sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Abiove eleva projeções e confirma recorde no esmagamento de soja em 2026


A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas do complexo soja e elevou as projeções para 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir recorde no esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra, pela ampliação da capacidade industrial e pela crescente demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja devendo alcançar 62,5 milhões de toneladas. O avanço da atividade industrial reflete diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com produção de farelo estimada em 48,1 milhões de toneladas e de óleo de soja em 12,55 milhões de toneladas.

A produção total de soja no país está estimada em 180,13 milhões de toneladas, segundo a Conab, enquanto as importações projetadas somam 900 mil toneladas do grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

A Abiove destaca que a atualização reforça o amadurecimento, a resiliência e a competitividade da indústria brasileira. Segundo a entidade, o avanço contínuo do esmagamento reflete o esforço do setor em agregar mais valor à produção agrícola nacional, mantendo estabilidade operacional e eficiência técnica. O dinamismo industrial também é considerado fundamental para garantir previsibilidade ao mercado, fortalecer o suprimento alimentar e impulsionar a transição energética, especialmente diante do avanço da demanda por biodiesel.

No comércio exterior, o Brasil mantém a liderança global nas exportações de soja em grão, projetadas em 114,1 milhões de toneladas, com alta de 0,4%. Nos coprodutos, as estimativas apontam embarques de 24,8 milhões de toneladas de farelo e crescimento das exportações de óleo de soja, que devem atingir 1,6 milhão de toneladas.

Os dados de março de 2026 já confirmam o forte ritmo operacional do setor. O processamento no terceiro mês do ano somou 4,995 milhões de toneladas, alta de 25,8% em relação a fevereiro de 2026 e avanço de 5,9% na comparação com março de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

No acumulado do ano, o processamento atingiu 12,840 milhões de toneladas, resultado 9,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, também ajustado pelo percentual amostral.

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Plantio de trigo avança para 48% da área no Paraná, diz Deral


Plantio de trigo avança para 48% da área no Paraná, diz Deral

O plantio de trigo da safra 2026/27 alcançou 48% da área estimada no Paraná, ante 35% registrados há sete dias, segundo boletim divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado, nesta quarta-feira (20). De acordo com o órgão, o avanço foi favorecido pelas condições de umidade do solo, que têm sustentado a instalação e o desenvolvimento inicial das lavouras.

Segundo o Deral, 100% das áreas de trigo avaliadas no estado estão em boas condições. Do total semeado até o momento, 66% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 34% em germinação. O boletim também informa que, em algumas regiões, há redução da área cultivada em razão do aumento dos custos de produção, fator que pode influenciar a decisão de plantio dos produtores.

No milho segunda safra, cujo plantio já foi encerrado no Paraná, o cenário é mais heterogêneo. Até segunda-feira (18), 82% das lavouras estavam em boas condições, 13% em condição média e 5% em situação ruim. De acordo com o departamento, as chuvas recentes foram importantes para recuperar a umidade do solo e sustentar o potencial produtivo das áreas.

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Apesar disso, o boletim aponta que geadas registradas em diversas regiões provocaram danos nas lavouras de milho, com queima de folhas, principalmente em áreas de baixada. Segundo o Deral, esse quadro deve resultar em redução de produtividade nas áreas afetadas.

Em relação ao estágio das lavouras de milho safrinha, 63% estão em frutificação, 18% em floração, 11% em desenvolvimento vegetativo e 8% em maturação. Como parte relevante da safra está em fases sensíveis ao clima, o comportamento das temperaturas nas próximas semanas seguirá como fator técnico central para a definição do desempenho produtivo.

Os dados do Deral mostram avanço consistente do trigo no Paraná sob condição favorável de solo, enquanto o milho safrinha mantém potencial produtivo sustentado pelas chuvas, mas com perdas localizadas associadas às geadas. O impacto final sobre a produtividade do cereal de inverno ainda dependerá da evolução climática nas regiões produtoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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BNDES aprova R$ 47,5 milhões para investimentos da C.Vale no Paraná e em Mato Grosso


BNDES aprova R$ 47,5 milhões para investimentos da C.Vale no Paraná e em Mato Grosso

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 47,5 milhões para a C.Vale Cooperativa Agroindustrial, segundo informação divulgada nesta quarta-feira (20). O valor corresponde a 75% de um pacote de investimentos de R$ 63,2 milhões em unidades no Paraná e em Mato Grosso. Os recursos serão liberados por meio do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), dentro do Plano Safra 2025/2026.

Parte do investimento será destinada à ampliação da estrutura de armazenagem da cooperativa no Oeste do Paraná. Estão previstas duas novas unidades de recebimento de grãos nos distritos de Vila Nova e São Luiz do Oeste, ambos em Toledo. Segundo o material divulgado, os empreendimentos devem contribuir para reduzir o déficit de armazenagem no país. O texto informa capacidade total de 1,6 milhão de toneladas, mas também cita capacidade inicial de 800 toneladas por unidade. A divergência não foi esclarecida no conteúdo disponível.

Cada unidade terá área total de 2,4 mil metros quadrados, com prédio de classificação de grãos, coletor de amostras, base para balança rodoviária de caminhões, escritório de atendimento e armazém para insumos, como sementes, fertilizantes, rações e agroquímicos.

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Ainda no Paraná, a C.Vale vai renovar instalações do abatedouro de aves em Palotina, com aquisição de esteiras transportadoras e silos de dosagem. Em Mato Grosso, os recursos serão usados na adequação de unidades às normas de saúde e segurança do trabalho, com instalação de degraus antiderrapantes, sistemas de renovação de ar, aterramento de máquinas e ajustes em painéis, quadros de comando e proteção contra descargas atmosféricas.

De acordo com o BNDES, os investimentos também devem gerar demanda de R$ 24,7 milhões para a indústria nacional de máquinas e equipamentos. Para cooperativas e produtores integrados, a expansão da recepção e da armazenagem pode melhorar o fluxo operacional da safra e ampliar a capacidade de atendimento nas regiões onde a C.Vale atua.

Segundo o presidente da cooperativa, Alfredo Lang, os aportes devem ampliar a armazenagem, agilizar o recebimento de grãos, adequar unidades às normas de segurança e modernizar o abatedouro de aves. Sem cronograma detalhado de execução no material disponível, não há base para estimar quando as estruturas entrarão em operação.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Boi gordo acumula queda de 2,72% em maio, aponta Cepea


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Imagem gerada por IA

O mercado do boi gordo segue pressionado nas principais praças pecuárias do país, refletindo a menor necessidade de compra por parte dos frigoríficos e a resistência dos pecuaristas em aceitar preços mais baixos.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou com média à vista de R$ 344,80 por arroba, acumulando queda de 2,72% em maio.

Nesta terça-feira (20), parte dos frigoríficos abriu as negociações ofertando valores menores para a arroba, diante das escalas de abate mais confortáveis. Apesar disso, muitos produtores seguem retendo animais à espera de preços melhores, o que reduziu a liquidez do mercado.

Goiás registra novas quedas

Em Goiânia, houve recuo de R$ 5 por arroba para machos e fêmeas, com negociações variando entre R$ 315 e R$ 325 por arroba.

As escalas de abate ficaram entre sete e 13 dias. No norte de Goiás, compradores chegaram a ofertar até R$ 10 a menos pela arroba do boi gordo.

Segundo o levantamento, a média de preços no estado gira em torno de R$ 318 por arroba.

Mato Grosso tem menor procura no mercado spot

Na região de Cáceres, em Mato Grosso, os frigoríficos também reduziram os preços em R$ 5 por arroba no início do dia.

Durante a tarde, parte dos compradores deixou o mercado, indicando menor procura no mercado spot.

As negociações ocorreram entre R$ 340 e R$ 345 por arroba, enquanto as escalas de abate variaram entre nove e 13 dias.

Pecuaristas seguram vendas em São Paulo

Em São Paulo, o mercado apresentou baixa liquidez, com pouca urgência tanto de compradores quanto de vendedores.

Diante dos preços pressionados, muitos pecuaristas optaram por negociar apenas em situações de necessidade, reduzindo o volume de lotes comercializados.

A maior parte das negociações ocorreu com estabilidade, mas também houve registros de queda de R$ 5 por arroba.

Os preços ficaram entre R$ 340 e R$ 350 por arroba, enquanto lotes padrão exportação chegaram a R$ 355.

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AgroNewsPolítica & Agro

Fretes e armazenagem limitam ganhos da soja


O mercado da soja encerrou o dia com oscilações limitadas, em um ambiente ainda marcado pela cautela dos agentes diante da falta de sinais concretos de demanda chinesa. Segundo a TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago fechou praticamente estável, com o contrato de julho em queda de 0,29%, a US$ 12,0950 por bushel, enquanto agosto recuou 0,10%, a US$ 12,0975 por bushel.

O comportamento refletiu o ajuste das expectativas após a empolgação da véspera com um possível acordo de US$ 17 bilhões, ainda sem confirmação prática por parte do mercado asiático. A pressão adicional veio do relatório de Progresso de Safras do USDA, que indicou avanço do plantio norte-americano de 49% para 67% da área prevista, acima das expectativas e do ritmo registrado no ano passado. No Brasil, a Conab apontou a colheita em fase final, com 98,8% da área concluída.

No mercado interno, o Rio Grande do Sul teve valorizações nominais, com Santa Rosa e Passo Fundo a R$ 126,00 por saca e o Porto de Rio Grande a R$ 131,00. A revisão da produção estadual para pouco mais de 19 milhões de toneladas, abaixo da estimativa anterior de 21,44 milhões, reforçou a percepção de perdas causadas pela irregularidade das chuvas. A ameaça de paralisação rodoviária e as dúvidas sobre o piso mínimo de fretes também aumentaram os prêmios de risco.

Em Santa Catarina, a colheita superou 70% da área, com recuperação moderada no interior e cotação de R$ 131,00 no Porto de São Francisco do Sul. No Paraná, Ponta Grossa chegou a R$ 128,50, enquanto a colheita atingiu 96% e a disputa por armazenagem ganhou força com o avanço do etanol de milho e o plantio do trigo.

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul encerrou a safra com recorde de 17,759 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso confirmou produção histórica de 51,56 milhões. Apesar dos volumes elevados, os gargalos de armazenagem, o custo dos fretes e a pressão logística seguem limitando a rentabilidade dos produtores.

 





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Missão em Oregon aproxima agro brasileiro de compradores nos Estados Unidos


MBRF registra lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), uma missão comercial em Oregon, nos Estados Unidos, para ampliar a presença de produtos do agronegócio brasileiro no mercado norte-americano. A agenda reuniu oito empresas dos segmentos de café, água mineral, cachaça, açaí, chocolate, pão de queijo e carnes. Segundo o ministério, a ação buscou aproximar produtores e empresários de compradores, redes varejistas, operadores logísticos e representantes do setor privado local.

A missão foi coordenada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da adida agrícola do Brasil nos Estados Unidos, Ana Lucia Viana, do coordenador-geral de Promoção Comercial, Péricles Mendes da Silva, e da cônsul honorária do Brasil em Oregon, Daniela Andrade.

De acordo com o Mapa, os Estados Unidos foram o terceiro principal destino das exportações do agronegócio brasileiro em 2025, com cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários importados do Brasil. Entre os destaques da pauta estão café, carnes, produtos do complexo sucroenergético e cacau.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A programação incluiu participação no Fórum Econômico Brasil–Oregon, rodadas de negócios e visitas técnicas em Portland. Os empresários também conheceram redes varejistas norte-americanas para obter informações sobre perfil de consumo, exigências comerciais e possibilidades de inserção de produtos brasileiros em pontos de venda regionais.

Na área logística, a delegação visitou o Porto de Portland, incluindo o Terminal 6, principal terminal internacional de contêineres de Oregon. A agenda técnica permitiu avaliar condições de infraestrutura e canais de distribuição para alimentos e bebidas brasileiros no estado.

O ministério também destacou o mercado norte-americano de alimentos especiais, estimado em mais de US$ 200 bilhões por ano. Nesse segmento, produtos com identidade de origem e diferenciação comercial, como café, açaí, cachaça, chocolate e alimentos processados, podem ampliar presença em redes varejistas, lojas especializadas, restaurantes e distribuidores regionais.

Segundo o Mapa, a missão teve como foco identificar oportunidades comerciais e ampliar o diálogo com potenciais compradores nos Estados Unidos. O resultado em volume de negócios não foi informado até o momento, o que limita uma avaliação quantitativa imediata sobre os desdobramentos da agenda para as empresas participantes e para as exportações brasileiras.

Fonte: gov.br

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Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz


Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz

Os juros futuros operavam em queda na manhã desta quarta-feira (20), em reação ao ambiente externo mais favorável após a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. O movimento acompanhava o recuo do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A sessão também era marcada por liquidez reduzida e agenda econômica mais fraca, com destaque para a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed).

Às 9h12, a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para 14,115%, ante 14,180% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2028 recuava para 14,065%, de 14,132%. Já o DI para janeiro de 2031 marcava 14,215%, abaixo dos 14,285% registrados no fechamento de terça-feira (19).

O movimento reflete uma redução parcial da percepção de risco no mercado internacional. A reabertura parcial do Estreito de Ormuz reduziu a pressão imediata sobre o petróleo, ativo sensível em momentos de tensão geopolítica por causa de seu peso na inflação global e nos custos de transporte. Ao mesmo tempo, o recuo dos retornos dos Treasuries indicava menor busca por prêmios de risco mais altos no curto prazo.

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No mercado doméstico, a curva de juros acompanha esses vetores externos, ainda que com negociações limitadas pela liquidez reduzida. A ata do Fed é o principal evento do dia porque pode oferecer sinais adicionais sobre a avaliação da autoridade monetária norte-americana para juros, inflação e atividade econômica.

Para o agronegócio, a trajetória dos juros segue relevante porque interfere no custo de financiamento, na rolagem de dívidas e nas decisões de comercialização e investimento. Além disso, oscilações em petróleo e câmbio têm efeito sobre frete, combustíveis, fertilizantes e demais insumos. Não há, até o momento, detalhamento setorial específico além da reação observada nos ativos financeiros.

O comportamento da curva ao longo do dia deve seguir condicionado ao noticiário externo, à evolução do petróleo e à leitura da ata do Fed. Sem novos dados domésticos de maior peso na sessão, a direção dos juros tende a continuar dependente do cenário internacional e do nível de liquidez do mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar recua com Treasuries e petróleo, enquanto câmbio segue atento ao cenário interno


Dólar recua com Treasuries e petróleo, enquanto câmbio segue atento ao cenário interno

O dólar à vista operava em queda na manhã desta quarta-feira (20), acompanhando a desvalorização da moeda norte-americana no exterior e o recuo dos rendimentos dos Treasuries. Às 9h41, a divisa caía 0,09%, a R$ 5,0361, após tocar mínima de R$ 5,0256. O mercado também reagia à queda do petróleo pelo segundo dia, em meio à reabertura parcial do Estreito de Ormuz e à retomada do fluxo marítimo na região.

A acomodação do petróleo ajudou a reduzir parte da aversão ao risco no cenário internacional. Ao mesmo tempo, o movimento limitou o espaço para valorização adicional do real, já que a commodity tem peso nas contas externas brasileiras e nos termos de troca do país.

No mercado doméstico, os investidores monitoraram novos dados de inflação. A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,86% na segunda prévia de maio, acima dos 0,27% da primeira leitura do mês, mas abaixo dos 2,64% registrados na mesma prévia de abril.

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O ambiente local também teve influência de fatores políticos e fiscais, o que contribuiu para uma postura mais cautelosa nos negócios. Parte desse movimento veio da leitura de pesquisas eleitorais e de declarações do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, sobre a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a discussão sobre reforma previdenciária.

Para o agronegócio, o câmbio segue como variável central. Um real mais valorizado tende a reduzir a receita em moeda local de exportadores, mas pode aliviar custos de insumos dolarizados, como fertilizantes, defensivos e máquinas. No comércio exterior, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que Brasil e China assinaram protocolo sanitário para exportação de miúdos suínos brasileiros, medida que amplia o acesso ao mercado asiático e pode diversificar o portfólio exportador da cadeia de proteína animal.

O comportamento do câmbio ao longo do dia deve seguir condicionado ao cenário externo, especialmente juros dos Estados Unidos, petróleo e fluxo global para ativos de risco, além da leitura doméstica sobre inflação e política econômica. Não há, até o momento, indicação técnica suficiente para projetar uma tendência mais longa sem novos dados de mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Assembleia do Paraná homenageia os 70 anos do IDR-Paraná


MDA e Ceará anunciam R$ 19,4 milhões para habitação rural em assentamentos

A Assembleia Legislativa do Paraná homenageou, nesta terça-feira (19), os 70 anos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em sessão solene no plenário da Casa. Na cerimônia, o instituto recebeu Certificado de Menção Honrosa com Voto de Congratulações, por proposição dos deputados Professor Lemos, Alexandre Curi e Hussein Bakri. O reconhecimento foi direcionado à trajetória da instituição no apoio ao meio rural paranaense.

Durante a sessão, parlamentares e representantes do setor público destacaram a participação do IDR-Paraná em ações de pesquisa, inovação, assistência técnica e extensão rural. O deputado Professor Lemos afirmou que a instituição integra o arranjo que contribuiu para consolidar o Paraná como referência na agricultura nacional, com presença em áreas como produção, comercialização, agroindústria, cooperativismo e associações de produtores.

Representando o diretor-presidente do instituto, Natalino Avance de Souza, o diretor de Gestão de Negócios, Richard Golba, afirmou que a extensão rural teve papel histórico no desenvolvimento do estado e destacou novas frentes de atuação. Segundo ele, o Paraná tem cerca de 250 mil estabelecimentos de agricultura familiar, dos quais aproximadamente 160 mil possuem menos de 10 hectares. De acordo com Golba, desde 2019 o instituto ampliou a atuação voltada a esse público.

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Entre os desafios apontados pelo dirigente estão a política de segurança hídrica, o fortalecimento das organizações da agricultura familiar, além de iniciativas já desenvolvidas ao longo das últimas décadas, como apoio ao cooperativismo, organização rural, Click Rural e adequação de estradas rurais.

O deputado Marcio Nunes citou ações de valorização de servidores do IDR-Paraná e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Já o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Alexandre Leal dos Santos, relacionou a atuação da extensão rural ao avanço da agricultura em pequenas e médias propriedades. O secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, também associou a trajetória da extensão rural à transformação da agropecuária paranaense.

A homenagem ocorreu em um momento em que a assistência técnica, a pesquisa aplicada e a organização produtiva seguem no centro das políticas voltadas ao campo. Com base nas informações apresentadas na sessão, o foco do IDR-Paraná permanece direcionado ao atendimento da agricultura familiar, à segurança hídrica e ao suporte técnico às cadeias produtivas do estado.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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CNA realiza ação comercial com compradores na China durante missão em Xangai


CNA realiza ação comercial com compradores na China durante missão em Xangai

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta terça-feira (19), em Xangai, na China, uma degustação guiada de produtos brasileiros com potenciais compradores internacionais. A ação integra uma missão comercial iniciada no domingo (17) durante a Sial China e segue até sexta-feira (22), com rodadas de negócios e visitas técnicas a empresas e mercados da região. Segundo a entidade, a iniciativa busca aproximar exportadores brasileiros de importadores e mapear preferências de consumo no mercado asiático.

De acordo com a CNA, a ação foi organizada por meio do projeto agroBR, parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Participam da agenda dez empresários rurais dos segmentos de bebidas, mel, nozes e castanhas, erva-mate, cacau e derivados.

A degustação reuniu importadores e formadores de opinião chineses. Segundo Rita Padilla, assessora de Relações Internacionais da CNA, o encontro permitiu obter devolutivas sobre apresentação de produtos, preferências de paladar e hábitos de consumo no mercado chinês. A proposta, segundo a entidade, é testar a receptividade comercial com foco em origem, qualidade e valor agregado.

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Durante a missão, a comitiva também visita empresas e mercados da região para observar modelos de comercialização, tendências de consumo e práticas adotadas no varejo e na distribuição local. Esse tipo de informação é relevante para exportadores que buscam adaptar portfólio, embalagem, comunicação e estratégia de acesso ao mercado chinês.

Entre os participantes da ação, compradores relataram interesse em conhecer melhor a diversidade dos produtos brasileiros e sua aplicação na culinária. A CNA não informou volumes negociados, valores envolvidos ou contratos fechados até o momento. Sem esses dados, ainda não é possível dimensionar resultado comercial direto da missão.

No comércio exterior agropecuário, ações de promoção como essa costumam funcionar como etapa inicial de abertura ou consolidação de mercado, especialmente em segmentos de maior valor agregado e menor escala do que as commodities tradicionais.

O avanço da missão poderá ser medido pela continuidade das negociações e pela conversão dos contatos em negócios efetivos, o que depende de fatores como demanda, exigências de importação, competitividade e adaptação dos produtos ao mercado local. Até agora, a agenda tem caráter de prospecção comercial e posicionamento de produtos brasileiros na China.

Fonte: cnabrasil.org.br

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