quarta-feira, maio 20, 2026
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Juros futuros recuam com alívio externo e queda do petróleo


Ata do Fed cita guerra no Irã e reforça cautela com juros nos EUA

As taxas dos juros futuros fecharam em queda nesta quarta-feira (20), em sintonia com o alívio nos mercados globais e a descompressão das cotações do petróleo. O movimento foi reforçado por sinais mais positivos sobre negociações entre Estados Unidos e Irã e pela retomada parcial do fluxo no Estreito de Ormuz. No mercado brasileiro, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) devolveram parte dos prêmios incorporados desde o início do conflito no Oriente Médio.

No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 14,148% no ajuste anterior para 14,075%. O contrato para janeiro de 2029 recuou de 14,132% para 13,955%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 14,285% para 14,11%.

Segundo o material de referência, as taxas curtas chegaram a devolver quase 10 pontos-base no meio da tarde, e as intermediárias e longas, cerca de 20 pontos-base, em linha com a curva dos Treasuries dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em um ambiente de redução dos prêmios de risco e menor temor inflacionário de curto prazo.

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No mercado de energia, o contrato do petróleo Brent para julho recuou quase 6% na sessão regular, para US$ 105,02 por barril. A queda refletiu notícias sobre avanço nas negociações diplomáticas e a retomada parcial do fluxo no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo.

Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, afirmou que o ambiente internacional voltou a prevalecer na formação de preços e que a curva de juros segue atrelada ao comportamento do petróleo. A ata da última reunião do Federal Reserve também apontou que o conflito no Oriente Médio ampliou as incertezas econômicas e manteve o petróleo e outras commodities como foco de atenção para a inflação.

Para o agronegócio, esse quadro é relevante porque petróleo, juros e inflação afetam diretamente custos de diesel, fertilizantes, frete, armazenagem e crédito. A queda das taxas futuras e o recuo do barril reduzem parte da pressão observada nos últimos dias, mas a persistência das tensões geopolíticas mantém a volatilidade elevada para cadeias produtivas dependentes de energia e logística.

O cenário de curto prazo segue condicionado ao noticiário internacional e ao comportamento do petróleo. Sem uma definição mais consistente sobre o conflito e seus efeitos sobre energia e commodities, não há base técnica para afirmar uma tendência duradoura de queda nos juros futuros.

Fonte: Estadão Conteúdo

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