sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026


Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que divulgará nesta quinta-feira (21) o 2º Levantamento da Safra de Café 2026. A apresentação está marcada para 9h, com transmissão ao vivo pelo canal da companhia no YouTube. Segundo o aviso de pauta publicado nesta quarta-feira (20), o material reunirá informações sobre produção, produtividade e área plantada da cultura no país.

O levantamento da Conab é uma das referências oficiais para o acompanhamento da cafeicultura brasileira. Os dados costumam ser observados por produtores, cooperativas, exportadores, indústrias e agentes de mercado, já que ajudam a dimensionar o tamanho da oferta da safra e o comportamento da produção nas principais regiões cafeeiras.

Neste aviso de pauta, a companhia ainda não antecipou números do levantamento. Assim, até a publicação do boletim completo, não há detalhamento oficial sobre volume estimado de produção, rendimento por hectare ou variação da área plantada na safra 2026.

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De acordo com a Conab, o release e o boletim com os principais números serão disponibilizados no portal oficial da estatal após a apresentação. O material também será enviado à imprensa por e-mail. As emissoras de rádio receberão um podcast sobre a safra, que ficará disponível na página do ConabCast.

A divulgação é acompanhada pelo setor porque o café tem peso relevante no agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Atualizações sobre área, produtividade e produção servem de base para análises de oferta, planejamento comercial e monitoramento das condições da safra. No entanto, eventuais impactos sobre preços, exportações ou abastecimento só poderão ser avaliados com base nos números oficiais que serão apresentados nesta quinta-feira (21).

A transmissão do 2º Levantamento da Safra de Café 2026 está prevista para começar às 9h desta quinta-feira (21). As solicitações de entrevistas, segundo a Conab, poderão ser encaminhadas por e-mail à Gerência de Imprensa. Até a divulgação do boletim, não há base técnica suficiente para detalhar projeções da safra.

Fonte: gov.br

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Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG


Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG

A Embrapa Agroenergia informou nesta terça-feira (20) que teve aprovadas as duas propostas submetidas à Chamada 06/2025 – Universal: Prioridades das Unidades Descentralizadas, no âmbito do Sistema Embrapa de Gestão (SEG). Os projetos têm execução prevista para 36 meses, com início estimado em junho de 2026. As iniciativas abordam o desenvolvimento de bioinsumos e um processo de despolpa enzimática voltado à cadeia da macaúba.

O primeiro projeto aprovado é o “Bioinsumos a partir de lignina Kraft e minerais para fertilidade, proteção e sustentabilidade do solo (LIGNONEMAINPUTS)”, coordenado pelo pesquisador Clenilson Martins Rodrigues. A proposta usa lignina Kraft, coproduto da indústria de celulose e papel, associada a rochas regionais e biomassas vegetais para desenvolver insumos voltados à fertilidade e proteção do solo.

Segundo a Embrapa Agroenergia, a pesquisa busca responder à dependência brasileira de fertilizantes importados e a desafios agronômicos como baixa disponibilidade de nutrientes em solos tropicais, perdas por deriva de pós minerais e ocorrência de fitonematoides. O projeto prevê uso de mineração de dados, aprendizagem de máquina e modelagem estatística para otimizar formulações. A empresa não informou valores de investimento nesta etapa.

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A segunda proposta aprovada é coordenada por Dasciana de Sousa Rodrigues e Rossano Gambetta e trata do “Desenvolvimento de processo de despolpa enzimática para extração de óleo de polpa do fruto de macaúba e obtenção de caroços aptos à germinação”. O estudo mira um gargalo da cadeia: a taxa de germinação natural da macaúba, hoje em 7%, conforme a unidade.

De acordo com a pesquisadora Dasciana, a rota enzimática em baixa temperatura e baixa agitação busca preservar a viabilidade do embrião, diferentemente da despolpa mecânica. A proposta combina dois objetivos: ampliar a extração de óleo para biocombustíveis e aumentar a oferta de mudas viáveis. Para o setor, isso pode contribuir para estruturar a cadeia da macaúba no Cerrado com base tecnológica e menor perda no material propagativo.

Os dois projetos ainda dependem da execução prevista a partir de junho de 2026 para validação técnica e econômica em escala. Pelas informações divulgadas pela Embrapa Agroenergia, as pesquisas se concentram em reduzir gargalos de insumos e de produção de mudas, com potencial aplicação em agricultura, bioenergia e agroindústria, embora detalhes operacionais e orçamentários não tenham sido informados.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Setor do arroz avalia novos hábitos de consumo


As mudanças nos hábitos de consumo vêm ampliando o debate sobre o papel dos alimentos tradicionais na rotina dos brasileiros, especialmente em cadeias que historicamente tiveram presença constante no prato da população. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, ao analisar os sinais de transformação no setor do arroz.

Segundo ele, temas como safra, produtividade, clima, exportações, custos, mercado e preços seguem fundamentais para quem atua nessa cadeia. No entanto, a discussão também precisa avançar sobre quem está no fim desse processo: o consumidor. A reflexão parte da percepção de que, durante décadas, arroz e feijão ocuparam espaço quase automático na mesa dos brasileiros, mas esse comportamento já não pode ser observado da mesma forma.

O consumidor atual vive uma rotina diferente. As famílias estão menores, o tempo disponível diminuiu e os aplicativos passaram a fazer parte do dia a dia. Ao mesmo tempo, a conveniência ganhou importância, dietas passaram a influenciar escolhas e a proteína assumiu maior protagonismo em muitas conversas sobre alimentação. Nesse contexto, a decisão de compra não envolve apenas o alimento em si, mas também praticidade, tempo, experiência e identificação.

A análise não aponta para o abandono do arroz pelo brasileiro, mas sugere uma mudança na forma de observar o consumo. Em vez de discutir apenas quanto arroz é consumido, o setor passa a enfrentar uma questão mais ampla: qual espaço o produto continuará ocupando na vida das próximas gerações.

Para Cardoso, mudanças de hábito não acontecem de maneira brusca. Elas começam pela rotina, depois alteram a frequência e, com o tempo, podem modificar aspectos culturais. Por isso, o desafio do setor nos próximos anos pode ir além de produzir mais ou acompanhar preços e mercados. A tarefa também envolve manter o arroz relevante no prato, no cotidiano e na percepção do consumidor.

 





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Comissão aprova ampliação de prazo para contratos temporários do IBGE


Comissão aprova ampliação de prazo para contratos temporários do IBGE

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (20), o Projeto de Lei 4806/25, que amplia o prazo máximo de contratação temporária no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela proposta, o prazo inicial dos contratos para pesquisas estatísticas passa de 1 para até 3 anos, enquanto o limite de prorrogação sobe de 4 para 5 anos. O texto segue em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta altera a Lei de Contratação Temporária (Lei 8.745/93) e foi aprovada na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Josenildo (PDT-AP), ao texto original da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA). Segundo a Câmara, as mudanças feitas pelo relator foram de natureza técnica e não alteram o conteúdo da matéria.

De acordo com Josenildo, o IBGE mantém pesquisas contínuas e enfrenta limitação de pessoal para atividades de campo, como entrevistas e coleta de informações. Na justificativa do parecer, o relator afirmou que o prazo atual de contratação é curto e leva à perda de conhecimento acumulado ao fim de cada vínculo, além de exigir novo treinamento de equipes.

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A medida tem relação com a estrutura operacional do IBGE, responsável por levantamentos estatísticos que servem de base para políticas públicas, planejamento econômico e acompanhamento de diferentes cadeias produtivas. No caso do setor agropecuário, dados do instituto são usados em indicadores de produção, território, demografia e atividade econômica, embora o projeto analisado não trate de uma pesquisa específica.

Na tramitação legislativa, o projeto segue em caráter conclusivo. Os próximos passos incluem análise pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

O conteúdo disponível não informa prazo para conclusão da tramitação nem estimativa de impacto orçamentário da medida.

Se a proposta avançar, o IBGE poderá manter equipes temporárias por mais tempo em atividades estatísticas continuadas. O efeito prático sobre levantamentos usados pelo setor produtivo dependerá da aprovação final do projeto e da aplicação da regra pelo instituto.

Fonte: camara.leg.br

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Conab participa de encontro sobre produção familiar em Várzea Grande


Governo anuncia R$ 12,5 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da Superintendência Regional de Mato Grosso (Sureg/MT), participou na última sexta-feira (15) do 1º Encontro Municipal da Agricultura Familiar, em Várzea Grande. O evento reuniu agricultores, pesquisadores, especialistas e instituições públicas para discutir produção local, políticas públicas e alternativas de fortalecimento da agricultura familiar no estado.

Durante o encontro, os debates se concentraram em temas ligados à inovação no campo, sustentabilidade, cooperativismo, associativismo e acesso a mercados. Também entraram na pauta atividades com presença na produção familiar mato-grossense, como fruticultura, agroextrativismo, produção de ovos caipiras e ovinocultura, além de ações voltadas ao abastecimento e à segurança alimentar e nutricional.

A participação da Conab ocorreu em um contexto de execução de programas federais voltados à comercialização e ao apoio à renda no campo. Entre eles estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Venda em Balcão (ProVB), instrumentos usados para ampliar canais de escoamento da produção e acesso a insumos alimentares.

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Segundo dados divulgados pela estatal, entre 2023 e 2025 cerca de R$ 80 milhões foram destinados às demandas do PAA, na modalidade Compra com Doação Simultânea, em Mato Grosso. Nesse período, projetos operacionalizados pela Conab atenderam 215 organizações da agricultura familiar em mais de 60 municípios. A companhia também informou que houve recorde no número de propostas de povos e comunidades tradicionais e maior participação de mulheres.

De acordo com a superintendente regional da Conab em Mato Grosso, Francielle Tonietti, o PAA atua na aquisição de alimentos e na geração de renda para agricultores familiares, além de atender públicos em situação de insegurança alimentar. O encontro ainda incluiu painéis técnicos e troca de experiências entre participantes, com foco na articulação entre setor público e produtores.

Os dados apresentados no evento indicam que o avanço de programas de compras públicas segue como um dos principais mecanismos de apoio à agricultura familiar no estado. O alcance futuro dessas ações, no entanto, depende da continuidade dos recursos, da apresentação de propostas e da capacidade de organização das entidades participantes.

Fonte: gov.br

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Sial China projeta US$ 45,5 milhões em negócios para exportadores de proteína animal


MBRF registra lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

A participação de exportadores brasileiros de proteína animal na Sial China 2026 foi encerrada nesta quarta-feira (20), em Xangai, com expectativa de US$ 45,5 milhões em negócios nos próximos 12 meses. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os acordos efetivamente fechados durante os três dias do evento somaram US$ 3,25 milhões. A ação foi realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Realizada entre domingo (18) e terça-feira (20), a Sial China é uma das principais feiras internacionais de alimentos e bebidas da Ásia. O evento reúne importadores, distribuidores, varejistas e operadores de food service de diversos países, com foco na ampliação de negócios e no relacionamento comercial.

Na edição de 2026, a ABPA organizou um estande de 72 metros quadrados para reuniões de negócios, promoção institucional e apresentação da oferta brasileira ao mercado asiático. Participaram da ação as empresas Alibem, Aurora, Bello, Somave e Vibra Foods.

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De acordo com a entidade, o resultado consolidado junto às empresas expositoras indica avanço nas tratativas comerciais com compradores da Ásia. A ABPA informou que a demanda observada na feira esteve associada à busca por fornecedores com regularidade de abastecimento, previsibilidade logística e conformidade sanitária.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que a China e outros mercados asiáticos seguem como polos de crescimento para a proteína animal brasileira. Segundo ele, a feira funciona como plataforma para ampliar vendas, reforçar relacionamentos comerciais e sustentar o posicionamento do Brasil como fornecedor no comércio global de alimentos.

Para a cadeia de proteína animal, o resultado da feira sinaliza manutenção do interesse asiático por carne de aves e suínos do Brasil, segmento relevante para agroindústrias exportadoras e para sistemas de integração no campo. O texto divulgado não detalha a divisão dos negócios por produto, país comprador ou volume embarcado.

A estratégia comercial no mercado chinês terá sequência com o Road Show Beijing, programado pela ABPA para quinta-feira (21), em Pequim. Sem detalhamento adicional sobre contratos por empresa ou categoria de proteína, a sinalização disponível é de continuidade das ações de promoção comercial no principal mercado asiático para o setor.

Fonte: abpa-br.org

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BC aponta maior efeito de tarifas dos EUA no Sudeste e no Sul


UE destaca cadeias de abastecimento e agronegócio no acordo com o Mercosul

O Banco Central (BC) informou, nesta quarta-feira (20), que o impacto da elevação das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre o Brasil em 2025 foi mais concentrado nas regiões Sudeste e Sul. Segundo box publicado no Boletim Regional, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025, redução de US$ 2,7 bilhões. O movimento equivale a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 0,8% das exportações totais do país.

Com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do próprio BC, a autoridade monetária identificou que a queda foi mais intensa entre agosto e novembro de 2025, período de maior nível tarifário. No Sudeste, as vendas aos Estados Unidos passaram de US$ 28,7 bilhões para US$ 27 bilhões. No Sul, recuaram de US$ 5,2 bilhões para US$ 4,3 bilhões. No Centro-Oeste, o fluxo ficou praticamente estável, enquanto Norte e Nordeste registraram ligeira alta, em bases absolutas menores.

Na decomposição por valor, preço e quantum, o BC apontou queda de 6,7% no valor exportado, puxada principalmente pelo recuo de 5,6% no volume embarcado, enquanto os preços cederam 1,2%. No Sudeste, a retração de quantum foi de 4,4%. No Sul, chegou a 14,5%. Segundo o BC, esse padrão é compatível com um choque tarifário, que tende a afetar primeiro as quantidades exportadas.

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Entre os estados, as maiores perdas em valor ocorreram no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Paraná. Em relação ao nível de atividade, o Espírito Santo teve a maior retração proporcional, equivalente a 0,55% do PIB estadual. No recorte setorial, o BC citou o café em Minas Gerais, com menor volume parcialmente compensado por preços mais altos, e as carnes bovinas no Sul, também com redução de volume e amortecimento via preços. Máquinas e madeiras aparecem entre os itens de maior recuo no Sul.

Para o agro e para setores exportadores, os dados indicam que o efeito não foi uniforme entre regiões e cadeias. O BC também observou evidências de redirecionamento parcial das vendas externas para outros mercados, uma vez que as exportações totais do país cresceram no período.

Para 2026, o Banco Central avalia que o cenário ainda pode mudar em função da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas globais, da nova tarifa de 10% anunciada por Donald Trump, da manutenção das tarifas sobre aço e alumínio e da investigação comercial em curso contra o Brasil. O alcance sobre cadeias exportadoras dependerá da evolução dessas medidas e da capacidade de redirecionar embarques.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

A moagem de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste alcançou 55,6 milhões de toneladas na safra 2025/26 até segunda-feira (31), queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No período, a maior parte da matéria-prima foi destinada ao etanol, enquanto a produção de açúcar recuou.

Na divisão regional, o Norte processou 6,9 milhões de toneladas, volume 5,5% menor na comparação anual. O Nordeste moeu 48,6 milhões de toneladas, retração de 1,6%. Do total de cana processado, 54,96% foram direcionados à produção de etanol, o que reforça o perfil mais alcooleiro observado nas últimas quinzenas da safra.

Com essa destinação, a produção de açúcar somou 3,128 milhões de toneladas até o fim de março, baixa de 16% ante igual intervalo da temporada passada. Já a produção total de etanol avançou de 2,249 bilhões para 2,989 bilhões de litros, considerando o biocombustível obtido a partir de cana e milho.

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No etanol de cana, a produção de anidro chegou a 892,1 milhões de litros, alta de 4,2%. O hidratado recuou 2%, para 1,365 bilhão de litros. No etanol de milho, o volume totalizou 732 milhões de litros, sendo 637,5 milhões de litros de anidro e 94,5 milhões de litros de hidratado.

Segundo o presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha, a reta final da safra foi influenciada por fatores climáticos, questões geopolíticas e volatilidade nos preços internacionais do açúcar. Em nota, ele afirmou que os preços mais baixos do adoçante e os efeitos de tarifas impostas pelos Estados Unidos também afetaram as exportações do produto.

Os indicadores de qualidade da matéria-prima pioraram no período. O Açúcar Total Recuperável (ATR) nos produtos finais caiu 7,7%, enquanto o ATR por tonelada de cana recuou 5,7%. Até 31 de março, o setor havia atingido 94,2% da moagem estimada para a safra, com execução de 97% no Norte e 93,8% no Nordeste.

Os estoques totais de etanol terminaram março em 243,6 milhões de litros, queda de 23,95% na comparação anual. Desse volume, 210,2 milhões de litros vieram do etanol de cana e 33,3 milhões de litros do etanol de milho. Os estoques de anidro recuaram 30%, e os de hidratado, 15,3%. Os dados indicam uma safra com menor oferta de açúcar, maior foco em etanol e perda de qualidade da cana, embora o comportamento dos próximos ciclos dependa da evolução climática e das condições de mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Secretaria da Agricultura apoia Congresso Brasileiro de Fitossanidade em Caxias do Sul


Secretaria da Agricultura apoia Congresso Brasileiro de Fitossanidade em Caxias do Sul

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) está apoiando o VIII Congresso Brasileiro de Fitossanidade (Conbraf), marcado para os dias 2 a 4 de setembro, no Teatro da Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul. O evento terá como tema “Fitossanidade e Agricultura de Baixo Carbono” e deve reunir cerca de 600 participantes, segundo a organização.

A proposta do congresso é difundir conhecimento técnico, complementar a formação de profissionais e ampliar a troca de informações entre pesquisadores, produtores e estudantes. A programação inclui palestras nacionais e internacionais, minicursos, mesas temáticas, oficinas e exposição de trabalhos científicos.

De acordo com os organizadores, são esperados mais de 350 trabalhos de 50 instituições, além de 27 palestrantes. Entre os convidados confirmados, há especialistas da Alemanha, Polônia, China e Argentina. A promoção é da UCS, da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) de Jaboticabal – e da Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Extensão (Funep).

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Segundo a fiscal estadual agropecuária e engenheira agrônoma do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Danielle Oliveira da Rosa, a secretaria atua no apoio logístico e na divulgação do evento. A programação técnica deve abordar temas ligados a fungos, bactérias, insetos e nematoides, com foco em desafios atuais e futuros da fitossanidade.

O presidente do VIII Conbraf, Murilo César dos Santos, informou que os três dias de congresso também devem abrir espaço para parcerias e contato entre empresas e participantes. Entre os minicursos previstos estão temas como aeronaves remotamente pilotadas aplicadas à fitossanidade, bioprodutos para manejo fitossanitário, manejo de fitonematoides, uso de adjuvantes e inspeção de pulverizadores.

As inscrições são pagas e podem ser feitas até o dia do evento no site oficial. O valor não foi informado no conteúdo disponível.

A realização do congresso amplia o debate técnico sobre defesa vegetal e práticas de produção com menor emissão de carbono, em um contexto de exigências crescentes por eficiência no manejo e conformidade sanitária. A programação completa está disponível no portal oficial do Conbraf.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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MPor prorroga inscrições para 7ª edição do Prêmio Portos + Brasil


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) prorrogou até segunda-feira (30) o prazo de inscrições para a 7ª edição do Prêmio Portos + Brasil. A premiação, organizada pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), busca reconhecer avanços em gestão, produtividade, inovação e igualdade de gênero em instalações portuárias brasileiras. Podem participar portos públicos organizados, terminais arrendados e Terminais de Uso Privado (TUPs).

Nesta edição, os participantes serão avaliados em seis categorias: Ranking do Índice de Gestão da Autoridade Portuária (IGAP), Avanço no IGAP, Igualdade de Gênero, Inovação, Crescimento da Movimentação Total por variação absoluta e Crescimento da Movimentação Total por variação percentual.

Segundo o edital divulgado pelo MPor, a categoria Ranking IGAP reconhece os portos públicos organizados com melhor desempenho de gestão. As três maiores notas receberão o Troféu Portos + Brasil, e o primeiro colocado também ficará com o Troféu Itinerante Portos + Brasil. Já a categoria Avanço IGAP considera a evolução do resultado de 2026 em relação a 2025.

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A categoria Igualdade de Gênero está vinculada à Agenda 2030 e aos Princípios de Empoderamento das Mulheres, da Organização das Nações Unidas (ONU). Nessa frente, poderão ser premiadas uma empresa gestora de porto organizado, uma gestora de arrendamento e uma gestora de TUP, conforme os critérios do edital.

Em Inovação, o foco está na adoção de soluções tecnológicas, qualificação técnica e gerencial e boas práticas de governança. Nas categorias de movimentação total, a referência será o aumento de cargas entre 2024 e 2025, tanto em termos absolutos quanto percentuais.

Para o agronegócio, a pauta tem relação com logística e competitividade, já que portos mais eficientes influenciam o fluxo de exportação e importação de produtos agropecuários, insumos e fertilizantes. O material divulgado, no entanto, não detalha recortes por tipo de carga nem impactos específicos sobre cadeias do agro.

As inscrições seguem abertas até segunda-feira (30), conforme o Ministério de Portos e Aeroportos. O edital completo reúne critérios de participação, categorias e regras de avaliação. A premiação pode servir como indicador de eficiência operacional no sistema portuário, embora o governo ainda não tenha informado estimativas de efeito direto sobre custos logísticos ou embarques do setor agropecuário.

Fonte: gov.br

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