sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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União Europeia: barreira sanitária ou sentença antecipada?


Pacto Verde europeu, importações, UE, Europa, antidesmatamento
Foto: Freepik

Uma declaração do embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, repercutiu fortemente no agronegócio. Segundo ele, a União Europeia não pretende flexibilizar as exigências sanitárias impostas ao Brasil e, caso as regras não sejam integralmente cumpridas, a suspensão das exportações de diversos produtos de origem animal entrará em vigor em 3 de setembro.

A notícia preocupa. Afinal, a União Europeia é um dos principais destinos das proteínas brasileiras.

Uma pergunta precisa ser feita

Antes de transformar essa declaração em uma sentença definitiva, cabe um questionamento: a decisão já está formalmente encerrada ou ainda existe um processo técnico em andamento?

A União Europeia afirma que o Brasil não apresentou comprovação suficiente sobre o atendimento às novas exigências relativas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Se essa é a fundamentação, ela precisa ser apresentada com total clareza.

O que ainda falta esclarecer?

O que exatamente o Brasil deixou de comprovar? Quais documentos não foram apresentados? Ainda existe possibilidade de complementação das informações ou todo o processo já foi encerrado?

Essas respostas interessam não apenas ao governo brasileiro, mas também aos produtores, frigoríficos, exportadores e investidores que dependem de previsibilidade para planejar seus negócios.

Quem fala e quem decide

A manifestação do embaixador tem relevância política e diplomática, especialmente porque a Irlanda exerce atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.

Entretanto, a decisão sanitária pertence às instituições competentes da União Europeia e deve estar amparada em critérios técnicos claramente demonstrados.

Transparência acima de tudo

A Irlanda também é um importante produtor europeu de carne bovina. Esse fato, por si só, não desqualifica a declaração do diplomata. Mas reforça a necessidade de que decisões com tamanho impacto econômico sejam acompanhadas de absoluta transparência e fundamentação técnica.

O Brasil deve cumprir as exigências dos mercados mais sofisticados do mundo. Da mesma forma, tem o direito de saber exatamente quais requisitos ainda não foram atendidos e quais elementos justificam uma medida que afeta bilhões de dólares em exportações.

No comércio internacional, regras precisam ser respeitadas. Mas decisões que afetam milhares de produtores e empregos também precisam ser plenamente explicadas. Quando falta transparência, até uma decisão técnica passa a ser vista como uma decisão política.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja ganha força e muda o humor no campo



O movimento encontra apoio em diferentes fundamentos


O movimento encontra apoio em diferentes fundamentos
O movimento encontra apoio em diferentes fundamentos – Foto: Divulgação

A recuperação recente dos preços da soja trouxe alívio ao mercado doméstico e melhorou o ambiente de decisão no campo. A avaliação é de Marcos Rubin, estrategista de dados para o agronegócio, com base no comportamento das cotações em diferentes regiões produtoras e portuárias.

Segundo a análise, a alta ainda não resolve problemas estruturais, como endividamento e restrições de crédito, mas abriu espaço para uma retomada das negociações. As cotações mais firmes e a aceleração das compras de insumos ajudam produtores a recuperar parte do tempo perdido antes do início do plantio da safra 2026/27, previsto para setembro e outubro.

Os gráficos do mercado doméstico mostram avanço dos preços em praças como Sorriso e Primavera do Leste, em Mato Grosso, Rio Verde, em Goiás, Dourados, em Mato Grosso do Sul, Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, Barreiras, na Bahia, Cascavel, no Paraná, e Paranaguá, no mercado de referência do porto. Em vários casos, as curvas de 2026 ganharam força ao longo dos últimos meses e se aproximaram ou superaram níveis observados em 2025.

O movimento encontra apoio em diferentes fundamentos. Chicago opera cerca de US$ 1 por bushel acima da safra passada, enquanto os prêmios seguem firmes, os fretes permanecem comportados e os preços avançam no interior. A retomada da guerra também pressiona o petróleo e, por consequência, o óleo de soja, ampliando o suporte às cotações.

O câmbio foi o ponto menos favorável. O dólar chegou a superar R$ 5,20, mas perdeu força nas últimas semanas. Ainda assim, a leitura é que pequenas altas de preço já podem ser suficientes para destravar negócios e aumentar o ritmo de comercialização.

 





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Frente fria espalha temporais no Sul e avança para outras áreas do Brasil; confira a previsão


previsão do tempo : temporais
Foto: Freepik

Segundo a Climatempo, a frente fria continua avançando pelo Sul do Brasil nesta quarta-feira (22), mantendo o risco de temporais e chuva volumosa, principalmente entre Santa Catarina e Paraná.

O sistema também começa a provocar mudanças no tempo em Mato Grosso do Sul e no estado de São Paulo, enquanto a baixa umidade do ar segue em níveis críticos em áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte do país.

Confira a previsão do tempo para cada região:

Sul

Nesta quarta-feira, a frente fria avança pelas demais áreas do Sul do Brasil e espalha as instabilidades sobre Santa Catarina e o Paraná. A presença de uma área de baixa pressão próxima à costa da região reforça a formação das áreas de chuva.

Desde as primeiras horas do dia, a chuva ganha força em Santa Catarina e também no oeste, sudoeste, sul e região central do Paraná, com precipitação de moderada a forte intensidade, risco de temporais e acumulados elevados, principalmente no sul do Paraná, em áreas da divisa com Santa Catarina e no oeste e sudoeste paranaense, onde há chance de acumulados elevados de chuva e a situação é de perigo.

Na metade norte do Rio Grande do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, Costa Doce, Vales, centro-leste e faixa litorânea gaúcha também há previsão de pancadas de chuva desde cedo, com moderada a forte intensidade e risco de temporais na faixa norte, nordeste e Serra Gaúcha durante a manhã.

Ao longo da tarde, as instabilidades perdem um pouco de intensidade nos estados catarinense e gaúcho, mas ainda assim há possibilidade de chuva moderada em grande parte desses estados e, pontualmente, mais forte, especialmente no oeste catarinense, Litoral Norte, Serra Gaúcha e Região Metropolitana de Porto Alegre.

Já no Paraná, as instabilidades se espalham pelas demais áreas do estado e ficam concentradas no extremo norte e nordeste até o fim do dia, diminuindo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

As temperaturas permanecem amenas na maior parte da Região Sul e também diminuem no Paraná, devido ao avanço da chuva e ao aumento da nebulosidade. No extremo norte paranaense, porém, a condição pré-frontal ainda favorece uma tarde mais quente.

Sudeste

No Sudeste, o tempo permanece firme em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo durante grande parte do dia.

O sol predomina entre poucas nuvens e não há previsão de chuva na maior parte da região. As temperaturas continuam elevadas durante a tarde, enquanto as madrugadas seguem mais amenas em alguns pontos, principalmente nas áreas de maior altitude de Minas Gerais.

Em São Paulo, a condição pré-frontal favorece uma elevação ainda maior das temperaturas.

A baixa umidade relativa do ar continua entre os principais destaques na faixa norte, região central, nordeste, leste e grande parte do litoral do estado de São Paulo, Triângulo Mineiro, sul, faixa norte e centro-oeste de Minas Gerais, principalmente no oeste, noroeste e em pontos do norte mineiro, onde os índices devem ficar entre 12% e 20%, mantendo elevado o risco de queimadas.

Em alguns momentos do dia, há previsão de chuva fraca e isolada no litoral do Espírito Santo e nordeste mineiro por conta da circulação de umidade marítima.

No decorrer da tarde e da noite, com a aproximação da frente fria, novas áreas de instabilidade avançam sobre o extremo oeste, sudoeste, sul e litoral sul de São Paulo, favorecendo chuva de moderada a forte intensidade.

Também são esperadas rajadas de vento moderadas a fortes com a aproximação da frente fria em áreas do estado paulista.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o tempo permanece estável na maior parte da região.

Em Mato Grosso do Sul, porém, o avanço da frente fria e a atuação de uma área de baixa pressão sobre o estado aumentam as instabilidades no sudoeste, sul e faixa oeste desde as primeiras horas do dia, com chuva de moderada a forte intensidade e trovoadas.

Ao longo do dia, essas instabilidades avançam para a região central e ficam concentradas também no centro-sul, sudoeste e faixa oeste, com chuva forte e temporais em alguns pontos.

Até a noite, as instabilidades permanecem concentradas no interior de Mato Grosso do Sul, oeste e sudeste do estado.

As temperaturas permanecem altas na maior parte da região, com predomínio de calor. No centro-sul, sudoeste e oeste de Mato Grosso do Sul, os termômetros diminuem devido à ocorrência de chuva e à maior cobertura de nuvens.

A umidade relativa do ar continua baixa em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e faixa norte e leste de Mato Grosso do Sul, principalmente em Goiás, Distrito Federal e extremo leste de Mato Grosso, onde os índices podem variar entre 12% e 20%. A combinação entre calor e tempo seco mantém o risco de queimadas em algumas áreas.

Nas áreas de chuva em Mato Grosso do Sul, são esperadas rajadas de vento entre 50 e 70 km/h devido à passagem da frente fria.

Nordeste

No Nordeste, a chuva permanece concentrada na faixa litorânea.

No litoral da Bahia, especialmente entre a região de Salvador e a faixa litorânea norte, e entre o litoral e faixa leste de Sergipe e o Rio Grande do Norte, podem ocorrer pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, favorecidas pela circulação de umidade vinda do oceano e pela atuação dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), sistemas comuns no Nordeste principalmente no outono e inverno.

Na costa norte, entre o litoral e faixa norte do Maranhão, do Piauí e do Ceará, também há possibilidade de chuva de moderada a forte intensidade.

Já no interior da região, o tempo continua firme, com predomínio de sol, calor e baixa umidade relativa do ar na faixa norte e centro-oeste da Bahia, metade oeste de Pernambuco e da Paraíba, sul do Ceará e em grande parte do Maranhão e do Piauí, especialmente no oeste baiano e no sul do Maranhão e do Piauí, onde os índices podem ficar entre 12% e 20%.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h na maior parte da região, o que pode favorecer a propagação de queimadas, especialmente onde a umidade relativa do ar fica em alerta.

Norte

No Norte, as pancadas de chuva permanecem concentradas principalmente no sul de Roraima e do Amapá, no noroeste e faixa norte do Amazonas e do Pará.

Nessas áreas, a chuva pode ocorrer com moderada a forte intensidade e vir acompanhada de trovoadas, principalmente entre a tarde e a noite, devido à elevada disponibilidade de umidade e ao calor.

Também há chance de chuva fraca no Acre, na faixa oeste do Amazonas e no centro-norte de Roraima.

Já nas demais áreas do Pará e do Amapá, em Rondônia e no restante do Amazonas, o tempo permanece firme e sem chuva.

As temperaturas continuam elevadas e o calor predomina em grande parte da região.

No Tocantins, no centro-sul do Pará e sudeste do Amazonas, a umidade relativa do ar permanece baixa, mantendo o risco de queimadas, com índices podendo ficar entre 12% e 20% na metade sul do Tocantins.

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Petróleo sustenta real enquanto taxas dos EUA pressionam; ouça o Diário Econômico


No morning call desta quarta-feira (22), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo voltou a superar US$ 91 o barril com tensões no Oriente Médio, valorizando o real a R$ 5,07, mas sem impedir a quinta queda consecutiva do Ibovespa.

Bolsas de NY avançaram puxadas por semicondutores, enquanto Treasuries subiram limitando espaço para cortes do Fed. Hoje, foco nos estoques de petróleo dos EUA e balanços de Alphabet e Tesla.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Milho sobe mais de 2% na Bolsa de Chicago, na esteira da disparada do trigo


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Os novos choques geopolíticos que têm sido registrados nos últimos dias têm promovido altas fortes nos mercados de grãos, com o movimento liderado pelo trigo na Bolsa de Chicago, com mais de 5% de avanço. Na carona, o milho registra altas de mais de 2% no pregão desta quarta-feira (15) e, por volta de 13h55 (horário de Brasília), as cotações subiam de 8 a 8,75 pontos nos principais vencimentos, levando o setembro a US$ 4,47 por bushel e o dezembro a US$ 4,69 por bushel. 

Embora o cenário no Oriente Médio exija muita atenção dos traders, a recente escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia chegaram direto ao coração dos preços do milho e do trigo nesta semana. A segurança do Mar Negro voltou a ser um ponto sensível na relação dos dois países que estão em guerra há quatro anos e o escoamento dos grãos passou a ficar ainda mais comprometido. 

Após sessões anteriores sob pressão devido à melhora das lavouras americanas, os futuros do milho encontraram suporte nesta semana diante da intensificação dos ataques russos à infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro e a consequente alta da soja, que também tem contribuído. 

O milho acabou acompanhando esse fluxo de valorização e o clima de aversão ao risco gerado pelo bloqueio de portos e flutuações no petróleo.

MERCADO ACOMPANHA ALTAS NA B3

Na B3, os preços também sobem, acompanhando os ganhos fortes na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal, por volta de 14h (Brasília), subiam de 0,2% a 0,7%, com o julho valendo R$ 64,60 e o janeiro/27, R$ 74,07 por saca. 

O dólar voltando a subir também contribui com os ganhos no mercado futuro brasileiro, bem como as atenções sobre as condições de clima para a conclusão da colheita da safrinha. 

A segunda quinzena do mês de julho até pode trazer algumas chuvas para o Centro-Oeste do Brasil, porém apenas de maneira isolada e com baixos volumes. Esse cenário será fundamental para impulsionar os trabalhos de colheita de milho e algodão na região. Já na região Sul do Brasil, a passagem de uma nova frente fria voltou a provocar chuva e deve manter o padrão mais úmido ao longo das próximas semanas. Segundo o meteorologista Denis William Garcia, da Meteored, os maiores acumulados devem se concentrar entre Santa Catarina, Paraná e o extremo sul do Rio Grande do Sul até o fim de julho. 

Leia mais:

+ Segunda quinzena de julho mais seca no Centro-Sul deve impulsionar colheitas, mas chuvas tendem a dificultar trabalhos no Sul

A boa notícia de médio prazo para a demanda interna de milho veio da aprovação do E32 (mistura de 32% de etanol anidro na gasolina), celebrada pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o que deve impulsionar o consumo do cereal pelas usinas de biocombustível. A instituição acredita ainda que possa haver a chegada do E35 já no começo de 2027. 

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AgroNewsPolítica & Agro

Últimos dias para vinícolas inscreverem amostras na Avaliação Nacional de Vinhos


A Associação Brasileira de Enologia (ABE) prorrogou até o dia 22 de julho o prazo para inscrição de amostras na XXXIV Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2026. A decisão busca ampliar a participação de vinícolas de diferentes regiões produtoras do país naquela que é considerada a maior degustação de vinhos de uma mesma safra do mundo. A edição deste ano integra a programação comemorativa dos 50 anos da entidade e reforça o momento de expansão vivido pela vitivinicultura brasileira, hoje presente em mais de 15 estados. As inscrições podem ser realizadas pelo site da Avaliação Nacional de Vinhos.

Realizada desde 1993, a Avaliação Nacional de Vinhos tornou-se um dos principais registros da evolução da vitivinicultura brasileira. Ao longo de mais de três décadas, acompanha a transformação do setor, a consolidação de novos terroirs e a crescente diversidade da produção nacional. Se, durante muitos anos, a representatividade esteve concentrada nas regiões tradicionais, as edições mais recentes revelam a ascensão de novos polos vitivinícolas, com vinhos oriundos de diferentes estados brasileiros figurando entre os 30% mais representativos de cada categoria e, inclusive, entre as 16 amostras que simbolizam a safra. Mais do que selecionar vinhos, a Avaliação Nacional de Vinhos documenta a história, a inovação e a expansão da vitivinicultura brasileira.

Para o presidente da ABE, enólogo Mário Lucas Ieggli, a prorrogação amplia a oportunidade para que mais vinícolas participem desta edição histórica. “A Avaliação Nacional de Vinhos é construída pela diversidade da vitivinicultura brasileira e queremos que todas as regiões produtoras estejam representadas. Celebrar os 50 anos da ABE também é celebrar a força coletiva do nosso setor. Convidamos as vinícolas de todo o país a participarem desta edição especial e a contribuírem para registrar mais um capítulo da história do vinho brasileiro”, destaca.

Nesta edição, podem ser inscritos vinhos finos secos da Safra 2026, elaborados com variedades Vitis vinifera, distribuídos em seis categorias: Base para Espumante, Brancos Não Aromáticos, Brancos Aromáticos, Rosés, Tintos Jovens e Tintos. O regulamento também contempla vinhos elaborados com uvas de 2025 em regiões brasileiras de dupla poda e viticultura tropical.

A ABE reforça que a Avaliação Nacional de Vinhos não é um concurso e não estabelece ranking entre os vinhos participantes. Os 16 vinhos apresentados ao público são definidos, por regulamento, como representativos da safra brasileira em avaliação, compondo um painel que expressa a diversidade, a qualidade e a identidade da produção nacional.

A partir de agosto, a ABE inicia a coleta das amostras diretamente nas vinícolas participantes. Já a Degustação de Seleção, etapa exclusivamente técnica que definirá os vinhos representativos da Safra 2026, será realizada em setembro. O grande encontro com o público está marcado para o dia 17 de outubro, em Bento Gonçalves. A venda de ingressos terá início às 9h do dia 11 de agosto, pelo site da ABE.

Mais informações e inscrições pelo site www.anvinhos.com.br, pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (54) 3452.6289.





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AgroNewsPolítica & Agro

Soja recupera perdas, mas oferta limita novas altas



Exportações para China e México dão suporte à soja



Foto: USDA

O mercado da soja deve concentrar suas atenções nesta semana sobre as condições climáticas do cinturão produtor dos Estados Unidos, que entra em uma fase considerada decisiva para a definição do potencial produtivo da safra. A avaliação consta na análise “Direto do Campo”, elaborada pela Grainsights e divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (20). Segundo o relatório, o mercado internacional permanece altamente volátil e sensível a qualquer alteração nas temperaturas das principais regiões produtoras. A melhora recente nas previsões de chuva e de temperaturas mais amenas no Meio-Oeste reduziu parte da pressão compradora na Bolsa de Chicago (CBOT), mas o calor persistente nas áreas mais ao norte continua sustentando as cotações em níveis elevados.

Além do clima, a demanda internacional segue funcionando como um dos principais fatores de sustentação dos preços da oleaginosa. O relatório destaca que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou vendas relevantes para a temporada 2026/2027, com destaque para compromissos firmados com China e México. Embora a projeção para os estoques globais ao fim do ciclo continue apontando um cenário confortável de oferta, a retomada das compras por tradings asiáticas tem neutralizado movimentos mais fortes de baixa e mantido suporte para as margens futuras da soja.

No Brasil, a combinação entre a firmeza das cotações em Chicago e a demanda internacional aquecida por farelo de soja sustentou os preços físicos e permitiu recuperação do mercado nos últimos dias. Segundo a análise, essa reação eliminou as perdas acumuladas ao longo de 2026 e colocou as cotações acima das médias observadas em anos anteriores. Apesar disso, a comercialização da safra ainda está longe de ser concluída, indicando que os produtores continuam retendo volumes expressivos de soja armazenada. Essa disponibilidade elevada funciona como um fator de resistência a valorizações mais intensas no curto prazo. O relatório também aponta que o escoamento da produção enfrenta gargalos logísticos, com disputa por frete rodoviário e espaço de armazenagem com a safrinha de milho e as culturas de inverno, situação que limita o repasse imediato das altas para o interior das regiões produtoras.





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AgroNewsPolítica & Agro

Microrganismos mortos ajudam a preservar o solo



O processo começa quando a planta fornece carbono por meio de resíduos


O processo começa quando a planta fornece carbono por meio de resíduos
O processo começa quando a planta fornece carbono por meio de resíduos – Foto: Canva

A compreensão sobre a formação da matéria orgânica do solo passa por uma mudança importante, com maior atenção ao papel dos microrganismos. Segundo Marcus Lourenço “Polé”, biólogo, parte relevante do carbono mais estável pode ter origem não apenas nos resíduos das plantas, mas também nos microrganismos mortos, que deixam no solo a chamada necromassa microbiana.

O processo começa quando a planta fornece carbono por meio de resíduos e exsudatos radiculares. Açúcares, aminoácidos e outros compostos são liberados pelas raízes e alimentam bactérias, fungos e leveduras. Esses organismos usam o carbono para crescer, reproduzir-se e realizar suas funções, incorporando-o à biomassa microbiana, formada por novas células e estruturas.

Após a morte dos microrganismos, parte de seus componentes celulares permanece no solo e forma a necromassa. Esse material pode ficar protegido dentro de agregados ou associado a minerais, como argilas e óxidos, o que evita sua decomposição rápida. Com isso, tende a se transformar em matéria orgânica estável, capaz de armazenar carbono por décadas ou séculos.

Essa dinâmica mostra que a vida microbiana ajuda a construir o solo e, depois, também participa de sua preservação. O efeito pode aparecer no maior sequestro de carbono, na melhora da estrutura e da formação de agregados, na retenção de água e nutrientes, na fertilidade, na produtividade e na resiliência diante do clima.

O avanço desse conhecimento também amplia as possibilidades de manejo. Entre elas estão práticas que favoreçam comunidades microbianas eficientes, o uso estratégico de bioinsumos e inoculantes, o aumento contínuo de resíduos e da diversidade de carbono e a atenção não apenas à sobrevivência dos microrganismos, mas ao legado que deixam no solo.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do milho inicia semana sob pressão



Custos e armazenagem desafiam produtor de milho



Foto: Pixabay

O avanço da colheita da safrinha é o principal fator de pressão sobre os preços físicos do milho no início desta semana. A avaliação consta na análise “Direto do Campo”, elaborada pela Grainsights e divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (20). Em Mato Grosso, principal estado produtor do país, a colheita avançou rapidamente e atingiu 78,92% da área cultivada, conforme estimativa do Imea. O ritmo acelerado de retirada dos grãos do campo ampliou a oferta imediata no mercado spot e levou compradores a adotarem uma postura mais cautelosa nas aquisições, pressionando as margens nas praças mato-grossenses.

Apesar da pressão em Mato Grosso, o atraso relativo dos trabalhos de campo em outras regiões produtoras tem ajudado a sustentar as cotações. O levantamento do Centro-Sul indica que a colheita geral segue abaixo da média histórica nacional. Diante desse avanço mais lento e das incertezas em relação aos custos logísticos, produtores de São Paulo e do Paraná permanecem retraídos nas vendas. Nos portos de Santos e Paranaguá, as indicações para embarques futuros continuam encontrando suporte no câmbio e no aumento do risco geopolítico no Mar Negro. Ao mesmo tempo, os desafios relacionados à secagem e ao escoamento da safrinha seguem determinando as oportunidades comerciais da semana.

No cenário internacional, as atenções também se concentram no desenvolvimento da safra norte-americana, que está em plena evolução. O relatório citado pela análise indica que 68% do milho dos Estados Unidos se encontra em condições classificadas como boas ou excelentes, reforçando as expectativas de alta produtividade. Ainda assim, a avaliação é de que o milho norte-americano não deve exercer influência direta sobre as cotações brasileiras, salvo em situações extremas de mercado.

O ambiente macroeconômico da semana é marcado pela divulgação do Boletim Focus de 20 de julho de 2026, que registrou a terceira redução semanal consecutiva na expectativa para o IPCA, agora em 5,15%. As projeções para a taxa Selic permanecem em 14,00% ao ano, enquanto o dólar segue estimado em R$ 5,20 para o fim do ano. No mercado corporativo, os investidores acompanham o início da temporada de balanços do segundo trimestre de 2026, que pode trazer surpresas para os ativos brasileiros. No cenário externo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio e os bombardeios no Estreito de Hormuz mantêm a aversão global ao risco, fortalecendo a demanda por dólares e oferecendo suporte cambial para a formação de preços das commodities exportadas pelo Brasil. Diante desse quadro de volatilidade cambial e gargalos estruturais de armazenagem, a análise destaca que o produtor rural deve acompanhar de perto as oscilações do mercado e manter atenção rigorosa ao controle dos custos operacionais.





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Processamento de grãos melhora desempenho do gado no confinamento, afirma especialista


milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

No novo episódio da série “Dicas do Scoton”, no Giro do Boi, o zootecnista Maurício Scoton, especialista em Confinamento Enxuto, abordou a crescente importância do milho reidratado no confinamento de gado no Brasil Central. Durante a apresentação, Scoton destacou que a temporada de confinamento é um momento estratégico para a pecuária intensiva.

O especialista afirmou que a adoção de tecnologias de processamento, como moagem, laminação e floculação, é crucial para melhorar a digestibilidade do amido e otimizar o aproveitamento de nutrientes. Essa abordagem pode também contribuir para a redução dos custos de produção da arroba no confinamento.

Confira:

Importância do milho na dieta do gado

O milho representa entre 30% e 60% do volume total da dieta fornecida no cocho, sendo um dos principais ingredientes na alimentação do rebanho. Quando o cereal compõe 50% de uma mistura, ele pode corresponder à metade de todo o custo de produção da arroba. Em um cenário com insumos valorizados, qualquer ineficiência no trato alimentar pode afetar significativamente a margem do confinador.

Scoton explicou que, ao fornecer apenas milho moído seco, o rúmen do bovino não consegue quebrar a matriz proteica que envolve o amido, resultando em um desperdício silencioso. “Cerca de 15% a 20% do amido ingerido passa direto pelo trato digestivo e cai nas fezes sem virar carne”, declarou.

Técnicas de processamento de grãos

Para maximizar a conversão alimentar, Maurício Scoton detalhou as principais técnicas de processamento de grãos, que não visam apenas aumentar o peso do animal, mas também alcançar o mesmo desempenho com menor consumo de alimento. Muitos confinadores, segundo Scoton, hesitam em adotar o milho reidratado, acreditando que o processamento encarece o trato.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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