sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Complexo soja amplia exportações do Paraná no primeiro quadrimestre


Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes

O complexo soja foi o principal destaque da balança comercial agropecuária do Paraná no primeiro quadrimestre de 2026, segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (21). No período, o estado embarcou mais de 5,3 milhões de toneladas de grão, farelo e óleo, alta de 3,2% sobre o mesmo intervalo de 2025, com faturamento de US$ 2,3 bilhões, avanço de 10,6%.

De acordo com o boletim, a China respondeu por 59% do volume exportado pelo Paraná, reforçando o peso do mercado externo na comercialização da soja paranaense. Os números consolidam o complexo como principal produto da agricultura estadual no início de 2026.

No mesmo levantamento, o Deral indicou atenção para a segunda safra de milho após as primeiras geadas no estado. O percentual de lavouras em boas condições caiu de 84% para 82%. As áreas avaliadas como regulares passaram a 13%, enquanto as classificadas como ruins subiram de 4% para 5%. Segundo o analista do Deral Edmar Gervasio, os danos foram pontuais e concentrados principalmente na região Sul. “Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas”, informou.

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O boletim também detalha que a região Norte concentra 35,7% da área de milho do Paraná, com pouco mais de 1 milhão de hectares, enquanto o Oeste reúne cerca de 933 mil hectares. Nessas regiões, os efeitos das geadas foram menos evidentes até o momento.

Na pecuária, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 15% no quadrimestre, mas a maior oferta de animais para abate pressionou os preços no mercado interno. No Paraná, a arroba bovina teve queda de 2,72% no mês, com média de R$ 343,00. Na avicultura, o frango vivo foi pago em média a R$ 4,62 por quilo em abril, abaixo do custo médio de produção estimado em R$ 4,70 por quilo. Entre os insumos, o milho no atacado foi cotado a R$ 63,58 por saca de 60 quilos e o farelo de soja a R$ 1.885,50 por tonelada.

Os dados do Deral indicam, no curto prazo, um cenário de sustentação das exportações de soja e de monitoramento climático sobre o milho safrinha. Para proteína animal, a relação entre preços de venda e custo de produção segue como ponto de atenção para produtores e agroindústrias. O boletim não apresenta projeção consolidada para o restante do ano.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Aporte de R$ 10,8 milhões amplia plataforma de IA para análise de solo


Aporte de R$ 10,8 milhões amplia plataforma de IA para análise de solo

A Agrorobótica, empresa de São Carlos (SP) parceira da Embrapa Instrumentação, recebeu um aporte de R$ 10,8 milhões para ampliar a plataforma de inteligência artificial AGLibs. O investimento foi oficializado nesta quinta-feira (21), durante a Agrishow 2026, e também envolve recursos do Banco do Brasil. Segundo as informações divulgadas, a tecnologia já monitora mais de 1 milhão de hectares em 19 estados brasileiros.

A plataforma utiliza a tecnologia Libs, sigla para espectroscopia de emissão óptica por plasma induzido por laser, para gerar mais de 19 indicadores agronômicos. Entre eles está a análise de fertilidade do solo em cerca de 20 segundos, ante aproximadamente 20 dias nos métodos laboratoriais convencionais, de acordo com a empresa.

O foco do aporte é dar escala à solução, estruturar processos internos e ampliar a entrega de valor aos clientes. Segundo Fábio Angelis, CEO da Agrorobótica, a empresa também prevê iniciar no segundo semestre a geração dos primeiros créditos de carbono no solo para clientes que começaram a operar com a tecnologia em 2022. Ele afirmou que esse mercado tem horizonte de longo prazo e ciclos de verificação que costumam ocorrer a cada quatro ou cinco anos.

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Para participar desse tipo de programa, o produtor precisa adotar práticas com adicionalidade comprovável, como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), uso de fertilizantes orgânicos, plantas de cobertura e irrigação. A mensuração, o reporte e a verificação do carbono no solo são etapas obrigatórias. Segundo a empresa, a tecnologia tem certificação internacional da Verra há quatro anos.

A parceria com a Embrapa Instrumentação também inclui contratos de pesquisa, publicações e desenvolvimento de propriedade intelectual. Rafael Campos, diretor da Vox Capital, afirmou que a combinação entre tecnologia protegida, escalabilidade e validação técnica foi um dos fatores considerados no investimento.

Para o setor produtivo, o avanço dessa plataforma pode ampliar a velocidade de diagnóstico do solo e apoiar decisões de manejo com base em dados. O impacto efetivo sobre produtividade, redução de insumos e geração de créditos de carbono, no entanto, depende da adoção das práticas recomendadas, da validação em campo e da evolução do mercado voluntário de carbono.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Cacau recua com expectativa de maior oferta africana


O mercado internacional de cacau voltou a operar sob forte pressão, em um movimento de correção após semanas de valorização e maior cautela dos agentes em relação à oferta global. Segundo informações da StoneX, os contratos encerraram o pregão desta segunda-feira, 17, com queda próxima de 6%, retornando para abaixo do patamar psicológico de US$ 4.000 por tonelada.

A baixa reverteu parte expressiva dos ganhos recentes, em um cenário no qual o cacau havia superado US$ 4.500 por tonelada apenas cinco dias antes. O recuo ocorreu depois de três semanas consecutivas de alta, período marcado por um rali sustentado principalmente por liquidações de posições no mercado e por preocupações climáticas em regiões produtoras da África Ocidental.

O movimento desta segunda-feira foi interpretado como uma realização técnica, associada a uma mudança na percepção de risco sobre a oferta. Entre os fatores que contribuíram para a pressão sobre as cotações, ganhou força no mercado o rumor de que a Costa do Marfim poderia revisar para cima sua estimativa de produção na safra 2025/26.

A nova projeção, ainda tratada como rumor no mercado, indicaria uma colheita de 2,2 milhões de toneladas no país africano, acima da faixa estimada anteriormente, entre 1,8 milhão e 1,9 milhão de toneladas. A possível revisão estaria relacionada a condições climáticas mais favoráveis, que poderiam ampliar o potencial produtivo da safra.

Com isso, a perspectiva de uma produção africana acima do esperado reduziu parte do prêmio de risco incorporado aos preços nas últimas semanas. O ajuste também sinaliza maior sensibilidade do mercado a qualquer mudança nas expectativas de oferta, especialmente após um período de forte recuperação das cotações.

Apesar da queda acentuada, o comportamento recente dos preços mostra que o mercado segue atento às condições climáticas e às informações sobre produção na África Ocidental. A combinação entre rumores de maior oferta e realização de lucros foi suficiente para interromper o movimento de alta e recolocar os contratos abaixo de um nível considerado relevante pelos agentes.

 





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Etanol cai para R$ 4,48 por litro na segunda semana de maio


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

O etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor nível de preço em 2026, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na média nacional, o litro passou a R$ 4,48, em um movimento associado ao avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul e ao aumento da oferta no mercado interno.

Na comparação com a última semana de abril, o preço médio do etanol recuou 3,83%. Em relação ao pico registrado em meados de abril, quando o litro estava em R$ 4,82, a queda acumulada chegou a 7%, de acordo com a Veloe. Entre os combustíveis pesquisados, foi o recuo mais intenso no período.

Gasolina comum e diesel S-10 também apresentaram redução, mas em ritmo mais moderado. A gasolina caiu 0,27%, para R$ 6,76 por litro, enquanto o diesel S-10 recuou 1,27%, para R$ 7,21 por litro. Segundo o monitor, esses combustíveis passaram por acomodação parcial após as altas observadas entre o fim de março e o início de abril.

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A pesquisa também mostrou melhora na relação de competitividade do etanol frente à gasolina. O indicador passou de 71,7% no fim de abril para 69,7% na segunda semana de maio, abaixo da referência de 70% usada como parâmetro aproximado para veículos flex. Na média nacional, isso indica pequena vantagem econômica do biocombustível.

Entre os estados, as maiores quedas percentuais do etanol foram registradas em Goiás (-4,9%), São Paulo (-4,7%), Distrito Federal (-4,6%), Minas Gerais (-4,2%) e Mato Grosso (-4,1%). O recuo concentrado no Centro-Sul reforça o efeito do avanço da moagem e da maior disponibilidade do produto no mercado.

Segundo a Veloe, o mercado segue atento à evolução da safra, além de fatores como petróleo, câmbio e a definição do mix das usinas entre açúcar e etanol.

Os dados indicam que o comportamento dos preços do etanol segue condicionado ao ritmo da safra no Centro-Sul e às decisões industriais das usinas. Sem novas informações regionais sobre produção, estoques e comercialização, a extensão desse movimento de queda dependerá da continuidade da oferta e das condições de mercado nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Rota Bioceânica e os benefícios para o agro serão debatidos no Fiap 2026


Fiap 2026
Foto: Caio Luccas

O corredor rodoviário com 2.396 quilômetros de extensão que vai ligar o Oceano Atlântico aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Brasil, Paraguai e Argentina é conhecido como Rota Bioceânica. O tema é de fundamental importância ao agronegócio e será discutido no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026).

O evento, a ser realizado em 18 de junho, em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, será organizado e transmitido ao vivo pelo Canal Rural.

O local será palco de encontro de líderes do setor, como ex-ministros, secretário de Estado e presidentes de entidades de diversos segmentos da agropecuária brasileira.

Na ocasião, a importância da Rota Bioceânica, uma alternativa ao Porto de Santos para encurtar distância e tempo para as exportações e importações brasileiras entre mercados da Ásia, Oceania e Costa Oeste dos Estados Unidos, será debatida pelo secretário de estado da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette.

Os organizadores do Fiap escolheram Mato Grosso do Sul a dedo, uma vez que o corredor rodoviário atravessa parte do Pantanal com a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que já está em fase final de construção e terá 1.294 metros de comprimento e 29 metros de altura. Financiada com recursos da Itaipu Binacional, a obra tem valor orçado em R$ 424,3 milhões.

Tal estrutura é vista como estratégica para a consolidação do Corredor Bioceânico de Capricórnio (CBC) e fica sobre o Rio Paraguai, entre os municípios de Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai.

Em complemento à ponte, o projeto também prevê a instalação de estruturas alfandegárias nos dois lados da fronteira. De acordo com a Receita Federal brasileira, a expectativa é de um fluxo inicial diário de 250 caminhões, número que tende a aumentar de forma progressiva conforme a nova rota se consolide como uma alternativa logística de exportação e importação para o Mercosul.

No Fiap 2026, a Rota Bioceânica será debatida no âmbito do conceito “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”, tema do evento, cujo papel é reforçar o papel do Brasil como agente estratégico na construção de soluções globais.

Assim, a proposta do Fórum é mostrar que, mais do que produzir commodities, o país entrega segurança alimentar, sustentabilidade, inovação, tecnologia, eficiência produtiva e energia limpa para atender aos desafios das próximas décadas.

O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, destaca que o Fiap 2026 representa um palco de decisões estratégicas para o setor. “Ao reunir diferentes vozes em torno de uma pauta internacional, o evento reforça a posição do Brasil como protagonista em um cenário global que exige produtividade, responsabilidade ambiental, ciência, tecnologia, cooperação e capacidade de resposta aos grandes desafios das nações”, afirma.

Com transmissão online, o evento poderá ser acompanhado pela TV, no Canal Rural, e também pelo YouTube da emissora. Além disso, haverá a emissão de um certificado ao público que acompanhar os painéis do Fórum. Para tanto, basta se inscrever aqui.

Confira a programação (horário de Brasília)

9h – Abertura oficial – Autoridades

Painel – Brasil, fonte de alimentos e energia para o futuro do planeta

  • Roberto Rodrigues – professor e ex-ministro da Agricultura

Painel – DNA da liderança: por dentro da pecuária no Brasil / Raio X da pecuária e suas oportunidades pelo mundo

  • Eduardo Pedroso – diretor executivo de Originação da JBS
  • Roberto Perosa – presidente executivo da Abiec
  • Camila Estevam – pesquisadora da FGV
  • Mariana de Aragão Pereira – chefe-geral da Embrapa Gado de Corte
  • Andréa Veríssimo – diretora de Relações Internacionais e Comunicação da Unem

Painel – O Papel estratégico da Soja na Balança Comercial Global

  • Maurício Buffon – presidente da Aprosoja Brasil

Painel – Acordo Mercosul e União Europeia: uma análise estratégica

  • Damian Lluna – conselheiro da Embaixada da União Europeia
  • Tereza Cristina – senadora e ex-ministra da Agricultura

Painel – Agro global: diretrizes para expansão agropecuária

  • Luiz Rua – secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa

Painel – Biocombustíveis: energia verde para o planeta

  • Arnaldo Jardim – vice-presidente da FPA

Painel – Rota Bioceânica: o despertar do corredor das oportunidades

  • Artur Falcette – Secretário de estado da Semadesc

Painel – O que o mundo espera do Brasil

  • ApexBrasil
  • Debate – Embaixadores e adidos

Painel – A resposta brasileira aos desafios das nações

  • Jorge Meza – representante da FAO no Brasil

Serviço

Fórum Internacional da Agropecuária – Fiap 2026
Tema: “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”
Quando: 18 de junho de 2026, das 8h às 20h
Transmissão: ao vivo pelo Canal Rural e no YouTube
Inscrições para assistir e receber certificado: já abertas neste link

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Embrapa Amazônia Ocidental recebe estudantes em programa de aproximação com a pesquisa


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

A Embrapa Amazônia Ocidental recebeu, na manhã desta quinta-feira (21), 70 alunos e professores do 3º ano do ensino médio do Colégio Adventista Paul Bernard, em Manaus (AM). A atividade integrou o programa Embrapa & Escola e teve como foco apresentar a pesquisa científica desenvolvida pela unidade, em apoio ao projeto interdisciplinar “Ciência na Produção: do campo à indústria”.

A programação começou com recepção em frente ao prédio da administração da unidade, seguida de apresentação institucional no Auditório Caiaué. Depois, os estudantes visitaram os laboratórios de Agroclimatologia e de Solos e Plantas, além das vitrines tecnológicas e de guaraná, do setor de plantas medicinais e da área de piscicultura no campo experimental.

Segundo informações da Embrapa Amazônia Ocidental, a atividade foi coordenada pelo Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO), com apoio de equipes locais. A proposta do programa é apresentar, de forma prática, como a pesquisa agropecuária é aplicada em temas como clima, solos, cultivo e produção aquícola.

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De acordo com a professora de biologia Katlin Leandro, a visita buscou aproximar os alunos do ambiente de pesquisa e contribuir com um trabalho interdisciplinar desenvolvido pela escola. Ela informou que o projeto envolve diferentes turmas e já incluiu visitas a outras instituições de pesquisa do Amazonas, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Direcionado à educação básica, o programa Embrapa & Escola atua na divulgação de conhecimento técnico e científico ligado ao campo. Para o setor agropecuário, esse tipo de ação amplia o contato entre pesquisa pública, formação de estudantes e disseminação de tecnologias aplicadas à produção. O material divulgado não informa periodicidade das visitas nem número anual de participantes atendidos pela unidade em Manaus.

As escolas interessadas em participar devem procurar a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mais próxima para verificar agenda e disponibilidade técnica. Em Manaus, o contato informado pela Embrapa Amazônia Ocidental é o e-mail cpaa.nco@embrapa.br. A continuidade e a escala do programa dependem da organização local de atendimento.

Fonte: embrapa.br

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AIE alerta para risco no mercado de petróleo entre julho e agosto


Japão prorroga redução de exigência de estoques privados de petróleo até 15 de junho

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta quinta-feira (21), em Londres, que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto. Segundo ele, o cenário combina interrupção das exportações do Oriente Médio, redução dos estoques e aumento sazonal do consumo de combustíveis no verão do Hemisfério Norte. O alerta foi feito durante evento na Chatham House.

De acordo com Birol, mais de 14 milhões de barris por dia foram retirados do mercado no Oriente Médio em meio à guerra envolvendo o Irã e ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. O dirigente classificou o episódio como a maior crise energética já registrada em termos de volume afetado.

A AIE informou que vem liberando entre 2,5 milhões e 3 milhões de barris por dia ao mercado, no que descreve como o maior uso coordenado de reservas estratégicas da história. Além disso, a agência citou a liberação acumulada de 400 milhões de barris e o uso de estoques comerciais como fatores que amorteceram o choque inicial de oferta.

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Mesmo assim, Birol afirmou que esse mecanismo não resolve o problema estrutural. Segundo ele, os estoques estão em queda no momento em que a demanda por combustíveis começa a subir. A principal condição para normalização, de acordo com a AIE, é a reabertura total e incondicional do Estreito de Ormuz.

O diretor também afirmou que a recuperação da produção e da capacidade de refino no Oriente Médio tende a ser lenta e desigual. Ele citou Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos como países com maior capacidade financeira e tecnológica para acelerar a retomada, enquanto apontou o Iraque como ponto de maior vulnerabilidade, pela dependência das receitas do petróleo e pela baixa capacidade de armazenamento.

Para o agronegócio, o quadro exige monitoramento do mercado internacional de energia, já que oscilações no petróleo podem influenciar diesel, transporte e custos operacionais. O impacto sobre preços internos, porém, dependerá da evolução da crise, do câmbio e das políticas de abastecimento.

Até o momento, a AIE indica risco elevado para o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo, mas não apresentou uma data para normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz. Sem reabertura da rota e recomposição dos estoques, a agência sinaliza manutenção da pressão sobre o mercado de energia nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MP junto ao TCU pede homologação de leilão de reserva de capacidade


CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) determine, em caráter cautelar, a homologação dos resultados do leilão de reserva de capacidade nos prazos previstos em edital. A nova manifestação foi apresentada nesta quarta-feira (21), em meio à apuração de possíveis irregularidades no certame conduzido no setor elétrico. O pedido sustenta que o descumprimento do edital, sem base legal, não encontra amparo no ordenamento jurídico.

No início de abril, o próprio MPTCU havia solicitado a suspensão do andamento do leilão até a análise completa dos questionamentos levantados. Entre os pontos citados estavam a elevação dos preços-teto em curto intervalo de tempo e o suposto baixo nível de competição, refletido em deságios reduzidos no resultado final.

Na nova representação, o órgão passou a defender a homologação do certame dentro do cronograma previsto, mas reiterou a necessidade de verificação da legalidade do processo. Segundo o pedido, o TCU deve examinar especialmente a definição dos preços-teto, as condições de competição e a observância dos princípios de isonomia e de seleção da proposta mais vantajosa para a administração pública.

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O relator do caso no TCU, ministro Jorge Oliveira, determinou nesta terça-feira (20) que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) preste esclarecimentos em até cinco dias úteis sobre as irregularidades apontadas. Até o momento, o ministro não acolheu os pedidos cautelares para cancelar a formalização do resultado do leilão.

Antes disso, a Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear (AudElétrica) havia recomendado a suspensão da adjudicação e da homologação parcial dos produtos termelétricos de 2026, 2027, 2028, 2029 e 2031. O parecer apontou risco de contratação desvantajosa e de longa duração, com repercussões para consumidores e para a racionalidade econômica da expansão de potência no sistema elétrico nacional.

Para o setor produtivo, incluindo agroindústrias, armazenagem e atividades rurais com maior dependência de energia elétrica, o desfecho do processo é relevante porque contratos de capacidade podem influenciar custos futuros do sistema. O material disponível, no entanto, não informa valores financeiros do leilão nem estimativa objetiva de impacto tarifário.

O próximo passo é a manifestação da Aneel ao TCU dentro do prazo fixado. Até que o tribunal conclua a análise, permanece a disputa entre o cumprimento imediato do edital e a apuração técnica sobre competitividade, preços e legalidade do leilão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta tecnologias sustentáveis a estudantes da UFS em Sergipe


Embrapa apresenta tecnologias sustentáveis a estudantes da UFS em Sergipe

Estudantes dos cursos de Ecologia e Engenharia de Pesca da Universidade Federal de Sergipe (UFS) participaram, na segunda-feira (19) e na terça-feira (20), de visitas técnicas a unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Sergipe. As atividades ocorreram no Campo Experimental de Itaporanga d’Ajuda e no Laboratório de Pesquisa e Inovação em Maricultura (Lapimar), em Aracaju. A programação apresentou tecnologias voltadas à produção agropecuária e aquícola com foco em sustentabilidade, manejo e biossegurança.

No Campo Experimental de Itaporanga d’Ajuda, a turma de Ecologia conheceu estruturas e práticas aplicadas à produção rural. Segundo a Embrapa, foram apresentados a fossa séptica biodigestora, o sistema de vermicompostagem e o processo de produção do BIOGEO, adubo líquido usado como insumo agrícola. A visita também incluiu a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Caju, onde os alunos observaram espécies da Mata Atlântica e a integração entre conservação ambiental e pesquisa de campo.

A apresentação técnica foi conduzida pelo supervisor do campo experimental, Cleverson Matos, e pelo técnico agrícola Adenilton Cícero. De acordo com a professora Bianca Giuliano, da UFS, a atividade aproximou os estudantes da pesquisa aplicada e do funcionamento de soluções voltadas à agricultura de base sustentável.

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No Lapimar, os alunos de Engenharia de Pesca acompanharam a estrutura de laboratórios voltados à maricultura, malacocultura e sanidade aquícola. O pesquisador Carlos Alberto da Silva detalhou os ambientes laboratoriais, os sistemas de recirculação de larvas, os filtros mecânicos e biológicos e o fluxo de água entre filtros e tanques de criação. O técnico William Cabral apresentou rotinas operacionais e procedimentos adotados no espaço.

A pesquisadora Alitiene Pereira conduziu a visita aos laboratórios de Malacocultura e Aquicultura, onde também foram mostrados experimentos em andamento com peixes e crustáceos. Segundo a equipe técnica, o laboratório conta com estruturas de aeração, desinfecção da água e geração elétrica de suporte, além de equipamentos usados em análises histológicas, hematológicas e microbiológicas. A Embrapa não informou, no material divulgado, volume de investimentos, capacidade operacional ou cronograma detalhado dos próximos projetos.

As visitas técnicas ampliam o contato de estudantes com tecnologias de manejo, sanidade e produção sustentável já aplicadas em pesquisa agropecuária e aquícola. Do ponto de vista setorial, a formação de profissionais com conhecimento em sistemas produtivos, biossegurança e uso de insumos sustentáveis é um dos pontos de apoio para inovação no campo e na aquicultura, embora o impacto direto dessas ações dependa da adoção futura das tecnologias e da continuidade dos projetos apresentados.

Fonte: embrapa.br

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Acelen Renováveis anuncia biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia


Acelen Renováveis anuncia biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia

A Acelen Renováveis anunciou nesta quinta-feira (21) investimento de US$ 1,5 bilhão para iniciar a construção de uma biorrefinaria de combustíveis renováveis em São Francisco do Conde, na Bahia. A unidade tem início de operação previsto para 2029 e capacidade estimada em 1 bilhão de litros por ano de combustível sustentável de aviação e diesel renovável. Parte do aporte será financiada por um consórcio de 10 instituições financeiras liderado por HSBC e International Finance Corporation (IFC).

Segundo a companhia, a planta utilizará a tecnologia HEFA, sigla em inglês para ésteres e ácidos graxos hidroprocessados, uma das rotas empregadas na produção de combustíveis renováveis. O projeto será instalado em área industrial já existente e integra uma estrutura mais ampla cujo investimento total da primeira unidade deve superar US$ 3 bilhões.

A empresa informou que o complexo incluirá um braço agroindustrial voltado ao cultivo, extração e beneficiamento de coprodutos da macaúba, além do uso de óleo de soja e de óleo de cozinha usado como matérias-primas. Nesse ponto, o empreendimento cria uma conexão direta com o setor agropecuário, ao abrir demanda para oleaginosas, biomassa e sistemas integrados de fornecimento.

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De acordo com a Acelen Renováveis, a previsão é cultivar 144 mil hectares em áreas degradadas, dos quais 20% devem ser destinados a parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores. No pico das obras, a expectativa é de 3,6 mil empregos diretos e indiretos.

A International Finance Corporation, braço do Grupo Banco Mundial para o setor privado, atuou na coordenação geral e na estruturação financeira ao lado do HSBC. Também integram o consórcio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), BID Invest, Bradesco, BBVA, Bank of China e outras instituições internacionais.

Segundo a companhia, cerca de 90% da comercialização de SAF e HVO já está estruturada e assinada. Já a estimativa de movimentação de até US$ 40 bilhões na economia brasileira e de 85 mil empregos na próxima década foi atribuída a estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Do ponto de vista do agronegócio, o projeto adiciona uma nova frente de demanda para matérias-primas renováveis e para sistemas de produção em áreas degradadas. Ainda assim, detalhes sobre cronograma agrícola, contratos de fornecimento e escala efetiva de compra de insumos por cadeia produtiva não foram informados pela empresa até o momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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