sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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China e EUA ampliam acordo agrícola



O novo acordo difere do firmado em outubro


O novo acordo difere do firmado em outubro
O novo acordo difere do firmado em outubro – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas internacionais reagiram em alta ao anúncio de novos compromissos comerciais entre Estados Unidos e China, em um movimento que voltou a colocar a demanda chinesa no centro das atenções para grãos e proteínas. A sinalização de compras adicionais de produtos agropecuários dos EUA foi interpretada como favorável ao comércio agrícola e sustentou ganhos nas bolsas no início da semana.

Segundo comunicado divulgado pela Casa Branca no domingo, 17 de maio, a China comprará US$ 17 bilhões adicionais por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, de forma proporcional, além de 2027 e 2028. O compromisso se soma às compras de soja assumidas em outubro de 2025, quando foi firmado um acordo para aquisição de 12 milhões de toneladas no ano comercial 2025-26 e 25 milhões de toneladas anuais nos três anos seguintes.

Embora o novo comunicado não tenha detalhado quais commodities de grãos serão incluídas, a reação foi ampla nos contratos futuros negociados na CME na segunda-feira, 18 de maio. O milho teve o desempenho mais forte, com o contrato do mês seguinte fechando em alta de 4,7% ante a sessão anterior. O movimento também impulsionou o trigo, com avanço de 2,3% em Kansas City, 2,6% em Minneapolis e 4,5% em Chicago nos contratos de julho. A soja para julho subiu 3,1%, enquanto o óleo de soja avançou 2,4% e o farelo registrou ganhos modestos.

O novo acordo difere do firmado em outubro por ser baseado em valor financeiro, e não em volume específico. Além dos grãos, a China renovou licenças vencidas para mais de 400 unidades de processamento de carne bovina dos EUA e adicionou novas autorizações. Também retomará importações de aves de estados americanos sem casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica pelo USDA.

O comércio agrícola entre os dois países tem sido marcado por tensões tarifárias desde 2018. Em 2025, nova rodada de tarifas voltou a afetar o fluxo comercial, com queda de 75% nas exportações americanas de soja para a China em relação a 2024, segundo avaliação de Joseph Glauber.

 





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Câmara analisa urgência para projeto sobre Flona do Jamanxim e Ferrogrão


Câmara analisa urgência para projeto sobre Flona do Jamanxim e Ferrogrão

A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia nesta quarta-feira (20) e passou a analisar requerimentos de urgência, entre eles o do Projeto de Lei 2486/26, que trata da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. De autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), a proposta retoma a redução dos limites da unidade de conservação para permitir a passagem da ferrovia EF-170, conhecida como Ferrogrão, na área.

Segundo as informações divulgadas pela Câmara, o projeto conta com substitutivo do relator, deputado José Priante (MDB-PA), que também relatou a Medida Provisória 756/16 sobre o mesmo tema. Até o momento do conteúdo fornecido, o Plenário analisava apenas o requerimento de urgência, sem informação sobre votação concluída do mérito da proposta.

O debate envolve uma combinação de tema ambiental, legislativo e de infraestrutura. No caso da EF-170, a tramitação tem relação com a possibilidade de passagem da ferrovia por área hoje vinculada à Flona do Jamanxim. O texto disponível, no entanto, não detalha a extensão da área afetada, os termos do substitutivo apresentado pelo relator nem eventuais condicionantes ambientais incluídas na nova versão.

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Para o setor agropecuário, a discussão é acompanhada por envolver uma ferrovia associada à logística de transporte e escoamento de carga no Norte do país. Mudanças em projetos desse tipo costumam ter efeito potencial sobre custos operacionais, rotas e capacidade de movimentação de produtos, mas o impacto específico do PL 2486/26 depende do conteúdo final da proposta e do andamento da tramitação legislativa.

A Câmara informou ainda que a sessão pode ser acompanhada ao vivo. Novos detalhes sobre votação, conteúdo do substitutivo e próximos passos legislativos não constavam no material inicial.

O avanço do projeto dependerá da deliberação do Plenário sobre a urgência e, depois, da análise do texto substitutivo. Sem o inteiro teor atualizado da proposta e sem resultado final da sessão, ainda não há base suficiente para definir alcance jurídico, operacional ou logístico da medida.

Fonte: camara.leg.br

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Crédito rural sustentável cai R$ 8,2 bilhões até março da safra 2025/26


Crédito rural sustentável cai R$ 8,2 bilhões até março da safra 2025/26

O crédito rural com potencial de promover ganhos de sustentabilidade na agropecuária somou R$ 46 bilhões entre julho de 2025 e março de 2026, nos três primeiros trimestres do Plano Safra 2025/26. O volume representa queda de quase R$ 8,2 bilhões em relação ao mesmo período da safra anterior, quando alcançou R$ 54,2 bilhões. Os dados constam no boletim trimestral Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade, divulgado nesta quarta-feira (20) pela consultoria Agroicone.

Segundo o levantamento, o montante respondeu por 22,6% do total desembolsado nas finalidades de custeio e investimento no período. No crédito total dessas duas finalidades, os recursos para investimento recuaram de R$ 79,02 bilhões para R$ 64,99 bilhões, queda de 17,7%. Dentro do recorte com potencial sustentável, a retração foi maior no investimento, de 18,4%, enquanto o custeio caiu 12,5%.

Os pesquisadores Gustavo Lobo e Lauro Vicari, da Agroicone, apontam que o aumento do custo do capital, em ambiente de taxa básica de juros elevada, e o avanço do endividamento rural seguem limitando a transição produtiva. No recorte por atividade, a agricultura teve redução de 16,2% na contratação de recursos alinhados à sustentabilidade, enquanto a pecuária recuou 6,4%.

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Entre os estados, os maiores volumes ficaram com Rio Grande do Sul, com R$ 8,4 bilhões, Minas Gerais, com R$ 6,9 bilhões, Paraná, com R$ 4,6 bilhões, Mato Grosso, com R$ 3,8 bilhões, e São Paulo, com R$ 3,1 bilhões. Por fonte de recursos, os maiores valores vieram de recursos obrigatórios, com R$ 10,4 bilhões, da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada com subvenção econômica, com R$ 10,1 bilhões, e do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), com R$ 4,4 bilhões.

No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), as linhas com finalidade sustentável somaram R$ 2,3 bilhões, acima dos R$ 1,9 bilhão de igual período anterior. A participação no montante de investimento subiu para 9,1%. Já subprogramas rotulados, como o RenovAgro, perderam participação, segundo a consultoria.

O estudo também destaca a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.268/2026, que teve a entrada em vigor adiada para 2027 e 2028, conforme o porte do imóvel rural. A norma trata da observância de desmatamento e da comprovação de legalidade em conversão de áreas. Para a Agroicone, a implementação dessas exigências tende a ampliar a diligência e o monitoramento de critérios de sustentabilidade no crédito rural. O boletim não apresenta estimativa consolidada para os desembolsos até o encerramento da safra 2025/26.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ONU reduz previsão de crescimento global para 2,5% em 2026 devido a crises


A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou uma redução na previsão de crescimento global para 2,5% em 2026, uma queda significativa em relação à estimativa anterior de 3%.

De acordo com a ONU, essa diminuição está relacionada a diversos fatores, incluindo:

  • Crise no Oriente Médio
  • Incertezas geradas pelos conflitos na região
  • Aumento das pressões inflacionárias em todo o mundo

Para 2027, a ONU projeta uma leve recuperação, com crescimento estimado em 2,8%.

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Exportação de carnes deve crescer mais de 10% entre janeiro e maio


A exportação de carnes no Brasil deve crescer mais de 10% no período de janeiro a maio de 2026, segundo projeções do setor. O aumento é impulsionado principalmente pela carne bovina, apesar das incertezas relacionadas às cotas de importação na China e às restrições da União Europeia.

Projeções de crescimento

As expectativas para as exportações de carnes são as seguintes:

  • Carne bovina: A projeção é de um crescimento moderado, com a expectativa de atingir 1,2 milhão de toneladas até maio de 2026.
  • Carne suína: Espera-se um aumento significativo, de 500 mil toneladas para 580 mil toneladas, representando um crescimento de 15 a 16%.
  • Carne de aves: A exportação deve crescer de 2,09 milhões de toneladas no ano passado para 2,2 milhões de toneladas.

Desafios e oportunidades

Apesar do crescimento projetado, o setor enfrenta desafios, especialmente em relação às cotas de importação da China, que representa metade das exportações de carne bovina do Brasil. As restrições da União Europeia também são uma preocupação, embora em menor escala.

O cenário atual exige atenção às negociações com esses mercados, que serão cruciais para garantir um crescimento consolidado nas exportações de carnes brasileiras nos próximos meses.

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Câmara discute pautas urgentes do agro em dia dedicado ao setor


No dia dedicado ao agro, a Câmara dos Deputados acelerou a tramitação de projetos essenciais para o setor, incluindo a ampliação do uso de biodiesel no diesel brasileiro e a nova lei de cultivares. O deputado Arnaldo Jardim destacou a importância dessas medidas para o fortalecimento da agricultura nacional.

Projetos em pauta

  • Ampliação do uso de biodiesel, com testes para B25.
  • Avanços no seguro rural.
  • Nova lei de cultivares.
  • Fortalecimento do plano nacional de fertilizantes.

Importância do biodiesel

O deputado Arnaldo Jardim enfatizou que a autorização para os testes do biodiesel é um passo importante para a segurança energética do Brasil, que atualmente importa 28% do diesel consumido. A mistura de biodiesel é vista como uma alternativa para reduzir essa dependência e promover a segurança alimentar.

Perspectivas futuras

O aumento da mistura de biodiesel, que atualmente está em 15%, deve ser elevado para 17% e, em um cenário de médio prazo, para 25%. Essa mudança é considerada crucial para enfrentar as emergências climáticas e garantir um futuro sustentável para o setor agrícola.

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MME aprova plano de testes para diesel com biodiesel entre 15% e 25%


MME aprova plano de testes para diesel com biodiesel entre 15% e 25%

O Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou, nesta quarta-feira (20), o plano de testes para avaliar a viabilidade do uso de óleo diesel com teores de biodiesel superiores a 15% e de até 25% na mistura. A medida foi formalizada por portaria e, segundo o próprio ministério, não muda de forma imediata o cronograma de adição obrigatória previsto em lei. O objetivo é reunir evidências técnicas sobre desempenho, segurança operacional e adequação do combustível em diferentes aplicações.

De acordo com a portaria, a primeira fase dos testes vai analisar misturas com teor superior a 15% e até 20%. Na sequência, a segunda etapa avaliará percentuais acima de 20% e até 25%. O texto também estabelece prioridade para a fase inicial, em razão da relação com o cronograma de elevação do teor de biodiesel previsto na legislação vigente.

O plano prevê a verificação da infraestrutura laboratorial necessária para os ensaios, além da disponibilidade de veículos, motores, máquinas, componentes, combustíveis e outros recursos técnicos. Após essa etapa, o MME deverá publicar, até 30 de novembro de 2026, uma versão atualizada do cronograma de execução do plano.

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Segundo informações já divulgadas pela Broadcast, o governo federal trabalha com a possibilidade de elevar a mistura obrigatória para 16% ainda em 2026, em cenário considerado otimista por fontes técnicas do Executivo. Essa perspectiva, no entanto, depende do avanço dos testes e da validação das condições operacionais.

Para o setor agropecuário, a discussão tem relação direta com a cadeia do biodiesel, que utiliza matérias-primas de origem agroindustrial, com destaque para o óleo de soja. Eventuais mudanças no teor da mistura podem influenciar a demanda por insumos, o processamento industrial e o planejamento de usinas e fornecedores. No campo, o tema também interessa por envolver o custo e o desempenho do combustível usado em máquinas e equipamentos, embora a portaria ainda não apresente resultados técnicos conclusivos sobre esses efeitos.

A próxima referência formal do processo será a atualização do cronograma pelo MME até novembro de 2026. Até lá, a evolução da mistura acima de 15% dependerá dos testes previstos na portaria e da comprovação técnica sobre segurança, desempenho e viabilidade operacional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Debate na Câmara questiona lista de espécies invasoras com tilápia e eucalipto


Câmara debate lista de espécies exóticas invasoras prioritárias

Parlamentares, pesquisadores e representantes do setor produtivo criticaram, nesta quarta-feira (20), em reunião conjunta de comissões da Câmara dos Deputados, a revisão da lista nacional de espécies exóticas invasoras elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. Segundo os debatedores, a inclusão de espécies como tilápia, eucalipto e braquiária pode gerar restrições regulatórias sobre atividades econômicas consolidadas no país. O tema foi discutido pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Durante a audiência, deputados defenderam a aprovação do Projeto de Lei 5900/25, que prevê manifestação prévia e vinculante de ministérios como Agricultura e Pesca na elaboração dessas normas. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o enquadramento de espécies amplamente usadas na produção pode comprometer cadeias ligadas à oferta de alimentos, empregos e comércio.

O deputado Cobalchini (MDB-SC), autor do requerimento para o debate, declarou que a análise da lista não deveria considerar apenas o aspecto ecológico, mas também efeitos socioeconômicos, regulatórios e jurídicos. Segundo ele, a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, teria baixa participação do setor privado.

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A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Jaine Ariele Cubas, informou que o setor privado ocupa 2 cadeiras na Conabio, enquanto organizações não governamentais e movimentos sociais somam 38% dos assentos. Para ela, a revisão exige mais estudos sobre impactos econômicos.

No campo técnico, o chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores, alertou que a classificação ampla de espécies aquícolas de importância econômica, sem delimitação territorial, gradação de risco e diferenciação entre sistemas de cultivo, pode produzir efeitos regulatórios sobre cadeias já submetidas a mecanismos próprios de controle. Já o pesquisador do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), Paulo Henrique Miller, relatou experimentos que indicam atuação de formigas nativas como barreira ecológica natural à disseminação do eucalipto.

O conteúdo disponibilizado não informa prazo para conclusão da revisão da lista nem apresenta posicionamento do Ministério do Meio Ambiente na mesma reunião.

A discussão indica que o tema deve avançar no campo regulatório e legislativo, com foco na definição de critérios técnicos, participação institucional e avaliação de risco por espécie e território. Sem esses parâmetros, segundo os debatedores, permanecem dúvidas sobre os efeitos práticos para licenciamento, produção aquícola, florestas plantadas e sistemas de pastagem.

Fonte: camara.leg.br

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Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026


Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que divulgará nesta quinta-feira (21) o 2º Levantamento da Safra de Café 2026. A apresentação está marcada para 9h, com transmissão ao vivo pelo canal da companhia no YouTube. Segundo o aviso de pauta publicado nesta quarta-feira (20), o material reunirá informações sobre produção, produtividade e área plantada da cultura no país.

O levantamento da Conab é uma das referências oficiais para o acompanhamento da cafeicultura brasileira. Os dados costumam ser observados por produtores, cooperativas, exportadores, indústrias e agentes de mercado, já que ajudam a dimensionar o tamanho da oferta da safra e o comportamento da produção nas principais regiões cafeeiras.

Neste aviso de pauta, a companhia ainda não antecipou números do levantamento. Assim, até a publicação do boletim completo, não há detalhamento oficial sobre volume estimado de produção, rendimento por hectare ou variação da área plantada na safra 2026.

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De acordo com a Conab, o release e o boletim com os principais números serão disponibilizados no portal oficial da estatal após a apresentação. O material também será enviado à imprensa por e-mail. As emissoras de rádio receberão um podcast sobre a safra, que ficará disponível na página do ConabCast.

A divulgação é acompanhada pelo setor porque o café tem peso relevante no agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Atualizações sobre área, produtividade e produção servem de base para análises de oferta, planejamento comercial e monitoramento das condições da safra. No entanto, eventuais impactos sobre preços, exportações ou abastecimento só poderão ser avaliados com base nos números oficiais que serão apresentados nesta quinta-feira (21).

A transmissão do 2º Levantamento da Safra de Café 2026 está prevista para começar às 9h desta quinta-feira (21). As solicitações de entrevistas, segundo a Conab, poderão ser encaminhadas por e-mail à Gerência de Imprensa. Até a divulgação do boletim, não há base técnica suficiente para detalhar projeções da safra.

Fonte: gov.br

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Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG


Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG

A Embrapa Agroenergia informou nesta terça-feira (20) que teve aprovadas as duas propostas submetidas à Chamada 06/2025 – Universal: Prioridades das Unidades Descentralizadas, no âmbito do Sistema Embrapa de Gestão (SEG). Os projetos têm execução prevista para 36 meses, com início estimado em junho de 2026. As iniciativas abordam o desenvolvimento de bioinsumos e um processo de despolpa enzimática voltado à cadeia da macaúba.

O primeiro projeto aprovado é o “Bioinsumos a partir de lignina Kraft e minerais para fertilidade, proteção e sustentabilidade do solo (LIGNONEMAINPUTS)”, coordenado pelo pesquisador Clenilson Martins Rodrigues. A proposta usa lignina Kraft, coproduto da indústria de celulose e papel, associada a rochas regionais e biomassas vegetais para desenvolver insumos voltados à fertilidade e proteção do solo.

Segundo a Embrapa Agroenergia, a pesquisa busca responder à dependência brasileira de fertilizantes importados e a desafios agronômicos como baixa disponibilidade de nutrientes em solos tropicais, perdas por deriva de pós minerais e ocorrência de fitonematoides. O projeto prevê uso de mineração de dados, aprendizagem de máquina e modelagem estatística para otimizar formulações. A empresa não informou valores de investimento nesta etapa.

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A segunda proposta aprovada é coordenada por Dasciana de Sousa Rodrigues e Rossano Gambetta e trata do “Desenvolvimento de processo de despolpa enzimática para extração de óleo de polpa do fruto de macaúba e obtenção de caroços aptos à germinação”. O estudo mira um gargalo da cadeia: a taxa de germinação natural da macaúba, hoje em 7%, conforme a unidade.

De acordo com a pesquisadora Dasciana, a rota enzimática em baixa temperatura e baixa agitação busca preservar a viabilidade do embrião, diferentemente da despolpa mecânica. A proposta combina dois objetivos: ampliar a extração de óleo para biocombustíveis e aumentar a oferta de mudas viáveis. Para o setor, isso pode contribuir para estruturar a cadeia da macaúba no Cerrado com base tecnológica e menor perda no material propagativo.

Os dois projetos ainda dependem da execução prevista a partir de junho de 2026 para validação técnica e econômica em escala. Pelas informações divulgadas pela Embrapa Agroenergia, as pesquisas se concentram em reduzir gargalos de insumos e de produção de mudas, com potencial aplicação em agricultura, bioenergia e agroindústria, embora detalhes operacionais e orçamentários não tenham sido informados.

Fonte: embrapa.br

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