sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Dia Mundial da Abelha: produção de mel de abelhas sem ferrão alia renda e preservação ambiental


abelha sem ferrão
Foto: Mazinho de Brito – Ideflor-BioFoto: Mazinho de Brito – Ideflor-Bio

O Dia Mundial da Abelha, celebrado nesta quarta-feira (20), chama atenção para a importância desses insetos na manutenção da biodiversidade e na segurança alimentar.

No município de Monte Alegre, na região do Baixo Amazonas, no Pará, a data ganha um significado ainda mais especial nas comunidades atendidas pelo trabalho de meliponicultura desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).

No local a criação de abelhas sem ferrão tem fortalecido a geração de renda e a conservação ambiental em unidades de conservação.

Na Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, cerca de 20 famílias são atendidas pela iniciativa, que já contabiliza mais de 500 colônias de abelhas sem ferrão instaladas.

A atividade registra produção anual aproximada de 1.400 quilos de mel, tendo como principal espécie manejada a Melipona interrupta, popularmente conhecida como Jupará, abelha nativa da Amazônia reconhecida pela qualidade do mel e pelo importante papel na polinização de espécies florestais.

abelha sem ferrão
Foto: Mazinho de Brito – Ideflor-BioFoto: Mazinho de Brito – Ideflor-Bio

O trabalho do instituto ocorre nas comunidades de Lages, Paytuna, Santana do Paytuna e Ererê, localizadas no entorno do Parque Estadual Monte Alegre.

Em 2025, as equipes retomaram a orientação técnica especializada aos meliponicultores, reforçando uma prática ancestral que alia conservação ambiental, fortalecimento econômico e valorização dos conhecimentos tradicionais das populações locais.

Potencial produtivo

A presença do Ideflor-Bio nas comunidades busca ampliar o potencial produtivo dos meliponários, promovendo orientações sobre manejo adequado das abelhas sem ferrão e incentivando técnicas sustentáveis de criação.

Além de melhorar a produtividade, o acompanhamento técnico fortalece a autonomia das famílias, respeitando os modos de vida locais e contribuindo para a permanência das comunidades em seus territórios de forma sustentável.

Comunidade; produção de mel
Foto: Mazinho de Brito – Ideflor-Bio

De acordo com o gerente da GRCN-I, Itajury Kishi, garantir a orientação adequada representa um avanço importante no fortalecimento da produção comunitária e das políticas públicas voltadas às populações tradicionais.

“Garantir que esse trabalho continue é reafirmar nosso compromisso com as comunidades tradicionais e com o desenvolvimento sustentável do território. A meliponicultura é uma atividade que une produção, conservação ambiental e identidade cultural, e nosso papel é garantir que esses saberes e práticas continuem sendo fortalecidos com o apoio técnico necessário”, destacou.

Planejamento de ações

Durante as visitas técnicas, as equipes também realizaram escutas comunitárias e avaliações das estruturas existentes, com o objetivo de planejar ações futuras voltadas às necessidades específicas de cada localidade.

O diálogo direto com os produtores tem permitido identificar desafios e potencialidades da cadeia produtiva do mel na APA Paytuna, fortalecendo uma gestão ambiental participativa nas unidades de conservação da Calha Norte.

A experiência desenvolvida em Monte Alegre evidencia como iniciativas de manejo sustentável podem transformar realidades em territórios protegidos.

“Ao unir orientação técnica, valorização dos saberes tradicionais e conservação da biodiversidade, a meliponicultura conduzida pelo Ideflor-Bio demonstra que proteger as abelhas também significa investir no futuro das comunidades amazônicas e na preservação da floresta”, destaca o analista ambiental do Ideflor-Bio, Mazinho de Brito.

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Justiça Federal mantém leilão de reserva e vê enfraquecimento de alegação contra certame


CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre

A Justiça Federal decidiu nesta quarta-feira (20) manter os efeitos do leilão de reserva de capacidade realizado em maio e avaliou que foi enfraquecida, em análise preliminar, a alegação de desvio de finalidade no certame. A conclusão foi registrada após a União informar que o montante efetivamente contratado ficou abaixo da demanda sistêmica de potência apontada nos estudos técnicos. Com isso, foi novamente negado o pedido de tutela de urgência para suspender o leilão.

A decisão é do juiz Manoel Martins de Castro Filho, da 6ª Vara Federal Cível de Brasília. Segundo o magistrado, a informação apresentada pela União contraria a premissa de que teria havido superdimensionamento da contratação no leilão de reserva de capacidade. Na decisão, o juiz afirmou que essa circunstância “inverte a premissa central da petição inicial e enfraquece significativamente, em juízo sumário, a alegação de desvio de finalidade do instrumento regulatório”.

A ação civil pública foi proposta no início de maio de 2026 pela Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes das Indústrias de Energias (Abraenergias), com pedido para sustar os efeitos do leilão. A cautelar já havia sido negada e voltou a ser rejeitada nesta quarta-feira (20).

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Na manifestação ao processo, a União defendeu a regularidade do certame e argumentou que a revisão dos preços-teto ocorreu em meio a um “choque global de custos” e à necessidade de modernização de usinas existentes para reforçar a segurança do sistema elétrico. Também classificou a entidade autora como genérica e sem pertinência temática para a causa.

O processo envolve um tema acompanhado por agentes econômicos de setores eletrointensivos, incluindo cadeias do agronegócio dependentes de fornecimento contínuo de energia, como irrigação, armazenagem refrigerada e agroindústrias. No entanto, os autos citados no material disponível não detalham o volume contratado no leilão nem os valores homologados, o que limita uma avaliação mais precisa sobre efeitos tarifários ou operacionais.

Com a negativa da suspensão, o leilão segue válido no âmbito judicial neste momento. Eventuais impactos sobre oferta de potência, custos do sistema e repasses aos consumidores dependerão da homologação do certame e da divulgação de dados adicionais pelas autoridades e órgãos reguladores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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SpaceX estima mercado de US$ 28,5 trilhões e amplia foco em conectividade no Brasil


SpaceX estima mercado de US$ 28,5 trilhões e amplia foco em conectividade no Brasil

A SpaceX informou em documento protocolado na Securities and Exchange Commission (SEC) nesta quarta-feira (20) que estima um mercado total endereçável acionável de US$ 28,5 trilhões para seus produtos e serviços. A projeção reúne receitas potenciais nas áreas de espaço, conectividade e inteligência artificial. No Brasil, a Starlink, operação de internet por satélite do grupo, já ultrapassa 1 milhão de clientes e busca ampliar a oferta de serviços.

Segundo o prospecto de IPO, a companhia calcula US$ 370 bilhões em oportunidades ligadas a soluções habilitadas pelo espaço e US$ 1,6 trilhão em conectividade. Dentro desse bloco, a SpaceX estima US$ 870 bilhões em banda larga Starlink e US$ 740 bilhões em Starlink Mobile, além de receitas adicionais nos segmentos corporativo e governamental.

A maior parte da projeção está concentrada em inteligência artificial, com US$ 26,5 trilhões. O valor inclui US$ 2,4 trilhões em infraestrutura de IA, US$ 760 bilhões em assinaturas de consumidores, US$ 600 bilhões em publicidade digital e US$ 22,7 trilhões em aplicações empresariais. No documento, a empresa informou que excluiu China e Rússia das estimativas globais para fins de dimensionamento do mercado.

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No Brasil, a expansão da Starlink ganhou um novo passo em fevereiro, quando a empresa encaminhou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedido para liberar o serviço de internet por satélite direto em celulares a partir de 2027. A Broadcast informou que o país já é o segundo maior mercado da companhia, atrás apenas dos Estados Unidos.

A conectividade por satélite tem relevância operacional em regiões remotas, incluindo áreas rurais com cobertura limitada de redes terrestres. Nesses locais, o acesso à internet pode apoiar comunicação, transmissão de dados de máquinas, monitoramento de propriedades e uso de ferramentas digitais no campo. O prospecto, porém, não detalha qual parcela da base brasileira está ligada ao meio rural nem apresenta recorte específico para o agronegócio.

O avanço da operação da Starlink no Brasil dependerá da tramitação regulatória na Anatel e da capacidade de conversão dessa base de clientes em novos serviços. Até o momento, os dados disponíveis indicam expansão comercial e intenção de ampliar cobertura, mas sem detalhamento setorial sobre o impacto específico em cadeias agropecuárias.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara aprova projeto que reduz área da Flona do Jamanxim para passagem da Ferrogrão


Câmara analisa urgência para projeto sobre Flona do Jamanxim e Ferrogrão

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o Projeto de Lei 2486/26, que retoma a redução dos limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar a passagem da EF-170, conhecida como Ferrogrão. O texto, de autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), foi aprovado na forma do substitutivo do relator José Priante (MDB-PA) e será enviado ao Senado. A proposta recategoriza parte da unidade de conservação e mantém o debate sobre invasão produtiva, preservação ambiental e infraestrutura logística na região.

Pelo texto aprovado, dos atuais 1,3 milhão de hectares da Flona do Jamanxim, 486 mil hectares serão desmembrados para conversão em Área de Proteção Ambiental (APA). Com isso, a floresta passará a ter cerca de 815 mil hectares. O projeto também explicita a possibilidade de mineração na floresta e na APA, conforme os respectivos planos de manejo.

Segundo o relator José Priante, a medida busca enfrentar conflitos fundiários em uma área com ocupações anteriores à criação da unidade, em 2006. O texto prevê que ocupantes de áreas rurais dentro dos novos limites da floresta poderão ser realocados em terras da União ou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na Amazônia Legal. Até a posse das novas áreas, essas pessoas poderão manter as atividades econômicas em curso.

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Na regularização fundiária, o projeto estabelece que, no âmbito da Lei 11.952/09, as exigências de cultura efetiva e invasão pacífica até 1º de dezembro de 2004 serão verificadas sobre as áreas originalmente ocupadas. A titulação, porém, fica condicionada à inexistência de desmatamento ilegal.

O tema tem relação direta com o setor agropecuário por envolver acesso à terra, segurança jurídica, possibilidade de uso produtivo da área e uma ferrovia planejada para o corredor da BR-163, rota estratégica para o escoamento de grãos do Centro-Oeste aos portos do Arco Norte. Parlamentares favoráveis afirmaram que produtores e famílias instalados na região ficaram sem acesso a crédito rural e sem poder utilizar as áreas como garantia. Já opositores sustentam que a mudança reduz a proteção ambiental e pode fragilizar o sistema de unidades de conservação.

A tramitação no Senado e o andamento de discussões judiciais sobre alterações em áreas protegidas no Jamanxim devem definir o alcance prático da medida. Até o momento, o texto aprovado pela Câmara não detalha cronograma de implementação, custos de realocação nem prazos operacionais para eventuais efeitos sobre regularização fundiária e infraestrutura logística.

Fonte: camara.leg.br

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Brasil abre mercados na Costa Rica, no México e na Nicarágua


Brasil abre mercados na Costa Rica, no México e na Nicarágua

O Brasil concluiu negociações para exportar novos produtos agropecuários à Costa Rica, ao México e à Nicarágua, segundo nota conjunta divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). As autorizações abrangem caqui, ração para aves ornamentais e tartarugas, e amendoim sem casca. Com os anúncios, o agronegócio brasileiro soma 616 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Na Costa Rica, a abertura foi obtida para a exportação de caqui. De acordo com a nota oficial, o Brasil exportou mais de US$ 137 milhões em produtos agropecuários ao país em 2025.

No México, as autoridades locais aprovaram a entrada de ração produzida no Brasil para aves ornamentais e tartarugas. O mercado mexicano tem peso mais amplo na pauta externa do setor: em 2025, as vendas brasileiras de produtos agropecuários ao país superaram US$ 3,1 bilhões.

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Na Nicarágua, a autorização alcança o amendoim sem casca. Segundo o comunicado, as exportações brasileiras de produtos agropecuários ao país somaram mais de US$ 73 milhões no ano passado, com destaque para milho, arroz, sementes, produtos florestais e rações.

As novas habilitações ampliam a lista de produtos brasileiros com acesso formal a esses mercados e se inserem na estratégia de abertura comercial conduzida pelo Mapa e pelo MRE. A nota, no entanto, não informa volumes potenciais de embarque, prazo para início efetivo das exportações, exigências operacionais adicionais nem a estimativa de participação desses itens na pauta comercial de cada destino.

Do ponto de vista comercial, a medida adiciona novos canais de exportação para segmentos específicos da produção agropecuária e da indústria de alimentação animal. O alcance econômico dependerá da habilitação de empresas, da demanda dos importadores e do cumprimento dos requisitos sanitários e documentais definidos por cada país.

Sem detalhamento oficial sobre cronograma de embarques ou expectativa de receitas, a evolução dessas aberturas deverá ser medida pela efetivação das vendas externas nos próximos meses e pela adesão das empresas habilitadas aos mercados recém-autorizados.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Agro argentino deve gerar mais dólares em 2026



A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho


A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho
A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho – Foto: Pixabay

O setor agropecuário da Argentina deve voltar a ter papel central na geração de dólares para a economia do país em 2026. A combinação entre uma safra maior e preços internacionais mais firmes elevou as projeções de entrada de divisas, reforçando a importância do campo argentino em um momento de forte necessidade de recursos externos.

Segundo estimativas da Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agro argentino deve alcançar US$ 36,111 bilhões em 2026. O número supera em US$ 800 milhões a previsão feita em abril e praticamente iguala o resultado registrado em 2025, mantendo o complexo agroexportador como a principal fonte genuína de dólares da Argentina.

A melhora nas projeções está ligada principalmente à soja e ao milho. Após atualização do GEA-BCR, a estimativa para a safra argentina de soja 2025/26 passou para 50 milhões de toneladas, avanço de 2 milhões em relação ao cálculo anterior. No milho, a projeção subiu para 68 milhões de toneladas, 1 milhão acima do previsto em abril.

Com maior disponibilidade de grãos, a indústria argentina também tende a ganhar fôlego. A moagem de soja deve crescer 1 milhão de toneladas, enquanto as exportações de farelo e óleo de soja devem aumentar. No milho, as vendas externas teriam acréscimo de 500 mil toneladas.

O cenário internacional também contribui para o resultado. A recuperação das cotações de boa parte dos produtos agrícolas elevou o valor esperado das exportações da Argentina. O cálculo considera as divisas liquidadas no Mercado Livre de Câmbio e aquelas canalizadas via Contado com Liquidação.

Nos quatro primeiros meses de 2026, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões do mesmo período de 2025. A diferença é atribuída ao efeito residual da redução temporária de retenções, à antecipação de vendas e ao avanço mais lento da colheita em abril.


 





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Crédito rural sustentável soma R$ 46 bilhões e recua no Plano Safra 2025/26


Crédito rural sustentável cai R$ 8,2 bilhões até março da safra 2025/26

O crédito rural com potencial de promover ganhos de sustentabilidade na agropecuária alcançou R$ 46 bilhões entre julho de 2025 e março de 2026, nos երեք primeiros trimestres do Plano Safra 2025/26. O volume ficou R$ 8,2 bilhões abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, quando somou R$ 54,2 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) no boletim trimestral Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade, da consultoria Agroicone.

Segundo o levantamento, esse montante representou 22,6% do total desembolsado nas finalidades custeio e investimento no período. No crédito total dessas duas finalidades, o volume destinado a investimento caiu de R$ 79,02 bilhões para R$ 64,99 bilhões, retração de 17,7%. Dentro do recorte de crédito com potencial sustentável, a queda também foi mais forte no investimento, de 18,4%, enquanto no custeio o recuo foi de 12,5%.

Os pesquisadores Gustavo Lobo e Lauro Vicari, responsáveis pelo estudo, associam o desempenho ao cenário macroeconômico. No boletim, Lobo afirma que a taxa básica de juros ainda elevada e o aumento do endividamento rural têm limitado a transição dos sistemas produtivos. Vicari aponta menor disposição dos produtores para realizar melhorias operacionais no campo.

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Por atividade, a agricultura registrou queda de 16,2% na contratação de recursos alinhados à sustentabilidade, enquanto a pecuária recuou 6,4%. Entre os estados, os maiores volumes ficaram com Rio Grande do Sul, com R$ 8,4 bilhões, Minas Gerais, com R$ 6,9 bilhões, Paraná, com R$ 4,6 bilhões, Mato Grosso, com R$ 3,8 bilhões, e São Paulo, com R$ 3,1 bilhões.

Na origem dos recursos, os maiores volumes vieram de recursos obrigatórios, com R$ 10,4 bilhões, da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada com subvenção econômica, com R$ 10,1 bilhões, e do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), com R$ 4,4 bilhões. A Agroicone destacou alta de 6.096% na LCA controlada com subvenção econômica, enquanto a LCA a taxa livre caiu 48,5% e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)/Finame equalizável recuou 49,2%.

No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), as linhas com finalidade sustentável somaram R$ 2,3 bilhões, acima dos R$ 1,9 bilhão de igual período anterior. A participação no investimento subiu 1,2 ponto porcentual, para 9,1%. Já subprogramas rotulados, como o RenovAgro, perderam espaço.

O boletim também cita a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.268/2026, que teve a entrada em vigor adiada para 2027 e 2028, conforme o porte do imóvel rural. A norma trata da observância de desmatamento após 31 de julho de 2019 e da comprovação de legalidade em casos de conversão. Para a Agroicone, a implementação gradual tende a ampliar os processos de diligência e monitoramento dos atributos de sustentabilidade no crédito rural. O estudo não apresenta projeção fechada para os próximos meses, mas indica que juros, endividamento e regras de conformidade seguem no centro das decisões de financiamento no campo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Crédito rural sustentável soma R$ 46 bilhões e recua no Plano Safra 2025/26


Galípolo diz que problema do Master estava no uso de recursos garantidos pelo FGC

O crédito rural com potencial de promover ganhos de sustentabilidade na agropecuária alcançou R$ 46 bilhões entre julho de 2025 e março de 2026, nos três primeiros trimestres do Plano Safra 2025/26. O valor ficou quase R$ 8,2 bilhões abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, quando somou R$ 54,2 bilhões. Os dados constam do boletim trimestral Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade, divulgado pela consultoria Agroicone.

Segundo o levantamento, o montante representou 22,6% do total desembolsado nas finalidades de custeio e investimento no período. No crédito total dessas duas finalidades, o volume destinado a investimento caiu de R$ 79,02 bilhões para R$ 64,99 bilhões, recuo de 17,7%. Dentro do recorte com potencial sustentável, a retração foi mais intensa no investimento, de 18,4%, do que no custeio, de 12,5%.

Os pesquisadores Gustavo Lobo e Lauro Vicari, da Agroicone, associam o desempenho ao ambiente macroeconômico. Segundo o boletim, o custo do capital ainda elevado e o avanço do endividamento rural reduziram a disposição dos produtores para financiar melhorias nos sistemas produtivos.

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Por atividade, a agricultura teve queda de 16,2% nas contratações de recursos alinhados à jornada de sustentabilidade. Na pecuária, o recuo foi de 6,4%. Entre os estados, os maiores volumes se concentraram no Rio Grande do Sul, com R$ 8,4 bilhões, em Minas Gerais, com R$ 6,9 bilhões, no Paraná, com R$ 4,6 bilhões, em Mato Grosso, com R$ 3,8 bilhões, e em São Paulo, com R$ 3,1 bilhões.

Na abertura por fonte, os maiores volumes vieram de recursos obrigatórios, com R$ 10,4 bilhões, da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada com subvenção econômica, com R$ 10,1 bilhões, e do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), com R$ 4,4 bilhões. A Agroicone destacou alta de 6.096% na LCA controlada com subvenção econômica, enquanto a LCA a taxa livre caiu 48,5% e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)/Finame equalizável recuou 49,2%.

No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), as linhas com finalidade sustentável somaram R$ 2,3 bilhões, acima dos R$ 1,9 bilhão do ciclo anterior. Com isso, a participação desse crédito no investimento subiu para 9,1%, avanço de 1,2 ponto porcentual.

O boletim também aponta que a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.268/2026, que amplia exigências de verificação de desmatamento e de comprovação de legalidade, teve a entrada em vigor adiada: janeiro de 2027 para grandes propriedades, junho de 2027 para médias e janeiro de 2028 para pequenos produtores. Para a Agroicone, a medida tende a ampliar a diligência sobre atributos de sustentabilidade no crédito rural. Não há, no material divulgado, estimativa numérica sobre o efeito dessa mudança no volume de contratações nas próximas safras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Juros futuros recuam com alívio externo e queda do petróleo


Ata do Fed cita guerra no Irã e reforça cautela com juros nos EUA

As taxas dos juros futuros fecharam em queda nesta quarta-feira (20), em sintonia com o alívio nos mercados globais e a descompressão das cotações do petróleo. O movimento foi reforçado por sinais mais positivos sobre negociações entre Estados Unidos e Irã e pela retomada parcial do fluxo no Estreito de Ormuz. No mercado brasileiro, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) devolveram parte dos prêmios incorporados desde o início do conflito no Oriente Médio.

No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 14,148% no ajuste anterior para 14,075%. O contrato para janeiro de 2029 recuou de 14,132% para 13,955%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 14,285% para 14,11%.

Segundo o material de referência, as taxas curtas chegaram a devolver quase 10 pontos-base no meio da tarde, e as intermediárias e longas, cerca de 20 pontos-base, em linha com a curva dos Treasuries dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em um ambiente de redução dos prêmios de risco e menor temor inflacionário de curto prazo.

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No mercado de energia, o contrato do petróleo Brent para julho recuou quase 6% na sessão regular, para US$ 105,02 por barril. A queda refletiu notícias sobre avanço nas negociações diplomáticas e a retomada parcial do fluxo no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo.

Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, afirmou que o ambiente internacional voltou a prevalecer na formação de preços e que a curva de juros segue atrelada ao comportamento do petróleo. A ata da última reunião do Federal Reserve também apontou que o conflito no Oriente Médio ampliou as incertezas econômicas e manteve o petróleo e outras commodities como foco de atenção para a inflação.

Para o agronegócio, esse quadro é relevante porque petróleo, juros e inflação afetam diretamente custos de diesel, fertilizantes, frete, armazenagem e crédito. A queda das taxas futuras e o recuo do barril reduzem parte da pressão observada nos últimos dias, mas a persistência das tensões geopolíticas mantém a volatilidade elevada para cadeias produtivas dependentes de energia e logística.

O cenário de curto prazo segue condicionado ao noticiário internacional e ao comportamento do petróleo. Sem uma definição mais consistente sobre o conflito e seus efeitos sobre energia e commodities, não há base técnica para afirmar uma tendência duradoura de queda nos juros futuros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa promove dia de campo sobre pecuária de precisão no Piauí


Embrapa promove dia de campo sobre pecuária de precisão no Piauí

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio-Norte realiza no próximo dia 30 de maio, em Campo Maior (PI), o IV Dia de Campo da Fazenda Sol Posto, com foco em agropecuária de precisão para a produção animal. A programação é voltada a produtores rurais, pecuaristas e profissionais do setor e prevê um circuito técnico com cinco estações temáticas ao longo da manhã. O horário de início não foi informado no material divulgado.

Segundo a Embrapa Meio-Norte, o evento será realizado na Fazenda Sol Posto e terá abertura conduzida pelo chefe-geral da unidade, Anísio Ferreira Lima Neto. A proposta é apresentar soluções tecnológicas e práticas de manejo aplicadas à pecuária, com ênfase em eficiência produtiva, adaptação dos rebanhos e uso de ferramentas de monitoramento.

A primeira estação vai tratar do uso de drones na agropecuária de precisão, com aplicações em monitoramento, sensoriamento remoto e gestão aérea da atividade pecuária. A segunda abordará produção em sistema integrado para agricultura de baixo carbono, com foco em integração sustentável e mitigação de impactos climáticos.

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Na terceira estação, o tema será manejo nutricional, sob o eixo “Do campo ao cocho”, com estratégias para alimentação mais eficiente dos rebanhos. A quarta etapa vai discutir animais adaptados e eficiência produtiva, incluindo genética e resiliência diante das condições climáticas locais. Já a quinta estação será dedicada ao curral humanizado, com apresentação de práticas de bem-estar animal e manejo racional em instalações inteligentes.

A programação inclui pesquisadores da Embrapa Meio-Norte e participação do palestrante José Roberto, da Oxen Currais. O evento tem apoio de Oxen Currais, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Piauí (Senar Piauí), Fertigen, GranSafra e Noragro.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por formulário online. A organização informou que as vagas são limitadas.

A realização do dia de campo reforça a agenda de difusão de tecnologias para a produção animal no Meio-Norte. Para produtores e técnicos, o conteúdo pode contribuir para decisões ligadas a manejo, eficiência de sistemas e adoção de ferramentas de precisão, embora os resultados práticos dependam das condições de cada propriedade e do nível de investimento disponível.

Fonte: embrapa.br

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