sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Câmara aprova projeto que beneficia trabalhadores safristas com Bolsa Família


A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 715 de 2023, que assegura aos trabalhadores safristas o direito de continuar recebendo benefícios sociais, como o Bolsa Família, durante o contrato de safra, que pode durar até 6 meses. A matéria agora segue para sanção presidencial.

Detalhes do projeto

O projeto garante a compatibilidade entre o contrato de trabalho por safra e a condição de titular de benefícios sociais. O relator da proposta, deputado Evair Vieira de Melo, do Republicanos do Espírito Santo, destacou que as regras atuais prejudicam tanto os trabalhadores quanto os empregadores rurais.

  • A nova regra visa aumentar a oferta de mão de obra no campo.
  • Desestimula a informalidade no setor agrícola.
  • O Senado havia aprovado um limite de 3 meses, mas a Câmara ampliou para 6 meses.

Importância do contrato de safra

O contrato de safra desempenha um papel essencial na manutenção da produção agrícola e da pecuária nacional. Entretanto, as regras atuais do programa Bolsa Família não contemplam adequadamente a especificidade do trabalho do safrista, especialmente em regiões com limitações de culturas agrícolas.

Expectativas e desdobramentos

O projeto pretende manter o direito à percepção dos benefícios sociais para trabalhadores rurais com contratos de safra. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, comemorou a aprovação, ressaltando a importância de garantir acesso à mão de obra formal.

  • O PL 715 busca resolver problemas de informalidade no setor.
  • Permite que trabalhadores temporários mantenham benefícios sociais com carteira de trabalho registrada.
  • O Bolsa Família, criado em 2003, agora se adapta a novas realidades do mercado de trabalho.

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AgroNewsPolítica & Agro

Microrganismos viabilizam cultivo de milho em solos com excesso de sal


Uma pesquisa conduzida pela Embrapa em parceria com a Brandeis University identificou que arqueias extremófilas — microrganismos adaptados a ambientes extremos — podem aumentar a tolerância do milho ao excesso de sal no solo e manter o desenvolvimento das plantas mesmo sob estresse salino. O estudo foi publicado no periódico Environmental Microbiome e aponta potencial para ampliar a produção agrícola em áreas afetadas pela salinização.

Os pesquisadores observaram que as arqueias conseguem colonizar a rizosfera, região do solo próxima às raízes onde ocorrem intensas interações químicas e biológicas. Os microrganismos foram isolados das raízes da erva-sal (Atriplex nummularia), planta naturalmente adaptada a ambientes salinos e utilizada em processos de fitorremediação.

Após o cultivo em laboratório, os organismos foram aplicados em plantas de milho, cultura considerada estratégica para a produção de alimentos, mas sensível ao acúmulo de sais no solo. Segundo os pesquisadores, a salinidade reduz o crescimento das plantas e compromete a produtividade das lavouras.

Nos experimentos realizados em ambiente controlado, as arqueias reduziram os efeitos tóxicos do sal nas plantas de milho. O estudo apontou que as plantas tratadas apresentaram crescimento mais vigoroso e maior tolerância fisiológica em comparação às que não receberam os microrganismos.

A pesquisa também utilizou análise por qPCR, técnica molecular usada para medir a presença de microrganismos em amostras biológicas. O resultado confirmou a colonização das raízes do milho pelas arqueias, cuja abundância aumentou conforme os níveis de salinidade do solo avançavam.

O sequenciamento completo do genoma das arqueias identificou genes ligados à produção de fitormônios, como auxinas, além de osmoprotetores, substâncias que auxiliam no equilíbrio hídrico celular em ambientes salinos. Segundo os pesquisadores, os microrganismos contribuíram para elevar a biomassa das plantas e preservar os níveis de clorofila mesmo em condições de alta concentração de sal.

O estudo reforça o potencial do uso dessas arqueias como ferramenta biotecnológica para fortalecer a produção agrícola em áreas degradadas pela salinização. Diferentemente das bactérias, as arqueias pertencem a um domínio próprio de seres vivos e se destacam pela capacidade de sobreviver em condições químicas severas.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Itamar Melo, responsável pela coordenação do estudo, afirmou que a salinização reduz significativamente o uso agrícola de diversas áreas produtivas. “O problema não se restringe ao Semiárido, onde cerca de 30% das áreas irrigadas são atingidas pela salinização. Está presente em várias regiões do Brasil e do mundo”.

Segundo Melo, a utilização de microrganismos adaptados naturalmente a ambientes salinos pode ajudar a reduzir os impactos da salinidade sobre as lavouras e ampliar o cultivo em áreas antes consideradas improdutivas.

O pesquisador também destacou que fatores como alta evaporação e irrigação com água salobra agravam o problema em diferentes regiões agrícolas. “Nesse contexto, inoculantes microbianos à base de arqueias surgem como inovação promissora no campo dos bioinsumos e podem abrir uma nova frente para a agricultura em áreas degradadas”.

A pesquisa foi liderada por João Paulo Ventura, pesquisador com vinculação científica à Embrapa Meio Ambiente, onde desenvolveu sua tese de doutorado. Segundo ele, os resultados ajudam a ampliar o entendimento sobre o papel das arqueias na agricultura.

Ventura afirmou que os experimentos demonstraram a capacidade das arqueias de colonizar as raízes do milho mesmo em ambientes com altos níveis de salinidade. “A abundância desses microrganismos aumenta à medida que se elevam os níveis de sal no solo, o que indica adaptação às condições adversas e potencial de aplicação em áreas afetadas pela salinidade”.

De acordo com o pesquisador, o estudo também muda a percepção científica sobre esses organismos. “De curiosidades da microbiologia associadas a ambientes extremos, as arqueias passam a ser vistas como ferramentas biotecnológicas concretas, com potencial para sustentar a produtividade agrícola e contribuir para a segurança alimentar em áreas afetadas pela salinização e pelas mudanças climáticas”, afirma.

A pesquisa dialoga com um problema considerado estrutural para a agricultura, especialmente no Semiárido brasileiro. Dados da Embrapa indicam que o Brasil possui cerca de 16 milhões de hectares de solos afetados por sais, sendo mais da metade localizada no Semiárido nordestino.

Segundo o levantamento, entre 20% e 25% das áreas irrigadas da região já apresentam problemas relacionados à salinidade ou à drenagem, afetando culturas como milho, feijão, algodão e sorgo.

Em escala global, relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura apontam que 1,38 bilhão de hectares possuem algum grau de salinidade e outro 1 bilhão está sob risco. Ainda de acordo com os dados, entre 20% e 50% das áreas irrigadas do planeta sofrem perdas de fertilidade e produtividade.

Estimativas mais conservadoras apontam que cerca de 833 milhões de hectares já são afetados de forma moderada a severa pela salinização. O impacto é mais intenso em regiões secas e semiáridas, onde a irrigação é fundamental para a produção de alimentos.

Um mapeamento da Organização das Nações Unidas relaciona a salinização do solo a impactos diretos sobre a segurança alimentar. Segundo o levantamento, cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em regiões onde o avanço da salinidade ameaça a estabilidade da produção agrícola.

Os pesquisadores avaliam que os resultados obtidos em laboratório indicam potencial para testes em condições reais de produção nos próximos anos. A proposta inclui o desenvolvimento de bioinoculantes à base de arqueias adaptadas a ambientes salinos, aplicados diretamente nas sementes ou no solo antes do plantio.

A expectativa é que a tecnologia possa ajudar culturas como milho, feijão e hortaliças a manterem produtividade em áreas irrigadas com água salobra, situação comum no Semiárido nordestino. Segundo os pesquisadores, a integração dessa estratégia com práticas já utilizadas no manejo agrícola poderá reduzir os impactos da salinização, aumentar a resiliência das lavouras e contribuir para a segurança alimentar.

O que é salinização do solo?

É um processo de acúmulo excessivo de sais solúveis (como cloretos e sulfatos de sódio) nas camadas superiores do solo, o que reduz sua fertilidade e produtividade agrícola. Esse fenômeno pode ocorrer naturalmente — especialmente em regiões áridas e semiáridas —, mas é intensificado por atividades humanas, como irrigação inadequada, manejo hídrico deficiente e uso excessivo de fertilizantes.

•Climas secos e evaporação alta: a água evapora e os sais ficam na superfície.

•Irrigação mal drenada: excesso de água sem saída adequada faz subir o nível freático, acumulando sais.

•Uso de água com salinidade alta: irrigar com água salobra também tende a concentrar sais.





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Fim da escala 6×1: relatório é adiado em meio à pressão para transição de 10 anos


O relatório que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da carga de trabalho sem perda salarial foi adiado, gerando debates sobre suas implicações. Tirso Beirelles, presidente da FAESP, enviou uma análise sobre os desdobramentos do projeto, destacando a necessidade de uma abordagem cuidadosa.

Preocupações com a produtividade

Beirelles expressou preocupações sobre a proposta do governo federal, que, segundo ele, não leva em conta a produtividade e a saúde do trabalhador. Ele destacou que:

  • A mudança abrupta na carga de trabalho pode resultar em uma perda significativa de 7% no PIB.
  • A falta de mão de obra qualificada pode agravar a situação, levando à mecanização dos processos.

Desafios enfrentados

O presidente da FAESP ressaltou que a situação atual é complexa e que a reforma tributária em andamento também deve ser considerada. Ele enfatizou a importância de:

  • Trabalhar a longo prazo para garantir a saúde do setor produtivo.
  • Evitar o aumento da informalidade e do desemprego.

Exemplos internacionais

Beirelles citou o exemplo dos Estados Unidos, onde a redução da carga de trabalho levou 15 anos para ser implementada, mantendo a jornada de 44 horas. Ele defendeu que a mudança deve ser feita de forma planejada e eficaz, pensando no trabalhador e no setor produtivo.

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Projeto da Câmara garante direitos dos safristas em meio à crise


Um novo projeto da Câmara dos Deputados busca garantir direitos fundamentais aos safristas, incluindo a manutenção do Bolsa Família por pelo menos seis meses e mudanças na jornada de trabalho. A proposta surge em resposta ao atual cenário econômico do Brasil, que enfrenta uma grave crise de mão de obra.

Contexto da proposta

O projeto visa atender à necessidade de mão de obra temporária no setor agrícola, que se reflete também em outras áreas, como restaurantes e construção civil. A escassez de trabalhadores é uma consequência da deterioração das condições de trabalho e da remuneração inadequada.

Pontos centrais do projeto

  • Manutenção do Bolsa Família para safristas por seis meses.
  • Flexibilização das contratações, permitindo que trabalhadores recebam o benefício e tenham carteira assinada.
  • Discussão sobre a jornada de trabalho, incluindo a pressão para a redução da escala 6×1.

Desdobramentos e implicações

O projeto também reflete a luta dos trabalhadores por melhores condições e salários, em um contexto onde muitos enfrentam dificuldades financeiras. A proposta será debatida em votação marcada para o dia 25, enquanto o cenário político continua a influenciar as decisões da Câmara.

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Conab eleva previsão e safra de café pode atingir recorde de 66,7 milhões de sacas em 2026


Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou, nesta quinta-feira (21), uma produção brasileira de café de 66,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2026. O volume representa aumento de 18% em relação às 56,54 milhões de sacas colhidas em 2025. Na comparação com o levantamento de fevereiro, a estimativa subiu 0,8%, o equivalente a 510 mil sacas.

Se confirmada ao fim do ciclo, a safra superará em 5,74% o recorde anterior, de 63,08 milhões de sacas, registrado em 2020. A área total destinada à cafeicultura foi estimada em 2,34 milhões de hectares, alta de 3,9%. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional deve avançar 13%, para 34,4 sacas por hectare.

No café arábica, a Conab prevê 45,77 milhões de sacas, crescimento de 28% sobre 2025. Segundo a estatal, o resultado reflete os efeitos do ciclo de bienalidade positiva, maior área em produção e condições climáticas favoráveis. Já o conilon deve somar 20,93 milhões de sacas, alta de 0,8%. Nesse caso, a expansão da área produtiva, estimada em 388,22 mil hectares, compensa a queda de 3,5% na produtividade média, projetada em 53,9 sacas por hectare.

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Entre os estados, Minas Gerais segue como principal produtor, com estimativa de 33,4 milhões de sacas, avanço de 29,8% na comparação anual. A Conab atribui o desempenho à bienalidade positiva e à melhor distribuição das chuvas antes da floração. No Espírito Santo, a previsão é de 18 milhões de sacas, alta de 3%. A produção de arábica no estado deve crescer, enquanto o conilon tende a recuar 4,2%, em meio ao elevado desempenho de 2025 e a temperaturas abaixo da média no ciclo.

Na Bahia, a colheita pode chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%, apoiada por regularidade climática, manejo e entrada de novas áreas. Em São Paulo, a produção de arábica foi estimada em 5,9 milhões de sacas, avanço de 24,6%. Rondônia, com cultivo exclusivo de conilon, pode alcançar 2,8 milhões de sacas, aumento de 19,4%, com apoio de material genético clonal mais produtivo e clima favorável.

Os números do segundo levantamento da Conab indicam recuperação produtiva da cafeicultura em 2026, principalmente no arábica. A confirmação do recorde ainda dependerá do comportamento climático e do desempenho da colheita ao longo do ciclo, segundo os dados disponíveis no boletim oficial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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El Niño deve atingir Brasil com força na primavera e verão, aponta Cemaden


O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) prevê que os efeitos do fenômeno El Niño devem ser sentidos com mais intensidade no Brasil durante a primavera e o verão, segundo nota técnica publicada pelo órgão na última terça-feira (19).

O documento destaca que o El Niño será um fator determinante para o clima global no segundo semestre de 2026 e no início de 2027. Ainda de acordo com a nota, a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) estima em 37% a probabilidade de o fenômeno atingir a categoria considerada muito forte, cenário conhecido como “Super El Niño”.

Tomando como referência o episódio de El Niño entre 2023 e 2024, período em que o Brasil enfrentou a maior seca dos últimos 70 anos e cerca de 80% dos municípios registraram algum nível de estiagem, o Cemaden elaborou prognósticos para um possível evento climático de intensidade semelhante em 2026.

A nota técnica aponta que o fenômeno em 2026/2027 pode provocar temperaturas acima da média nas regiões Norte e Nordeste, afetando o regime de chuvas, ampliando o risco de seca e impactando a disponibilidade hídrica. O documento ressalta ainda que esse cenário pode pressionar a infraestrutura hídrica e energética da Região Norte, especialmente nas bacias dos rios Xingu, Madeira e Tocantins-Araguaia.

Em relação ao risco de chuvas intensas e enchentes, a nota técnica indica maior atenção para o Centro-Sul do Brasil, principalmente na Região Sul e, em menor escala, em áreas de Mato Grosso do Sul.

O texto faz referência especial ao estado do Rio Grande do Sul, onde a previsão aponta volumes elevados de chuva durante a primavera e o verão, sobretudo nas regiões de Ijuí, Uruguaiana, Santa Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul e Pelotas.

O Cemaden também projeta aumento considerável nos volumes de chuva em Santa Catarina, principalmente em regiões como Joinville, Criciúma, Lages, Chapecó e Caçador.

Segundo a nota técnica, o Brasil também pode enfrentar novas ondas de calor, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, repetindo um padrão semelhante ao observado em 2024.

Ações recomendadas

Entre as recomendações apresentadas pelo Cemaden estão o reforço do monitoramento hidrometeorológico e geodinâmico, com atenção para acumulados de chuva, níveis dos rios, vazões, umidade do solo e condições de encostas.

O órgão também recomenda garantir o funcionamento pleno de radares meteorológicos, pluviômetros, estações hidrológicas e sistemas de transmissão de dados, além de ampliar o uso de previsões probabilísticas e multimodelos para apoiar cenários de risco.

Outra medida sugerida é a reavaliação de áreas críticas, como encostas ocupadas, margens de rios, fundos de vale, pontes, taludes e regiões urbanas com drenagem insuficiente.

A nota ainda defende maior integração entre União, estados e municípios para conectar ações de previsão, monitoramento, alerta e resposta a desastres naturais, além de integrar os alertas do Cemaden, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aos fluxos de decisão do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

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Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

A Embrapa Pecuária Sul abriu edital para selecionar bolsistas de Iniciação Científica e Iniciação Tecnológica para o período 2026/2027, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). As inscrições podem ser feitas entre terça-feira (20) e quinta-feira (29). As atividades serão presenciais, com carga de 20 horas semanais e duração de 12 meses.

Segundo o edital, os estudantes selecionados atuarão em projetos de pesquisa científica e inovação tecnológica ligados às áreas de atuação da Embrapa Pecuária Sul. As atividades serão desenvolvidas em Bagé, no Rio Grande do Sul, e na Estação Experimental de Lages, em Santa Catarina, conforme a temática escolhida pelo candidato.

A seleção contempla bolsas de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica e Inovação (ITI), modalidades voltadas à formação de estudantes de graduação em atividades de pesquisa aplicada. O número de vagas imediatas não foi informado no conteúdo disponibilizado. De acordo com a Embrapa, os candidatos classificados inicialmente ficarão em cadastro reserva e poderão ser convocados conforme a disponibilidade de cotas e a ordem de classificação prevista no edital.

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A pesquisadora Vivian Timpani, coordenadora da Comissão Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica da Embrapa, afirmou que a participação dos bolsistas reforça as atividades conduzidas pelo centro de pesquisa. Segundo ela, a formação desses estudantes integra o compromisso institucional da empresa com a qualificação de profissionais que podem atuar posteriormente em pesquisa e no mercado de trabalho.

Para o setor agropecuário, a abertura de bolsas em uma unidade voltada à pecuária amplia a base de formação técnica em pesquisa aplicada, desenvolvimento de tecnologia e inovação. Esse tipo de iniciativa tem relação direta com a geração de conhecimento para sistemas produtivos, manejo, sustentabilidade e competitividade das cadeias pecuárias, ainda que o edital não detalhe, no material divulgado, as linhas específicas de pesquisa contempladas nesta seleção.

O resultado final do processo seletivo será divulgado a partir de segunda-feira (29 de junho de 2026) na página eletrônica da Embrapa Pecuária Sul. As informações sobre requisitos, documentação e inscrições estão disponíveis no edital publicado pela unidade.

Fonte: embrapa.br

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Caravana técnica discute uso de biológicos para otimizar adubação fosfatada


Caravana técnica discute uso de biológicos para otimizar adubação fosfatada

O Grupo Cogny e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizam entre maio e julho a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo, com eventos em regiões agrícolas do Brasil e também no Paraguai. A proposta é apresentar resultados e orientações técnicas sobre o uso de solubilizadores de fósforo no manejo nutricional das lavouras, em um momento de pressão sobre os preços dos fertilizantes fosfatados.

Segundo as instituições, a primeira rodada ocorreu entre os dias 11 e 15 de maio, com palestras em Ciudad del Este, no Paraguai, Cascavel e Ponta Grossa, no Paraná, Dourados, em Mato Grosso do Sul, e Itapetininga, em São Paulo. A programação teve participação da pesquisadora Flávia Santos, da Embrapa Milho e Sorgo.

O foco técnico dos encontros é o uso de produtos biológicos formulados com microrganismos solubilizadores de fosfato, como SolubPhos e BiomaPhos, desenvolvidos em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo. De acordo com a pesquisadora, a tecnologia pode ampliar a eficiência no aproveitamento do fósforo já presente no solo, principalmente em áreas com disponibilidade alta ou muito alta do nutriente, desde que haja monitoramento do sistema solo-planta.

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Flávia Santos afirmou que o manejo sustentável da adubação fosfatada depende de diagnóstico técnico e acompanhamento constante, para evitar redução de produtividade. Ela também relacionou o uso dessas ferramentas à adoção de sistemas conservacionistas, como plantio direto e sistemas integrados.

Christiane Paiva, também pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, informou que os microrganismos utilizados foram isolados de solos brasileiros e atuam na região das raízes, favorecendo a absorção de fósforo e o desenvolvimento radicular. Segundo ela, a proposta é incorporar essa alternativa como ferramenta complementar no manejo nutricional.

As próximas etapas da caravana estão previstas para Mato Grosso: Sinop e Lucas do Rio Verde na segunda-feira (26), Primavera do Leste na terça-feira (27) e Campo Novo do Parecis na quarta-feira (28). O material divulgado não informa número de participantes, área atendida nem resultados consolidados em escala comercial.

A discussão sobre eficiência no uso de fósforo ganha espaço em um cenário de custos elevados com fertilizantes e busca por maior aproveitamento dos nutrientes no solo. A adoção dessas tecnologias, no entanto, depende de recomendação agronômica, análise de solo e validação conforme as condições de cada área de produção.

Fonte: embrapa.br

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Juros futuros sobem com avanço do petróleo e tensão entre Estados Unidos e Irã


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

Os juros futuros avançavam na manhã desta quinta-feira (21), com maior pressão nos contratos longos, em um movimento de inclinação da curva. O mercado reagia à alta do petróleo, ao avanço do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, em meio às incertezas sobre um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O principal fator técnico citado no mercado é o aumento do temor inflacionário diante de um choque de energia.

Às 9h10 desta quinta-feira (21), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,095%, ante 14,057% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançava a 14,005%, de 13,912%. Já o contrato para janeiro de 2031 marcava 14,145%, acima dos 14,076% registrados na quarta-feira (20).

O movimento indica maior pressão na parte longa da curva, em sintonia com a valorização do petróleo no exterior e com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Em geral, esse ambiente leva investidores a exigir retorno maior em prazos mais longos, especialmente quando crescem as dúvidas sobre inflação global e custo de energia.

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No caso brasileiro, a leitura do mercado é de que um petróleo mais caro pode pressionar combustíveis, fretes e outros custos ligados à economia real. Para o setor agropecuário, esse tipo de movimento é acompanhado com atenção porque energia, diesel, transporte e financiamento estão entre os componentes relevantes do custo de produção e de comercialização.

Os dados disponíveis no material de origem não informam a variação percentual do petróleo, do dólar ou dos Treasuries no mesmo horário, o que limita uma comparação mais detalhada entre os ativos. Também não há, até o momento citado, indicação de mudança formal na política monetária brasileira, mas a abertura da curva mostra piora na percepção de risco e inflação de curto e médio prazos.

No curto prazo, a direção dos juros deve seguir sensível ao comportamento do petróleo, do câmbio e das taxas americanas. Sem novas informações sobre a negociação entre Estados Unidos e Irã ou sobre o repasse do choque de energia à inflação, o cenário permanece condicionado aos ativos externos e à reprecificação de risco nos mercados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara pode votar programa para estimular indústria de fertilizantes


Atraso na compra de fertilizantes eleva risco para a safra de soja 2026/27

O Plenário da Câmara dos Deputados tem sessão marcada para esta quinta-feira (21), às 11 horas, com oito propostas na pauta. Entre elas está o Projeto de Lei 699/23, do Senado, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A pauta também reúne textos sobre seguro rural, regulação com impacto sobre a agropecuária e medidas ligadas ao mercado de combustíveis.

Segundo a pauta divulgada pela Câmara, o PL 699/23 prevê redução de impostos para empresas que invistam na produção nacional de fertilizantes e de insumos usados pelo setor. O texto tem como objetivo reduzir a dependência brasileira de produtos importados, um ponto relevante para cadeias agrícolas com forte exposição ao custo de adubos. O relator, deputado Júnior Ferrari (PSD-PA), apresentou substitutivo favorável à aprovação.

Outra proposta com efeito direto sobre o campo é o PL 2951/24, também originado no Senado. O projeto altera normas do seguro rural e busca ampliar a proteção do produtor diante de perdas associadas a clima, pragas, doenças e outros eventos da atividade agropecuária. O parecer do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) recomenda a aprovação na forma de substitutivo.

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Na mesma sessão, os deputados podem analisar o PL 5900/25, de autoria do próprio Lupion e de outros 10 parlamentares. O texto torna obrigatória a análise prévia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para edição de norma federal com impacto sobre espécies vegetais, animais, aquícolas, florestais ou organismos usados em atividades produtivas. A relatoria está com o deputado Pezenti (MDB-SC).

Também consta da pauta o PLP 114/26, que vincula arrecadação extraordinária obtida com alta no preço do barril de petróleo exportado a medidas de estabilização dos combustíveis. Embora o texto não trate diretamente da produção agropecuária, o tema tem relação com custos logísticos e operacionais no campo. A Câmara informou ainda que a sessão ocorrerá após a reunião do Congresso Nacional.

A definição sobre votação e eventual aprovação das propostas depende da deliberação do Plenário nesta quinta-feira (21). Se avançarem, os textos podem afetar custos de insumos, instrumentos de proteção ao produtor e exigências regulatórias para cadeias agropecuárias. O alcance prático de cada medida dependerá da redação final aprovada pelos deputados.

Fonte: camara.leg.br

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