneel, o montante ainda pode aumentar, porque a estimativa atual considera apenas as hidrelétricas que já manifestaram adesão à repactuação. Das 34 geradoras elegíveis, 24 assinaram aditivo ao contrato de concessão e aderiram ao pagamento integral do UBP.

A possibilidade de quitação antecipada foi aberta pela Lei nº 15.235/2025, que autorizou as geradoras a pagar o montante anual do encargo à vista, com desconto de 50%. A mesma norma determinou que os valores pagos antecipadamente fossem revertidos em desconto tarifário para consumidores cativos nas áreas da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

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Segundo a decisão da diretoria, a distribuição dos recursos vai alcançar todas as distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, além de Mato Grosso e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. Um dos exemplos citados pela agência foi o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da antiga Amazonas Energia, aprovado nesta terça-feira (19), com alta média de 3,79% para baixa tensão. Antes da aplicação do redutor via UBP, a estimativa era de elevação média de 23,15%, considerando baixa e alta tensão.

Para o setor produtivo, a definição tem relevância porque a energia elétrica compõe custos operacionais de irrigação, armazenagem, refrigeração, beneficiamento e agroindústria, especialmente em regiões atendidas pelas distribuidoras contempladas. O efeito prático para produtores e consumidores rurais, no entanto, dependerá do valor final arrecadado e da aplicação nos processos tarifários de cada concessionária.

A quitação dos valores pelas geradoras está prevista para julho. Conforme a Aneel, somente no início do mês será possível confirmar o total efetivamente arrecadado com as repactuações e o alcance final do redutor tarifário nas distribuidoras atendidas pela medida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Exigências sanitárias pressionam pecuária



O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina


O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina
O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina – Foto: Pixabay

A ampliação das exigências sanitárias internacionais voltou a pressionar a pecuária brasileira a buscar alternativas produtivas alinhadas à segurança alimentar e à ausência de resíduos químicos. A recente restrição da União Europeia à importação de determinados produtos de origem animal do Brasil, motivada pela falta de garantias sobre o não uso de antimicrobianos, reforçou o debate sobre tecnologias capazes de manter produtividade e competitividade em mercados mais rigorosos.

O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina no mercado nacional, cenário que aumenta a necessidade de soluções para substituir aditivos tradicionais. Para o médico veterinário Cláudio Franco Real, do Grupo Real, a escolha dos protocolos produtivos passou a ser estratégica. Segundo ele, a homeopatia veterinária, pesquisada e aplicada há mais de quatro décadas pela empresa, pode contribuir para a produtividade e atender às novas demandas regulatórias.

“O anúncio deve ser lido como um sinalizador de que a busca pelo alimento seguro deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade mercadológica. A escolha dos protocolos produtivos e das tecnologias utilizadas na pecuária é cada vez mais estratégica”, comenta.

O desafio do setor, porém, vai além da substituição de insumos. A integração da nutrição animal aos sistemas de rastreabilidade passa a ser vista como etapa essencial, incluindo o controle sobre aditivos, suplementos e tecnologias utilizados durante todo o ciclo produtivo.

Para Cleisy Ferreira, doutora em Zootecnia, os aditivos homeopáticos já são uma realidade no campo, com aplicações em controle parasitário, reprodução, desempenho zootécnico e problemas de pele. Com as novas exigências, especialistas avaliam que o Brasil pode transformar o cenário em oportunidade, desde que avance em rastreabilidade e adoção de tecnologias compatíveis com mercados exigentes.

 





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O agronegócio brasileiro enfrenta endividamento e desafios estruturais


O agronegócio brasileiro, reconhecido por sua potência e capacidade de exportação, enfrenta um cenário preocupante de endividamento e desafios estruturais que comprometem sua competitividade no mercado internacional. Segundo o comentarista Miguel Daú, a situação é complexa e exige atenção das autoridades.

Desafios enfrentados pelo agronegócio

  • Taxas de juros elevadas que dificultam a competitividade.
  • Logística complexa em um país continental.
  • Condições climáticas adversas que afetam a produção.
  • Dependência de insumos importados, com apenas 20 a 30% sendo produzidos internamente.
  • Inadimplência crescente entre os produtores.

Impactos do endividamento

O endividamento no setor agrícola é alarmante, com muitos produtores enfrentando dificuldades financeiras devido a condições climáticas e a falta de apoio governamental. A necessidade de aprovação de projetos para financiar esses produtores é urgente, mas a viabilidade dos recursos disponíveis é incerta.

Perspectivas futuras

Apesar das dificuldades, o agronegócio brasileiro continua a ser um pilar da economia, exportando para cerca de 200 países. No entanto, a mediocridade das ações governamentais e a falta de um planejamento eficaz podem comprometer ainda mais o futuro do setor. A situação exige uma resposta rápida e eficaz para garantir a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio no cenário global.

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Acompanhe a premiação do Personagem Soja Brasil 2025/26!


Programa Soja Brasil Ep 34

Após a escolha dos produtores e pesquisadores mais votados do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26, o público poderá acompanhar a cerimônia que reconhece profissionais de destaque no agronegócio brasileiro.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

A premiação será transmitida no dia 18 de junho, às 18h (horário de Mato Grosso do Sul), direto de Campo Grande, homenageando trajetórias que contribuem para o avanço da produção da oleaginosa no país.

Durante o evento, serão anunciados os vencedores de cada categoria, um definido por votação popular e outro escolhido pelo júri técnico.

Não fique de fora!

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Brasil se destaca como protagonista em segurança alimentar e energética


O Brasil se destaca como um protagonista em segurança alimentar e energética, segundo Dr. Clínio Nastari, CEO da Datagro, uma das principais empresas de consultoria independente no setor agrícola e energético. Em entrevista ao programa Giro do Boi, Nastari abordou os desafios enfrentados pela pecuária e o potencial do país na produção de alimentos e biocombustíveis.

Desafios e Potencial do Brasil

O CEO da Datagro enfatizou que a segurança alimentar, a independência energética e a emergência climática são as principais preocupações do século. Ele destacou que o Brasil está bem posicionado para enfrentar esses desafios, não apenas internamente, mas também servindo como exemplo para outros países.

  • O Brasil passou de importador a um dos maiores exportadores de alimentos, alimentando 1,6 bilhão de pessoas.
  • A produção de grãos aumentou de 47 milhões para mais de 350 milhões de toneladas nos últimos 50 anos.
  • O país substitui 48% do consumo de gasolina com biocombustíveis, um número sem igual no mundo.

Expansão dos Biocombustíveis

Nastari também mencionou o potencial de crescimento na produção de etanol, que deve ultrapassar 24 bilhões de litros até 2034. Atualmente, 83% da frota de veículos leves no Brasil é flex, mas apenas 26,5% utilizam etanol hidratado, indicando um grande espaço para expansão.

  • A produção de etanol de milho deve alcançar 12 bilhões de litros nesta safra.
  • Projeções indicam que a oferta de DDG (subproduto do etanol) deve dobrar, beneficiando a pecuária.
  • O volume de gado confinado no Brasil já representa 22% do abate, com previsão de chegar a 40% nos próximos anos.

Com essas iniciativas, o Brasil se posiciona como um líder global em segurança alimentar e energética, enfrentando os desafios climáticos e contribuindo para a sustentabilidade do planeta.

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Abate de frangos cresce 3,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE


Abate de frangos cresce 3,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE

Os produtores brasileiros abateram 1,71 bilhão de frangos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, segundo resultados preliminares divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (19). O volume representa alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve recuo de 0,4%.

Os dados fazem parte das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. Além do aumento no número de aves abatidas, o peso acumulado das carcaças de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano.

Na comparação anual, o volume em peso avançou 7,0% ante o primeiro trimestre de 2025. Já em relação ao quarto trimestre do ano passado, o indicador registrou alta de 2,3%. O resultado mostra que, apesar da leve redução no número de cabeças abatidas frente ao trimestre imediatamente anterior, o volume total de carcaças seguiu em elevação.

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Como os números divulgados pelo IBGE são preliminares, o instituto ainda não detalhou, no conteúdo informado, a distribuição regional do abate nem os fatores que explicam o desempenho do trimestre. Também não foram apresentados, nesse recorte, dados sobre participação por estados ou variações por unidade da federação.

O abate sob inspeção sanitária é um indicador acompanhado pela cadeia avícola porque reflete o nível de atividade formal da produção e do processamento industrial. O avanço na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior sinaliza expansão do volume processado dentro do sistema inspecionado.

Sem detalhamento adicional nesta prévia, a leitura técnica do resultado fica concentrada na evolução dos volumes de aves e do peso das carcaças apurados pelo levantamento oficial.

Os números finais das pesquisas do IBGE poderão oferecer detalhamento adicional sobre a distribuição regional e o comportamento da cadeia avícola ao longo de 2026. Até o momento, a prévia indica crescimento anual do abate e do volume processado, sem informações complementares sobre os fatores determinantes desse movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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